O pássaro bondoso



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Encontro29.07.2016
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O PÁSSARO BONDOSO

Será que eu sirvo para alguma coisa? Acho que não... Eu não presto para nada! E será que alguém ainda gosta de mim?

Havia um pássaro, não era daquele tipo de pássaro lindo, que enfeita o Céu quando voa. Não, não era aquele tipo de pássaro, não!

Não era nenhum pássaro lustroso, um pássaro gracioso que voava, flutuava por cima dos mares... Mas ele era um tipo de pássaro muito simples, muito comum, que esticava seu pescoço fininho e bicava o chão.

E quanto ao seu canto? Bem, esse passarinho não tinha nenhum canto, não. Não tinha nenhum canto, tia Débora? Não! Nem gorjeava, nem gritava, nem assoviava. Nada! Nem dava adeus, nem piava!

Um dia, esse pássaro muito triste porque achava que não servia para nada, perguntou para o seu amigo Sol:

“Ei, Sol! Será que eu sou bom e sirvo para alguma coisa? Eu não sou bonito, não sou gracioso, eu não canto. Puxa vida! Será... que eu sou bom para alguma coisa?

“Ah! – Disse o Sol. – Tem muita coisa em que você é bom, sim! Inclusive, passarinho, você tem um dom, você tem um presente que nenhum outro passarinho tem e se você realmente olhar com atenção, você vai descobrir qual é esse presente que você tem.

Então, no dia seguinte, bem cedinho, o passarinho começou uma viagem pelo mundo para descobrir e saber no que que ele era bom e para o que ele servia.

No fim do primeiro dia de viagem, finalmente ele chegou num vilarejo, num lugar com pouquinhas casas. Chegou ali e a maioria das pessoas já tinha ido para casa. Mas ainda existia alguém na rua. Sabem quem era que estava ali na rua? Uma menininha de cabelinho castanho que estava soluçando e choramingava numa vozinha

muito triste:

“Aqui, Cole, aqui! Volte! Onde está você? Cole!”

O passarinho perguntou: “Ei, menininha, qual é o seu problema?”

“É o meu cachorro. Ele desapareceu... Ele saiu correndo e eu não consigo encontrá-lo.

O passarinho, muito triste, disse: “Ah, se eu fosse como os outros passarinhos, eu voaria bem alto e, com certeza, eu iria procurar esse cachorro para você”. Mas eu não sou bom em nada! Eu não sei nem voar muito alto. Tá vendo? Eu vôo bem baixinho...”

A menininha soluçou de novo e chorou mais uma vez. Mas ele chorou tão alto, tão alto, que o passarinho pensou que o coração dele iria se partir ao meio!

E o passarinho disse pra menina: Olha, vou te dizer uma coisa: Por que eu não vou andando com você? Já que eu não vôo alto mesmo, eu vou andando com você e faço companhia pra você, enquanto você procura o seu cachorrinho. Que tal?

“Ta bom, eu aceito”. E, assim, eles caminharam juntos até à noite. E a menininha chamava pelo seu amiguinho todos os momentos:

“Coooooooolyyyyyyyy! Coooolyyyyyyyyy! Venha, Cooooooooolyyyyyyyyy!”

Mas Coly não vinha. Então, como ela estava muito cansada, ela e o passarinho se deitaram atrás de uma velha cerca que tinha ali pelo caminho. A menininha abraçou o passarinho bem apertado e dormiram a noite toda! Amanheceu o outro dia. Quando o Sol apontou por trás das montanhas, anunciava que mais um dia chegava. A menininha esfregou os seus olhos e os abriu. Quando ela abriu os seus olhos, o que será que ela viu?

“Coly! O meu cachorrinho! Ela, com muita alegria, pulou daquele lugar que ela estava deitada, abraçou o seu cachorrinho e começou a sorrir. Não sabia se abraçava o cachorrinho, se pulava de alegria. Mas de uma coisa ela se lembrou: de agradecer ao passarinho.

