O mundo em duas voltas



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Gullane Filmes, Europa Filmes e M.A. Marcondes apresentam


O MUNDO EM DUAS VOLTAS

Uma aventura da Família Schürmann

Um sonho. Uma História de Vida


Um filme de David Schürmann
Produção

Gullane Filmes, Europa Filmes

M.A.Marcondes e Familia Schürmann
Co-Produção

Teleimage e Locall


Distribuição


Europa Filmes e M.A.Marcondes
www.omundoemduasvoltas.com.br

Assessoria de Imprensa

F&M ProCultura (Flávia Miranda, Renata Lima e Margarida Oliveira)

flavia@procultura.com.br ; renata@procultura.com.br e margom@uol.com.br

Telefone: (11) 3263-0197
RLC (Leila Reis e Julio Fucuda)

leila@rlcpress.com.br; julio@rlcpress.com.br

Telefone: (11) 3673-4452
Europa Filmes (Maneco Siqueira)

imprensa@europafilmes.com.br

Telefone: (11) 2165-9000

Índice


Apresentação_________________________________________________________________4

Sinopse Curta_________________________________________________________________5

Sinopse Longa________________________________________________________________5

David Schurmann (Diretor, produtor, diretor de fotografia) ______________________________6

Fotografia (David Schurmann e Hélcio Alemão Nagamine) _____________________________8

Roteiro (Luiz Bolognesi) _______________________________________________________10

Montagem (Manga Campion) ___________________________________________________11

Animação ___________________________________________________________________12

Trilha Sonora ________________________________________________________________13

Pós-produção _______________________________________________________________13

Gullane Filmes _______________________________________________________________14

Europa Filmes _______________________________________________________________15

Globo Filmes ________________________________________________________________16

A Família ___________________________________________________________________17

A História de Fernão de Magalhães ______________________________________________19

Ficha Técnica _______________________________________________________________20



Apresentação
Foram dez anos de trabalho, mais de 60 mil quilômetros percorridos durante 891 dias e mais de 100 horas de imagens, mais de 400 rolos de filme, que registraram uma volta ao mundo que alcançou, a bordo do veleiro Aysso, mais de 30 países, quatro continentes e três oceanos. Muito mais que um diário de bordo da expedição O Mundo em Duas Voltas é a realização de um sonho. Uma história de vida impressa para sempre nas imagens deste filme dirigido por David Schürmann, que conta a segunda aventura marítima da Família Schürmann: refazer o percurso do navegador português Fernão de Magalhães, que percorreu o mundo em 1519, cruzou o oceano em direção às Índias, e a expedição provou que a Terra é redonda.

O filme traz cenas inéditas que mostram o cotidiano da Família Schürmann, suas aventuras em alto-mar, icebergs, o mundo submarino, ilhas paradisíacas do Oceano Pacífico, tormentas no Cabo da Boa Esperança. Estas belas imagens, captadas em película Super 16mm, revelam como vivem as pessoas que os Schürmann encontraram ao longo da rota de Magalhães: Nita, a polinésia que mostra a beleza de sua terra, Gorronho que conheceram há nove anos no mar que os levou a conhecer o Chile, os piratas do Mar da China, tatuadores de Samoa, dançarinos de Bali entre outros tantos povos e paisagens fascinantes.


Para realizar esta tarefa, David contou com a ajuda preciosa de Vilfredo e Heloisa Schürmann, seus pais e idealizadores da viagem, que o apoiaram desde a pré-produção do longa-metragem até a finalização. Além de pais de David, eles foram parceiros, incentivadores, companheiros, personagens e narradores de O Mundo em Duas Voltas. O filme, que tem orçamento geral de R$ 2,5 milhões, levou nada menos que dez anos para ser realizado. Do planejamento da viagem e das filmagens aos quase três anos passados navegando pelo mundo, a realização deste documentário exigiu empenho especial do diretor e equipe. Filmado em anos em que a internet ainda era artigo raríssimo, David teve de traçar verdadeiro esquema de logística de guerra para receber e, depois de filmados, enviar seus rolos de filme para Los Angeles, onde eram revelados e, em seguida, enviados para o Brasil. A pós-produção e finalização começaram, então, anos depois, quando a viagem já havia sido concluída, e também exigiu criatividade extra da equipe da Gullane Filmes e de David, que tiveram que encontrar soluções práticas para contar em apenas pouco mais de uma hora a história de uma viagem que durou anos.
Ao mesmo tempo em que acompanha a aventura da Família Schürmann, O Mundo em Duas Voltas também reconta e percorre a lendária viagem do capitão Fernão de Magalhães, uma das expedições mais importantes da história da humanidade, realizada entre 1519 e 1522. A saga foi reconstituída por uma detalhada produção de animação da época, que relata as batalhas, motins, traições e incertezas desta expedição histórica.


Navegar, a paixão da Família Schürmann

Assim como os grandes navegadores, a Família Schürmann é apaixonada pelo mar e pelas grandes rotas marítimas. A bordo do veleiro Aysso, a Família já circunavegou duas vezes o mundo. A primeira viagem, fruto de um sonho que nasceu anos antes, fez com que a Família mudasse sua vida e deixasse sua cidade, Florianópolis, para trás. Eles partiram quando David completou dez anos, em 1984. A saga, que estava prevista para levar três anos, acabou durando uma década e mudou suas vidas para sempre.


Na segunda expedição, de 1997 a 2000, a Família reeditou a mesma rota percorrida por Fernão de Magalhães. Essas duas grandes aventuras agora poderão ser vistas na telona. Pela primeira vez no cinema nacional, o Brasil vai poder viver as emoções de uma história real de volta ao mundo em um veleiro. Com direção de David Schürmann, O Mundo em Duas Voltas, produzido pela Gullane Filmes, é um emocionante longa-metragem em formato documentário que reúne imagens e histórias memoráveis.

Sinopse curta
Em 1997, a Família Schürmann resolveu realizar um sonho: reeditar a expedição de Fernão de Magalhães, que em 1519 viajou contra as rotas tradicionais de navegação, completando a primeira volta ao mundo da historia da humanidade. Duas grandes viagens e conquistas em um emocionante filme, com imagens de 30 países, quatro continentes e três oceanos.


Sinopse longa
A Família Schürmann circunavegou duas vezes o mundo a bordo do veleiro Aysso. A primeira viagem durou 10 anos. Na segunda expedição, de 1997 a 2000, resolveu reeditar a mesma rota percorrida em 1519 pelo navegador português Fernão de Magalhães. O Mundo em Duas Voltas é um emocionante longa-metragem em formato documentário que conta a historia destas duas grandes aventuras reunindo imagens de mais de 30 países, quatro continentes e três oceanos. Com direção de David Schürmann, o filme é produzido pela Gullane Filmes.
O Mundo em Duas Voltas traz cenas que mostram o cotidiano da Família Schürmann e suas aventuras em alto-mar. Suas experiências de se deparar com maravilhas como icebergs, o mundo submarino, ilhas paradisíacas do Oceano Pacífico e até tormentas na Patagônia.
As belas imagens revelam como vivem as pessoas que eles encontraram ao longo da rota de Magalhães. Entre os encontros marcantes: Nita, a polinésia que mostra a beleza e cultura de sua terra; Gorronho, que conheceram há nove anos no mar que os levou a conhecer o Chile; e até piratas do Mar da China e tatuadores de Samoa; além de dançarinos de Bali, entre outros povos.

