O trono de Davi e o Trono de Cristo Por Que a Doutrina Adventista do Santuário é Insustentável? Uma Nova Abordagem Que Abre Outra Compreensão das Escrituras



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O Trono de Davi e o Trono de Cristo

Por Que a Doutrina Adventista do Santuário é Insustentável?

Uma Nova Abordagem Que Abre Outra Compreensão das Escrituras.
por Jean Alves Cabral Macedo


  1. Por Que a Questão do Trono de Davi é Essencial na Escritura Bíblica?

Tomando a linha do tempo encontramos um fato histórico: Davi é reconhecido Rei de Israel por todas as Tribos. Estamos no ano 900 antes de Cristo (a.C.).

O momento está registrado assim:
Então todas as tribos de Israel vieram a Davi em Hebrom e disseram: “eis-nos aqui, teus ossos e tua carne! Além disso, outrora, quando Saul ainda reinava sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o Senhor te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás chefe sobre Israel”. Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ter com o rei em Hebrom; e o rei Davi fez aliança com eles em Hebrom, perante o Senhor, e ungiram Davi rei sobre Israel. Trinta anos tinha Davi quando começou a reinar e reinou quarenta anos. Em Hebrom reinou sete anos e seis meses sobre Judá, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.1
O fato que nos interessa aqui é que Davi foi feito rei sobre todo o Israel com o apoio absoluto de todas as Tribos e as tribos declararam, como acabamos de ler, que aceitavam-no porque “o Senhor disse” que assim devia ser.

A história de Davi é bem conhecida de praticamente todos os cristãos e certamente de todos os israelitas. Ele não era nem nascido quando Deus falou ao profeta Samuel que faria nascer um rei que iria substituir Saul, que havia profanado os caminhos do Senhor.

Está escrito afirmativamente que “já tem o Senhor buscado para si um homem segundo o seu coração, e já o tem destinado para ser príncipe sobre o seu povo” 2.

Esta indicação divina feita pelo profeta Samuel dava ao futuro rei uma forte característica de Messias ou um Prometido.

Quando Davi era apenas um menino que pastoreava em Belém, Deus o designou como o homem agradável ao seu coração. Ele não era o primogênito de Jessé, mas apenas o oitavo filho daquela família. Deus enviou Samuel até a casa de Jessé e lhe determinou “ungir” o menino3.

Davi obteve destaque quando apenas ele, dentre todos os israelitas, se ofereceu para enfrentar o gigante filisteu chamado Golias, matando este ímpio com uma pedra atirada por uma funda4.

Com aquela vitória, Davi foi recrutado para o exército de Saul e sua popularidade entre o povo foi além da que o próprio rei possuía5. Isto fez com que o rei, enciumado odiasse a Davi e desejasse ele morto6. Esta crise se arrastou durante alguns anos, até que Saul morreu7.

Alguns anos se passaram até que Davi foi então feito rei sobre todo o Israel8.

Não nos propomos aqui a expor minuciosamente a vida de Davi, mas queremos apresentar aspectos cruciais de uma compreensão estrutural da Bíblia e que tem sido abertamente desrespeitada por todos os grandes segmentos do cristianismo e em especial, sob a ótica de nossa explanação, pela dogmática da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

O mais importante aspecto aqui é que a profecia de Jacó, feita no leito de morte deste se cumpriu rigorosamente:


Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: “Ajuntai-vos para que vos anuncie o que vos há de acontecer nos dias vindouros (...) Judá é um leãozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita como leão, e como uma leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence; e a ele obedecerão os povos. Atando ele o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à videira seleta, lava as suas roupas em vinho e a sua vestidura em sangue de uvas. Os olhos serão escurecidos pelo vinho, e os dentes brancos de leite.9
Nesta profecia vemos Jacó falar de dois reis que teriam o cetro em suas mãos. O primeiro representa o poder que deveria ficar até que o legítimo rei definitivo assumisse seu lugar.

A indicação de que Judá seria e é a Tribo que governaria o Mundo todo não é uma figura de linguagem, é um fato consumado para Jacó em seu leito de morte.

