O monstro do lago Paranoá



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O monstro do lago Paranoá
Guilherme Nunes

Este é um filme de comédia, besteirol, nonsense, terror(terrir) e também um filme trash. Conta a história de um menino que foi “abandonado” às margens do lago paranoá. Resgatado por ariranhas mutantes ele se tornou um terrível ariranhosomem. Nesta história, trabalhamos com o jamais utilizado tema do grupo de jovens que parte para acampar em um lugar perigoso e acaba sendo vítima do monstro. Sobreviverão três protagonistas que farão parte da trilogia de quatro filmes sobre o monstro. (é, isso mesmo)


Créditos Iniciais/Nomes/Elenco
Cena 1 – Documentário – Lago Paranoá - Externa/Dia
São mostrados takes do lago em preto e branco, enquanto a história do lago é narrada.
Narrador (Em off) – Texto documentário
Fade out para Créditos iniciais/Título(Música tema)

Cena 2 – Origens – Margem do lago – Externa/noite


FADE IN

Close em um filete de água (amarelada) que flui para dentro do lago. A imagem vai se distanciando até revelar o Pai do monstro (vulgo Tiozão) urinando em uma parte erma da orla do lago, com mato e pedras. A Mãe do monstro entra em cena com um bebê de brinquedo no colo.


Mãe – Tem certeza que será aqui mesmo, querido?
Pai - Tenho. Posiciona aí o processo.

Mãe do monstro caminha até a beira do lago e segura o bebê como uma bola de futebol americano. O pai então chuta a criança em direção ao meio do lago:


Pai – (durante o chute)Sai capeta!
Eles se retiram resmungando.
Mãe – Ô menino feio dos infernos.
Pai – É. Vamo pra casa fazê um menino novo.
Corta para:

Cena 3 – E.T. – Montagem com a Lua no fundo


(Música tema E.T. o extraterrestre) E.T. o extraterrestre e o menino ciclista estão passando de bicicleta em frente a Lua, quando são atingidos pelo bebê que vem voando devido ao chute. Os três caem.
Corta para:

Cena 4 – Menino no lago – Lago Paranoá - Externa/noite


Bebê boiando no lago enquanto chora.
Narrador (Em off) – “Abandonado” em meio ao lago, o bebê com certeza encontraria a morte, se não fosse a intervenção das ariranhas mutantes radioativas devoradoras de policial.
Ariranhas sobem da água.

Cena 5 – Substâncias tóxicas do lago – Lago Paranoá -Externa/noite*


(Música hard rock terror até o fim da cena 7) Close em lixo boiando no lago.
FADE OUT (som de batimento cardíaco)

Cena 6 – Monstro ocupado – Margem do lago paranoá – Externa/Noite*


FADE IN
Monstro de costas, agachado, urra e parece dilacerar uma vítima. Ensangüentado vira-se para a câmera revelando em suas mãos vários bonequinhos de papel de mãos dadas.
FADE OUT (som de batimento cardíaco)

Cena 7 – Loira-que-corre - Matagal – Externa/Tarde*


FADE IN

Loira-que-corre, de biquini, corre desesperadamente entre a vegetação, perseguida pelo monstro que a segue caminhando calmamente. A loira tropeça e em sua frente já está o monstro. Tomando sorvete.

FADE OUT (som de batimento cardíaco)

Cena 8 – Mexicano morre pela primeira vez – Margem do lago – Externa/Dia*


FADE IN

Mexicano-que-morre-três-vezes está sentado na beira do lago pescando com uma vara. Algum tempo depois ele é subitamente atingido nas costas pelo salto do monstro que cai com ele dentro da água.


CORTA com cena de ruído/defeito televisivo.

* Durante as cenas 5 a 8 é narrado o seguinte texto com música de terror ao fundo:


Narrador (Em off) – Com o crescimento alterado geneticamente por substâncias tóxicas do lago, e com seu ódio pela humanidade que o rejeitou, o menino transformou-se em uma terrível criatura mutante. O ariranhosomem. Desde então, aproximar-se das regiões ermas do lago tornou-se extremamente perigoso, pois a criatura transforma-se em uma fera metade ariranha, metade homem e metade zumbi em toda noite de lua cheia. Lua Crescente. Nova. Minguante. (Pausa para Cena 8) E nos dias de sol também.

