O livro dos Médiuns



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Conteúdo resumido
Trata-se de um resumo de "O Livro dos Médiuns". O autor enfatiza a necessidade de estudarmos os fenômenos mediúnicos, aonde enumera os diversos tipos de mediunidades, instrumentos indispensável ao processo de desenvolvimento do médium. Identificá-lo e saber utilizá-lo são as propostas apresentadas nessa obra.
Sumário

Exposição Preliminar

I - A Sabedoria na antiguidade - Mistérios sagrados - A era cristã - A nova era / 05

II - Médium / 07

III - As leis naturais - O livre arbítrio - Os novos descobrimentos / 09

IV - Médiuns e Mediunidades / 10

V - Aclaração das mediunidades segundo o apóstolo Paulo - Diversidade de médiuns / 12

VI - Primeiras Experiências - Abc do Espiritismo Experimental - Sessões de mesinha / 15

VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação / 17

VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares / 20

IX - Diversidades de dons - As diversas mediunidades / 22

X - Médiuns Falantes / 23

XI - Médiuns escreventes ou psicógrafos / 25

XII - Considerações sobre a oração e sobre a crença - Necessidade da experimentação / 27

XIII - Médiuns escreventes: mecânico, intuitivo, polígrafo, iletrado, poliglota / 29

XIV - Perigos da mediunidade - Fé e assistência espírita - A prática da virtude / 31

XV - Orientação aos descrentes - Contribuição para espiritualistas - Lei Espírita - Causa do insucesso nas invocações - necessidade do estudo - perigos aparentes / 33

XVI - Mediunidade intuitiva escrevente - Um exemplo edificante / 36

XVII - Médiuns sensitivos - Médiuns naturais ou inconscientes - Médiuns facultativos ou voluntários / 39

XVIII - Médiuns auditivos - Médiuns videntes - Pneumatofonia / 40

XIX - Manifestações Físicas / 42

XX - Médiuns de efeitos físicos / 43

XXI - Estudo preliminar do Espiritismo - Os fins da mediunidade / 45

XXII - Médiuns curadores / 46

XXIII - Os fins da mediunidade / 48

XXIV - Experiências diversas - Manifestações físicas / 49

XXV - Organização dos centros de estudo e experiências / 51

XXVI - Discernimento dos espíritos / 52

XXVII - Médiuns fotógrafos / 55

XXVIII - Charlatanismo - Mistificação - Fraudes espíritas - Médiuns interesseiros / 57

XXIX - Manifestações dos espíritos através dos séculos - Os ensinos dos espíritos / 61

XXX - A Missão do Codificador / 64

XXXI - Ensino dos espíritos / 66

XXXII - Orientação dos centros e grupos espíritas - Influência do meio/ 67

XXXIII - Psicologia dos médiuns / 70

XXXIV - Os deveres de propaganda / 72

XXXV - Recapitulação - Ligeiro esboço dos modernos fenômenos espíritas / 74

XXXVI - Resumo dos ensinos dos espíritos / 76

XXXVII - A escada de Jacó - Evolução gradativa - Não há lacuna na natureza / 78

XXXVIII - A vida e a morte / 80

XXXIX - Fenômenos anímicos e espíritas / 82

XXXX - O sobrenatural e os fenômenos psíquicos / 83

Conclusão / 84

Exposição Preliminar

Não nos temos em conta de reveladores de verdades novas, desde que nossa tarefa se limita à divulgação da obra Kardequiana.

Por isso, não tem este livro outro escopo senão o de orientar a todos aqueles que de boa vontade procuram a Verdade, para iniciá-los no Grande Templo do Espírito erigido por Allan Kardec.

Portanto, em vez de ser uma explanação, com larga dissertação de O Livro dos Médiuns, esta obra é dele um resumo.

