O papel da universidade na sociedade do conhecimento



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O PAPEL DA UNIVERSIDADE NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

Fabiano Nezello 1, João Soll2, Simone Zanon3



Resumo:

O conhecimento vem sendo caracterizado como o principal fator de desenvolvimento social e econômico de um país. Para que o conhecimento seja gerado e convertido em riqueza e desenvolvimento, é necessária a interação de alguns agentes institucionais: empresas, universidades e governo. Este trabalho aborda o tema da relação universidade-empresa, apontando as dificuldades dessa interação verificada no último decênio e as alterações decorridas neste relacionamento durante o período verificado. Desta interação, ressalta-se o papel da universidade na formação do intra-empreendedor, presente na composição da expertise das empresas inovadoras. Salienta-se, ainda, a importância da identificação das principais diretrizes dos gestores que conduzem as instituições de ensino superior, e o do perfil de profissionais que estas estão preocupadas em desenvolver, com suas estratégias, instrumentos e práticas, observando a forma que elas estão alinhadas com o perfil intra-empreendedor, importante para a atuação nesse novo cenário econômico e social. A contribuição das universidades para a elevação do potencial inovativo nas empresas e o papel do Estado em gerar incentivos e investimentos em atividades de P&D, estão caracterizados como tema gerador deste trabalho. A metodologia empregada para a realização do trabalho baseia-se na investigação com base nas informações apontadas em artigos acadêmicos e em entrevista aplicada a universidades pré-selecionadas. Verifica-se a literatura que investiga a interação universidade-empresa e toma-se como base estudos de casos, análises de patentes e levantamentos oriundos de pesquisas. Composto por três partes, além da introdução, este artigo apresenta o papel da universidade na formação do intra-empreendedor e a revisão dos apontamentos já publicados sobre a interação universidade-empresa e a caracterização atual desta interação segundo as universidades entrevistadas; a última parte, apresenta considerações finais e conclusões a respeito da situação da interação universidade-empresa no Brasil.

Palavras-chave: Conhecimento. Interação. Universidade. Empresa.

Introdução

O conhecimento tem sido percebido como o principal recurso para o desempenho empresarial, visto a competitividade emergida pela globalização, caracteriza-se como a chave para a sobrevivência das empresas.

O que vem a ser esse conhecimento tão necessário? De uma forma simplista e análoga, podemos considerá-lo o combustível organizacional, ou seja, o fator que fará com que a empresa movimente seu motor de arranque e avance para as pistas de alta-velocidade. Parece uma analogia ilógica? Não se considerarmos como motor de arranque a gestão do conhecimento, e como pistas de alta-velocidade, o mercado inovador.

Mas de que forma conseguir esse conhecimento e transformá-lo no combustível adequado para o abastecimento da máquina empresarial? Na observação de Thomas H. Davenport e Laurence Prusak, citada por Figueiredo (2005, p. 43), “o conhecimento se compara a um sistema vivo que cresce e se modifica a partir de sua interação com o meio ambiente e reflete estados mentais que estão em constante interação com o meio e a transformação”. Percebemos, então, que o conhecimento é algo genuinamente individual, porém, por meio da interatividade, esse conhecimento pode ser modificado, transformado, compartilhado, e assim, novos conhecimentos podem ser adquiridos.

Onde reside o conhecimento em si? Na mente das pessoas. Tomando a observação de Davenport e Prusak, podemos entender a importância do conhecimento como estratégia empresarial e a gestão desse conhecimento se torna o fio condutor que alavanca o conhecimento individual e o integra ao conhecimento organizacional.

Dessa forma compreende-se que a chamada Sociedade do Conhecimento é a potencialização da capacidade dos indivíduos em transformar seu conhecimento em inovações e, por meio da interação como ambiente, gerar novos conhecimentos, compartilhá-los e agregá-los no contexto, multiplicando-os e estimulando a aprendizagem e a formação de novas competências.

Dois ambientes propícios para a aquisição e geração de conhecimento vêm sendo amplamente discutidos pela literatura específica, a universidade e a empresa.

Esse artigo traz como discussão o papel da universidade como formadora de indivíduos intra-empreendedores, tão exigidos pelo mercado inovador e competitivo. Também abrange a visão acadêmica da interação universidade-empresa, com base nas informações apontadas em artigos acadêmicos e em entrevista aplicada a universidades pré-selecionadas, das quais participaram a Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Centro Universitário Positivo - UNICENP- e Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.



A Universidade e a formação do intra-empreendedor

O desenvolvimento do perfil intra-empreendedor, presente na composição do expertise das empresas inovadoras pode ser de certa forma uma atribuição das universidades, como agentes estratégicos formadores de indivíduos qualificados e preparados para atuar no mercado altamente competitivo.

Como forma de contribuir com os gestores das universidades, em todos os seus níveis, trazemos para discussão a questão da necessidade dessas em propiciar condições para que os novos profissionais que estão sendo preparados recebam estímulos que fomentem práticas intra-empreendedoras e inovadoras, contribuindo para que competências estratégicas alinhadas com as atuais necessidades do mercado atual sejam semeadas.

