Objetivos da disciplina



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FACULDADE VÉRTICE


INTRODUÇÃO À ENGENHARIA CIVIL


PROFESSOR: AILTON MOREIRA MAGALHÃES

ENGENHEIRO CIVIL – PÓS GRADUADO EM GESTÃO AMBIENTAL


OBJETIVOS DA DISCIPLINA
Esta disciplina traz a discussão da formação e da atuação dos profissionais em engenharia. A contribuição seria a de passar ao aluno de engenharia uma visão da importância do seu papel na sociedade, agindo na transformação da ciência em tecnologia, da invenção em inovação e na geração dos conhecimentos. Aspectos éticos também são repassados, assim como as necessidades e competências que o mercado atual tem exigido para os novos profissionais. A disciplina é uma disciplina básica, oferecida na primeira fase, e interage com as demais disciplinas do Curso, nos momentos em que são discutidos os currículos e a importância das disciplinas na formação do engenheiro.
EMENTA

O sistema universitário brasileiro.

História da Engenharia Civil.

A formação do engenheiro civil.

As funções do engenheiro civil.

Pesquisa tecnológica.

Aspectos gerais de legislação profissional e de normatização técnica.

Engenharia Civil e o Meio Ambiente

Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia Civil.

Bibliografia Básica

         CREA-MG. Ética do profissional em Engenharia.

         LINSINGEN, Irlan Von. PEREIRA, L.T. do Vale. CABRAL, C. Giovana. BASSO, W. Antônio. Formação do engenheiro. Ed. da UFSC, Florianópolis, 1999.

         NOVAES, A.G. Vale a pena ser engenheiro.

         SESU/MEC. Diretrizes curriculares para os cursos de engenharia. Maio de 1999.

Bibliografia Complementar

         TELLES, PEDRO. História da Engenharia no Brasil.




1 - SISTEMA UNIVERSITÁRIO BRASILEIRO

As universidades no Brasil surgiram somente no século XX pela ação do Estado. Até 1968, início da grande Reforma Universitária que implantou o sistema atualmente vigente, impulsionado pelo regime militar o sistema universitário brasileiro estava dividido entre universidades públicas financiadas pelo Estado (aproximadamente 31 universidades) e universidades privadas de caráter confessional.

O regime militar de 64 implantou uma política de modernização e reestruturação do sistema universitário impulsionada a partir da Lei no 5.540 de novembro de 1968, incluindo importantes bandeiras do movimento estudantil e de docentes das décadas de 50 e 60, tais como: a criação do departamento como unidade de ensino e pesquisa; a organização do currículo em duas etapas a básica e a de formação profissionalizante; a adoção do sistema de crédito e da semestralidade; a institucionalização da pesquisa; etc.

Ao contrário dos demais países da América Latina, que diante da demanda de democratização do ensino acabaram massificando as universidades públicas, o regime militar optou pelo investimento financeiro na formação de uma universidade pública de elite, voltada para a pesquisa. Isso acarretou a implantação de programas de pós-graduação, a institucionalização da pesquisa acadêmica, a criação de estímulos para o desenvolvimento de pesquisas e obtenção de graus acadêmicos, e a manutenção de um número estável e restrito de alunos, impedindo desta forma a sua massificação.


O sistema universitário brasileiro começou a vivenciar uma profunda transformação a partir de dois fatos concretos: a emergência de instituições que denominamos como universidades mercantis e a institucionalização do mercado de ensino universitário.

São essas universidades que estão dinamizando o mercado de ensino do terceiro grau.

As universidades mercantis ou, como alguns autores as chamam, novas universidades surgiram de forma marcante a partir do final da década de 80. 

A guerra entre universidades explicitada na primeira metade da década de 90 ganhou novos contornos após determinadas exigências legais ocorridas com a LDB, especificamente com a Portaria no 971 de 22 de agosto de 1997, que determinou que as universidades deveriam tornar públicas, através de catálogo a ser enviado à Secretaria de Educação Superior do MEC - Ministério de Educação e do Desporto, as condições de oferta de cursos, fazendo constar uma longa e minuciosa lista de informações sobre os dirigentes da universidade e os coordenadores dos cursos, os valores das mensalidades, a infra-estrutura, os resultados das avaliações do MEC, etc.  

Por sua vez, a existência de mecanismos públicos de avaliação possibilita também a hierarquização das universidades, pois existem indicadores que permitem colocar as universidades em uma hierarquia a partir de critérios de avaliação de qualidade instituídos pelo Estado. As universidades tradicionais terão de esforçar-se para justificar a fama e o prestígio adquiridos em tempos de mercado restrito; por sua vez, as universidades mercantis poderão se diferenciar, ganhando destaque no nicho de mercado escolhido.

