O papel da Comunicação nos eventos carismáticos Comitê Editorial Rogério Rosa



Baixar 186.24 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho186.24 Kb.





O papel da Comunicação nos eventos carismáticos



Comitê Editorial
Rogério Rosa

Presidente da Renovação Carismática Católica de Minas Gerais/ RCC Minas



Fábio José Machado

Coordenador Estadual do Ministério de Comunicação Social/MCS - RCC Minas



Wagner Viana da Silva

Coordenador da Equipe de Publicidade - MCS/RCC Minas



Kelly Aparecida Alves

Revisão / Coordenadora Estadual do Ministério Jovem/ RCC Minas


Autores
Roseli Lara

Coordenadora do MCS Uberaba e do nucleo de formação do MCS



Gustavo Garcia Silva

Membro da Equipe de Publicidade - MCS/RCC Minas



Vinícius Machado Miranda

Membro da Equipe de Publicidade - MCS/RCC Minas


Material integrante do curso online “O papel da Comunicação nos eventos carismáticos” disponível em http://www.mcsrccmg.com.br/mcs/

2010
Índice
Apresentação............................................................................... 04

Capítulo 1- Missão....................................................................... 07

Capítulo 2- Pré-Evento................................................................ 11

Capítulo 3- Marketing Católico................................................... 20

Capítulo 4- Durante o evento...................................................... 24

Capítulo 5- Algumas ferramentas de comunicação.................. 31

Capítulo 6- Pós Evento................................ ............................... 34

Anexos ......................................................................................... 37

Leitura complementar ................................................................ 38

Bibliografia .................................................................................. 39

Apresentação
Olá internauta seja bem vindo ao curso de comunicação com o tema: O papel da comunicação na organização dos eventos carismáticos ; é um grande prazer para toda a RCC Minas iniciar essa etapa de formação on line, o seu sim dá eco na História da Renovação Carismática Católica, esse é um ponta pé inicial que não tem data para terminar, novos cursos virão, mas nenhum será o primeiro como esse, por isso a importância de você se abrir ao Espírito Santo e juntos caminhar rumo ao que Deus tem para nós.
Um trecho do documento do Vaticano II Inter mirifica diz: “ A Igreja Católica foi encarregada por Jesus Cristo de trazer a salvação (...) para proclamar o Evangelho. Consequentemente, ela julga que seja parte de seu dever pregar a Boa Nova da redenção com auxílio dos instrumentos de comunicação social (...) Por essa razão, a Igreja reivindica, como direito inato, o uso e a posse de todos os instrumentos desse gênero, que são necessários e úteis para a formação cristã e para atividade empreendida em favor da salvação do homem (IM, n3).
Muitos teóricos das ciências sociais afirmam que estamos na Era da informação ou Idade Mídia ou ainda no “eu mídia”, inserido nesse contexto como discípulos e missionários de Jesus Cristo queremos dar nossa contribuição na formação e na ação missionária pelos meios de comunicação, da acolhida em nosso grupo de oração à organização de um plano de comunicação de um evento.
Esse curso tem esse objetivo nos capacitar de maneira teórica e prática, a evangelizar através da comunicação nos eventos, consideramos aqui o grupo de oração nossa célula base também como evento, local priori para praticar a comunicação, sabemos que em nossos encontros muitos irmãos tem um encontro pessoal com Jesus, é nossa tarefa enquanto comunicadores levar essa boa notícia, de uma maneira ungida e também eficaz.
Falar de termos técnicos como brinfig, plano de comunicação, fotografia, sala de imprensa, release, publicidade é uma urgência eclesial uma vez que “estamos submersos na cultura midiática, especialmente porque as novas tecnologias da comunicação nos colocam em um novo território de vivência humana, em que a mente se encontra imersa em um mundo virtual, circunscrita a várias dimensões e mescladas de conexões inter-humano-digitais, mediada por complexo sistema de informações em crescimento exponencial acelerado” Ernesto Giovanni Boccara (Instituto de Artes da Unicamp), na apresentação do livro Roteiro para as novas mídias.
O curso terá o seguinte itinerário: após a inscrição você receberá um e-mail com nome do tutor que vai te acompanhar em todo curso, você será inserido numa lista de discussão onde será disponibilizado todos os materiais como apostilas, no final de cada capitulo teremos uma atividade que o cursista enviará para seu tutor, e receberá a novo capitulo.
Teremos duas turmas onde teremos conferência pelo MSN na quarta-feira as 19:30 ou no sábado as 14 horas, com um formador sobre as cada capitulo, nessas conferencias você além de tirar dúvidas você poderá conhecer seu amigos de curso.
Contamos com a força de Pentecostes para que possamos testemunhar o poder de Deus em nosso dia-a-dia na comunicação e que muitos possam encontrar Jesus.
Uma famosa escritora destacou : “O cristianismo se encarna na cultura, porém não para absolutiza-la, mas para recriá-la e potencializá-la (...). É urgente uma formação rigorosa na dinâmica do mercado e da linguagem midiática e, sobretudo, a energia e vitalidade que somente o Espírito de Deus nos pode dar. Esta é a única autopista de comunicação capaz de ajudar a construir a comunhão (...) é a única infovia capaz de desmascarar a falsidade do mal, tão sedutora e atrativamente disfarçada (...). A cibercultura apresenta grandes sombras, mas também surpreendentes acertos. Para poder inculturar-nos nela e evangelizá-la, necessitamos conhecê-la e amá-la.” Maria Dolores de Miguel tradução de Joana T. Puntel.
Bom curso, conte comigo sempre!

Fábio Machado

Coordenador Estadual do Ministério de Comunicação Social

Renovação Carismática Católica de Minas Gerais

O evangelizador deve comunicar o Evangelho com vibração, entusiasmo e alegria, na certeza de ser instrumento de Deus e sabendo que está cumprindo a missão recebida no Batismo. O mundo precisa de uma nova evangelização com a descoberta de novas formas e de novas possibilidades, para que a Palavra de Deus se torne fonte de inspiração para a vida das pessoas e para a construção da sociedade.” (Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, no.11, CNBB- 54 )


Capítulo 01 - Missão
Os eventos na Renovação Carismática Católica (RCC) são ocasiões para “manifestação da glória de Deus”, ou seja, todas as técnicas aqui colocadas, contam impreterivelmente com a ação do Espírito Santo, caso contrário, os eventos carismáticos estariam apenas incorporando estruturas que desviariam a essência.
A Palavra de Deus, para onde estão voltados os olhos da RCC Brasil em 2010, na moção “Proclama a Palavra, anuncia a Boa Notícia” (II Tim. 4,1-5), nos esclarece a esse respeito.
Observemos na Palavra, o que ocorreria nas ocasiões em que Jesus estava com as multidões e notemos atentamente como em todas elas a glória de Deus era manifestada, por meio de profundas conversões, libertações, milagres que deixaram admirados aqueles que iam até o Senhor.

