OrganizaçÃo e participaçÃo do trabalho pedagógico



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Encontro05.08.2016
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ORGANIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO

* Jandiaria Alves Santos

*Joana D’arc R. de Carvalho

RESUMO

O presente artigo tem como finalidade demonstrar a importância de um maior acompanhamento do gestor no trabalho pedagógico. Vale ressaltar que a gestão pedagógica é fator preponderante na aquisição dos avanços qualitativos. A pesquisa realizada se concretizou através de observações, entrevistas e questionários com a equipe docente, onde os resultados encontrados mostraram o distanciamento do gestor com o trabalho pedagógico da unidade escolar. Sabendo que a gestão é vista como uma nova forma de administrar, cabe o gestor assumir a liderança com o foco principal na função pedagógica, articulando com todos os atores envolvidos no processo de ensino- aprendizagem em busca de resultados positivos. Quando se fala em gestão pedagógica participativa, estamos incluindo em especial o gestor, pois seu envolvimento contribuirá para o desenvolvimento do ensino- aprendizagem.



Palavras-chaves: acompanhamento; gestor; pedagógico; trabalho

This article aims to demonstrate the importance of further monitoring of the manager in pedagogical work. Vale points out that educational management is an important factor in the acquisition of qualitative advances. The research was achieved through observations, interviews and questionnaires with the teaching staff, where the results showed the distance of the manager with the pedagogical work of the schools. Knowing that management is seen as a new way to manage, it is the manager take the lead with the main focus of the pedagogical function, coordinating with all stakeholders in the process of teaching and learning in search results. When it comes to teaching participatory management, we are including in particular the manager, because their involvement will contribute to the development of teaching andlearning.


Keywords:monitoring;manager;teaching;work

1-Graduada em pedagogia pela Fundação Universidade do Tocantins-Unitins e Pós Graduada em psicopedagogia.

2-Graduada em Letras pela Universidade Federal do Tocantins-UFT

O presente artigo é o resultado de um estudo realizado na Escola municipal Manoel Lira sobre a importância do gestor no acompanhamento do trabalho pedagógico. Os dados obtidos levaram a compreensão de que a construção de uma gestão democrática e participativa depende primeiramente da figura do líder da instituição.

Durante a pesquisa verificou-se que uma das principais dificuldades do coordenador pedagógico é o não envolvimento do diretor no acompanhamento das ações pedagógicas da escola, pois com a ausência do mesmo, o coordenador pedagógico não pode tomar nenhuma decisão emergencial, tão pouco sugerir algo antes de falar com o gestor, pois está sempre ausente da escola, envolvido mais com a parte financeira e administrativa. E essa dificuldade dar-se também porque na Unidade Escolar não tem um coordenador financeiro, ficando essa parte para o gestor. Outra dificuldade é que todos os outros assuntos relacionados à escola na ausência do diretor ficam na responsabilidade do coordenador pedagógico.

O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados obtidos e discuti-los, a fim de sugerir caminhos para superar os obstáculos que permeiam o distanciamento do gestor no acompanhamento pedagógico. Visto que é uma necessidade de toda equipe escolar, pois se entende que a gestão da Instituição deve estar voltada para alcançar o equilíbrio de construir a unidade do trabalho educacional, contemplando, contudo as peculiaridades e diversidade da escola, sendo que o alcance do todo depende da articulação direta do gestor com todos os envolvidos.

Nessa concepção, Libâneo (2003, p.78), diz que a direção é um princípio e atributo da gestão, mediante a qual é canalizado o trabalho conjunto das pessoas, orientando-as e integrando-as no rumo dos objetivos. Basicamente, a gestão põe em ação o processo de tomada de decisõbes na organização e coordena os trabalhos, de modo que sejam executadas da melhor maneira possível. Assim é possível verificar a importância do envolvimento do diretor na organização e participação nas ações pedagógicas desenvolvidas na unidade escolar.

Portanto, a gestão pedagógica é de toda a dimensão da gestão escolar, a mais importante, pois está mais diretamente envolvida com o foco da escola, que é o de promover aprendizagem e formação dos alunos. Constitui como dimensão para a qual todas as demais convergem, uma vez que essa se refere ao principal objetivo da escola, que é a atuação sistemática e intencional de desenvolver competências sociais e pessoais para sua inserção na sociedade.

