O perfil do administrador de empresas exigido pelo mercado de trabalho em tempos de crise



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O PERFIL DO ADMINISTRADOR DE EMPRESAS EXIGIDO PELO MERCADO DE TRABALHO EM TEMPOS DE CRISE

Guaraci Alves F. Silva1

João Vitor Santos Santana2

Orientador: João Pereira Neto3
Resumo

Devido às mudanças econômicas que afetam o mundo do mercado de trabalho, este artigo tem como objetivo descrever o perfil do administrador exigido pelo mercado em tempos de crise . Para tanto, foi utilizada uma metodologia de pesquisa de campo, com entrevista a gestores de Recursos humanos na grande Vitória e a abordagem dos dados foi qualitativa. As conclusões apuradas apontam para a necessidade de se pensar quando a especialização do administrador advindas das exigências do mercado de trabalho e o seu aperfeiçoamento.


Palavras-Chave: Perfil. Administrador. Administração. Mercado de Trabalho.



  1. INTRODUÇÃO

A crise internacional iniciada no setor imobiliário americano no último trimestre de 2008 teve como conseqüência uma queda brutal na produção industrial mundial, atingiu o mercado financeiro e de capitais dos EUA e dos países da Europa, e em decorrência da crise o mercado de trabalho mundial foi afetado gradativamente.

Segundo o Jornal Estadão (2009) nos EUA houve uma variação mensal na criação de vagas no mercado de trabalho, mostrando o impacto da crise na econômica do país, cujos efeitos americanos chegaram ao Brasil. Dentro do mesmo contexto, o BBC Brasil (2009) afirma que em dezembro de 2008, o mercado de trabalho começou a mostrar os sinais de crise, com 655 mil pessoas demitidas no mercado formal.

Frente aos impactos da crise e todo o processo que a mesma decorre dentro das empresas, gerou se uma forte concorrência no qual se exigiu um novo perfil de trabalhador, flexível, multifuncional e multiqualificado, para um mercado mais competitivo. No que afirma o Jornal A Tribuna (2009) os profissionais que tem habilidades para gerenciar crises estão ganhando espaço. Trabalhadores com flexibilidade para inovar e resolver problemas das empresas são os mais requisitados nas seleções.

O mercado se torna mais exigente e esta a procura de profissionais que consigam amenizar eventuais problemas financeiros e suas ações devem refletir consciência da conjuntura macroeconômica, com projetos menos onerosos. Com isso há uma crescente valorização do administrador cujo seu perfil é amplo e vem sendo alterado a cada momento e este trabalho tem a necessidade de investigar o perfil do administrador exigido pelo mercado em tempos de crise econômica.

O objetivo geral é analisar o mercado de trabalho do administrador, sua formação e o perfil exigido pelo mercado para o enfrentamento da crise. Para tanto, foi utilizada uma metodologia de pesquisa de campo, com entrevista a gestores de Recursos humanos na grande Vitória e a abordagem dos dados foi qualitativa.

Com a finalidade de contribuir para que se tenha uma visão do perfil do administrador que se almeja, e deve estar em sintonia com as necessidades do mundo moderno, sabendo reagir não apenas em conformidade, mas também com as mudanças que ocorre a cada instante.


  1. REFERENCIAL TEORICO

    1. O ADMINISTRADOR DE EMPRESAS E SUA FORMAÇÃO

Como o desenvolvimento da indústria e a crescente separação entre propriedade e administração levaram ao aparecimento do administrador, e com o crescimento das empresas surgem novos modelos de administrador. Com a constante mudança dos mercados, a crescente integração, a diversificação de produtos e serviços, as alianças estratégicas, mudando as formas de concorrência, a intensificação do uso das tecnologias, além das novas formas de gestão do trabalho das empresas, em uma crise de contexto mundial, são elementos que tornam cada vez mais complexa as dinâmicas de se administrar as empresas.

Em um contexto de crise mundial no qual se pede um profissional que entenda a empresa como um todo e está propicio a mudanças. Fresman (1999) afirma que os administradores enfrentam o desafio de fazer frente à competição internacional, aumentar a produtividade e tomar decisões que interessem a sociedade. Devem desenvolver seu potencial administrativo através da educação formal e da pratica continua.

No que diz respeito ao administrador Drucker (2006) afirma que o administrador é o elemento dinâmico e necessário para qualquer empresa e que em uma economia competitiva é sobre tudo a qualidade e o desempenho dos administradores que determinam o sucesso de uma empresa e sua sobrevivência. O administrador tem três áreas bem distintas: marketing, recursos humanos e finanças, cada uma delas com características bem diferentes.

