O sr. Gerson gabrielli



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Encontro01.08.2016
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O SR. GERSON GABRIELLI (PFL - BA) pronuncia o seguinte discurso: Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, brasileiros ex-moradores de Brazzaville, Capital da República Popular do Congo, testemunham o que lá ouviram, anos após ocorrido o evento.

Como diziam, uma equipe brasileira, em torno de 1970, pacificou os Congos: literalmente, por inverossímil que possa parecer. Tratou-se de um fugaz entendimento de cessar-fogo entre a citada Brazzaville e Kinshasa, Capital da República Democrática do Congo, antes Zaire, Congo belga quando colônia.

São cidades separadas por um rio, é verdade, e então pela guerra, tragédia obstinada da história da humanidade, embora unidas por uma ponte, se não também pelo mesmo idioma, o francês.

Pelo idioma e pelo esporte bretão. Três apresentações do Santos Futebol Clube, que aqui vimos homenagear pela passagem de seus 90 gloriosos anos de existência, originaram o milagre. A guerra parou para vê-las.


E o homenageado viera com tudo. Com a fama de dois Mundiais Interclubes, em 1962 e 1963. Com a vinda do rei do futebol e atleta do século XX, Pelé. Além de, mais importante, com a apresentação do futebol arte, contribuição brasileira ímpar na história do esporte. Aí, a ginga malemolente, a malícia nacional, na acepção mais genuína da palavra, a que sublima o mal, transforma o ódio em amor e o sangrento conflito em paz. Que Bush e Hussein sintam o exemplo do Leão do Mar! Ele não mordeu, fez gol, cuja alegria contagiante, evitou a morte inútil nos combates.

Não poderia ser de outra forma para um brioso Santos.

No dia e hora do seu nascimento, 14 de abril de 1912, às 10h33min, o local de “maternidade” foi o salão do Clube Concórdia, cujo nome não deixa mentir.

No batismo que se seguiu teve, além da proposta vencedora, três denominações competindo entre si: Associação Esportiva Brasil, que dispensa comentário, Concórdia Futebol Clube, em homenagem ao nascedouro, e África Futebol Clube, homenagem ao negro, etnia de contribuição inestimável à


construção do País.

Seria predestinação? Sim, foi de Pelé, que o Santos recebeu o privilégio de contar com o maior jogador de todos os tempos, e foi em excursão pela África, que um punhado de brasileiros paramos a guerra e mostramos ao mundo o ideal olímpico da paz na prática, longe do ar condicionado dos “cartolas”. Durou menos de sete dias, é verdade, mas, hoje, os protestos do mundo não o conseguem nem mesmo por sete minutos. Nosso futebol santista “deu a bola”: a do tiro-de-meta como sucedâneo do tiro de canhão.

Predestinação de uma vida inteira, porém, é a que consta do jornal de Santos, A Tribuna, em reportagem do dia seguinte à fundação do clube: “Santos Football Club – Com o nome supra, acaba de ser fundado nesta cidade um clube de futebol destinado, por certo, a uma vida longa e plena de vitórias, para o que conta com os melhores elementos desta terra.”

Quanto à vida longa, os 90 anos desta homenagem o confirmam. Quanto às vitórias, não foram poucas. A melhor equipe das Américas do século XX, por muitos assim


considerada, que é o atual campeão do Brasil, além do mencionado bicampeonado mundial, foi campeã em todas as competições futebolísticas de importância no decurso da vida. O Santos foi quinze vezes campeão paulista, duas vezes da Libertadores das Américas, cinco vezes da Taça Brasil, campeão da Taça Roberto Gomes Pedrosa, heptacampeão brasileiro.

Um fenômeno para um clube, uma alegria para o torcedor, uma glória para a pátria do futebol.

Fique claro, porém: o time do Peixe não é só Pelé. Para falar apenas de outros bicampeões mundiais interclubes, cite-se Zito e Gilmar. E hoje, lembre-se de Diego e Robinho, que desponta como um novo Pelé, do século XXI.

Mas, gratos, a memória nos faz destacar igualmente o primeiro presidente, Sizino Patusca, o primeiro técnico, Urbano Caldeira, e a primeira equipe, formada por Fauvel, Sidney e

Arantes; Ernani, Oscar e Montenegro; Millon, Hugo, Nilo, Naylor e, enfim, Arnaldo Silveira, o autor do primeiro gol, prenunciador dos 1091 do santista rei do futebol.
“Quem dá bola é o Santos” diz o hino oficioso do clube. E o Santos deu a bola em São Paulo, no Brasil e no mundo, tendo sido campeão nos três níveis político-geográficos. A letra do hino oficial dá o porquê: o Santos é o motivo de todo riso, lágrima e emoção que vive no coração do torcedor. Por isso que o torcedor de Vila Belmiro dá o sangue, na luta de fé e glória pelo time em que nasce e vive. E quer morrer.

A ti, Santos, aos 90 anos, mais pelés e mais robinhos. E gols, muitos gols. Santistas, bola pra frente!



Muito obrigado.
Catálogo: sileg -> integras
integras -> Pronunciamento do Deputado Edinho Bez (pmdb-sc), em de abril de 2011 na Câmara dos Deputados sobre Reforma Tributária dando ênfase, nesta oportunidade, sobre a desoneração da folha de pagamentos
integras -> O sr. José pimentel – pt-ce (Pronuncia o seguinte discurso)
integras -> CÂmara dos deputados projeto de lei n.º 502, de 2003
integras -> Pronunciamento do deputado luiz moreira na sessão ordinária da câmara, em 24 de abril de 2002
integras -> A diversidade cultural brasileira sob o olhar de um deputado federal
integras -> Discurso proferido pelo deputado Sérgio Caiado
integras -> SR. carlos de souza
integras -> SR. giacobo (bloco pl/ pr) pronuncia o seguinte discurso Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados
integras -> Pronunciamento do deputado manato, pdt/ES, na tribuna da câmara, em sessão do dia 22 de outubro de 2003
integras -> Deputado vitor penido


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