Octavio mendes cajado editora pensamento



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Observações Feitas por Médicos do Século XX


Podemos inferir dos parágrafos precedentes que os estudos, até o século XX, foram levados a efeito para observar as diferentes características de um campo de energia que envolve os humanos e outros objetos. A partir de 1900, muitos médicos também se interessaram pelo fenômeno.

Em 1911, o Dr. William Kilner, médico, relatou seus estudos do Campo da Energia Humana tal como se fosse visto através de telas e filtros coloridos. Escreveu ter visto uma névoa brilhante ao redor de todo o corpo em três zonas: (a) uma camada escura de cerca de 6 mm mais próxima da pele, cercada por (b) uma camada mais vaporosa de cerca de 25 mm de largura que fluía perpendicularmente ao corpo, e (c) um pouco mais para fora, uma delicada luminosidade externa, de contornos indefinidos, de cerca de 152 mm de espessura. Averiguou Kilner que a aparência da “aura” (como lhe chamou) difere consideravelmente de sujeito para sujeito, dependendo da idade, do sexo, da capacidade mental e da saúde. Certas moléstias apareciam como manchas ou irregularidades da aura, o que o levou a desenvolver um sistema de diagnósticos na base da cor, da contextura, do volume e da aparência geral do invólucro. Algumas doenças que ele diagnosticou dessa maneira foram infecções do fígado, tumores, apendicite, epilepsia e distúrbios psicológicos, como a histeria.

Nos meados da década de 1900, o Dr. George De La Warr e a Dra. Ruth Drown construíram novos instrumentos para detectar radiações de tecidos vivos. Ele desenvolveu a Radiônica, sistema de detecção, diagnóstico e cura à distância, utilizando o campo da energia biológica humana. Seus trabalhos mais impressionantes são fotografias tiradas usando o cabelo do paciente como antena. Essas fotografias mostravam formações internas de enfermidades em tecidos vivos, como tumores e cistos no interior do fígado, tuberculose nos pulmões e tumores malignos no cérebro. Até um feto vivo de três meses de idade foi fotografado no útero.

O Dr. Wilhelm Reich, psiquiatra e colega de Freud nos primórdios do século XX, passou a interessar-se por uma energia universal a que deu o nome de orgone. Ele estudou a relação entre os distúrbios do fluxo do orgone no corpo humano e as doenças psicológicas. Desenvolveu uma modalidade psicoterapêutica, em que as técnicas analíticas freudianas para descobrir o inconsciente são integradas em técnicas físicas a fim de liberar bloqueios para o fluxo natural de energia do orgone no corpo. Liberando os bloqueios de energia, Reich clareava estados mentais e emocionais negativos.

No período que foi dos anos 30 aos 50, Reich realizou experiências com essas energias empregando a mais moderna instrumentação eletrônica e médica da época. Observou-as pulsando no céu e em torno de todos os objetos orgânicos e inanimados. Observou pulsações de energia orgônica, que se irradiavam de microrganismos, empregando um microscópio potentíssimo, construído especialmente para isso.

Reich construiu uma porção de aparelhos físicos destinados ao estudo do campo do orgone. Um deles foi o “acumulador”, capaz de concentrar a energia orgônica, usado para carregar objetos com essa energia. Ele observou que um tubo de descarga de vácuo conduziria uma corrente de eletricidade, num potencial consideravelmente mais baixo do que o seu potencial de descarga normal, depois de carregado por longo tempo num acumulador. Demais disso, afirmava aumentar o índice de decadência nuclear de um radioisótopo colocando-o num acumulador de orgone.

O Dr. Lawrence Bendit e Phoebe Bendit fizeram extensas observações do Campo da Energia Humana na década de 1930, e relacionaram esses campos com a saúde, a cura e o desenvolvimento da alma. O trabalho deles acentua a importância do conhecimento e da compreensão das poderosas forças etéricas formativas, que constituem os alicerces da saúde e da cura do corpo.

