O teísmo e o deísmo na maçonaria



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O TEÍSMO E O DEÍSMO NA MAÇONARIA

A ORIGEM

Embora esse tema não seja de fato muito recente (primeiro quartel do século XVIII), pois ele teve início com a primeira edição do Livro das Constituições do reverendo James Anderson, em 1723, quando ele afirma que:

Um maçom fica obrigado por ocasião de seu ingresso, a obedecer a Lei Moral e se ele entender corretamente a Arte, ele nunca será um Ateu estúpido, e nem tampouco um libertino irreligioso. Porque desde os "tempos imemoriais", os maçons eram obrigados, em todos os países, a seguir a religião de seu país de origem, qualquer que ela fosse; mas atualmente o maçom é obrigado a ter aquela religião, com que todos ou a maioria concorda (guardando para si as suas opiniões próprias); e isto quer dizer que ele deve ser um homem bom e verdadeiro; ou um homem de honestidade; mas qualquer que seja a denominação (da religião) ou crença pela qual ele possa se distinguir, onde quer que esteja; e que a Maçonaria possa ser o centro de união, e o meio pelo qual se possa conseguir a verdadeira amizade entre todas as pessoas isto é, que as opiniões individuais, religiosas e políticas, nunca devem ser ventiladas.

Desta feita, ver-se nessa obrigação da primeira Constituição que já se delineava a absoluta liberdade de consciência, de pensamento e de religião. E isso é deísmo, ou seja, os primeiros germes do deísmo, na Maçonaria. Dando uma pequena abertura para que os maçons de todas as crenças [judeus, maometanos, budistas, brâmanes, etc.], tivessem a possibilidade de se unirem pelos laços da verdadeira amizade, que são os princípios da Maçonaria excluindo, é claro, os ateus estúpidos e os libertinos irreligiosos.

Todavia, foi somente na última metade deste século XX, é que alguns membros efetivos, da mais antiga e mais completa Loja de Pesquisas Maçônicas a "Quatuor Coronati", de Londres, começaram a pesquisar e estudar esse tema. Não sem encontrar algumas resistências entre seus pares, especialmente, aqueles mais ortodoxos com relação às suas teses.

Isso se verifica quando o irmão J. R. Clarke, em março de 1965, apresentou na Loja, um trabalho intitulado "The Change From Christianity to Deism in Freemasonry" (A Mudança do Cristianismo para o Deísmo na Maçonaria).

Esse trabalho, longo e muito bem elaborado, também muito documentado, foi à pedra de toque, para a abertura dos debates e de novos estudos.

O irmão E. Ward companheiro de pesquisas de Clarke apresentou o seguinte trabalho, intitulado "Andersons Freemasonry Not Deistic"; (A Maçonaria não deística de Anderson), para contestar algumas opiniões de Clarke, mas o assunto não morreu ali. Em 1974, sete anos após, quando a poeira já tinha abaixado, o irmão R. A. Wells, também da Quatuor Coronati, apresenta um trabalho, aparentemente desvinculado do assunto, intitulado: "George Claret Ritual Printer" (George Claret Impressor de Ritual), onde no desenrolar do trabalho, ele aborda o tema do teísmo e deísmo, na Maçonaria inglesa.

Quando se pensava que o tema estava esquecido, eis que em 1984, após se passarem dez anos, o irmão N. B. Cryer, volta à carga, com um trabalho contundente "The De-Christianizing of the Craft"; (A Descristianização da Ordem). Esse trabalho reacende o debate e os estudos sobre o porquê, a causa dessa descristianização. Três anos depois, 1987, o irmão Michel L. Bradsky, também Membro da "Quatuor Coronati", escreve um bem alicerçado artigo, intitulado:

"Why was the Craft De-Christianized?" (Por que a Ordem foi Descristianizada?)

E dentro dessa interrogação vem toda uma gama de esclarecimentos.

Apontando dois dos mais respeitáveis irmãos o reverendo James Anderson e o reverendo John Teófilo Desaguliers, como autores dessa tese, com a finalidade de universalizar a Maçonaria, recém-organizada os defensores dessa tese vão buscar evidências e provas para robustecer seus argumentos.