Trata-se, portanto da dimensão de ponto, subsidiada por todos os demais, que atuam como apoiadores e sustentadores da aprendizagem. Essas considerações demonstram que a gestão pedagógica é o principal foco da escola, onde todos participam ativamente das ações realizadas na unidade escolar.

Tais diretores sentem-se, por certo, sozinhos em seu trabalho e é possível supor que os professores, por sua vez, sentindo-se parte de outro grupo, percebe a situação da mesma forma, isto é, como isolados Luck (2002, p.170).

No entanto o diretor geralmente é aquela figura muito distante de todos os pares envolvido nos planos e projetos educativos implantados na escola, não tendo uma visão reflexiva do todo, centrando-se de maneira bastante burocrática no desempenho de suas atribuições de gabinete, tomando todas as decisões sozinho.

O papel do gestor na administração democrática é de extrema importância, tendo em vista que é esse profissional o líder da escola, um agente mediador das relações humanas em todo o ambiente escolar, é o gestor com características próprias a função que exerce que dá alma a esse universo complexo e mágico chamado escola, fazendo com que todas as pessoas que estão envolvidas a sua volta sintam o desejo mutante de dar o melhor de si em busca da metamorfose do outro.

O espaço da escola democrática é coletivo, ficando claro nos atos e ações do gestor que tudo o que acontece no interior da escola é construído coletivamente pelos protagonistas da transformação cotidiana do trabalho pedagógico.Na gestão democrática busca-se antes de tudo a integração e humanização do homem conduzindo-o a sua forma livre de pensar e agir em uma sociedade libertária, partido desta premissa o conhecimento deixou de ser dicotomizado, e passou a ser socializado, contextualizado e parte integrante de todos os envolvidos no progresso de escolarização do educando na constante tentativa de sanar as ideologias da dominação pelo mais forte.

O gestor democrático deve ser um profissional de grande flexibilidade em todas as situações que envolvem seu trabalho no setor escolar, eliminando o controle burocrático centralizado possibilitando a participação de toda a comunidade escolar para produzir as lâminas do conhecimento formal com maior eficiência, qualidade e liberdade de escolha. O desafio da gestão democrática em torno do sistema educacional brasileiro ainda é um processo que está em pleno desenvolvimento, pois não é tarefa muito fácil para os diretores de outrora se transformarem em gestores democráticos, pois grande parte deles ainda carrega na espinha dorsal de suas atribuições o ranço da administração para além de tradicional.

Ser líder é ir além do gerenciamento e colocar o ser humano em destaque. Sem dúvida, administrar uma escola é buscar uma dimensão essencial da liderança, envolvendo no gerenciamento, recursos financeiros, desenhando, implementando, acompanhando e avaliando planos, organizando, provendo, facilitando, criando condições eficientes e bem sucedidas ao aproveitamento do educando. A boa administração garante manter a escola organizada, isto não basta para fazer com que a instituição entre num processo de aperfeiçoamento e mudança. Para que transformações na qualidade do ensino ocorram, é preciso que o diretor extrapole sua atividade e atue como líder educacional e influencie diretamente no trabalho pedagógico.

Segundo CARDOSO (1997, p.20), “Alguns conhecimentos são de suma importância para um profissional que deseja, ou esteja assumindo a direção de uma escola. Um deles é observar a política da autonomia escolar para nortear e orientar as providencia que precisam ser tomados para aprimorar o processo de gestão participativa da escola democrática, alguns princípios são considerados fundamentais.

A adaptabilidade deve ser vista como a capacidade de a escola, como instituição, promover mudança em sua estrutura de organização e funcionamento, em função de novas exigências, sempre impostas pelo contexto social e educacional das escolas de forma comprometida com uma educação de boa qualidade para todos e assumindo-se como parte de um todo maior. É, portanto, a capacidade da escola receber as orientações gerais da secretaria e as normas da legislação e adaptá-las à sua própria realidade.

Porém, ao longo do período exercendo a função de diretor de escola, vêem seus propósitos se perderem, seu trabalho ser alvo de críticas, causando mal estar, gerando relações desagradáveis, afetando negativamente o processo ensino-aprendizagem.

A gestão participativa de uma escola, indiferente do seu tamanho e nível de ensino, requer competência técnica, disponibilidade e uma grande responsabilidade do profissional. Para ser um bom diretor não se monopoliza todas as tarefas dentro da escola, isto é, humanamente impossível, mas discutir com os colegas suas funções, demonstrando conhecimento e domínio de sua capacidade de organização a respeito delas. São estes conhecimentos indispensáveis ao diretor.