É importante identificarmos as principais diretrizes dos gestores que conduzem as universidades, identificando que perfil de profissionais essas estão preocupados em desenvolver, com suas estratégias, instrumentos e práticas, observando se de alguma forma elas estão alinhadas com o perfil intra-empreendedor teoricamente importante para a atuação nesse novo cenário. Como relatado por (PERFEITO, Juarez, 2004), considerando que uma pequena minoria nasce com perfil empreendedor, é inevitável direcionar-se para a busca deles nas universidades, com a expectativa que essas possuam habilidades e comportamentos que os credenciem a tornarem-se profissionais diferenciados no futuro.

Encontramos nas pessoas um fator determinante para que as organizações definam diretrizes com visão inovadora e coloquem em prática, estratégias que atendam as demandas e expectativas dos clientes.

As empresas têm como desafio formar o seu expetise, pois precisam buscar e incorporar conhecimentos e informações que contribuam para a definição de estratégias e elaborações de projetos de sucesso. Para sobreviver, as empresas precisam desenvolver técnicas para gestão, organização e introdução de inovações, mas para isso é preciso encontrar ou desenvolver um conjunto de habilidades e conhecimentos organizacionais, gerenciais e tecnológicos.

Segundo a definição de Kotler (1997), podemos caracterizar inovação como algo percebido pelos consumidores como sendo novo. Produto, serviço ou idéia que traga efeitos ou benefícios até então não disponíveis. Normalmente essas inovações são decorrentes de avanços tecnológicos e de aplicação de conhecimentos encontrados no que podemos definir como um ativo intangível dessas empresas, o seu Capital Intelectual, que são recursos de alto valor e de diferencial competitivo de difícil imitação.

Podemos encontrar ainda outra definição, como a de Grant (1998) que descreve a inovação como sendo um produto do conhecimento e da criatividade, o que reforça ainda mais a valorização do capital humano dentro das organizações.

Boa parte das empresas inovadoras caracterizam-se por se envolverem em P&D, buscando atender seus clientes ofertando produtos e serviços até então não disponíveis. Através da P&D as empresas elevam sua capacidade de inovação promovendo o aprendizado, que pode ocorrer internamente justamente pelas práticas desenvolvidas no processo de P&D ou externamente através da formação de clusters, onde as parcerias com empresas externas, agências governamentais, centros de pesquisas e instituições de ensino se tornam essenciais para fomentar a capacidade de inovação. Temos aqui as redes de inovação onde ocorrem a promoção e a cooperação inter-empresas, estimulando as mudanças necessárias para desencadear o desenvolvimento.

As universidades precisam estar alinhadas a esse novo cenário e a busca da excelência tecnológica exige grandes esforços e investimentos. Para alavancarmos empresas inovadoras, necessitamos de trabalhadores preparados para assimilar rapidamente novas tecnologias, novas orientações do processo produtivo. Nesse contexto, se torna fundamental que o sistema de educação e formação esteja preparado para ajudar as pessoas a evoluir ao longo de sua carreira profissional.


A Interação Universidade-Empresa – último decênio

O conhecimento é visto como o principal insumo para o desenvolvimento social e econômico de um país. Segundo D. Landes (2000), para que um país se desenvolva, necessita ter criadores de conhecimento. Para que o conhecimento seja gerado e convertido em riqueza e desenvolvimento social, é necessária a interação de alguns agentes institucionais: empresas, universidades e governo.

Em estudos realizados por Brisolla (1996), enfocando o relacionamento entre universidade e empresa, procurando estabelecer os determinantes do processo social que permite tornar a produção científica e a geração de novas tecnologias em uma alavanca do crescimento econômico e social, apresentaram entre os resultados, que a interação universidade-empresa tem-se baseado muito mais na prestação de serviços e em consultorias nos países em desenvolvimento e que o empresário do Terceiro Mundo apresenta uma característica bastante generalizada, sua visão de curto prazo – requer o imediatismo.

A dificuldade na interação entre universidade e empresa é destacado por Silva Filho4 (1997), apresentando as estruturas burocráticas das universidades como um dos fatores mais importantes que dificulta essa interação, onde as decisões são antagônicas à flexibilidade e à agilidade no atendimento à demanda do setor produtivo, conseqüência da desvalorização das atividades de colaboração às empresas pela corporatividade interna acadêmica.

Silva Filho observa que há cooperações bem-sucedidas entre universidade-empresa, porém efetivadas por estruturas paralelas, centros de cooperação sob a forma de fundações autônomas, ligadas de forma indireta às universidades.

As fundações têm seus trabalhos pouco repercutidos no interior das universidades, não havendo necessidade de prestação de contas de suas atividades. Porém, as atividades de cooperação desenvolvidas por essas fundações são vistas, aos olhos de muitos, como mera complementação salarial de professores. No contexto acadêmico, para quem faz pesquisa e para quem não faz, a remuneração é aproximadamente a mesma.