Paralelamente, o filme refaz a viagem do capitão Fernão de Magalhães, uma das expedições mais importantes da história da humanidade, realizada entre 1519 e 1522. A saga foi reconstituída por uma detalhada produção de animação da época, que relata as batalhas, motins, traições e incertezas da expedição que mudou para sempre os rumos da navegação e serviu de inspiração para a Família Schürmann realizar sua segunda volta ao mundo.


David Schürmann

Diretor, produtor, produtor executivo, diretor de fotografia


Produtor e diretor formado em cinema e televisão na Nova Zelândia, David Schürmann viveu no mar dos 10 aos 15 anos, quando decidiu desembarcar e estudar cinema e televisão na Nova Zelândia. Não por acaso, seu décimo aniversário também marcou a partida da família para a viagem de volta ao mundo. Apaixonado por imagens, David ganhou sua primeira câmera aos 13 anos, quando registrou a passagem da Família pelo Canal do Panamá. Na Nova Zelândia, ainda recém-formado, foi convidado para trabalhar na televisão, onde dirigiu um programa para o público jovem que ganhou prêmios e fama por todo o país. A partir daí, foram diversos trabalhos, documentários e projetos. Até que um dia uma ligação durante a madrugada o chamou de volta a bordo do Aysso. E a história de O Mundo em Duas Voltas finalmente começou.


Como nasceu a idéia de filmar a Magalhães Global Adventure?

Começou quando meus pais me ligaram para contar que iriam fazer a viagem e me convidaram para ir junto. Eu morava na Nova Zelândia e lá já era de madrugada. Quando recebi a ligação deles, estava dormindo e achei que algo ruim tinha ocorrido para me ligarem àquela hora. Mas eles estavam tão empolgados que nem se deram conta do fuso horário. Eu aceitei na hora, mas com uma condição: que aquela viagem virasse um filme.


E eles aceitaram imediatamente?

Aceitaram. Na verdade, não entenderam de imediato que seria um filme mesmo. E não um registro caseiro da viagem. Mas tudo acabou dando muito certo. O planejamento foi muito bem pensado. E eu tive total apoio deles. E acompanhei toda a viagem. Não só eu como toda a equipe do filme.


Em quantos vocês eram? A equipe era reduzida, não? Foi difícil realizar um filme em condições tão adversas?

Foi e não foi. Não se tratava de um filme normal. As condições eram totalmente inusitadas. Éramos eu, minha mãe, meu pai, a Kat, o assistente de câmera, o assistente de produção geral e um fotógrafo de still, que depois acabou virando o meu assistente também. Éramos sete em apenas 44 metros quadrados. Era muita gente. Todos tendo de cuidar de tudo, do cuidado com os rolos do filme ao leme, do planejamento à produção e fotografia. Um processo exaustivo, mas muito gratificante.


A convivência não era complicada?

Com certeza tinha seus desafios. Imagine que passávamos até 14 dias sem aportar. Não havia esta de ‘vou dar uma volta esfriar a cabeça e voltar’. Mas tive muita sorte. A equipe era muito boa, pois todos eram tripulantes e profissionais. Não havia a mordomia de se cumprir com a função e ir dormir. Todos tinham deveres a fazer no barco. Houve casos de, na Patagônia, o meu assistente de câmera ter passado horas de madrugada no leme, no seu turno. Em uma sensação térmica de dois graus negativos. E, exatamente quando amanhecia, em que ele me passava o leme e ia dormir, eu vi um nascer do sol maravilhoso e quis filmar aquela cena de qualquer jeito. Eu fui acordá-lo. Imagine que ele tinha passado à noite acordado, morrendo de frio do lado de fora, estava preparado para dormir. E ele, em vez de contestar comigo, o que devia fazer mesmo, levantou-se com boa vontade e fomos filmar. Isso é raro. Mas são casos como este que fazem diferença. Se eu pudesse, teria mais duas pessoas comigo na equipe, mas o barco não suportava.


Vocês estiveram presentes em todos os momentos da viagem ou fizeram um recorte dela?

Recorte nenhum. Estivemos presentes o percurso todo, de 1997 a 2000. Foi um longo trabalho de logística. Tínhamos de estar uma vez por mês em alguma ilha ou porto que tivesse um aeroporto que pudesse enviar os filmes para Los Angeles. Imagine que não havia internet naquela época. Para descobrirmos a estrutura de cada lugar, mandávamos dezenas de fax. Era uma loucura.


Houve alguma cena muito tensa, que envolveu perigo real? As cenas da tormenta parecem ter sido extremamente difíceis de realizar.

Aquela tomada foi realmente uma das mais difíceis de fazer. Além do perigo, havia o lado do mal-estar. O mar jogava muito e eu comecei a marear. Havia o perigo de eu literalmente perder os sentidos. Foram quatro dias de tempestade, mas isso concentrado chega a parecer quatro meses. Lembro-me que, naquele dia, eu estava no cockpit assistindo a tormenta. E as ondas eram imensas, mas lá de dentro não se via exatamente o que de fato era a fúria de uma tempestade como aquela. Resolvi que iria para fora, para filmar o real. Pedi que me amarrassem. Usei uma caixa estanque para abrigar a câmera, que era usada para as tomadas submarinas. A força da onda era tamanha que havia momentos em que parecia que eu iria ser arrancado do barco. É como uma montanha russa. Foi apenas uma vez, mas foi suficiente.

Valeu a pena porque conseguimos transmitir exatamente para quem está assistindo ao filme a sensação de estar ali.
Além de parceiros, personagens e tripulantes, Vilfredo e Heloisa não deixam de ser seus pais. Como foi dirigir os próprios pais?

Era complicado no começo. Afinal, é preciso acertar o passo entre ser o filho que filma uma viagem dos pais e o diretor que registra uma viagem de navegadores pelo mundo. Claro que há o respeito que eu tenho como filho, a relação afetiva, mas conseguimos, tanto eu quanto eles, sermos profissionais e separar os papéis quando era necessário.


Houve alguma providência especial para conseguir esta separação?

Sim. Houve muita conversa sobre isso. E, em algumas situações, quando eu precisava entrevistá-los, eu pedia para uma terceira pessoa fazê-lo. Eu dirigia a cena, filmava, mas não era o interlocutor direto deles. Isso facilitou, pois eles não estavam contando uma história para o David. E sim para o espectador. No começo, eles olhavam para mim no fim dos depoimentos, para checar se estava tudo certo. Mas, com o tempo, eles se acostumaram e já não faziam mais isso. Encontramos um meio-termo.


E a narração? Apesar de Heloisa e Vilfredo não serem atores, você manteve a voz deles nos depoimentos em off.

Esta foi uma decisão difícil também. No início do processo da gravação destas narrações, foi complicado. Isso tudo já na pós-produção. Minha mãe é professora. É natural que tenha o tom de voz de quem ensina, explica. Meu pai também não é narrador. Tentamos até mesmo usar a voz de atores profissionais, mas senti que iria soar artificial. Depois de várias tentativas, chegamos finalmente ao tom que era necessário para o filme. Este era um tom de quem conta uma história para um amigo e não de quem dá uma palestra. Era muito importante isso.


Como nasceu sua paixão pelo cinema? Como alguém que cresce em um barco, consegue ter uma formação cinematográfica?