Cena 9 – Apresentação – Apartamento e prédio dos protagonistas – Interna/Dia


(Música rock/blues/country até o fim da cena 9) Em frente ao espelho, Tetra se ajeita para sair. Passam pelo quarto Hidro e Canabinol arrumando as malas, com objetos característicos de cada um. Conversam casualmente, chamam-se pelos nomes. Comentam sobre deixar a tartaruga com a vizinha. Quando prontos, saem e fecham a porta, vistos de dentro do apartamento. Corta para um elevador chegando no térreo, com seu som característico. O prédio é filmado de um ângulo alto, enquanto ouve-se alguns sons urbanos.
(Em off) Tetra – Aonde você estacionou o possante?
(Em off) Canabinol – Está logo ali ó.
Cena 10 – Cogumelos 1 –– Interior do fusca - Externa/Dia
Take do Fusca estacionado próximo a um prédio residencial. (sons urbanos, de trânsito) Corta para o interior do Fusca, aonde estão Tetra, Hidro e Canabinol. Tetra e Hidro se encontram no banco de trás, Canabinol no banco de motorista.
Tetra – Senhores, é chegada a hora do desjejum.
Hidro – Minha parte favorita do dia.
De sua bolsa, Hidro tira uma folha de papel de seda, um cogumelo champignon e começa a enrolar o cogumelo como um charuto. Eles acendem e fumam.
Canabinol – (enquanto pega o fumo) Uma alimentação balanceada é a base para uma vida saudável, é o que eu sempre digo.
CORTE RÁPIDO PARA: (música clássica) Close de um champignon em uma tábua de carne branca, com a explicação textual sobre os efeitos do cogumelo. “Aucaloptas psicodellyca – causa lentidão, diminuição dos sentidos e leves alucinações” O texto vai surgindo com som de máquina de escrever.

FADE OUT


Cena 11 – Cogumelos 2 – Estacionamento – externa/dia
FADE IN

Take externo da frente do fusca, com a imagem um pouco fora de foco e com tons amarelados. (Música instrumental 1 – viagem na maionese)


Narrador – Seja livre, eles dizem. Encontramos liberdade nas drogas, nós dizemos. Na verdade é uma grande mentira. Eles sabem que homens livres são perigosos. Nós sabemos que nossa fumaça é apenas uma fuga.
EFEITO CHICOTE PARA
Cena 12 – Reunem-se as vítimas – Estacionamento – externa/dia
Grupo de campistas (Bob, Joe, Cindy e Kimberly) se aproxima com suas bagagens do fusca conversando. Bob toma a frente e se aproxima da janela do fusca.
Bob – Tetra, Hidro, Canabinol? E então? Eu ainda quero armar as barracas antes de escurecer. Vamos?
(Em OFF) Tetra - Só se for agora.
(Música do tipo “Bad to the bone”)

A câmera deixa de focalizar Bob e tremulamente segue até focalizar a frente do fusca. As portas se abrem simultaneamente, e saem Tetra e Hidro que ajeitam seus óculos. Eles saem um pouco trôpegos e Canabinol tenta deixar o carro mas bate a cabeça no teto e cai de volta dentro dele.



Canabinol – Agora eu estou boa para dirigir.

Cena 13 – Possante, o fusca – Do estacionamento a orla – externa/dia


Todos vão entrando no fusca, um a um, pela porta de passageiro.

Seguem-se alguns takes do carro em meio ao trânsito de Brasília. Termina com todos (com a adição do Mexicano-que-morre-três-vezes e mais um palhaço fazendo piruetas) saindo pela porta do carro já com suas mochilas e bagagens. (Termina música Bad to the bone)