A autonomia da escola é outro principio norteador, igualmente mencionado na nova LDB, em seu Art. 15. Permite conferir às escolas um dinamismo próprio, dando-lhe competência para resolver seus próprios problemas, dentro dos limites estabelecidos pelas instancias superiores.

A liberdade de expressão de todos os segmentos da escola deve ser enfatizada como princípio expresso na LDB em seu Art. 2°, incisos II e IV.

A equidade, como princípio, significa pensar as políticas públicas seja no âmbito da escola, de forma a buscar não necessariamente uma igualdade absoluta, mas critérios de atribuição de recursos a cada escola ou a cada aluno, segundo suas necessidades.

A renovação é outro principio fundamental que precisa ser introduzido no sistema de ensino. Esses princípios são importantes, de um lado em relação à direção dos estabelecimentos, para permitir contínuas mudanças na escola, e, de outro, para garantir uma contínua capacitação do corpo docente e técnico-administrativo, seja pela educação continuada, seja pela renovação de suas metodologias de ensino-aprendizagem.

Flexibilidade pressupõe a capacidade das políticas públicas relativas à gestão democrática de estabelecer critérios e diretrizes e oferecer orientações apenas gerais, deixando às instituições escolares espaços para adaptação das recomendações às suas próprias necessidades e à construção de sua própria autonomia.

A descentralização administrativa, princípio frequentemente considerado como desejável para um rápido equacionamento dos problemas das escolas, tem sido citado como necessário, do ponto de vista de desconcentração ou da desburocratização dos processos, pela atribuição às escolas da responsabilidade pelas decisões. Por estarem mais próximas de sua clientela e de seus servidores, elas podem atender melhor suas pretensões. Contudo, caberia, nesse processo, preservar a unidade do Sistema de Ensino.

Gestão participativa é normalmente entendida como uma forma regular e significante de envolvimento dos funcionários de uma organização no seu processo decisório (Likert, 1971). Em organizações democraticamente administradas – inclusive escolas – os funcionários são envolvidos no estabelecimento de objetivos, na solução de problemas, na tomada de decisões, no estabelecimento e manutenção de padrões de desempenho e na garantia de que sua organização está atendendo adequadamente as necessidades do cliente. Ao se referir a escolas e sistemas de ensino, o conceito de gestão participativa envolve, além dos professores e outros funcionários, os pais, os alunos e qualquer outro representante da comunidade que esteja interessado na melhoria do processo pedagógico.

O entendimento conceito de gestão já pressupõe, em si, a idéia de participação, isto é, do trabalho associado de pessoa analisando situações, decidindo sobre seu encaminhamento e agindo sobre elas em conjunto. Isso porque o êxito de uma organização depende da ação construtiva conjunta de seus componentes, pelo trabalho associado, mediante reciprocidade que cria um “todo’’orientado por vontade coletiva (Luck, 1996).

A organização do trabalho escolar em função de sua especificidade e de seus objetivos. É a criação de condições ótima – correta distribuição de tarefas, organização do espaço físico, clima de trabalho, relações humanas satisfatórias, sistema participativo de tomada de decisões, condições de higiene de limpeza, que ocorrem para o desenvolvimento e o alto rendimento escolar dos alunos.

A estrutura organizacional e o cumprimento das atribuições de cada membro da equipe é um elemento indispensável para o funcionamento da escola. Um mínimo de divisão de funções faz da parte lógica da organização educativa, sem comprometer a gestão democrática. O que se deve evitar é a redução da estrutura organizacional a uma concepção estritamente funcional e hierarquizada de gestão subordinando o pedagógico ao administrativo, impedindo a participação e discussão e não levando em conta as ideias, os valores e a experiência dos professores.

Um importante aspecto da organização escolar é o regime de trabalho diário, expresso no horário escolar. Sua função essencial é a de distribuir racionalmente as atividades da escola pelos dias da semana. Implica a distribuição de disciplinas com sua carga horária correspondente, as horas de descanso, as atividades de educação física e recreação etc. Essa organização refere-se basicamente, aos aspectos de organização do trabalho e dos alunos na sala de aula. Supõe a elaboração do projeto pedagógico-curricular, dos planos de ensino e sua estrutura didático-pedagógica, orientada por uma concepção de ensino como direção da atividade cognoscitiva dos alunos sob orientação do professor. A organização do trabalho na sala de aula não visa apenas ao cumprimento dos programas, mas ao envolvimento dos alunos, sua participação ativa, o desenvolvimento de habilidades e capacidades intelectuais e trabalho independente.

