Octavio mendes cajado editora pensamento



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Revisão do Capítulo 4


  1. Como influíram as opiniões científicas em nossos conceitos de nós mesmos?

  2. Por que a visão de um mundo físico fixo deixou de ser prática para nós?

  3. O que havia de tão importante nas contribuições de Faraday e de Maxwell para as idéias a respeito do modo com que o mundo funciona?

  4. O que vem a ser a coerência superliminar e qual é a sua importância para a nossa vida de todos os dias?

  5. Como pode a idéia da realidade multidimensional ajudar a descrever o Campo da Energia Humana?

Alimento para reflexão


  1. Imagine-se um holograma. Como é que isso o deixa sem limites?


Capítulo 5
HISTORIA DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA NO CAMPO DA ENERGIA HUMANA

Embora os místicos não tenham falado em campos de energia nem em formas bioplásmicas, suas tradições, que remontam a mais de 5.000 anos em todas as partes do globo, se harmonizam com as observações que os cientistas começaram a fazer recentemente.


Tradição Espiritual


Adeptos de todas as religiões falam em experimentar ou enxergar luz em torno da cabeça das pessoas. Através de práticas religiosas, como a meditação e a oração, eles atingem estados de consciência ampliada que lhes abrem as capacidades da Percepção Sensorial Elevada.

Antiga tradição espiritual indiana, de mais de 5.000 anos, menciona uma energia universal denominada Prana, vista como o constituinte básico e a origem de toda a vida. Prana, o alento da vida, move-se através de todas as formas e lhes dá vida. Os iogues praticam-lhe a manipulação por meio de técnicas de respiração da meditação e de exercícios físicos destinados a manter estados alterados de consciência e a juventude muito além do espaço normal de vida.

Os chineses, no terceiro milênio a.C., postulavam a existência de uma energia vital a que davam o nome de Ch'i. Toda a matéria, animada ou inanimada, se compõe dessa energia universal e dela se impregna. O Ch'i contém duas forças polares, o yin e o yang. Quando o yin e o yang estão equilibrados, o sistema vivo estadeia saúde física; quando, porém, estão desequilibrados, daí resulta um estado mórbido. Um excesso de força do yang redunda em atividade orgânica demasiada. Quando o yin predomina, é causa de funcionamento insuficiente. Qualquer um desses desequilíbrios acarreta uma moléstia física. A antiga arte da acupuntura se concentra na equilibração dessas duas forças, o yin e o yang.

A Cabala, teosofia mística judaica que teve inicio por volta de 538 a.C., refere-se às mesmas energias como a luz astral. As pinturas religiosas cristãs retratam Jesus e outras figuras espirituais cercadas de campos de luz. No Antigo Testamento, existem inúmeras referências à luz em torno das pessoas e ao aparecimento de luzes, mas, no correr dos séculos, esses fenômenos perderam o significado original. A estátua de Moisés, de Miguel Ângelo, por exemplo, mostra o karnaeem como dois chifres na cabeça em lugar dos dois raios de luz a que o termo originalmente se referia. Em hebraico, essa palavra tanto significa chifre como luz.

Em seu livro Future Science, John White enumera 97 culturas diferentes que se referem aos fenômenos áuricos com 97 nomes diferentes.

Muitos ensinamentos esotéricos — os antigos textos védicos hindus, os teosofistas, os rosa-cruzes, o povo da Medicina Americana Nativa, os budistas tibetanos e indianos, a Sra. Blavatsky e Rudolph Steiner, para citar apenas alguns — descrevem pormenorizadamente o Campo da Energia Humana. Ha pouco tempo, muita gente com estudos científicos modernos adicionou algumas observações num nível físico, concreto.


Tradição Científica: de 500 a.C. até o Século XIX


Em todo o discurso da história, a idéia de uma energia universal que impregna toda a natureza foi defendida por muitas mentes cientificas ocidentais. Essa energia vital, percebida como um corpo luminoso, foi registrada, pela primeira vez na literatura ocidental, pelos pitagóricos, por volta de 500 a.C. Sustentavam eles que a sua luz produzia uma série de efeitos no organismo humano, incluindo a cura de doenças.