Nessas ocasiões, homens e mulheres, até então, alheios a Deus, se transformavam em discípulos e missionários e pelo Reino davam a vida, se necessário por meio do martírio.


Cinco mil pessoas estavam perto do mar da Galiléia, número bem considerável para a época e o lugar e Jesus sentou-se na montanha. A multidão foi até ele, levando cegos, mudos, aleijados e outros enfermos. Ele os curou. O povo ficou admirado e não saiu frustrado. E Ele, para fechar com chave de ouro, multiplicou os pães. (Leia em Mat. 15,29-31)
A manifestação da glória de Deus não ocorria apenas por meio de sinais extraordinários, mas também quando o Senhor reunia os discípulos e o povo para ‘formação’. Podemos ver no Sermão da Montanha que provoca até hoje, verdadeiras transformações.

(Mat.5,1-11)


Não havia rotina. A força dos “eventos” onde o Senhor agia (e age) é que atraia e atrai as multidões. As multidões tinham um encontro com o Deus verdadeiro e os testemunhos que se seguiam corriam de boca em boca.
Se na época, o Senhor usava a montanha, hoje usa estádios, praças, igrejas, avenidas, clubes, os mais variados lugares. Os tempos e as mídias mudaram, o que não pode mudar é a essência. O modo carismático de contar com o vento do Espírito permanece. É Ele a garantia de ‘sucesso’ em toda iniciativa.
O Deus de amor tem pressa , por isso estão diante da comunicação católica as novas mídias e ferramentas. À comunicação cabe – após a escuta do Senhor- usar os meios oportunos para levar as multidões a Jesus, Ele é "O Verbo, verdadeira luz, ilumina todo homem!" (Jo 1, 9).



Leitura complementar:

Documento de Aparecida, no. 484, pg.218
10.3 - Pastoral da Comunicação Social

484- A revolução tecnológica e os processos de globalização formatam o mundo atual como grande cultura midiática. Isso implica uma capacidade para reconhecer as novas linguagens, que podem favorecer maior humanização global. Essas novas linguagens configuram um elemento articulador das mudanças na sociedade.
485. “Em nosso século tão influenciado pelos meios de comunicação social, o primeiro anúncio, a catequese ou o posterior aprofundamento da fé não podem prescindir desses meios”. “Colocados a serviço do Evangelho, eles oferecem a possibilidade de difundir quase sem limites o campo de audiência da Palavra de Deus, fazendo chegar a Boa Nova a milhões de pessoas. A Igreja se sentiria culpada diante de Deus se não empregasse esses poderosos meios, que a inteligência humana aperfeiçoa cada vez mais. Com eles, a Igreja ‘proclama a partir dos telhados’ (cf. Mt10,27; Lc 12,3) a mensagem da qual é depositária. Neles, encontra, uma versão moderna e eficaz do ‘púlpito’. Graças a eles, pode falar às multidões”.
486. A fim de formar discípulos e missionários nesse campo, nós, bispos reunidos na V Conferência, comprometemo-nos a acompanhar os comunicadores, procurando:

a) Conhecer e valorizar esta nova cultura da comunicação.

b) Promover a formação profissional na cultura da comunicação de todos os agentes e cristãos.

c) Formar comunicadores profissionais competentes e comprometidos

com os valores humanos e cristãos na transformação evangélica da sociedade, com particular atenção aos proprietários, diretores, programadores, jornalistas e locutores.

d) Apoiar e otimizar, por parte da Igreja, a criação de meios de comunicação social próprios, tanto nos setores televisivos e de rádio, como nos sites de Internet e nos meios impressos;


e) Estar presente nos meios de comunicação de massa: imprensa, rádio e TV, cinema digital, sites de Internet, fóruns e tantos outros sistemas para introduzir neles o mistério de Cristo.

f) Educar na formação crítica quanto ao uso dos meios de comunicação a partir da primeira idade.

g) Animar as iniciativas existentes ou a serem criadas neste campo, com espírito de comunhão.

h) Suscitar leis para promover nova cultura que proteja as crianças, os jovens e as pessoas mais vulneráveis, para que a comunicação não transgrida os valores e, ao contrário, criem critérios válidos de discernimento.

i) Desenvolver uma política de comunicação capaz de ajudar tanto as pastorais de comunicação como os meios de comunicação de inspiração católica a encontrar seu lugar na missão evangelizadora da Igreja.
487. A Internet, vista dentro do panorama da comunicação social, deve ser entendida na linha já proclamada no Concílio Vaticano II como uma das “maravilhosas invenções da técnica”.

“Para a Igreja, o novo mundo do espaço cibernético é uma exortação à grande aventura da utilização de seu potencial para proclamar a mensagem evangélica. Este desafio está no centro do que significa, no início do milênio, seguir o mandato do Senhor para “avançar”: Duc in altum! (Lc 5,4)”.


488. “A Igreja se aproxima deste novo meio com realismo e confiança. Como os outros instrumentos de comunicação, este é um meio e não um fim em si mesmo. A Internet pode oferecer magníficas oportunidades de evangelização, se usada com competência e clara consciência de suas forças e fraquezas”.
489. Os meios de comunicação, em geral, não substituem as relações pessoais nem a vida comunitária. No entanto, os sites podem reforçar e estimular o intercâmbio de experiências e informações que intensifiquem a prática religiosa através de acompanhamentos e orientações. Também na família os pais devem alertar os filhos para o uso consciente dos conteúdos disponíveis na Internet, para lhes complementar a formação educacional e moral.
490. Visto que a exclusão digital é evidente, as paróquias, comunidades, centros culturais e instituições educacionais católicas poderiam ser estimuladoras da criação de pontos de rede e de salas digitais para promover a inclusão, desenvolvendo novas iniciativas e aproveitando, com olhar positivo, as que já existem. Na América Latina e no Caribe existem revistas, jornais, sites, portais e serviços on line de conteúdos informativos e formativos, além de orientações religiosas e sociais diversas, tais como “sacerdote”, “orientador espiritual”, “orientador vocacional”, “professor”, “médico”, entre outros. Existem inumeráveis escolas e instituições católicas que oferecem cursos à distância de teologia e cultura bíblica.

