O mundo em busca da paz o caso das duas guerras mundiais



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O MUNDO EM BUSCA DA PAZ??

O CASO DAS DUAS GUERRAS MUNDIAIS


 

Filas de rostos pálidos murmurando, máscaras de medo,

Eles deixam as trincheiras, subindo pela borda

Enquanto o tempo bate vazio e apressado nos pulsos,

E a esperança, de olhos furtivos e punhos cerrados,

Naufragam na lama.

Ó Jesus, fazei com que isso acabe!”

(Siegfried Sasson, 1944).

A história da humanidade está repleta de guerra. Todos sabemos disso.

O homem não consegue se harmonizar de fato. Debaixo de toda essa fachada de modernidade, de civilização, continua com o instinto primitivo de guerreiro, de matar para sobreviver. A busca incessante pelo poder que corrompe as pessoas, que transforma, que mata...

O século XX será lembrado como o século das guerras ininterruptas, como o século em que o extermínio de milhares de pessoas ultrapassou todos os limites. Inclusive, a possibilidade real do extermínio da humanidade, no fim da segunda guerra mundial, com a explosão da Bomba Atômica foi uma realidade presente na vida de todos!

O século foi chamado pelo historiador Eric Hobsbawn de “breve século XX”, de a “era das catástrofes”, do período que vai de 1914 até depois da segunda guerra mundial. E não dá para entender o século XX sem conhecer um pouco dessas guerras. A Primeira Guerra foi apenas o início dele.

Vamos conhecê-la!

A história das guerras tem início lá na antiguidade, quando os povos guerreavam entre si pelas melhores regiões férteis, próximos dos grandes rios Nilo, Tigre, Eufrates, Jordão. Os icsos invadiram o Egito, vindos de tão longe, com técnicas militares e o uso do cavalo, desconhecidos dos egípcios; os hebreus, que foram cativos na Babilônia; os assírios que aterrorizavam a todos na Mesopotâmia; os persas que dominaram todo o mundo antigo; os gregos que dominaram tantos povos, que guerreavam até entre eles próprios, como foi o caso da Guerra do Peloponeso, e com outros povos, como nas Guerras Médicas (entre gregos e persas); os romanos, que subjugaram tantos povos, do Ocidente as Oriente; os bárbaros, responsáveis pela desestabilização e fragmentação do Império Romano; as guerras medievais, entre elas uma das mais importante, as Cruzadas, responsáveis por grande derramamento de sangue no Oriente; a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra.

Na era moderna, na Europa, temos as revoluções burguesas na Inglaterra, que acabou com os privilégios dos nobres, a Revolução Francesa, as guerras napoleônicas no final do século XVIII e início do século XIX, provocando milhares de mortes em toda a Europa.

E, enfim, as guerras do século XX, que já se inaugura em conflitos generalizados em todo o mundo. Quantas guerras! E essas são apenas as mais conhecidas dos livros didáticos de história!

As duas guerras mundiais, seguidas por outras pelo século afora, aconteceram numa época em que o mundo acreditava que a tecnologia moderna, avançada e proporcionadora de grandes confortos e vida mais longa, não fossem mais motivos de guerras entre os povos!

Ledo engano!

Bem... vamos ao mundo das guerras mundiais...

Guerras podem acontecer por vários motivos, mas, com certeza a busca pela hegemonia econômica e o poder foram decisivos para a eclosão da primeira guerra mundial (1914-1918). Envolveu todas as potências, principalmente os estados europeus, menos a Espanha, os países-baixos, a Escandinávia e a Suíça. Mas também houve conflitos no Oriente Médio e na Ásia e acabaram envolvendo países de todos os continentes. O interesse dos governos dos países imperialistas era dominar áreas, marcando sua presença efetiva e mercados consumidores, através de grandes monopólios. Com isso, empurraram para os campos de batalhas milhões de homens com a certeza de lutarem pela nação, em nome do “patriotismo”.

Os grandes monopólios precisavam investir capital em outras áreas, criar impérios por todo o mundo e abocanhar pequenos países.

Essas rivalidades entre as nações européias pelo controle econômico do resto do mundo foram uma das grandes causas da primeira grande guerra. Mesmo que a Inglaterra ainda fosse a grande detentora da hegemonia econômica ainda, muitos outros países sonhavam em sê-lo. E a Alemanha era uma candidata fortíssima para tomar esse lugar da Inglaterra. Este foi o momento de “paz armada”, quando os países se organizaram em blocos de ajuda mútua contra um possível ataque de alguma nação rival. Era a corrida armamentista. Com o militarismo crescendo, o equilíbrio entre as nações imperialistas se tornava cada vez mais difícil.

Havia, também, o sentimento revanchista da França, que havia perdido a Guerra Franco-Prussiana, e todo francês sabia, desde o seu nascimento, que um dia haveria uma guerra com a Alemanha, para que fosse recuperado a região da Alsácia-Lorena, riquíssima em ferro e carvão, fundamentais para a indústria francesa.

