O santuário e o dia da expiaçÃO



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O SANTUÁRIO E O DIA DA EXPIAÇÃO


Parte III

A VERDADE SOBRE

AS

2300 TARDES E MANHÃS E O SANTUÁRIO


A profecia de Daniel 8, embora clara e bem explicada pelo anjo Gabriel, resultou em divergências teológicas sobre o seu significado. Uma pergunta merece destaque: Qual o verdadeiro significado de Dan. 8:14 que diz: ...até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”?
Muitos fatos históricos importantes considerados esclarecedores sobre o assunto são omitidos e inúmeras perguntas simplesmente não são respondidas satisfatoriamente por aqueles que defendem a teoria da purificação do santuário celestial a partir de 22 de outubro de 1844.
O presente estudo tem o objetivo de mostrar a realidade baseada na Bíblia e na história.
I – AS DIFERENÇAS ENTRE O CHIFRE PEQUENO DE DANIEL 7 E DE DANIEL 8
Inicialmente precisamos provar que a ponta pequena de Daniel 7, não é a mesma de Daniel 8. Analisemos a seguir estas questões:


  1. O chifre pequeno de Daniel 7 – Este pequeno chifre sai do quarto animal, de aspecto terrível e espantoso, representado pelo Império Romano. Em outras palavras, ele está associado à besta que representa o quarto império, pois surge diretamente da cabeça da besta. Ele aparece em meio aos 10 chifres já existentes, os quais representam os países da Europa. O detalhe importante é que ele aparece depois da divisão do império romano. Nesta visão o papado exerceu o papel do chifre pequeno, perseguindo os santos do Altíssimo. Esta interpretação está em conformidade com a Palavra de Deus:

Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, uma boca que falava grandes coisas.” Daniel 7:7-8.


Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.” Daniel 7:24-25.


  1. O chifre pequeno de Daniel 8 – Quanto ao chifre pequeno de Daniel 8, este não sai deste animal terrível e espantoso, representado pelo Império Romano. A Bíblia nos informa que este pequeno chifre sai de um BODE, representado pelo GRÉCIA. Inicialmente a Palavra de Deus diz que o bode tinha um chifre notável entre os olhos. Este chifre foi quebrado e em seu lugar nasceram outros quatro chifres. De um destes quatro chifres saiu um chifre pequeno. Eis a confirmação bíblica:

E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre a face de toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre notável entre os olhos. ...O bode, pois, se engrandeceu sobremaneira; e estando ele forte, aquele grande chifre foi quebrado, e no seu lugar outros quatro também notáveis nasceram para os quatro ventos do céu. Ainda de um deles saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.” Daniel 8:5,8-9.


Observem agora a interpretação do texto acima feita pelo anjo Gabriel:
Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei. O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, porém não com a força dele. Mas no fim do reinado deles, quando os transgressores tiverem chegado ao cúmulo, levantar-se-á um rei, feroz de semblante e que entende enigmas.” Daniel:8:21-23.
As diferenças são enormes com relação à origem dos dois chifres e principalmente quanto à sua atuação geográfica:
a) A Bíblia nos relata que o bode peludo é a GRÉCIA. Este animal tinha um chifre grande entre os olhos e é o primeiro rei. Como sabemos pela história, Grécia foi comandada por Alexandre, o Grande. Depois de sua morte prematura, o império grego dividiu-se em quatro impérios, os quais se espalharam ao norte, sul, leste e oeste. As profecias cumpriram-se integralmente: “...levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, ...” As quatro divisões do império grego foram lideradas por: Lisímaco, Cassandro, Ptolomeu e Selêuco.
b) A Palavra de Deus nos informa que o chifre pequeno de Daniel 8 surgiria de uma das divisões do império grego, ao fim do reinado destes. “Mas, no fim do reinado deles, quando os transgressores tiverem chegado ao cúmulo, levantar-se-á um rei, feroz de semblante e que entende enigmas.” Daniel 8:23. A passagem bíblica refere-se aos últimos tempos das quatro divisões do império grego, justo antes de serem conquistadas por Roma. O Império Grego dividiu-se em quatro após a batalha de Ipso no ano 301 AC. A queda destas divisões ocorreu na seguinte seqüência: O reino da Macedônia caiu no ano 168 AC, o de Cassandro no ano 146 AC, o dos Selêucidas no ano 65 AC e do Ptolomeu no ano 30 AC. Considerando que o reino quádruplo deixou de existir quando caiu a Macedônia no ano 168 AC, a profecia requer que o chifre pequeno apareça pouco antes desse ano. A história confirma este fato. De 175 AC até 164 AC, levantou-se um rei feroz e sanguinário: Antíoco Epifânio IV da divisão dos Selêucidas.
c) O chifre pequeno de Daniel 8 começou sua obra muito antes de Roma ter algum contato com os judeus. O primeiro contato que Roma teve com os judeus foi em 161 AC. Desde então Roma não interferiu nos serviços do santuário dos judeus. A prova é que quando Jesus esteve entre nós, eram os romanos que reinavam sobre Jerusalém e arredores. Mas os serviços do santuário eram exercidos livremente, sem nenhuma restrição. A destruição de Jerusalém ocorreu somente no ano 70 AD.
d) O chifre pequeno de Daniel 8 não pode ser o papado, porque Roma não se originou de uma das divisões do império grego. Roma surgiu na Itália e foi fundada no ano de 750 AC e se tornou República em 501 AC. É enganosa a interpretação de muitos teólogos, ao afirmarem que Roma surgiu de uma das divisões da Grécia.
Para um melhor entendimento, elaboramos um quadro que mostra as diferenças entre o chifre pequeno de Daniel 7 e o chifre pequeno de Daniel 8:

CHIFRE PEQUENO DE DANIEL 7 CHIFRE PEQUENO DE DANIEL 8

a) Está associado a uma besta que a) Está associado a uma besta que

representa o quarto império. representa o terceiro império.

Dan. 7:7 Dan. 8:8, 9 e 21.

b) Surge diretamente da cabeça da b) Surge de um chifre já existente.

besta. Dan. 7:8. Dan. 8:8 e 9

c) Aparece em meio aos 10 chifres c) Aparece de um dos 4 chifres da

já existentes, os quais representam cabeça do bode. Dan. 8: 9.

os países da Europa. Portanto, apa-

rece depois da divisão do império

romano. Dan. 7:24

d) Arranca 3 chifres durante o seu d) Nenhum chifre é arrancado du-

surgimento. Dan. 7:8 rante seu surgimento.

e) Seu campo de influência é a e) Pertence apenas a uma das 4

totalidade do quarto império, pois divisões do poder do bode (Gré-

surge da cabeça da besta e se con- cia). Sua atuação se restringe à

verte em um chifre dominante en- Palestina. Dan. 8:9

tre os outros dez chifres.Dan.7:20

No quadro a seguir, apresentamos as diferenças entre Daniel 7 e Daniel 8:
DANIEL 7 DANIEL 8
a) Potências mundiais representadas a) Potências mundiais representadas

por bestas imundas.Ex. Leão, Urso, por animais de sacrifício do santuá-

Leopardo e Animal terrível e espan- rio terrestre. Ex.: Cordeiro e Bode.

toso.


b) Escrito em aramaico, um idioma b) Escrito em hebraico. Isto parece

gentio. Isto parece indicar que foi indicar que foi escrito para ser lido

escrito para ser lido pelo mundo pelos judeus.

gentio.


c) A ênfase profética se dirige ao c) A ênfase se dirige aos serviços

mundo inteiro. do santuário judaico.