Como estratégia para estimular a interação entre universidade-empresa, Silva Filho propõe um trabalho conjunto de longo prazo, instigando e aperfeiçoando o convívio das partes, como por exemplo, no campo de educação continuada, como efeito em países tecnologicamente adiantados.

Mecanismos de interação universidade-empresa, são destacados por Mota5 (1999), com enfoque para a sociedade do conhecimento e objetivando a inovação.

Em seu trabalho, afirma que para a efetiva interação, o processo deve ser iniciado com o diálogo, intensificado com a convivência, até atingir a identificação cultural e a confiança. A universidade precisa interpretar as necessidades do setor produtivo e traduzi-las em demandas tecnológicas. Em contato com as empresas, os professores e pesquisadores, em atividades de colaboração, como no caso de consultorias, que revela uma rica fonte de conhecimentos do setor produtivo para o interior da universidade, criam um clima de confiança e segurança, abrindo novas vias de interação. Essa fonte de conhecimento caracterizada, auxilia a universidade no seu planejamento de atividades voltadas a formação de recursos humanos e à pesquisa, com foco direcionado à demanda exigida por aquele setor.

A interação entre universidade-empresa pode se dar de forma satisfatória para ambos os agentes, desde que haja cooperação. Mota assinala que:

...a cooperação é um instrumento de interação e que a cooperação científica e tecnológica é uma das modalidades de cooperação que contribui de uma maneira decisiva, ainda que às vezes pouco visível, para a interação, por meio do conhecimento mútuo, do intercâmbio de experiências de atividades conjuntas, de alianças estratégicas, de coordenação de políticas, de difusão e transferência de conhecimentos e tecnologias.

Mota deixa evidente que é necessário atentar para as diferenças culturais e as formas de comunicação existente no âmbito de cada contexto dos atores – universidade e empresa. No tocante a estas diferenças, menciona o papel dos agentes de interação, organismos de interface, capazes de “conhecer a linguagem empresarial, seu comportamento e expectativas e, ao mesmo tempo, conhecer a qualidade dos conhecimentos disponíveis, o potencial dos pesquisadores e sua equipe, e exercer o papel de controle no cumprimento de prazos e tarefas.”

Os obstáculos apresentados por Mota, principalmente relacionados às diferenças entre esses atores são: objetivos e missões; atitudes para a colaboração; estilos de gestão; noções de confidencialidade; enfoques dos direitos de propriedade intelectual; motivações para a colaboração.

O agente de interação, sob a ótica apresentada por Mota, tem um papel fundamental como implementador de mecanismos de interação, necessários à competitividade das empresas, principalmente na sociedade do conhecimento.

Diferentes estratégias de interação entre universidade-empresa são abordadas por Meneghel,6 Melo7 e Brisolla8 (2002): acordos de cooperação, criação de empresas - spin-offs, criação de centros e projetos de pesquisa cooperativa, parques tecnológicos e, os trabalhos de consultoria.

Tais formas de interação estimularam a criação, por parte das universidades, de unidades de assessoria, escritórios de contrato e convênios e de relações industriais para registro de patentes e marketing.

Segundo os autores, a interação reflete à universidade a busca alternativa para o financiamento de suas atividades, visto seu baixo recurso orçamentário, bem como a legitimidade do trabalho científico junto à sociedade.

As empresas, constatam os autores, localizam e procuram pesquisadores que apresentam excelência acadêmica constatada pela publicação de trabalhos e participação em congressos.

Uma das formas de interação identificada pelos autores na pesquisa realizada junto a três destacadas instituições brasileiras de ensino e pesquisa, é a relação desencadeada por intermédio de alunos de graduação e/ou pós-graduação, atuando em estágios, empresas-júnior e no mercado de trabalho, propiciando contatos para pesquisa e atualização da universidade no que diz respeito às demandas do setor produtivo.

Nos resultados da mesma pesquisa, os autores identificaram como foco de obstáculos e dificuldades para a iteração entre universidade-empresa, as diferenças de cultura e de valores entre a academia e o setor produtivo; objetivos de interação não bem definidos; estruturação adequada de grupos de pesquisa; resistência de professores em atender à demanda identificada pelas empresas, por preocupação com a imagem da universidade perante a sociedade, ou seja, para eles a universidade não pode ser um agente de mercadores, se vendendo ao setor produtivo; a burocracia decorrente da estrutura administrativa das universidades, entre outros.