Cena 14 – Um bom lugar para acampar – Área com vegetação na orla do lago – externa/dia
O grupo caminha conversando, o trio de protagonistas já consumindo cerveja. Ao chegarem em um ponto cujas árvores são mais tortuosas (há um abutre em uma delas), aonde há ossos no chão (enquanto os detalhes são focalizados, há efeitos sonoros de terror) e uma placa de perigo, Bob toma a frente:
Bob – Parem.
Kimberly – O que foi amor?
Bob – Aqui está bom.
Hidro – Mas aqui?
Canabinol – Eu não sinto uma energia muito...
Bob – (interrompendo) Aqui é um bom lugar para acampar. Eu fui escoteiro, entendo destas coisas.
Todos começam a armar suas barracas, conversando.
Cena 15 – Capitão Treplexo de cotaquito – Acampamento – Externa/Dia
Kimberly está fixando sua barraca no solo. (Música de suspense) A câmera as vezes a mostra como se alguem a observasse da mata, com filmagem em “primeira pessoa”. Quando ela se levanta, percebe uma pessoa parada perto de algumas árvores, observando o acampamento.
Kimberly – Amor! Amor, vem cá!
Bob – O que foi?
Kimberly – Eu queria saber... porque tem um maldito marujo parado no meio do acampamento?!? (Ápice da música de suspense, a câmera se volta para o Capitão)
Música satânica. Close no rosto do capitão, que vai descendo e mostrando suas roupas, e suas mãos. A câmera mostra as duas mãos do capitão (a normal e a que foi substituida por um Pato Purifiq) e retorna rapidamente durante um ápice da música para a sua mão normal, dando ênfase nela.
Bob – O quê? Oh meu Deus! (pausa) Quem diabos é você?
Capitão – Eu sou o Capitão Treplexo de Cotaquito. (corta para a sequência de imagens: Cães latindo/relâmpago/cavalo relinchando) Vim até aqui para lhes dar um aviso. Este local é perigoso. Se ficarem aqui, todos vocês morrerão. Partam enquanto é tempo!
Bob – Claro, claro. Aposto que há vários animais e assassinos perigosos nessa mata, que ficam parados meses a espera de alguem que apareça nesse terreno abandonado. Some daqui seu velho maluco!
Joe se aproxima.
Joe – É, desaparece, pega o beco, capa o gato.
Capitão – Depois não digam que não avisei. Aliás, não vão dizer mesmo, pois estarão todos mortos! (risada maligna) Ou não me chamo Capitão Treplexo de Cotaquito! (corta para a sequência de imagens: Cães latindo/relâmpago/cavalo relinchando)
O capitão deixa o acampamento.
Bob – É cada doido que me aparece...

Quando Bob sai de cena, revela atrás dele Tetra, Hidro e Canabinol dançando e girando ao redor da fogueira que acenderam, em comemoração.


Cena 16 - Anoitece – Acampamento – Externa/tarde para noite
Filmagem do sol se pondo em FF, acima da copa das árvores. Surgem sons de grilos.
Cena 17 – História de terror – Acampamento – Externa/Noite
Todos estão sentados em troncos ao redor da fogueira, conversando, bebendo e fumando. Bob se levanta com a lanterna na mão e a liga.
Bob – Ei, todo mundo, preste atenção. Vou começar a sessão de... contos de terror! (Música de suspense, comoção geral, Cindy se abraça em Joe, que sorri maliciosamente)

Tetra – Isso sim é novidade em um acampamento.
Bob - Esta história é real, aconteceu com um amigo de um amigo meu. (Ele conta a história de terror, que será definida pelos atores. Durante a história são feitos takes em primeira pessoa a partir da mata, observando a fogueira)
Bob – Ha! E então, quem tem uma melhor?
Ele ilumina as pessoas com a lanterna uma por uma e percebe que ninguém estava dando atenção, cada uma está entretida com alguma outra coisa.
Bob – Vocês não entendem nada de histórias de terror. Vou dormir.
Bob entra em uma das barracas.
Cena 18 - Amanhece – Acampamento – Externa/madrugada para manhã
Filmagem do sol nascendo em FF, acima da copa das árvores. Surgem sons de grilos.

Cena 19 – Vou ali e já volto – Acampamento e mata próxima – Externa/Dia


(Em OFF)Kimberly – Tá indo aonde amor?

(Em OFF)Bob – Vou logo ali e já volto.