Capítulo 2 - Pré-evento
No dicionário Aurélio evento é definido como “acontecimento” ou “sucesso”, portanto, as ações de evangelização devem ser feitas com ardor missionário, não podem cair na rotina. É preciso agir, usando de criatividade. Os eventos são acontecimentos, previstos é verdade, mas nem por isso, devem cair no factual.
É dever de quem propaga um evento, propiciar às pessoas o melhor, esforçar-se para permitir uma experiência marcante e extraordinária.
2.1- Ponto de Partida
Planejar antecipadamente, um dos segredos. Para estruturação de um evento, precisa tempo. Se faz necessária a definição clara de uma estratégia apontando:

a) - Formato do evento

b) - Objetivos

c) - Tema central

d) - Público alvo

e) – Breiffing



2.1.1- Formato:

Vai ser um retiro, congresso, encontro de formação, workshop, uma festa católica, enfim, é preciso definir qual o perfil do nosso evento. Perguntas devem ser respondidas como:

- Qual é a sua finalidade?

- Periodicidade

- Abrangência

Dentro do formato do evento, alguns itens devem ser observados:

- Escolha da data: verificar calendário regional, eventos

concorrentes, dias mais apropriados ao nosso público.

- Definição de local: decisão crucial, porque o local de

realização vai ter a cara do evento, devendo ser observados

itens como estrutura, segurança, condições de acesso e se

o local condiz com o orçamento disponível.



- Atividades: que devem ser fixadas de acordo com o

objetivo do evento.



- Programa: devem ficar claros horários de início e

encerramento de cada atividade, horário de intervalos

e refeições, temas das pregações, salas para acesso.


2.1.2- Objetivos:
Definir claramente o que se pretende de resultados, para que toda equipe siga até o fim uma linha mestra de trabalho.

2.1.3- Tema Central:
Sabe-se que o título de qualquer artigo, livro ou filme, determina, em grande parte seu sucesso. O mesmo ocorre com os eventos. O título deve ser atraente e diferenciado. Quando o evento é tradicional, deve-se manter um título fixo, para facilitar a identificação.
O tema central deve ficar bem destacado e nortear o programa. Nos eventos da RCC, esse tema é discernido de acordo com a moção nacional, estadual e diocesana, a fim de manter a unidade.

2.1.4- Público Alvo:

Item fundamental para direcionar todo o planejamento de um evento, interferindo na escolha do local, plano de comunicação, data, pregadores... por isso, precisamos saber para quem estamos promovendo. Precisa ficar claro, quem é o público alvo e que meta de público, a organização pretende atingir. A partir daí, uma série de providências ficarão mais claras, como por exemplo, que mídias usar para divulgação.


A definição do público alvo é composta pelos seguintes itens:

- Expectativa de participantes.

- Seguimento (destinado a um ministério específico, a servos ou

aberto)


- Faixa etária (para juventude, geral, famílias...)

- Região: do estado, da diocese, da cidade, do Grupo de Oração.



2.1.5- Briefing
Definido o perfil do evento, cabe à equipe de comunicação transformar os conceitos apresentados pela organização em ações promocionais e instituicionais, ou seja, de promoção do evento e de sua imagem perante o público.
O briefing é um conjunto de informações passadas pela organização do evento para transformação em peças como: arte visual, imagem do evento que será passada à imprensa, spots, VTs etc. Portanto, a equipe de comunicação deve tirar o máximo de informações da organização para produção do material.

Um exemplo simples pode ser tirado da organização de um evento de carnaval, cujo público alvo é a juventude.


Evento: XI CARNAVIRADA

Perfil: Encontro de carnaval, já é conhecido entre os jovens da Igreja, realizado durante 11 anos. É encontro de primeiro anúncio, kerigmático, junta jovens em geral, é tipo “Rebanhão”.  

Data: 13 a 16 de fevereiro - Uberaba

Público: Juventude ( meta 300 jovens)

Tema: Inspirado na temática nacional da RCC para o carnaval de 2010: "TUA PALAVRA, LUZ PARA MEU CAMINHO (Sl 118,105)

Conceito do material: A Palavra ficaria no centro da arte, com a Bíblia aberta, espalhando fachos de luz sobre os jovens que estão ao redor de todos os lados. Precisa estilizar essa arte para ficar mais moderna.

Cores: Fontes, cores, confetes, bem colorido para dar idéia de carnaval.

Mídias: A mesma arte  será usada em cartaz, panfletos, WEB, camisetas, painéis, decoração do local, divulgando o mesmo tema e perfil do evento na mídia eletrônica e impressa.

 

2.2- Planejamento


São indicados os seguintes passos:
- Escolha do coordenador-geral e secretaria do evento

- Convocação da equipe de organização

- Definição do objetivo

- Tema, público-alvo, metas de público, data, horário, local

- Definir convidados (pregadores, músicos...)

- Fixar periodicidade de reuniões de organização

- Levantar orçamento

- Definir programa / Conteúdo e Atrações

- Levantar serviços de terceiros

- Levantar infraestrutura necessária

- Cronograma e controle de inscrições

- Mecanismos de divulgação

- Oferecer treinamento para a equipe de serviço

- Planejamento da Comunicação

2.3- Formação da Equipe de Servos:
É fundamental que ao sentarmos para propor um evento, façamos o que o Senhor recomenda: observar se teremos fôlego para terminar a casa projetada e construir a casa sobre a rocha (Mat.7,25). Para isso, a equipe é um dos itens primordiais. Algumas dicas sobre a equipe:
Escolha pessoas para coordenar atividades chave, como:

- Intercessão do evento, planejamento, orçamento, secretaria geral, comunicação, patrocínios, alimentação e alojamento, acolhimento, sonorização, decoração, pregadores, inscrições. Relacione tudo e delegue.

- Empolgue a equipe mostrando que existe uma meta clara.

- Escolhidos os coordenadores de cada equipe, marque uma data para treinar essas equipes, repassando claramente o que cabe a cada uma, pois cada um deve ser preparado para tal compromisso.

- Evite reuniões longas, sem objetivos, prolixas, cansando a equipe.



  • Lembre-se: equipe de servos é diferente de voluntários, mas nunca deixamos de ser irmãos. Amor, respeito, fraternidade sincera, falam mais que as ORDENS. O outro, sempre será meu irmão e irmã e as pessoas dão daquilo que têm.


2.4 - Planejamento da Comunicação:
Trata-se de planejar estrategicamente e com tempo hábil o papel e as funções da equipe de comunicação no evento. Portanto, membros da equipe de comunicação precisam integrar a equipe de organização central, para servir melhor aos organizadores.
A atuação dos comunicadores começa na definição do perfil do evento, ajudando a organização nessa tarefa e passa pela definição e aplicação de ações concretas para execução do breifing do evento, que sõ vão terminar no pó-sevento, com a avaliação final.
A Renovação Carismática Católica (RCC) orienta que o Ministério de Comunicação atue em núcleos e isso serve adequadamente para realização tanto de eventos, como para serviço no Grupo de Oração. A apostila nacional do MCS sugere o seguinte quanto à equipe:

Mobilização: reunir voluntários e parceiros, formar equipe, definir materiais a serem produzidos, buscar recursos para implementar as ações, distribuir o material de divulgação.
Criação: criar e produzir o material de divulgação(jornal, folder, cartaz, panfleto), fazer orçamentos e pesquisa de preços, zelar pela padronização da campanha de comunicação em todas as mídias (quadro de aviso, camisetas, jornal, cartazes etc.), desenvolver projeto gráfico para o jornal ou acompanhar o profissional contratado.
Imprensa: fazer contato e elaborar releases para a imprensa (enviar texto para a Assessoria de Comunicação da Diocese, para os meios de comunicação de massa ou alternativos, etc); agendar, organizar e acompanhar entrevistas, fazer a cobertura dos eventos, redigir textos (matérias, artigos) para serem veiculados nos meios de comunicação.
Documentação: registrar eventos e ações (fotografar, filmar, gravar em vídeo, CD); recolher materiais dos outros ministérios para abastecer o site; montar um clipping da instituição; arquivar fotos e materiais produzidos, com organização.

Além dos núcleos recomendados na Apostila do Ministério de Comunicação da RCC Brasil, podemos mencionar para os eventos os seguintes núcleos:




  • Núcleo de intercessão: embora a RCC tenha um ministério específico de intercessão, todos somos intercessores e o MCS deve se unir em oração.

  • Núcleo de jornalismo: entrevistas, releases, coletivas e reportagens.

  • Núcleo de mídia eletrônica: webrádio e webTV , televisão, rádio, Internet;

  • Núcleo de publicações; jornais, revistas.

  • Núcleo de publicidade e criação: montagem das ações do breifing como criação do material de divulgação e da campanha publicitária e promocional (out-door's, bus-door's, placas, faixas, panfletagem,etc)

  • Núcleo de relações Públicas: cuida da imagem do evento, dos convidados, autoridades etc.

  • Sala de imprensa: para funcionar duante o evento( trataremos a seguir)

  • Núcleo de formação: para treinar a equipe antes do evento.


2.5- Assessoria de Comunicação:
O conceito de assessoria de comunicação vai além de assessoria de imprensa, pois compreende funções estratégicas e sistemáticas de relações públicas, assessoria de imprensa e publicidade (ou marketing promocional). Vejamos como formar uma equipe de assessoria para eventos.

2.5.1- Coordenador de comunicação:

Função exercida pelo servo que terá a função de criar um plano de comunicação para o evento, montar uma equipe, empolgar, delegar e conferir a execução das atividades. É fundamental que essa pessoa faça parte da equipe central de organização e acompanhe as reuniões. Deverá em conjunto com a equipe de assessoria, definir que conceito de imagem o evento vai passar ao público interno e externo.


2.5.2- Assessoria de imprensa

Equipe de jornalismo que vai executar o plano de comunicação em conjunto com o grupo de relações públicas e publicidade. Compreende funções de inserção com mídia espontânea e mídia paga, essa última exercida em conjunto com a equipe de publicidade.


Compreende ainda media training e sala de imprensa. Vejamos:



  • Mídia espontânea: Quando possível função exercida por um

profissional ligado à comunicação ou com facilidade para gerir a produção de releases, notas, mailing list, material fotográfico, contato com a imprensa onde esteja o público alvo. Deverá gerenciar o envio de releases, entrevistas dos organizadores, clipping, convite e credenciamento da imprensa para o evento. Para a imprensa, é interessante enviar um press-kit sobre o evento, um CD, material visual, camiseta... usar a criatividade, quem sabe, um artigo religioso relacionado com o evento.


  • Media training: Deverá preparar pessoas certas para dar entrevistas, com desenvoltura e conhecimento do evento. A imprensa deverá facilmente localizar essas pessoas para entrevistas, fotos etc.




  • Público interno: Lembrar sempre dos grupos de oração, escolas de formação, comunidades, enfim, da nossa maior mídia, o público interno. Os membros do movimento devem ser os primeiros a serem informados sobre o evento, seja pelos avisos no GO, seja por mailing list, comunidades na WEB, mala direta...


IMPORTANTE: Divulgação requer articulação, quando divulgar cuide da articulação do povo. Observar quem cuidará do transporte, das inscrições? Envolver pessoas para ajudar no evento, pois elas serão potenciais participantes.

2.5.3- Relações públicas

Responsável por relacionar, visitar e enviar convites para autoridades eclesiásticas, civis e militares, além de líderes de outros movimentos e pastorais. Poderá preparar um kit sobre o evento para esses convidados. Além disso, ficará responsável por buscar a confirmação de presenças, recepcionar convidados, inclusive os pregadores, checar passagens e hospedagem. Junto com a assessoria de comunicação ficará responsável por gerir a imagem do evento.


2.5.4- Publicidade ou marketing promocional:

Compreende uma equipe de criação, de estratégia de marketing promocional e de captação de patrocínios. A priori, os investimentos em comunicação, fazem parte do orçamento de custos do evento, e para tanto, entram nas metas de captação de recursos. Os responsáveis pela captação de patrocínios devem atuar em conjunto com a equipe de planejamento e orçamento. Definido o orçamento, o passo seguinte é planejar como captar recursos, onde e como deve ser feito, o que será oferecido aos eventuais patrocinadores. Vejamos:




  • Equipe de criação: responsável por repassar ao material de divulgação, o conceito definido pela equipe organizadora. O material deve refletir uma comunicação INTEGRADA, ou seja, padrão de imagem, cores e conceito para todo material que será distribuído para o público interno e externo, incluindo cartazes, camisetas, spots, VTs, faixas etc.




  • Marketing promocional: responsável por identificar em que ações serão feitos os investimentos, com maior retorno e menos custo. Muitas vezes, ações promocionais de menor custo, apresentam bom resultado, aliadas à publicidade paga nas mídias. Como nem sempre é possível fazer uma divulgação paga, o marketing promocional é uma saída para ações que surpreendem o público e marcam o evento na memória. Por exemplo, uma panfletagem usando palhaços, malabaristas, aliada à aplicação de adesivos em veículos. Quem sabe, um pré-evento, uma festa à fantasia, usando roupas de santos. Enfim, estratégias para o marketing promocional.


IMPORTANTE: No próximo capítulo anexamos orientações específicas sobre o marketing católico.


2.6- Check-list semanal

Para facilitar a avaliação permanente na organização do evento deve haver uma verificação programada. O check-list é uma relação completa e detalhada de providências a serem romadas periodicamente para acompanhar as atividades. Deve conter uma relação sintética das principais ações a serem tomadas e pontos a verificar.


O conteúdo do check-list vai variar de acordo com as características da atividades. Por exemplo, o check-list é indicado tanto para coordenação e secretaria-geral, como para as equipes específicas.
2.7- Plano de comunicação:

Os eventos exigem vários procedimentos de divulgação que devem ser elaborados com três meses de antecedência.