As atividades de pesquisa científica e tecnológica ainda se encontram muito restritas ao ambiente acadêmico, afirma Cruz9 (2003), ignorando-se o setor empresarial, que em sua concepção, é o componente capaz de transformar ciência em riqueza. Segundo Cruz, os países mais ricos não ignoraram tal preceito, pois, “souberam criar um ambiente propício à criação e disseminação do conhecimento e a sua aplicação na produção.” Exemplifica sua afirmação citando a criação dos primeiros grandes laboratórios industriais na Alemanha: BASF, Höchest e Bayer, quando em 1877, aquele país percebeu a necessidade de garantir o direito de propriedade intelectual e a importância do conhecimento.
No Brasil, o Grupo Bayer atua desde 1896, contando com cerca de 2.400 colaboradores nas suas Divisões Bayer HealthCare e Bayer CropScience, Bayer MaterialScience, que trabalham, respectivamente, nas áreas de saúde, alimentação e materiais inovadores.
A BASF é a maior corporação mundial do setor químico, gerencia negócios em mais de 170 países a partir da matriz em Ludwigshafen, Alemanha. Seu complexo industrial possui 350 unidades em 38 países, onde são fabricados 8 mil produtos por cerca de 93 mil trabalhadores, atuando nos setores químico, de plásticos e fibras, óleo e gás, agricultura e nutrição. A BASF é líder brasileira no segmento de tintas imobiliárias, com 70% do mercado.
A importância da interação universidade-empresa reside, segundo Cruz (2003), na contribuição de levar à empresa a cultura de valorização do conhecimento, e o principal mecanismo para essa interação é a contratação, pela empresa, dos profissionais formados nas universidades.
O entendimento de que a pesquisa aplicada e o desenvolvimento necessário à criação de inovação tecnológica e competitividade deve ocorrer na empresa é um conceito ainda incipiente no Brasil. Acontece que, como a quase totalidade da atividade de pesquisa que ocorre no Brasil se dá em ambiente acadêmico, o senso comum tende á conclusão de que seria normal apenas universidades fazerem Pesquisa e Desenvolvimento. Ao mesmo tempo este equívoco tende a desviar as universidades da tarefa que só elas podem fazer, que é educar os profissionais que farão tecnologia na empresa, se esta lhes der uma chance para isto. (Cruz, 2003, p.9 )

Apontando diferenças importantes e naturais entre o ambiente acadêmico e a empresa, no que se refere à produção de pesquisas, Cruz destaca:




  • Escala de tempo – variável essencial do ponto de vista empresarial, é necessário rapidez na conclusão dos projetos.

  • A essencialidade do sigilo num projeto empresarial, enquanto que no ambiente acadêmico, os resultados precisam ser disseminados.

  • A motivação para a busca do conhecimento na empresa é muito maior do que na universidade.

Estes aspectos seriam limitadores na intensidade da contratação de projetos de pesquisa empresariais por universidades. Porém, aponta que a interação entre universidade e empresa se dá em outra modalidade, as atividades de consultoria, evidenciando que tais atividades são relevantes apenas quando a empresa tiver suas atividades de P&D e necessitar de complementação ou conhecimentos específicos.

Segundo Cruz (2006), "a ambição tecnológica no Brasil é introvertida”. Para ele, a capacidade de investimentos a longo prazo, quando se trata de investigação científica e tecnológica, é dificultada pela instabilidade econômica e pela política brasileira, o que impede o avanço tecnológico e torna a pesquisa muito restrita à universidade.

Na opinião de Schreiner10 (2004), a interação universidade-empresa é insatisfatória no Brasil, dificultando o alcance da independência e relevância tecnológica no futuro. Em sua opinião, as empresas não procuram as universidades, buscam tecnologia nos países do primeiro mundo, desconsiderando a pesquisa científica nacional, participando apenas com 20% nos gastos globais em pesquisa e desenvolvimento. Assim, as universidades acabam gerando um ciclo vicioso, ou seja, acabam fazendo a pesquisa pela pesquisa.

Outro apontamento relevante apresentado por Schreiner diz respeito à formação inadequada de profissionais. Com o distanciamento entre universidede-empresa, o conhecimento transmitido pelas universidades, citando como exemplo os departamentos de engenharia, é baseado em livros, muitos destes ultrapassados, inibindo-se a pesquisa.

Ao se referir aos investimentos das universidades em pesquisa, apresenta que os quadros das Universidades Federais no país dependem dos recursos orçamentários, insuficientes para equipar seus laboratórios – “quem quiser investir deverá apresentar projetos bem elaborados aos órgãos competentes” (p. 118).

Quando uma empresa deposita o dinheiro na conta da universidade, este recurso passa a fazer parte do orçamento, vai para a vala comum e não pode ser reservado para determinado fim. É uma luta inglória tentar reaver este dinheiro. Por esta razão, a maioria das universidades criou as fundações universitárias, as quais passam a gerenciar estes recursos de terceiros e de projetos de pesquisa. (Schreiner, 2003, p. 120)

Com relação às universidades privadas, diz que são empresas que visam lucro, embora muitas delas expressam, em seus estatutos, que são entidades sem fins lucrativos, tendo como objetivo maior a oferta de educação superior. Nesta perspectiva, qualquer dispêndio por parte destas universidades em C&T é visto como despesa e não como investimento. Assim, poucas são as universidades privadas que contemplam atividades de pesquisa, o que revela a baixa contribuição para o desenvolvimento tecnológico e científico.

