Objetivos objetivo geral inserir a comunidade escolar na temática do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira numa perspectiva de valorização das diversas etnias que constituem o povo brasileiro. Objetivos específicos



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INTRODUÇÃO
O projeto respalda as Leis Federais 10.639/03 e 11.645/08, mas também se justifica pela proposta do PPP e do Plano de Intervenção da UE, cujas atividades selecionadas contemplam os objetivos e as ações planejadas para impactar os indicadores críticos. Justifica-se ainda pela necessidade de educar para a igualdade étnico-racial, rompendo com os nossos conceitos e preconceitos, discutindo as transformações necessárias para uma sociedade mais justa e equitativa, entendendo a diversidade como uma característica da nossa cultura, uma vez que a diversidade é norma da espécie humana: os seres humanos são diversos em suas culturas e na forma de perceber o mundo. Portanto, essa diversidade precisa ser respeitada e valorizada. A temática está inserida no PPP para ser trabalhada de forma interdisciplinar ao longo das quatro unidades, reservando um espaço no mês de novembro para a culminância das atividades desenvolvidas nas diversas áreas do conhecimento.

Objetivos

OBJETIVO GERAL

Inserir a comunidade escolar na temática do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira numa perspectiva de valorização das diversas etnias que constituem o povo brasileiro.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Organizar o Museu da História, articulando as áreas do conhecimento para que os alunos conheçam a história dos negros desde a África, seu contexto de escravidão e o contexto atual;

  • Promover palestras sobre o tema em estudo, dinamizando-as com as modernas tecnologias, macrocampo comunicação e uso das mídias;

  • Desenvolver atividades criativas, interdisciplinares e contextualizadas que estimulem a participação efetiva do aluno, melhorando o seu o desempenho.

  • Participar de atividades em pequenos e grandes grupos, compreendendo e respeitando as diferenças individuais como meio para alcançar os objetivos propostos coletivamente.

  • Utilizar-se das diferentes linguagens como meio de expressão, comunicação e informação: cênica, plástica, fílmica, midiática, corpórea, etc.

  • Analisar as diversas formas de preconceito e exclusão existentes no Brasil, inclusive na escola;

  • Obter informações de diferentes formas – observação, experimentos, leitura de texto e imagem, entrevista, etc.

  • Respeitar e valorizar a cultura, o modo de vida de diferentes grupos (macrocampo Direitos humanos em Educação), em diferentes tempos e espaços, em suas manifestações culturais, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças, continuidade e descontinuidade, conflitos e contradições.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A escolha da temática se justifica pela possibilidade de proporcionar aos envolvidos uma reflexão sobre o modo como o ensino de História e da História e Cultura Afro-Brasileira tem sido oferecido aos alunos da educação básica e quais as atitudes necessárias para que este ensino se processe de forma que possibilite aos alunos desenvolverem estruturas cognitivas que acolham a complexidade do conhecimento pertinente ao estudo da História e Cultura Afro-Brasileira.

Segundo Sader (1995, p.28),

O aluno como aprendiz de história passa a maior parte do tempo nos estabelecimentos escolares, sobretudo no que diz respeito à sala de aula, tendo uma relação admirável e intensa entre ensino e aprendizagem, colocando em pauta todo o seu conhecimento ao longo da sua vida que passou por vários processos de entender o porquê de aprender história. Sabe-se que história identifica o indivíduo como leitor e conhecedor da realidade e dos problemas enfrentados no dia–a–dia na sala de aula.

É preciso que haja compreensão de todos que pretendem levar o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira a uma sociedade democrática, como instrumento de apoio que possa se relacionar com os demais membros de uma sociedade que visa conhecer a realidade do passado e do real presente vivido por pessoas que acreditam que ensinar e aprender história é de grande valor para todos os cidadãos.

