O sr. Beto albuquerque



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Encontro29.07.2016
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O SR. BETO ALBUQUERQUE (Bloco/PSB-RS. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, reproduzo o pronunciamento proferido pelo Deputado Estadual no Rio Grande do Sul, Heitor Schuch, que relata a grave situação enfrentada pelos trabalhadores brasileiros que trabalham nas empresas reflorestadoras em Rivera, Uruguai, inclusive com ocorrências de trabalho semi-escravo. Aproveito para registrar que estou encaminhando igual denúncia ao Ministério das Relações Exteriores, já que o assunto, por sua gravidade, requer providências urgentes, para o que conto com o engajamento de meus nobres pares.
“ Venho a esta tribuna para denunciar um fato que muito me entristece, principalmente por eu ser oriundo e representar uma categoria bastante desprotegida como os assalariados rurais. Falarei aqui sobre trabalho semi-escravo.

Infelizmente, em pleno século vinte e um, a barbárie continua. Além das guerras burras que comprometem a paz mundial, com mandatários de países que ignoram os apelos de milhares de pessoas, pela paz, feitos nos quatro cantos do planeta.

Temos também, de tempos em tempos, denúncias de trabalho escravo, especialmente no campo. No último sábado recebei denúncias do vereador de Santana do Livramento, Cláudio Coronel, sobre a ocorrência de trabalho semi-escravo em Rivera, no Uruguai. A denúncia foi encaminhada por fiscais para o Ministério do Trabalho e Seguridade Social do Uruguai, já que foi constatado que um grupo de brasileiros estaria trabalhando em condições subumanas em uma empresa chilena de reflorestamento chamada ConeSur, que detém aproximadamente 5 mil hectares de reflorestamento.

Esses brasileiros, além de não terem os direitos previdenciários assegurados, receberiam um salário inferior a R$ 140 por mês. E como se não bastasse, teriam ainda descontada a sua alimentação, além de trabalharem sem os equipamentos de proteção e compartilharem alojamentos em péssimas condições. Segundo as denúncias "os brasileiros dormiriam no chão, comeriam sobras, vestiriam roupas esfarrapadas e, em alguns casos, ainda apresentariam ferimentos que não receberam cuidados médicos adequados".



Senhoras e senhores deputados, este caso, que não é o primeiro, precisa ser investigado. Não podemos admitir que, depois de tantas conquistas obtidas pela sociedade, situações como esta ainda persistam. Amanhã estarei entregando à Comissão de Direitos Humanos estas denúncias. Também estarei repassando os documentos ao presidente desta Casa, Vilson Covatti, para que, quando de sua visita ao Uruguai nesta semana, inclua em sua pauta um pedido de informação a respeito deste assunto ao governo do país vizinho, já que não é a primeira vez que temos esse tipo de denúncia. “
É o que tinha a registrar.
Beto Albuquerque

Deputado Federal – PSB/RS


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