Organização Sri Sathya Sai conselho central do brasil / coordenaçÃo de publicaçÕES



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Organização Sri Sathya Sai

CONSELHO CENTRAL DO BRASIL / COORDENAÇÃO DE PUBLICAÇÕES


Rua Pereira Nunes, 310 - Vila Isabel - Rio de Janeiro/RJ - CEP:20.511-120

www.sathyasai.org.br - Tel: (21) 2288-9508



CONS.PUB.03.10 15 de março de 2010.

Aos Coordenadores de Devoção dos Comitês, Presidentes de Comitês e Coordenadores Regionais

C/c: Conselho Central Executivo, Presidentes Fundação Sai e Instituto Sai de Educação, Coordenador Central da Região 23 e Chairman Zona 2B

Deus É!


A Encarnação da Suprema Bem-Aventurança,

A Encarnação da Felicidade Transcendental,

A Encarnação da Sabedoria Transcendental,

Aquele além da Dualidade, Aquele em Eterna Bem-Aventurança,

A Encarnação da Unicidade,

O Ser Supremo, o Eterno Uno,

O Imaculado, o Sempre Constante e

A Eterna Testemunha.



Sathya Sai Baba

Caros irmãos em Sai,


Om Sai Ram!
Com muita alegria enviamos a todos o material a ser utilizado na Pré-Conferencia de Buenos Aires e na Conferência Mundial Sai, a realizar-se em novembro em Prashanthi Nilayam. O Tema dessa Conferência é: “O IDEAL SAI” - “A VIDA HUMANA SAI IDEAL E A ORGANIZAÇÃO ESPIRITUAL SAI IDEAL”.
Seus Princípios são: “Deus É!”, “Eu Sou Eu!” e “Ame a Todos - Sirva a Todos!” Portanto, a meta da Conferência Mundial e das Pré-Conferências Mundiais é ajudar a nos transformar em devotos ideais em uma Organização Sai Ideal e, assim, sermos instrumentos para alcançar um mundo ideal.
A Programação da Conferência visa estudar o que Ele nos comunicou acerca da natureza espiritual e propósito destas vidas humanas que recebemos.

Enviamos em anexo uma Apostila com capa, o índice e os nove Discursos escolhidos para serem estudados em círculos de estudos.

Também enviamos em anexo as Diretrizes para Círculos de Estudos definidas para essa Conferência Mundial.

Todo este divino material está disponível em português a todos devotos, graças ao emprenho dos sevas tradutores e revisores desta Coordenação de Publicações, que foram verdadeiros Leões Sai nestes últimos dias. A todos nossos agradecimentos de coração.

Desejamos a todos os que vão e aos que ficam em nosso país que possam se beneficiar profundamente desses Divinos Ensinamentos e que alcancem uma Vida Humana Ideal e uma Organização Espiritual Ideal!
Oferecemos Humildemente Aos Divinos Pés de Bhagavan Sathya Sai Baba,
Coordenação de Publicações

Conselho Central do Brasil


Diretrizes para o Círculo de Estudos Sathya Sai
Quando o Coração Fala ao Coração, é o Amor que se Transmite.”

Sathya Sai Baba
Propósito

Sathya Sai Baba diz-nos que o crescimento espiritual de uma pessoa é mais facilmente alcançado pela prática integrada de devoção, estudo e serviço. O propósito de um círculo de estudos é perfeitamente esclarecido por Baba da seguinte forma: “Não é suficiente apenas ler livros. Círculo, círculo de estudos significa escolher um assunto, e cada pessoa discute sobre o significado desse tema – como uma conferência de mesa-redonda. Cada pessoa dá o seu ponto de vista, e, finalmente, concluem-se valores a partir daí. Caso haja só leitura, haverá dúvidas, mas se cada um der sua opinião, responder-se-á às dúvidas. O assunto é visualizado, e o círculo de estudos percebe as diferentes facetas. É como um diamante com suas diferentes facetas; mas há uma delas que é plana, a faceta superior, e, a partir dela, tudo pode ser visto. Descobrir tal faceta superior é o propósito do círculo de estudos”.