Apesar das críticas que podem ser feitas, as universidades mercantis de massa possuem o grande mérito de atender à demanda por ensino superior que o Estado não consegue prover. O princípio de ensino universal público e gratuito constitui-se em uma importante bandeira que não conseguiu se concretizar na realidade.


2 – DEFINIÇÃO E MÉTODOS UTILIZADOS
Engenharia civil é o ramo da engenharia que projeta e executa obras como edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens e outras obras da engenharia hidráulica fluvial e da Hidráulica Marítima, assim como da engenharia sanitária.

Os termos Construção civil e Engenharia civil são originados de uma época em que só existiam apenas duas classificações para a Engenharia sendo elas Civil e Militar. A Engenharia militar era destinada apenas aos militares e a Engenharia civil destinada aos demais cidadãos. Com o tempo, a Engenharia civil, que englobava todos as áreas, foi se dividindo, e hoje conhecemos vários divisões, como a elétrica, mecânica, química, naval, entre outras. Exemplos como Engenharia naval dão origem a construção naval, mas ambas eram agrupadas apenas na grande área da civil.

O engenheiro civil projeta e acompanha todas as etapas de uma construção e/ou reabilitação (reformas) . Deve estudar as características dos materiais, do solo, incidência do vento, destino (ou ocupação) da construção. Com base nesses dados, desenvolve o projeto, dimensionando e especificando as estruturas, hidro-sanitárias e gás, bem como os materiais a serem utilizados. No gabinete de obra, chefia as equipes, supervisionando os prazos, os custos e o cumprimento das normas de segurança, saúde e meio ambiente. Cabe-lhe garantir a segurança da edificação, exigindo que os materiais empregados na obra estejam de acordo com as normas técnicas em vigor.

Por possibilitar uma ampla variedade de atuação profissional, a Engenharia civil oferece ainda grande oportunidade aos seus profissionais, possibilitando que estes que se dediquem à boa formação acadêmica tenham sucesso posteriormente, na sua carreira.



MÉTODOS UTILIZADOS NA ENGENHARIA CIVIL
A engenharia civil utiliza, como ferramentas mais usuais, a computação, a matemática, a física, a química, e um conjunto de técnicas no desenvolvimento de suas atividades, entre as quais os modelos matemáticos e os modelos físicos nos mais diversos laboratórios de engenharia civil das diferentes modalidades. Além destas, aplica contribuições da administração e da economia. Trata-se de ciência aplicada, que incorpora contribuições de diversas áreas de conhecimento, de ciência básica, para alcançar sucesso em projeto, acompanhamento, e gerência de empreendimentos.

3 – HISTÓRIA DA ENGENHEIRA CIVIL
3.1 – INTRODUÇÃO
O nome Engenharia vem do latim “ingenue” que significa faculdade inventiva/criativa, talento.
A importância da Engenharia Civil é tão grande que se torna praticamente impossível pensar o mundo sem a sua presença. Mas, se num exercício de imaginação conseguíssemos criar uma cidade sem a sua intervenção, ela certamente se reduziria a um amontoado de barracos isolados, sem comunicação, energia ou sistema de água e esgoto. O caos, enfim.
O engenheiro civil é, de longe, o profissional mais importante quando o assunto é estrutura. Só ele está habilitado a lidar com projetos e construções de edifícios, estradas, túneis, metrôs, barragens, portos, aeroportos e até usinas de geração de energia. Com seu conhecimento, escolhe os lugares mais apropriados para uma construção, verifica a solidez e a segurança do terreno e do material usado na obra, fiscaliza o andamento do projeto e também o funcionamento e a conservação da rede de água e a distribuição de esgotos.

Mas antes que conquistasse o prestígio e alcançasse o desenvolvimento que tem hoje, foi preciso que a Engenharia percorresse um longo trajeto de seis mil anos, desde que o homem deixou as cavernas e começou a pensar numa moradia mais segura e confortável para a sua família. Já os templos, os palácios e os canais, que foram marca registrada na Antigüidade, começaram a fazer parte da paisagem cerca de dois mil anos depois do aparecimento das primeiras habitações familiares.


Foi na Idade Média, quando o Império Bizantino sofria ataques freqüentes de outros povos, que a Engenharia ganhou novo e decisivo impulso. Entre os séculos VI e XVIII, os conhecimentos da área foram aproveitados sobretudo para fins militares, como a construção de fortalezas e muralhas ao redor das cidades. A atividade religiosa, principalmente na Idade Média, périodo em que a Igreja foi uma força paralela ao Império, impulsionou a construção de catedrais cada vez mais suntuosas.