A questão da profanação do santuário celestial, ensinada por muitos teólogos, com duração de 2300 anos, contados desde 457 AC até 1844 AD, acaba se transformando para eles em um grande dilema.


Para muitos sinceros cristãos a doutrina da purificação do santuário celestial a partir de 1844 é fundamental. Eles acreditam que o chifre pequeno de Daniel 7 é o mesmo de Daniel 8. Crêem também que o santuário profanado pelo chifre pequeno de Daniel 8 é o santuário celestial. Esta profanação, segundo eles, teve seu início em 457 AC e seu término em 1844 AD, portanto: 2300 anos. A partir de 1844 o santuário celestial passaria a ser purificado.
Como Daniel 8 diz que o chifre pequeno pisoteou o santuário durante este período (457 AC a 1844 AD), como é possível enquadrar o papado ou o império romano nesta profecia? Eis algumas questões a serem respondidas:
a) Como poderia o chifre pequeno (Roma Papal) haver começado sua obra de profanação do santuário celestial em 457 AC, se ele teve seus poderes reconhecidos apenas em 533 AD, através o Edito de Justiniano?
b) A história nos confirma que o papado efetivamente iniciou sua ofensiva contra o povo de Deus a partir de 538 AD. Como poderia ele ter atuado em 457 AC, quase 1000 anos antes de ele aparecer?
c) Mesmo que alguns interpretem o chifre pequeno de Daniel 7 e Daniel 8 como sendo o poder do Império Romano, a situação não muda, porque mesmo o Império Romano não teve contato com os judeus antes de 161 AC. Como poderia o chifre pequeno (Roma papal ou Império Romano) trazer abominação ao santuário e ao povo de Deus a partir de 457 AC?
d) Os defensores da doutrina da purificação do santuário celestial a partir de 1844 afirmam que o santuário foi profanado pelo chifre pequeno em razão das missas, a intercessão através dos santos, perdão dos pecados por parte dos sacerdotes católicos, etc, etc. Com base nestes argumentos, perguntamos: O papado ou o Império Romano deixou de pisotear o santuário a partir de 1844? A Igreja Católica deixou de praticar tudo isto depois de 1844? Não vamos esquecer da pergunta formulada em Daniel 8:13: “Até quando?”
e) Os cristãos que defendem a purificação do santuário a partir de 1844 defendem-se argumentando o seguinte: O Senhor Jesus previu este acontecimento em Mat. 24: 15 – “Quando pois virdes que a abominação da desolação de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo: quem lê, atenda.” Seguem ligando outras passagens bíblicas, tais como: Daniel 8:13, 9:27 e 12:11. Concluem dizendo que todas estas passagens referem-se à destruição do templo de Jerusalém no ano 70 AD. Com este argumento tentam excluir Antíoco Epifânio IV. O argumento parece muito lógico. Segundo eles, como poderia Antíoco Epifânio IV ter provocado a abominação desoladora ao santuário terrestre, se ele morreu antes de Jesus ter proferido a profecia encontrada em Mat. 24:15, referente à destruição do templo de Jerusalém?

A resposta de Deus está nos detalhes. O acontecimento predito pelo Senhor Jesus em Mat. 24:15 e encontrado em Daniel 9:27 e 12:11 refere-se realmente à destruição de Jerusalém e seu templo no ano 70 AD. O termo usado nestas passagens bíblicas é: DESOLAÇÃO ASSOLADORA. Em outras palavras significa: DESTRUIÇÃO assoladora. No entanto, em Daniel 8:13, a expressão usada é outra: TRANSGRESSÃO assoladora”.( Conforme a versão revisada da tradução de João Ferreira de Almeida e de acordo com os melhores textos em hebraico e grego – 11a. impressão). Há fortes indícios de haver equívocos, pois é grande a diferença: Transgressão não significa destruição. A verdade é que o santuário terrestre foi profanado por Antíoco Epifânio IV, no final do Império Grego, em 168 AC e purificado em 165 AC por Judas Macabeus. A destruição, no entanto, ocorreu apenas em 70 AD pelo exército romano.


f) Os defensores da doutrina da purificação do santuário a partir de 1844 associam a purificação do santuário de Daniel 8 com o processo de purificação do santuário realizado no dia da expiação, conforme encontramos em Levítico 16. Podemos associar estes dois fatos? É aqui que eles cometem o maior e brutal equívoco. Vamos aos detalhes:
a) Daniel 8:9-12 fala-nos que parte do exército “foi lançado por terra e pisado” e o santuário teve seus serviços interrompidos. Diz ainda que “o contínuo sacrifício foi tirado” por um poder assolador representado na profecia pela ponta pequena. Efetivamente ocorreu uma agressão e ao mesmo tempo uma profanação ao santuário por parte de um povo pagão.
b) Com relação à purificação do dia 10 do sétimo mês, conforme Levítico 16, chamado como dia da Expiação, referia-se exclusivamente aos pecados do povo de Israel, acumulados durante o ano. Todas as atividades realizadas no santuário naquele dia transcorriam de forma solene e muito tranqüila. Não há como associar a purificação do santuário de Dan. 8:14 com a purificação do santuário de Lev. 16. O dia da expiação tinha a finalidade exclusiva de purificar e remover os pecados confessados pelo povo de Deus do santuário. Já a purificação do santuário em Daniel 8 era resultado de uma agressão e profanação realizada pelo chifre pequeno que saiu de uma das quatro pontas da cabeça do bode. Portanto, as assolações registradas em Dan. 8:9-12 não podem ser relacionadas com os serviços do dia da expiação.