Mas o passarinho disse: “Por que que você está me agradecendo? Eu não fiz nada!”

“Você fez sim, passarinho. Você ficou comigo a noite inteira, procurou o cachorrinho comigo o dia inteiro e você me ajudou a sentir melhor quando eu estava muito triste!

E, assim ela se despediu do passarinho, pegou o seu cachorrinho e foi de volta para casa.

O passarinho foi embora. Deixou a menininha e seu cachorrinho irem para casa e voou para outro lugar. E, finalmente, ele chegou a uma cidadezinha bem pequenininha.

Todo mundo já estava dormindo. Todo mundo, isto é, uma mulher velha estava acordada, sentada sozinha com a cara bem feia, sentada sobre uma pedra. O passarinho ficou olhando para aquela mulher. Aquela mulher estava com a cara bem feia e perguntou pro passarinho:

“Que você está encarando, hem? Que você está me olhando? – resmungou ela para o passarinho.

O passarinho disse: “Nada. Mas a senhora parece que está tão triste!”

“É, eu estou triste, mesmo. Mas, e daí? Que você tem a ver com a minha vida, hem?

“Ah, eu não tenho nada a ver com a senhora, mas se eu fosse como os outros passarinhos, eu cantaria para você uma canção bem bonita para deixar você animada e bem alegre.

“Ah, eu não preciso de ninguém me animando, não! Não preciso de ninguém me alegrando!

O passarinho levou um susto e ela começou a chorar.

“Ah, eu estou sozinha. Estou sozinha assim, sabe por que? Porque eu tenho sido uma pessoa horrível para todo mundo. Eu tenho sido uma pessoa horrível para as pessoas, em toda a minha vida: pra o meu marido, para os meus filhos, pra os meus amigos...

E, antes que a mulher terminasse de falar, o Céu se abriu e respondeu às lágrimas daquela velhinha. Com pingos e pingos e água, como se fosse uma chuva.

O passarinho falou: “Você está ficando toda molhada, sua roupa... Você vai pegar uma gripe forte. Espere uma coisa: naquele momento, o passarinho pulou perto da parede com a sua calda comprida e as suas asas, cobriu a cabeça da velhinha e os seus ombros, também.

E foi assim que ela passou a noite toda. A chuva caía sobre a cauda do passarinho e se escorria, não deixando assim, molhar a roupa da mulher. E a mulher se aconchegou debaixo de suas asas. E, assim, passou a noite toda.

A chuva parou. Quando o Sol brilhou para despertar o povo daquela cidade para um novo dia.

“Obrigada, obrigada!”, disse a mulher para o passarinho. Ela até que deu um sorrisinho e disse para o passarinho:

“É bom saber que eu tenho pelo menos um amigo, um alguém nesse mundo que se preocupa comigo”.

O passarinho ficou alegre porque, pelo menos, conseguiu tirar um sorriso daquele rosto tão bravo daquela velha mulher.

Mais uma vez, o passarinho voou para outro lugar. Ele estava procurando descobrir em que ele servia. E ele chegou num lugar, era uma grande cidade. Tudo estava muito escuro naquele momento. Quando ele chegou na cidade, estava tudo escuro, mas mesmo assim, havia muito barulho nas ruas. Então, ele rastejou por uma passagem para buscar um lugar quietinho para ele dormir porque havia muito barulho ali.

Quando ele estava quase dormindo, uma menininha veio chorando pela esquina:

“Hã, hã, hã... Hum... Tá doendo!”

O passarinho abriu os seus olhinhos que estavam quase se fechando, e pela luz, pelo feixe da luz da Lua que iluminava aquela cidade escura viu o seu rosto machucado, o rosto do menininho estava arroxeado. O passarinho perguntou:

“O que que aconteceu?”

“Eles estão atrás de mim, eles já me bateram uma vez e querem me bater de novo!”

“Oh, querido!”, suspirou o passarinho. Se eu fosse como os outros passarinhos, grande, eu te pegaria em minhas fortes garras e te levaria para um lugar seguro para que ninguém mais pudesse te bater. Mas como eu não sou como os outros passarinhos, vamos fazer uma coisa: o passarinho estava arquitetando alguma coisa para ajudar o menino.

O passarinho chamou o menino para levá-lo para um lugar mais escuro. Quando ele chegou num lugar mais escuro da cidade, o passarinho abriu as suas grandes asas, esticou a sua cauda bem para trás e a abriu bem grandeeee! O máximo que ele pôde e, com a sua cauda, enrolou-as em volta do menino. Assim, ele estava bem escondido. E aquela gangue de meninos tão maus não pôde ver nada, a não ser aquele grande pássaro!

Os meninos estavam atrás daquele garoto para baterem nele mais uma vez. De repente, um dos meninos disse: “Lá está ele! Olha ele lá!”

Todos eles pegaram aqueles pedaços grandes de madeira e começaram a jogar sobre o passarinho. Pegaram pedaços de pedra e começaram a atirar no passarinho, pensando que o passarinho fosse o menino.

Quando eles chegaram e deram uma olhada mais de perto, um dos meninos disse: “Ei! Não é o menino, não! É simplesmente um passarão feio e ele já está morto!”

O passarinho não estava morto. E assim, passou a noite toda, com a sua cauda enrolada em volta do menino.

Quando o Sol, finalmente, bocejou o seu “Bom Dia” pra cidade, o passarinho abriu os seus olhinhos, ele estava até bem!

O menino se rastejou, saindo debaixo de suas grandes asas. O menino se levantou, esfregou os seus olhinhos e disse: “Obrigado, passarinho. Você salvou a minha vida.

“Hã?”

“Quando o menino acabou de dizer essas palavras, ele se assustou.



“Olha! Você está tão diferente, passarinho! E, realmente, o passarinho estava diferente! As suas costas e a sua cauda eram todas coloridas, listradas de liláis, preto, azul e coberto com modelos de gotas de chuva. As penas estavam todas tão lindas e grandes, grandes, grandes!

Quando o passarinho foi falar com o menino, quando ele abriu a sua boca para falar, saiu o som de um lindo cântico de um pássaro cantador.

“Olha! Você viu?, disse o Sol. O seu dom era de ser bondoso. E agora o que você fez para as pessoas deixaram as marcas do seu amor em sua vida que vão estar com você para sempre!

Você achava que não servia para nada. O seu dom que os outros passarinhos não têm é este amor pelas pessoas.

E, assim, crianças, que surgiu o pavão. Ele se tornou o mais lindo de todos os pássaros. Peça pra mamãe mostrar ara você a figura do pavão e veja como ele é lindo. Como é lindo o seu coração bondoso.

Aí vocês tiveram a história “O Pássaro Bondoso”.

É, criançada, como é bom a gente ouvir histórias, histórias como essa que mostram a bondade. Será que você é uma criança bondosa que procura fazer o bem para aqueles que estão perto de você?

Ai, é tão bom um coração bondoso. Eu gosto de ficar perto de uma pessoa bondosa que se preocupa com a gente, né? Então, faça como o passarinho, ele achava que não era bom para nada. Muitas vezes você pode pensar o mesmo.

“Ai, eu não sou bom pra nada, eu não sirvo pra nada”.

“Olha, alguma coisa de bom você tem! Não é possível, não é mesmo?”



É isso aí! Abre o teu sorriso, Jesus te ama, mamãe te ama... Olha, é tão bom saber que a vida é tão maravilhosa quando a gente tem Jesus, não é mesmo?

Olha, mas eu quero falar um assunto muito sério, muito sério: Eu quero saber se você está indo à Escola Bíblica. Será que você não está indo à Escola Bíblica? Não acredito! Precisa ir à Escola Bíblica, sim, da sua igreja, ouvir histórias, não somente no programa, mas você precisa ir à igreja.


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