Em sua concepção, o trinômio ensino-pesquisa-extenção é uma prerrogativa teórica, pois as atividades de pesquisa e extensão são muitas vezes marginalizadas. Ressalta que muitos pesquisadores do seu ciclo de relacionamento demonstram certa hostilidade relacionada à interação universidade-empresa, argumentando não ser papel da universidade desenvolver tecnologia, mas unicamente caberia a esta, a pesquisa básica e aplicada. Por outro lado, os pesquisadores que procuram a interação com as empresas são descartados e discriminados no âmbito acadêmico.

Como um dos possíveis mecanismos para reaproximar universidade e empresa, efetivando a interação, aponta que “Pressionar a empresa para a realização de projetos mais amplos de P& D, que envolvam as equipes dos laboratórios, que envolvam análises especializadas e a formação de recursos humanos é a forma mais correta de proceder” (p.125). Exemplifica com o caso da Petrobrás, onde grande parte do seu sucesso tecnológico decorre de atividades de P & D.



Para Arana11 (2004), cabe à Universidade o papel de desenvolver conhecimentos e formar talentos e pesquisadores, afirmando que não é papel da Universidade o desenvolvimento de tecnologias, porém, os resultados das pesquisas desenvolvidas no âmbito acadêmico podem levar à inovação tecnológica. Em seu ponto de vista, os talentos formados pela Universidade estão sendo absorvidos pelo mercado, que vem exigindo pessoas qualificadas, mestres e doutores pesquisadores – “a Universidade continua com seu papel de formação e eventualmente ajuda a transferir esse conhecimento para gerar inovação tecnológica.” Ao referir-se à FAPESP, uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do país, ligada à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do estado de São Paulo, diz que esta também pode participar na transferência de tecnologia desenvolvida dentro da Universidade e dos Institutos de Pesquisas para a comunidade empreendedora.
    Desde 1962, com autonomia garantida por lei, a FAPESP concede auxílios à pesquisa e bolsas em todas as áreas do conhecimento e financia outras atividades de apoio à investigação, ao intercâmbio e à divulgação da ciência e da tecnologia em São Paulo. Possui dois programas criados à área empresarial: o Programa de Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) e o Programa de Inovação Tecnológica na Pequena Empresa (PIPE).
A FAPESP apóia projetos apresentados por pesquisadores vinculados a instituições no Estado de São Paulo, considerando o mérito de cada projeto, avaliado por assessoria científica e tecnológica. O apoio à pesquisa científica e tecnológica é feito por meio da concessão de bolsas e auxílios, em diversas modalidades. No quadro abaixo é apresentado em valores – R$ (Reais), as concessões para bolsas e auxílios à pesquisa no período de 2004 a 2006.



Concessões para bolsas e auxílios a pesquisa: 2004 a 2006



MODALIDADE

2004

2005

2006 (*)




R$

%

R$

%

R$

%

BOLSAS

 

 

 

 

 

 

No País

42.137.789,88

9,61

43.438.787,74

8,37

66.197.010,57

13,77

No Exterior

2.792.511,15

0,64

2.582.761,87

0,49

1.924.116,88

0,40

Novas Fronteiras

 

 

460.429,95

0,09

818.415,91

0,17

SUB-TOTAL 1

44.930.301,03

10,24

46.481.979,56

8,95

68.939.543,36

14,34

AUXÍLIOS

 

 

 

 

 

 

Linha Regular de Auxílios à Pesquisa

160.751.673,78

36,65

151.965.955,83

29,28

143.131.995,68

29,76

Projetos Temáticos

48.425.738,62

11,04

52.759.780,83

10,17

47.372.729,04

9,85

SUB-TOTAL A

209.177.412,40

47,69

204.725.736,66

39,45

190.504.724,72

39,61

PROGRAMAS ESPECIAIS

 

 

 

 

 

 

Jovem Pesquisador

14.960.515,52

3,41

22.708.807,13

4,38

18.192.685,32

3,78

Ensino Público

2.501.942,75

0,57

1.204.240,87

0,23

1.044.300,32

0,22

Mídia Ciência

116.270,00

0,03

174.337,68

0,03

208.812,84

0,04

Capacitação Técnica

5.052.963,43

1,15

7.135.370,59

1,37

6.050.316,25

1,26

Apoio à Infra-estrutura

-683.022,25

-0,16

15.066.378,17

6,10

12.555,00

0,00

Rede ANSP

-2.335.940,93

-0,53

7.604.296,08

1,47

13.275.575,30

2,76

Coop. CNPQ/Fapesp

 

 

 

 

 

 

Projetos Especiais

 

 

 

 

 

 

Reserva Técnica

 

 

 

 

 

 

Pró-Ciência

 