Nem sempre a purificação do santuário está associada ao dia da expiação. Podemos acrescentar outras datas em que o santuário era purificado:



1) Ezequiel 45:18 fala-nos de uma purificação do santuário, no primeiro dia do primeiro mês. Esta, por sua vez, não está relacionada com o dia da expiação, pois as datas são mui distantes. Este cerimonial de purificação está relacionado com a data do estabelecimento do tabernáculo, conforme registrado em Êxodo 40:17.
2) Em II Crônicas 29:5, 15, 16 e 18 temos uma purificação também fora do dia da expiação, em razão de um período de negligência dos levitas. Esta foi promovida pelo rei Ezequias.
Querer relacionar a purificação do santuário sempre com o dia da expiação, não passa de uma manipulação equivocada por muitos sinceros cristãos.
II – A FALSA INTERPRETAÇÃO DO PERÍODO PROFÉTICO DAS 2300 TARDES E MANHÃS
É muito estranha a idéia de iniciar a contagem do período profético das 2300 tardes e manhãs ou 2300 anos a partir de 457 AC, ainda durante o reinado da Medo Pérsia. Para qualquer pesquisador bíblico essa teoria é totalmente contraditória em relação à Palavra de Deus.
Os defensores da doutrina da purificação do santuário a partir de 1844 tentam ligar o capítulo 8 com o capítulo 9 de Daniel. Afirmam que o anjo Gabriel foi novamente enviado a Daniel, 15 anos depois, para explicar-lhe a visão que ele recebera conforme relatado em Daniel 8, especificamente sobre a questão das 2300 tardes e manhãs. Baseiam-se na passagem de Dan. 9:23: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, pois és muito amado; considera, pois, a palavra e entende a visão.” Muitas questões precisam ser esclarecidas:
a) A preocupação de Daniel, no capítulo 9, nada tem a ver com a questão das 2300 tardes e manhãs do capítulo 8. No capítulo 9 o centro da atenção de Daniel era com a profecia relacionada com o cativeiro de 70 anos dos judeus. Em Dan. 9:1-2 lemos:
No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.”
Faltavam apenas 2 anos para o término do exílio do povo de Israel em Babilônia. Essa era a grande preocupação de Daniel. Logo em seguida Daniel fez uma oração. Durante a oração, percebemos nitidamente que sua atenção estava voltada não à questão das 2300 tardes e manhãs, mas à profecia do profeta Jeremias, que dizia o seguinte:
Porque assim diz o Senhor: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, Eu vos visitarei, e cumprirei sobre vós a Minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar. ... Então Me invocareis, e ireis e orareis a Mim, e Eu vos ouvirei. Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos, e congregar-vos-ei de todas as nações; e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor; e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.” Jer. 29:10, 12-14.
b) O texto de Dan. 9:23 não pode ser extraído do seu contexto. Lembrem-se sempre: “Um texto fora do seu contexto vira pretexto”. O fato é que, enquanto Daniel ainda estava orando, o anjo Gabriel veio trazer as respostas às suas súplicas, as quais relacionavam-se aos 70 anos de exílio do povo de Israel. Para isso, basta analisar o conteúdo das súplicas de Daniel 9:4-20. O anjo dá à Daniel boas notícias. O seu povo poderia voltar, restaurar e edificar Jerusalém. Seria o cumprimento de Suas promessas. Deus fixou um prazo de setenta semanas (490 anos) para o povo judeu, contado desde a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém (457 AC – Decreto de Artaxerxes). Este seria o tempo destinado ao povo judeu. Conforme Dan. 9:25, a cidade de Jerusalém seria reedificada em tempos angustiosos. É evidente que o anjo Gabriel nada falou sobre as 2300 tardes e manhãs, pois em Dan. 8:26 o mesmo anjo pediu à Daniel que cerrasse (guardasse) a visão, porque se referia a dias mui distantes. Daniel não deveria se preocupar quanto a isto. De Dan. 8:26 a Dan. 9:23 passaram-se 15 anos. A visão relativa às 2300 tardes e manhãs continuaram cerradas (guardadas) conforme o pedido do anjo Gabriel. A verdade é que não era esta a preocupação de Daniel naquele momento.

III – A VERDADE SOBRE O CHIFRE PEQUENO DE DANIEL 8


Malaquias foi o último livro da Bíblia, escrito cerca de 430 AC. Não houve registros históricos por parte de profetas entre Malaquias (Velho Testamento) e Mateus (Novo Testamento). A história registra muitos fatos ocorridos com o povo judeu durante este período. É muito importante lembrarmos que, sempre que tragédias de relevância ocorriam com o povo de Israel, Deus revelava com antecedência esses acontecimentos através os Seus profetas. É o que diz a Palavra de Deus:
Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma sem ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas.” Amós 3:7.
Será que a profanação ocorrida ao Santuário e o terrível massacre de dezenas de milhares de judeus, ainda durante o Império Grego, não foram previstos e anunciados por Deus ao Seu povo? Teria Deus falhado? Será que a profecia de Daniel 8 não foi o aviso de Deus à essa tragédia que se abateu sobre Seu Santuário terrestre e Seu povo entre 168 AC e 165 AC? Como o Senhor Deus não levantou profetas para registrar os acontecimento ocorridos entre o último livro do Velho Testamento (Malaquias) e o primeiro livro do Novo Testamento (Mateus), necessariamente temos que buscar dados através o trabalho dos historiadores. O mais confiável entre todos os demais destacamos: FLÁVIO JOSEFO. Ele era um historiador judeu.
Pelo que nós já vimos, o chifre pequeno de Daniel 7 é o papado, pois ele surgiu depois da extinção do império romano em 476 AD. Conforme Dan. 7:24-25, houve então a divisão do império romano.Surgiriam 10 reinos, entre os quais se levantaria um, diferente dos outros dez, o qual proferiria palavras contra o Altíssimo, consumiria os santos do Altíssimo, cuidaria em mudar os tempos e a lei e os santos lhe seriam entregues na mão por um tempo, e tempos e metade de um tempo. De fato esta profecia cumpriu-se em 538 a 1798 AD. É a profecia dos 1260 anos.
Mas quem é o rei, feroz de semblante, representado pelo chifre pequeno de Daniel 8? Há uma opinião quase unânime entre os eruditos bíblicos judeus e de muitos criatãos, de que o chifre pequeno de Daniel 8 é ANTÍOCO EPIFÂNIO IV.
Tudo se ajusta perfeitamente ao período do reinado de Antíoco Epifânio IV. O mesmo não se pode dizer de Roma pagã e nem de Roma papal.
O período de contaminação e purificação do santuário referidos em Daniel 8 cumpriram-se literalmente em 1150 dias de dentro do império grego. Para ser mais exato, no fim deste império. Daniel 8:14 não fala em 2300 dias, mas em 2300 tardes e manhãs. Todo o capítulo 8 de Daniel está relacionado com o santuário terrestre. Como vimos, os animais aí mencionados tem relação com as atividades do santuário. Não se pode dizer o mesmo dos animais de Daniel 7. Estas 2300 tardes e manhãs, pelo contexto, estão relacionados com os sacrifícios diários do templo. Qual foi o entendimento de Daniel em relação ao holocausto contínuo mencionado em Dan. 8:11-13?
Isto, pois, é o que oferecerás sobre o altar; dois cordeiros de um ano cada dia continuamente. Um cordeiro oferecerás pela manhã e o outro cordeiro oferecerás à tardinha;...E o outro cordeiro oferecerás à tardinha, e com ele farás oferta de cereais como com a oferta da manhã, e conforme a sua oferta de libação, por cheiro suave; oferta queimada é ao Senhor. Este será o HOLOCAUSTO CONTÍNUO por vossas gerações, à porta da tenda da revelação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali.” Êxodo 29:38-42.
O que Daniel tinha na cabeça eram 2300 sacrifícios (um à tardinha e o outro de manhã) e não 2300 anos como querem alguns. No Santuário eram realizados 2 (dois) sacrifícios diários. Para sabermos a quantidade de dias, basta dividirmos 2300 sacrifícios por 2, cujo resultado dá: 1.150 dias literais. Não seria correto afirmar que 2300 tardes e manhãs são exatamente 1.150 dias? Como que uma tarde + uma manhã de sacrifícios podem ser igual a 01 (uma) ano profético?
Causa muita estranheza o fato de usar a data de 457 AC, que é o início da contagem das 70 semanas (Daniel 9:24-27), com as 2300 tardes e manhãs (Daniel 8:14), isto porque, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