Bob deixa sua barraca pela manhã, caminha pela mata até chegar bem perto de uma árvore, abre o zíper e urina. Enquanto isso são mostrados alguns takes em “primeira pessoa” durante os quais toca a (Música de suspense). Enquanto urina, Bob ouve sons de algo se movendo no mato.
Bob – Quem está aí? (pausa) Ahhh já sei, estão querendo me assustar é? Logo a mim, eu que contei a história e...
(Música de terror extremo) Bob é interrompido pelo Monstro do lago que salta da escuridão agarrando-o pelo pescoço. Bob é derrubado no chão e começa a gritar e pedir por socorro. Ele é arrastado para a mata enquanto tenta desesperadamente se agarrar em algo no chão. Um Close nas mãos que arranham o chão. O sangue começa a jorrar manchando-as de vermelho,e logo elas vão perdendo a força, e param de se movimentar. Os dedos vão se fechando, como uma aranha morrendo, com exceção do dedo médio.
Cena 20 – Acampamento 1 – Acampamento – Externa/ Dia
(Música instrumental 2 – festividades) No acampamento tude corre normalmente. Ao redor da fogueira Tetra bebe cerveja, Hidro e Canabinol puxam fumo e o Mexicano bebe tequila. Joe está reacendendo a fogueira.
Tetra – Senhores, é chegada a hora do desjejum.
Cena 21 - Que barulho é esse? 1 – Acampamento – Externa/ Dia
Kimberly chega até a fogueira aonde as pessoas estão consumindo as drogas de sua preferência.
Kimberly – Ei, estou começando a ficar preocupada com o Bob. Ele sumiu já há algum tempo. Ninguém viu aonde ele foi não?
As pessoas balançam a cabeça negativamente.
Kimberly – Bah, vocês são uns inúteis mesmo. (som estranho) Espere aí, que barulho é esse? Só pode ser o Bob! Vou investigar sozinha!
Cena 22 – Que barulho é esse 2 – Mata próxima a um muro – Externa/ Dia
Kimberly vasculha a mata. Continua andando na mata até se deparar com um muro logo a sua frente.
Kimberly – Um muro? Porque diabos tem um muro no meio do mato?
Kimberly ouve um som no mato logo atrás dela e vira-se apenas para se deparar com o monstro que desfere uma garrada contra ela. Ela solta um grito de horror. A câmera passa a filmar o muro, que recebe vários baldes de sangue enquanto outros gritos são ouvidos. Há uma pausa. Silêncio. Mais sangue é jogado contra o muro.
Cena 23 – Acampamento 2 – Acampamento – Externa/ Dia
(Música instrumental 2 – festividades, continuando do ponto aonde parou na cena 18) No acampamento tude corre normalmente. Ao redor da fogueira Tetra bebe mais cerveja, há uma pilha de latas próxima a ele. Hidro e Canabinol puxam mais fumo (um cigarro gigante e um “bong”) e o Mexicano bebe mais tequila. Entre eles encontra-se sentado o Batman.

Cena 24 – Momento romântico – Acampamento – Externa/Dia

Cindy e Joe encontram-se sentados em um tronco. Ela observa-o com ternura. Joe se mantém calado e sem demonstrar reações durante o monólogo.


Cindy – Sabe, minha cor favorita é preto. (pausa) Tipo da minha saia. (risos/pausa) Sabe, eu gosto muito de banda KY. (pausa) Assim, tipo pra dançar né, não para ouvir em casa. (pausa)
(música romântica brega/som de chaleira no fogo que vai aumentando com o passar da câmera) Close em Joe, mostrando as partes do corpo de baixo para cima, uma de cada vez. Quando a câmera passa pela barriga, ele dá uma coçada. No sorriso, Joe dá uma limpada nos dentes com a língua. Cindy não resiste e pega na mão de Joe.

Cindy - Ai, você é tão romântico.
Joe leva-a pela mão para dentro de sua barraca.

Cena 25 – Menage das trevas – Acampamento – Externa/Dia

Poucos segundos depois que o casal entra na barraca, o monstro entra. (música de terror) A barraca então é sacudida e gritos do casal são ouvidos.


Joe – Não, não, no ** nãaaaaaooo!
Pedaços de corpos ensanguentados, linguiça e um patinho de borracha (também ensanguentado) são jogados para fora. Close no patinho de borracha durante o ápice da música de terror.


Cena 26 – Descoberta terrível – Acampamento – Externa/Dia

Hidro caminha cantarolando próximo ao acampamento (aonde Bob foi morto pela manhã). Ele se assusta com algo no chão (foco em seu rosto) e tira os óculos.


Hidro – Ai meu deus do céu!

Tetra se aproxima por detrás, curioso.


Tetra – O que foi que houve?
Hidro o detém com a mão.
Hidro – Pare. Você não vai querer ver isso. É horrível demais.
Tetra – Conta logo!
Hidro – Tá... A cerveja acabou. (close no isopor vazio, logo à frente de Hidro)
Tetra – Demoramos para comprar mais.

Cena 27 – Mexicano morre pela segunda vez – Acampamento – Externa/Dia

Em frente à fogueira, encontram-se Canabinol e o Mexicano sentados. Canabinol está compenetrada observando o fogo, enquanto o Mexicano dá um gole em sua garrafa. Passam-se alguns segundos quando de repente, de trás do Mexicano salta o monstro agarrando-o e levando para fora de cena em um movemento rápido. (sons de morte) Canabinol continua observando o fogo. A garrafa rola de volta em direção à fogueira.