Ao longo de sua História, a Engenharia foi amealhando quase só sucessos. Vez por outra, até suas eventuais falhas se tornaram célebres como no caso da Torre de Pisa, construída na cidade de Pisa, na Itália, no século XII, em solo incapaz de sustentá-la, hoje, ela apresenta uma inclinação de cinco metros em relação ao solo e, não fossem os inúmeros recursos da mais moderna tecnologia ali empregados, já teria tombado. Mas a torre italiana pode ser considerada um acidente de percurso, embora esteja longe de ser o único. Afinal, naquela época não havia escolas de Engenharia Civil e o conhecimento era limitado. Foi só no século XVIII que as escolas começaram a se formar, a partir da fundação da École de Ponts et Chaussées, em 1747, na França.


3.2 – FASES DA ENGENHARIA NA HISTÓRIA
Podemos dividir a história da Engenharia em três fases:
- Engenharia na pré-história

- Engenharia na Antiguidade

- Engenharia Moderna
3.2.1 - ENGENHARIA NA PRÉ-HISTÓRIA
O surgimento da Engenharia e Arquitetura está associado à idéia de abrigo. O abrigo, como sendo a construção predominante nas sociedades primitivas, será o elemento principal da organização espacial de diversos povos. Este tipo de construção ainda pode ser observado em sociedades não totalmente integradas na civilização ocidental, como os povos ameríndios, africanos, aborígenes, entre outros. A presença do abrigo no inconsciente coletivo destes povos é tão forte que ela marcará a cultura de diversas sociedades posteriores: vários teóricos da Arquitetura, em momentos diversos da história evocarão o mito da cabana primitiva. Este mito, variando de acordo com a fonte, prega que o ser humano recebeu dos deuses a Sabedoria para a construção de seu abrigo, configurado como uma construção de madeira composta por quatro paredes e um telhado de duas águas.

Durante a pré-História surgem os primeiros monumentos e o homem começa a dominar a técnica de trabalhar a pedra.


Período paleolítico – surgimento das primeiras ferramentas há 1,75 milhões de anos atrás.
Período neolítico – sedentarismo, início da agricultura, domesticação de animais, produção de ferramentas polidas.

3.2.2 - ENGENHARIA NA ANTIGUIDADE
Na antiguidade temos várias contribuições em diversas fases, mas os egípcios, gregos e romanos deram a maior contribuição na antiguidade para o desenvolvimento da Engenharia.

Já nos primeiros séculos da idade do bronze (2000 A.C.; fase também da descoberta da roda), foram realizadas grandes obras de engenharia no Egito, Mesopotâmia e Creta, devido ao avanço da matemática e geometria.


EGITO - Os povos egípcios tem como obra de grande destaque as pirâmides, mas também dominavam técnicas de hidráulica com controle parcial do Rio Nilo e também obtinham conhecimentos de engenharia naval, onde construíram embarcações de carga ou para fins militares.
PIRÂMIDES DO EGITO
Elas foram construídas  há mais de 2500 anos e resistem até hoje. Cercadas de mistérios, despertam interesse de historiadores, arqueólogos e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos? Que segredos guardavam dentro delas? Qual função religiosa exerciam na sociedade?


A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação. 

A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das construções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados.

As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.

A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.

Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante. 

Como foram erguidas as pirâmides do Egito?




A construção das pirâmides botou milhares de egípcios para suar, exigiu conhecimentos avançados de matemática e muitas pedras. Das cem pirâmides conhecidas no Egito, a maior (e mais famosa) é a de Quéops, única das sete maravilhas antigas que resiste ao tempo. Datada de 2 550 a.C., ela foi a cereja do bolo de uma geração de faraós com aspirações arquitetônicas. Khufu (ou Quéops, seu nome em grego), que encomendou a grande pirâmide, era filho de Snefru, que já tinha feito sua piramidezinha. O conhecimento passou de geração em geração, e Quéfren, filho de Quéops, e Miquerinos, o neto, completaram o trio das pirâmides de Gizé. Para botar de pé os monumentos, que nada mais eram que tumbas luxuosas para os faraós, estima-se que 30 mil egípcios trabalharam durante 20 anos. "Esses trabalhadores eram trocados a cada três meses. A maioria trabalhava no corte e transporte dos blocos", diz Antonio Brancaglion Jr., egiptólogo do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além do pessoal que pegava pesado, havia arquitetos, médicos, padeiros e cervejeiros. Tudo indica que esses caras eram livres (e não escravos), pagos com cerveja e alimentos. Mas há controvérsias. Alguns apostam em 100 mil trabalhadores, além de teses que atribuem a obra a ETs!

Pedra sobre pedra


As pedras foram o começo de tudo - cada bloco pesava em média 2,5 toneladas, mas isso variava: o tamanho diminuía de acordo com a altura, e em lugares específicos, como a câmara do rei, havia pedras gigantes, estimadas em até 80 toneladas. Depois de cortados nas pedreiras, os blocos eram lixados e catalogados: escrevia-se o nome do faraó e o do grupo de trabalhadores responsáveis. No total, 2,3 milhões de blocos teriam sido usados na construção da pirâmide de Quéops.