Havia, ainda, os sentimentos nacionalistas em todos os países, mas, principalmente, nos pequenos países dos Bálcãs, em busca da independência dos países poderosos. Nesse contexto, só faltava mesmo uma desculpa para a guerra ser detonada. E ela viria com o assassinato do príncipe herdeiro da Áustria-Hungria, em Sarajevo, capital da Bósnia, aliada da Rússia.

Assim, deu-se início à Primeira Grande Guerra! 

O conflito que, esperava-se durar não mais que poucos meses, acabou se prolongando por quatro anos, porque nenhum dos países envolvidos conseguia derrotar o outro. Todos estavam muito bem preparados militarmente. Ninguém queria perder. Era tudo ou nada! Todos queriam derrotar o inimigo e impor as condições de paz! Quanta ironia! Impor a PAZ através da força, da guerra total! Jogaram nos campos de batalhas milhões de homens que acreditavam lutar pela nação, em nome do “patriotismo”! Lá onde poderiam mostrar glória, heroísmo, o seu verdadeiro valor!

Segundo o historiador inglês E.Hobsbawn, “Milhões de homens que ficavam uns diante dos outros nos parapeitos de trincheiras, barricadas com sacos de areia, sob as quais viviam como – e com – ratos e piolhos” (A Era dos Extremos,2000).


 
OS EUA NA GUERRA

 

Os EUA, que temiam perder seus lucros na Europa no caso de uma vitória alemã, entraram diretamente no conflito, com força ilimitada.

Mas, os EUA já estavam envolvidos na guerra! Eles não perderiam tempo em lucrar com a guerra! Mas agiam de forma indireta, fornecendo munições, armas e produtos industrializados à França e à Inglaterra, seus aliados!

Quando eles entraram diretamente no conflito, em abril de 1917, alegando como motivo que os alemães haviam afundado navios norte-americanos, determinaram de forma decisiva o fim dela e a vitória dos países aliados.

Mas, vamos avaliar criticamente o papel dos EUA na guerra e no pós-guerra: qual o interesse deles na guerra? Que mudança trouxe para o mundo?

Os EUA ainda hoje têm a hegemonia militar e econômica mundial. Muitas vezes declaram guerra a pequenos e pobres países para proteger seus próprios interesses econômicos, como foi o caso da recente Guerra do Iraque, em 2002. No século XXI vai se repetindo o mesmo enredo, colocando em dúvida a capacidade de o homem viver em PAZ com o mundo. A Organização das Nações Unidas (ONU), que tem como objetivo manter a paz mundial, vem sendo muito questionada atualmente por não cumprir seu papel, pois os EUA não respeitaram sua decisão de não fazer guerra contra o Iraque. E como ele é o país que a controla, política e financeiramente, decidiu sozinho ir à guerra.


 

A SITUAÇÃO DA ALEMANHA

 

No final da guerra, a Alemanha, que já sofria sinais de crise econômica e desgaste e com a renúncia do seu rei, viu os socialistas proclamarem a República de Weimar e o governo alemão assinou a rendição, com o Tratado de Versalhes. Foi obrigado a desocupar territórios, entregar todo o arsenal bélico, libertar prisioneiros, pagar altas indenizações aos países vencedores. Criaram o corredor polonês, muitas indústrias e banqueiros alemães foram à falência, o que fez o povo se sentir infinitamente injustiçado e humilhado. Inclusive, esse será um dos grandes motivos para o início de uma nova guerra em 1939. Tudo isso para mostrar aos alemães quem continuaria com o poder econômico, que a Alemanha não poderia competir com as outras nações européias desenvolvidas

Portanto, os motivos que levaram o mundo europeu à guerra em 1914 não foram solucionados ao seu final, em 1918. As relações entre as nações estavam tão tensas quanto no início dela. Os sentimentos de revanchismo, os nacionalismos, as rivalidades estavam mais vivos do que nunca! Depois de quatro anos de guerra, de mortes, a situação ainda não estava resolvida.

 

A guerra não trouxe a paz desejada. Somente morte..., destruição..., revanchismo...

 

A primeira guerra mundial não trouxe grandes lições para os homens. Diziam que uma guerra já havia bastado, porém apenas na teoria, porque, na prática, não deixaram de lado a ganância, a busca pelo poder a qualquer custo.

Mal o mundo se recuperou (ou não!) de uma guerra  e outra já estava a caminho.  Mas essa foi muito pior. Seu poder de destruição foi muito maior. O saldo de mortes foram 50 milhos, milhares de cidades destruídas, países inteiros arrasados!

Para alguns historiadores, como E. Hobsbawm, a Grande Depressão dos anos 30 foi uma das grandes responsáveis pelo início da Segunda Guerra Mundial, o maior de todos os conflitos do século XX.