O JUDAÍSMO E A MAÇONARIA

No ano de 1290, na Inglaterra, ou três séculos antes, em 1290, após muitos atritos com os judeus, o rei Eduardo I, através de um Édito, baniu os judeus, de todo o território inglês, ou seja, das Ilhas Britânicas. E com os judeus foram banidos, também, seus Livros Sagrados, seus costumes aquele conjunto de leis, costumes e tradições conhecidas como o Velho Testamento e, especialmente a Torá.

Aquilo que os judeus não levaram com eles, os monges beneditinos recolheram para a parte interior de seus conventos. Portanto, quando a Maçonaria Documental nasceu e ela nasceu na Grã-Bretanha predominava então somente os evangelhos de Cristo isto é, o cristianismo. Daí pode-se afirmar que a Maçonaria nasceu cristã, se estruturou, progrediu e atravessou os séculos XIV, XV, XVI, XVII, e XVIII, dentro e à sombra do cristianismo, ou das igrejas cristãs. Até a metade do século XVI, sob a proteção da igreja católica e daí por diante, das igrejas católica e anglicana, esta, fundada pelo rei Inglês, Henrique VIII. E somente a partir de 1760 é que o Édito de Eduardo I foi revogado.

É bem verdade que não foi somente após essa data que os judeus retornaram à Grã-Bretanha. Alguns anos antes, isso já acontecia. Os judeus sepharditas (judeus que viviam na Espanha), tinham entrado na Grã-Bretanha, mas disfarçados de cristãos novos, pois desde o massacre iniciado em 1391, um grande número de judeus escapou da morte, abraçando uma nova religião – isto é, aceitando o batismo cristão, embora continuassem praticando, em segredo, sua velha e querida religião judaica. Mas para efeito de proteger a própria vida e a da família, passaram a freqüentar as missas e os cultos cristãos.

Quando em 1492, com a queda de Granada, os judeus foram expulsos de toda a Península Ibérica, eles foram disseminados por toda a Europa especialmente na Inglaterra, França, Países Baixos e América.

Os judeus começaram a ingressar na Maçonaria Simbólica, pouco tempo depois da criação da Grande Loja de Londres, em 1717. As Reformas introduzidas pelos dirigentes deístas da Maçonaria daqueles tempos estão refletidas na Constituição de Anderson, onde a fé no cristianismo deixa de ser uma das condições para ser admitido na Ordem (se bem que, a intenção não era, precisamente, estender a tolerância religiosa a outras religiões, senão, permitir, somente a católicos e protestantes, conviverem em paz), abrir as portas da Maçonaria pelo menos em teoria a judeus e muçulmanos, entre outros.

Não deve surpreender-se que a primeira menção que existe de um judeu maçom, data de 1716, e refere-se a um sefardita inglês:

"Francis Francia", também conhecido como um judeu jacobita" (os jacobitas eram seguidores de Jaime II, da Inglaterra, que se havia convertido ao catolicismo), que fora exonerado de seu cargo sob a acusação de traição.

Francis Francia era um judeu sefardita, isto é, um judeu que adotara o cristianismo, pelo menos de fachada, para evitar perseguições, como acontecia com tantos outros.

Em 1732, outro judeu, Edward Rose, foi iniciado em uma Loja presidida por Daniel Delvalle, de origem claramente judia.

O que fica claro, todavia, é que antes de 1716, nenhum judeu pertenceu à Maçonaria. E que o primeiro judeu, sem sombra de dúvida, só foi iniciado na Maçonaria, em 1732. Outros houveram nesse ínterim, mas que estavam disfarçados de cristãos.

E por essa época a colônia judaica que vivia na Grã-Bretanha era tão pequena, que era facilmente reconhecida e conhecida.

À primeira menção da presença de alguns judeus nas províncias de Birmingham, data de 1718, embora nenhuma comunidade judaica fosse fundada até 1730. Em Cambridge, só foi registrada, a partir de 1732; outra comunidade foi criada em Exeter, em 1735; em Bath, em 1736; em Plimouth, em 1740 e em Swansea, em 1741.

Todavia, a soma dos judeus em todas essas comunidades era muito pequena, com exceção de Birmingham, que possuía em 1847, 679 Membros, as demais comunidades não iam além de 200 Membros. Isso em 1847, mais de um século após a fundação da primeira comunidade, a de Birmingham (1718).

Quando algum irmão quer dar à Maçonaria uma origem judaica ou ele está negando ou está querendo enganar você.