Isto é realmente algo especial em minha infância e adolescência. Eu passei dos 10 aos 15 anos no barco. Foi um período crucial para minha formação, para a formação do meu caráter. Eu sempre gostei de cinema. Aproveitava para assistir a filmes em cartaz nas ilhas em que aportávamos. Eu também sou apaixonado por fotos e imagens. E adoro contar histórias. Meu pai era quem sempre fazia os registros das viagens, era quem tinha a câmera fotográfica. E eu adorava acompanhá-lo. Minha mãe escrevia tudo que ocorria. Ela chegou a escrever para várias revistas pelo mundo e ganhava uma quantia considerável com este trabalho. E meu pai fazia as fotos destas matérias. Um dia, eu cismei que queria uma câmera para poder filmar a nossa passagem pelo Canal do Panamá. Isso foi em 1988, durante a nossa primeira volta ao mundo. Eu tanto fiz que meu pai comprou a tal máquina. E eu fui filmando o episódio, entrevistando as pessoas. Era tudo coisa de amador. Mas, quando concluímos a passagem, eu editei o material e exibi para as pessoas que, para minha surpresa, gostaram muito da história.


Foi a partir dai que você se decidiu pelo cinema?

Sim. Foi então que comecei a ver que podia fazer mais aquilo. E partir daí fiz vários cursos e não parei mais. Lembro que meu primeiro “emprego” foi em uma iha do Pacífico. O dono de uma pousada local precisava fazer um vídeo promocional para atrair turistas. E meu pai sugeriu que eu o fizesse. O dono topou e lá fui eu realizar meu primeiro vídeo profissional. Com o dinheiro do pagamento, eu ‘paguei’ a comissão de agenciador do meu pai e ainda sobrou. E, depois disso, fiz vários outros vídeos. Olhando hoje, eram todos muito amadores, mas aprendi muito com eles.


Após o lançamento de O Mundo em Duas Voltas, qual a próxima aventura?

Ainda é segredo, mas já estamos planejando a próxima viagem, que vai começar em 2008. Em breve, vamos revelar o destino e o percurso. Só posso dizer que será inédita.



Fotografia - David Schürmann e Hélcio Alemão Nagamine
A direção de fotografia de O Mundo em Duas Voltas exigiu ajustes e adaptação de David e equipe. Como optou por registrar as imagens em película e não em vídeo, escolha que, a priori, seria mais simples e barata, David teve de montar um verdadeiro esquema de guerra para receber os negativos pelos portos em que passava. O envio dos rolos já filmados também exigiu o mesmo planejamento. Em condições climáticas que mudavam o tempo todo, manter a unidade visual do filme não foi tarefa fácil.

Na fase de pós-produção, David contou com o trabalho de Hélcio Alemão Nagamine, que dirigiu a fotografia das cenas adicionais filmadas em Ilha Bela e Recife.


David, você fez questão de filmar em película Super 16mm, em vez de usar a solução mais fácil, que seria filmar em vídeo. Por que?

Porque na época não havia câmeras de vídeo digital como as de hoje, que tem quase ou a mesma qualidade da película. Se eu não tivesse sido teimoso, hoje possivelmente estaria tudo perdido. Eu dizia que o filme ia um dia passar no cinema. E vai! Valeu a pena enfrentar todas as dificuldades.




Em condições tão adversas, como foi lidar com os cuidados que um material sensível como o filme exige?

Foi um grande esquema logístico. Havia países em que não podíamos receber as latas dos filmes muitas vezes, por questões burocráticas. Então, pedíamos lotes muito grandes. E, para guardar estas latas dentro do barco, mantínhamos dois freezeres na proa do barco, que conservavam os filmes a 20 graus abaixo de zero para que eles não se deteriorassem. Um dia antes de usar, tirávamos do freezer e os descongelávamos. Foi isso que manteve os filmes em um bom estado para que o material tivesse a qualidade visual que tem. Se não, com o calor de dentro do barco, a emulsão mudaria completamente e cada rolo teria uma cor diferente. Foi muito difícil este processo.


E o equipamento utilizado?

Todo o equipamento, ou seja, câmera, tripé, jogo de lentes, de luz, microfones, entre outros, era nosso. Isso facilitou o trabalho. Mas mesmo assim o desafio era grande. Quando saímos do Brasil, eu contratei um fotógrafo. Ele era de Los Angeles e já havia trabalhado comigo antes. Mas só agüentou por dois ou três meses dentro do barco. Ele não suportou o dia-a-dia. Filmávamos muito, tínhamos de cumprir com as funções do barco, todos juntos o tempo inteiro. Aquilo não era para ele. Só chegou até a Patagônia, um lugar onde se enfrenta muita dificuldade. De uma hora para outra, eu tive de assumir a função de diretor de fotografia.


E o trabalho com a fotografia? Como manter a identidade visual de um filme realizado em lugares e condições tão contrastantes?

Este foi outro grande desafio. A sorte é que eu tinha histórico de fotógrafo, pois comecei a me interessar por este universo, exatamente pela fotografia, ainda na adolescência. Com a saída do fotógrafo, eu disse que assumiria a fotografia por um mês e depois contrataria outra pessoa. Acabei tocando por dois anos e meio.


Que equipamentos foram necessários para manter a unidade visual de O Mundo em Duas Voltas?

Levei uma câmera Arriflex SR2, com a qual era possível filmar até 16 quadros por segundo, um jogo de sete lentes, um tripé de alumínio, que depois troquei para um de fibra de carbono. Era para ser um filme de qualidade e não algo pela metade. Foi um processo de constante aprendizado. Eu tinha de produzir, dirigir e fotografar. No final do segundo ano, já estava me desgastando. Era muito tempo pensando em tudo. Cada lugar era uma maratona para se pensar na produção, fotografia, direção.


O Mundo em Duas Voltas tem cenas magníficas de tomadas aéreas. Como foi a produção e a realização destas cenas?

Tivemos várias maneiras de fazer estas filmagens. Tínhamos um orçamento para alugar helicópteros nos locais por onde passássemos. Só que alguns meses depois que saímos do Brasil perdemos a vantagem que tínhamos com a paridade do dólar. Era o início de 1998, o real desvalorizou e nossa verba também. Passamos, então, a convencer pessoas de nos levar para voar de helicóptero sem custo ou filmávamos de montanhas bem altas.


Houve algum caso mais complicado?

Um dos casos interessantes foi no Chile. Eu queria filmar do lado dos glaciais chilenos. Mas não tínhamos como pagar um helicóptero. Meu pai, o ‘economista da equipe’, conversando com as pessoas locais descobriu que havia um membro do clube de vôo local. E ele nos apresentou a um coronel da base aérea. Fomos conversar com ele e explicamos o que queríamos: “Vamos de helicóptero, fazemos todo o vôo.” E ele disse para nós: “Vocês têm noção de o que estão pedindo para eu fazer é quase montar uma estratégia de guerra? Eu vou ter de levar vários galões de gasolina ou parar para abastecer. É muito longe o lugar onde vocês querem ir.” Depois de muito diálogo, nós o convencemos. Ele acabou falando com os superiores dele, que disseram que não podiam fazer de graça, mas não poderiam cobrar da gente oficialmente. Então, resolvemos que iríamos fazer uma doação para uma instituição de caridade local. E deu certo. Pena que, como este era um helicóptero do exército, grande, ele tremia muito e tínhamos que lidar com as vibrações. Na África do Sul, conseguimos voar em um dos helicópteros que levavam os pilotos do porto para os navios. Toda vez que o piloto ia levar alguém para o navio, íamos juntos fazendo as tomadas aéreas. É a velha e boa criatividade brasileira. Há cenas do filme também que parecem tomadas aéreas, mas são no fundo, montanhas bem altas. A equipe e eu literalmente colocávamos o equipamento nas costas e íamos fazer trekking.