Aqui intervém a imprescindível colaboração da coordenação pedagógica (e da orientação educacional onde houver).

O objetivo da organização dessas atividades é estender a ação educativa da escola onde for possível e adequado e, ao mesmo tempo, buscar cooperação e apoio das diferentes instituições civis, sociais, culturais que possam contribuir para o aprimoramento das atividades de ensino e educação dos alunos. Em especial, espera-se que os pais participem ativamente da gestão da escola, mediante canais de participação bem definidos.

Vale ressaltar que a participação dos pais, de instituições e de organizações da comunidade na escola supõe uma definição clara das formas de participação. São distintas as responsabilidades e tarefas dos profissionais da escola (direção, professores, funcionários) daqueles dos pais e instituições da comunidade. Não cabe aos pais, por exemplo, interferir diretamente nas atividades de sala de aula. As formas de participação da comunidade devem estar subordinadas aos objetivos e tarefas da escola, á observância de certas normas e diretrizes próprias da instituição escolar.

Para assegurarmos a participação efetiva das comunidades escolar e local nas atividades desenvolvidas pelas escolas se faz necessário a criação de conselhos escolares nas unidades de ensino. Pois é por meio das reuniões realizadas ordinariamente a cada bimestre ou extraordinariamente sempre que for necessário, que conseguiremos reunir todos os segmentos da comunidade escolar (pais, alunos, professores, servidores e direção) e comunidade local (presidente do conselho do bairro), para discutirmos e avaliarmos as ações realizadas dentro das escolas.

Dentre os pontos tratados nas pautas das reuniões devemos priorizar: a elaboração do calendário escolar, a re-elaboração do projeto político pedagógico da escola, a elaboração do plano de metas, do plano de aplicação dos recursos financeiros, as reuniões de pais/mestres, as datas comemorativas, analisar as prestações de contas dos recursos recebidos pela escola e o desempenho dos alunos.
E por ultimo devemos adaptar o currículo “oficial” à realidade da nossa clientela para que os nossos conteúdos de ensino sejam visto de forma crítica e partam da realidade do próprio aluno. Já que a escola que queremos é aquela onde os educadores estão profundamente interessados na educação dos seus alunos. Para tanto, trabalham efetivamente para que seus educando adquiram os legados culturais elaborados pela humanidade...(LUCKESI, 1992, p.88).
Em relação ao exposto,percebe-se que trabalhar com conteúdos culturais historicamente situados, portanto, vivos e dinâmicos, implica partir da prática social concreta dos alunos, reinterpretá-la e ordená-la junto com o aluno, e assim, chegar às noções claras e sistematizadas propiciadas pelo conhecimento científico.
No entanto, diante do que colocam como medidas ou ações que devem ser adotadas nas nossas unidades de ensino procurando efetivar o que propõem as políticas educacionais na área de gestão escolar, sabemos que democracia na escola e ensino de qualidade permeia juntos, são caminhos a serem perseguidos.Entendemos também que a democracia não é um estado, mas um processo. Processo esse inacabado que se alarga e se distancia à medida que os nossos objetivos e metas vão sendo atingidos, pois cada vez teremos mais e mais horizontes a perseguirmos.

E a criação dos conselhos escolares no Âmbito das unidades de ensino deve ser o passo inicial para esse processo.

Nesse modelo de gestão, a comunidade escolar tem participação ativa na definição e no desenvolvimento da escola, por meio da atuação em conselhos escolares ou equivalentes, prevendo, portanto, uma abertura maior para a participação.

O estreitamento de laços entre escola e comunidade gera benefícios aos moradores e à própria comunidade escolar, além de restabelecer a relação de respeito e confiança com a escola e promover sua valorização junto à sociedade. 

Sabe-se que a lei, sozinha, não tem o poder de mudar a realidade. Mas, quando ela reflete uma vontade da sociedade, sem dúvida, já se terá dado um passo rumo à concretização de um ideal comum. O artigo 1º da LDB reflete a vontade da sociedade de oferecer uma educação escolar capaz de preparar o estudante para a vida, inspirada em princípios de liberdade e ideais de solidariedade humana.

O papel da família na formação dos alunos é impar, nenhuma escola, por melhor que seja, consegue substituir. Por outro lado, destaca-se que a função da escola na vida da criança também é impar. Mesmo que as famílias se esmerem em serem educadoras, o aspecto socializador do conhecimento e das relações não é adequadamente contemplado em ambientes domésticos.