Eis aqui então duas citações proféticas que não vê serem defendidas e estudadas por Igreja nenhuma, mas que pelo iremos ler, são de uma solene gravidade e urgência escatológica sem igual:
Disse-lhe então o anjo: “Não temas, Miriã; pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Yehoshua. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente sobre a Casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.10
Nesta primeira passagem, não fica qualquer tipo de dúvida acerca da identidade do menino, não fica dúvida com relação a sua relação com a Casa Real, pois ele é um legítimo descendente de Davi, que vimos anteriormente, foi feito rei em Israel por quarenta anos e devidamente ungido pelo profeta Samuel.

O que está muito forte nesta citação é a relação entre a profecia de Jacó onde lemos que “o cetro não se apartará de Judá, nem o bastão da autoridade, até que venha aquele a quem pertence”. Então nesta citação última vemos um ser celestial, apresentando clarissimamente a Personalidade de quem falava Jacó.

Entretanto, em Apocalipse surge esta forte exposição sobre o verdadeiro rei que pode ficar com o cetro eternamente:
Eu, Yehoshua, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.11

E deu à luz um filho varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.12


O Trono de Davi não é este Trono onde está o Altíssimo, mas um trono que segundo fica claro na profecia de Jacó, não terá fim e acontecerá na Terra.

Aprouve ao Senhor, em Sua infinita sabedoria estabelecer a profecia em Jacó, ampliando-a em Samuel, passando a cumpri-la em Davi e culminando-a em Cristo, Seu Filho Amado, cujo nome é Yehoshua.

O estudo que iremos apresentar à seguir demonstrará como a estrutura escatológicados adventistas do sétimo dia e, por extensão, de muitas denominações religiosas está muito equivocada quanto a muitas questões que acabam por provocar uma visão distorcida dos eventos que estamos presenciando em nossos dias.

O Trono de Davi é tão importante na escatologia bíblica que, ao nascer o infante Yehoshua, o anjo celestial explicitou a razão de Seu nascimento: “o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente sobre a Casa de Jacó, e o seu reino não terá fim 13.



Se alguém que está lendo esta explanação não desejar fazer parte do Reino de Isarel, ligado a Casa de Davi, na Pessoa de Yehoshua, estará rigorosamente fora do verdadeiro cetro do Poder e do verdadeiro Trono que governará a Humanidade por toda a eternidade.


  1. A Relação Entre o Trono de Davi e de Yehoshua.




    1. Que solene pacto fez Deus com Davi?

      1. Deus garantiu com juramento solene que o Trono de Davi seria estabelecido para sempre diante dEle mesmo: Salmo 89:1-4,18-37; Salmo 137; Jeremias 33:25-26; 31:35-40; Zacarias 14:9-11.




    1. Como os Apóstolos compreendiam este pacto celestial feito com Davi?

      1. Antes da descida do Espírito Consolador prometido (João 14:16-17; 16:7-14; Atos 2:1-4,14), os Apóstolos acreditavam juntamente com toda a Nação de Israel, que o Messias seria um poderoso general, que destruiria todos os inimigos de Israel e exaltaria esta Nação acima de tudo no Mundo (Atos 1:6-8; João 6:14,15; Lucas 24:18-21; 1:67-75; 2:38; Deuteronômio 28:13,14).

      2. Esta crença se dava naturalmente devido a profecia de Jacó que garantiu que o cetro estaria nas mãos da Casa de Judá até que o verdadeiro dono do poder viesse e reinasse eternamente (Gênesis 49:9-12).

      3. As multidões que ouviam as pregações de Yehoshua também acreditavam na vinda do Messias para estabelecer o Reino de Israel (João 6:14-15; Gênesis 49:10; Deuteronômio 18:15,18,19; João 4:25-26; 7:40-43; 12:12-19).

      4. Ainda guiavam-se pelo entendimento manifesto nas indagações do profeta João Batista (Mateus 11:1-13). Se de fato “todos os profetas e a lei profetizaram até João Batista”, e esta sentença corresponde ao fim de uma Era (Romanos 3:21; Isaías 8:16,20), então está claro que todas as mensagens que foram dadas sobre o Messias estavam encerradas e o próprio Messias em Pessoas estaria atuando literalmente no Mundo (Hebreus 1:1-3).