Canabinol – O fogo é a maior viagem.
O monstro entra em cena, comendo uma batata da perna como se fosse uma espiga de milho. Senta-se ao lado de canabinol, que finalmente o percebe.
Canabinol – Nooossa. Seu baseado é o maior que eu já vi.
O monstro ri maleficamente. Sua risada aumenta de intensidade e ecoa pela mata. Corta com imagem de defeito/ruído televisivo.
Cena 28 – Descoberta terrível 2 – Acampamento – Externa/tarde
Hidro e Tetra (com o isopor carregado) retornam ao acampamento e começam a olhar com estranheza ao redor, observando restos de corpos e marcas de sangue.
Tetra – Acho que há algo estranho acontecendo por aqui.
Hidro – Olha só isso!
Hidro apanha o pato de borracha ensanguentado do chão. Close no pato. (Som de pato de borracha)
Tetra – Essa não.

Alarmados com a terrível descoberta, eles correm para a fogueira chamando o nome de Canabinol. Vasculham a área, chamando-a. Mas só encontram uma sandália. Ficam ainda mais preocupados.



Hidro – Seja quem for que matou todo mundo, pegou a Canabinol.
Tetra – Você está doido? Ninguém consegue encostar nela quando ela não quer.
Hidro – A gente tem que encontra-la!
Tetra – Mas o cara que fez isso vai acabar com a gente!
Hidro – Tetra, é a Canabinol!
Tetra – Tá, tá, então vamos criar coragem.
CORTA para

Cena 29 – Criando coragem – Acampamento – Externa/Dia


Sentados no chão embriagados, Tetra e Hidro estão cercados de latas e garrafas vazias.


Tetra – E aí, criou coragem?
Hidro – Calma, só mais essa... (bebe um gole de uma lata) Pronto!
Levantam-se com dificuldade, falando coisas desconexas, enquanto se dirigem para o mato.
Cena 30 – Mexicano morre pela terceira vez – Matagal alto - Externa/Dia
Começam a gritar o nome da amiga. Tetra leva as cervejas restantes em seu isopor. Atraído pelo som, o Mexicano vem até eles.
Mexicano – Yo quiero, yo quiero!
Tetra – Grande Ramirez Gonzalez Gutierrez Hernandez!
Hidro – Tu estás doidão? A gente está procurando a Canabinol, não oferecendo.
Mexicano – Ah si, si. (embromação em espanhol)
Os três começam a caminhar pelo mato em fila indiana, chamando pela amiga. O Mexicano segue à frente. Subitamente o monstro salta do mato e em um rápido encontrão tira o mexicano de cena. (música terror) Gritos de morte são ouvidos.
Hidro – Auíiita besta féra!!!
Tetra - Corre!
Cena 31 – Fuga 1 – Matagal alto – Externa/Dia
Tetra e Hidro correm desesperadamente, quando Tetra percebe que deixou o isopor e volta para busca-lo. Continuam correndo desesperadamente por entre o matagal, com o monstro no encalço. Deparam-se com uma porta. Tetra tira de sua bolsa uma chave e começa a destrancar a porta, nervosamente.
Tetra – Abre logo, abre logo!
Hidro – To tentando! To tentando!

A porta se abre bem a tempo e eles entram, mas o monstro entra logo depois.


CENA 32 – Fuga 2 – Corredor com várias portas – Interna/Dia
Saindo da porta Tetra e Hidro saem em um corredor com várias outras portas. (música Cartoon) Perseguidos pelo monstro começam a entrar em uma porta e sair em outra porta, hora um hora outro, perseguidos pelo ou perseguindo o, monstro.
CENA 33 – Resoluções – Mata próxima ao acampamento- Externa/Dia
Exaustos e ofegantes, Tetra e Hidro chegam a um ponto próximo ao acampamento, tendo despistado o monstro.
Hidro – Rapaz... que diabo era aquilo? Curupira? Lobisomem?
Tetra – Cria do capeta! Chega fiquei sóbrio. Droga.
Hidro – E agora? Como a gente vai continuar procurando a Canabinol?
Tetra – A gente precisa de ajuda. O velho que apareceu no acampamento ontem deve saber de alguma coisa.
Hidro – E o que é que ele tinha dito mesmo?
Tetra – Sei lá. Mas ele tem cara de quem sabe das coisas.
Hidro – É... agora aonde a gente vai encontra-lo?
CORTA com imagem de cogumelo girando para a próxima cena.
CENA 34 – Entrada da cabana do marujo – Porta de um barraco – Externa/Dia
Tetra e Hidro se dirigem a um barraco à beira do lago próximo do qual há um bote parado. Chegando na porta , eles batem.
Hidro – Ó de casa!