Partimos da premissa de que os judeus só começaram a entrar para a Maçonaria, após a criação do Grau 3, no ano de 1725, a partir do Livro da Constituição do Reverendo James Anderson; muito especialmente a partir da I Obrigação, àquela que se referia a Deus e a Religião.



CONCERNENTE A DEUS E À RELIGIÃO

Um maçom fica obrigado por ocasião de sua Iniciação, a obedecer as Leis Morais, e, se ele entender corretamente a Arte, ele nunca será um ateu estúpido, e nem tampouco um libertino irreligioso. Porque desde os tempos imemoriais os maçons eram obrigados, em todos os países, a seguirem a religião da maioria, de seu país de origem, qualquer que ela fosse; mas, atualmente, o maçom só é obrigado a ter aquela religião em que todos, ou que a maioria concorda, guardando para si, as suas opiniões próprias; isto quer dizer que o maçom deve ser um homem bom e verdadeiro; ou um homem de honra e de honestidade. Mas, qualquer que seja a denominação das crenças, pelas quais ele possa se distinguir onde quer que seja, a Maçonaria dever  ser o Centro de União, e os meios pelos quais se possa conseguir a verdadeira amizade entre as pessoas. Isso quer dizer que as opiniões individuais religiosas e políticas, nunca devem ser ventiladas, emitidas.

Muitos e profundos estudos foram feitos sobre esse texto que está epigrafado supra, pela 2ª vez, do Livro da Constituição de Anderson.

O irmão E. Ward dá sua interpretação sobre o que seja o deísmo:



TEÍSMO E DEÍSMO

Embora, etimologicamente, teísmo e deísmo tenham uma derivação paralela, deísmo é o nome em contraste a teísmo, dado ao movimento teológico e religioso que se desenvolveu no final do século XVII e a primeira metade do século XVIII, tendo sido suas principais influências, o grande aumento de conhecimento científico do universo.

Para o irmão J. R. Clarke a exemplo do irmão E. Ward, também pertencente aos Quadros da "Quatuor Coronati":

A transição do cristianismo, para o deísmo, como exigência base da Ordem, foi um processo gradual.

O curioso é que o renomado Benjamim Franklin, mesmo antes de ser iniciado na Maçonaria, e sendo um fervoroso membro da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, "concebeu um grande e extenso projeto", para Fundação em Filadélfia, de uma Sociedade Secreta Deística". Isso, todavia, não aconteceu, pois em fevereiro de 1731 ele foi iniciado na Loja "São João", de Filadélfia. Talvez o ambiente e o movimento deísta, que ele encontrou na Ordem, tenha feito com que ele esquecesse seu projeto da "Fundação da Sociedade Secreta Deísta".

Ainda é o irmão Clarke quem diz:

Que possamos nos termos de uma definição de deísmo no contexto deste Trabalho, isto é – "A religião com a qual todos os homens concordam", com particular consideração para a palavra "Todos".

E foi no bojo dos debates entre o deísmo e o teísmo, que foi forjada a Maçonaria que praticamos. Até a união das duas Grandes Lojas Rivais, em 1813, a Maçonaria Inglesa praticava o mesmo Rito, mas com procedimentos distintos. Enquanto a Grande Loja de Londres se afastava cada vez mais do cristianismo paradoxalmente, a Grande Loja dos Antigos, que tinha como mentor intelectual, Lawrence Dermott, um estudioso do judaísmo e defensor do mesmo, colocando até como título da Constituição, compilada por ele uma expressão hebraica "Ahiman Rezon" segundo alguns autores, significando "Conselho dado aos irmãos", para outros "Irmãos selecionados", ou "Irmãos escolhidos", ou um "Auxílio para os irmãos".

O que é significativo é que Lawrence Dermott, em seu Livro Ahiman Rezon, colocou como obrigação para as cerimônias das Lojas de sua jurisdição duas orações uma cristã e outra hebraica, que deveriam ser recitadas na cerimônia de iniciação de um novo maçom. A oração cristã está plena da Santíssima Trindade. Ela começava assim:

Dote-os (os novos Maçons), com a competência da sua Divina Sabedoria para que eles possam, com os Segredos da Maçonaria, ser capazes de entender os Mistérios da Santidade do Cristianismo”.

Já a oração hebraica era bem explícita e podia ser usada pelos maçons judeus:

Oh! Senhor, excelente artista, Tu, na tua verdade, nada há tão grande para comparar-se a Ti...”.