Para erguer as pirâmides, o terreno foi aplainado. Além de deixar a terra pronta para o trabalho, o processo rendeu uma fonte natural de matéria-prima: o platô era rico em rochas calcárias, um tipo de pedra mais mole, extraída com ferramentas de cobre. Rochas de calcário mais fino, usadas para dar brilho à pirâmide, vinham da região próxima de Tura

O faraó escolheu granito para decorar a câmara do rei, onde ele foi sepultado. Como a pedra não era encontrada na região, os blocos vinham de até 800 quilômetros de distância, da pedreira de Assuã, em barcos pelo rio Nilo. Os pesadíssimos blocos, alguns com até 80 toneladas, também revestiam as câmaras e os corredores internos

Para alguns pesquisadores, a análise da taxa de minerais presentes em partes dos blocos da pirâmide mostra que pode ter sido usado um tipo de concreto primitivo tanto na parte externa quanto na interna. Se a teoria for verdade, essa terá sido a primeira aplicação de concreto de que se tem notícia - antes disso, os pioneiros eram os romanos.

A proeza de transportar os blocos gigantes é tão complexa que até hoje não existe consenso. Isso pode ter sido feito com cordas; com uma espécie de trenó de troncos de madeira cilíndricos, sobre os quais as pedras deslizavam; ou com a ajuda de tafla, um tipo de barro que, molhado, fica escorregadio e ajuda a deslizar os blocos. Depois de assentados, os blocos eram cortados em um ângulo de 51º, o que deixava a face da pirâmide lisa.


Como colocar todos aqueles blocos uns sobre os outros


SUBINDO A LADEIRA

Uma rampa feita de terra e cascalho, com escoras nas laterais

Pontos positivos - Como ocuparia apenas uma das faces, esta rampa deixaria as laterais da pirâmide livre - assim, seria mais fácil checar se a obra estava "torta"

Pontos negativos - Para que a rampa alcançasse a altura total, teria que ser muito longa, e o trabalho teria que ser interrompido toda vez que fosse necessário espichá-la



ZIGUEZAGUE

Rampa única em ziguezague construída em torno da pirâmide. É a teoria mais popular atualmente

Pontos positivos - A rampa teria uma inclinação constante, ao contrário da rampa única

Pontos negativos - A rampa tampa a visão da totalidade da obra. Assim, haveria o risco de, ao desmanchar a rampa, perceber que as faces da pirâmide estavam tortas



DEBAIXO DOS CARACÓIS

Até os 43 metros de altura, usa-se a rampa externa. A partir daí, seria usada uma rampa interna em espiral, recuada a 15 metros da face externa. No fim de cada andar, uma aresta permite que as pedras girem 90º

Pontos positivos - Reaproveitaria o material da rampa externa para o resto da construção. Um sistema de contrapeso carregaria as pedras maiores

Pontos negativos - Como a linha não é reta, a rampa aumentaria a distância pela qual os blocos teriam que ser arrastados



PAU NA MÁQUINA

Várias teorias sugerem que máquinas eram usadas para subir os blocos pirâmide acima. Essas máquinas poderiam ser guindastes, alavancas ou sistema de gangorras, com um cesto de areia de um lado e o bloco de outro.

Pontos positivos - As máquinas dariam alívio à dureza do trabalho braçal

Pontos negativos - Faltaria espaço para manobrar, e as máquinas não dariam conta dos blocos maiores.


TAMANHO É DOCUMENTO
Comparada com prédios e campos de futebol, a pirâmide de Queops sai ganhando:
ALTURA - 147 metros

Equivale a - Prédio de 49 andares - o Copan, por exemplo, tem 140 metros

PESO DE 1 BLOCO - 2,5 toneladas

Equivale a - 3 Fuscas de 800 quilos

PESO TOTAL - 6,5 milhões de toneladas

Equivale a - 11,5 navios de carga carregados

ÁREA - 13 acres (52 598 m2)

Equivale a - 6 campos de futebol





GRÉCIA - Os gregos também trazem a sua contribuição.
A arquitetura grega apresenta uma história igualmente longa e característica. Os gregos edificaram os seus primeiros templos no século VII a.C., influenciados pelas plantas das casas micênicas que apresentavam uma sala central rodeada de colunas. Os primeiros templos eram pequenas construções na forma de cabanas, feitas de madeira, cascalho ou tijolos de barro, algumas vezes com telhado de folhas. Os templos com colunas de pedras são raros antes do século VI a.C.

A partir dai, os gregos concentraram as suas pesquisas estruturais num único sistema: o trílito (formado por dois pilares de apoio e por um elemento horizontal de fecho).