Um mordomo atende.


Mordomo – Pois não?
Tetra – Ih não é aqui não.
Hidro – Desculpe aí, foi engano.
Mordomo – Esperem. O capitão Treplexo de Cotaquito (CORTE rápido para sequênciacachorros/raio/cavalo relinchando) está aguardando vocês.
Tetra – Está é? Então tá.
Tetra e Hidro entram e o mordomo fecha a porta.
CENA 35 – Interior da casa do marujo – Interior de uma mansão – Interna/Dia
Eles seguem o mordomo e percebem que o interior do local é o de uma espaçosa mansão, aonde alguns ricos convivas são servidos de caviar e champagne. Enquanto vão passando em direção a uma porta, guiados pelo mordomo, Tetra pega uma taça de uma garçonete que passa com uma bandeja.
CENA 35 – Como matar um monstro – Cozinha – Interna/Dia

Tetra e Hidro entram na cozinha simplória acompanhados do mordomo. Lá encontram-se sentados a uma mesa o Capitão e Batman, jogando truco.


Mordomo – Senhor. Seus convidados.
Capitão – Ahhh vermes do mar bastardos! Sabia que os sobreviventes dentre vocês viriam até aqui. Pois não digam que eu não lhes avisei! Eu lhes avisei, eu lhes avisei! (risada maligna)
Hidro – Mas seu Capitão Treplex... (Hidro é interrompido por Tetra que tapa sua boca)
Tetra – Chega desse negócio! A treta é a seguinte, seu do mar: Um bicho do capeta matou todo mundo no acampamento.
Hidro - Mas a gente não encontrou nossa amiga Canabinol, e ela ainda pode estar viva. Mas como a gente faz pra passar pelo bicho? E que diabos é aquilo?
Capitão – Hmmm... (pausa) Aquilo é um ariranhosomem. Sua amiga provavelmente está morta. (Efeito sonoro de suspense)
Tetra – Há! Não tem homem nem monstro, que consiga não levar uma surra daquela mulher.
Hidro – É. A gente só vai saber confirmando com nossos olhos que a terra há de comer.
Capitão – Hmmm... (pausa) Então marujos, terão que embarcar em uma jornada perigosíssima. O único jeito de passarem por lá com segurança é matando a criatura. E muitos já tentaram.
Tetra – Seu do mar, prepara um lugar na sua casa pra tapete de ariranha.
Hidro – É, diga do que vamos precisar. Bala de prata, crucifixo, água benta...
Capitão – O primeiro passo é dar 3 voltas no lago vestidos de frango.
Tetra – O que?!?
Hidro – Mas você está louco? Pra que isso?!?
Capitão – Eu sou o capitão aqui e eu dito as regras! E é melhor se apressarem, se quiserem encontrar a sua amiga com vida. E limpem o convés! (risada maligna)
Tetra e Hidro se entreolham desolados.
CENA 36 – Sequência Jornada dos frangos 1 – Beira do lago – Externa/Dia
(música épica, até cena 38)Vestidos de frango tetra e Hidro caminham à beira do lago.
CENA 37 – Sequência Jornada dos frangos 2 – Estúdio/fundo azul – Interna/Dia

Tetra e Hidro caminham exaustos na areia e no fundo há uma montagem das pirâmides do egito. Tetra tenta beber um gole de cerveja, mas não encontra nada, e quando vira a lata para baixo, cai areia.