Além da nossa impossibilidade material para empreender obra de fôlego, nas quais, quase sempre, a forma sobrepuja o fundo, é preciso reconhecer que nossa época não permite a publicação de grossos volumes que, as mais das vezes, são entregues aos vermes das bibliotecas em vez de serem assimilados pelo espírito: o século em que vivemos, o mundo novo que acaba de despontar com melhoramentos que chegam a confundir a gente, não permite o sossego e a calma indispensáveis à meditação e ao raciocínio que exigem as grandes obras. Por outro lado, a Humanidade, pouco preparada para o estudo de problemas que em geral julga insolúveis, pouca atenção dispensa às obras de fôlego.

O Espiritismo, exposto aos leitores em síntese, tal como o fazemos, proporciona duas vantagens bem nítidas: primeira, a de dar àqueles que nos lêem a expressão nítida, clara, racional da sua doutrina, que abrange as esferas religiosa, filosófica e científica; segunda, a de guiá-los a mais altos empreendimentos, infundindo-lhes nas almas o desejo de aprofundar a Revelação Nova, que veio iniciar uma nova era no progresso dos povos.

Tal é nosso intuito ao lançar à publicidade este livrinho em cujas páginas, estamos certos, os leitores encontrarão alguma coisa de proveito.

Que os Espíritos da Verdade, sob a suprema direção de Jesus, favoreçam aqueles que folhearem estas páginas, preenchendo em suas almas, com o sopro vivificante da Imortalidade, o que nossa deficiência espiritual porventura não pôde completar.

Cairbar Schutel




I
A Sabedoria na antiguidade - Mistérios sagrados - A era cristã - A nova era
Antigamente a sabedoria, encerrada nos santuários, só era concedida àqueles que pediam iniciação nos sagrados mistérios e se submetiam a provas indispensáveis à aprendizagem.

Só depois da vinda de Jesus Cristo é que a doutrina secreta foi anunciada abertamente aos homens e lhes foi mostrado o dever de estudar e de trabalhar pelo seu próprio aperfeiçoamento espiritual.

A Era Cristã é a aurora da Verdade e da Liberdade irradiando-se pelo mundo todo.

Infelizmente, os preconceitos, arraigados nos povos, constituem-se em hábitos que sufocam a Palavra do Mestre: senhores e escravos ainda puderam desenvencilhar-se, uns, do seu orgulho de saber e poder; outros, da passividade com que se entregam ao absolutismo tenaz dos déspotas do pensamento.

Jesus previra essa crise por que tinha de passar a sua doutrina, que foi deturpada e esquecida pelos homens, mas prometeu um Consolador, que "ficaria conosco para sempre, e nos faria lembrar todas as sua palavras, assim como ensinaria aquilo que os homens de então não poderiam compreender". (João, XIV, 26.)

É este o ensino que tivemos a felicidade de receber: o ensino espírita, ou seja, dos Espíritos.

É chegado o tempo de se levantar, para todos, o véu que cobre o rosto da deusa, para que todos se iniciem na trilha da sabedoria que vem do Alto.
***
Estas considerações têm por fim prevenir todas as censuras e quaisquer ideias de profanação, que possam ser atiradas às explanações que pretendemos fazer sobre a Mediunidade e os Médiuns.

O assunto já é muito conhecido dos espíritas, mas ignorado ou pouco conhecido daqueles que não tiveram a felicidade de manusear as obras de Allan Kardec.




II
Médium

No sentido expresso da palavra, médium quer dizer intermediário, agente, instrumento.

O Espiritismo, que é o Espírito da Verdade prometido por Jesus, tem por escopo, como dissemos, fazer reviver a Palavra do Cristo e esclarecer os homens sobre o outro mundo, a imortalidade da alma, a sobrevivência humana; não poderia deixar, portanto, de se submeter aos métodos e processos exigidos pela ciência positiva, para o estudo dos seus fenômenos.