A história nos confirma que o santuário terrestre foi agredido e profanado por Antíoco Epifânio IV, no final do Império Grego, de 168 a 165 AC e purificado por Judas Macabeus. Vários historiadores registraram em detalhes a invasão e profanação ao santuário judaico por Antíoco Epifânio IV. Destacamos aqui dois dos mais confiáveis, não só por parte dos judeus, mas também pela comunidade teológica internacional: Flávio Josefo e Judas Macabeus. Embora os livros escritos por Judas Macabeus (I Macabeus e II Macabeus) sejam apócrifos, isto é, não aceitos como inspirados, os historiadores, no entanto, os têm usado como documentos de grande valia para resgatar a verdadeira história do povo judeu. Como os escritos de Judas Macabeus não são aceitos por muitos cristãos, optamos em priorizar textos escritos pelo historiador Flávio Josefo, do seu livro “História dos Hebreus”. Tudo o que Flávio Josefo escreveu sobre o massacre liderado por Antíoco Epiânio IV, é confirmado por Judas Macabeus em seus dois livros I Macabeus e II Macabeus.


Flávio Josefo relata o seguinte sobre a ponta pequena e da profanação do templo judaico pelas mãos de Antíoco Epifânio IV:
...como o profeta Daniel tinha predito,... dizendo clara e distintamente que o templo seria profanado pelos macedônios.” História dos Hebreus, Ed. CPAD, p. 291.
Como Flávio Josefo viveu na época dos apóstolos, é obvio que ele sabia bem melhor do que nós o que estava afirmando. Talvez ele tivesse em mãos evidências que hoje não existam mais com relação a Antíoco Epifânio IV, pois ele faz uma afirmação muito convicta. Um recente escritor de nome C. Mervyn Maxwell, autor do livro “Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel”, p. 293, impresso pela Casa Publicadora Brasileira, escreveu o seguinte: “Josefo, o famoso historiador judeu, sustentava esse ponto de vista no primeiro século da era cristã. É possível que os discípulos de Cristo também o tenham feito.” É interessante que este autor sustenta a idéia de que até mesmo os discípulos acreditavam nesta versão.
É bom lembrar que após a morte de Alexandre, o Grande, em 323 AC, o império greco-macedônico dividiu-se, passando a ser liderado por 4 generais, a saber:
Cassandro- ficou com a Macedônia

Lisímaco - ficou com a Ásia Menor e a Trácia

Seleuco - ficou com o norte da Síria, Mesopotânia e Oriente (desta dinastia saiu Antíoco Epifânio)

Ptolomeu – ficou com o Egito, a Palestina e sul da Síria.


Iremos provar agora, como Antíoco Epifânio IV se ajusta perfeitamente à profecia de Daniel 8:
a) Dan. 8:9 – Ainda de um deles (de um dos 4 chifres) saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.”
A história nos confirma que Antíoco Epifânio IV foi o oitavo governador da dinastia dos Selêucidas. Saiu portanto de um dos quatro chifres do bode peludo (Grécia). Ele reinou de 175 a 164 AC. A Bíblia diz que esse rei cresceria muito para o sul. Observem o que diz o historiador Flávio Josefo:
A profunda paz que Antíoco gozava e o desprezo que ele tinha pela pouca idade dos filhos de Ptolomeu, que os tornava incapaz de tomar conhecimento das coisas, fé-lo conceber a idéia de conquistar o Egito. Declarou guerra, e entrou no país com um poderoso exército; foi diretamente a Pelusa, enganou o rei Filopator, tomou Mênfiz e marchou para Alexandria, para se apoderar da cidade da pessoa do rei.” História dos Hebreus, p. 286.

Geograficamente Egito situava-se ao sul, exatamente como previu o profeta Daniel. Como a dinastia dos Selêucidas já tinha o domínio do oriente, desde a divisão do império greco-macedônico, conforme previsto pela profecia bíblica, as Sagradas Escrituras dizem ainda que esse rei cresceria para a “terra formosa” (Jerusalém). Teria Antíoco Epifânio IV prosperado no intento contra Jerusalém? Teria ele profanado o templo? Para desespero dos que defendem a idéia da purificação do santuário celestial a partir de 1844, a resposta é: SIM. Esse homem fez coisas terríveis contra os judeus. A esse respeito Flávio Josefo escreveu o seguinte:


No vigésimo quinto dia do mês, que os hebreus chamam de Quisleu e os macedônios, Apeleu, na centésima qüinquagésima terceira Olimpíada, ele (Antíoco Epifânio IV) voltou a Jerusalém e não perdoou nem mesmo aos que o receberam na esperança de que ele não faria nenhum ato de hostilidade. Sua insaciável avareza fez com que ele não temesse violar também a sua fé para despojar o templo de tantas riquezas de que sabia estava ele cheio. Tomou os vasos consagrados a Deus, os candelabros de ouro, a mesa sobre a qual se punham os pães da proposição e os turíbulos. Levou mesmo as tapeçarias de escarlate e os linhos finos, pilhou os tesouros, que tinham ficado escondidos por muito tempo; afinal, nada lá deixou.E para cúmulo de maldade proibiu aos judeus de oferecer a Deus os sacrifícios ordinários, segundo sua lei a isso os obrigava. Depois de ter assim saqueado toda a cidade, mandou matar uma parte dos habitantes e fez levar dez mil escravos com suas mulheres e filhos, mandou queimar os mais belos edifícios, destruiu as muralhas, e construiu, na cidade baixa, uma fortaleza com grandes torres, que dominavam o templo e lá colocou uma guarnição de macedônios, entre os quais estavam vários judeus maus e tão ímpios, que não havia males que eles não infligissem aos habitantes. Mandou também construir um altar no templo e lá fez sacrificar porcos, o que era uma das coisas mais contrárias à nossa religião.Obrigou então os judeus a renunciarem ao culto do verdadeiro Deus, para adorar seus ídolos, ordenaram que se lhes construíssem templos em todas as cidades e determinou que não se passasse um dia, que lá não se imolassem porcos. Proibiu também aos judeus, sob penas graves, que circuncidassem seus filhos e nomeou fiscais para vigiarem se eles observavam suas determinações, as leis que ele impunha, e obrigá-los a isso, se recusassem. A maior parte do povo obedeceu-lhe, fé-lo voluntariamente ou de medo; mas essas ameaças não puderam impedir aos que tinham virtude e generosidade, de observar as leis de seus pais; o cruel príncipe os fazia morrer, por vários tormentos. Depois de os ter feito retalhar a golpes de chicote, sua horrível desumanidade não se contentava de faze-los crucificar, mas enquanto respiravam, ainda fazia enforcar e estrangular, perto deles, suas mulheres e os filhos que tinham sido circuncidados. Mandava queimar todos os livros das Sagradas Escrituras e não perdoava a um só de todos aqueles em cujas casas os encontrava.” História dos Hebreus, p. 287.
O historiador Flávio Josefo menciona a data de 25 de Quisleu, como início da oferta de sacrifícios impuros. No entanto, a invasão e profanação ocorreu um pouco antes, em 15 de Quisleu de 145 (Ano Selêucida que corresponde a 10 de dezembro de 168 AC do calendário Juliano), conforme registrado pelo historiador Judas Macabeus em I Mac. 1:37-54, com a introdução da abominação desoladora sobre o altar dos holocaustos, ou seja, a ereção do altar do deus pagão Zeus ou Júpiter. Em 25 de Quisleu de 148 (ano 165 AC do calendário Juliano), o templo foi purificado e reedificado ao Senhor por Judas Macabeus, conforme I Mac. 1:54.
Contando o tempo desde a introdução da abominação no templo, em 15 de Quisleu de 145 (10 de dezembro de 168 AC pelo calendário Juliano), até 25 de Quisleu de 148 (20 de dezembro de 165 AC pelo calendário Juliano), temos 3 anos e 10 dias, ou seja, 1105 dias (365 x 3 + 10), faltando para 1150, apenas 45 dias.
Segundo a nota de rodapé da Bíblia católica – Ed. Paulinas, Pontifício Instituto Bíblico de Roma, o dia 15 de Quisleu corresponde a 10 de dezembro de 168 AC, e conforme Braley em “A Negleted Era”, o decreto contra a religião judaica emitido por Antíoco Epifânio IV e descrito em I Mac. 1:41, foi enviado em 25 de outubro de 168 AC. Ora, de 25 de outubro até 10 de dezembro, temos 45 dias. Somando 1105 dias + 45 dias, temos um total de 1150 dias.
b) Dan. 8:10-11 – “E se engrandeceu até o exército do céu; e lançou por terra algumas das estrelas desse exército, e as pisou. Sim, ele se engrandeceu até o príncipe do exército; e lhe tirou o holocausto contínuo, e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo.”
Esta passagem bíblica não está falando de seres celestiais, porque nenhum império, nem sequer Roma lançou por terra seres celestiais.. A Bíblia define da seguinte maneira:


  • Os filhos de Jacó são descritos no sonho de José como “estrelas”. Gênesis 37:9

  • Os governantes judeus são chamados “exércitos dos céus no alto”. Isaías 24:21

  • O termo “príncipe do exército” tem o significado de cabeça, chefe, general, administrador, etc. Neste caso seria o sumo sacerdote do templo judaico. Quando Antíoco Epifânio IV se engrandeceu contra o príncipe do santuário, ele literalmente fez isto contra o sumo sacerdote Onias III, ao enviá-lo ao exílio e, mais tarde, mandou matá-lo da maneira mais cruel.

c) Dan. 8:25 – “...mas será quebrado sem intervir mão de homem.”


A história nos confirma que Antíoco Epifânio IV saiu de cena por motivo de uma doença incurável. Uma profecia cumprida nos mínimos detalhes.

IV – UMA PROFECIA PARA O TEMPO DO FIM


Muitos teólogos insistem na idéia de que a profecia de Daniel 8 terá seu clímax no tempo do fim, ao citarem Dan. 8:17, 19 e 26. Será que o tempo do fim ali mencionado não se refere ao fim do tempo destinado ao império grego? É a conclusão que se chega ao analisar Daniel 11. O referido capítulo é uma continuidade de Daniel 8, pois trata da destruição da Medo-Pérsia pela Grécia, a divisão da Grécia em quatro e o conflito no tempo do fim entre as duas dinastias gregas sobreviventes: selêucidas do lado norte e ptolomeus do lado sul. Todo o contexto do capítulo trata deste assunto. Informa que o império medo-persa será destruído pelo rei da Grécia; o reino será dividido em quatro; ocorrerá a guerra entre o rei do sul e o rei do norte). Confira pela Bíblia:
Eu, pois, no primeiro ano de Dario, medo, levantei-me para o animar e fortalecer. E agora te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto será cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, esforçando-se com as suas riquezas, agitará todos contra o reino da Grécia. Depois se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver. Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade, nem tão pouco segundo o poder com que reinou, porque o seu reino será arrancado, e passará a outros. ...Então o rei do sul se exasperará e sairá e pelejará contra ele, contra o rei do Norte; ele porá em campo grande multidão, e a multidão será entregue na sua mão.” Daniel 11:1-4 e 11.
Os defensores da doutrina de uma purificação do santuário a partir de 1844, divergem sobre o capítulo 11 de Daniel:


  • O teólogo C. Mervyn Maxwell em seu livro “Uma nova era segundo as profecias de Daniel”, p. 299, impresso pela Casa Publicadora Brasileira, admite que o rei do norte é representado pelo império selêucida (Seleuco) e o rei do sul, representado pelo império ptolemaico (Ptolomeus). O referido teólogo também escreveu na página 293 que “A linguagem de Daniel 11 é considerada ‘literal’, no sentido de não ser simbólica na modalidade em que o é a linguagem dos capítulos 2, 7 e 8.”