Mais recentemente, o Dr. Schafica Karagulla correlacionou observações visuais de sensitivos com a desordem física. Uma clarividente chamada Dianne, por exemplo, observou os padrões de energia de pessoas doentes e descreveu-lhes, com muita precisão, os problemas médicos — desde perturbações cerebrais até obstruções do cólon. Tais observações do corpo etérico revelam a existência de um corpo ou campo de energia vital, que forma a matriz, a qual penetra o denso corpo físico como teia reluzente de raios de luz. Essa matriz energética é o modelo básico sobre o qual se afeiçoa e firma a matéria física dos tecidos, que só existem como tais por força do campo vital que os sustenta.

O Dr. Karagulla também correlacionou a perturbação dos chakras com a doença. A sensitiva Dianne, por exemplo, qualificou o chakra da garganta de um paciente de superativa, com uma coloração vermelha e cinza escura. Quando Dianne olhou para a tireóide, notou-lhe uma contextura demasiado esponjosa e mole. O lado direito da tireóide não funcionava tão bem quanto o esquerdo. De acordo com o diagnóstico levado a cabo com técnicas médicas normais, o paciente era portador da moléstia de Graves, que provoca a dilatação da tireóide, de modo que o lobo direito se apresenta maior do que o esquerdo.

A Dra. Dora Kunz, Presidente da Seção Americana da Sociedade Teosófica, trabalhou durante muitos anos com profissionais da medicina e com curas. Em The Spiritual Aspects of the Healing Arts, ela observou que, “quando o campo vital é saudável, há em seu interior um ritmo autônomo natural”, e que “cada órgão do corpo tem o ritmo energético correspondente no campo etérico. Entre as esferas dos vários órgãos, os ritmos diferentes interagem como se estivesse ocorrendo uma função de transferência; estando o corpo inteiro e sadio, os ritmos se transferem facilmente de órgão para órgão. Com a patologia, porém, tanto os ritmos como os níveis de energia se modificam. O resíduo, por exemplo, de uma apendicectomia cirúrgica pode ser percebido no campo. Os tecidos físicos agora adjacentes uns aos outros têm a função de transferência de energia alterada em relação à que foi anteriormente modulada pelo apêndice. Em física, dá-se-lhe o nome de combinação de impedância ou má combinação. Cada tecido adjacente apresenta uma ‘combinação de impedância’, o que quer dizer que a energia flui facilmente através de todo o tecido. A cirurgia ou a enfermidade modifica a combinação de impedância, de modo que a energia, até certo ponto, é mais dissipada do que transferida”.

O Dr. John Pierrakos criou um sistema de diagnóstico e tratamento de distúrbios psicológicos baseado em observações visuais do campo da energia humana e de observações derivadas do pêndulo. A informação tirada de suas observações dos corpos de energia combina-se com métodos psicoterapêuticos do corpo desenvolvidos em Bioenergética e com um trabalho conceptual levado a efeito por Eva Pierrakos. Denominado Energética do Núcleo, esse é um processo unificado de cura interior, que concentra o trabalho através das defesas do ego e da personalidade para desobstruir as energias do corpo. A Energética do Núcleo procura equilibrar todos os corpos (físico, etérico, emocional, mental e espiritual) para lograr uma cura harmoniosa da pessoa inteira.

Do trabalho acima, e de outros, concluo que as emissões de luz do corpo humano estão intimamente relacionadas com a saúde. Adianto que é muito difícil encontrar um modo de quantificar as emissões de luz sem ter à mão uma instrumentação padronizada de medição que torne a informação acessível aos médicos para o diagnóstico clínico e para a própria energia útil ao tratamento.