CENA 38 – Sequência Jornada dos frangos 3 – Estúdio/fundo azul – Interna/Noite
Tetra e Hidro caminham na neve e no fundo há uma montagem com o Himalaia. Hidro tenta acender um fumo de cogumelo, mas o cigarro está congelado e se parte em dois em sua mão.
CENA 39 – Sequência Jornada dos frangos 4 – Estúdio/fundo azul – Interna/Noite
(música videogame)Tetra e Hidro caminham em um cenário verde e no fundo há uma montagem com uma fase do Super Mário. Gritando “Pega! Pega!” eles correm atrás de um cogumelo que passa, e perseguindo-o sobem em um cano verde, no qual entram.
CENA 40 – Retorno dos heróis – Cozinha do Capitão – Interna/Dia
Tetra e Hidro, chegam cansados na cozinha. O capitão encontra-se diante da pia, lavando uma caneca com seu braço de “pato purific”
Tetra – E agora?
Capitão – Ah vocês voltaram... que bom, que bom. Bem agora peguem isto aqui (o Capitão pega um pé de cabra e um taco de baseball debaixo da pia) e desçam o sarrafo no monstro.
Hidro – Espere aí. Então pra que é que a gente deu essas voltas no lago?
Capitão – Ah é que eu sempre tive um fetiche de ver pessoas dando voltas no lago vestidas de frango. (Ele mostra um par de binóculos)
Tetra e Hidro se entreolham com as armas nas mãos, gritam furiosos e avançam sobre o Capitão.
CORTE RÁPIDO PARA take parado com o barraco do capitão, à distância. (Efeitos sonoros de surra.)
CENA 41 – Caçadores de monstro – Orla do lago - Externa/Dia
(música Bad to the bone) Da bolsa de Hidro, os dois vão tirando os apetrechos para se preparar para a caçada. Faixas para a cabeça, luvas de motocross, etc... Fumam o cogumelo capturado na cena 39.
CORTE RÁPIDO PARA: (música clássica) Close do cogumelo capturado em uma tábua de carne branca, com a explicação textual sobre os efeitos do cogumelo. “Pteridoftas enfuriata – causa euforia, aumento da percepção e leve agressividade” O texto vai surgindo com som de máquina de escrever.

Quando prontos, pegam as armas dadas pelo Capitão.


Tetra – Pronto?
Hidro – A gente vai acabar com a raça dele.
Os dois caminham resolutos em direção ao mato.
CENA 42 – Investigações – Acampamento e mata próxima – Externa/Dia
De volta ao acampamento, Tetra e Hidro começam a seguir as pistas deixadas por Canabinol.
Hidro – (apanhando a sandália de Canabinol) Sabe, nem vai ser tão difícil encontra-la, olha só a outra sandália dela ali (caminha até lá e apanha). A tiara da Canabinol. (examina-a) Ela deve Ter deixado um rastro pra gente de propósito.
Tetra – garota esperta.
Hidro - A blusa da Canabinol. A saia da Canabinol. A calci...

Tetra... será que o tal monstro pegou ela mesmo ou ela ficou muito doida e saiu correndo pelada de novo?


CENA 43 – O mítico pé de peito – Matagal – Externa/Dia
Continuando sua caminhada pelo mato, Hidro se depara com um seio humano caído no mato.
Hidro – (com voz chorosa)Ai meu Deus. Acho que não adianta mais a gente continuar procurando ela. Espia só.
Tetra – Deixa de besteira. Não tá vendo que a gente está perto do Pé de peito?
(música divina) É mostrada então uma árvore carregada de frutos iguais a seios humanos.
Hidro – Ah, mas se é assim, vamos dar uma mamada.
Eles colhem alguns frutos, sentam-se e começam a mamar leite. Quando terminam, é mostrado um close da cara de cada um (e também do Batman) com um bigode de leite.
CENA 44 – Caverna do amor – Gruta do monstro – Interna/Dia
Panorâmica da entrada até o interior da caverna do monstro, aonde encontram-se deitados sob um cobertor de peles, o Monstro e Canabinol. Eles estão fumando cigarros. O monstro exibe um sorriso malévolo.
(Em off) Tetra – Estamos perdidos.
(Em off) Hidro – Peraí, deixa eu acender um cogumelo e...
(Em off) Tetra – E desde quando você fica doidão e vira guia?
Alarmado com a proximidade de estranhos, o monstro deixa a caverna rapidamente.
CENA 45 – O confronto – Entrada da gruta – Externa/Dia
Tetra e Hidro se aproximam da entrada da gruta, aonde há ossos caídos no chão.
Hidro – Só pode ser aqui.
O monstro salta urrando de dentro da caverna.
Tetra – Arre!
Hidro – Eita!

(música tensão berimbau) Os três em roda giram, tensos, com suas armas preparadas. Olhares fulminantes. Closes dos rostos, com suor escorrendo. No auge da música os três gritam e lançam-se em direção aos outros. Surge Canabinol na entrada da gruta, enrolada no cobertor do monstro.


