O individualismo



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Encontro07.08.2016
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O Romantismo tem como características:

A postura do homem perante a mulher, a idealização da mesma, o sentimentalismo, o patriotismo e o individualismo, a admiração pela Idade Média.



O individualismo

O "eu" é o valor máximo. Daí o culto da personalidade, do devaneio sem limites.

A aspiração ao infinito

O escritor afirma a sua rebeldia e insatisfação. Procura quebrar os seus limites; não o conseguindo, afirma-se vítima do destino.

A sacralização do amor

O amor, sentimento absoluto, não deixará de colocar o amante em permanente insatisfação e contradição, porque nada no mundo pode preencher os seus desejos incontroláveis.

A liberdade

É um valor absoluto: "Abaixo a Razão! Viva a Liberdade!" é o grito que se repete.

O "mal du siècle"

Manifestação de cansaço, melancolia, que resulta das paixões sem objecto, consumidas num coração solitário, roído pela angústia de viver.

A fantasia

O papel desmesurado da fantasia: o sonho e a evasão são constantes, resultando da insatisfação do presente.

A Natureza nocturna

O gosto pela Natureza nocturna: a sombra, a noite, a lua, o cemitério, a tempestade, o pôr do sol, o abismo, realidades que configuram o "locus horrendus" capaz de provocar fortes sensações em escritores dominados pelo sentimento.

A emoção

A expressão espontânea de emoções: os românticos, libertos de convenções, dão vazão ao que lhes vai na alma, transportam o seu estado de espírito para a Natureza e para a escrita.

O exotismo

A procura de lugares exóticos, palco para o recreio da sua fantasia ilimitada; a procura da Idade Média, manancial inesgotável de lendas, poesia, tradições, etc.

O popular

O amor por tudo o que é nacional e popular.

O Romantismo é a expressão literária e plástica da ascensão da burguesia , é um movimento cultural europeu surgido em finais do século XVIII, cuja influência se consolidou até meados do século XIX.


O Ultra-romantismo é uma corrente literária da segunda metade do séc. XIX, e que se caracterizou por levar ao exagero, e por vezes até ao ridículo, as normas e ideais preconizadas pelo Romantismo, nomeadamente, a exaltação da subjectividade, do individualismo, do idealismo amoroso, da Natureza e do mundo medieval.
Em Portugal, a revolução na literatura é consequência da revolução política de 1832-34 (o romantismo português forma-se à luz dos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade - dimensão um pouco idealista)
Pré romantismo

Dá-se este nome, na história da literatura portuguesa, ao conjunto de manifestações duma sensibilidade e dum gosto românticos antes de 1825, data que se toma convencionalmente para marcar o início do Romantismo em Portugal. Hoje podemos definir o Pré-Romantismo pelas seguintes características: inculca-se o perfil do poeta nascido sob o signo infeliz, inclinado à melancolia e ao desespero; assim, o poeta compraz-se no isolamento e na paisagem emsombrada, lúgubre; a intuição do mistério do universo leva-o a confiar em agouros e pressentimentos, aumentando a sua inquietação; o poeta vive intensamente pelos afectos, pelas emoções e até pelos sentidos, é um ser vibrátil, apaixonado, e o instrumento da perseguição dos Fados é muitas vezes um amor total, de corpo e alma, avassalador, ou então violentamente sensual; o instinto, segundo a lição de Rousseau, é nimbado de inocência, e chega-se a entender o amor como um absoluto, uma espécie de religião depuradora e exaltante que a sociedade não tem o direito de tolher; a poesia dá vazão ao tumulto interior, torna-se expansiva e confidencial, tende a confundir-se com a vida; por outro lado, procura-se uma linguagem nova, não só impressionante, excessiva, de tintas violentas, mas capaz de traduzir imediata e fielmente o próprio fluxo subjectivo (aqui oscila-se entre a espontaneidade emocional e a declamação espectacular); reagindo-se contra o racionalismo iluminístico, exprime-se a nostalgia do maravilhoso ou do pitoresco folclórico (lendas, contos de fadas, velhos usos e tradições); enfim, o gosto da paisagem diferente e do maravilhoso etnográfico leva aos primeiros assomos de exotismo (entre nós o exotismo brasílico).


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