Sathya Sai ainda nos diz: “Não informação, mas transformação; não instrução, mas construção deve ser o objetivo. Conhecimento teórico é um fardo, a não ser que seja praticado e possa iluminar-se em sabedoria, sendo assimilado no cotidiano. Conhecimento que não confere harmonia e inteireza ao processo da vida, não vale a pena ser adquirido. Toda atividade deve ser tornada válida e positiva por sua contribuição para a descoberta da Verdade, tanto do Eu quanto da natureza”.

O círculo de estudos confere muitos benefícios aos participantes. O benefício fundamental é a aquisição de autoconhecimento. Sai Baba diz: “No círculo de estudos vocês podem aprender muitas coisas, mas o mais importante a ser conquistado é sua própria e verdadeira natureza – seu Atmattatwa. Aprender tudo sobre as coisas externas sem conhecer o seu verdadeiro Eu é como estudar os galhos de uma árvore, ignorando suas raízes”.


O Planejamento Adequado do Estudo

Qual é o plano adequado para o estudo? Swami responde a essa pergunta da seguinte forma: “Este é o plano adequado: leitura, reflexão e aplicação constante na vida. Estudar é trabalho. Indagar sobre o valor e aplicabilidade desse estudo é adoração. A experiência de validação e o valor da prática são sabedoria”.

Sai Baba também nos adverte com a seguinte declaração, visando a não tornar o círculo um grupo de leitura: “Então, à cerca dos círculos de estudo, não sou a favor da leitura indiscriminada de livros, por mais valiosos que possam ser. Muita leitura confunde a mente, favorece a argumentação e o orgulho intelectual. No que insisto é em colocar as coisas lidas em prática, ao menos uma ou duas. Sobretudo, lembre-se sempre de que o livro é um indicador, um guia, um sinalizador. Ler não é a conclusão da jornada. É somente a primeira etapa. Ler com o objetivo de praticar, e não pela leitura. Livros em demasia numa sala indicam uma pessoa que sofre de doença intelectual, assim como demasiados tubos, cápsulas e frascos num armário indicam uma pessoa com doença física. A leitura de livros ou de seus trechos é mais apropriada em momentos que não sejam logo após os bhajans ou como introdução a eles”. “Estudem com fé e devoção. Aprofundem o significado e o objetivo do que leem e mantenham sempre diante de si o propósito de colocar o que foi lido em prática. A menos que ajam assim, o círculo de estudos permanecerá para sempre um semicírculo, não poderá ser um círculo completo”.
Diretrizes Importantes

Os quatro princípios seguintes podem ser considerados os mais importantes para assegurar que as deliberações dos círculos de estudos atendam aos mais elevados padrões estabelecidos por Swami para uma troca de opiniões entre buscadores espirituais.




O princípio da liderança compassiva de parte do facilitador.

Cada participante merece encorajamento e orientação compassiva. O facilitador, pessoa responsável por manter o grupo dentro do tempo previsto, da tarefa e das diretrizes, deve agir de forma amorosa. Deve encorajar os inseguros e limitar, gentilmente, aqueles com tendência a ser dominadores. Deve estimular o apresentador a manter breve e objetivo seu resumo do material de estudo. Essa pessoa também deve desencorajar longas leituras e o uso de linguagem incompreensível aos presentes.


O Princípio da igualdade de oportunidades para que os participantes se expressem

Deve ser dada uma oportunidade a cada pessoa do círculo para que fale sobre o assunto em estudo. É importante que a ordem seja mantida dentro do círculo, para evitar a prática de chamar somente aqueles que querem manifestar-se imediatamente. Também a ninguém é concedido mais tempo do que aos demais. Apesar de que alguns participantes possam ter mais conhecimento ou eloquência, todos têm o mesmo direito de expressar-se. Os benefícios auferidos pelos de menor conhecimento são tão válidos como aqueles recebidos por qualquer outro participante.


O Princípio da não crítica na troca de opiniões

Todos os membros do círculo devem sentir-se livres para expressar-se sem temer objeções. Cada pessoa deve manifestar suas próprias idéias sem refutar o que os outros já disseram. Cada pessoa tem o direito de sentir que os seus comentários serão respeitados e convenientemente considerados.