No século XII, dois eruditos, Boirac e Liebeault, viram que os humanos possuem uma energia capaz de causar interação entre indivíduos à distância. Relataram eles que uma pessoa pode exercer um efeito salubre ou insalubre sobre outra com sua simples presença. O douto Paracelso, na Idade Média, chamou a essa energia “Illiaster” e disse que “Illiaster” se compõe ao mesmo tempo de força vital e de matéria vital. O matemático Helmont, no século XIX, visualizou um fluido universal que impregna toda a natureza e que não é uma matéria corpórea e condensável, mas um espírito vital puro, que penetra todos os corpos. Segundo Leibnitz, o matemático, os elementos essenciais do universo são centros de força que contêm o seu próprio manancial de movimento.

Outras propriedades dos fenômenos da energia universal foram observados, no século XIX, por Helmont e Mesmer, o fundador do mesmerismo, que depois se transformou em hipnotismo. Afirmaram eles que os objetos animados e inanimados podiam ser carregados com esse “fluido” e que os corpos materiais podiam exercer influência uns sobre os outros à distância, o que subentendia a existência de um campo de certo modo idêntico ao campo eletromagnético.

O Conde Wilhelm von Reichenbach passou 30 anos, em meados do século XIX, fazendo experiências com o “campo”, a que dava o nome de força “ódica”. Ele descobriu que essa força exibia muitas propriedades semelhantes às do campo eletromagnético que James Clerk Maxwell descrevera anteriormente no século XIX. Ele também descobriu que muitas propriedades eram exclusivas da força ódica e determinou que os pólos de um ímã exibiam não só a polaridade magnética mas também uma polaridade única, associada ao “campo ódico”. Outros objetos, como os cristais, manifestam igualmente a polaridade única sem que eles mesmos sejam magnéticos. Os pólos do campo da força ódica têm como propriedades subjetivas o serem “quentes, vermelhos e desagradáveis”, ou “azuis, frios e agradáveis” à observação de indivíduos sensíveis. Além disso, precisou que pólos opostos não se atraíssem, como acontece no eletromagnetismo. Descobriu que, com a força ódica, pólos semelhantes se atraem — ou o semelhante atrai o semelhante. Esse é um fenômeno áurico importantíssimo, como veremos mais adiante.

Von Reichenbach estudou a relação entre as emissões eletromagnéticas do sol e as concentrações associadas do campo ódico. Descobri ainda que a maior concentração dessa energia se encontra dentro das áreas vermelha e azul-violeta do espectro solar. Afirmou que cargas opostas produziam sensações subjetivas de calor e frio em graus variáveis de força relacionáveis com a tabela periódica por uma série de testes fortuitos. Todos os elementos eletropositivos davam aos sujeitos sensações de calor e produziam sensações desagradáveis; todos os elementos eletronegativos pendiam para o lado frio, agradável, com o grau de intensidade da sensação paralela à sua posição na tabela periódica. Essas sensações, que variavam entre o quente e o frio, correspondiam às cores espectrais que variam entre o vermelho e o anil.

Verificou Von Reichenbach que o campo ódico pode ser conduzido através de um fio, que a velocidade da condução é muito lenta (aproximadamente 4 metros por segundo ou 13 pés por segundo) e que a velocidade parece depender mais da densidade da massa do material do que da sua condutibilidade elétrica. Ademais, os objetos podiam ser carregados dessa energia de um modo análogo ao com que se carregam pelo emprego de um campo elétrico. Outras experiências demonstraram que parte do campo pode ser focalizado como a luz, através de uma lente, ao passo que outra parte flui à volta da lente da mesma maneira com que a chama de uma vela flui em torno de objetos colocados no seu caminho. A porção defletida do campo ódico também reagiria como a chama de uma vela exposta às correntes de ar, sugerindo que a composição semelha à de um fluido gasoso. Pelo que se depreende desses experimentos, o campo áurico tem propriedades que dão a entender seja ele não só de natureza particulada. como um fluido, mas também energética, como as ondas de luz.

Von Reichenbach descobriu que a força no corpo humano produz uma polaridade semelhante à que se acha presente nos cristais ao longo dos eixos principais. Baseado nessa evidência experimental, descreveu o lado esquerdo do corpo como um pólo negativo e o direito como um pólo positivo. Este é um conceito semelhante ao dos antigos princípios chineses do yin e do yang mencionados acima.

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