  • Já o teólogo Mark Finley em seu livro “Revelando os Mistério de Daniel” p. 137, impresso pela Casa Publicadora Brasileira, tem uma opinião completamente diferente. Para ele o rei do norte é representado pelo papado e o rei do sul é representado pelo ateísmo atual. Ele diverge do seu companheiro Maxwell, ao afirmar que Daniel 11 é expresso em linguagem simbólica. Eis o que ele escreveu:

Em Daniel 11, aparecem dois novos símbolos: o rei do Norte e o rei do Sul. O rei do Norte já foi identificado com o nome de anticristo. O rei do Sul também recebeu sua identificação com o cognome de ‘poder do ateísmo’. Diz o verso 40: ‘No fim do tempo o rei do Sul lutará com ele...’ Um conflito entre o ateísmo e a falsa religião ou o rei do Norte. ‘...E o rei do Norte virá como turbilhão contra ele; com carros, cavaleiros e com muitos navios; e entrará nos países, e os inundará, e passará para adiante.’ O ateísmo iria ser derrotado, Estava escrito. Surpreendente! Poderíamos nós perceber o cumprimento dessa profecia em nossos dias? A queda do ateísmo?”
A questão abordada pelo teólogo Mark Finley apresenta algumas falhas. Vejamos:


  1. A verdade é que TODO o capítulo 11 de Daniel trata sobre a luta entre os selêucidas e ptolomeus (duas dinastias gregas). Nada a ver com o ateísmo e papado. O objetivo é tirar o foco dos fatos que verdadeiramente ocorreram. Em Daniel 11:31 lemos o seguinte: “E estarão ao lado dele (rei do norte – Antíoco Epifânio IV), forças que profanarão o santuário, isto é, a fortaleza, e tirarão o holocausto contínuo, estabelecendo a transgressão desoladora.” Os selêucidas, no comando de Antíoco Epifânio IV, profanaram o santuário terrestre dos judeus e tiraram temporariamente o holocausto contínuo. Não foi o papado que fez isto, pelas razões já expostas anteriormente. O papado fez outras crueldades durante o período de 538 a 1798 AD.

  2. A narrativa do Sr. Mark Finley não condiz com a realidade histórica da queda do comunismo. Isto porque, o comunismo ruiu sem guerra. No entanto a Bíblia diz que haveria um conflito militar. As expressões usadas indicam isto claramente: “virá como turbilhão”, “carros, cavaleiros e com muitos navios” e “entrará nos países e os inundará”. Não há registros históricos de que o papado tivesse entrado na extinta União Soviética com “carros, cavaleiros e muitos navios”. Tudo muito estranho.