O Princípio da oportunidade para que todos sejam apresentadores

A cada membro deve ser dada a oportunidade de apresentar um tópico ao grupo e a isso deve ser encorajado. A liderança estimula a autoconfiança e os ajuda a aplicar-se na disciplina do estudo. Quando colocamos os ensinamentos de Swami em nossas próprias palavras e usamos exemplos de nossas próprias vidas, assumimos o compromisso de agir de acordo com as palavras proferidas. Com o tempo, a facilidade para o estudo e a apresentação se fortalecerá.

Precisamos dar aos membros a oportunidade de crescimento e desenvolvimento de suas habilidades, assim como estimulamos e temos paciência com os esforços iniciais dos participantes em liderar os cânticos e no serviço.
Plano de Ação e Diretrizes

Rotina do Círculo de Estudos

O círculo de estudos deve ser mantido dentro de uma programação regular, se possível, semanalmente. O local do encontro deve ser conveniente a todos os membros do grupo, além de um lugar onde cada participante se sinta bem-vindo. Cada participante é um membro valioso do grupo e tem algo a ensinar aos outros. Nos círculos de estudo, bem como em outras funções do Centro Sai, Swami pede que homens e mulheres tomem assentos em lados opostos do círculo. Isto auxilia todos os participantes a concentrar-se no assunto do momento.

Swami diz que não há limite específico quanto ao número de participantes do círculo. Entretanto, o tamanho do local disponível e o tempo determinado podem requerer limitações. Isso é particularmente importante se todos os membros não puderem encontrar-se no mesmo tempo e local. Mais de um círculo pode ser conduzido se for útil para facilitar o processo. Diferenças de interesses podem também requerer apresentação de temas de relevância particular para grupos, dentro do círculo. Por exemplo, um grupo de pais pode querer focar questões de educação infantil. Um tempo limite de quarenta e cinco minutos a uma hora permite tempo suficiente para um bom debate, sem que se torne cansativo.

Comecem o círculo de estudos com três OM para estabelecer uma atmosfera de santidade e cooperação.

O apresentador deve resumir brevemente o material de estudo, ressaltar os pontos principais e questões para aqueles que não revisaram o material em tempo. É preferível que o resumo seja curto, não leve mais do que 10 a 15 minutos e venha do coração. Para focar o debate, é conveniente que o apresentador não apresente para a consideração do grupo mais de uma ou duas perguntas relativas ao tema. A pergunta deve envolver um problema real que ajude os participantes a compreender uma questão de prática espiritual. Com a transformação como nosso objetivo, é conveniente dirigir o compartilhamento de opiniões a assuntos que envolvam a nossa conduta como devotos Sai.

Antes de iniciar os debates, o grupo deve refletir por 20 ou 30 segundos sobre a pergunta colocada pelo apresentador. Isso ajuda a criar foco nos membros e promove um aprofundamento à questão colocada. Após a meditação, o facilitador pode perguntar aos membros quem gostaria de começar. Depois que o primeiro voluntário começa, o círculo de estudos deve prosseguir em sentido horário ao redor do círculo, dando a cada pessoa a oportunidade de falar a seguir, ou não. Se necessário, o facilitador pode dirigir a ordem em torno do círculo, caso não fique claro quem seja o próximo, ou quando a pessoa completou seus comentários. Membros recém-chegados ou retraídos às vezes não respondem, a não ser quando se lhes dá uma oportunidade específica e sejam solicitados a entrar na conversação.

O facilitador deve deixar claro, desde o início, que oposições ao que os outros disserem não são permitidas. Todos devem sentir-se livres para responder às perguntas, sem receio de refutação. Não deve haver julgamento de certo ou errado sobre o que alguém diz. Os membros do círculo podem apresentar sua própria opinião, mas não devem criticar a visão dos outros. Os participantes, ao sentirem que suas opiniões não são respeitadas, se tornarão inibidos e poderão não voltar.

Após a primeira oportunidade de cada pessoa falar, o facilitador pode perguntar ao grupo se alguém que não se manifestou na sua vez, gostaria de responder à pergunta. A intenção não é pressionar pessoa alguma, somente oferecer-lhe a oportunidade. Caso o tempo permita, o círculo poderá seguir a ordem mais uma vez. Quando todos tiverem a oportunidade de responder, o apresentador pode dar sua própria opinião sobre a pergunta e resumir o debate.