Meus colegas e eu realizamos diversas experiências para medir o CEH. Numa delas, o Dr. Richard Dobrin, o Dr. John Pierrakos e eu medimos o nível de luz num comprimento de onda de aproximadamente 350 nanômetros numa sala escura, antes, durante e depois da presença de indivíduos ali. Os resultados evidenciam ligeiro aumento de luz na sala escura quando se acham presentes algumas pessoas. Num caso, o nível de luz realmente diminuiu, alguém que se sentia muito cansado e cheio de desespero estava presente. Em outra experiência, feita com o Clube de Parapsicologia das Nações Unidas, foi-nos possível mostrar parte do campo áurico na televisão em branco e preto com o emprego de um dispositivo chamado colorizador, que nos permite ampliar grandemente as variações de intensidade da luz perto do corpo. Em outra experiência ainda, realizada na Drexel University, com o Dr. William Eidson e Karen Gestla (sensitiva que trabalhou com o Dr. Rhine na Duke University durante muitos anos), conseguimos afetar, quer dobrando, quer atenuando, um pequeno raio laser de dois miliwatts com energia áurica. Todas essas experiências ajudaram a comprovar a existência dos campos de energia, mas não foram concludentes. Expuseram-se os resultados em âmbito nacional na rede de televisão da NBC, mas não se levaram a cabo novas pesquisas por falta de verbas.

No Japão, Hiroshi Motoyama mediu níveis baixos de luz provenientes de pessoas que praticaram ioga por muitos anos. Ele fez esse trabalho numa sala escura, utilizando uma câmara de cinema de nível de luz baixo.

O Dr. Zheng Rongliang, da Universidade de Lanzhou, na República Popular da China, mediu a energia (denominada “Qi” ou “Ch’i”) irradiada pelo corpo humano, empregando um detector biológico feito da veia de uma folha ligada a um dispositivo de fotoquantum (destinado a medir a luz baixa). Ele estudou as emanações de um campo de energia de um Mestre de Qigong (o Qigong é uma antiga forma chinesa de exercício de saúde) e as emanações do campo de energia de um clarividente. Os resultados dos estudos mostram que o sistema de detecção corresponde à irradiação em forma de pulsação. A pulsação que emana da mão do Mestre de Qigong é muito diferente da que provém da mão do clarividente.

Mostrou-se no Instituto Nuclear Atômico de Xangai da Academia Sinica que algumas emanações de força vital dos mestres de Qigong parecem ter uma onda de som de freqüência muito baixa, que se apresenta como onda portadora flutuante de baixa freqüência. Em alguns casos, o Qi também era detectado como um fluxo de micropartículas. O tamanho dessas partículas era, aproximadamente, de 60 micros de diâmetro e desenvolviam uma velocidade de cerca de 20-50 cm por segundo (ou 8-20 polegadas por segundo).

Faz alguns anos que um grupo de cientistas soviéticos do Instituto de Bioinformações de A. 5. Popow anunciou haver descoberto que organismos vivos emitem vibrações de energia numa freqüência que oscila entre 300 e 2.000 nanômetros, e deu a essa energia o nome de biocampo ou bioplasma. Verificaram os cientistas soviéticos que pessoas capazes de levar a efeito uma transferência bem-sucedida de bioenergia possuem um biocampo muito mais amplo e muito mais forte. Tais descobertas, confirmadas na Academia de Ciências Médicas de Moscou, são corroboradas por pesquisas feitas na Grã-Bretanha, na Holanda, na Alemanha e na Polônia.

O estudo mais emocionante que vi sobre a aura humana foi feito pela Dra. Valorie Hunt e outros da UCLA. Numa análise dos efeitos do rolfing sobre o corpo e a psique (“estudo do campo de energia neuromuscular estrutural e dos enfoques emocionais”), ela registrou a freqüência de sinais de milivoltagem baixa emitidos pelo corpo durante uma série de sessões de rolfing. Para fazer os registros, utilizou eletrodos elementares feitos de prata/cloreto de prata colocados sobre a pele. Simultaneamente, com o registro dos sinais eletrônicos, a Rev. Rosalyn Bruyere, do Centro de Luz Curativa, de Glendale, na Califórnia, observou as auras não só do agente da sessão, como também do seu paciente. Seus comentários foram registrados na mesma fita de gravação dos dados eletrônicos. Ela fez um registro contínuo da cor, do tamanho e dos movimentos da energia dos chakras e das nuvens áuricas envolvidos.

