Organização Social e Parentesco



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Organização Social e Parentesco 2026/1 Curso de Graduação em Antropologia.
Prof. Oscar Calavia Sáez
Estagiários: Douglas Ferreira Gadelha Campelo, Sabrina Testa.

Horário sextas-feiras, 14:20



Programação:

Apresentação (sessões 1-3) Parentesco: os inícios do conceito na antropologia, algumas noções gerais.
GHASARIAN, Christian. 1999 (1996). Introdução ao estudo do parentesco. Lisboa: Terramar.

VVAA 1978 Introdução ao vocabulário do parentesco. In AUGÉ, Marc (org.).. Os domínios do parentesco. Lisboa: Edições 70.


Semântica versus genealogia (sessões 4-5). Classificatório e descritivo, o método genalógico
MORGAN, Lewis Henry. 1871. “Chapter I: Introduction” e “Chapter II: System of relationship of the Ganowanian family – continued. Iroquois”. Systems of consanguinity and affinity of the Human Family. Washington: Smithsonian Institution Press. Pp. 3-9; 154-165

ALMEIDA, Mauro W. B. de. 2012. Lewis Morgan: 140 anos dos Sistemas de Consanguinidade e Afinidade da Família Humana (1871-2011). Cadernos de Campo 19:309-322.

KROEBER, Alfred "Sistemas classificatorios” in LARAIA, Roque de Barros (org.). 1969. Organização social. Rio de Janeiro: Zahar. Journal of the Royal Anthropological Institute, 39:77-84

HOCART A. M. “Sistemas de parentesco” in LARAIA, Roque de Barros (org.). 1969. Organização social. Rio de Janeiro: Zahar

RIVERS, W.R.H “O método genealógico na pesquisa antropológica”. Em Cardoso de Oliveira (org.) A antropologia de Rivers. Campinas: Unicamp.
Estruturas, primeira versão. (sessões 6-8) O estrutural-funcionalismo, o funcionalismo não estrutural e a crise de ambos.
RADCLIFFE-BROWN A.R. 1973 [1924]. O irmão da mãe na África do Sul. Estrutura e função na sociedade primitiva. Petrópolis: Vozes

RADCLIFFE-BROWN A.R. 1978 [1950]. “Introdução” em Sistemas políticos africanos de parentesco e casamento. A.R. Radcliffe-Brown & Daryl Forde (orgs.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

FORTES, Meyer. 1950. "Parentesco e casamento entre os Ashanti” em Sistemas políticos africanos de parentesco e casamento. A.R. Radcliffe-Brown & Daryl Forde (orgs.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

WILSON Monica 1963 Good Company: A Study of Nyakyusa Age-Villages. Boston: Beacon Press

FIRTH, Raymond. 1998 [1936]. “‘Casa’ e clã”. Nós, os Tikopias. SP: Edusp. Pp. 453-484

EVANS-PRITCHARD. E.E.1999 [1940]. “O sistema de linhagens”. Os Nuer. Uma descrição do modo de subsistência e das instituições políticas de um povo nilota. SP: Perspectiva.


O Tabu do incesto, e o incesto propriamente dito (sessões 9-10)
HÉRITIER, Françoise. 1989. “Parentesco” e “Incesto”, in Enciclopédia Einaudi, vol 20 (Parentesco). Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, p. 27-80, 95-124.

LÉVI-STRAUSS, Claude. 1982 (1949). As estruturas elementares do parentesco. Petrópolis: Vozes (Até capítulo V)

COELHO DE SOUZA, Marcela S. 2004. "Parentes de sangue: incesto, substância e relação no pensamento timbira". Mana. Estudos de Antropologia Social, 10(1):25-60.

FOX. Robin 1990 La roja lámpara del incesto: investigación de los orígenes de la mente y la sociedad. México: Fondo de Cultura Económica.



Estruturas, segunda versão (sessões 11-13). A teoria da aliança.
DUMONT, Louis. 1975. Introducción a dos teorias de la antropología social. Barcelona: Anagrama.

LÉVI-STRAUSS, C. 2008 [1958]. “A análise estrutural em linguística e antropologia”. Antropologia estrutural. SP: Cosac Naify

LÉVI-STRAUSS, Claude. 1966 (1956). “A família”, in O olhar distanciado. Lisboa: Edições 70, p. 69-98.

LÉVI-STRAUSS, C. 1982 [1949]. “Os sistemas clássicos”. As estruturas elementares do parentesco. Petrópolis: Vozes. Pp. 187-208




Dois ou três (sessões 14-16) Dual e concêntrico, hierarquia e anarquias.

LÉVI-STRAUSS, Claude As organizações dualistas existem? 1970 -  Antropologia Estrutural, Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro

DUMONT, Louis M. 1975 Dravidien et Kariera. L'alliance de mariage dans l'Inde du Sud, et en Australie. Paris: De Gruyter-Mouton

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 2000. “O problema da afinidade na Amazônia”. A inconstância da alma selvagem. SP: Cosac Naify. Pp. 128-180

SILVA, Marcio Ferreira. 2004. “Parentesco e organização social na Amazônia: um rápido esboço”. Anuario de estudios americanos, 61 (2): 649-679
Algumas linhas de fuga (sessões finais). Revisões,
SCHNEIDER, David M. 1980[1968]. “The family”. American Kinship. A Cultural Account. The University of Chicago Press. Pp. 30-54

GOW, Peter. 1997. “Parentesco como consciência humana”. Mana 3(2): 39-65

SEEGER, Anthony, Da Matta, Roberto e Viveiros de Castro, Eduardo B. 1987 [1979]. "A construção da pessoa nas sociedades indígenas brasileiras". In: J. P. d. Oliveira (org.) Sociedades indígenas e indigenismo no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ/Marco Zero. pp. 11-29
Modo de trabalho

As sessões combinarão três tipos de atividades: seminário sobre os textos indicados, comentários e ampliações por parte do professor, e prática com diagramas, notações, etc.

Avaliação

A avaliação estará baseada em duas breves provas sobre terminologia, notação, etc. (25% da nota cada uma) e um ensaio final sobre um tema definido de acordo com o professor (50%)



TUTORIAL

Paralelamente será realizado um tutorial dedicado ao tema “Religião e parentesco”, que abordará uma série de temas clássicos mas habitualmente periféricos nas disciplinas de parentesco: sexualidade e sistemas de parentesco (“ritual”, “espiritual” ou nada disso) em diversas religiões (Cristianismo, Candomblé, “Paganismo” clássico...) o complexo do “nascimento virginal”, o par incesto/autoctonia, etc. Esses temas serão tratados numa série de seminários a definir. Recomenda-se aos matriculados no curso que acompanhem também este tutorial, cujos seminários serão, de resto, abertos.


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