V – JUÍZO INVESTIGATIVO A PARTIR DE 1844
Analisando alguns dos fundamentos principais dos que defendem a purificação do santuário e conseqüente instalação do juízo investigativo a partir de 1844, concluímos que a referida doutrina não tem base bíblica. Vamos analisar algumas importantes questões:
a) Será que os salvos terão que passar pelo processo do juízo investigativo a partir de 1844?
A Bíblia afirma que os salvos não passarão pelo juízo:
Em verdade, em verdade vos digo, que quem ouve a Minha palavra, e crê nAquele que Me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.” João 5:24.
Muito diferente é a opinião da Sra. Ellen G. White, que escreveu o seguinte sobre o assunto:
Assistido por anjos celestiais, nosso grande Sumo Sacerdote entra no lugar santíssimo, e ali comparece à presença de Deus a fim de se entregar aos últimos atos de Seu ministério em prol do homem, a saber: realizar a obra do juízo de investigação e fazer expiação por todos os que verificarem com direito aos benefícios da mesma.” O Grande Conflito, p. 484
Durante dezoito séculos este ministério continuou no primeiro compartimento do santuário. O sangue de Cristo, oferecido em favor dos crentes arrependidos, assegurava-lhes perdão e aceitação perante o Pai; contudo, ainda permaneciam seus pecados nos livros de registro. ...a purificação real do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção, ou apagamento dos pecados que ali estão registrados. Mas antes que isto possa se cumprir, deve haver um exame dos livros de registro para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação. ...o terminarem em 1844 os 2300 dias, entrou Ele então no lugar santíssimo do santuário celeste, a fim de levar a efeito a obra final da expiação, preparatória à Sua vinda.” O Grande Conflito, pp. 420 e 421.
Os que no juízo forem havidos por dignos, terão parte na ressurreição dos justos....” O Grande Conflito, p. 486.
Por que nenhum texto bíblico é mencionado pela Sra. Ellen G. White? É porque na Bíblia não há tal ensinamento. No Calvário o Messias cumpriu tudo para nos salvar. Não fez nada pela metade. A partir do “está consumado” todos os pecados confessados sob o velho pacto e dos que criam nEle, a partir daquele instante estavam cancelados. A Bíblia confirma isto:
Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados. ...Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as Minhas leis em seus corações, e as escreverei em seu entendimento, acrescenta: E não Me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado.” Heb. 10:14-18.
Como pode alguém aperfeiçoado, ainda depender deste juízo? Os conversos eram batizados e tinham seus pecados apagados no ato:
Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” Atos 2:38.
Segundo a Sra. Ellen G. White a pessoa só é declarada salva após o juízo investigativo, isto é, a partir de 1844. Com base neste argumento, como ficam os casos das pessoas que já foram declaradas salvas antes do juízo investigativo de 1844? Alguns exemplos:
1) Ladrão na cruz. “E disse-lhes Jesus: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso. Luc. 23:43.
2) Abraão, Isaque e Jacó. “Mas Eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus.” Mat. 8:11.
3) Moisés e Elias. Os dois foram vistos na companhia de Cristo em Seu futuro reino, numa visão apresentada aos discípulos Pedro, Tiago e João no monte da transfiguração. Mat. 16:28 e 17:1-9.
4) Abel, Enoque, Noé e muitos outros, considerados os heróis da fé, conforme Hebreus 11.
b) De acordo com a Palavra de Deus, haverá necessidade de um juízo para identificar os salvos?
Temos a certeza que Deus conhece plenamente os Seus: “Todavia o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os Seus e: Aparte-se da injustiça todo aquele que profere o nome do Senhor.” II Tim. 2:19.
Da mesma forma Jesus também conhece os Seus: “Eu sou o bom Pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem.” João 10:14.
VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os assuntos abordados até aqui são de extrema importância para a nossa salvação. Cada tema apresentado revela minúcias e provas suficientes para fazer desmoronar toda uma estrutura, lamentavelmente construída sobre areia. Os três temas abordados estão intimamente interligados. O objetivo é mostrar o esforço feito por muitos teólogos em conduzir enganosamente a frágil criatura de Deus, muitas vezes sem condições para discernir o falso do verdadeiro, por não ter acesso aos materiais de pesquisa. Os falsos mestres omitem frases dentro de um versículo com intuito de esconder seus cruéis objetivos. Ao interpretarem uma determinada passagem bíblica, torcem o sentido da mesma, conduzindo o leitor para uma falsa compreensão. A seguir, um resumo dos temas apresentados:
A – COMO ENTENDER O ASSUNTO DOS DOIS BODES E A EXPIAÇÃO
Uma vez ao ano, no dia 10 do 7o. mês, realizava-se a purificação do Santuário. Da congregação de Israel tomavam-se dois bodes para se fazer a expiação pelo pecado. Um sorteio era feito para designar a função de cada bode. Um deles era sacrificado e o outro era considerado bode emissário. Em relação a este assunto, os enganos apresentam-se de forma muito sutil. Vamos por etapas:
A falsa tese defendida por muitos teólogos é a seguinte: Jesus representava o bode que era sacrificado e Satanás representava o bode emissário.
Exatamente aí é que se pratica um dos maiores enganos. A Bíblia diz em Lev. 16:5,10 e 22 que os dois bodes eram para fazer a expiação pelo pecado. Os dois bodes tinham que ser perfeitos. Por serem tão semelhantes e para designar a função de cada bode era necessário fazer um sorteio. Dizer que um era Jesus e o outro era Satanás é aceitar o inaceitável. Neste momento precisamos usar o raciocínio que Deus nos deu. Se os dois bodes eram semelhantes e perfeitos como pode um ser Jesus e o outro Satanás? Aceitando esta falsa doutrina, estamos colocando Satanás em igualdade com o nosso Salvador. Está achando estranho? A verdade é que o Senhor Jesus é o único que pode expiar os nossos pecados. Ao aceitar Satanás como sendo o outro bode, é admitir que o inimigo de Deus participe da expiação. A Bíblia diz que ambos os bodes são para expiação pelos pecados. Ora, se ambos os bodes eram para se fazer expiação, o bode emissário não pode ser Satanás. Isto seria admitir que Jesus depende de ajuda do diabo para realizar a salvação do homem. Os pecados perdoados não são lançados sobre Satanás. Não há passagem bíblica que prove isto. Em total contradição bíblica, a Sra. Ellen G. White escreveu o seguinte: “...ao completar-se a obra de expiação no santuário celestial, na presença de Deus e dos anjos do Céu e do exército dos remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus; ...” O Grande Conflito, Capítulo 41 – Sra Desolada a Terra?, p. 655. É muito grave tal concepção. Lembramos que sem o trabalho do bode emissário, o serviço de expiação do santuário seria incompleto.
Sobre isto a Sra. Ellen G. White escreveu o seguinte: “...a purificação real do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção, ou apagamento dos pecados que ali estão registrados.” O Grande Conflito, p. 420.
Analisando esta frase, ela também concorda que a purificação real do santuário só será completa quando os pecados forem removidos do santuário. Erra, no entanto, ao afirmar mais adiante que esta remoção é efetuada por Satanás. Ora, remover significa também apagar. Então Satanás apagará os nossos pecados?
A verdade é que os dois bodes representam as duas etapas da obra de Cristo: morrer e levar para fora do arraial nossas culpas. Sem o trabalho do bode emissário, o serviço de expiação do Santuário seria incompleto. Segundo a Palavra de Deus, os pecados perdoados são lançados sobre Jesus, o nosso Salvador. Ele é o único que levou sobre Si as nossas iniqüidades (Isaías 53:4-12). Simbolicamente o bode emissário era levado ao deserto. Da mesma forma o Messias teve que morrer fora da cidade. (ver Hebreus 13:11 e 12). Quando Jesus morreu no Calvário, Ele completou ali a expiação. O caminho abriu-se para o santíssimo por meio do Senhor Jesus (ver Heb. 10:19).
Mas por quê colocar Satanás como bode emissário? Poucas pessoas conseguem discernir esse monumental engano. O objetivo é conduzir o raciocínio das pessoas para a outra tese enganosa, ou seja, associar a idéia da prisão de Satanás a uma Terra vazia.
B - COMO SERÁ A PRISÃO DE SATANÁS DURANTE O MILÊNIO?
Há uma seqüência de erros para os quais não há provas bíblicas. O bode emissário é enviado para o deserto, carregando sobre si os pecados confessados e perdoados de todo o povo de Deus. De forma equivocada consideram o bode emissário como sendo Satanás. Para os que aceitam a idéia de uma participação de Satanás na expiação, associam o banimento de Satanás ao deserto como sendo a prisão de Satanás em uma Terra desabitada e vazia durante o milênio. Interpretam erroneamente a Bíblia ao admitirem que Satanás terá acesso a outros mundos, tentando-os e molestando-os, até o momento de sua prisão circunstancial a se concretizar durante o período do milênio.
Não tomam como base a Bíblia, mas as palavras da Sra. Ellen G. White: O Grande Conflito – Capítulo 41 – Será desolada a Terra? pp. 655 e 656 – “Restrito à Terra, não terá acesso a outros mundos, para tentar e molestar os que jamais caíram. ... Satanás vagueará de um lugar para outro na Terra desolada, ...”
A Bíblia descreve o evento de maneira bem diferente: “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. Lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não enganasse as nações, até que os mil anos se completassem.” Apoc. 20:1-3.
De onde extraiu a Sra. Ellen G. White a idéia de que Satanás estaria tentando e molestando outros mundos ainda nos dias de hoje? Está escrito na Palavra de Deus que logo após o conflito que houve no Céu, Satanás e seus anjos foram lançados na Terra. Se quiserem confirmar leiam as seguintes passagens: Apoc. 12:7-9, 12 e 13. A Bíblia diz que o Diabo será lançado no abismo para que “mais não enganasse as nações”. Em parte alguma deste capítulo fala em terra vazia. Ao contrário, a prisão de Satanás dar-se-á porque haverá nações na Terra durante o milênio, e que não deveriam mais ser vítimas dele. Um pensamento totalmente equivocado da Sra. Ellen G. White ao afirmar que: “...ninguém ficou de resto, sobre quem ele possa exercer seu poder.” O Grande Conflito, Capítulo 41, Será Desolada a Terra?, p. 656. A Bíblia diz o contrário: “Por isso a maldição consome a terra; e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.” Isaías 24:6. No livro “O Grande Conflito”, Capítulo 41 – Será Desolada a Terra?, p. 654, 18a. edição, a Sra. Ellen G. White cometeu um gravíssimo erro, ao transcrever a passagem bíblica de Isaías 24:6 desta maneira: “Por isso a maldição consome a Terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da Terra.” Perceberam o erro? Ela propositadamente omitiu a parte final e poucos homens restarão”. Por que isto? Porque esta frase traria muitos dissabores, dentro do pensamento que ela tentou impor. A terra não será totalmente destruída, mas poucos homens sobreviverão ao holocausto final da guerra do Armagedon.
Satanás será lançado no abismo. Abismo, segundo as Escrituras Sagradas, é um lugar profundo, escuro e envolvente. Quem se achar num lugar deste, não poderá mexer-se ou locomover-se e estará incomunicável. A Bíblia nos fornece dados sobre o abismo:

a) Como sepultura – Salmos 30:3

b) Fontes do abismo, fontes de águas debaixo da superfície – Gên. 7:11 e 8:2.