Os gregos não usavam o arco; para suas construções, para produzirem efeito, dependiam dos fortes contrastes entre luz e sombra nas superfícies horizontais e verticais. Figuras esculpidas preenchiam o frontão de cada extremidade da construção e relevos apareciam nas vigas apoiadas pelas colunas. A escultura normalmente evocava a história de um deus ou herói do lugar. Frontões apresentando elaboradas cenas de ação foram encontrados nos templos de Egina (início do século V a.C.), Olímpia e no Partenon (meados do século V a.C.). Nos relevos, os artistas precisavam esculpir, em planos diferenciados por poucos centímetros, figuras que avançavam e recuavam no espaço. Este efeito foi brilhantemente alcançado no friso do Partenon de Atenas, onde cavaleiros são apresentados em grupos.

Os templos da Acrópole de Atenas, construídos no século V, representam o apogeu da arquitetura grega. O Parténon, reconstruído em 447 a.C., tornou-se no mais importante templo dórico da Grécia.


IMPÉRIO ROMANO - Chegou a vez dos romanos.
No Império Romano, os trabalhos de engenharia hidráulica e arquitetônica (destaque para o Coliseu), alcançaram nível notável, além do desenvolvimento do sistema rodoviário, com estradas que ainda hoje é possível trafegar por algumas delas.


O desenvolvimento da arte romana começou a partir do século II a.C., época em que Roma já dominava a totalidade do Mediterrâneo e avançava com passos firmes sobre o norte da Europa e a Ásia.

Discute-se muito se existe ou não um estilo romano. A dúvida provém do fato de que os romanos não criaram um estilo próprio; na verdade, a arquitetura da Roma Antiga é formada por um conjunto de elementos gregos e etruscos. O plano do templo é herdado dos etruscos. Quanto à ornamentação, é grega, sendo coríntia a ordem preferida. Ou se mandavam trazer da Grécia esculturas, colunas e objetos de todo tipo, ou se fazia cópias dos originais nas oficinas da cidade. O espírito romano, mais prático e menos lírico, não demorou muito a oferecer sua própria versão do estilo. Da fusão dessas tendências é que se formou o chamado "estilo romano".

Embora não haja dúvida de que as obras arquitetônicas romanas tenham resultado da aplicação das proporções gregas à arquitetura de abóbadas dos etruscos,  também é certo que lhes falta um caráter totalmente próprio, um selo que as distinga.

Para começar, a partir do século II a.C., os arquitetos da antiga Roma dispunham de dois novos materiais de construção. Um deles, o opus cementicium - uma espécie de concreto armado -, era material praticamente indestrutível. Do outro lado estava o opus latericium, o ladrilho, que permitia uma grande versatilidade. Combinado com o primeiro material, ele oferecia a possiblidade de se construírem abóbadas de enormes dimensões e, apesar disso, muito leves.

Desde a instauração do império, no século I a.C., a arte foi utilizada em Roma como demonstração de grandeza. Não apenas mudou totalmente a imagem da capital como também a do resto das cidades do império. Palácios, casas de veraneio, arcos de triunfo, colunas com estelas comemorativas, alamedas, aquedutos, estátuas, templos, termas e teatros foram erguidos ao longo e ao largo dos vastos e variados domínios do império romano.



Arco do triunfo
Orange, França


Arcadas do peristilo do palácio Diocleciano Split, Iugoslávia



Os romanos também modificaram a linguagem arquitetônica que haviam recebido dos gregos, uma vez que acrescentaram aos estilos herdados (dórico, jônico e coríntio) duas novas formas de construção: os estilos toscano e composto.

A evolução da arquitetura romana reflete-se fundamentalmente em dois âmbitos principais: o das escolas públicas e o das particulares. No âmbito das escolas públicas, as obras (templos, basílicas, anfiteatros, arcos de triunfo, colunas comemorativas, termas e edifícios administrativos) apresentavam dimensões monumentais e quase sempre formavam um conglomerado desordenado em torno do fórum - ou praça pública - das cidades.




Mercados e armazéns do Forum de Trajano -Roma


Basílica de Constantino - Fórum Romano


Foro de Trajano - Roma


Anfiteatro de Nimes – França



As obras particulares, como os palácios urbanos e as vilas de veraneio da classe patrícia, se desenvolveram em regiões privilegiadas das cidades e em seus arredores, com uma decoração faustosa e distribuídas em torno de um jardim.

    

A plebe vivia em construções de insulae, muito parecidos com nossos atuais edifícios, com portas que davam acesso a sacadas e terraços, mas sem divisões de ambientes nesses recintos. Seus característicos tetos de telha de barro cozido ainda subsistem em pleno século XX.

A engenharia civil romana merece um parágrafo à parte. Além de construir caminhos que ligavam todo o império, os romanos edificaram aquedutos que levavam água limpa até as cidades e também desenvolveram complexos sistemas de esgoto para dar vazão à água servida e aos dejetos das casas.