Como editar todo este material, como fazer as escolhas para condensar tanta matéria-prima em apenas quase uma hora e meia de filme? Afinal, foram três anos de filmagens praticamente diárias. É menos de uma hora por ano, não?

Sim. Foram mais 400 rolos de filme. Não foi fácil, mas tentamos sempre deixar a essência do que o filme deveria ser. Este é um filme sobre pessoas e não sobre paisagens, animais e geografia. As paisagens são importantes, mas, mais que isso, são as histórias de vida de quem realizou o sonho de dar a volta ao mundo em um veleiro.


A perda de material com a edição foi minimizada pelo aproveitamento do material pelo Fantástico?

Sim, mas mesmo o material que aproveitamos para o Fantástico foi muito pouco. Desde o início eu disse à equipe do Fantástico de que estava rodando um filme e ia disponibilizar algumas imagens para que o programa usasse. Levamos um tempo para acertar o passo entre imagens que se faz para a TV e as que se faz para o cinema. É diferente, pois as tomadas do cinema são muito mais longas, têm outro tempo. Mas foram exatamente as imagens da nossa viagem que fizeram muito sucesso com o público. Chegamos a ter um ibope de 40 pontos no domingo à noite. Foi uma experiência muito boa. Depois dos dois primeiros meses de discussão, tudo se encaixou e desenrolou muito bem.



Roteiro - Luiz Bolognesi
Luiz Bolognesi, um dos mais renomados roteiristas brasileiros da atualidade, é quem divide a assinatura do roteiro de O Mundo em Duas Voltas com David Schürmann. Com formação em jornalismo pela PUC São Paulo e em ciências sociais pela USP, Bolognesi foi redator na Folha de São Paulo e na Rede Globo.

Mas foi no cinema que se destacou e atuou em várias áreas. Na direção, realizou o curta-metragem Pedro e o Senhor, o premiado documentário Cine Mambembe, o Cinema Descobre o Brasil e o documentário A Guerra dos Paulistas. Atualmente, dirige o longa de animação Lutas.

Entre seus vários trabalhos como roteirista, destacam-se os filmes Bicho de Sete Cabeças; Chega de Saudade; Quatrocentos Contra Um (em preparação); o telefilme Arouche Palace, da Sony/Gullane; a série Animais do Brasil para a National Geographic; o documentário Doutores da Alegria e O Mundo em Duas Voltas. O Mundo em Duas Voltas, diferentemente de meus outros trabalhos, foi um roteiro que surgiu depois das filmagens, depois que a viagem já havia terminado e havia quase 60 horas de material em película. Meu processo de trabalho foi um tanto diferente. Passei praticamente um mês assistindo às imagens e anotando as partes mais fortes. Escrevi umas 40 páginas de seleção do material e, paralelamente, fui fazendo uma pesquisa sobre Magalhães e sobre a Família”, conta Bolognesi, que teve de encontrar uma maneira criativa de contar a história de Fernão de Magalhães. “No início, David pensava em fazer uma ficção, mas isso custaria uma fortuna e demoraria muito. Então sugeri que fizéssemos uma pequena animação que contasse alguns episódios fundamentais da viagem de Magalhães, para que o espectador tivesse uma sensação geral do que foi aquela viagem”, relembra o roteirista.

Para Bolognesi, dar um tratamento de destaque para a expedição de Magalhães era imprescindível. “A verdadeira história muitas vezes não aparece na versão oficial, que só conta como uma grande expedição vitoriosa de grandes navegadores. Eles realmente eram navegadores incríveis, pois dar a volta ao mundo naquela época, sem satélite ou motor. Foi incrível. Mas houve vários acidentes e problemas. Foi uma viagem de muita ambição e muito violenta. Partiram mais de 300 tripulantes e voltaram apenas 18. Eles não eram tão nobres assim, eles atacavam e saqueavam os lugares aonde iam, eram violentos, mas fizemos questão de mostrar isso também”, ressalta Bolognesi, que, após levantas as primeiras 60 horas de material, para fazer o roteiro, pincelou como contar essa história. “Fui decidindo o que desprezar e o que aproveitar, pois tinha que transformar 60 horas de material em uma hora e meia de filme. Tinha que dar a volta ao mundo e fazer com que o espectador desse a volta ao mundo com a Família. É isso que o que o público quer ver. Ninguém deu a volta ao mundo, é a chance que temos de conhecer tudo isso.

E a condição de Bolognesi era fazer isso através do roteiro. “Eu precisava encontrar no material coisas interessantes que permitissem ver todas as partes do mundo. E dentro disso encontrar o que era mais interessante, quais desafios e dificuldades a Família enfrentou, mostrar o relacionamento deles no barco, mostrar um pouco do mundo que eles viram. Esses eram os três focos principais”, explica o roteirista, que pode contar com a colaboração de David, de Heloisa e de Vilfredo. “Eles contavam as histórias. Meu trabalho era fazer uma colagem de seus relatos, tendo como base muitas pontas de informação: o material gravado, depoimentos que eles deram no barco, entrevistas que eles me deram e os livros.”

Esta primeira etapa do trabalho de origem ao primeiro tratamento do roteiro, que entrou em montagem. A partir daí, Bolognesi e David passaram a trabalhar conforme a montagem avançava. Neste processo, passaram-se cerca de três meses, em que os roteiristas reelaboraram o roteiro juntamente com a montagem. O roteiro teve ainda um último tratamento que foi realizado com em parceria com o produtor Fabiano Gullane e com a Família. “As imagens são muito fortes. A aventura deles é cheia de emoções e acho que conseguimos também contar a história do Magalhães de uma maneira emocionante. Sei que documentário no cinema não é tão simples e não gera tanto público quanto a ficção. Mas acredito que o filme funciona e que o público vai se emocionar como eu ainda me emociono vendo O Mundo em Duas Voltas.


Montagem - Manga Campion
A montagem de O Mundo em Duas Voltas é fruto do trabalho de Manga Campion. Desde 1998, Manga já montava videoclipe e filmes publicitários, mas foi em 2001 com O Invasor, de Beto Brant que fez sua estréia no cinema. Depois disso, acabou se tornando um especialista em longas-metragens e, desde então, já editou filmes como A Ilha do Terrível Rapaterra, Jogo Subterrâneo, Canta Maria e Cão Sem Dono.
O Mundo em Duas Voltas é seu quarto trabalho e primeiro documentário. “Eu conhecia o produtor Caio Gullane apenas de vista, quando fui convidado por ele para montar O Mundo em Duas Voltas. Nunca tinha montado um documentário antes, mas me interessei bastante e aceitei entrar no projeto após conversar com o diretor”, conta Manga, para quem trabalhar com David Schurmann foi ótima experiência. “Ele estava sempre presente supervisionando a montagem, mas me deixava livre para criar, para trazer algo de novo ao filme. Nossa principal preocupação era tornar O Mundo em Duas Voltas em uma obra cinematográfica, diferenciar seu formato de um documentário televisivo. Para isto, precisamos trabalhar o roteiro paralelamente à montagem”, explica o montador, que, a partir de duas horas de material semi-editados, organizou o filme de acordo com o roteiro. “Conforme eu ia assistindo e selecionando as imagens, fomos reformulando o roteiro para podermos aproveitar as melhores cenas. Com isso, diminuímos as seqüências sobre Magalhães e enfatizamos a Família, o que tornou a aventura mais interessante.”