Os principais benefícios para os participantes estão na partilha das ideias e na sua aplicação ao sentido espiritual da vida diária. Os membros do círculo auferem benefícios mais pelo que ouvem de si mesmos, do que ouvem os outros dizer. Há pouco compromisso de agir em relação ao que os outros falam, mas muito compromisso em agir conforme o que dissemos no círculo de estudos. Quando o conhecimento adquirido no círculo de estudos é posto em prática, pode vir a ser um legado de sabedoria.
O Facilitador

O facilitador, dentro do Centro, é responsável por todo o funcionamento do círculo de estudos. Pode ser o Coordenador de Devoção ou o seu representante. Para os propósitos de continuidade e estabilidade, é preferível que permaneça na posição por um período prolongado – não alternando o cargo de facilitador de semana a semana ou de mês em mês.

O trabalho do facilitador é coordenar a escolha do material de estudo com os membros do círculo e escolher um membro para ser o apresentador do tema para a próxima sessão. Irá anunciar os encontros do círculo de estudos ao Centro e incentivar o comparecimento dos membros. Pode também resumir as regras do círculo de estudos antes do encontro, caso novos participantes estejam presentes, ou poderá resumir o círculo de estudos das semanas anteriores que abordaram o tema atual. Essa pessoa ajudará a facilitar o debate, mantendo os membros, compassivamente, no ritmo e dentro do limite de tempo. O facilitador é convidado a lembrar gentilmente, àqueles dados a irrupções fora da vez, do formato adequado do círculo de estudos. Sempre que solicitado, pode pedir aos voluntários que considerem ser os apresentadores num encontro futuro.
O Apresentador

A posição do apresentador deve ser rotativa entre os membros de cada encontro. Ele pode fazer uma pequena introdução do material do círculo de estudos em não mais de 10 a 15 minutos. O grupo poderá fazer a leitura de um livro comum, do qual o apresentador prepara um tema. Ou ainda, o apresentador pode reunir informações sobre um valor humano ou outro assunto espiritual. (Veja a seção 5: O Conteúdo do Círculo de Estudos). É preferível que se atenha à experiência pessoal ou não levará a partilha a finalidades práticas. Palestras teóricas e temas políticos são inadequados.

O apresentador faz parte do círculo de membros. Cada pessoa do grupo deve ser estimulada a ser apresentador. Isso é importante para obter uma ampla participação no desenvolvimento dos temas. Geralmente, é prejudicial à dinâmica do grupo configurar alguns membros como “especialistas” cujas opiniões têm mais peso, que recebem mais tempo para apresentar ou responder, ou que, constantemente, têm a última palavra.

A apresentação introdutória de um tema não é um palco para a demonstração de conhecimento ou da habilidade de apresentação do líder; é, sim, um catalisador para o início da partilha. É preferível que o apresentador partilhe alguns dos ensinamentos de Sai, do que simplesmente ler citações para o debate. Citações ou leituras utilizadas nos círculos de estudos devem ser breves e relevantes. (Ver os comentários de Swami sobre leitura na seção 1).


O Conteúdo do Círculo de Estudos

Assuntos para debate envolvendo leituras devem ser elaborados a partir dos materiais de consulta que todos considerem oficiais ou autorizados. Os melhores materiais são os escritos e discursos de Sri Sathya Sai Baba. Sri Sathya Sai Baba, escreveu, pessoalmente, a série de livros chamados Vahinis. O Sathya Sai Speaks(N.T. Palavras de Sathya Sai, alguns números já estão disponíveis no site da Organização Sai do Brasil) constitui uma série de traduções dos discursos de Sai Baba. Além deles, os ensinamentos de Sai Baba durante os Cursos de Verão têm sido compilados na série de discursos “Summer Showers”(Cursos de Verão). Outras palestras estão publicadas na revista Sanathana Sarathi (N.T. revista O Eterno Condutor, disponível no site da Organização Sathya Sai do Brasil), distribuída pelo Central Book Trust da India, bem como na Sathya Sai Newsletter norte-americana e no site oficial, Sathyasai.org na Internet (N.T. No Brasil vejam o site da Organização Sai do Brasil: www.sathyasai.org.br).