Da mesma forma que a Física, a Química, a Botânica, a Astronomia têm os seus aparelhos apropriados, segundo a necessidade dos seus estudos, o Espiritismo tem um aparelho, um instrumento, o médium, com o qual estuda a alma e suas manifestações. É com este auxiliar indispensável que penetra no labirinto da Psicologia e da Parapsicologia para a descoberta do Novo Mundo, e o estreitamento de relações com os seus habitantes.

O Homem material, atrasado como é, só percebe vibrações grosseiras e muito acentuadas capazes de lhe ferir quaisquer dos cinco sentidos; sem o que as sensações recebidas não se convertem em percepções.

Aqui na Terra somos incapazes de nos entender com outros povos cujos idiomas são por nós ignorados, sem o auxilio de um interprete, de um médium. Se não houvesse intérpretes, que seria das relações entre países cujos habitantes não se entendem!

Ora, se isto acontece com homens da mesma constituição física, será de estranhar a necessidade indispensável de um médium para nos entendermos com um homem invisível, de constituição muito diferente da do homem visível?

Não se compreende exista efeito inteligente sem uma causa inteligente; assim também é impossível conceder uma manifestação, seja qual for, física ou intelectual, sem um agente que favoreça sua causa principal. Os seres corporais só percebem o invisível por meio de vibrações e com o auxílio de intermediários.

O Belo e o Bem, a Ciência, a Arte, a Caridade só podem ser percebidos e compreendidos por imagens, por figuras que afetam os nossos sentidos acanhados, sem o que a nossa alma não os concebe.

O que são as Artes senão a expressão do Belo? O que são os atos de altruísmos, de filantropia, senão a manifestação do Bem?

Jesus falava por parábolas, para que o seu ensino se constituísse na materialização da Lei do Amor.

Na Terra tudo é relativo, porque tudo está sujeito aos agentes, aos intermediários; só podemos ter noções da Suprema Lei pela manifestação materializada do invisível.




III
As leis naturais - O livre arbítrio - Os novos descobrimentos

Tudo o que existe no Universo é natural; as leis de Deus são eternas e irrevogáveis, mas o homem só começa a compreendê-las quando para elas volta suas vistas: quando examina, quando estuda quando trabalha.

O livre arbítrio nos foi concedido para a realização da evolução espiritual, com o conseqüente mérito dos nossos esforços.

Os fatos espíritas, já conhecidos em todo o mundo, e que servem de base a esta filosofia sem igual que nos dá tanta luz e tanta consolação, vêm patentear o instrumento de que nós precisamos utilizar para que possamos entreter estreitas relações com esses seres inteligentes, cujos ensinamentos e cujas manifestações se elevam muitas vezes acima do saber humano.

Assim como a luz das estrelas provocou a invenção do telescópio; assim como para se estudar o infinitamente pequeno foi necessário o microscópio, assim também a averiguação da existência dos Espíritos, ou daqueles que impropriamente chamamos mortos, não dispensa um instrumento, e esse instrumento não poderia ser mais aperfeiçoado do que o próprio corpo humano, o mesmo de que se servem os Espíritos quando encarnados na Terra.

O médium é, pois, uma criatura humana, seja homem ou mulher, velho ou moço, que tem aptidões físicas e cujo corpo carnal é suscetível de sofrer a influência de outra criatura, ou a de um Espírito.




IV
Médiuns e Mediunidades

Há tanta variedade de médiuns como de mediunidades, visto que não é pequena a variedade de corpos e de aptidões; depende, portanto, de cada um, estudar essas aptidões em si mesmo, bem como nos que o cercam, para liberar a causa produtora dos fenômenos e assim reconhecer a sua utilidade.

É isto que pretendemos despertar no animo dos leitores, garantido-lhes, de antemão, êxito completo em seus estudos se, renunciando os fins de curiosidade tola e dos vãos interesses da Terra, elevarem suas vistas para mais amplos horizontes, qual o da perfeição espiritual.