Algumas etapas para a divulgação:


  • Três meses antes do evento:

- Concluir com a equipe de criação, material de divulgação e agilizar material gráfico.

-Planejar as formas de obtenção de espaços nos meios de comunicação, preparando o mailing list que será utilizado em cada fase do processo.

- Mobilizar servos de comunicação nos grupos de oração, para dar notícia do evento e articular a participação do povo na região de ação do G.O.

- Iniciar distribuição estratégica do material visual ( cartaz, panfletos)

- Produzir e enviar spots para rádios parceiras ( mídia espontânea)

- Definir as ações promocionais de divulgação.

- Orçar e selecionar as mídias pagas.

- Crie uma comunidade virtual do evento, um blog , ou hor site, uma conta em redes sociais da Internet, como Twiter, Myspace .. etc. Poste um vídeo convite na rede.



  • Dois meses antes do evento:

- Distribuição de panfletos em ações extratégicas.

- Envie os primeiros e-mails de divulgação para o mailling do público e passe a alimentar regularmente sites, blogs, redes sociais com a arte do evento e notas curtas.

- Reforce a divulgação no Grupo de Oração, festas da Igreja, festas sociais.


  • Um mês antes do evento:

- Continuar panfletagens.

- Enviar release dirigido para jornais( locais, estaduais, dependendo do porte do evento). Uma semana depois enviar para emissoras de rádio e televisão.

- Agendar entrevistas com organização nas emissoras de rádio e se possível tevê.

- Acompanhar inscrições e mensurar constantemente resultados.



  • Uma quinzena antes do evento:

- Enviar notas para colunistas do mailing ( não envie release aleatório, será deletado pelo jornalista).

- Preparar e enviar um press-kit para editores de jornais, revistas, coordenadores de jornalismo de emissoras de rádio e tevê. Um relase sobre o evento, deve acompanhar com todos os contatos.



  • Semana do evento:

- Concentrar veiculação de mídia paga ( rádio, jornais.. ) e concentrar ações promocionais( carros de som, trio elétrico de divulgação, telemarketing, sorteio de ingressos, spans.

- Confirmar credenciamento dos jornalistas.

- Checar estrutura e equipe da sala de imprensa para cobertura do evento, previamente providenciada.


  • Durante o evento:

- Sala de imprensa, para atendimento à imprensa convidada; dar condições de trabalho à equipe de comunicação do evento.

  • Pós-evento:

- Mensuração dos resultados, acertos e erros. Manutenção de um clipping com todo material que saiu na imprensa.

- Envio de agradecimento aos órgãos de imprensa e à equipe, envolvidos em todo processo de divulgação.



Capítulo 3 – Marketing Católico

Dedicamos este capítulo para tratar do marketing na Igreja Católica, por entender que caremos de formação e temos o grande desafio de avançar, mas sem abrir mão da identidade e do objetivo fim: a evangelização.



Como nossos eventos precisam de recursos financeiros para se desenvolverem, é hora de entrarmos nesse desafio. As considerações que seguem foram compiladas pelo publicitário Gustavo Garcia. Sugerimos que você faça a leitura do livro de Antonio Miguel Kater Filho: “ O Marketing Aplicado à Igreja católica”, cuja indicação de leitura resumida, pode ser acessada na Internet pelo link que indicamos no final da apostila.
3.1- O que é marketing
A palavra marketing vem de market = mercado / marketing = "mercadar", portanto é a ciência que estuda o mercado e tem como objetivo levar o produto certo ao lugar certo, no momento certo, pelo preço certo, ao consumidor certo, e, com isto, alcançar o lucro desejado.
É a atividade humana que se preocupa em estudar, descobrir, compreender e, possivelmente, atender às necessidades e expectativas do homem, não obrigatória ou exclusivamente no âmbito material, mas em toda a sua amplitude, na qual podemos, também, incluir o espiritual.
3.2- Para que marketing religioso
Diversas novas religiões, cristãs ou não, muitas das quais denominadas seitas, têm usado constantemente, até mesmo de forma exacerbada, de técnicas e estratégias de marketing para envolver pessoas de todas as classes, todas as raças, procurando agregá-los ao seu rebanho. A maioria delas oferecendo paz e a salvação na pessoa de Jesus Cristo, de sua verdade e de seu Evangelho, como o "PRODUTO" que irá atender às suas necessidades espirituais e às de toda a humanidade. Mas esse "Produto", tão antigo no mercado, é agora apresentado por elas de forma diferente daquela apresentada outrora pela Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, "embalado” numa linguagem mais adequada às necessidades humanas emergentes da realidade socioeconômica dos dias de hoje.
Tais religiões procuram, através do marketing, primeiro detectar as necessidades dos homens e posteriormente adequar o seu discurso, a sua práxis religiosa e principalmente a sua comunicação a essas necessidades. Criam assim, uma sensação de satisfação plena, atendendo, portanto, pelo menos momentaneamente, à carência espiritual dos fiéis. Embora muitas vezes, passageira e ilusória, essa satisfação faz com que o fiel viva sua religião, praticando-a com fé e alegria, passando a ser também um defensor e principalmente um divulgador de sua prática, conseguindo, em conseqüência disso, novos adeptos (alguns chegam a ser fanáticos religiosos).
Percebemos que o conhecimento do marketing, de suas técnicas e sua aplicação prática são hoje sumamente necessários a todas as atividades que envolvam o ser humano, incluindo a religião. É imprescindível que tenhamos em mente o real sentido e o correto significado do marketing hoje, pois muitos ainda, por falta de conhecimento, associam essa importante atividade humana apenas a vendas, propaganda, distribuição de produtos e outras atividades afins, exclusivamente mercantilistas, que visam ao lucro financeiro contábil, objetivo maior do capitalismo; o que se fosse verdade, talvez pudesse lançar por terra nossa tese.
Com o crescimento sistematizado e organizado do marketing a partir de 1950, obrigou o homem a desenvolver estratégias específicas:
3.2.1- A teoria dos quatro P’s
Composta de Marketing/ Marketing Mix

1- Produto

2- Preço

3- Ponto de distribuição ou de venda (praça):

4- Promoção/ Propaganda

3.3- Os quatro P’s na Igreja Católica:
Há uma séria dificuldade para os líderes religiosos definirem o composto de Marketing da igreja. Isso provavelmente se deve por falta de uma reflexão sobre as definições de cada termo do composto mercadológico. Daí a importância de estar na mente de cada líder religioso a missão e o objetivo da igreja, de uma maneira bem clara e simples.
1- O produto: A salvação eterna

É um produto único, não tem concorrentes, não tem similares. Jesus é o único caminho para chegar a Deus, para ter a salvação. Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”(João 14.6)