Os problemas da prática espiritual e preocupações dos devotos são, geralmente, bons assuntos para o debate. Se um membro apresenta dificuldades com alguns aspectos do estudo ou da prática, poderá ser útil a essa pessoa discutir o assunto no círculo de estudos. Quase sempre, quando um membro tem perguntas, outros terão a mesma dúvida. Grupos de adultos jovens em particular escolhem, frequentemente, aspectos do cotidiano como foco.

Outras boas fontes para debates num Centro Sai Baba são as discussões sobre o propósito dos Centros Sai ou sobre o próprio círculo de estudos. Por meio da realização de círculos de estudo sobre as atividades do Centro, os recém-chegados alcançam melhor compreensão do significado e propósito das atividades do Centro.





Discursos Selecionados sobre “Deus É”, “Eu Sou Eu”, e “Ame a Todos Sirva a Todos”
Deus É

O Mantra de Cinco Letras – Deus É. 21 de julho de 1986

Deus é Pura Bem-Aventurança. 23 de maio de 2000

Eu Sou Eu

Eu Sou Eu, Eu Sou o Atma. 25 de dezembro de 2009 Quem É Você? Eu Sou Eu. 20 de outubro de 2004

Reconheça o Princípio Fundamental da Unidade. 21 de março de 2004

Quem Sou Eu? 30 de março de 1987



Ame a Todos Sirva a Todos

O Amor Divino e a Tríplice Pureza 14 de janeiro de 1995

Serviço ao Homem É Serviço a Deus. 1 de janeiro de 2004

Saciando a Sede. 6 de março de 1977


DEUS É
O MANTRA DE CINCO LETRAS

Sathya Sai Speaks, Volume 19, Capitulo 14

Bhagavan Sri Sathya Sai Baba

Prasanthi Nilayam, 21 de julho de 1986.
O homem é o único ser dotado da arma singular da mente. Quem for capaz de dominá-la será vitorioso na vida. Um escravo da mente não pode alcançar a felicidade ou a paz.
O corpo, com todos os órgãos dos sentidos e composto pelos cinco elementos, é a morada que a mente estabelece para sua realização. É como se fosse uma armadura. A mente é a base para o corpo. É a causa de todas as atividades mundanas e experiências. Um corpo sem mente é como uma escola sem professor, uma plantação murchando por falta de água, um templo sem uma divindade, um fio sem a corrente elétrica – totalmente inútil e sem vida.
Os homens, geralmente, são propensos a considerar a mente como ligada, de modo íntimo, ao corpo. Acreditando que o corpo, um composto de cinco elementos, é real e permanente, dedicam todo seu tempo e ações ao bem-estar desse corpo. A vida é desperdiçada na busca de objetos mundanos. A mais elevada realização consiste em utilizar a inteligência (buddhi) para adquirir sabedoria superior (vijnana), conquistando a mente através dessa sabedoria. As Upanishads declaram: “Prajnaanam Brahma (o reconhecimento de Brahman é a mais alta sabedoria)”. Tal consumação é alcançada apenas pelos bons pensamentos.
Bons pensamentos são o mais precioso bem. São dotados de imenso poder, pureza e divindade. São doadores e mantenedores da vida. Rendem os frutos desejados de acordo com a maneira como são utilizados.

Transformação de pecadores em santos
A mente, (deve-se perceber), não é como um papel em branco. É um pergaminho que carrega em si a marca de experiências e ações de muitas vidas passadas. Manifesta-se como um reflexo do Atma (espírito). Atma + Mente = Homem. Homem - Mente = Atma. A mente é causa de servidão ou de liberação. Se alguém pode preencher-se com bons pensamentos em qualquer situação, sua vida será santificada. Por isso, é necessário que todos tentem cultivar bons pensamentos e fazê-los governar sua vida e suas ações.