Sem conseguir resolver seus graves problemas nos quatro anos de guerra, uma outra começa a se formar logo após, quando, no seu final, surgem duas grandes potências: os EUA e a URSS. De um lado o capitalismo, o livre comércio, a busca por mais riqueza, liderado pelos EUA e de outro o socialismo,  símbolo da vitória dos trabalhadores, na busca pela maior igualdade de direitos, mas que descambou para uma ditadura,e que era liderada pela URSS. 

Essa rivalidade entre os dois mundos foi agravada pela crise econômica em toda a Europa capitalista nos anos 30, fomentando a luta dos trabalhadores por emprego, melhores salários e condições de vida e a teimosia da elite industrial em evitar que o poder fosse parar nas mãos dos trabalhadores. Como saldo desses conflitos entre as classes sociais na Europa, surgiram os partidos de extrema direita, principalmente na Alemanha , com a ascensão do Adolf Hitler e na Itália, com Benito Mussolini. Esses partidos totalitários, com o apoio das elites, conseguiram chegar ao poder , acabando com as liberdades individuais, proibindo greves de trabalhadores, perseguindo as minorias consideradas inferiores. O fascismo na Itália e o nazismo na Alemanha foram os grandes responsáveis pelo desequilíbrio entre as nações européias a partir do fim da primeira guerra mundial..

Adolf Hitler queria transformar a Alemanha na maior potência  mundial, desrespeitando o indefectível Tratado de Versalhes e para isso buscava seu "espaço vital", remilitarizando e anexando países ao seu país, perseguindo e dizimando os judeus, considerado por ele o maior responsável interno pela crise econômica da Alemanha do início da década de 30.  

Portanto, os responsáveis pelo início da Segunda Guerra  foram a busca desenfreada pelo poder, pelos domínios territoriais, pela hegemonia econômica e ideológica. Seu resultado foram milhões de mortos e mutilados, nações inteiras destruídas, povos repatriados, agricultura e indústrias arrasadas. E se isso não bastasse, arrasaram duas cidades japonesas com a Bomba Atômica, cujo poder de destruição foi arrasador!

O objetivo parecia mesmo a destruição da humanidade!

Claro que a bandeira dos países aliados da Segunda Guerra Mundial era contra o nazifascismo, a luta contra as ditaduras e a busca da democracia. Assim, ao final da guerra, com a Alemanha derrotada e Hitler morto, a vitória era da Democracia!

Para alcançar esse objetivo, após a Segunda Guerra Mundial, criaram a ONU (Organização das Nações Unidas), um organismo que pudesse resolver de maneira pacífica os conflitos internacionais futuros. Um organismo para zelar pela paz mundial! Mas, como já foi colocado anteriormente, esse organismo não conseguiu seu principal objetivo, uma vez que hoje as relações entre as nações encontram-se tão ou mais frágeis que antes das guerras mundiais.

O fim da II Guerra Mundial marcou o fim da hegemonia política e econômica do continente europeu. A partir daí, surgiram duas grandes potências que passaram a rivalizar a liderança política e econômica mundial: EUA e URSS. Essa rivalidade, essas divergências levaram o mundo a enfrentar outro grande período de mais ou menos quarenta anos – de conflitos generalizados por toda a parte do mundo, que foi denominado genericamente de GUERRA FRIA.

Mal acabou a II Guerra Mundial, mesmo com todos os países dispostos a encerrar o período de guerras, com uma ferrenha certeza que a humanidade não suportaria outro conflito daquelas proporções, até o final da década de 1980, houve vários e sérios riscos dela desaparecer da face da terra.

 


 

BIBLIOGRAFIA:

 

Apostila Positivo. – EXTENSIVO E TERCEIRÃO. VOL.7, 2002.


DIVALTE. História. ENSINO MÉDIO, 2004.


FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. 14a.edição.RJ, Graal, 1999..

HOBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos. 2a. edição. SP, Cia.das Letras, 2000.

REVISTA AVENTURAS NA HISTÓRIA. Artigo: “Vivendo no Limite”. Edição.22. SP, Editora Abril, Junho/2005.

 


Sítios:

http.//www.pt.wikipédia.org/wiki. acesso em 01.09.2005.

http.//www.suapesquisa.com.br acesso a 01.10.2005,

http.://www.vestígio.hpg.ig.com.br.acesso em 05.09.2005.

http.://www.educativa.terra.com.br acesso em 05.09.2005.

http.://www.geocities.yahoo.com.br/ciência 200-br acesso em 05.09.2005.



 http://veja.abril.com.br/busca/resultado.shtml?d1=852087600&d2=1173409140&qu=segunda+guerra+mundial&ao=0&dia1=1&mes1=1&ano1=1997&dia2=8&mes2=3&ano2=2007&num=10&rd=1- acesso em 07.03.2007

 


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