      5. O erro dos Apóstolos e das multidões de Israel não estava no fato de que o Messias iria ser rei eternamente, o erro estava na questão da época e da forma. A época ainda não estava entronizada naqueles dias e a forma não era semelhante à que Davi teve. Muitos entendiam que se era para ser um rei sobre a Casa de Davi, seria um poderoso guerreiro como o antigo patriarca tinha sido. Imaginavam um general imbatível que governaria “com vara de ferro eternamente”. O ódio dos israelitas contra as nações pagãs e destas contra eles é um assunto que não é estranho a nenhum pesquisador da Bíblia e da História do Oriente Médio.

      6. Nas perguntas de Lucas 24:21 e Atos 1:6-7, os seguidores de Yehoshua, que ainda não haviam sido revestidos do poder do alto em sua plenitude manifestaram sua convicção de que haveria uma implantação do Reino da Casa de Davi sobre a face da Terra, em forma de governo eterno. Profecias muito claras indicavam que o Messias chegaria e dominaria como rei, e por isto as pessoas contestaram Yehoshua em João 12:34. estas profecias são muitas dentre as quais podemos citar: Isaías 9:6-7; Daniel 7:14,27; Miquéias 5:2-3; Jeremias 23:5-8; 33:14-18.

      7. Foi por esta razão, repetimos, que os Apóstolos indagaram sobre a “restauração de Israel e quando seria” (Atos 1:6-8; Mateus 24:1-3; Marcos 13:1-4; Lucas 24:21).




    1. Como os Apóstolos passaram a compreender o pacto celestial feito com Davi depois da vinda do Consolador?

      1. Quando chegou o Consolador prometido (Atos 2:1-4), imediatamente a compreensão correta se fez explícita. E começou naquela mesma ocasião com o Apóstolo Pedro que, tomado do entendimento iniciou todo o serviço de pregação apostólica exatamente partindo do maior aspecto doutrinário e das esperanças de Israel, a saber, o estabelecimento do Reino Messiânico profetizado por Jacó, endossado por todos os profetas e manifesto em Yehoshua desde Seu nascimento

      2. Ignorar este fato crucial é estar completamente fora da verdadeira visão do que significará o evangelho do reino, a vida, obra, morte e ressurreição do Messias, bem como todas as demais doutrinas se tornarão um imenso palavreado sem sentido. Em Lucas 1:30-33 o anjo deixou rigorosamente claro que Yehoshua nasceu para ser Rei da Casa de Davi sobre a Humanidade toda. O resto é reflexo deste centro de direção!

      3. Se lermos o discurso de Pedro em Atos 2, veremos como ele foi inspirado nas suas explicações, mas é digno de relevância as palavras que fundam a religião que nasceu naquele dia do Pentecostes: “... Deus lhe havia prometido com juramento que faria sentar sobre o seu trono um dos seus descendentes ... exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo ... saiba pois com toda certeza toda a Casa de Israel que a esse mesmo Yehoshua, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Messias” (Atos 2:30,33,36).

      4. Não se vê esta ênfase na pregação de Igreja alguma! Mas este passou a ser o discurso apostólico desde então e o Espírito Santo trouxe um entendimento definitivo sobre as profecias acerca do Reino Messiânico como podemos ver em Atos 3:19-26; 1ª Coríntios 15:24-28; Romanos 11:25-29; Números 23:19; Deuteronômio 7:6-9; 9:4-6; 10:14-15.

      5. A missão apostólica possuía, entre outras questões fundamentais, deixar sem qualquer sombra de dúvidas que o Rei de Israel agora era Yehoshua e que o fato dEle ser da Casa de Davi, mudava completamente todas as questões relacionadas com a Humanidade. Ele estava no controle agora e “todo poder no Céu e na Terra haviam sido dados à Ele” (Mateus 28:18-19).




    1. Então, poderíamos compreender que o Trono de Yehoshua, que é chamado Trono de Davi, é estabelecido com Sua ascenção aos Céus conforme dito pelo apóstolo Pedro em Atos 2:33-35?