Aqueles que pretenderem descobrir tesouros ocultos, ou seja, fazer dos Espíritos instrumentos do seu egoísmo, repetimos a frase de Gibier: Sigam o seu caminho, isto não foi escrito para eles.

Não escrevemos para espíritos superficiais, tresloucados e presos às ninharias terrenas, assim como não queremos conduzir fanáticos ao pórtico do invisível.

Dirigimo-nos aos humildes e simples, "os que sabem que não sabem" e precisam aprender, os que querem se conhecer, os que anseiam por uma solução categórica do problema da imortalidade e da vida futura.

A estes é que recomendamos as experiências que procuramos metodizar em nossos escritos, estabelecendo comparações para facilitar a aprendizagem.

Não deixaremos de indicar os escolhos inevitáveis, para que com facilidade sejam vencidos e não corra o estudante o menor risco de decepção.

A prática da mediunidade exige muita seriedade, muito boa vontade, muita perseverança e ao mesmo tempo muita perspicácia.

O Espiritismo é uma ciência profunda e os seus fenômenos estão sujeitos à observação das inteligências livres, às quais não queremos impor o resultado de nossa própria experiência: aos pesquisadores conscienciosos cumpre estudar esses fenômenos mediante a observação direta e o exame das teorias existentes; depois de longa meditação e acurado estudo, terão, por certo, as suas conclusões.

Vê, pois, o leitor, que nem de leve embaraçamos a liberdade de pensar de quem quer que seja.

De acordo com a doutrina que propagamos, limitamo-nos a convidar ao estudo: indicamos o método, apontamos as leis, lembramos os escolhos e aconselhamos os meios de os evitar.




V
Aclaração das mediunidades segundo o apóstolo Paulo - Diversidade de médiuns

O Apóstolo Paulo, na 1.ª Epístola aos Coríntios, cap. XII, lembra a diversidade de dons, e, portanto, a diversidade de operações; lembra, conseqüentemente, a diversidade de médiuns, e acrescenta: "A manifestação do espírito é dada a cada um para o que for útil."

No final do capítulo recomenda a todos procurarem os melhores dons, vale dizer, mediunidades, e aponta o caminho mais excelente para que sejam bons os resultados experimentais. É assim que, depois de um eloqüente discurso sobre a Caridade, faz realçar esta virtude em sua forma espiritualizada, ou seja, caracterizada por benevolência, tolerância, humildade, paciência, perseverança, desinteresse, condições estas de que devem revestir os médiuns.

Estamos, pois, com o Apóstolo da Luz, quando dissemos que os nossos escritos eram dirigidos aos espíritos simples e humildes, aos homens de boa vontade, que não têm a vaidade de se julgarem possuidores de toda a ciência, e que, portanto, precisam estudar para encontrarem a verdade.

O Espiritismo não impõe a quem quer que seja a crença na existência e comunicação dos Espíritos, ou na existência de Deus, porque é a prática do Espiritismo que dá a crença lógica e positiva dessas verdades, que têm por base os fatos.

É preciso, porém, que cada um procure conhecer a si mesmo, para saber o dom que possui, ou seja, a mediunidade que tem, para começar os seus estudos.

O apóstolo citado diz em sua Carta Doutrinária: Uns tem a palavra da sabedoria, outros da fé, outros promovem a operação de maravilhas, outros têm os dons de curar, outros a variedade de línguas, outros a interpretação das línguas, outros o DOM DE DISCERNIR OS ESPÍRITOS. (1 Cor., XII, 4 a 9.)

A todas essas mediunidades e a todos esses médiuns devemos acrescentar que - uma mesma mediunidade pode ser mais acentuada, mais vigorosa em uns do que em outros; a força psíquica não é sempre a mesma para todos os médiuns, que a possuem em graus diferentes.

Se passarmos agora uma vista ligeira em O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, mesmo que seja nas três últimas páginas, no índice da 2.ª parte, veremos os DONS mencionados pelo Doutor das Gentes amplamente explicados pelos Espíritos da Verdade, que vêm reconstruir a obra do Cristianismo.