 

 

 

 

 

ICJ/CNPQ

42.600,00

0,01

-545,47

0,00

8.240,00

0,00

PRONEX/CNPQ

17.858.979,16

4,07

5.296.642,20

1,02

-358.674,37

-0,07

PPP/CNPQ

2.250.811,26

0,51

-35.235,94

-0,01

-18.215,58

0,00

Programa "Equipamentos Multiusuários"

 

 

71.150.475,66

13,71

-10.960.465,80

-2,28

Programa "FAP Livros"

 

 

 

 

31.745.094,90

6,60

SUB-TOTAL B

39.765.118,94

9,07

115.113.888,00

23,18

59.200.224,18

12,31

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

 

 

 

 

 

 

Biotecnologia Molecular: Genoma

197.866,50

0,05

4.846.532,86

0,93

-465.044,09

-0,10

Biotecnologia/Biodiversidade: Biota

9.080.217,45

2,07

7.057.868,68

1,36

4.576.771,16

0,95

Políticas Públicas

4.252.437,39

0,97

5.321.835,46

1,03

367.185,88

0,08

Pesquisa para o SUS - Políticas Públicas

 

 

 

 

995.997,10

0,21

Pesquisa para o SUS - PITE

 

 

 

 

2.071.341,27

0,43

Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão

28.073.673,40

6,40

-1.649.861,83

-0,32

33.993.517,55

7,07

Parceria para Inovação Tecnológica

2.397.107,26

0,55

12.312.851,13

2,37

-544.994,38

-0,11

Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas

15.470.517,87

3,53

27.683.167,11

5,33

25.805.775,96

5,37

Apoio a Propriedade Intelectual/PAPI - Nuplitec

603.288,14

0,14

848.052,40

0,16

683.947,04

0,14

Consitec

588.078,72

0,13

195.864,34

0,04

182.099,52

0,04

PAPPE-PIPE III / FINEPc

 

 

9.632.719,14

1,86

-266.681,17

-0,06

TIDIA

3.258.206,51

0,74

3.898.253,26

0,75

209.888,40

0,04

SIHESP

1.175.909,73

0,27

4.701.515,31

0,91

-258.504,51

-0,05

Parques Tecnológicos do Estado de São Paulo

 

 

2.493.000,00

0,48

1.483.060,00

0,31

SUB-TOTAL C

65.097.302,97

14,84

77.341.797,86

14,90

68.834.359,73

14,32

SUB-TOTAL 2 (A+B+C)

314.039.834,31

71,59

397.181.422,52

76,53

318.539.308,63

66,24

TOTAL

358.970.135,34

81,84

443.663.402,08

85,48

387.478.851,99

80,58

CONCESSÃO DE BOLSAS PARA EXERCÍCIOS FUTUROS:

 

 

 

 

 

 

2005

51.811.184,34

11,18

 

 

 

 

2006

18.619.891,38

4,24

49.134.351,54

9,47

 

 

2007

7.865.115,00

1,79

18.190.179,36

3,51

57.482.668,64

11,95

2008

1.378.844,00

0,31

6.945.300,00

1,34

26.452.592,30

5,50

2009

1.770,00

0,00

1.016.865,00

0,20

8.423.933,40

1,75

2010

 

 

 

 

1.070.496,00

0,22

TOTAL DE CONCESSÕES PARA EXERCÍCIOS FUTUROS

79.676.804,72

18,16

75.286.695,90

14,52

93.429.690,34

19,42

TOTAL GERAL

438.646.940,06

100,00

518.950.097,98

100,00

480.908.542,33

100,00




  • Os valores negativos referem-se a cancelamentos de concessões efetuados em anos anteriores.