      1. Pedro declara em Atos 2:32-36 que o Pai o havia levado para Si mesmo “até que todos os seus inimigos fossem destruídos”. Mas não disse que o Trono de Davi estaria nos céus. Aliás, chegou a mencionar que o próprio Davi não havia subido aos céus (o que é um duro golpe nos que acreditam que os mortos estão vivos).

      2. Precisamos deixar bem claro que o Trono de Davi mencionado na profecia-pacto dos Salmos 89 e 137, é seguramente confirmada na vinda messiânica e no ministério terrestre de Yehoshua. Isto não está em dúvida nunca (Lucas 1:26-28, 31-33; Miquéias 5:2; Daniel 7:13-14; etc.).

      3. O Reino de Yehoshua com Seu Trono de Davi, não é sob hipótese alguma, o Trono de Deus o Pai que está nos Céus. Basta verificarmos Apocalipse 3:21; Mateus 19:27-29; 20:20-24; Lucas 22:28-30; Marcos 10:35-41.

        1. A Bíblia declara que “o Céu é o trono do Pai”: Atos 7:49; Isaías 66:1; Salmo 11:4; Habacuque 2:20; Mateus 5:34-35; Salmo 82:1.

        2. Jerusalém é a Cidade do Grande Rei, que só pode ser o mesmo anunciado em Jacó, Moisés, e todos os demais profetas. Este Grande Rei é Yehoshua: Apocalipse 3:21; Mateus 25:31; Lucas 1:32.

        3. A Escritura declara que Yehoshua “está a direita de Deus o Pai” (Apocalipse 3:21; Colossenses 3:1; Atos 7:54-6; Hereus 8:1-2; Efésios 1:20-23; Hebreus 1:5-9,13), mas deixa claro que “a direita” não é no centro de todo o comando. Prova inequívoca disto está no fato incontestável de que Yehoshua expõe-nos os limites da Sua autoridade diante do Pai (Mateus 20:20-24; Marcos 10:35-41) e, ainda quando o Apóstolo declara que o Pai retirará a imensa autoridade de Yehoshua após Ele destruir todos os Seus inimigos (1ª Coríntios 15:24-28). Este último texto é simplesmente ignorado por toda a cristandade!

        4. O Trono de Yehoshua só poderá ser implantado quando as outras profecias que se coligam com esta abordagem estiverem cumpridas. Por exemplo: Daniel 2:35,41 fala da queda da grande estátua de Nabucodonosor e que o Reino só será implantado depois dos dias dos dez dedos da estátua. Notamos naquela profecia, que o reino seria implementado na terra e não no céu e substituiria os reinos representados na estátua. Yehoshua morreu e ressuscitou nos dias das pernas da estátua e não depois dos dedos. Isto se confirma pelo que diz Atos 1:6-8 sobre os tmepos que o pai reservou para Seu próprio controle – ou seja, Yehoshua não manda nesta questão!




    1. Temos visto que Yehoshua está nos céus, à direita do trono de Deus Pai (Apocalipse 3:21; Colossenses 3:1, etc). Por que Ele não vem para Jerusalém e estabelece já o seu Trono da Casa de Davi? Iremos explicar quando chegará este Reino definitivamente aqui na Terra!

      1. Esta é a mesma pergunta feita em Atos 1:6-8 pelos apóstolos e que Yehoshua respondeu com a missão da Igreja de ir e pregar o evangelho (Mateus 24:13-14; 28:18-20).

      2. Na Sua resposta ele também deixou claro que “os tempos pertenciam” ao Pai, mas que os discípulos seriam revestidos de poder do Alto. É notória a compreensão apostólica da questão dos tempos logo após Atos 2:1-4, quando recebem o Espírito Santo, um exemplo disto está nas exposições de Paulo sobre o AntiCristo (2ª Tessalonicenses 2:1-17) e no Apocalipse escrito por João.

      3. Isto temos que confirmar para fixar o ponto de que em Apocalipse 10:7 se diz que ao toque da 7ª trombeta o “mistério de Deus, anunciado aos profetas se cumprirá”. Este mistério está profundamente ligado aos textos que apontam na direção do Trono de Davi e da implantação do Reino Messiânico Eterno.