Distinguiremos então na mediunidade, duas formas distintas: manifestações físicas e manifestações inteligentes; o que nos induz a classificar os médiuns em médiuns de efeitos físicos e médiuns de efeitos inteligentes.

Não quer isto dizer que as manifestações físicas não sejam inteligentes, mas que as inteligentes ou espirituais inteligentes, termo que empregamos por falta de outro mais apropriado, estão isentas da materialidade das primeiras. (*)

(*) Classificam-se também como manifestações físicas e manifestações intelectuais.

A classificação dos fenômenos não é difícil e o estudante dotado de um pouco de discernimento, pelas manifestações, distinguirá a forma de mediunidade que possui, ou a daquele com quem faz experiências.

Entretanto, é difícil especificar com precisão matemática onde terminam as manifestações físicas e onde começam as inteligentes, assim como é difícil dizer onde acaba o reino vegetal e onde começa o reino animal, ou onde termina este e começa o reino hominal.

Não há lacunas nas manifestações do Alto - natura non facit saltus. Isto, porém, em nada atrapalha o estudante, que procurará observar as manifestações que for obtendo para caracterizá-las, mais ou menos, dentro dos limites da ordem a que elas pertencem.

Médiuns de efeitos intelectuais: são aqueles mais especialmente dotados para receberem e transmitirem as comunicações inteligentes.

Médiuns de efeitos físicos: são aqueles mediante os quais se podem obter efeitos materiais, ou manifestações ostensivas.

Estas variedades se ligam muitas vezes uma à outra, e médiuns há que possuem ambos os dons...

Exemplo de médiuns de efeitos intelectuais: aqueles que transmitem pela palavra ou pela escritas mensagens de ordem moral ou científica: é o que Paulo chama a palavra da sabedoria, a palavra da ciência.

Exemplo de médiuns de efeitos físicos: os que provocam fenômenos de levitação, batidas, materializações, transportes, etc. É o que Paulo chama - operações de maravilhas.

Se procurarmos, pois, conhecer, estudar sem espírito preconcebido os princípios evangélicos, os ensinos apostólicos, veremos que estão de pleno acordo com os ensinos espíritas; na época atual, como nos albores do cristianismo, realçam os dons da fé, a variedade de línguas, os dons de curar, além dos que citamos: a palavra da sabedoria, a operação de maravilhas.

Todas estas variedades de DONS nos dão uma idéia nítida das relações que os primitivos cristãos mantinham com o Mundo Invisível.


VI
Primeiras Experiências - Abc do Espiritismo Experimental - Sessões de mesinha

Para satisfazer a curiosidade do leitor e proporcionar-lhe desde já algum meio de experimentação, vamos tratar das sessões de mesinha, ou das mesas girantes, antes de fazermos a especificação das mediunidades mais usuais.

"Este fenômeno alimentou por muito tempo a curiosidade dos salões, mas depois cansaram-se dele para se dedicarem a outras distrações, vistos que o limitavam a um mero passatempo.

"Aqueles, porém, que o estudaram com o fim de utilidade moral, viram coroados de êxito os seus esforços.

"Como quer que seja, as mesas girantes foram o ponto de partida da Doutrina Espírita, mesmo porque sendo esses fenômenos muito simples, o estudo das causas seria mais fácil, e estabelecida a teoria, teríamos a chave dos efeitos mais complicados.

"Para a produção do fenômeno é preciso a intervenção de uma ou mais pessoas dotadas de mediunidade.

"O número dos cooperadores é indiferente; a alternativa de sexos, na ordem, aconselhada por alguns, assim como o contacto dos dedos para formar a corrente em nada influem. A forma da mesa, a substância de que é feita, a presença dos metais, da seda nas vestes dos assistentes, etc., também nenhuma influência tem. O volume da mesa influi mas no caso que a força mediúnica seja insuficiente para vencer o obstáculo, a resistência.

