O paradigma clássico e a transiçÃo para a escola neoclássica. Paradigma- um axioma



Baixar 19.73 Kb.
Encontro07.08.2016
Tamanho19.73 Kb.


Aula II
1. O PARADIGMA CLÁSSICO E A TRANSIÇÃO PARA A ESCOLA NEOCLÁSSICA.




    • PARADIGMA- um AXIOMA, um conjunto de idéias econômicas trabalhadas por uma série de autores.




    • É normalmente aceito que os ECONOMISTAS CLÁSSICOS INGLESES, do final do séc. XVIII aos meados do séc. XIX – CONSTITUÍRAM UMA ESCOLA IDENTIFICÁVEL DO PENSAMENTO ECONÔMICO.

ESCOLA CLÁSSICA – A.SMITH, RICARDO e MILL



    • compartilhavam um conjunto característico de IDÉIAS ECONÔMICAS.

    • configurado por um conjunto particular de AXIOMAS e TEORIAS.

    • caracterizadas por uma forte orientação de POLÍTICAS ECON. que favoreciam o INDIVIDUALISMO e o LAISSEZ-FAIRE.

    • conceito construído para se opor à escola neoclássica.



CLÁSSICOS – lado da distribuição

CATEGORIA MAIS IMPORTANTE → EXCEDENTE ECONÔMICO

PREOCUPAÇÃO PRINCIPAL→ VALOR DE USO ≠ VALOR DE TROCA.

CLÁSSICOS → criaram os fundamentos de uma TEORIA DO VALOR

→ VALOR – determinado pela quantidade de trabalho despendido


EMBOIDED LABOR → teoria de CUSTO DE PRODUÇÃO.
A.SMITHcriador da ESCOLA CLÁSSICA.
RICARDO – consolidador da ESCOLA CLÁSSICA


    • o P é determinado pela OFERTA, no âmbito da PRODUÇÃO e dos CUSTOS, cabendo a DEMANDA apenas a fixação das quantidades.

    • P NATURAL – estabelecido pelo teoria do valor-trabalho.

    • P NATURAL ≠ P MERCADO – flexíveis para cima e para baixo, de acordo com a procura.

A DEMANDA pode pressionar os P para cima e para baixo, mas não os “DETERMINA”



- t. do valor trabalho

- excedente econômico



- classe, produtiva x improdutiva

ESCOLA CLÁSSICA - análise baseada nas classes sociais

- determinação dos P pela OFERTA


2. O SURGIMENTO DO MARGINALISMO: significado e transformação



    • Qual foi o ambiente para o surgimento do marginalismo?




    • Duas décadas após Mill (1848) – estéreis do ponto de vista econômico




    • 1870 – marca do declínio do paradigma clássico.




    • É como se o tempo estivesse de estar maduro para a aceitação de um novo paradigma, e quando o tempo estava maduro, tal paradigma EMERGIU de um modo independente e simultâneo em vários lugares.




    • Rompe-se a hegemonia inglesa.




    • 1871 - JEVONS - “ATeoria de Economia Política“

- tentativa de produzir uma teoria da CIÊNCIA

- explicitamente matemática

- inspirada pelo cálculo da felicidade de Bentham.


    • 1871 - MENGER -"Princípios de Economia Política".

    • teoria subjetiva do VALOR

- utilização das UTILIDADES MARGINAIS como determinantes das razões as quais os bens eram trocados.

- não utilizava a matemática.




    • 1874 - WALRAS - "Elementos de Economia Pura

    • análise da UTILIDADE MARGINAL em termos MATEMÁTICOS FORMAIS, como um conjunto de funções de O e D, com um equilíbrio determinado.




    • três anos mais tarde publicaria a segunda parte dessa obra, uma teoria da produção que aplicava as mesmas técnicas de análise do equilíbrio geral ao problema de formação dos P dos fatores de produção.




    • assim, a UTILIDADE assumia um papel importante na DETERMINAÇÃO DO VALOR e o novo INSTRUMENTO era o CONCEITO de INCREMENTO adicional ou MARGINAL.

Quais eram as características desse novo paradigma?


1) economia baseada nos FATORES DE PRODUÇÃO e não mais em classes sociais.
PRODUÇÃO: combinação dos fatores de produção : TRABALHO, K e T, cada um dando sua contribuição para o produto final.
2) grande diferença dos clássicos em relação à teoria da DISTRIBUIÇÃO.
W (salários) - não mais de subsistência - mas totalmente flexíveis para cima e para baixo, em um regime de CP, sem monopólios ou sindicatos, devendo igualar o VALOR DA PRODUTIVIDADE MARGINAL DO TRABALHO.
TERRA e K. - também lhes cabem remunerações específicas que refletem o valor da produtividade marginal de cada um.
a REMUNERAÇÃO → é independente da PROPRIEDADE, pois é algo intrínseco ao fator de produção.
LUCRO → deixa de ser resíduo → remuneração do K.
W → deixa de ser subsistência → remuneração do trabalho.

- não existe mais classes produtivas ≠ classes improdutivas.





MERCADORIAS

(algo exterior ao homem, com um valor de troca independente da vontade humana)




BENS
(qualquer coisa que satisfaça as necessidades psicológicas ou reais)

Quando a ESCOLA MARGINALISTA adquire supremacia, o que vira foco de atenção?


→ A ANÁLISE DO PROCESSO DE COMO UM SISTEMA DE MERCADO DISTRIBUI OS RECURSOS NA ECONOMIA.
Agora → NOVA ESTRUTURA TEÓRICA ERA O COMPORTAMENTO DO MERCADO → em períodos cuidadosamente delimitados.

→ não havia mais a preocupação com o longo prazo.


O problema dos neoclássicos era o funcionamento do sistema de mercado e de seu papel como distribuidor de recursos.
Quais as vantagens:

1) isolava-se os nervos centrais do processo econômico para sua investigação;

2) proporcionava um PADRÃO IDEAL, com o qual se podia medir os aspectos da economia real.
Mundo neoclássico:

Mais universal

Mais científico

Menos triste em suas conclusões


BIBLIOGRAFIA:

BARBER, Introdução III Parte

DEANE, cap. 7

FONSECA,P.



RIMA, cap. 13

EKELUND,HEBERT, Parte IV, cap.9


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal