O salmo Responsorial



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Encontro27.07.2016
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O Salmo Responsorial

Certamente um dos mais antigos cantos da celebração eucarística, o Salmo Responsorial viu novamente reposto o seu lugar na liturgia renovada pela reforma litúrgica do 2º Concílio do Vaticano.


“Julgou-se (...) oportuno restaurar (...) o salmo responsorial, a que Sto. Agostinho e S. Leão Magno tantas vezes se referem...” – dizia Paulo VI na Constituição apostólica que promulgava o novo Missal (3 de Abril de 1969). Na realidade, o Salmo responsorial teve uma considerável importância na antiguidade cristã, como nos atestam as numerosas e magníficas homilias dos Santos Padres, Sto. Agostinho, Sto. Ambrósio, S. João Crisóstomo, S. Leão Magno. A reforma litúrgica teve a felicidade de descobrir esta pérola sepultada pelo pó dos séculos. Assim, na esteira de Cristo ressuscitado, nas aparições aos discípulos, a Liturgia abre-nos a mente para entendermos tudo quanto a Ele diz respeito e está escrito «na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos» (Cf. Lc. 24, 44).
Responsório, salmo responsorial ou gradual? Eis uma questão não resolvida. Uma questão técnica ou uma riqueza formal?! Na liturgia em vernáculo, o tradicional Gradual recebeu o nome de Salmo responsorial. Desse modo alguns o consideram (e era essa, porventura, a opção dos reformadores) como uma resposta orante e lírica à primeira leitura. Outros inclinam-se mais para a sua forma: versículo / resposta. A primeira interpretação recebeu o apoio de notáveis peritos em história da liturgia. Entretanto, A. Verheul defende que esse não foi o sentido histórico e litúrgico do salmo responsorial e até considera o caso como um feliz mal-entendido da Comissão pós-conciliar de revisão da liturgia que permitiu dar um realce notável ao Salmo depois da leitura, não o reduzindo a um ou dois versículos. Julga este autor e argumenta que historicamente se chamava responsorial, não por ser resposta à leitura precedente, mas pela sua forma característica.
O canto mais importante da Liturgia da Palavra da Missa: um Salmo ou Cântico bíblico, não um cântico qualquer, para ser cantado e escutado, como Palavra de Deus. Um Salmo escolhido em conjugação com as leituras (sobretudo com a Primeira) ou com o mistério que se celebra (dia ou tempo litúrgico). Não apenas o Salmo, mas os próprios versículos do salmo, de acordo com a liturgia da Palavra do dia. Sem ignorar e tomar partido na questão, apraz-nos registar a sua vitalidade e oportunidade. Por um lado, a expressão lírica mais desenvolvida, entre duas leituras, habitualmente cantiladas (hábito de densa expressividade celebrativa, praticamente em desuso desde a reforma litúrgica), por outro, a provocação da assembleia, com resposta adequada (como alguns salmos propõem).
A Instrução (ou Introdução) geral do Missal Romano parece sensível a esta riqueza de interpretação do Salmo responsorial, como que desafiando os compositores a desenvolvê-lo, de acordo com a sua própria tradição, inspirando-se nas formas antigas e recriando-as. Vejamos:
«A primeira leitura é seguida do salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra… O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Leccionário… O salmista ou cantor do salmo, desde o ambão ou de outro sítio conveniente, recita os versículos do salmo, que toda a assembleia escuta sentada; ou melhor, no qual a assembleia participa normalmente com o refrão, a não ser que o salmo seja recitado todo seguido, sem refrão. Todavia, para facilitar ao povo a resposta salmódica… fez-se, para os diferentes tempos e as várias categorias de Santos, uma selecção de responsórios e salmos, que podem ser utilizados, em vez do texto correspondente à leitura, quando o salmo é cantado. Se o salmo não puder ser cantado, recita-se do modo mais indicado para favorecer a meditação da palavra de Deus. Em vez do salmo que vem indicado no Leccionário, também se pode cantar ou o responsório gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual Simples, na forma indicada nestes livros» (Cfr. IGMR 61).
Concluindo: o salmo ou cântico bíblico deve, normalmente, ser cantado; as formas variam de acordo com as possibilidades dos cantores e de cada assembleia; sem acomodação à forma única (vulgar), mas dilatando as suas virtualidades musicais.
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