Depois de um longo período trabalhando na montagem do filme, Manga recebeu a ajuda de um colaborador especializado em documentários. “Isso foi importante porque a edição precisava de uma visão mais neutra, que não conhecesse o projeto, para que o filme tivesse uma linguagem mais abrangente. Alguém que pudesse perceber melhor qual era o limite entre explicação e didatismo, para que o filme fosse compreensível para o espectador sem ser redundante. Assim, o resultado final apresenta uma harmonia entre emoções e informações, que prende a atenção do espectador ao longo de todo o filme.”


Animações - Laurent Cardon
Toda a história de Fernão de Magalhães que permeia a narrativa de O Mundo em Duas Voltas é contada por meio de belas animações. “Foi uma decisão difícil, mas acertada. No início, havia um orçamento para filmar as cenas. Chegamos até a visitar uma nau antiga na Espanha. Mas esta idéia, além de ser cara demais, transformaria o documentário em outro filme, que não era o que queríamos. Decidir pela animação e encontrar o Laurent, que me foi apresentado pelo Paulo Ribeiro (produtor) foi a saída perfeita”, conta David.

O trabalho de ilustrar a saga de Magalhães ficou a cargo do ilustrador e animador Laurent Cardon. Francês, Cardon se formou na Lês Gobelins, de Paris, uma das mais tradicionais escolas de animação da Europa. Antes de se mudar para o Brasil, onde morou de 1995 a 2006, Cardon realizou trabalhos em diversos países, como França, Espanha, China e Coréia. Atualmente, desenvolve projetos no Vietnam, onde é diretor de arte em um estúdio de animação. No Brasil, fundou seu próprio estúdio, o Citronvache, que realizava projetos para publicidade e story boards para filmes de ficção. “O traço do Laurent é perfeito para a história que estávamos querendo contar. Ele entendeu perfeitamente a idéia e a traduziu em seus traços. Depois, o Marcelo Siqueira da Teleimage sugeriu movimentações dos desenhos prontos. Assim, acabamos introduzindo movimentos, que agregaram dinamismo às ilustrações. Não fazia parte do projeto inicial de Laurent, mas ele compreendeu e acabou aprovando”, conta David.

“Eu nunca tinha ouvido falar nos Schürmann até receber a proposta, mas me apaixonei pelo roteiro, pelo projeto e pela saga da Família e de Magalhães”, conta Cardon. “Em vez de optar pela animação tradicional, achei que seria melhor utilizar uma técnica que eu já tinha aplicado a livros que eu já tinha ilustrado, uma linguagem que aproxima os desenhos do real e tivesse cara de gravuras antigas”, acrescenta o ilustrador, que também idealizou os pequenos movimentos de câmera que conferem dinamismo às gravuras. “Isso casava bem com a linguagem do filme. Idéia aprovada, passei a trabalhar em parceria com a equipe da Teleimage, que me mostrou vários modelos de naus em 3D e também cuidou do compositing. Fiquei muito satisfeito com o resultado final, pois ele transmite bem o clima de aventura e a saga de Magalhães”, completa o ilustrador.

Trilha Sonora - Marcus Viana
A trilha que ilustra a aventura de O Mundo em Duas Voltas ficou a cargo do compositor e instrumentista Marcus Viana. Para dar o equilíbrio necessário aos diferentes tons que cada momento do filme pedia, Viana trabalhou com duas frentes. Para as cenas contemporâneas da viagem da Família Schürmann, optou por criar uma linguagem atual e étnica. Já para as cenas da viagem lendária de Magalhães, adotou a linguagem épica, que traduz o momento histórico em que as Grandes Navegações ocorreram. Viana, que é responsável por mais de 1600 composições musicais e já atuou em dezenas de projetos no Brasil e no exterior, foi apresentado ao universo musical por seu pai, Sebastião Viana. Maestro e flautista, ele foi assistente de Heitor Villa-Lobos e influenciou toda a carreira do filho, que optou pelo violino, instrumento que tocou na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Viana também participou de gravações e turnês com Milton Nascimento e outros fundadores do lendário Clube da Esquina. O multinstrumentista, que fundou o Grupo Sagrado Coração da Terra e a Transfônica Orquestra, ganhou fama quando passou a compor trilhas para a televisão. Foi responsável pela música de séries da TV Globo como Chiquinha Gonzaga e A Casa das Sete Mulheres, as novelas O Clone, Terra Nostra, e os longas-metragens Olga e Filhas do Vento.


Pós-Produção e a parceria com a Gullane Filmes
A Gullane filmes entrou para a equipe de O Mundo em Duas Voltas já na fase em que as imagens haviam sido captadas. Seu papel foi decisivo para a elaboração do roteiro, da montagem, a pós-produção e vários outros aspectos do filme.

Como você conheceu os Gullane?

Foi de uma forma muito inusitada. Durante a viagem, a cada seis meses eu ia para Los Angeles, conversar com o pessoal do laboratório que estava cuidando do filme e checar também o material que estava indo para a Globo. Um dos responsáveis acabou virando meu amigo. Eu ia para lá, ficava de uma a duas semanas e voltava para o barco. Ele também era velejador, bem à moda antiga. Um dia ele me contou que havia uma equipe do Brasil lá finalizando um filme. Eu tinha contado para ele que, quando voltasse para o Brasil, ia procurar uma produtora para me ajudar a terminar o filme. E ele comentou destes brasileiros e me disse que ia me apresentá-los. Mal sabia eu que era o pessoal da Gullane. Ninguém menos que Fabiano Gullane, Cao Hamburger e o Marcelo Durst (fotógrafo) estavam finalizando o Castelo Rá-Tim-Bum. O Fabiano adorou a idéia e me perguntou: Cadê o filme? E eu respondi: “Ainda estou filmando.” E ele: “Então acaba a viagem, chega vivo no Brasil, e conversamos.”


E quando a viagem terminou...

Eu cheguei a pensar em levar o filme para a Nova Zelândia. Eu conhecia todo mundo lá. Mas queria que uma equipe brasileira estivesse comigo no projeto. E na época o cinema brasileiro estava voltando a se reerguer. Voltamos para o Brasil em 2000 e começamos a procurar uma produtora para finalizar o filme. Foram várias indicações até que, alguém sugeriu a Gullane Filmes. E eu me lembrei que tinha conhecido o Fabiano em Los Angeles anos antes. E fui me encontrar com ele. Levei um argumento muito simples e deixei com ele. Pensei: “Daqui um tempo ele me liga.” Que nada! Ligou-me no dia seguinte! Disse que havia muito trabalho a ser feito ainda, mas que era um material incrível.


E foi uma parceria que deu certo de imediato?

Foi entrosamento instantâneo. E eles entenderam o filme que eu queria fazer. Eu não queria fazer um filme só para mim, para minha família. Queria contar uma história para o público. Nada de cenas típicas de documentários de natureza, nem um filme náutico. Queria contar a história de pessoas, seus motivos, suas dúvidas, tristezas e alegrias.


