O modernismo no Brasil Semana de Arte Moderna de 1922



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O Modernismo no Brasil

Semana de Arte Moderna de 1922

Didaticamente, divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e fortemente oposta a tudo que foi anterior, cheia de irreverência e escândalo; uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada Pós-Modernismo por vários autores, que se opunha de certo modo a primeira e era por isso ridicularizada com o apelido de neoparnasianismo.

Na proximidade das comemorações do centenário da independência, reforça- se a ideia lançada pelo pintor Di Cavalcanti de se organizar a Semana de Arte Moderna (marco inicial do Modernismo no Brasil).

No início a ideia era modesta – pequenas exposições na livraria O Livro em são Paulo – mas a adesão de pessoas da alta sociedade paulistana aumenta o interesse da imprensa em divulgá-lo, sendo transferida a exposição para o Teatro Municipal de São Paulo.
Exposições de: Vitor Brecheret, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente Rego Monteiro, entre outros.


No dia 13 fevereiro de 1922:

Graça Aranha abre a semana com a palestra “Emoção estética na obra de arte” propondo a renovação de artes e letras. Vários textos modernistas são declamados, em seguida uma composição musical de Villa-Lobos e uma conferência de Ronald Carvalho sobre pintura e escultura moderna e o programa se encerra com algumas peças musicais.

No dia 15:

O escritor Menotti Del Picchia com a palestra “Arte Moderna” e suas reivindicações sobre liberdade e renovação foram recebidas com vaias, em seguida o poema “O Sapo” de Manuel Bandeira, que ridicularizava o parnasianismo, foi declamado por Ronald de Carvalho sob os apupos, assobios e gritaria da platéia.

No dia 17 (ultimo dia):
A semana foi encerrada no dia 17 com o espetáculo de Villa-Lobos. Apesar das críticas e obstáculos o evento conseguiu atingir o objetivo:
Divulgar que existia uma nova geração de artistas, escritores e intelectuais lutando pela renovação da arte brasileira e pela atualização de nossa cultura.A semana de 22 representa um dos momentos da historia do modernismo, que na verdade se iniciara antes dela e prosseguiria em varias direções, consolidando-se como o movimento cultural mais fecundo de nossa história.


A Primeira fase do Modernismo 1922-1930

Saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro, as ideias modernistas espalharam-se pelo Brasil, gerando polêmicas e contribuindo para a formação de diversos grupos de vanguarda. É a primeira fase do Modernismo.

Caracteriza-se por ser uma tentativa de definir e marcar posições. Período rico em manifestos e revistas de vida efêmera. É a fase mais radical justamente em conseqüência da necessidade de definições e do rompimento de todas as estruturas do passado. Caráter anárquico e forte sentido destruidor.

Principais autores desta fase: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, Menotti del Picchia, Cassiano Ricardo, Guilherme de Almeida e Plínio Salgado.

Características

  • busca do moderno, original e polêmico

  • nacionalismo em suas múltiplas facetas

  • volta às origens e valorização do índio verdadeiramente brasileiro

  • língua brasileira” - falada pelo povo nas ruas

  • paródias - tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras

  • A postura nacionalista apresenta-se em duas vertentes:

  • nacionalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade, identificado politicamente com as esquerdas.

  • nacionalismo ufanista, utópico, exagerado, identificado com as correntes de extrema direita.


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