Em seguida, os cientistas analisaram, à luz da matemática, os modelos de ondas registrados por uma análise de Fourier e uma análise da freqüência de um sonograma. Ambas ostentaram resultados notáveis. Formas e freqüências constantes de ondas correlacionavam-se especificamente com as cores registradas pela Rev. Bruyere. Em outras palavras, quando a Rev. Bruyere observava a cor azul na aura, em qualquer localização específica, as mensurações eletrônicas mostravam sempre a forma e a freqüência de ondas azuis, características nas mesmas localizações. A Dra. Hunt repetiu a experiência com sete outros leitores de auras. Eles viram cores áuricas que se correlacionavam com os mesmos modelos de freqüência/onda. Os resultados de fevereiro de 1988 da pesquisa em andamento mostram as seguintes correlações entre a cor e a freqüência (Hz = Hertz, ou ciclos por segundo):

Azul 250-275 Hz mais 1.200 Hz

Verde 250-475 Hz

Amarelo 500-700 Hz

Laranja 950-1.050 Hz

Vermelho 1.000-1.200 Hz

Violeta 1.000-2.000 mais 300-400; 600-800 Hz

Branco 1.100-2.000 Hz


Essas faixas de freqüência, excetuando-se as faixas extras no azul e no violeta, estão em ordem inversa à das cores do arco-íris. As freqüências medidas são uma assinatura da instrumentação e da energia que está sendo medida.

Diz a Dra. Hunt: “Em todo o correr dos séculos em que os sensitivos viram e descreveram as emissões áuricas, esta é a primeira prova eletrônica objetiva da freqüência, da amplitude e do tempo, que lhes valida a observação subjetiva da descarga de cor.”

O fato de as freqüências de cor aqui descobertas não duplicarem as da luz nem as do pigmento não invalida a descoberta. Quando compreendemos que o que vemos como cores são freqüências captadas pelos olhos, diferenciadas e para as quais existe uma palavra-símbolo, nada indica que os centros de processamento dos olhos e do cérebro só interpretam a cor em altas freqüências. O critério final para a experiência da cor é a interpretação visual. Entretanto, com instrumentos mais aprimorados, técnicas de redução de registros e dados mais aperfeiçoados, esses dados, que hoje vão essencialmente até 1.500 Hz, logo estarão contendo freqüências muito mais elevadas.

A Dra. Hunt afirmou também que “os chakras traziam amiúde as cores indicadas na literatura metafísica, vale dizer: kundalini-vermelho, hipogastro-laranja, baço-amarelo, coração-verde, garganta-azul, terceiro olho-violeta e parte superior da cabeça-branco. A atividade de certos chakras parecia desencadear um aumento da atividade de outro. O chakra do coração sempre era o mais ativo. Os sujeitos tinham inúmeras experiências emocionais, imagens e esquecimentos ligados às diferentes áreas do corpo sujeitas ao rolfing. Essas descobertas confirmaram a crença de que a memória das experiências se armazena no tecido do corpo”.

Por exemplo, quando as pernas de alguém estão sendo submetidas ao rolfing, esse alguém pode, perfeitamente, reviver as experiências da primeira infância, quando era submetido ao treinamento do penico. Ele não só recordará a experiência, mas também tornará a vivê-la emocionalmente. Muitas vezes, os pais tentam treinar o filho para sentar-se no penico antes que o corpo da criança tenha realizado as conexões entre o cérebro e o músculo do esfíncter que regula a eliminação. Uma vez que não pode controlar fisiologicamente o esfíncter, a criança compensará essa incapacidade comprimindo os músculos das coxas, o que sobrecarrega o corpo de grande quantidade de pressões e tensões. Muitas vezes, a tensão é carregada por toda a vida, ou até que se faça um profundo trabalho de corpo, como o rolfing e a bioenergética. Al, então, quando se liberam a tensão e a pressão do músculo, libera-se também a memória. Outro exemplo de conservação da tensão da memória são os ombros rígidos com que muitos de nós vivemos. Isso provém do fato de mantermos nos ombros o medo ou a ansiedade. Você pode perguntar a si mesmo: O que é que você tem medo de não ser capaz de realizar, ou o que imagina que acontecerá se não for bem-sucedido?


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