E como resolver esta questão, já que o filme também era fruto de uma experiência muito particular, também era sua história pessoal?

Contamos com colaboradores preciosos para o roteiro, que foi escrito depois da captação das imagens. Um deles foi o Luiz Bolognesi. Seu trabalho foi crucial neste momento. Foi ele quem encontrou a resposta para uma grande dúvida do filme: como contar a história do Fernão de Magalhães? A princípio, a idéia era contá-la o mais real possível, como num filme de época. Chegamos a pesquisar naus na Espanha. Havia um orçamento para filmar estas cenas históricas. Mas aquilo foi tomando uma dimensão muito grande. A história da Família ia começar a sumir e ia se tornar a história do Magalhães. Foi então, depois de quase um ano, que decidimos que não daria para fazer daquele jeito. Cada um foi para um canto para pensar. E o Luiz veio com a idéia da animação. Foi a saída perfeita.



Produção – Gullane Filmes
Criada em 1996, pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane, a Gullane Filmes é atualmente uma das mais ativas empresas do audiovisual brasileiro. Nos últimos anos foi responsável por produções de grande sucesso em crítica e público no Brasil e no exterior. Entre os filmes produzidos ou co-produzidos pelos irmãos Gullane estão O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Bicho de sete Cabeças, Carandiru, Nina, Benjamim, Narradores de Javé, entre outros.
Com projetos diferenciados para cinema e televisão, que variam de acordo com o porte, a mídia e o público alvo, a Gullane Filmes tem como principal desafio agregar às suas produções a máxima qualidade artística e técnica, para garantir o sucesso comercial e o retorno para parceiros e investidores.
Em 2006, realizou o bem sucedido lançamento, com distribuição da Buena Vista International, de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, premiado filme de Cao Hamburguer, que retrata o Brasil dos anos 70 sob os olhos de um garoto de 12 anos e representou neste ano o Brasil na competição do Festival de Cinema de Berlim, um dos mais importantes do mundo.
Para o ano de 2007 estão previstos quatro lançamentos. Além de O Mundo em Duas Voltas, está o esperado Querô, uma ficção de Carlos Cortez com distribuição da Downtown Filmes que fala sobre o abandono pelo qual passam muitos adolescentes de nosso país. No meio do ano lançará O Magnata, co-produção com a Miravista com o apoio da MTV Brasil, cuja idéia original é de Chorão, líder da banda Charlie Brown Jr. O filme é protagonizado por Paulo Vilhena, com participação de grandes nomes da música brasileira, e distribuído pela Buena Vista International. Ainda neste ano, também deve ser lançado Chega de Saudade, segundo filme de Laís Bodanzky, a premiada diretora de Bicho de Sete Cabeças, que se passa durante uma noite de baile em um clube de dança em São Paulo.
Outro projeto em pós-produção é a parceria com a Olhos de Cão Encarnação do Demônio, o novo filme de José Mojica Marins, mais conhecido como Zé do Caixão, com lançamento previsto pra o começo de 2008.
Em parceria com a Warner Bros, a Gullane Filmes está desenvolvendo os longa-metragem Mano, inspirado na coleção de livros infanto-juvenis de Gilberto Dimenstein e Brincante, com a direção de Walter Carvalho, a fascinante história de Tonheta, o caixeiro viajante que consagrou Antônio Nóbrega nos palcos.
Este ano a Gullane Filmes marca também o estreitamento de suas relações internacionais com a realização de uma co-produção com a Itália e outra com a China. Se tratam de dois projetos dirigidos por importantes diretores consagrados nos principais festivais do mundo, Marco Bechis, Itália e Yu Likwai, China.
No entanto, a Gullane Filmes não se restringe a projetos para o cinema, e desenvolve atualmente uma série de ficção para a HBO e um telefilme para o canal SONY. Engaja-se ainda no desenvolvimento social por meio das Oficinas Querô, um projeto apoiado pelo Unicef e Fundação Abrinq que promove a inclusão social de adolescentes através de cursos de cinema na Baixada Santista.
Co-produção e distribuição – Europa Filmes

 

A Europa Filmes é uma empresa brasileira de distribuição independente de cinema, home-video e televisão, que atua no mercado nacional desde 1990 e é dirigida por Wilson Feitosa e Matteo Levi, seus únicos acionistas. No segmento cinema, atua em conjunto com o distribuidor Marco Aurélio Marcondes.


É uma das distribuidoras independentes que mais apóia o cinema brasileiro no mercado de home-video (VHS e DVD), com mais de 80 títulos em seu catálogo. Empresa recordista em vendas diretas às locadoras de filmes nacionais, com mais de 65 mil unidades dos filmes Os Normais e de Olga no mercado. Além disso, é pioneira no mercado de home-video na chamada fase da retomada do cinema nacional, a partir do lançamento de Carlota Joaquina, O Quatrilho e Central do Brasil.
Entre os títulos lançados recentemente estão: O Segredo de Brokeback Mountain, Menina de Ouro, O Grito, Fahrenheit 11 de Setembro, A Queda, Casamento Grego, O Filho da Noiva, O Pianista e A Viagem de Chihiro. A empresa também atuou como co-produtora em Olga, O Invasor, Tainá I, Estorvo, Central do Brasil, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Os Normais – O Filme, Garotas do ABC, Espelho D'Água, Viva Sapato, Seja o Que Deus Quiser!, Durval Discos, Benjamim, Vida de Menina e Árido Movie.
Apóio a distribuição – Globo Filmes

A Globo Filmes foi criada em 1998, como braço cinematográfico da TV Globo, com o objetivo de produzir obras de qualidade e valor artístico, valorizar a cultura nacional, fortalecer a indústria audiovisual brasileira, atrair novos talentos e aumentar a sinergia entre o cinema e a televisão. 

Desde a retomada do cinema brasileiro, nove entre os dez maiores sucessos nacionais de bilheteria são co-produções da Globo Filmes, como 2 Filhos de Francisco, com mais de cinco milhões de espectadores, Carandiru, Cidade de Deus - que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004 -, Se Eu Fosse Você, Lisbela e o Prisioneiro, Cazuza - O Tempo Não Pára e Olga. Todos eles superaram os três milhões de espectadores, um marco de público para o cinema nacional.

Preocupada em desenvolver projetos que aproximem cada vez mais o público brasileiro do cinema nacional, a Globo Filmes já produziu um leque diversificado de gêneros cinematográficos: obras infantis, como as de Xuxa e Renato Aragão; adultos de várias espécies, como Os Normais - O Filme, Sexo, Amor e Traição, Deus é Brasileiro e A Partilha; e os voltados para toda a família, como O Auto da Compadecida, Caramuru e O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. O critério de seleção de projetos é guiado pela busca de obras com conteúdo nacional de qualidade e com potencial popular.




Família Schürmann

Muito antes de terem sido os primeiros navegadores brasileiros a refazerem a rota de Fernão de Magalhães, os Schürmann foram a primeira Família brasileira a dar a volta ao mundo em um veleiro, o Aysso (que, em tupi-guarani, significa formoso). O que para muitos pode parecer um ato de coragem, inconseqüência ou mera aventura, para os Schürmann foi fruto de um sonho, realizado com muito trabalho e planejamento. Tudo começou em 1974, quando o casal fez uma viagem à Ilha de Saint Thomas, no Caribe. Lá, eles, que nunca haviam estado em um veleiro, apaixonaram-se pela vida no mar e decidiram que um dia iriam se tornar velejadores. E prometeram que um dia voltariam ao lugar a bordo de seu próprio barco.