3.2.2 - ENGENHARIA MODERNA
Para chegarmos ao ponto em que nos encontramos hoje em termos de engenharia civil, na era moderna, temos várias obras de destaque, que são tantas que não poderíamos falar sobre todas elas, mas ver o exemplo da Torre Eiffel.

TORRE EIFFEL



Ao pensar em Paris, é impossível não vir à mente a imagem da Torre Eiffel. Vencedora de um concurso com o intuito de comemorar o centenário da Revolução Francesa, foi apresentada por Gustave Eiffel, engenheiro famoso por sua habilidade em utilizar ferro forjado, material na época mais barato que o aço e com o qual ele já havia construído pontes, cúpulas e coberturas.


A intenção era construir a estrutura mais alta do mundo, uma torre de 300 metros. Na época o recorde era do Monumento a Washington, um obelisco de pedra com 169 metros, sendo que o monumento antigo mais alto é a Pirâmide de Quéops com 147 metros. Eiffel se propôs a construir uma torre quase duas vezes mais alta do que a maior estrutura já erguida até a época.


O projeto consistia numa estrutura de barras de ferro forjado, presas com rebites, apoiada em sólidos alicerces. Ao contrário de uma ponte, onde muitas das vigas são idênticas, a torre exigia muitos componentes diferentes, projetados um a um por uma equipe de 50 técnicos dirigidos por Eiffel.




O levantamento da torre começou em janeiro de 1887. Para os alicerces foram utilizados gavetas de aço de 15 metros de comprimento por 7 de largura e 2 de profundidade, cheios de concreto e enterrados no subsolo. Sobre eles começou a erguer-se a estrutura de ferro no final de junho. A construção avançou em bom ritmo durante todo o ano de 1888 e no final de marco de 1889 alcançou sua altura final.




A obra custou 7.799.401 francos, um milhão a mais do que Eiffel havia calculado. Porem contrariando muitos de seus críticos, a torre se mostrou um grande atrativo turístico. Apenas nos cinco últimos meses de 1889, a torre recebeu 1,9 milhões de visitantes, que pagaram dois francos para subir a primeira plataforma, mais um para chegar a segunda e outros dois francos para subir ao topo. O recorde de publico visitante só veio a ser batido nos anos setenta com a aparição do turismo em massa em Paris. Anualmente, a torre recebe cerca de 6,9 milhões de visitantes.


Projetada a principio para durar apenas 20 anos, a torre ainda se mantém de pé depois de mais de um século. Nos anos oitenta foi realizada uma grande reforma que custou 28 milhões de dólares, com um dos objetivos sendo o de amenizar o excesso de peso que vinha se acumulando ao longo dos anos. A torre sempre foi gerida como uma empresa comercial, chegando por durante algum tempo ceder seus direitos de publicidade a Citroen entre outros.

Números e dados da Torre Eiffel:


- Data de construção: 1887-1889
- Material: ferro flexível
- Altura: 300 metros
- Peso total da estrutura: 9547 toneladas
- Número de componentes: 18000
- Número de rebites: 2 milhões e meio
- Número de operários: 230 (100 na fabricação das peças, 130 para montá-las)

Curiosidades:


- Em dias de grande calor a dilatação chega a ser de 17cm.
- A cada 7 anos são aplicados cerca de 45 toneladas de pintura na estrutura.
- A principio, muitos críticos de diversas áreas não gostaram da idéia da torre, inclusive o primeiro-ministro da época, Tirard.
- Não ocorreu nenhum acidente mortal durante a construção.
- Cerca de 400 pessoas já cometeram suicídio do alto da torre.
- Em 1984 ocorreu o primeiro salto de paraquedas da torre, dois ingleses enganaram os guardas e pularam, chegando ao chão sem problemas.
- Acima da terceira plataforma, Eiffel construiu um pequeno apartamento próprio, com quartos para experiências cientificas.
- Os nomes de setenta e dois cientistas, engenheiros e outros franceses notáveis estão gravados em reconhecimento as suas contribuições por Gustave Eiffel.

Para falarmos da engenharia moderna, vamos iniciar pelas sete maravilhas do mundo moderno, da engenharia e da construção civil.

Todos nós somos atraídos pela curiosidade e também prazer de listar, qualificar e classificar coisas. Então nada melhor do que uma lista com as grandes maravilhas do mundo moderno, da engenharia e da construção civil. A lista, que buscou homenagear as grandes conquistas da engenharia civil no séc. XX, foi elaborada pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis.