O requisito primordial para o cultivo de bons pensamentos é a associação com pessoas boas (sathsang). As escrituras têm explicado exaustivamente sobre o valor de boas companhias e seus bons exemplos. O salteador Ratnakara sustentava sua família atacando viajantes e roubando-lhes seus bens. Ele foi tão completamente transformado pela companhia dos sete grandes sábios (Saptarishis-Vasishta e outros) que, mais tarde, se tornou Valmiki, o grande Adi Kavi, escritor do épico Ramayana. Não apenas foi o primeiro entre os poetas, mas alcançou o mesmo status do sábio Vyasa. Os sete sábios louvaram Valmiki como o doador do verso (Sloka Daata), inferior apenas ao doador de todas as coisas (Lok-Daata; Bhagavan).
Outro exemplo: durante o tempo de Buda, havia um homem muito cruel e perverso, conhecido como Angulimala, que, da mesma forma que Ratnakara, costumava assaltar viajantes, roubando-lhes as riquezas e cortando os polegares deles para usá-los como um colar de volta do pescoço. O Buda foi capaz de reformar até mesmo um homem tão cruel como ele, transformando-o em um buscador espiritual.
Poder da fé
Gauranga pertencia a uma comunidade chamada Jagayi-Madhayi, cujos membros eram conhecidos por sua perversidade e crueldade. Por meio de sua associação com homens santos, tornou-se um grande devoto do Senhor e adquiriu o nome de Chaitanya (já que ele estava sempre imerso na Consciência de Krishna). Dedicou sua vida inteira a glorificar Deus com cânticos e dança.
Assim, através dos tempos, existiram homens transformados em santos e sábios ao se associarem com homens bons e santos. Em tempos mais recentes, temos muitos exemplos bons. Em Tamilnadu, algumas décadas atrás, havia um jovem rapaz pertencente a uma pobre família brâmane. Naquela época, Gandhiji surgia como o líder da luta nacional pela liberdade. Todo mundo falava sobre o advogado que estava expressando as aspirações do país e demonstrando sua determinação em conquistar a liberdade do domínio estrangeiro. A mãe do garoto brâmane queria que seu filho se tornasse um advogado, como Gandhi. Disse a ele: "Meu filho querido, você deve estudar como Gandhi e tentar aliviar os sofrimentos dos pobres. Deve tornar-se um grande herói como ele. Deve aderir ao Dharma e lutar por justiça”.
A partir desse dia, o rapaz dedicou-se a seus estudos, lembrando-se do conselho de sua mãe. Resolveu tornar-se advogado e servir os pobres e angustiados. Superou inúmeras dificuldades e deficiências. Como não podia pagar para ter lâmpadas em casa, costumava estudar sob as lâmpadas da rua e preparar-se para os exames. Muitas vezes, teve de passar sem alimento. Uma vez, na véspera de um exame, estava estudando sob uma lâmpada de rua quando sentiu sono. Como não podia pagar por uma xícara de chá – mesmo custando muito pouco naqueles dias – lavou o rosto com a água fria de uma torneira e continuou seu estudo. Passou no exame de advocacia com distinção.
Sempre manteve em mente sua vontade de viver de acordo com as palavras de sua mãe. Trabalhou com vários veteranos no Tribunal, adquiriu prática e progrediu como advogado. Tinha uma profunda fé em Deus. Todas as dificuldades que encontrava, considerava como desejo da Providência para seu próprio bem. Por causa de sua fé em Deus e pela associação com os homens de bem, uma grande mudança ocorreu em sua carreira. Foi nomeado juiz da Alta Corte de Madras, o primeiro indiano a ser escolhido para essa honra. Foi um reconhecimento apropriado para seu caráter e suas habilidades. Essa foi a carreira de T. Muthuswamy Iyer.
Quando a devoção a Deus é conjugada com boas resoluções, qualquer coisa poderá ser realizada. Como o caso de Muthuswamy Iyer, existem casos de jovens de outros países que começaram suas carreiras engraxando sapatos, vendendo jornais ou lavando pratos em hotéis para sobreviver, mas alcançaram altos cargos em virtude de suas boas resoluções e de sua inabalável fé em Deus. Alguns deles tornaram-se grandes estudiosos e levaram vidas dedicadas.


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