Chiavenato (2007) afirma que os administradores são criadores de negócios, são focados em alcançar previsibilidade de resultados superiores de negócios. Ajudam empresas a crescer até o seu potencial máximo. Kanitz (2005) também afirma que está previsto um aumento significativo da participação dos administradores na gestão das empresas brasileiras, o que se traduzirá em uma fase promissora, reduzindo-se assim, a falência de tantas empresas e o crescimento sustentável no mercado de trabalho.

O bom desempenho de um administrador também depende de sua formação que permite a atuação em diversos setores da economia, desde o setor privado, com cargos públicos, passando pela indústria ao terceiro setor, o mercado de trabalho para este profissional apresenta tendências evolutivas. Drucker (1998) diz que o conhecimento é diferente de todos os outros recursos. Torna-se constantemente obsoleto. Assim o conhecimento de hoje é a ignorância de amanhã. A economia continuara a ser altamente turbulenta e competitiva propensa a oscilações abruptas assim com a natureza.

Durante sua formação, o administrador estuda as diversas áreas de uma organização, para conseguir uma visão completa e abrangente. O profissional contemporâneo deve sempre desenvolver um pensamento sistêmico, entendendo a organização como um todo, porém, deve também ter conhecimentos específicos, como especializações, o que enriquecerá e muito sua atividade.

Conforme o que diz Saviani (apud GODIM, 2002), o tema educação e trabalho podem ser entendidos a partir de duas visões: a de que não há relação entre os dois termos e a de que, ao contrário, ela vem se estreitando em decorrência do reconhecimento que a educação, ao qualificar os trabalhadores, pode vir a contribuir para o desenvolvimento econômico.

O preparo do profissional é fundamental em qualquer momento e não só em momentos de crises. Esse preparo passa do conhecimento graduação a especialização. Os administradores são profissionais preparados para exercer um papel de liderança e formularem novas diretrizes.

Segundo Saviani (apud MARCONATO, 2008), precisa-se adotar uma postura de não parar mais de aprender e principalmente de forma generalista, pois a tecnologia está nos mostrando que a cada dia poderemos assumir mais funções pela facilidade das informações disponíveis em todos os setores da vida humana.

A busca pelo conhecimento ganha evidência e o profissional polivalente ganha espaço dentro das organizações. Esta consciência dimensiona o grau de responsabilidade de desenvolver este aprendizado que recai sobre o papel do próprio profissional de Administração em abordar meios de reciclagem e sobre os cursos de Administração em formar profissionais preparados para se sobressaírem frente às tendências da empregabilidade.

A graduação de administração tem como objetivo, formar profissionais organizacionais que atuem na gerência e desenvolvimento das organizações de produtos e serviços. O administrador de hoje, porém, deve ser uma pessoa criativa, corajosa e empreendedora. O administrador, “Deve ser um cidadão global, visionário, autêntico, corajoso”. (HESSELBEIN, 1996, p.169). Já é comumente aceito que para se enquadrar no perfil de profissional que o mercado demanda é necessário uma formação bem alicerçada.


    1. O MERCADO DE TRABALHO E O PERFIL DO ADMINISTRADOR

O mercado de trabalho mudou e as rápidas mudanças advindas da crise econômica mundial têm exigido cada vez mais profissionais versáteis que se adaptam ao contexto de transformações do mercado de trabalho. No Brasil dentre as áreas de atuações a de comercio exterior foi a mais afetada pela crise. Sendo que sua área de atuação está intimamente ligada ao clima externo da economia, podendo ver de forma tácita os estragos que a crise gerou.

Os profissionais que tem sua atuação, mas abrangente não foram tão afetados pela crise, pois atuam em diversos setores da economia, e nesta conjuntura se enquadra o administrador. O administrador vivência rotinas de empresas de exportação e importação, contabilidade, serviços, comércio, bancos, indústria, privado. Nela eles são gerentes, diretores, coordenadores, fiscais, consultores.

Drucker (2004), afirma que a administração, sua competência, sua integridade e seu desempenho será decisiva nas próximas décadas tanto para os EUA quanto para o mundo livre. Kanitz (2006) defende que o administrador é um conciliador, político hábil, um líder que medi forças difusas a fim do sucesso da organização.