Eurotúnel



Torre CN






Empire State Building


Ponte Golden Gate




Usina hidrelétrica de Itaipu

Diques de Marés




Canal do Panamá




ALGUMAS OBRAS DE DESTAQUE NO MUNDO ATUAL

A - PETRONAS TOWERS

Com 452m de altura, o arranha-céu Petronas Towers, localizado em Kuala Lumpur, capital da Malásia, foi o edifício mais alto do mundo por 5 anos, de 1998 até 2003, superando o Sears Towers e sendo batido pelo Taipei 101.
A construção é resultado de autoridades locais de Kuala Lumpur desejarem criar um distrito financeiro e para tanto necessitavam de algo que simbolizasse a modernidade e o grande crescimento da economia malaia naquela época. Em 1991, foi aberto um concurso para o projeto das torres e o vencedor foi o estúdio de Cesar Pelli, arquiteto argentino responsável pelo desenho arquitetônico do edifício. Cesar Pelli propôs duas torres gêmeas de 88 andares, cada uma com 427m de altura e uma ponte no andar 44 unindo as duas torres.



No início, não havia a pretensão de construir a estrutura mais alta do mundo, pois o pináculo ficava 16m abaixo do que o topo do Sears Towers, entretanto, com as torres já sob construção, foi pedido a Cesar Pelli que aumentasse a altura em toda parte possível do edifício. A solução escolhida ao invés de aumentar o número de andares, foi adicionar uma abóbada pequena e um pináculo integrado à estrutura das torres, chegando aos 452m de altura.
Ao mesmo tempo em que era belo e ousado, a construção da ponte (a 170m de altura da rua) foi algo problemático para os engenheiros, e para manter as torres eqüidistantes foi criado um V invertido que tornou constante a distância entre os edifícios.



Para a construção das torres algo incomum foi feito, diferentes empresas de construção civil foram contratadas para a construção de cada torre, o que acarretou em um tempo de construção relativamente rápido, devido à rivalidade entre as construtoras. A torre 1 foi completada sem problemas pela Hazama Corporation (Japão), porém a Samsung Constructions e a Kukdong Engineering & Construction (ambas sul-coreanas) responsáveis pela torre 2 se viram em problemas quando descobriram que a torre 2 estava 25mm fora da vertical.
B - VIADUTO DE MILLAU

O Viaduto de Millau se consagrou como a mais alta ponte aberta ao tráfego de veículos do mundo, após ser completado no final de 2004. Com 342m de altura, 19m mais alta que a Torre Eiffel em Paris, a ponte que facilita a travessia do vale do rio Tarn, próximo da cidade de MIllau, no sudoeste da França, foi projetada pelo arquiteto inglês Norman Foster e pelo engenheiro Francês, especializado em pontes, Michel Virlogeux.



A ponte suspensa por cabos foi construída pela Eiffage, mesma companhia responsável pela construção da Torre Eiffel. O custo total da obra ficou em cerca 300 milhões de euros, bancados pela Eiffage, que em troca fechou um acordo com o governo francês, ganhando o direito de pedagiar a ponte por 75 anos, entretanto, caso os lucros sejam muito altos o governo francês pode retomar a ponte em 2044.


O viaduto faz parte da auto-estrada A75 que liga Paris a Barcelona e serve como grande descongestionador para o tráfego na região, pois antes os veículos tinham que descer até o vale do rio Tarn, o que causava grandes congestionamentos, principalmente na época das das férias de verão. A média diária do tráfego no Viaduto de MIllau em 2006 foi de 11.912 veículos, 8% maior que as previsões iniciais.


No total, o projeto consumiu 19.000 toneladas de aço reforçado de concreto, 5.000 toneladas de aço reforçado para cabos, e 85.000 metros cúbicos de concreto – o suficiente para encher o Hall Albert de Londres.


Durante a construção, sete pilastras intermediárias temporárias foram necessárias entre as pilastras permanentes de concreto para que o deque fosse ‘lançado’ através do desfiladeiro de coluna a coluna. Cada uma das sete seções atravessa 350 metros.
Para compensar a expansão e contração, cada coluna se divide em duas colunas mais finas e flexíveis debaixo da pista de rodovia. Isso cria uma estrutura em forma de A sobre o nível do deque, afinando a silhueta da ponte, reduzindo seu impacto na paisagem ao redor.
Desenvolvido para suportar as mais extremas condições do tempo e atividade sísmica, o viaduto Millau tem uma garantia de 120 anos. Para proteger motoristas de ventos violentos, a estrutura foi equipada com telas protetoras e fortes barreiras de colisão.



Dados e números do Viaduto de Millau:
- Nome oficial: Le Viaduc de Millau
- Tempo de construção: 38 meses
- Data de inauguração: 14/12/2004
- Ponto mais alto: 343m
- Comprimento total: 2.460m
- Largura 32m
- Número de pistas: 6
- Número de trabalhadores durante a construção: 500
- Material de construção: cimento armado e aço
- Quantidade de aço reforçado de concreto: 19.000ton
- Quantidade de aço reforçado para cabos: 5.000ton
- Volume de concreto utilizado: 85.000m3
PRÉDIO MAIS ALTO DO MUNDO
O prédio mais alto do mundo foi inaugurado nesta segunda-feira (04/01/2011) no emirado de Dubai.