      4. Quando lemos Atos 1:6-8; Mateus 24:13-14; 28:18-20; já citados, podemos ver uma ligação direta deles com o que revela-se em Efésios 3:8-13 que “este mistério é a multiforme sabedoria de Deus revelada na Igreja”. Ora, se a 7ª trombeta é a última trombeta a ser tocada na ordem de acontecimentos que encerram a presente história terrestre de pecados e iniquidade, então o Pai estabeleceu 6 trombetas antes dela, e, tais, trombetas são fases da História Terrestre. Porém, na 7ª trombeta, foi revelado em Apocalipse, como lemos, Yehoshua será feito Rei sobre a Casa e o Trono de Davi definitivamente, porque hoje Ele tem este direito, mas ainda não o é de Fato. Onde está esta explicação bíblica? Leiamos: “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: o reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

      5. Esta é uma chave que não há como escapar! Em Apocalipse 10:7 declara-se que “mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos os profetas” – no texto anterior vimos qual é a revelação que se faz neste tocar da trombeta: o estabelecimento do Reino Milenar do Senhor Yehoshua!

        1. Este estudo lança grande luz sobre o nosso entendimento para passarmos a investigar o Apocalipse como manda o próprio livro em suas primeiras palavras Apocalipse 1:3).

        2. As sete trombetas sempre foram objeto de muita especulação e de muita dúvida entre teólogos, porém, aqui em nossa explicação, se os textos forem lidos com cuidado se verá que não há como escapar da ordem cronológica apresentada na própria Bíblia.

        3. A sétima trombeta é a última – disto não há dúvida (já uma certeza). Declara-se que nela será revelado o mistério de Deus (esta é outra certeza, mas notemos bem, não sabemos qual é este mistério, apenas que ele será revelado).

        4. Então surge o texto que revela qual é o mistério: o estabelecimento do Reino de Yehoshua! (esta é outra certeza).

        5. Ora, mas qual é este Reino? O da casa de Davi! E este reino não poderá ser no céu, tem que ser onde fica a verdadeira sede do governo de Davi: Jerusalém Terrestre!

        6. Se os adventistas estudasasem também Zacarias 14 veriam como este texto e Apocalipse 20 se harmonizam e apontam para um milênio na Terra e não no céu.

        7. Mas, nesta última trombeta (Apocalipse 11:15-19) é reiterada pelo apóstolo Paulo em 1ª Coríntios 15:51-54 (Mateus 24:30-31) que apenas nela todos os mortos em Cristo serão ressuscitados e transformados em glória. Isto se dará, porém, apenas na segunda vinda de Cristo! Podemos saber então que o que está 1ª Tessalonicenses 4:16-17 se liga a este momento cronológico. Ora, leiamos claramente aqui que “arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares”, não significa “arrebatados para ir embora morar no céu durante mil anos”. Isto não está explícito no texto, é dedução de uma teoria de Urias Smith e depois de Ellen White. Não há como provar tal assertiva, especialmente porque Zacarias 14 veda completamente esta possibilidade.

          1. Os anjos vêm e ajuntam os santos: Mateus 24:31; 13:30,40-43. mas, juntam o joio para ser queimado primeiro. No fim do mundo, o joio será queimado no fogo. Note-se que os justos não são levados ao céu, mas os ímpios é que são destruídos.

          2. Quando, pois, vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com Ele, então se assentará no trono da Sua glória e diante dEle serão reunidas todas as nações” – tal trono é o Trono de Davi Seu Pai. É neste Trono que ele governará eternamente! O texto de Mateus 25:31-33 diz que Ele reunirá as nações diante de Si, do mesmo modo que Zacarias 14 e outras passagens revelam.

          3. Veja-se que Deus jurou por Sua santidade que jamais abandonará Israel e nem o trono de Davi: Salmo 132:11; 89:28-37; Jeremias 31:35-36; 33:20-26.

      6. Isto destrói um monte de doutrinas espalhadas na cristandade! Arrasa com a teoria de que os justos irão para no céu na vinda de Cristo. Acaba com a teoria adventista de que haverá um milênio em que os fiéis estarão no céu. Encerra com a história de arrebatamento secreto dos pentecostais. Põe em queda uma sucessão de doutrinas e doutrinadores. Especialmente porque tudo aqui está em ordem de conexão com muitas doutrinas que deverão ser repensadas e revisadas.