No entanto, não basta garantir o direito de todos à escola. É preciso assegurar também as condições para que todas as crianças possam permanecer na escola e progredir em seus estudos, garantindo-lhes uma educação de qualidade.
Para ir além do que já foi conquistado com a universalização do ensino fundamental é preciso que todos se mobilizem: governos, educadores, funcionários, alunos e comunidade.

Sendo a escola uma unidade social de vital importância e na medida em que as pessoas que nela atuam estejam articuladas entre si, de modo a realizar trabalho conjunto, orientadas por objetivos comuns, que a educação se torna efetiva. Por conseguinte, promover espírito e trabalho de equipe, constitui-se em responsabilidades importantíssimas do diretor escolar.

É preciso saber que não há espaço para individualismos no trabalho em equipe.Toda atividade é entendido como resultado de um esforço conjunto e, portanto, as glorias e os fracassos são de responsabilidade de todos os membros da equipe e não de um único membro. O sentido de equipe nasce da integração individuo/organização, evidenciada pela adesão espontânea aos compromissos e metas, sem a imposição de valores ou procedimentos. Só existe equipe quando todos conhecem os próprios objetivos e as metas da empresa e desenvolvem uma visão critica a respeito do desempenho de cada um e do grupo.

No trabalho em equipe, quando um perde, todos perdem; quando um ganha, todos ganham; quando todos cooperam, fica mais fácil realizar as atividades e os serviços ganham em produtividade e qualidade.Habilidades como saber se comunicar, negociar no grupo, apresentar as próprias idéias, discutir, ser curioso, saber ouvir, valorizar a opinião dos membros do grupo e perceber como a diversidade de visões sobre um mesmo problema enriquece uma discussão e são atributos indispensáveis para o processo do trabalho em equipe(Brian Cleg e Paul Birch,2002, p.32).

Considerando o PPP e PDE como instrumentos de organização e planejamento que contém a proposta de trabalho da escola e que dá sentido e identidade a toda instituição, unificando as atividades dos diversos segmentos deve ser feito com a participação da comunidade escolar (alunos, professores, pais e servidores). "Ele explicita a trajetória do desenvolvimento da escola e o marco que pretende alcançar ao final de seu período de vigência" (MINAS GERAIS, 1987, p.12).

O projeto pedagógico é a chave da gestão escolar. A cada ano ele deve ser revisto e, em alguns casos, reformulado. Só da prática surgem novas ideias, que, por sua vez alimentam novas práticas e assim sucessivamente. Graças às inovações provocadas pela popularização dos computadores, a escola está deixando de ser apenas o local onde se acumulam conhecimentos, que tem no professor o depositário da sabedoria e no estudo, um fim em si mesmo. Agora, é preciso transformá-la num ambiente voltado à reflexão. Nesse sentido, o papel do educador passa a ser o de mediador e facilitador. Cabe a ele criar situações de aprendizagem que possam servir para o resto da vida do aluno. (ALENCAR & PRADO, 2000).

O PDE é recurso essencial e indispensável para integrar os elementos para a organização de sua gestão autônoma, constituindo um mecanismo para a descentralização do poder de decisão. Eles resultam da realização do planejamento escolar e contém o registro da política, das diretrizes pedagógicas, administrativas e dos recursos financeiros, consubstanciados no conjunto das ações globais, nos planos e projetos da escola, na gestão democrática, implementada pelos sistemas estaduais de educação, estes instrumentos são o Plano de Desenvolvimento da Escola e o Projeto Político-Pedagógico – PPP.

O PDE, como referencial da unidade escolar, contém o conjunto das ações da escola, incluindo o projeto político-pedagógico e as estimativas dos recursos financeiros necessários ao desenvolvimento do plano para a sua elaboração, participam todos os profissionais da escola, convidados pela direção.

O PPP, instrumento técnico-político utilizado pela escola autônoma, que pressupõe a descentralização administrativa e a autonomia financeira da escola, é também um instrumento do planejamento. Nele contém a definição do conteúdo que deve ser ensinado e o que deve ser aprendido na escola. Caracteriza-se por expressar os desejos, interesses e necessidades da sociedade e por ser concebido e construído com base na realidade local e com a participação conjunta da comunidade escolar, torna-se um documento elaborado com o envolvimento de todos os interessados que almejam uma escola de qualidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto a pesquisa realizada na Escola Manoel Lira mostrou o distanciamento do gestor no acompanhamento pedagógico, onde o questionário respondido pelos professores e coordenadores enfatizou com mais clareza o que percebemos no acompanhamento que fizemos.