O Burj Dubai como foi conhecido até sua inauguração, ou Torre Dubai em árabe, tem 828 metros de altura e 160 andares, e é coberto por 28 mil painéis de vidro que permitem que o seu brilho seja visto a 95 quilômetros de distância.

O edifício conhecido até a inauguração como Burj Dubai passou a se chamar Burj Khalifa.devido a um empréstimo de 10 bilhões de dolares do vizinho Abu Dhabi em dezembro; assim a Torre é rebatizada 'Burj Khalifa', em homenagem ao líder de Abu Dhabi.

A torre deixa para trás o prédio que até então vinha sendo considerado o mais alto do mundo desde 2004, o Taipei 101, em Taiwan, que mede 508 metros.

A construção do prédio começou durante o "boom" econômico da última década e envolveu cerca de 12 mil trabalhadores.
WORLD TRADE CENTER
World Trade Center foi um complexo de sete prédios edificado em Lower Manhattan, Nova Iorque que foi destruído em 2001 devido aos ataques de 11 de Setembro. Atualmente se encontra em reconstrução no mesmo terreno, com seis novos arranha-céus e um memorial.

O complexo original foi projetado por Minoru Yamasaki na década de 1960 usando o design estrutural de seções tubulares para as torres gêmeas de 110 andares. A pedra fundamental do edfício foi lançada no dia 5 de Agosto de 1966. A Torre Norte foi concluída em Dezembro de 1972 e a Torre Sul foi finalizada em Abril de 1973. O complexo (as vezes abreviado como WTC e informalmente chamado de Trade Center ou Torres Gêmeas) ficava localizado no coração do centro financeiro de Nova Iorque e tinha 1,24 milhão de m² de espaço de escritório. Estima-se que 3% de todos os escritórios de Manhattan ficavam nas torres. O restaurante Windows on the World se encontrava nos andares 106 e 107 da Torre Norte enquanto o deck de observação Top of the World localizava-se no andar 107 da Torre Sul. Os outros edifícios do complexo eram o Marriott World Trade Center; 6 World Trade Center, edifício sede de órgãos do governo; e o 7 World Trade Center, que foi construído em 1980. O World Trade Center pegou fogo parcialmente em 13 de Fevereiro de 1975 e sofreu um ataque a bomba em 26 de Fevereiro de 1993. Em 1998, o Port of Authority decidiu privatizar o complexo, transferindo a administração de todos os edífícios para uma empresa privada, a Silverstein Properties em julho de 2001.

Na manhã de 11 de Setembro de 2001, terroristas ligados ao grupo Al-Qaeda jogaram dois Boeing 767 dentro do complexo, num ataque suicida coordenado. 57 minutos após o impacto, a Torre Sul entrou em colapso e ruiu, seguida 29 minutos depois pela Torre Norte, resultando em 2,750 mortes no World Trade Center.

4 – HISTÓRIA DA ENGENHEIRA CIVIL NO BRASIL
No Brasil, a Engenharia deu seus primeiros passos, de forma sistemática, ainda no período colonial, com a construção de fortificações e igrejas. Logo em 1549, com a decretação do Governo Geral, o engenheiro civil Luiz Dias foi incumbido pelo "governador das terras do Brasil", Tomé de Souza, de levantar os muros da cidade de Salvador (BA), a capital. Dias acabou construindo também o edifício da Alfândega e o sobrado de pedra-e-cal da Casa da Câmara e Cadeia, que se tornou célebre como o primeiro do gênero na colônia. Mas a criação de uma escola de Engenharia Civil brasileira só se daria 258 anos depois, com a chegada da Família Real ao País, em 1808, e a conseqüente fundação da Real Academia Militar do Rio de Janeiro. Seu objetivo era formar oficiais da artilharia, além de engenheiros e cartógrafos.

Em 1842, a academia foi transformada em Escola Central de Engenharia e, 32 anos depois, convertida em curso exclusivo de Engenharia Civil. Essa instituição é, hoje, a Escola Nacional de Engenharia.


Organizada em instituições, a Engenharia Civil ganhou estudos mais sistematizados e as cidades passaram a crescer vertiginosamente, numa velocidade nunca antes registrada. Vieram os altos edifícios, as pontes quilométricas, o sistema de saneamento básico, as estradas pavimentadas e o metrô. Para construir obras tão distintas, o engenheiro precisou adquirir conhecimento profundos em pelo menos cinco grandes áreas: estruturas, estradas e transportes, hidráulica e saneamento, geotecnia, materiais e construção civil. São essas modalidades que hoje compõem a base dos currículos das escolas de Engenharia Civil.

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