        1. Que doutrinas são derrubadas?

        2. A volta de Cristo para nos levar para o céu é destruída aqui.

        3. A idéia de que os fiéis vão para o céu em “alma” cai aqui.

        4. A idéia de um milênio nos céus cai por terra.

        5. A idéia de que haverá arrebatamento secreto cai também.

        6. No caso do adventismo, cai em terra toda a escatologia whiteana. Ou seja, Ellen G White que adquiriu suas interpretações de Urias Smith quanto questões referentes ao fim dos tempos, verá cair uma a uma suas argumentações escatológicas. Coisas como decreto dominical, perseguição a adventistas, guerra em torno do dia do sábado, a idéia de que os adventistas são os “escolhidos” dentre as Igrejas do final dos tempos, dentre outras idéias fantasiosas, são eliminadas diante da clareza do que estamos expondo aqui.

        7. A doutrina do santuário à moda adventista cairá também – e iremos deter-nos um pouco nisto mais adiante.

      7. É claro que Satanás resiste a idéia de que Yehoshua virá até aqui nos domínios dele e irá fazê-lo engolir todas as suas arrogantes presunções. Mas notemos bem: “ora, a este Yehoshua, Deus o ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis ... até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés” (Atos 2:32-35).

      8. Isto é muito importante entendermos, porque aqui neste mundo há uma resistência contra o Reino Milenar de Yehoshua, mesmo que tal Reino tenha sido claramente descrito nas passagens que aqui estamos apresentando. A dominação satânica atual é muito claramente descrita nas Escrituras. O nosso planeta não está ainda definitivamente sob o governo direto de Yehoshua. Repetimos, Ele tem o direito, mas não está entronizado neste nosso Mundo de fato. Apocalipse 12:12-13; 1ª João5:19; Efésios 6:10-18; Mateus 4:8-10 demonstram a qualquer um que estamos em pleno estado de guerra e não há governança nenhuma de Yehoshua nos destinos da Terra, uma força ainda se opõe à ele e já vimos que ele só poderá conquistar a plenitude de Seu reino quando tais inimigos estiverem destruídos (leia-se novamente Atos 2:32-36; 1ª Coríntios 15:24-28).

      9. O padrão determinado para a Igreja em Efésios 3:8-13 e Mateus 28:19-20 e 24:24 não está ainda conquistado. Também está claro que ainda não está totalmente resolvida a questão dos inimigos que devem ser destruídos (Hebreus 10:12-13). Por isto é que o Reino só chegará na 7ª trombeta. Alegro-me de saber que está muito próximo este dia!




    1. Todos os fiéis de Deus, vivos neste tempo atual, possuem um ardente desejo de entrar no Reino de Yehoshua e viver na sua glória e paz imperecível. Enquanto a 7ª trombeta não é tocada, o que Yehoshua está fazendo?

      1. Atua como Mediador e Advogado dos Seus – 1ª Timóteo 2:5; 1ª João 1:8-9; 2:1-2; Romanos 8:34.

      2. Atua como Sumo Sacerdote Melquisedequiano – Hebreus 8:1-2; 7:13-17; 10:19-25.

      3. Governa a Igreja rumo ao alvo – Efésios 3:8-13; 1:20-23; Mateus 28:18-20.

      4. Trabalha contra Seus inimigos – 1ª Coríntios 15:24-28; Efésios 6:11-12; Atos 2:34-36; 1ª Pedro 3:22.

      5. Governa sobre os Anjos celestias – Hebreus 1:1-14; Filipenses 2:9-11.

      6. Tem cuidado de nós contra o Diabo – 1ª Pedro 5:6-9; Tiago 4:7-10.




    1. Não seria então o caso de que o Trono de Davi em Yehoshua, simbolicamente, foi estabelecido nos céus, haja vista que o Salmo 89 declara que o Tono de Davi subsistirá para sempre?

      1. Não! Primeiramente porque em Gênesis 49:9-12 se declara que o cetro não se apartaria de Judá e todos sabemos que Saul foi Rei antes de Davi e era da Casa de Benjamin. Todavia, este fato não invalidou nem a profecia de Jacó e muito menos as determinações do Pai no referido Salmo.