Canabinol – Parem já com isso. (as atenções se voltam para ela)
Hidro – Canabinol, você está bem!
Canabinol – Sim, estou. E essa violência toda, é por minha causa? Pois podem parando já com isso. Vamos resolver tudo como seres humanos evoluídos.
Hidro – Mas ele nem ser humano é! (aponta para o monstro, que rosna) E espera aí. Você e o bicho-cão do capeta se entenderam então?
Tetra – Até demais pelo visto... (Canabinol se enrola mais no cobertor, envergonhada)
Hidro – Então quer dizer que a gente fez a maior jornada para vir te salvar, e você ficou aí... surrando a mariola?
Tetra – Maquiando o texugo?
Hidro – Adornando o Marreco?
O monstro se mostra impaciente, fazendo sinal de relógio de pulso.
Canabinol – Chega, chega. Bem, ele não quer mais me deixar ir e vocês querem chutar o traseiro dele. Vamos resolver logo isso.
CORTE RÁPIDO PARA
CENA 46 – Sequência: A disputa 1 – Cozinha do Capitão – Interna/Dia
(música eletrônica batalha) Tetra, Hidro, o Monstro e Batman jogam truco. Com muita gritaria, Tetra e Hidro ganham e comemoram girando ao redor da mesa. O monstro urra desapontado.
CORTE RÁPIDO PARA

CENA 47 – Sequência: A disputa 2 – Embaixo do bloco dos protagonistas – Externa/Dia


A disputa agora ocorre encima de pogobols. Tetra se choca com Hidro e Canabinol e os três caem. O monstro vence, urrando de felicidade.
CENA 48 – Sequência: A disputa 3 – Mesa de bar – Externa/Dia
A disputa agora é baseada na brincadeira de bar chamada “Paco”. Todos caem de bêbados com exceção de Canabinol que vence a disputa. O monstro perde socando o chão de raiva. O trio de protagonistas comemora girando ao redor da mesa.
CENA 49 – Sequência: A disputa 4 – Shopping – Interna/Dia
A parte final da disputa é feita em um aparelho de fliperama tipo Dance Dance revolution. O monstro tenta trapacear usando a cauda. Tetra e Hidro dançando em coreografia desbancam o monstro.
CENA 50 – O fim do monstro 1 – entrada da gruta – Externa/Dia
O monstro fica grunhindo desolado em posição fetal no chão. Tetra e Hidro batem com suas armas nas palmas das mãos, fitando-o.
Hidro – Sabe, a gente devia mesmo é acabar com... (ele é interrompido pelo som de um helicóptero) Mas que que é isso?
(música X-men) Saltam para a cena Wolverine, tempestade e Ciclope, e logo depois, o professor X que aponta para as pessoas em cena. Os X-men matam todos em cena. Depois matam o contra-regra. O diretor entra em cena.
Diretor – Mas que @!$@!##! É essa?
Ciclope mata o diretor com uma rajada ótica. Wolverine mata o câmera e a cena passa a ser filmada com a câmera caída. Os X-men resgatam o monstro e saem de cena.
CORTA com cena de ruído/defeito televisivo.
CENA 50 – O fim do monstro 2 – entrada da gruta – Externa/Dia
FADE IN
O monstro fica grunhindo desolado em posição fetal no chão. Tetra e Hidro batem com suas armas nas palmas das mãos, fitando-o. Hidro se aproxima dele e tira sua máscara.
Hidro – Ruivo Hering! Eu sabia o tempo todo!
Monstro – Ah se não fossem esse cachorro e essas crianças intrometidas!
CORTA com cena de ruído/defeito televisivo.
CENA 50 – Discurso político – Cena editada
Discurso com líder político (Lula?) fazendo promessas. O repórter corta-o perguntando:
Repórter - Mas (presidente/governador) não é isso que a gente quer saber. O que a gente quer saber é sobre o caso “Monstro do Lago paranoá?”
Político – Disso eu não sei de nada.
CENA 51 – O fim definitivo – Apartamento dos protagonistas – Interna/Dia
A câmera vai se afastando e mostra que a cena anterior era um programa de tv sendo assistido por Tetra, Hidro e Canabinol (que se encontra grávida), sentados em um sofá. Tetra desliga a TV.
Tetra – Ainda bem que isso tudo acabou.

CLOSE no rosto de Canabinol, seus olhos emitem um brilho vermelho.

FIM
CRÉDITOS


CENA 52 – Coreografia
(música funk) Montagem com todos os componentes do elenco dançando em situações inusitadas.


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