O sr. Marcus vicente



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Encontro25.07.2016
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O SR. MARCUS VICENTE (pPB - ES) pronuncia o seguinte discurso — Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, não são recentes as tentativas da ONU, em especial por meio de seu Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, de avaliar as condições de desenvolvimento dos países a ela afiliados.

A coisa toda começou por uma espécie de indicador coringa, que serviu por muito tempo para que se tivesse uma idéia de a quantas as nações andavam, em comparação umas com as outras. Foi quando o valor do produto nacional bruto per capita (gross domestic product) prosperou, amplamente difundiu-se pelo mundo, e veio a imperar. (No Brasil, de algumas décadas para cá, substituído pelo produto interno bruto, o conhecido PIB.)

PIB ou PNB per capita, o fato é que ambos medem a renda individual dos cidadãos, e tão-só ela. E a renda por habitante tanto peca por desconsiderar solenemente sua própria distribuição quanto por ser um indicador, diga-se, monodimensional: é um índice simples, monocórdio, que não pondera nada. Ou, melhor, é um valor só, cuja ponderação é de 100%.

Por isto, foi muito criticado e então substituído pelo chamado Índice de Desenvolvimento Humano ou IDH, índice este ponderado e constituído de três medidas: a mesma renda por cabeça, o estado educacional do povo e a situação de sua saúde, esta medida pela expectativa de vida da população. O sucesso foi avassalador. E acabou-se classificando as nações em nações de desenvolvimento baixo, IDH entre 0,000 e 0,499; médio, entre 0,500 e 0,799; e alto, entre 0,800 e 1,000.

Considerações bem mais recentes, levaram ao IDH-M – M de municipal –, em que se modificou o critério de avaliação da educação, para núcleos sociais menores. Ora, o Novo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, sobre o IDH-M brasileiro, projeto do IPEA, da Fundação João Pinheiro (MG) e do PNUD, é no mínimo alvissareiro.

Começa que nos nove anos que mediaram entre 1991 e 2000, nosso IDH-M passou de 0,709 para 0,764, em incremento nada modesto. Ademais, aumentou em absolutamente todos os Estados no período e em praticamente todos (99,87%) os municípios do País.

Dos municípios que em 1991 tinham desenvolvimento baixo, 97,7% passaram a médio. Seja, em 1991 havia 995 Municípios em desenvolvimento baixo, número que caiu para insignificantes 23 localidades. A par disso, nos nove anos, o número de Municípios de alto desenvolvimento passou de 19 para 574, em termos absolutos. Um tento.

O Município mais desenvolvido em 1991 (IDH-M de 0,847) estava aquém do Uruguai; mas São Caetano (SP), o primeiro em 2000, com 0,919, equivale à Nova Zelândia.

Apesar disso, nossas disparidades persistem. Embora o maior e também o menor (fique claro) IDH-M tenham aumentado no decurso da década passada, o fato é que a distância entre ambos igualmente aumentou.

Quando se constata que nossos IDH-M aumentaram primeiro em função da educação, depois, saúde, e, então, renda, conclui-se que os dados não nos são contrários. Podemos não ser tão mais ricos, mas com certeza somos mais saudáveis e ainda mais cultos e educados. Com certeza uma surpresa para as cassandras do mau agouro.

Mais, o Atlas de Desenvolvimento Humano Municipal é projeto pioneiro no mundo. Até então os índices da ONU se limitavam a países, ou, no máximo, estados. Por isso, em 2000, o projeto foi premiado em Nova Iorque.

O fato basta de per si para que parabenizemos as três organizações por ele responsáveis e congratulemos o povo brasileiro pelas insofimáveis evidências de melhoria, que no mínimo trazem um sopro de alento às esperanças da gente, afagam os brios nacionais e calam os contumazes detratores do valor intrínseco da nossa gente.

Muito obrigado,
Marcus Vicente

Deputado Federal



PPB/ES

30062000-027




Catálogo: sileg -> integras
integras -> Pronunciamento do Deputado Edinho Bez (pmdb-sc), em de abril de 2011 na Câmara dos Deputados sobre Reforma Tributária dando ênfase, nesta oportunidade, sobre a desoneração da folha de pagamentos
integras -> O sr. José pimentel – pt-ce (Pronuncia o seguinte discurso)
integras -> CÂmara dos deputados projeto de lei n.º 502, de 2003
integras -> Pronunciamento do deputado luiz moreira na sessão ordinária da câmara, em 24 de abril de 2002
integras -> A diversidade cultural brasileira sob o olhar de um deputado federal
integras -> Discurso proferido pelo deputado Sérgio Caiado
integras -> SR. carlos de souza
integras -> SR. giacobo (bloco pl/ pr) pronuncia o seguinte discurso Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados
integras -> Pronunciamento do deputado manato, pdt/ES, na tribuna da câmara, em sessão do dia 22 de outubro de 2003
integras -> Deputado vitor penido


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