2- O preço: Custo zero

Um produto como a salvação deveria ter um altíssimo preço de custo. Apesar de todas as múltiplas características, versatilidade e infindáveis vantagens, o custo real desse produto para os consumidores é zero, pois Jesus já pagou o preço integral. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus;(Ef. 2,8)


3- O ponto de venda ou praça: As igrejas

A Igreja católica no Brasil conta com um número de praças de fazer inveja a muitas organizações empresariais de sucesso, isso tudo sem falar de nossos pontos de pregação e grupos familiares nos lares. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.”(Hebreus 10:25)


4 - A promoção: Proclamar o evangelho de Cristo Jesus

Palestras, rádio, televisão, folheto, outdoor, jornal, revista, internet, artes plásticas, artes cênicas, cartas ... “Disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. (Mc 16.15)



3.4- A igreja e o marketing na história:
Uma historia muito antiga. Um exemplo de comunicação visual pode ser acompanhado quando Deus dá uma visão ao profeta Habacuc e pede que a visão seja escrita em um outdoor. Na verdade é a menção mais antiga desta mídia visual: Habacuc 2.2 “O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo”.
A Cruz, por exemplo, é considerada por peritos em comunicação visual como um dos mais perfeitos, simples e conhecidos símbolos jamais vistos em tempo algum. Ao ver a Cruz, cristãos, em qualquer parte do mundo, sem necessidade alguma de explicação, imediatamente identificam, recordam ou cultuam a pessoa de Jesus Cristo.
O sino, utilizado pelas igrejas, foi considerado por muitos como um dos primeiros veículos de comunicação de massa, pois servia para comunicar aos moradores distantes o começo das celebrações e fatos ocorridos na cidade. Além disso, as torres altas das igrejas, consideradas como os primeiros modelos rudimentares de outdoors, tinham a intenção de facilitar a localização visual do tempo a partir de qualquer ponto da cidade.
Tudo isso sem contar que nas artes e na música a Igreja, nos séculos passados, foi a instituição de vanguarda que atraía para si, no intuito de servir a seus propósitos de evangelização, os renomados pintores, os bons compositores, os músicos imortais, enfim todos os grandes artistas que nos legaram um vasto e incomensurável patrimônio artístico-cultural.
Podemos considerar que a igreja pode ser considerada como uma das mais antigas instituições conhecidas e ainda em pleno funcionamento, estrategicamente organizada e implantada sob a ótica do marketing, pois há quase dois mil anos ela vem procurando atender às necessidades de seus fiéis.
Apesar de tudo, historicamente não se pode falar em marketing religioso antes da segunda metade do século XX. Só depois do trabalho de vários profissionais americanos é que tomou forma a visão de que era possível desenvolver técnicas mais eficientes para influenciar o comportamento das pessoas em troca de bens simbólicos, isso só ocorreu depois da segunda metade do século XX. Assim o campo religioso passou a ser considerado um mercado.
Mas, infelizmente, olhando para um passado mais recente, não podemos afirmar, com tanta convicção, que a igreja católica brasileira (com raras exceções) esteja promovendo bem o seu produto.

Capítulo 4 – Durante o evento

O foco da atuação da assessoria de comunicação de um evento, durante a execução da atividade proposta, é a implantação da sala de imprensa. Neste local, ficarão concentradas as atividades de cobertura, recepção de jornalistas e contatos do relações públicas.

Diversas são as ferramentas que podem ser usadas. Uma sala de imprensa nos eventos da RCC é composta por servos que atuam independentemente de formação acadêmica, basta que tenham espírito de serviço e recebam formação básica para atuarem.

4.1- Sala de imprensa:

Equipe responsável pela montagem de uma estrutura para cobertura durante o evento. Deverá providenciar antecipadamente o suporte necessário para as mídias, como Internet, computadores, equipamentos para fotografia, transmissão via rádio e tevê, produção de um house organ, atualização de sites.

A equipe será formada pelo coordenador de comunicação de acordo com o planejamento para a sala de imprensa do evento. Deve prever no mínimo: um local para recepção dos jornalistas convidados; a convocação de um responsável pela sala de imprensa; redator, fotógrafo, técnico de informática e revisor.

Dependendo da produção da sala de imprensa, poderão também ser convocados: um profissional para cuidar do envio de material para a imprensa, um diagramador, locutor de rádio, apresentador de tevê e responsável por atualizar sites.



4.1.1- Ferramentas da sala de imprensa:

  • Webradio e webTV: atenção para essas mídias, são de custo acessível e de grande alcance( aliás o alcance é mundial). Atenção ainda maior para ajustes técnicos antecipados para garantir as transmissões. Não esqueça de prever no orçamento!



  • House organ: literalmente essa expressão significa “órgão da casa”, ou seja, ferramenta para divulgação destinada ao público interno. É produzido durante o evento, mas sua pauta e linha editorial devem ser definidas antes. Pode ser impresso ou eletrônico. Redator, fotógrafo e diagramador são fundamentais no processo.


  • Cobertura para WEB: produção de notícias e captação de imagens (fotos e vídeos) destinada aos sites, blogs e redes de relacionamento


  • Cobertura para imprensa externa: produção de releases para divulgação durante ou pós-evento na imprensa.


  • Banco de dados: organizar um arquivo de imagens e textos para futuras atividades.


  • Gravação de palestras: contratação de equipe para gravar e reproduzir o material durante o evento, disponibilizando ao público.


  • Equipe de avisos no evento: quando a organização solicitar.

Anexamos a seguir o projeto de sala de imprensa elaborado para o EEJ 2009, pelo jornalista William de Paula.





  1. Organização da equipe de trabalho



Funções

Atribuições

Responsável

Webmaster

- Cuidar da parte técnica do site de cobertura; - Publicar as notícias, fotos e vídeos na página da Web; - Disponibilizar internet no local em cabos e wireless; - Dar suporte para Web Rádio;

- do Portal RCC Minas

Editor de vídeo

- Editar as imagens captadas pela equipe de vídeo reportagem em vídeos curtos (máximo 2 minutos) para o site via You Tube; - Entrevistas a cada uma hora.: armazenar as imagens brutas dos vídeos em mídia de arquivo para a coordenação do EEJ, bem como as matérias editadas;

- Ricardo

Vídeo repórteres

- Captar imagens para reportagens segundo a pauta definida; Conduzir entrevistas segundo a pauta ou identificadas durante a cobertura;

- Cibele (a confirmar)

- Divina Rádio



Editor de reportagens

- Realizar as reuniões de pauta e distribuir o trabalho entre os repórteres de texto e vídeo; - Realizar a revisão das matérias escritas e editadas em vídeo antes da publicação; Editar o Boletim Impresso do evento;

- Roseli

Repórteres de texto

- Redigir as notícias segundo a pauta definida ou identificada durante a cobertura; - Realizar entrevistas e apuração da pauta entre os participantes; - Entregar todo o material produzido para o editor de reportagens; Redigir as matérias para o Boletim do EEJ

- Andréia (a convidar)

-

-



Fotógrafos

- Fotografar e tratar as imagens (se possível) para o formato Web; Disponibilizar as fotos pelo menos uma vez a cada período do dia para o Webmaster publicar no site; Armazenar as fotos em mídia de arquivo para a coordenação do EEJ em formato de alta resolução;

Obs. Mínimo uma câmera profissional



- Valeska

-

- Editor de fotos -



Equipe de Web Rádio

- Captar o áudio das palestras e celebrações para transmissão Web; - Fazer entrevistas durante o EEJ;

- Ricardo (Uberaba)

-


Assessoria de imprensa

- Cuidar da assessoria de imprensa (entrevistas solicitadas, etc.)

