O líbano é um país que busca viver sua liberdade e sua paz e está conquistando com a ajuda de seu próprio povo



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Encontro31.07.2016
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Líbano fará eleição em meio à tensão do Oriente Médio

“O Líbano é um país que busca viver sua liberdade e sua paz e está conquistando com a ajuda de seu próprio povo”. A declaração é do estudante Michel Iskandar Riachi, 23, que desde os nove anos vive radicado com a família no Brasil.Michel é filho do respeitado Elias Iskandar Riachi.


Ele esteve recentemente visitando sua pátria natal e informou que as eleições presidenciais de maio do próximo ano estão confirmadas, apesar do clima de tensão que envolve os povos do Oriente Médio.
Riachi (foto) faz uma explanação do contexto histórico do Líbano e revela, em parte, como é a rotina de quem tem como vizinhos o Iraque e inimigos mortais como a Palestina e Israel. “(...) em 1975, na primeira guerra civil, os palestinos começaram uma guerra (...), porque queriam tomar as terras do Líbano. Entraram em guerra conosco e nós mudamos os planos deles”, revelou em entrevista a Jusciana Molinari.
O estudante, atualmente residindo em São Paulo, pertence ao partido El Kateib, que tem o General Michel Aoun como candidato na eleição do próximo mês. “(...) é o melhor porque é unificador. É um homem que consegue manter o diálogo com todos e será o governante que o Líbano precisa para se fortalecer. É um patriota”, afirmou em recente passagem por Curitiba.
Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
Por Jusciana Molinari
– Você esteve recentemente no Líbano. O que de fato está acontecendo lá?

Michel Iskandar Riachi – O Líbano é um país que busca viver sua liberdade e sua paz e está conquistando com a ajuda de seu próprio povo.


– Em maio acontecem às eleições para presidente. Quem são os candidatos e qual seria o melhor para governar o país?

Michel Riachi – Michel Aoun é o melhor porque é unificador. É um homem que consegue manter o diálogo com todos e será o governante que o Líbano precisa para se fortalecer mais ainda. É um patriota. Foi Primeiro-ministro do Líbano e general das Forças Armadas. Infelizmente a Síria o tirou do Líbano e ele foi para a França, em 1990, onde ficou durante 15 anos. Mas voltou mais forte. O povo confia nas palavras dele. Além do que, é um cristão que tem poder para governar. Os outros candidatos são o deputado Nassib Lahud, Rafik Harire e o deputado Butrus Harb.


– Dá para dizer que Aoun é um “cristão poderoso”?

Michel Riachi – Temos que voltar na história. Em 1945 foi feito um acordo no Líbano. O presidente tem que ser católico maronita, o primeiro-ministro muçulmano sunita e o presidente dos deputados, um muçulmano xiita ou sunita. Por isso precisamos de um presidente católico forte em nosso país. Que unifique as religiões e construa mais paz.


– Qual a finalidade deste acordo?

Michel Riachi – Na época da Segunda Guerra Mundial, o Líbano estava sob o comando da França que deu mais poder aos católicos maronitas. Estes são a maioria no país.

– A mídia tem noticiado muito sobre o Oriente Médio. O que você tem a dizer sobre estes fatos?

Michel Riachi – O Líbano é uma pequena parte do Oriente Médio, um país laico. Mas os problemas graves estão no Iraque e entre Palestina e Israel.

Sobre os palestinos, há vários vivendo no Líbano. Como está a situação entre palestinos e libaneses?

Michel Riachi – Está sob controle. Agora são poucos. Mas em 1975, na primeira guerra civil, os palestinos começaram uma guerra com nosso partido, o El kateib, porque queriam tomar as terras do Líbano. Entraram em guerra conosco e nós mudamos os planos deles.


– Pelo que consta na história, eles já tinham as terras. Porque queriam o Líbano?

Michel Riachi – Em 1948, Israel e Palestina começaram a se desentender sobre as terras e como o Líbano faz fronteira, eles entraram em nosso país. A Onu (Organização das Nações Unidas) fez um acordo para deixá-los no Líbano por pouco tempo até que entrassem num acordo com Israel.


– O que é o Movimento El Kateib, do qual você faz parte?

Michel Riachi – O Al Kateib é um partido cristão, fundado em 1936 por Pierre Gemayel. Um partido democrático católico que defende a presidência do Líbano. Hoje está sob o comando de seu filho, Amin Gemayel, ex-presidente do Líbano e irmão de Bachir Gemayel.


– Quem é Bachir Gemayel?

Michel Riachi – Foi um grande homem, um herói. Defendeu o Líbano até a morte. Iniciou sua carreira política no El Kateib. Em 1969, foi seqüestrado pelos palestinos na região de Dekeune e, após um conflito entre o El Kateib e os palestinos, ele foi libertado. Foram quatro dias de batalha. Em 1963, ele participou da guerra do exército libanês contra os palestinos. Em 1975 ele se tornou presidente do El Kateib e arregimentou milhares de soldados para lutar pelo Líbano. Criou também o Lebaneses Forces, em 1979. Foi eleito presidente aos 33 anos, em agosto de 1982. Após 20 dias no poder, em 14 de setembro, foi assassinado. Uma hora antes, ele estava em uma missa e, como numa despedida, proferiu palavras de esperança e força a todos.


– Como ele foi assassinado e porquê?

Michel Riachi – Bachir Gemayel foi morto porque queria a paz no Líbano, que ia contra os interesses de Síria e de Israel. Outros também foram assassinados como Kamal Jemblat, Jobran Tuaine, entre outros.


– Você pretende voltar ao Líbano?

Michel Riachi – Sim. Eu vou voltar a morar lá. E vou morrer em meu país.


FRASES:

“Em 1948, Israel e Palestina começaram a se desentender sobre as terras e como o Líbano faz fronteira, eles entraram em nosso país”


“Após 20 dias no poder, em 14 de setembro, foi assassinado. Uma hora antes, ele estava em uma missa e, como numa despedida, proferiu palavras de esperança e força a todos”
“O Al Kateib é um partido cristão, fundado em 1936 por Pierre Gemayel. Um partido democrático católico que defende a presidência do Líbano”
Foto: Michel I. Riachi
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