Alguns autores afirmam que foi Dermott quem introduziu o Salmo 133, na Maçonaria, especialmente na abertura da Loja de Aprendiz, [não concordo], pois ele foi o mais ferrenho crítico da Grande Loja dos Modernos, pelo motivo da mesma ter abolido a oração cristã, do Início dos Trabalhos e por outras modernidades, inclusive pela mesma não exigir a leitura do Livro das Sagradas Escrituras Evangelho de São João.

Tornam-se duvidosas essas afirmações, pois os motivos apresentados para a fundação da Segunda Grande Loja, eram:

I - Preparar os candidatos incorretamente;

II - Abreviar as cerimônias:

III - Omitir as leituras;

IV - Omitir as leituras das mudanças, iniciadas pelos antigos;

V - Omitir as súplicas;

VI - Alterar a ordem dos Sinais e Palavras de Reconhecimento dos 2º e 3º Graus;

VII - Usar uma palavra incorreta no Grau de Mestre;

VIII - Incluir a garra, as palavras de ingresso, na cerimônia atual (1751), ao invés de usá-los preliminarmente;

IX - Descristianizar o ritual (o destaque é meu);

X - Ignorar os dias santos, especialmente o Dia de São João, o Batista (24 de junho) e São João, o Evangelista (27 de dezembro);

XI - A classificação incorreta de suas Lojas;

XII - Não ter Diáconos como Oficiais de suas Lojas; e

XIII - Negligenciar a cerimônia de elevação a Mestre.

Então eles fundaram uma Grande Loja (a dos Antigos), para corrigir essa "falha", e praticar a forma verdadeira da Maçonaria. E é por tudo isso que não concordo que tenha sido Lawrence Dermott, o introdutor do Salmo 133, na Abertura do Grau de Aprendiz. Pois desde 1751 a 1813, ano da União das Duas Grandes Lojas Rivais, em nenhuma das pesquisas da "Quatuor Coronati", de 1965 até agora, o Salmo 33 é citado, só o Evangelho de São João é mencionado.



O CRISTIANISMO NA MAÇONARIA

A Maçonaria foi 100% cristã até o final do século XVIII. Desde o seu surgimento documental 2 de fevereiro de 1356 até 1700, toda a documentação que se possui, especialmente relacionada com os catecismos predecessores dos rituais é puramente cristã.

O "Poema Régio", datado de 1390, fala sobre um juramento prestado sobre um livro, pelo ingressante. Esse livro se acreditava que fosse a bíblia. Só que por essa época, a bíblia não era nem lida e nem tocada por indivíduos que não pertencessem a alguma Ordem Monástica. E era manuscrita em latim. De difícil leitura para um pobre trabalhador da pedra, em sua maioria isento de cultura.

O juramento não era prestado somente pelos pedreiros maçons operativos. Todas as demais profissões e suas guildas, a dos alfaiates, dos tecelões, dos sapateiros, dos carpinteiros, dos açougueiros, dos tingidores de tecidos, dos assentadores de tijolos, etc. E os juramentos, como se verifica em todas as tradições, eram prestados sobre um livro.

Exemplos não faltam nos antigos catecismos, dos antigos Manuscritos.

Nos Manuscritos da Grande Loja, datados de 1583 e o "Devonshire", de 1685, e o do rei George, de 1726, abriram suas orações, com estas palavras:

O Poder do Pai do Céu abençoado, sabedoria do filho glorioso, com a bondade do Espírito Santo, três pessoas em um único Deus...

Essa mentalidade Cristã documentada atinge uma marca de quase 150 anos. O que não deixa de ser um ponto de apoio para afirmar-se que a Maçonaria era puramente cristã.

Henry Carr, "No Edinburgh Register House e Chetwode Crawley" (Dois Manuscritos), afirma, em uma citação, estas Perguntas e Respostas:

Pergunta: Onde estava a Primeira Loja?

Resposta: Na porta do templo de Salomão.(Foi ali que Jesus chicoteou os vendilhões do Templo).

Ainda, no Manuscrito de Sloane, nós encontramos isto:

Pergunta: Como era chamada, no início, sua Loja?

Resposta: Uma capela consagrada a São João.

Alex Horne cita o Manuscrito de Dunfries nº 4, que tinha em seu catecismo estas perguntas:

Pergunta: Em qual Loja você ingressou?

Resposta: Numa verdadeira Loja de São João, Justa e Perfeita.

