O sr. Neucimar fraga



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Encontro24.07.2016
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O SR. NEUCIMAR FRAGA (PL - ES) pronuncia o seguinte discurso:
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,
neste mês de Setembro comemoramos os 75 gloriosos anos da fundação do jornal A Gazeta, do Estado do Espírito Santo. Deixo registrado nos anais desta casa um pouco da história deste veículo de comunicação.
A Gazeta nasceu das mãos do dono do loteamento Cambury, Hostílio Ximenes, em sociedade com o jornalista e jurista Thiers Vellozo. Sua tese fundadora foi vender os lotes do empreendimento. Ironicamente, enquanto A Gazeta seguia sua senda de veículo informativo, o loteamento malograva. Até que, ao final dos anos 20, o periódico alinha-se com a Aliança Liberal, contra Washington Luís e a favor de Getúlio Vargas, o que lhe rende um empastelamento em 1930. Mesmo com a vitória getulista, é vendido nesta década a Oswaldo Guimarães.

No pós-guerra, e pós-Estado Novo, começa a antítese. O diário é comprado por Eleosipo Cunha, da UDN capixaba, para que se eleja presidente da República o udenista Eduardo Gomes, nas eleições de 1945.

Mas vence Dutra, do PSD, e o diário é comprado por um grupo de correligionários do partido, liderados por Carlos Lindenberg, que assumiu a governadoria espírito-santense em 1947, ano, aliás, da primeira publicação da obra atrás citada.

Para Adorno, antes que recuperar a tese, a síntese, ao refundamentá-la, desdobra-se para o novo. A Gazeta ainda pendulava, mas caminhava, célere, nessa direção.

Nos anos 60, ainda antes da primeira tradução pátria da Dialética, e após extintos os partidos, mas não os partidários, ela enfim se liberta. Seu caminho predestinado se ilumina, na vereda de “um veículo que se pauta pela isenção e pela independência”, nas palavras do Secretário-Executivo do Conselho de Administração do jornal, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Filho, da segunda geração.

Dito que Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto, Diretor-Geral de A Gazeta, da terceira, reconcebe:


“O jornal A Gazeta foi a mais sólida base sobre a qual se construiu o mais importante complexo de comunicação do Espírito Santo, a Rede Gazeta.”

Quando se sabe que esta rede compreende, demais do homenageado, as rádios Litoral FM, CBN AM, e Gazeta AM; a TV Gazeta e o canal a cabo GTV; além do jornal Notícia Agora e do portal Gazeta On-Line, melhor aquilata-se toda a dimensão do evento que comemoramos.

A história deste diário ímpar, que, intrépido, se impôs, serviu para pautar a narrativa de um percurso jornalístico épico. Trilha que, bem analisadas as aparências, chega à essência de um reencontro feliz de A Gazeta consigo mesma, agora noutro nível de inteligência.

Ao menos é o que deflui da leitura do editorial do primeiro exemplar, nos idos de 1928:

“Num meio em que falta por completo a imprensa neutra (...) um jornal que venha suprir esta lacuna deve contar com a simpatia da opinião pública.”



Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,
parabenizo a Srª Maria Antonietta Queiroz Lindenberg, Diretora-Presidente, toda a diretoria e equipe que produzem este maravilhoso e importante jornal para o nosso estado e para o Brasil.

Conte a Gazeta com nossa simpatia, respeito, profunda admiração e perenes votos de sucesso duradouro.



O estado do Espírito Santo a congratula e o Brasil comemora.
Que Deus abençoe esta casa!
Muito obrigado.



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