- Roseli Lara

Tecnologia

- Ser responsável pela disponibilização da internet e rede wireless no local para uso da equipe de comunicação.

-

Coordenação

- Acompanhar a montagem de toda a estrutura e assegurar as condições de trabalho das equipes; Reunir equipe e garantir linha de cobertura, unidade e espiritualidade da equipe de comunicação; - Estar presente junto às equipes durante o evento e orientar para o cumprimento das tarefas;

-



  1. Suportes e ações de comunicação a serem utilizados



O quê

Como

Quando

Press-releases

(Assessoria de Imprensa)



Envio de matérias jornalísticas para a imprensa local e veículo oficiais de comunicação católica;

Duas semanas que antecedem e durante o evento

-


Atendimento de mídia

(Assessoria de Imprensa)



Recepção e acompanhamento das equipes de reportagem durante entrevistas e direcionamento para matérias.

Antes e durante o ENJ

Web notícias

Cobertura em tempo real com notícias redigidas em formato Web (média de cinco parágrafos com quatro linhas). Publicadas no site oficial e Portal da RCC Minas.

Antes, durante e pós-evento

Videocast

Vídeo reportagens ou de cobertura de momentos de curta duração (média de 2 minutos) a serem publicados no Web site via You Tube.

Durante o evento.

Galeria de fotos web

Galerias organizadas por dia para publicação de fotos de cobertura do EEJ

Durante o EEJ

Rádio Web

Transmissão do evento e flashes ao vivo para o público

Durante o EEJ

Boletim Impresso

- 2 páginas tamanho A4

- Policromia (se possível)

- 4 patrocinadores

- 2 000 exemplares








  1. Cronograma de ações



O quê

Quando

Quem

Definição da equipe de comunicação para Sala de Imprensa

Até 16/11

- Coordenação Estadual da Comunicação do MJ;

- Coordenação Estadual do MCS



Orientações para equipes

Até 21/11

- Coordenação Estadual da Comunicação do MJ;

- Coordenação Sala de Imprensa;



Envio de convites para editores dos veículos de comunicação locais

Até 21/11

- Equipe de comunicação da Diocese de Uberaba

Envio de press-releases de anúncio

Até 25/11




Programação do hot site com as ferramentas e espaços para a cobertura

Até 25/11

- Webmaster Portal RCC Minas

- Comunicação Estadual do MJ



Montagem da sala de imprensa

- 26 e 27/11

- Coordenação da Sala de Imprensa

- Equipe de comunicação



Cobertura do evento




- Equipe Geral;

Fechamento da comunicação




- Coordenação da Sala de Imprensa



  1. Estrutura, equipamentos e acessórios



Solicitado

Especificações

Responsáveis

Sala para trabalho da comunicação

Tamanho médio de 20 m² com pelo menos 10 pontos de energia elétrica.

- Equipe de estrutura

Sinal de Internet

Se possível disponibilizar cabos (pelo menos cinco) e sinal Wireless. A velocidade mínima precisa ser de 1 MB para viabilizar a transmissão da Rádio Web.

- Equipe de estrutura

Móveis

- Suporte para 8 computadores

- Mesas com cadeiras (plásticas)


Mesas ou bancada

Qtd: 10



- Equipe de estrutura

Equipamentos eletrônicos

- Extensões para energia

- 1 impressora (levar CD de instalação)

- Computadores (preferência notebook)



Média 3 m

Jato de tinta

Qtd: 6


Equipe de estrutura /Comunicação


Papelaria

- Blocos de rascunho

- Folhas brancas A4

- Canetas

- DVD´s Graváveis (vídeos e fotos)


Tamanho meio A4

20 unidades

12 unidades


- Equipe de estrutura

Equipamentos de comunicação

- Gravadores de áudio

- Câmera filmadora (mini DV)

- Câmeras fotográficas

- Microfone

- Notebooks

- Pen drive 4G


Qtd. 2

Pelo menos 1 profissional

Qtd. 6

Qtd. 1


Coordenação sala de imprensa

/Responsáveis por cada tarefa




Capítulo 5- Algumas Ferramentas de Comunicação

5.1- Material Impresso:

Release, reportagens, house organ.

São textos, acompanhados ou não de fotos, para enviar aos jornais e revistas ou publicar no informativo da RCC. Quando se trata de publicação interna chamamos de house organ, mesmo que se destine também ao público externo. Lembrando que o boletim pode também ser eletrônico, via Internet.

É bom fazer um projeto gráfico antes de pensar em um informativo seja periódico ou para a sala de imprensa do evento. No projeto são definidos: tiragem, periodicidade, recursos, formato, número de páginas, conteúdo, pauta, redação das matérias (quem vai redigir, prazos, fotógrafo).

O bom e velho lead continua sendo indicado. Quando for enviar um release à imprensa, o texto precisa ser objetivo e atender ás técnicas do jornalismo. Um release tem no máximo 25 linhas.

O leade ou lide em português, deve estar no primeiro e segundo parágrafo do release e também para casos de textos de WEB- linguagem curta. Nele estão as informações mais importantes, respondendo às perguntas: o quê, quem, quando, onde, como, por quê. Use os verbos indicando ação.

Para o caso de boletins internos vale a norma de textos curtos, objetivos, com distribuição equilibrada das notícias, espaço para fotos e ilustrações, diagramação e design de acordo com o público alvo. O tamanho das notas, ou matérias deve ser especificado no projeto gráfico. Em número de caracteres, assim como, o perfil da redação, mais literário ou puro lead.

Nada impede que um texto objetivo contenha o depoimento de duas ou três fontes. Uma citação de um participante, uma da organização, outra do pregador.

As reportagens com pregadores seguem a mesma dica, mas quando são mais completas, com mais de 40 linhas, são mais indicadas para as revistas. Na Web, por exemplo, são indicados cinco parágrafos de quatro linhas cada um, no máximo e sempre com imagens.