      2. Não! Em segundo lugar porque atualmente a Casa de Davi não governa o Brasil, a Argentina e nem mesmo a Nação de Israel. Mas, isto não invalida a profecia que se cumprirá no toque da 7ª trombeta, segundo as Escrituras.

      3. Não! Em terceiro lugar, porque se lermos cuidadosamente o salmo 89, veremos que a Casa de Davi foi ameaçada de perder provisoriamente o trono na Terra se ela se apartasse do Senhor (veja-se o Salmo 89 e 137 com cuidado).

      4. Não! Porque em quarto lugar a Escritura declara “também” que o Reino Milenar só seria implantado depois do Ancião de Dias julgar e condenar os Reinos do Mundo (Daniel 7:17-18, 22,26-27 em comparação com Atos 2:32-35 e 1ª Coríntios 15:24-28).

      5. Não! Em quinto lugar, porque o próprio Yehoshua demonstra que onde está hoje é “trono do Seu Pai” e não o “Seu trono”, porque tal Trono já foi profetizado é o da Casa de Davi (Lucas 1:30-33; Mateus 25:31; Mateus 19:27-29).

      6. Não! Em sexto lugar, porque está muito claro que o Pai, a quem pertence estabelecer e tirar reinos (Daniel 2:20-22; 4:2,,3,17,32,35; Isaías 40:15,17), decidiu dar o Trono de Davi a Yehoshua (Lucas 1:26-33), mas, o tempo determinado não foi o da sua primeira vinda e sim na 7ª trombeta.




  1. Conclusão.

O Trono de Davi enquanto estudo de compreensão da chegada do Reino de Yehoshua, da sétima trombeta e das questões que estão associadas ao tema, apontam em uma direção bíblica, rigorosamente bíblica, e nos fazem sair de perto de teorias, escritores que não são bíblicos e a suposta linha editorial que apresenta Ellen White como uma infalível profetisa dos tempos modernos.

Tirar o centro das atenções de Israel em nome do que está em Mateus 21:43 é uma miopia religiosa absoluta!

O que declara o texto referido? “Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos”.

Segundo a leitura que teólogos adventistas e de outras denominações fazem deste texto, Israel foi completamente rejeitado e não serve mais para nada no contexto escatológico. Então quando lêem em Apocalipse 7 que existirão 144 mil pessoas seladas dentre os filhos de Israel, inventam que “aquele Israel ali é símbolo da Igreja Adventista” – e assim por diante, existem muitas outras teorias malucas que sazonam na mente de um monte de pessoas que precisam de uma empresa religiosa para lhes dar suporte existencial.

Eu me guio pela Bíblia e, ao invés de ficar deduzindo coisa, fico com os textos que são explícitos e não dedutivos!


(...) e Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos destes se completem. (Lucas 21:24).
Pergunto, pois, acaso rejeitou Deus ao Seu povo? De modo nenhum; porque eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamin. Deus não rejeitou ao Seu povo que antes conheceu. (Romanos 11:1-2)
Porque não quero irmãos, que ignoreis este mistério, para que não presumais de vós mesmos: que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado; e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; e este será meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados. (Romanos 11:25-27).
Quem foi que disse que Israel está fora do cenário escatológico?

Eu afirmo: ainda veremos o fim dos dias dos gentios e o início da guerra para o extermínio de Israel da face da Terra com os fiéis de Yehoshua dentro deste Israel, aceitos como “encertados no zambujeiro” (veja-se Romanos 11 todo).



O Trono de Davi e o cetro de ferro ainda não foram vistos na Terra e não poderemos ficar sem uma profecia a ser cumprida, não é verdade?

1 2ª Samuel 5:1-5

2 1ª Samuel 13:13-14

3 1ª Samuel 16:1-13

4 1ª Samuel 17

5 1ª Samuel 18:5-16

6 1ª Samuel 18:28-30 e 19:1-2

7 1ª Samuel 31:1-6

8 2ª Samuel 5:1-5

9 Gênesis 49:9-12

10 Lucas 1:30-33

11 Apocalipse 22:16

12 Apocalipse 12:5

13 Lucas 1:30-33



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