De volta ao Brasil, não abandonaram os planos de férias. Dez anos depois dessa viagem tão especial, Heloisa e Vilfredo não só se lançaram ao mar a bordo do veleiro Aysso, em 14 de abril de 1984, traçando as linhas da primeira viagem, como também levaram seus três filhos consigo: Pierre, então com 15 anos, David, com 10, e Wilhelm, com 7.

A aventura estava prevista para durar três anos. Mas as novidades e as descobertas eram tantas que eles só voltaram para casa dez anos depois e acabaram criando seus filhos a bordo. “O grande segredo da nossa união, das nossas realizações é que somos, acima de tudo, grandes sonhadores. Sonhamos, mas também planejamos e aprendemos a viver e trabalhar em equipe”, resume Heloisa.




Os membros da família




Vilfredo Schürmann

Economista, empresário e navegador, Vilfredo Schürmann nasceu em Florianópolis, mas foi no mar que encontrou seu lugar. Aos 35 anos, decidiu trocar sua vida estável de consultor em várias empresas catarinenses pelo dia-a-dia a bordo do Aysso. Graças ao planejamento estratégico do patriarca da família, é que as expedições dos Schürmann podem ser realizadas com tranqüilidade. A experiência adquirida com as viagens pelo mundo, aliada aos seus conhecimentos empresariais, foram decisivos para que Vilfredo desempenhasse uma nova função, que cada vez mais vem conciliando com sua vida de velejador, a de consultor estratégico. Ao lado de Heloisa, Vilfredo ministra palestras em empresas de todo o país, nas quais destaca a importância de sonhar e, tão importante quanto, planejar a realização dos sonhos. Para isso, ressalta sempre o quão crucial são a organização, a motivação, o trabalho de equipe e o prazer pelo que se faz. Atualmente, Vilfredo é responsável pelo Instituto Kat Schürmann e também desenvolve os planos da próxima aventura dos Schürmann, que terá início em 2008.


Heloisa Schürmann
A carioca Heloisa era professora e vivia com sua Família em Florianópolis quando ganhou da mãe um presente especial: uma viagem para o Caribe. Foi então que, ao lado do marido Vilfredo, avistou um pequeno veleiro e se apaixonou pela navegação. O casal decidiu que se lançaria ao mar um dia e começou o planejamento de sua primeira aventura, prevista para durar três anos. Dez anos se passaram desde a idéia inicial. E outros dez se passaram desde o primeiro dia de viagem pelo mar. Neste tempo, Heloisa não só se tornou uma tripulante do Aysso, uma velejadora de primeira, mas também educou seus três filhos.

Formada pela New York University, era proprietária de uma escola de inglês quando abandou a terra firme para se lançar ao mar com a família. Além de garantir o bem-estar dos Schürmann a bordo do Aysso, Heloisa nunca deixou de se preocupar com a educação dos filhos e encontrou uma forma criativa de garantir que todos freqüentassem a escola: ensino à distância.

Entre uma lição de casa e, a preparação de uma refeição e tantas tarefas como tripulante do barco, Formiga, apelido que ganhou por conta de sua enorme energia, ainda encontrava tempo para escrever artigos para revistas nacionais e internacionais. Com os textos, ganhava quantia que contribuía para as finanças da família. A matriarca também é autora de Dez Anos no Mar, Familia Schürmann: Um Mundo de Aventuras e Em Busca de um Sonho: Vinte Anos de Aventuras da Família Schürmann.

Heloisa é responsável pelo conteúdo do portal da Família e também ministra palestras em empresas de todo o Brasil.


Pierre Schürmann
Pierre, o mais velho dos três filhos de Heloisa e Vilfredo, começou a velejar com apenas cinco anos de idade, quando aprendeu a manejar um veleiro Optmist. Pierre viveu no mar dos 15 aos 19 anos, quando deixou as aventuras marítimas para estudar administração de empresas nos Estados Unidos. Anos depois, quando já estava formado, em 1994, voltou ao Brasil para cuidar do desenvolvimento da área tecnológica da família. Depois disso, Pierre seguiu profissão atuando em outras empresas. Hoje é presidente da Conectis Experience. Pierre não percorreu todo o trajeto da Magalhães Global Adventure, mas esteve presente em trechos importantes como Patagônia, Europa e a chegada ao Brasil.
Wilhelm Schürmann
O caçula dos três meninos, Wilhelm, tinha apenas sete anos quando passou a viver no mar com a família. Nascido em 1976, ele sofreu muito intensamente a influência que o dia-a-dia a bordo de um barco pode exercer sobre a formação da personalidade de uma criança. Não por acaso, foi o único dos três filhos a percorrer todo o trajeto da primeira aventura da família, que levou nada menos que dez anos. Por conta disso, conheceu mais de 40 países, estudou por correspondência e aprendeu três idiomas, o inglês, francês e espanhol.

Atualmente, Wilhelm mora em Santa Catarina, onde pratica o esporte que aprendeu com apenas dez anos de idade, com o irmão do meio, David: o windsurfe. Ele resolveu unir prazer e trabalho e se tornou esportista profissional. Ganhou mais de 20 prêmios e entrou para o ranking dos cinco melhores windsurfistas do mundo em fórmula. Assim como o irmão Pierre, não percorreu todo o trajeto da Magalhães Global Adventure. Como nos anos em que a viagem durou Wilhelm participava de competições, esteve presente em pontos estratégicos da expedição da família. É David quem faz a melhor definição sobre o quão importante os anos no mar foram para cada um dos irmãos: “O Pierre já era adolescente quando a primeira viagem começou, ele já tinha amigos e uma rotina em terra muito mais estabelecida que eu e o Wilhelm. Já eu, estava no meio do caminho. A vida no mar influenciou muito minha personalidade, mas minha paixão também era o cinema e a fotografia. E foi o Wilhelm quem mais sentiu o peso que a vida no mar exerce. Ele era muito pequeno quando começamos a viagem. Esta diferença pode ser notada por nossos estilos de vida. O Pierre não deixou o mar, mas escolheu uma vida mais próxima da que nossos pais tinham antes de se tornarem velejadores. Eu fiquei entre o mar e a terra. E o Wilhelm é totalmente voltado para o mar. Tanto que fez do windsurfe sua profissão”, conta David, o filho do meio e o cineasta da família.



Katherine Schürmann

Kat entrou para a Família Schürmann de uma forma muito especial. Filha de um casal neozelandês amigo de Vilfredo e Heloisa, a menina passou a viver com o casal aos 3 anos anos, quando seu pai disse aos Schürmann que queria que a filha tivesse uma Família como a deles. “Foi um momento muito especial. Este nosso amigo trabalhava em plataformas de petróleo e viajava muito. A mãe da Kat já havia falecido. Como ele não podia cuidar dela como gostaria, nós a adotamos e nos tornamos pais da Kat. Foi uma das experiências mais emocionantes das nossas vidas. Kat nos ensinou a voltar a ser criança”, conta Heloisa, que cuidou da sua filha até maio de 2006, quando Kat faleceu, aos 13 anos, vítima de complicações da doença que tinha desde seu nascimento. Kat era portadora do vírus HIV.

Kat era fluente em português e inglês, foi a mais jovem marinheira da segunda volta ao mundo da família, intitulada Magalhães Global Adventure e integrou a tripulação do Aysso dos cinco até os oito anos, percorrendo quase 20 países e fazendo amigos por todo o mundo. “É claro que não é fácil lidar com esta imensa perda que foi a partida da Kat. Ela era uma criança encantadora, que tinha uma alegria, um amor muito grande pela vida e pelo mar. Mas tenho certeza de que ela não gostaria de nos ver tristes. Ficamos é muito felizes e orgulhosos de ter tido a oportunidade de conviver com ela. Foi uma das grandes alegrias de nossas vidas”, conclui Heloísa.

Fernão de Magalhães

Fernão de Magalhães nasceu em 1480 em Portugal e faleceu em 27 de 1521, nas Filipinas. Mas foi a serviço da coroa Espanhola que realizou sua maior façanha: a expedição marítima que realizou a primeira viagem de volta ao mundo. O navegador foi o primeiro a cruzar o estreito que hoje leva seu nome, o Estreito de Magalhães e o primeiro europeu a navegar no Oceano Pacífico.

Filho de uma Família abastada, ele se alista com 25 anos na armada que foi à Índia, comandada por Francisco de Almeida. A viagem durou oito anos e o levou a lugares como Goa, Cochim, Quíloa. No Oriente, Magalhães estabeleceu estreitas relações de amizade com Francisco Serrão, que era profundo conhecedor da região e deu dicas preciosas a ele. De volta a Portugal, Magalhães, que tinha se destacado em batalhas como a em que defendeu a estratégica Azamor, no norte da África. Batalha esta que o deixou manco pelo resto da vida. Na volta, ele pediu a D. Manuel uma recompensa para seus feitos. No entanto, o rei cedeu aos boatos que circulavam sobre a falta de escrúpulos de Magalhães e negou o pedido de seu súdito.

A Expedição

Diante da desvalorização pela Coroa Portuguesa, Magalhães, em 1517 foi a Sevilha oferecer à Coroa Espanhola literalmente ‘o mapa da mina’: na oportunidade única de chegar às Índias pelo Ocidente, por mares que não estavam reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas, traçando uma rota alternativa ao trajeto até então conhecido, que era contornar a África. O navegador conseguiu a aprovação do rei da Espanha, Carlos V, e, então, partiu, em 20 de setembro de 1519, com seus cinco navios e 256 tripulantes, do porto Sanlúcar de Barrameda.

Pela primeira vez na história, uma esquadra iria cruzar Atlântico em direção ao Pacífico, passando pelo local que hoje é conhecido como Estreito de Magalhães. A expedição usou técnicas avançadas para a época, o que não impediu que apenas 18 tripulantes sobrevivessem às condições rigorosas de uma aventura como aquela. Com suas cinco naus –Trinidad (nau-capitânia), San Antonio, Victoria, Concepción e Santiago – a Armada das Molucas iria finalmente descobrir o lendário caminho mais curto para as “ilhas das especiarias”.

A armada fez escala nas Canárias, alcançou a costa da América do Sul e chegou ao Rio de Janeiro em 13 de dezembro. Continuando em direção ao sul, atingiu o porto de S. Julião, já na entrada do estreito, na extremidade onde hoje é a costa da Argentina. Lá, Magalhães, diante das péssimas condições climáticas, decidiu hibernar. Houve total desaprovação e descontentamento da tripulação, que se revoltou contra o capitão. Habilidoso, Magalhães dominou a situação e retomou o controle, seguindo, depois, a viagem. Após cinco meses de descanso, tempo no qual a nau Santiago foi perdida em uma viagem de reconhecimento, Magalhães finalmente encontrou o estreito que hoje leva seu nome. Em outra viagem de reconhecimento, outra nau foi perdida, mas desta vez para um motim na San Antonio. A tripulação, iniciou secretamente uma viagem de volta, abandonando a expedição e espalhando ofensas contra Fernão de Magalhães quando conseguiu voltar para a Espanha.

Foi somente em novembro que a esquadra conseguiu atravessar o estreito, conquistando as águas do mar do sul, batizado de Pacífico. Depois de cerca de quatro meses navegando naquele Oceano, a fome, a sede e as doenças (principalmente o escorbuto) começaram a dizimar a tripulação.

Em março de 1521, o capitão e sua tripulação alcançaram a ilha de Ladrões (Ilha de Guam), e em seguida, chegaram à ilha de Cebu (atuais Filipinas) em 7 de abril. Tudo ia bem e Magalhães começou a negociar e trocar mercadorias com a população local. Mas, ironicamente, dias depois, o capitão morreu em combate com os nativos, atraído a uma emboscada.

Magalhães nunca chegou a seu destino final, mas sua expedição prosseguiu sob o comando de João Lopes Carvalho, deixando Cebu no início de março de 1522. Dois meses depois, Juan Sebastián Del Cano assumiria o comando da empreitada.

Os tripulantes que sobreviveram até aquela etapa, decidiram incendiar a nau Concepción, pois não havia mais homens suficientes para operá-la. Tempos depois, finalmente conseguiram chegar às Molucas, onde abasteceram-se e carregaram as naus com especiarias. Trinidad acabou ficando no porto, pois precisava de reparos. Então, a Victoria voltou sozinha para casa, contornando o Índico pelo sul para não encontrar navios portugueses. A única nau restante finalmente completou a circunavegação da Terra em 6 de setembro de 1522, quando aportou em Sevilla, três anos após sua partida. A expedição não trouxe riqueza, nem fama nem mesmo recompensa para seus tripulantes, mas mudou o destino das navegações e colocou o nome de Magalhães definitivamente no quadro de grandes personalidades da história.


Ficha Técnica
Brasil, 2007

Duração: 92 min.

Lente: 1:85

Som: Dolby Digital

Colorido
Direção, produção e fotografia – David Schürmann.
Roteiro – Luiz Bolognesi
Colaboração no roteiro – Família Schürmann
Direção de fotografia adicional – Hélcio “Alemão” Nagamine
Montagem – Manga Campion
Colaboração na Montagem – Paulo Martins
Trilha Sonora – Marcus Viana
Mixagem – Armando Torres Jr. e Luiz Adelmo
Supervisão de som – Luiz Adelmo
Direção de Animação – Laurent Cardon
Efeitos Especiais – Marcelo Siqueira ABC
Coordenação de lançamento: Manuela Mandler e Gabriela Tocchio
Produção – Gullane Filmes e Família Schürmann
Produção Executiva – Caio Gullane, Fabiano Gullane e Debora Ivanov
Produtor Associado – Patrick Siaretta
Produzido por Caio Gullane, Fabiano Gullane e Debora Ivanov, Paulo Ribeiro e Vilfredo Schürmann
Co-produção – Teleimage e Locall
Distribuição – Europa Filmes e M.A. Marcondes

Patrocínio Master
Comgás

SAB Company

MRS
Patrocínio
Eletrobrás

Santander Banespa – Programa de Incentivo a Cultura / Fomento ao Cinema Paulista

Seara

KS Pistões



Duas Rodas

Marisol


Teleperformance

Arroz Urbano

WEG
Apoio
Burti

Mercure


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