Anexamos um case do house organ produzido durante o evento na sala de imprensa, durante o EEJ 2009. Na equipe estavam: um diagramador, três redatores, um fotógrafo e editor. Pode ser visualizado no material em PDF, anexo à apostila.



5.2- Webrádio e rádio

Um tempo novo tem se manifestado com a chegada da webrádio e da webTV nos eventos da RCC. Tecnicamente a nossa sugestão é ter aulas diretamente com o programadores, indicamos Ricardo Rocha de Uberlândia da Divina Rádio. Em termos de linguagem, há algumas adequações porque se trata de web, onde a convergência é a direção que precisamos adotar.

Na Web, não basta contarmos com um bom áudio (não esqueçamos do suporte de Internet, testado previamente e exaustivamente) precisamos de fotos, animação, design, e de vídeo.

A locução para o rádio hertiziano atende às normas da linguagem radiofonica: entrevistas curtas, objetividade, polifonia (várias vozes) interatividade. Para a webrádio acrescenta-se a convergência, que compreende videos, fotos, textos curtos, design do site, animações. A interatividade é fundamental e usa: msn, chats, e-mails, twiter ...

Junto com a Webrádio pode funcionar a webTV, com suporte do mesmo site, transmissões ao vivo, vídeos gravados, clips, reportagens curtas.

5.3- Fotografia

Fundamental é fazer uma boa documentação fotográfica dos eventos, e para isso, não basta fazer aquelas poucas fotos do pregador, da missa, do público, é preciso registrar os vários momentos.

Para quem faz a documentação fotográfica é preciso não ter constrangimento em circular pelo local do evento. A coordenação da sala de imprensa deve providenciar credenciais de acesso e uniforme de identificação e definir exatamente como será essa cobertura.

O fotógrafo será invisível, no aspecto de não chamar a atenção para si mesmo, ou seja, agirá com determinação mais com máximo de discrição. Buscando os melhores ângulos e em silêncio.



5.4- Internet

Além das transmissões ao vivo via rede, que são mais baratas e mais viáveis para eventos da Igreja, temos a atualização das várias mídias que se apresentam via Internet. Esse meio deve cada vez mais ser considerado nas salas de imprensa. Assim, toda sala de imprensa deve contar com:



  • Técnico: para instalar e resolver panes de Internet.


  • Programador ou webdesigner: para criar sites, hot sites, blogs, animação, postar vídeos, fotografias e áudios.


  • Redator e fotógrafo.


  • Locutor de webrádio e apresentador de WebTV (quando possível)



Capítulo 6 - Pós-evento

“Os eventos são atividades que exigem investimento em pessoal, tempo e dinheiro e que possuem objetivos que, somente quando atingidos, justificam esses investimentos.”(GIACAGLIA, 2006).



6.1- Avaliação

Para saber se nossos objetivos foram alcançados e, em que medida, é preciso avaliar os resultados. Essa avaliação é parte fundamental do processo. É pena, que muitas vezes, os organizadores de eventos se esqueçam da importância de mensurar os resultados. Terminado o evento, não se ouve mais falar em reunião de avaliação.

Uma avaliação incompleta e amadorística também não se presta a encontrar conclusões que condizem com a realidade. Por exemplo, o resultado de um evento não pode ser medido apenas pelo número de pessoas que participaram, mas deve em consideração uma série de resultados.

6.1.2- Como avaliar:

A melhor forma de iniciar é voltar aos objetivos do evento. Eles foram alcançados? Algumas ferramentas nos ajudam na avaliação que deve ser curta e objetiva.



  • Objetivos do evento foram atingidos? Foram atingidos parcialmente? Por quê? O que contribuiu e o que desmobilizou?



  • Participação no evento: quantitativa e qualitativa. Contabiliza-se a presença do público, mas é preciso analisar também o retorno qualitativo e essa é a avaliação que mais importa.

Na avaliação qualitativa levanta-se:

  • A exposição da imagem da RCC na imprensa (sites, jornais, rádios...); em que mídias o público soube do evento; pós-evento nas mídias; o nível de satisfação do público; os serviços de terceiros; os serviços prestados pela organização; o orçamento feito foi coberto; qualidade do conteúdo apresentado; execução do programa; unidade da equipe, entre outros.

A seguir um modelo de pesquisa que pode ser feita com o público, próximo do final do evento, para medir seu nível de satisfação.

Queremos saber sua opinião sobre o __________. Pedimos a gentileza de preencher, com o máximo de cuidado, o questionário abaixo, lembrando que por meio de sua contribuição podemos aperfeiçoar mais o evento.

  1. Como ficou sabendo do ______________

( ) Grupo de Oração

( ) Rádio

( ) Jornal

( ) cartaz

( ) panfletagem

( ) Outros





  1. O __________ atendeu sua expectativa?

( ) Sim

( ) Não

Por quê? _________________________________________


  1. O que você mais gostou?

___________________________



  1. O que você menos gostou?

5-Você recomendaria para um amigo o próximo ____________

Sugestões: _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________



6.1.3- Relatório Final:

Para que o resultado final possa ser apresentado à equipe que atuou no evento, é necessário resumir todas as informações geradas, num único documento, denominado relatório final. O documento vai servir de base para futuras atuações e estratégias.



Anexos

Documento de Aparecida, em PDF.



Livro digitalizado: Assessoria de Imprensa Maristela Maffei

Arquivo de Power Point sobre: eventos Prof.Indiara Ferreira

Glossário para produtos de publicidade e propaganda

Apostila MCS RCC Minas

Apostila MCS RCC Brasil

Boletim Informativo Sentinela em PDF



Leitura Complementar

FILHO, Antonio Miguel Kater. O Marketing Aplicado à Igreja católica. Edições Loyola- 3ª. Edição- São Paulo, Brasil, 1999.

Trechos do livro para leitura disponível em: http://books.google.com/books?id=U7ZaZj3HyWoC&printsec=frontcover&dq=inauthor:%22Antonio+Miguel+Kater+Filho%22&ei=mc8qS-WpEYzIyQSXleCTCg&hl=pt-BR&cd=1#v=onepage&q=&f=false



Bibliografia

GIACAGLIA. Maria Cecília. Organização de Eventos, Teoria e Prática. Editora Pioneira, São Paulo, 2006.

KOPPLIN. Elisa. FERRARETRO. Luiz Artur. Assessoria de Imprensa. 4ª. Edição, 2001. Editora Sagra, Porto Alegre.

____________DOCUMENTO de Aparecida. V Conferência geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Aparecida, maio de 2007



FILHO, Antonio Miguel Kater. O Marketing Aplicado à Igreja católica. Edições Loyola- 3ª. Edição- São Paulo, Brasil, 1999

Apoio:






Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal