O príncipe Lev Nikoláevitch Míchkin (o idiota) é o protagonista desta história. Epilético, ele é vítima da incompreensão da doença por parte da sociedade em que se insere



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Encontro31.07.2016
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O Príncipe Lev Nikoláevitch Míchkin (o idiota) é o protagonista desta história. Epilético, ele é vítima da incompreensão da doença por parte da sociedade em que se insere. Após fazer um tratamento na Suíça, regressa à Rússia, onde vive toda uma trama de paixão e ódios. Como é peculiar nos grandes romances de Dostoiévski, aqui se encontram retratados os traços essenciais da sociedade russa do século XIX, com todas as suas contradições e conflitos.
Mais uma vez, realça-se a extrema complexidade psicológica das personagens, como se o seu mundo interior fosse maior que tudo o que constitui o mundo. O Homem é, para Dostoiévski, um emaranhado complexo de sentimentos e pensamentos, de tal forma que o encontro com a identidade é uma quimera para a generalidade dos mortais. O leitor, esse, inquieta-se permanentemente com a inquietação das personagens. Neste mundo interior complexo, ninguém é “normal; a loucura não é atributo do idiota; é denominador comum dos seres humanos. O próprio autor, quando aborda assuntos que o inquietam nunca deixa uma afirmação definitiva; tudo fica a pairar no limbo da incerteza: a dúvida sobre a pena de morte, a perplexidade perante a figura de Jesus Cristo que não venceu a morte, a hesitação entre liberalismo e socialismo versus conservadorismo, enfim, nada é definitivo nem definido.
Perante tantas incerteza, afinal, quem é o idiota? Será o doente Lev Míchkin ou qualquer um dos personagens perdidos e incertos que povoam este magnífico romance?
Ser idiota é, acima de tudo, uma definição social. Lev Míchkin é bom, ingénuo, generoso, logo… idiota. O mundo das aparências burguesas em que se afundou faz dele idiota sem culpa formada; na maior parte das situações ele é bode expiatório, bobo da corte ou instrumento de interesses. No entanto é nele que reside a humanidade; ou melhor, a réstia de humanidade no universo social em que se insere.
Neste romance, talvez mais do que em qualquer outro está bem patente a decepção de Dostoiévski perante a humanidade. O formalismo nas relações sociais disfarça a hipocrisia e uma quase repugnância por qualquer espécie de sentimento. Exemplo disso é a total frieza como é encarada a tentativa de suicídio de Ipolit. Este afirma: “Vou olhá-los nos olhos. Vou despedir-me do Homem”. Aos poucos, durante a longa descrição deste episódio, a “humanidade” vai-se restringindo a Lebdev, o bêbado e a Keller, o ignóbil pugilista. Os outros, os socialmente bem-aceites afastam-se e riem de Ipolit.
Trata-se de uma obra muito profunda e, ao mesmo tempo, bem humorada, onde o autor procura pôr em relevo as grandes contradições do ser humano, questões que para sempre ficarão sem resposta: a natureza do bem, do belo, do mal, do ódio, da aversão, do amor, etc

http://guide.supereva.it/teatro_contemporaneo/interventi/2009/06/idiotas-nekrosius-debutta-al-festival-internazionale-di-villa-adriana

http://roma.corriere.it/roma/notizie/arte_e_cultura/09_giugno_17/presentazione_festival_villa_adriana-1601474453894.shtml

http://iltempo.ilsole24ore.com/spettacoli/2009/05/12/1023453-tivoli_festa_gino_paoli_nekrosius_stelle_dell_imperatore.shtml


http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&sl=it&u=http://www.klpteatro.it/index.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D893:nekrosius-idiota-dostojevskji-recensione%26catid%3D66:2009%26Itemid%3D119&ei=wxxSSpXMN6WUjAe-i_XLAg&sa=X&oi=translate&resnum=8&ct=result&prev=/search%3Fq%3DVilla%2BAdriana%2B%2B%2B%2B%2BTivoli,%2BItaly%2Bteatro%2Bnekrosius%26hl%3Dpt-PT%26client%3Dfirefox-a%26channel%3Ds%26rls%3Dorg.mozilla:pt-PT:official%26hs%3DOoq%26sa%3DG

http://www.irispress.it/Iris/page.asp?VisImg=S&Art=42051&Cat=1&I=null&IdTipo=0&TitoloBlocco=MusiCinemArte&Codi_Cate_Arti=7

http://www.eventiesagre.it/Eventi_Festival/8178_Festival+Internazionale+di+Villa+Adriana.html

http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&sl=it&u=http://www.nuovecronache.it/Objects/Pagina.asp%3FId%3D1072%26Titolo%3DEimuntas%2520Nekrosius%2520%25E2%2580%259CIdiotas%25E2%2580%259D&ei=3R5SSoTQGJy7jAfwpP2xBQ&sa=X&oi=translate&resnum=2&ct=result&prev=/search%3Fq%3DVilla%2BAdriana%2B%2B%2B%2B%2BTivoli,%2BItaly%2Bteatro%2Bnekrosius%26hl%3Dpt-PT%26client%3Dfirefox-a%26channel%3Ds%26rls%3Dorg.mozilla:pt-PT:official%26sa%3DN%26start%3D10

Assinale-se ainda que do encenador lituano o público teatral da cidade pôde assistir em 1997 à revisitação de Três Irmãs, de Tchekov, Macbeth e Othelo, de Shakespeare, em 1999 e 2001, respectivamente.



Idiotas, de Fiodór Dostoievski
E. Nekrosius

Regressam ao Teatro Nacional São João o encenador Eimuntas Nekrosius e a companhia Meno Fortas para apresentar, nos dias 11 e 12 de Setembro, o espectáculo Idiotas, de Fiodoro Dostoievski, que teve estreia mundial no passado mês de Junho, em Itália.


À imagem dessa extensa paisagem russa, de onde Moscovo não é senão o desejo que não se alcança, O Idiota, provavelmente o mais universal e humano dos romances de Dostoievski, é um fresco onde se jogam, sem resposta, categorias infinitas: o bem, o belo, o mal, a queda, a razão, até o amor ou o seu contrário. Rogójin ama Nastássia, que ama Míchkin, esse Quixote eslavo, que ama Aglaia ou ama Nastássia ou, talvez sobretudo, ama Rogójin. Através de um enredo curvilíneo e essencial, trazidos pela música obsessiva, omnipresente, marcados pelo inevitável elemento cenográfico (desta vez, são duas portas desmesuradas, suspensas, que marcam o dentro e o fora de tudo e de todos), reaprendemos a viver com estas personagens pulsionais, ignições raras de uma energia contida entre a matéria e o desejo.
Este espectáculo, legendado em português, tem uma duração aproximada de 5h30 (três intervalos) com inicio marcado para as 20h00.
Do encenador lituano, o público da cidade do Porto pôde assistir - em três edições consecutivas do festival PoNTI -, em 1997 à revisitação de Três Irmãs, de Tchekov, Macbeth e Othelo, de Shakespeare, em 1999 e 2001, respectivamente. Seguiu-se, em 2003, a residência artística e posterior apresentação, em ante-estreia mundial, do espectáculo Metai/Estações.


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