Os administradores atuais têm como desafio, relacionar-se em um ambiente interno mais valorizado, criterioso e informado e simultâneo de conduzir as empresas no competitivo, mutante e turbulento mercado global. A morte prematura de empresas, os altos índices de ineficiência e a incapacidade de solucionar problemas têm demonstrado que o antigo método de gestão é ineficaz e suicida para essa nova realidade (SENGE apud OLIVEIRA, 2007).

Queiroga et al. (2007) dizem que no que se refere ao mercado de trabalho do administrador, caracteriza-se por ser bastante amplo. O profissional da administração deve ser capaz de atuar em funções de direção e coordenação nos diferentes níveis administrativos, desenvolvendo novas tecnologias para acompanhar a rapidez das inovações, procurando atender as reais necessidades no campo em que atua.

De acordo com Silva et al (1995), do ponto de vista administrativo existe o perfil ideal que é visto como uma abstração formada a partir das exigências de novas interpretações das abordagens administrativas já existentes e também da necessidade de compreensão dos novos campos do conhecimento humano e o perfil real, que ao mesmo tempo engloba o perfil ideal, juntamente com as características pessoais e a influência do meio.

Constata-se com facilidade que a crise está levando as organizações formais a se reestruturarem o que, inevitavelmente, repercute no delineamento de um perfil profissional mais compatível com a nova realidade. O desenvolvimento científico e tecnológico, suporte fundamental, aumenta a complexidade do mundo e passa a exigir um profissional com competência para lidar com um número expressivo de fatores.

Desde a oficialização da profissão de Administrador, o mercado de trabalho, as organizações e principalmente a amplitude da profissão vem passando por profundas transformações até os dias atuais. O atual administrador deverá ter conhecimento do seu verdadeiro papel, os conhecimentos que lhe serão necessários e quais habilidades lhe serão exigidas, para conseguir se sobressair num ambiente acelerado e de mudanças. A capacidade de reação rápida, de decidir e responder às situações em um curto espaço de tempo. Deve decidir com assertividade e com rapidez, perseguindo continuamente o aprimoramento desta habilidade. (CARVALHO, 2009)

Os administradores são importantes para a sustentação de uma empresa, tendo como exigência para o exercício da função o raciocínio rápido e inovação nas decisões, suas estratégias traçadas determinam o planejamento futuro da organização. Liderança, objetividade e versatilidade caracterizam esses profissionais.

Segundo Azevedo (1992), as principais causas de insucesso nas empresas brasileiras são devido à falta de habilidade administrativa, financeira, mercadológica ou tecnológica do empreendedor, além da instabilidade econômica do mercado.

Devido a isso o administrador deve ser um profissional que busca o aprimoramento continuo de seus conhecimentos, pois ele é um agente de transformação dentro das organizações. Através de suas perspectivas, é possível identificar as melhores soluções de mercado, e traçar as diretrizes com o foco em soluções eficientes.

Drucker (2002) Afirma que os administradores de hoje e os novos que virão que vão assumir posições administrativas precisam aprofundar seus conhecimentos em administração. É preciso assumir a função séria, responsável e produtiva que é o administrador.

O perfil do administrador incluindo conhecimentos, valores, habilidades e atitudes, resultante de um processo escolar longo e da vida em sociedade, seriam então de construção complexa, e produziria um perfil, considerado desejável e adequado.

Robbins (2000) Não apenas a economia, as organizações e os cargos que estão passando por mudanças, o cargo de administrador esta mudando, ele precisa tanto ajustar-se a mudanças como também ser o catalisador da mudança na organização.

Drucker (1992) afirma que a formação educacional deve ser do tipo certo e em forma de seguridade. No entanto nossas escolas ainda precisam aceitar o fato de que, na sociedade do conhecimento as pessoas em sua maioria ganham a vida como empregados, elas trabalham em uma organização nas quais tem de ser eficazes.

Gold (1996) afirma que a transformação está ligada ao aprendizado em profundidade, que questiona e rompe com os meios e resultados existentes ou antigos e conduz a meios radicalmente novos.

A Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (ANGRAD) divulgou, em 1996, uma pesquisa que procurou traçar o perfil e habilidades do Administrador. Considera-se que os resultados dessa pesquisa são de grande importância na formação do Administrador, em virtude de refletirem uma realidade presente que pode direcionar o futuro desse profissional e da própria Administração.

1. Formação humanista e visão global que habilite a compreender o meio social, político, econômico e cultural onde está inserido e a tomar decisões em um mundo diversificado e interdependente.

2. Formação técnica e científica para atuar na administração das organizações, além de desenvolver atividades específicas da prática organizacional.

3. Internalização de valores de responsabilidade social, justiça e ética profissional.

4. Competência para empreender ações, analisando criticamente as organizações, antecipando e promovendo suas transformações.

5. Compreensão da necessidade do contínuo aperfeiçoamento profissional e do desenvolvimento da autoconfiança.

6. Atuação de forma interdisciplinar.

Além disso, vale salientar que todo Administrador, independente da área de atuação, do tipo e tamanho da empresa, exercita uma grande variedade de papéis para levar a organização a atingir seus objetivos.



    1. A CRISE MUNDIAL E O ADMINISTRADOR

Neste momento de desestabilização da economia mundial é que sobressai a figura dos verdadeiros administradores. Profissionais que nos últimos anos vem se tornando peça fundamental para as empresas. É este profissional que vai dar solução nas questões financeiras, estratégicas e que rumo seguir, por ter ele a qualificação necessária que, junto com a experiência, vai tirar a empresa do caos.

Persona (2009) diz que todas as empresas passam por momentos de crise, e o gerenciamento de crise é uma etapa avançada da administração. Se as crises são às vezes inevitáveis, os danos que elas trazem a uma empresa, produto ou marca podem ser minimizados com um bom planejamento e gerenciamento de crises.

As mudanças provocadas pela crise mundial têm influenciado diretamente no contexto organizacional. Durante a crise econômica mundial as pequenas e médias empresas demandaram profissionais de administração para administrá-las, pois resistiram às demissões em massa, proporcionando uma abertura para a atuação do administrador, relacionado ao tempo de sobrevivência que essas empresas apresentam, que infelizmente em decorrência da má gestão e falta da qualificação tem uma média vida de quatro anos (Pesquisa SEBRAE 2008).

Segundo Drucker (2003, p. 60) “os administradores fazem uso de todos os conhecimentos e percepções das ciências humanas e sociais, mas devem focar esses conhecimentos sobre a eficiência e os resultados”. As empresas costumam buscar os profissionais especializados em administração em momentos de crise, decorrente da complexidade da gestão empresarial em garantir o lucro sustentável e atender as necessidades das empresas de forma racional. Ganhar a confiança de seus funcionários é vital para que se possa dirigir a empresa para o sucesso.

Para Morin e Kern (apud BINOTTO, 2000) a economia mundial é cada vez mais um todo interdependente, ou seja, cada parte independe da outra, mas o todo sofre as perturbações e as mudanças que afetam as partes.

No contraste das recentes exposições Pereira (apud SIQUIEIRA, 2009) captura uma síntese pertinente. Para ele a mudança é difícil de gerenciar. É imprevisível. “Chacoalha” o senso de controle das pessoas, afeta a presença da organização no mercado. A solução consiste no esforço sistemático de desenvolver uma atitude pessoal e grupal de equilíbrio entre a estabilidade e instabilidade, entre a certeza de relações e a ambigüidade. Equipes de sucesso são aquelas nas quais os seus membros estão preparados por meio de atitude para aceitar e administrar o novo.

O cotidiano do administrador de uma empresa tem muita tomada de decisão, desde as mais simples às mais complexas, e elas podem se tornar mais difíceis em meio a uma crise. O administrador, deve recolher os dados e relacioná-los aos objetivos propostos pela organização em que trabalha, transformando-os em ação organizacional por meio do planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização, a fim de alcançar os objetivos da maneira mais adequada à situação (Zarifian, 2009).


  1. ANALISE DE DADOS

Foi realizada entrevista com 10 gestores de Recursos Humanos de diversas empresas da grande Vitória com vários segmentos, no qual foram feitas questões abertas com análise qualitativas e verificamos pontos importantes num contexto geral. A análise de dados foi exposta em três categorias.

    1. O ADMINISTRADOR DE EMPRESA E SUA FORMAÇÃO

Vários gestores citaram que assim como o administrador, todo profissional deve se preparar para enfrentar momentos difíceis com essa crise iniciada no mercado imobiliário americano que se propagou pelo mundo todo. Esse preparo passa pelo conhecimento técnico e interpessoal, confirmado pela teoria de Drucker (1998) que diz que o conhecimento é obsoleto, ou seja, deve ser estar sempre sendo reciclado devido às mudanças na economia.

