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ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE





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Angola: Cresce expectativa na visita do Director Regional da OMS para África
5 Junho de 2002

Luanda – A cobertura das necessidades de saúde das populações das áreas do país agora finalmente acessíveis, o foco na saúde ao nível das comunidades e a saúde para combater a pobreza, constituem o nucleo desta segunda visita que o Dr. Ebrahim Malick Samba, Director Regional da OMS para a Região Africana, realiza a Angola de 6 a 9 de Junho, a convite do Ministério da Saúde.


O Dr Samba viaja na companhia do Director de Programas da Sede Regional da OMS, Dr. Luís Gomes Sambo, e chega quinta-feira, dia 6, a Angola para encontros de alto nível com dirigentes do Governo, Agências das Nações Unidas, Países doadores e ONGs, com os quais vai analizar os temas acima mencionados, que são prioritários para o país.
Nos últimos sete anos à frente da Organização Mundial da Saúde em Africa, o Dr. Samba responde pelos 46 Estados africanos que compõem a OMS/AFRO, o que faz dele um convidado “muito especial”, segundo observa o Representante da OMS em Angola, Dr. Paolo Balladelli. Com a assinatura do cessar fogo, no dia de 4 de Abril, “Angola voltou a atraír a atenção do mundo, e o Dr. Samba realiza esta visita num momento em que se discute a Saúde e o atendimento à populações em situação de risco”, diz o Representante da OMS.
Recorde-se que em finais de Maio deste ano, o MINSA escreveu à OMS solicitando ajuda para o atendimento a mais de 300 mil pessoas, familiares das forças militares da UNITA, que se encontram em áreas de aquartelamento num estado nutricional grave”.
Este facto, assim como as recentes iniciativas realizadas contra Pólio e Sarampo, SIDA, Malária, Tuberculose, Tripanossomiase, e Lepra em Angola, colocam a visita do Director Regional no centro das atenções. “Esta expectativa, explica ele, justifica-se porque o Dr. Samba é um africano; possui uma experiência profissional de 50 anos de vivencia e trabalho, e uma autoridade conferida pela experiência que colocou ao serviço do continente, servindo principalmente os grupos mais vulveráveis”.
O Director Regional da OMS notabilizou-se no seu país, a Gâmbia, como médico e especialista de Saúde Pública, e viu granjeado o seu reconhecimento como director do Programa de Controlo da Oncocercose, a cegueira dos rios, no Burkina Faso, durante 14 anos. O Programa contra a Oncocercose (OCP), onde esteve de 1980 a 1994, tornou-se “um modelo para a Organização Mundial da Saúde, Doadores e países beneficiários”.
Ele vem a Angola para apoiar o governo na extenção da prestação de Serviços de Saúde às áreas de maior carência, para que se evite o êxodo, fequente em Africa, das populações rurais, especialmente das áreas recentemente acessíveis, para os centros urbanos, onde buscam melhores cuidados. A provisão atempada e adequada de serviços médicos e nutricionais nas áreas recentemente acessíveis contribuirá para fixar a população nas suas zonas de origem. A paz lançou novos desafios aos responsáveis do MINSA, da OMS e outros parceiros da Saúde, destacando-se a nova visão quanto à necessidade de se aplicar um Pacote Mínimo de Saúde para atender as novas áreas de acesso, centros de aquartelamento, e, de modo geral, aos grupos mais desfavorecidos. “O Dr. Ebrahim Samba vai igualmente analizar com as autoridades nacionais a aplicação e formas avaliação desse Pacote Mínimo, em colaboração com o UNICEF, FNUAP, Serviços de Saúde das FAA, ONG e doadores”, adianta o Representante da OMS.
Um tema actual nesta visita do Director Regional da OMS é a erradicação da Pólio. Apesar do número de países endémicos ter baixado mundialmente de 20 para 10, entre 2000 e 2001, Angola figura nesta lista, ao lado de países como a Nigéria, India e o Paquistão. Sem registar, contudo, nenhum caso de pólio, desde janeiro de 2002, Angola realiza com sucesso campanhas regulares de vacinação, incluindo agora as novas áreas de acesso, com boas perscpectivas para imunizar uma estimativa de 3,8 milhões de crianças. Nas últimas sub-JNVs, realizadas de 10 a 12 de Maio deste ano, Angola vacinou 3,045,303 criaças menores de cinco anos, num total esperado de 2, 6 milhões. Esta sub-campanha abrangeu 39 municipios de 40 esperados, para além de 28 campos de IDPs (deslocados de guerra) e 5 áreas de acontonamento.
A redução da pobreza, o trinómio saúde, paz e desenvolvimento e a luta contra a doença são outros temas na mesa de discussões entre interlocutores do governo Angolano, Comissão Militar Conjunta, Ministério da Saúde e a delegação da OMS/AFRO.
Para o Ministra da Saúde, Drª Albertina Hamukwaia, esta visita é bem vinda porque “ocorre num momento em que se abrem em Angola boas perspectivas de paz que (…) vão permitir responder a problemas como a malnutrição, atendimento à criança e assistência à mulher grávida”.

Para mais informações os interessados queiram por favor contactar a Representação da OMS em Luanda, Angola, telef: (2442) 332398, Fax: (2442) 332314 e (1 407) 9563882 - E-Mail: whoang@ebonet.net


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