"Lembramos ao leitor que a força psíquica não é sempre a mesma em todos os médiuns, que a possuem em graus diferentes.

"Tem-se dado o fato de um médium, dotado de pouco fluido mediúnico, mal fazer oscilar um pequeno móvel, ao passo que, por intermédio de outros, tem-se levantado uma mesa de 100 quilogramas.

"Convém, em vista disto, e para facilitar as experiências, fazê-las com uma pequena mesa semelhante a esses de centro de sala, de três pés.

"A pessoa ou as pessoas que vão experimentar devem sentar-se em roda da mesa, e colocar as mãos sobre ela, sem pressão nem esforço muscular. Quando o efeito principia a manifestar-se, ouve-se quase sempre um pequeno ruído na mesa; senti-se como que um estremecimento que é o prelúdio do movimento; o móvel parece esforçar-se para desprendesse, depois começa a oscilar. É neste momento que se deve inquirir a causa, convencionando-se por exemplo: uma pancada para a resposta SIM; e duas pancadas para a resposta NÃO; assim como convencionar para cada letra do alfabeto um certo número de pancadas: a - uma pancada; b - duas; c - três; d - quatro; e - cinco, e assim por diante, até z - vinte e cinco."

O exemplo seguinte vai facilitar a compreensão do leitor. É a reprodução de uma das sessões que realizamos no começo dos nossos estudos espíritas.

Alguns amigos e eu, rodeávamos uma pequena mesa, entre os quais - Q.A. e C.O.; este servia de médium. Depois de alguns minutos de espera, a mesa começou a oscilar. Perguntamos à entidade invisível se queria dar o seu nome, e convencionamos os sinais para a resposta, sinais que acima designamos.

A mesa levantou-se de um lado e bateu uma pancada: Sim.

Pedimos que desse as pancadas conforme convencionamos; bateu: 10-15-1-14-14-1. Depois de curto intervalo continuou: 18-15-4-18-9-7-21-5-19. Outro intervalo e prossegui: 3-15-14-3-5-9-3-1-15.

Transformando estes algarismos em letras obtivemos os nomes: Joana Rodrigues Conceição.

Q. A. disse ser este o nome de sua sobrinha, já falecida.

Perguntamos o que desejava.

A mesa respondeu pelo alfabeto convencional: 18-5-25-5-13. Nova pausa e perseguiu: 16-15-18. Outra pausa e mais: 13-9-13. Quer dizer: rezem por mim.


VII
Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação

Pelo nosso relato verifica-se logo que a causa operante era inteligente, pois chegou a dar o nome que usava em vida. O médium não reconheceu a manifestante; ve-se, por isso, que serviu só de agente da comunicação. Não pudemos atribuir a mensagem à sugestão de Q.A., porque naquele momento, ele afirma não haver pensado em sua sobrinha. Para os demais assistentes o Espírito era desconhecido.

O nosso círculo somente era composto de católicos, mas todos éramos católicos como todo mundo é, ignorantes do Catolicismo.

Já se ouvia falar nas comunicações diabólicas e os padres esbravejavam do púlpito afirmando que o Satanás era o autor das manifestações espíritas.

O meu amigo Padre J.B. Van-Esse, vigário da paróquia, já se havia apoderado da imprensa local, onde escrevia seus aranzéis, com que pretendia aniquilar a Doutrina Espírita e suas manifestações. Mas nós, embora católicos, não víamos nos artigos e sermões dos padres senão explosões de ódio e de despeito, presos aos pequeninos interesses do mundo: Suas palavras recendiam o fumo da ignorância clerical. De fato, não nos enganavam, porque já sabíamos que os padres desconhecem as Escrituras e quando citam trechos das mesmas os interpretam à letra para os acomodarem aos seus interesses de seita.


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