c) O abismo onde esteve Jonas – Jonas 2:5-6

d) Coré, Datã, Abirão descem vivos ao abismo - Números 16:30-33
Por estes versículos não é possível imaginar que a face da Terra seja um abismo. Certa feita Jesus deparou-Se com os endemoninhados gadarenos que Lhe perguntaram:
E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste atormentar-nos antes do tempo?” Mat. 8:29 “E rogavam-Lhe que os não mandasse para o abismo.” Luc. 8:31.
Meditemos nestas duas revelações importantes:

a) Superfície da Terra não é um abismo, pois se fosse, estes demônios não iriam rogar que não os mandasse para o abismo, pois já estariam nele.



b) O abismo ser-lhes-ia um lugar de tormentos e eles sabiam que futuramente iriam para lá, porém não lhes era ainda chegada a hora.
O profeta Isaías já havia profetizado sobre o destino de Satanás:
Como caíste do céu, ó estrela da manhã, ...e contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.” Isaías 14:12-14.
Comparar a Terra durante o milênio com a Terra na criação é fantasia. A Terra no princípio da criação não era um deserto. A Terra ou a parte sólida estava totalmente envolta pelas águas como que dentro de um vestido (Salmos 104:5-9). Esta situação não voltará a se repetir.
Como entender a Terra vazia em Jeremias 4:23-26, citado pela Sra. Ellen G. White em seu livro “O Grande Conflito”, Capítulo 41 – Será Desolada a Terra?, p. 655? A terra vazia que Jeremias viu refere-se à cidade de Jerusalém e seus contornos, devastados pelo exército de Nabucodonosor, antes do exílio babilônico de 70 anos. Basta ler os versículos anteriores e os posteriores, os quais lançam luz sobre o assunto. Contrariando a hermenêutica, a Sra. Ellen G. White ficou apenas com alguns versículos isolados, cometendo mais um grave erro.
Mais uma vez a Sra. Ellen G. White omitiu intencionalmente o versículo seguinte, isto é, Jeremias 4:27, que diz o seguinte: “Porque assim diz o Senhor: Toda esta terra será assolada; de todo, porém, a não consumirei.” O relato a seguir mostra que Deus cumpriu a Sua promessa (Jeremias 4:29). Diz a Bíblia que os sobreviventes de Jerusalém e das cidades de Judá fugiram para as montanhas. Até neste caso houve sobreviventes. Por que a Sra. Ellen G. White omitiu esta passagem bíblica?
A Bíblia prova-nos que a Terra nunca mais estará vazia, pois Ele a criou para ser habitada (Isa.45:18). O nosso Deus, sempre cumpriu as Suas promessas. Por que não acreditar nEle?
Diante de todos estes fatos, não há lógica em sustentar uma doutrina de que haverá uma purificação do santuário a partir de 1844. Eis as razões:
a) Quando Jesus morreu, o véu que fazia separação entre o lugar Santo e o Santíssimo, no Templo, rasgou-se de alto a baixo (Mat. 27:50-51). Isto significa que a partir de então estava aberto o caminho e todo o crente tem acesso ao Pai, por meio de nosso Senhor Jesus.
b) Os pecados confessados e perdoados pelo povo de Deus não mais estão registrados nos livros celestiais. Porque no momento em que aceitamos a Jesus como nosso Salvador, aceitamos a Lei de Deus como regra de nossa vida e havendo arrependimento e uma genuína conversão, os nossos pecados são imediatamente apagados (Jeremias 31:33-34; Atos 3:19; Miquéias 7:19). Deus diz que não mais se lembrará dos nossos pecados quando Ele nos perdoa. Ele diz que quando nos arrependemos e nos convertemos os nossos pecados são apagados. Ele diz também que lança os nossos pecados nas profundezas do mar. Ao Ele fazer tudo isto, porque insistir na idéia de que nossos pecados permanecem registrados nos livros celestiais? É Satanás quem não esquece e sempre lança diante de nós os pecados já confessados e perdoados por Deus.
c) Tendo a expiação sido completada na cruz, cai por terra toda a seqüência de fatos apresentados pelos defensores de uma purificação do santuário celestial, tais como: transferir sobre o bode emissário (Satanás) os pecados do povo de Deus e o seu banimento ao deserto (Terra vazia e desabitada) durante o milênio. Seria negar a eficácia de Cristo no Calvário. Os nossos pecados foram lançados sobre Jesus e não sobre Satanás.
d) Não há necessidade de uma investigação para saber se Moisés, Enoque, Davi, Abraão, Isaque, Jacó e tantos outros farão ou não parte da primeira ressurreição. De acordo com a Bíblia, Deus conhece os Seus (II Tim. 2:19) e o Filho de Deus também conhece os Seus (João 10:14).
e) Jesus quando subiu ao Céu, assentou-Se a destra de Deus, no lugar Santíssimo ou Santo dos Santos do Santuário celestial (Heb. 8:1; 9:12 e 10:12). Deus sempre Se fazia presente no lugar Santíssimo do santuário terrestre. Sendo assim, não é diferente no Santuário celestial.

Concluindo, temos num lado a Palavra de Deus e no outro lado a palavra dos homens e suas filosofias enganosas. Todos devem cavar fundo e procurar as gemas da verdade. Jesus disse: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.” João 5:39. Nossa contribuição é apresentar os fatos tais quais são apresentados na Bíblia e buscar através a história a confirmação dos mesmos. A promessa é segura: “Buscai e achareis.” As pesquisas são fundamentais. Cada pessoa deve pesquisar individualmente e raciocinar por si mesma. O inimigo fica muito irado quando alguém apresenta a verdade. Ele se utiliza de seus mensageiros, para atacar com total desrespeito aqueles que estudam a Palavra de Deus. Quem tem a verdade não precisa se alterar e se tornar agressivo. É impossível esconder a verdade. Ela é luz e sendo luz, desfará todas as trevas automaticamente. Por isso, a conduta de cada pessoa revelar-se-á neste processo, se é de Deus ou de Satanás. Cada pessoa deve saber discernir o falso do verdadeiro.
Obs.: O livro de Macabeus foi mencionado neste trabalho apenas para completar um fato histórico e não para defender uma questão teológica.
Que Deus conceda Suas bênçãos a todos.


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