Já no questionário que foi respondido pelo gestor vimos o quanto o mesmo se mostrou verdadeiro e consciente de não poder acompanhar, onde enfatizou o que a questão financeira administrativa, onde conversamos e mostramos como é importante esse envolvimento.

Finalizamos o trabalho com uma reunião com toda a equipe, apresentando em forma de gráfico o quanto a escola estava precisando valorizar ainda o maior trabalho em equipe e o gestor envolver-se mais no acompanhamento do trabalho pedagógico da Escola Municipal Manoel Lira.

Considera-se que ser um gestor educacional vai muito além de um mero cargo ou uma profissão de grande responsabilidade. Ser gestor implica em ser autêntico, com visão de ser líder, pois o líder envolve a todos no trabalho, fazendo das suas ações um exemplo, tornando importante cada membro de sua equipe, motivando para que todos os envolvidos acreditem no seu próprio valor pessoal e profissional para uma gestão com qualidade.

Visto que, o gestor educacional pode promover uma gestão participativa e democrática, participar do convívio cotidiano, compartilhar acertos e desacertos. Valores como respeitos, confiança, sinceridade, fortalece muito a equipe pedagógica de uma instituição, construindo dessa maneira relações interpessoais saudáveis e solidárias e um ambiente de formação e aprimoramento de conhecimentos dos profissionais.

Portanto, a maneira como são enfrentado os desafios trazem resultados marcados pelo desempenho de cada um e de todos na instituição, voltados por um único foco: o processo de ensino e de aprendizagem e o sucesso dos alunos.

Espera-se que novos e constantes estudos possibilitem aos gestores ampliar o caminho trilhado com alternativas que despertem a alegria de realizar um trabalho bem sucedido, voltado para a formação plena dos alunos, percebendo que uma equipe bem envolvida e organizada poderá melhorar o processo de ensino e aprendizagem dentro da Unidade Escolar. Considera-se que uma gestão participativa é à base do sucesso, pois, à medida que os professores, nessa relação de trabalho, discutem, refletem e questionam o fenômeno educativo e suas implicações, o currículo, os objetivos, o conteúdo, a metodologia e a avaliação, eles se conscientizam para melhorar a prática pedagógica.

Como a humanidade tem passado por mudanças e transformações rápidas e transcorrido acontecimentos de forma radical, podemos concluir que a escola encontra-se em fase de transição, onde inúmeros problemas financeiros, administrativos e pedagógicos nem sempre podem ser sanados com a participação apenas dos profissionais da escola, mas com a participação de toda comunidade.

Os direitos dos cidadãos numa sociedade livre e democrática devem ser respeitados, mas cada cidadão também deve ser chamado há contribuir um pouco para a manutenção da organização dessa sociedade a qual ele pertence.

O papel da escola é assumir com responsabilidade esse chamado, pois muitas soluções poderão advir do trabalho coletivo, e partindo de uma gestão democrática, muitos problemas de ordem financeira, administrativa e pedagógica poderão ser resolvidos para que a organização plena da escola transforme nos frutos a serem colhidos pelos alunos.

A escola não pode mais trabalhar com verdades absolutas, prontas, acabadas, ela necessita, através de uma gestão democrática superar seus problemas de ordem financeira e administrativa com competência para tal procedimento e aprofundar mais no aspecto pedagógico que envolve mais diretamente professores, alunos e família. A gestão de uma escola precisa ser competente, eficiente, envolvida com a comunidade escolar, buscando seu comprometimento com as necessidades de soluções dos problemas. A reflexão coletiva seguida da ação poderá sanar dificuldades muitas vezes consideradas impossíveis como o problema disciplinar do educando.



Mediante os argumentos apresentados, é possível que muitos dos problemas sociais enfrentados, hoje, possam ser resolvidos com a participação de toda comunidade, mas para isto a escola deverá ser o palco onde todos os atores de um espetáculo maravilhoso possam desempenhar seu papel de atores, dando ao enredo um final feliz, pois o verdadeiro sentido da vida está na busca da felicidade de que todos têm direito, pois, ignorar o outro é deturpar o sentido da singularidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Editora Alternativa, 2003
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Luck,Heloisa. A escola Participativa: O trabalho do gestor escolar. Editora DP & A, 2002.
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