O reverendo N. Barker Cryer nos diz o seguinte, em seu trabalho já citado no começo deste trabalho:

“Eu já tinha chamado a atenção para o fato de que ele (São João) era um dos Evangelhos do maçom medieval, onde era, freqüentemente, tornado suas "Obrigações" ou juramentos”.

E o irmão Alex Horne enfatiza isso como quando a bíblia era usada:

O uso de abrir a bíblia no Evangelho de São João, é um costume maçônico, que vem lá de trás, do início da Maçonaria Especulativa, no mínimo...

Numerosas citações em História de Lojas Antigas, nas quais se abria a Bíblia automaticamente, no Capítulo 1º, do Evangelho de São João...

Vejamos mais alguns fatos interessantes:


  1. O número 3. Na Maçonaria Primitiva ele não era cabalista. A Cabala só veio para a Maçonaria depois de 1730. Ele representava simplesmente Pai, Filho e Espírito Santo. Aí estavam as três faces do Triângulo.

2. O número 5. Simbolizava apenas as cinco faces da vida de Cristo isto é:

Nascimento, Vida, Morte, Ressurreição e Ascensão. Nada cabalístico, também, como desejam alguns Irmãos.

3. Número 13. Simbolizava o Cristo e seus 12 Apóstolos;

4. A Estrela de Cinco Pontas simbolizava a Estrela Brilhante (Flamejante), que guiara os três reis Magos. Só depois é que os Pitagóricos a desbancaram e, mais tarde, a Blazing Star Judaica desbancou, ou tentou desbancar a Pitagórica.

5. O peito esquerdo desnudo homenagem a São João Batista, que usava uma pele de animal, presa ao ombro direito, com o ombro e peito esquerdo desnudo;

6. Joelhos nus ainda em homenagem a São João Batista, cuja roupa de pele não lhe cobria os joelhos.

7. A retirada de todos os metais era para evitar que alguns Judas com suas "moedas sujas" de sangue ingressassem na Ordem.

8. O círculo, com duas paralelas, um ponto no centro e um livro entre as duas paralelas, e sobre o círculo.

João Batista o precursor da Luz, da verdade.

João Evangelista o continuador e propagador das Obras e Ensinamentos de Cristo.

Depois de 1750, alguém alterou o nome das paralelas, dando-Ihes os nomes de Moisés e Salomão.

Moisés o mentor e Codificador da Religião Hebraica.

Salomão o unificador do povo Judeu.

Como pudemos observar, o cristianismo ainda não foi de todo banido de nossos rituais. A descristianização não atingiu todos os seus objetivos.



O JUDAÍSMO NA MAÇONARIA

Ao contrário do que se diz e muito se escreve, a Maçonaria, como vimos, não nasceu judaica. Não nasceu com o templo de Salomão; não teve e não tem origem hebraica.

Até 12 de maio de 1725, quando foi criado o Grau de Mestre, e com ele a Criação da Lenda Hirâmica, não havia judaísmo na Maçonaria, a não ser algumas poucas passagens lendárias como as lendas, noaquitas, enokianas, babilônicas, lamckianas, etc.

A idéia-chave de James Anderson e João Teófilo Desaguliers (dois Líderes Evangélicos de Londres), era trazer para os quadros da Maçonaria hebreus, maometanos, budistas, etc. Mas o efeito não foi o desejado. Somente o hebraísmo trouxe para a Maçonaria uma gama de lendas, palavras e símbolos. O que não aconteceu nem com os budistas e nem com os maometanos.

O primeiro judeu iniciado na Maçonaria foi Edward Rose, numa Loja de Londres em 1732. Daí por diante, é que todo esse Acervo de símbolos, lendas, palavras, ingressaram na Maçonaria, especialmente nos altos graus, advindos após 1750. E com eles, devido à proximidade, o egipcianismo, pirâmides, colunas, decorações de templos, etc.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

O Mestre Maçom – Assis Carvalho{Chico Trolha}

Dogmas e Preconceitos Maçônicos – Breno Trawtuim

O Rito Escocês Antigo e Aceito – José Castellani

Pérolas Maçônicas – Gilson da Silveira Pinto

Bíblia Sagrada Missionária – Sociedade Bíblica do Brasil



Usos & Costume - Assis Carvalho{Chico Trolha}

O Conceito de Deus na Maçonaria – Valério Alberton


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