Desta forma, deve estar pautado em reciclagens constantes de conhecimento, atualização referente a tecnologias da informação e uma inteligência emocional equilibrada que será seu lastro para buscar novas oportunidades.

Os gestores ao responderem o que as empresas buscam no s administradores, afirmaram que buscam pessoas com conhecimento técnico, criativas e dinâmicas. O administrador deve aliar a pratica aos estudos, manter-se atualizado para ir além do que a graduação pode oferecer. Conhecer bem o mix de assuntos possíveis para estar inteirado no todo da empresa, assim como afirma Freeman (1999), que diante dos desafios os administradores devem desenvolver seu potencial administrativo através da educação formal e da pratica continua.


    1. MERCADO DE TRABALHO E O PERFIL DO ADMINISTRADOR

O mundo do trabalho exige adequação entre as necessidades organizacionais e sociais e o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (as competências) que um determinado indivíduo detém. O mercado de trabalho cada vez com menos oportunidades de trabalho, exige que os profissionais ocupem novas posturas. Sejam mas flexíveis a mudanças, pois a cada momento o perfil do profissional exigido pelo mercado de trabalho mudou conforme as necessidades da empresa.

De acordo com os gestores o mais necessário na contratação de um administrador é a criatividade, inovação dos processos, honestidade, facilidade de raciocínio, empreendedorismo, eficiência, facilidade no relacionamento em equipe, caráter, formação técnico-acadêmica e o bom relacionamento com as pessoas.

De acordo com Carvalho (2009) O atual administrador deverá ter conhecimento do seu verdadeiro papel, os conhecimentos que lhe serão necessários e quais habilidades lhe serão exigidas, para conseguir se sobressair num ambiente acelerado e de mudanças.

Além disso, é interessante notar que sempre é requisitado a disponibilidade e o espírito empreendedor, o que pode sugerir o comprometimento e o grau de entrega como um valor desejável.



    1. CRISE MUNDIAL E O ADMINISTRADOR

De acordo com os gestores para a sobrevivência das empresas em época de crise elas precisam cortar custos e a primeira área a ser atingida é a área de pessoal com cortes no quadro efetivo da empresa e interrupção de contratações para preenchimento de vagas.

Com as mudanças dos critérios dentro das empresas e a necessidade de se manter estável no mercado. Os gestores responderam que as empresas conservaram apenas os cargos estratégicos, ou seja, os que poderiam colaborar em época de crise, com redução de custos de beneficiamento, que de acordo com Persona (2008) para um momento de crise as empresas precisam ter um bom gerenciamento e planejamento, que seria uma etapa avançada para a administração.

Constata-se que os administradores são peça fundamental, pois tem uma visão ampla de mercado, que lhe dão rapidez na tomada de decisão para não levar a empresa ao caos. No que afirma Drucker (2006) ao dizer que os administradores fazem uso de todos os seus conhecimentos e percepções das ciências humanas e sociais, preocupando-se também com as eficiências e os resultados.


  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo procurou analisar o perfil do administrador desejável para as épocas de crise na percepção dos gestores de recursos humanos, e as mudanças no mercado de trabalho com a crise econômica.

Ressalta - se também a formação do administrador que deve ser técnica aliada a pratica, suprindo a necessidade das empresas em época de crise, com inovação nas decisões, criatividade e reflexão somadas as habilidades e conhecimentos adquiridos na graduação.

Com a dificuldade das empresas em enfrentar a crise que começou no setor imobiliário americano e foi se alastrado pelo mundo, atingindo na maior parte das empresas e com isso os trabalhadores, sobressaiu-se à profissão de administrador e seu perfil foi alterado.

O mercado atual requer o perfil de um administrador com uma visão generalista, com amplos conhecimentos em diversas áreas administrativas, como contabilidade, economia, direito, gestão ambiental e de conhecimentos afins, permitindo assim, ao administrador, adapta-se com maior facilidade ao mercado diante as intemperanças da economia.



REFERENCIAS

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Zarifian, P. Uma crise inédita do capitalismo, tanto em suas características quanto em sua gravidade: análise e perspectivas. Estudos Avançados 23(65): 7-26.



1 Graduando Administração Geral / Estácio de Sá Vila Velha.

2 Graduando Administração Geral / Estácio de Sá Vila Velha..

3 Professor orientador: Mestre em Educação/ Estácio de Sá de Vila Velha.


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