  • (*) até outubro de 2006

Fonte: FAPESP: http://www.fapesp.br

A visão das instituições pesquisadas
A entrevista qualitativa aplicada às Universidades pré selecionadas atribui questionamentos sobre a contribuição da Universidade para a inserção das empresas na Sociedade do Conhecimento; os benefícios da interação entre universidade-empresa para cada um desses agentes, bem como para a sociedade em geral; as formas de incentivar essa interação; possíveis barreiras e obstáculos para a efetiva interação; qual seria o papel da universidade nessa interação, e; de que forma o conhecimento gerado na Universidade tem sido aproveitado/absorvido pela Empresa.
Considerando a amostragem selecionada, obteve-se como retorno 40% das entrevistas respondidas, contando com a contribuição da UTFPR, UFPR, UNICEMP e UNICAMP. Analisando as respostas, é proposto à Universidade uma grande parcela de responsabilidade na formação dos agentes da Sociedade do Conhecimento. Tarefa evidenciada como difícil, uma vez que atualmente aumenta o quantitativo de informações circulantes e a velocidade de obsolecência do conhecimento, cabendo às empresas a capacidade de gerir seu capital humano (formado nas universidades) de maneira que o seu patrimônio de conhecimento seja transformado em novos bens e serviços demandados pela sociedade.
Com referência aos benefícios para a universidade, empresa e sociedade, resultante da interação entre universidade-empresa, os entrevistados apontaram que para a Universidade, recursos materiais e financeiros e acesso às tecnologias de processo e produto utilizadas nos diversos setores da economia, a geração de novos conhecimentos, com vistas ao sistema produtivo e para o desenvolvimento do país, além do financiamento de novas pesquisas, são os principais benefícios. Para as empresas, os benefícios estariam no acesso ao estado da arte do conhecimento científico em áreas de seu interesse, o auxílio no processo de ensino levando ao conhecimento da academia seus problemas e suas demanda, o estímulo às parcerias informais até formais, e a inovação tecnológica, principalmente de produtos e processos inovadores e competitivos. E para a sociedade, os benefícios constam da garantia do bom uso dos recursos públicos e privados na solução de demandas da própria sociedade (atendimento de demandas de formação e de desenvolvimento socio-tecno-econômico local). Outro benefício amplamente evidenciado é o retorno do investimento empregado nas universidades, onde é possível verificar que parte do dinheiro que se investe na universidade na geração de conhecimento acaba retornando à sociedade como melhoria das empresas do país, tornando-as mais fortes e competitivas.
As principais barreiras na interação universidade-empresa, apresentadas pelas Universidades entrevistadas, apontam as dificuldades das PMEs, que contam com poucos recursos financeiros para investimento em P&D. As grandes empresas, sob a ótica de algumas entrevistadas, não precisam das Universidades para terem acesso às novas tecnologias, até porque a maior parte delas não desenvolve tecnologia no país. Grande empresa no Brasil é sinônimo de multinacional estrangeira, apontam algumas – “. P&D é coisa de matriz e não de filiais”. Também foram apresentadas como principais barreiras no processo de interação, o “preconceito” de ambos os lados. Outra prerrogativa apresentada foi a burocracia típica de uma instituição pública, onde evidencia-se que levam-se meses até fechar um contrato entre empresa e universidade. Em alguns casos, ainda existe um preconceito dentro da universidade em relação à interação com empresas, relacionado ao conhecimento gerado na universidade, pois se considera que este conhecimento deve ser público.
Dentre as formas de incentivar a interação entre universidade-empresa, houve destaque nas respostas, a busca da complementaridade na parceria, que deve levar em conta os anseios das partes envolvidas. Um ponto fundamental foi evidenciado, a necessidade de divulgar amplamente a Lei de Inovação e seus benefícios, tanto para a academia, referente a bolsas para mestres e doutores, bem como para os empresários para investirem mais em P & D & I, em termos de isenção de impostos, além de maior divulgação da atual Política Industrial Brasileira (PITCE) do MDIC.
O papel da Universidade na interação com a empresa é apresentado como o de condicionante, com estrutura e mecanismos de interação facilitando esta relação. A comunicação aparece como ponto fundamental, onde ambos os atores, universidade e empresa possam trocar informações de forma adequada, sem constrangimentos e preconceitos, formando uma parceria para benefício do desenvolvimento social e econômico. A formação de profissionais críticos, inovadores e empreendedores, é destaque nas respostas apresentadas.

 

Na questão referente à forma com que o conhecimento gerado na Universidade tem sido aproveitado/absorvido pela empresa, destacam-se a transferência de tecnologia entre a universidade e as empresas, por meio dos alunos egressos, as pesquisas cooperativas e serviços tecnológicos prestados pela Universidade, e a procura por profissionais amplamente qualificados para o desempenho de atividades empresariais, englobando a inovação e o empreendedorismo.



Considerações Finais

O resultado obtido pela análise das abordagens pesquisadas e pelas respostas ao estudo exploratório junto às Universidades pré-selecionadas, caracterizam a importância da cooperação entre os agentes responsáveis pela interação universidade-empresa.

As barreiras evidentes e existentes no período que abrange este estudo, apontam para a necessidade de se revisar as formas de gestão das universidades no sentido de adequar estratégias de apóio e comunicação às empresas. Os diferentes níveis de conhecimento entre os atores, a burocracia das instituições de ensino superior, a longa duração de pesquisas e projetos realizados pela academia para respaldo às empresas, não podem, no atual contexto da emergente sociedade do conhecimento, persistirem em fatores que dificultam a interação e o desenvolvimento tecnológico do país, implicando no moroso desenvolvimento econômico e social e perpetuando a dependência de conhecimento e tecnologia importadas.

Torna-se óbvio que os fatores históricos das políticas de desenvolvimento do país acarretam nos percalços estabelecidos na interação entre universidade-empresa. A política industrial implantada na década de 50, com a excessiva proteção do mercado interno, fez com que a adoção de estratégias de importação tecnológica fosse apregoada, desestimulando investimentos em P & D no país, bem como em C & T.

A retomada da perspectiva de inovação no país e políticas de investimentos em pesquisas tecnológicas, no período compreendido entre os anos 60 a 80, ainda deixavam à cargo das universidades o desenvolvimento científico e tecnológico do país (SEGATTO, 1996).

Com a abertura do mercado a partir de 1980, o setor empresarial sentiu a necessidade de garantir sua competitividade, passando a uma, ainda modesta, ampliação de sua capacidade tecnológica.

De forma lenta e gradativa, a interação universidade-empresa passa a crescer em meados da década de 90, com os incentivos fiscais proporcionados pela Lei nº 8.248, de 23.10.1991, que buscava alavancar o investimento empresarial em capacidade tecnológica.

Com a promulgação da Lei de Inovação Tecnológica, Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, é esperado o avanço científico, tecnológico, bem como o estímulo à inovação no setor produtivo, promovendo o aumento de investimentos em CT&I por parte das empresas. Segundo Eduardo Campos (2004), ministro da Ciência e Tecnologia, "hoje, as instituições públicas respondem por mais de 60% dos dispêndios nacionais em pesquisa de novas tecnologias. Cerca de 73% dos cientistas estão atuando nas instituições públicas e apenas 11% nas empresas privadas. A Lei da Inovação vem mudar este quadro e incentivar a emancipação tecnológica do País.” Para o ministro, a lei vem efetivar a parceria entre o setor produtivo e as instituições de pesquisa. Permite-se assim, concluir que a Lei da Inovação Tecnológica passa a ser um novo marco em vigor, representando um conjunto de medidas que permeiam a obtenção de resultados a objetivos estratégicos, possibilitando ampliar e agilizar a transferência do conhecimento gerado no ambiente acadêmico para a sua apropriação pelo setor produtivo.

A importância que reside na efetiva interação entre universidade-empresa está no desenvolvimento tecnológico necessário à competitividade e participação do país no mercado globalizado. Cabe uma ampla reflexão sobre o verdadeiro papel de cada ator nesta interação, e a interface necessária de políticas de financiamento e incentivo ao progresso científico e tecnológico do país, desburocratizando e facilitando o processo de desenvolvimento.


Referências
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BRASIL, Lei nº 10.973, de 02 de dezembro de 2004. Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm. Acesso em: 22 nov. 2006.

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FIGUEIREDO, Saulo Porfírio. Gestão do conhecimento: Estratégias competitivas para a criação e mobilização do conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.


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SEGATTO, Andréa Paula. Análise do Processo de Cooperação Tecnológica Universidade-Empresa: Um estudo exploratório. Dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, 1996.


SILVA FILHO, Roberto Leal Lobo. Relação Universidade-Empresa no Brasil. Artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Seção Economia, edição de 12/09/1997, inserido no site http://www.loboeassociados.com.br/artigos/28.htm, em fev/2000. Acesso em: 26 nov. 2006.


1


 Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Mestrando em Tecnologia, Linha de Pesquisa: Tecnologia e Desenvolvimento

2 Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Mestrando em Tecnologia, Linha de Pesquisa: Tecnologia e Desenvolvimento

3 Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Mestranda em Tecnologia, Linha de Pesquisa: Tecnologia e Desenvolvimento

4 Roberto Leal Lobo e Silva Filho, Reitor da Universidade de Mogi das Cruzes, já foi reitor e vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP). Foi coordenador do projeto de implementação do Laboratório Nacional de Luz (Síncroton/CNPq), diretor do Instituto de Física e Química da USP-São Carlos, do CNPq e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas/CNPq. É engenheiro eletrônico, com doutorado pela Purdue University, EUA.

5 Teresa Lenice Nogueira da Gama Mota, Professora Visitante da Universidade Estadual do Ceará. Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi –Núcleo do Ceará.

6 Stela Maria Meneghel, Doutora em Educação, Professora da FURB.

7 Débora Luz de Mello, Doutora do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp.

8 Sandra de Negraes Brisolla, Professora do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp.

9 Prof. Dr. Carlos H. de Brito Cruz – Ex-Reitor da Unicamp. Diretor científico da FAPESP.

10 Wido H. Schreiner. Professor Titular do Departamento de Física da UFPR – Área de atuação: superfícies e revestimentos.

11 Professor José Arana Varela, faz parte do Conselho Superior, órgão máximo de gestão, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP. Cabe ao Conselho Superior (CS) da FAPESP a orientação geral da Fundação e as decisões maiores de política científica, administrativa e patrimonial. O Conselho é formado por 12 membros com mandato de seis anos. Seis desses membros são de livre escolha do governador do Estado e os demais são também indicados pelo governador, a partir de listas tríplices eleitas pelas universidades estaduais paulistas e pelas instituições de ensino e pesquisa, públicas e particulares, sediadas no Estado de São Paulo.
O presidente e o vice-presidente do Conselho Superior são indicados pelo governador do Estado a partir de listas tríplices eleitas pelos conselheiros. O presidente do CS é também presidente da Fundação e seu representante legal.


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