Oficina literária terapêutica com crianças: a linguagem e suas representações psíquicas Marcinéia Nunes Moreira



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Encontro29.07.2016
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Oficina literária terapêutica com crianças: a linguagem e suas representações psíquicas
Marcinéia Nunes Moreira

Centro de Ensino Superior (CESUC) marcineianunes@gmail.com


Vanessa Santos Passos Miranda

Centro de Ensino Superior (CESUC) van.muzamba@gmail.com


Lady Daiane Martins Ribeiro

Centro de ensino Superior (CESUC) ladyfsp@yahoo.com.br



O presente trabalho tem por objetivo apresentar os resultados de uma intervenção realizada no Centro de Ensino Superior (CESUC) na cidade de Catalão, durante a Primeira Semana da Psicologia. Esse evento ocorreu numa manhã, era composto por várias oficinas acontecendo simultaneamente com diversas temáticas referentes a Psicologia. Nesse estudo em particular, apresentaremos as reflexões de uma das oficinas cuja a temática era: “Oficina Literária Terapêutica com crianças”. A proposta dessa oficina era criar um ambiente que tenha como instrumento principal a leitura de histórias de literatura infantil, a partir da qual se abrem espaços para a existência de diálogos que surgem das crianças para trabalhar sentimentos, emoções. Com o intuito de incentivar as crianças a prática de leitura, propiciando um espaço terapêutico através do contato com histórias de conto de fadas. Dessa forma, o trabalho evidencia o uso dos contos de fadas como registros históricos sobre a condição humana e representação cultural da sociedade. A fundamentação teórica se baseia nos postulados de Bruno Bettelhein (1980) e de Lev Vygostky (1992). Bettelhein (1980) no texto A psicanálise dos contos de fadas (1980), salienta que os contos de fadas personificam de maneira ilustrativa os conflitos internos, conflitos esses que possuem uma simbologia universal e estão aparados pelo elemento mágico do contexto infantil. Já Vygotsky (1992) faz referência contundente a respeito da interação representativa da linguagem e do pensamento no processo de desenvolvimento intelectual influenciado pelas inter relações sociais, tendo a palavra como algo que vai além do fenômeno discursivo, mas é descrita como um fenômeno de pensamento. A história escolhida para essa oficina foi o conto Chapeuzinho Vermelho na versão escrita por Charles Perrault (1697). Acredita-se ser esse o mais conhecido de todos os contos populares, pertencente ao folclore de vários países. Para o desenvolvimento da oficina foram realizados os seguintes passos: primeiramente foi dramatizado a história da Chapeuzinho Vermelho com fantoches, em seguida os coordenadores, dividiram as crianças em quatro grupos sendo nomeados cada grupo pelos personagens da história: chapeuzinho, lobo-mau, vovozinha e lenhador. E conversaram sobre as impressões, emoções e sentimentos que as crianças haviam percebido em relação a cada personagem, por meio de desenhos. As crianças participantes tiveram momentos de diálogos e registro através de desenhos sobre a percepção da história, sendo a linguagem simbólica presente na literatura um facilitador para a identificação e dessa forma, a possiblidade de expressarem pela linguagem o que estavam pensando e sentindo. Os resultados, confirmam a projeção de medos, sentimentos e identificação com características externas e internas dos personagens do mundo encantado em relação ao universo vivido pelas crianças. Portanto, a oficina terapêutica tendo como instrumento a literatura, proporciona uma visão crítica sobre a relação da linguagem e o pensamento, reafirmando a simbologia presente nos contos de fadas como acesso ao desejos, medos e sentimentos infantis, proporcionando um espaço terapêutico.


Centro de Ensino Superior de Catalão - CESUC



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