Embora muitas mudanças significativas tenham ocorrido na educação brasileira, que, consequentemente, absorve as transformações sociais, ainda pode-se perceber que as práticas escolares estão distantes de atender os verdadeiros anseios das demandas vigentes. Essa realidade pode ter diversas causas; uma delas, que merece reflexão, é a crença de que a escola deve apenas repassar conteúdos privilegiados e renegar seu importante papel na construção de valores éticos e sociais importantes para a construção da cidadania. Sobre a seleção de conteúdos na qual, não por acaso, alguns conteúdos são privilegiados em detrimento de outros no âmbito escolar, Bittencourt, (2009), afirma que essa seleção está carregada de pressuposto eurocêntrico e faz uma crítica bastante pertinente:

[...] A história do Brasil precisa necessariamente ser e estar integrada à história mundial para que seja entendida em suas articulações como história em escola mais ampla e em sua participação nela. A história mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a história do mundo, que na realidade é a história da Europa. Não se trata de negar a importância e o legado da Europa para nossa história; trata-se, antes, de não omitir outras histórias de nossas heranças americanas e africanas. Torna-se fundamental, que se tem sido pleiteado pelo movimento das comunidades negras o conhecimento da história da África em seus componentes mais complexos, que envolvem as nossas heranças, sempre mal compreendidas, das populações negras [...]” (BITTENCOURT, 2009 p. 159).

A sociedade contemporânea vem traçando novos paradigmas de conhecimento em que a escola é convidada a repensar a história do negro no Brasil. A Lei 10.639/2003, antes de instituir a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” deve ser vista como fruto das lutas sociais da comunidade negra engajada no reconhecimento e valorização de sua cultura, além de sugerir mudanças na representação sobre a comunidade negra, estabelecendo diretrizes para a retificação da praxe escolar no que diz respeito à adoção de estratégias pedagógicas de combate às formas de preconceito e discriminação racial.


METODOLOGIA


  • As atividades foram planejadas no coletivo das áreas, priorizando o protagonismo dos alunos desde a realização de oficinas:

  • Oficina de penteados

  • Oficinas de desenhos, pinturas e produção de texto

  • Oficina de culinária

  • Palestras com historiadores;

  • Pesquisa orientada;

  • Debates;

  • Entrevistas;

  • Visitas a comunidades que preservam aspectos da cultura africana.

  • Trabalho diversificado com diversos gêneros textuais;

  • Construção de biografias que indicam personalidades marcantes que deram exemplo de cidadania no Brasil e no mundo;

  • Pesquisa e produção de texto, a partir de temáticas como sistema de cotas, o racismo no Brasil;

  • Construção de murais com gráficos e tabelas sobre as condições de vida da população brasileira;

  • Interpretação de músicas;

  • Dramatização;

  • Os trabalhos foram apresentados em stands organizados dentro das salas de aula, onde os alunos demonstraram os resultados através de coreografias, capoeira, produção de textos, dramatizações. Os resultados das pesquisas foram apresentadas em forma de documentário utilizando a TV- pen drive e data show.



RESULTADOS E CONCLUSÃO

Os resultados obtidos, nas várias áreas do conhecimento, foram efetivamente influenciados pelas atividades planejadas coletivamente e desenvolvidas pelos alunos ao longo do projeto, os quais se revelaram tanto em termos de crescimento no rendimento, como também na construção de atitudes e comportamentos – valorização da amizade, da diversidade, do respeito, da tolerância, da solidariedade, da não violência, etc. Enfim, as formas de hostilidades mais explícitas nos relacionamentos foram cedendo espaço para uma convivência mais harmônica e justa.

A partir do desenvolvimento dessas posturas, percebeu-se também maior integração e cooperação nos trabalhos delegados aos grupos, bem como um decréscimo no tocante à indisciplina.

Os índices de frequência às aulas aumentaram como também a participação nas mesmas e na execução das atividades. Percebeu-se, ainda, que a adoção de variadas metodologias, recursos e o estreitamento de laços entre professor e aluno contribuíram efetivamente para diminuir o grande problema da UE – a evasão; mesmo não alcançando a meta estabelecida, houve uma redução de mais de 50% neste indicador.


COORDENAÇÃO DO PROJETO

Equipe gestora

Professores articuladores

Alunos coordenadores de turma



REFERÊNCIAS

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. 3ª Ed. São Paulo: Cortez, 2009;


Diretrizes Curriculares Nacionais Para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, outubro de 2004;

LEI Nº11.645, DE 10 MARÇO DE 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em Abril de 2013.

Lei 10.639/03 e o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana Disponível em: http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/lei-10639-03-ensino-historia-cultura-afro-brasileira-africana.htm.Acesso em Abril de 2013

SADER, Emir. A História não terminou. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1995.





  • Anexo



Foto 1: Oficinas de dança


Foto 2: Oficinas de penteados



Foto 3: Oficinas de desenhos, pinturas e produção de texto



Foto 4: Oficina de culinária



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