Orientações Gerais a Respeito da Elaboração das Normas da Igreja Local com Relação à Música



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Orientações Gerais

a Respeito da Elaboração das



Normas da Igreja Local com Relação à Música
Os procedimentos a serem seguidos na elaboração das “Normas da Igreja Local com Relação à Música” são os seguintes:

    1. Distribuir para todos os membros da Comissão de Música e da Comissão da Igreja cópias da apostila intitulada “Informações Gerais e Documentos Oficiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia Relacionados com a Música”, que nada mais é do que a íntegra da Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música, da Filosofia Adventista de Música de 1972, de todos os textos encontrados no Manual da Igreja relacionados com a música e das orientações que você está lendo agora. Juntamente com a citada apostila deverá ser fornecido um jogo de lições do “1º. Seminário Sobre Princípios de Música Sacra” para cada um. Isto deverá ser feito preferivelmente no início ou antes das programações do seminário para que todos tenham tempo de estudar os assuntos e tomar conhecimento da posição oficial da igreja sobre a música tal como é apresentada na Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música e no Manual da Igreja.

    2. Fornecer aos(às) secretários(as) das duas comissões cópias deste texto em formato doc para facilitar a redação do texto final das “Normas da Igreja Local com relação à Música”. Isto se deve ao fato de que acrescido a estas orientações está um modelo de referência para ser usado quando da elaboração do texto final. Será mais fácil acrescentar ou diminuir frases e referências de um modelo inicial do que começar tudo do zero sem qualquer referência.

    1. Os membros das duas comissões deverão, enquanto analisam os materiais e orientações recebidos, fazer anotações do que acreditam que deveria ser acrescentado ou diminuído no texto das “Normas da Igreja Local com Relação à Música”, usando como referência inicial o modelo aqui fornecido, e baseando suas colocações nos textos oficiais da igreja, ou seja, no Manual da Igreja e na Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música, (na de 1972 também). Obviamente, a Bíblia e o Espírito de Profecia são fundamentais aqui, inclusive por terem sido a base da formulação dos documentos oficiais anteriormente citados.

    2. Falando ainda a respeito da análise que cada membro de ambas as comissões fará ao acrescentar ou diminuir algo ao conteúdo do texto modelo disponibilizado, não se pode deixar de considerar o seguinte:

  • A adição de elementos que não tenham base nas orientações da Bíblia e do Espírito de Profecia, mas apenas em opiniões pessoais, seria tão depreciativa quanto as tradições judaicas citadas desfavoravelmente pelo SENHOR JESUS, ou as crenças da igreja medieval que perseguia e matava os cristãos tendo como base a sua própria autoridade. Que tudo aquilo que deverá ser adicionado seja provado pelo “está escrito” e pelo “assim diz o SENHOR”, para que as “Normas da Igreja Local com Relação à Música” baseiem-se em orientações inspiradas e não em sabedoria humana.

  • Igualmente importante é lembrar que retirar do texto por mera conveniência algo fundamentado na Bíblia ou no Espírito de Profecia, significa esconder a verdade e omitir orientação que pode fazer a diferença entre reverência e negligência, e entre a vida e a morte eterna para alguém. É essencial que ninguém se esqueça das palavras finais encontradas no Apocalipse, capítulo 22, versos 18 e 19: “Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro”. Decisões como as que estarão sendo tomadas pelas Comissões de Música e da Igreja podem significar reavivamento espiritual ou condenação, portanto devem ser motivo de muita oração e reflexão.

    1. Para a análise dos elementos a serem adicionados ou diminuídos do texto modelo o procedimento deverá ser o seguinte: Os membros da Comissão de Música que não façam parte da Comissão da Igreja enviarão suas considerações através do Pastor da Igreja e do Ancião ligado ao Ministério da Música, as quais serão apresentadas em reunião da Comissão da Igreja, juntamente com as considerações dos membros desta última, na qual todas as observações e considerações serão analisadas e votadas, rejeitando-se o que for dispensável e acrescentando-se o que for necessário, sendo então formulado o texto final das “Normas da Igreja Local com Relação à Música”.

    1. O próximo passo será o envio desse texto final para a análise e aprovação da Comissão da Igreja. Havendo ressalvas e alterações a serem feitas, o texto deverá ser enviado de volta à Comissão de Música para as devidas correções e votação e posterior reenvio à Comissão da Igreja, uma vez que, ao ser apresentado à igreja, o texto das “Normas da Igreja Local com Relação à Música” deverá ter sido aprovado por ambas as Comissões.

    2. Em muitas das nossas igrejas as duas comissões têm achado melhor se reunirem juntas, extraordinariamente, para a realização em conjunto das duas etapas acima descritas em um só dia. Isto poderá até ser benéfico, acelerando o andamento dos trabalhos, mas tal decisão caberá a cada igreja individualmente – se as duas comissões trabalharão em dois turnos ou se as duas se reunirão juntas, excepcionalmente, para a elaboração e voto do texto final das “Normas da Igreja Local com relação à Música” em uma única reunião.

    3. Pronto e votado o texto definitivo das “Normas da Igreja Local com Relação á Música” o mesmo deverá ser apresentado à igreja para a aprovação final. A melhor ocasião para que isto seja feito é o último programa do “1º. Seminário Sobre Princípios de Música Sacra”, o qual já foi preparado originalmente para esta finalidade. Assim o seminário, além de trazer orientações e esclarecimentos à igreja, completará sua missão deixando também uma base normativa sólida para a continuação das atividades do Ministério da Música.

A seguir está o modelo citado acima para ser usado pelos integrantes da Comissão de Música e da Comissão da Igreja na elaboração do texto das “Normas da Igreja Local com Relação à Música”. Utilizem-no com sabedoria e oração.

A comissão da Igreja Adventista do Sétimo Dia de _______________________________ reunida em _____/_____/________, tendo tomado conhecimento das orientações da Associação Geral e da Divisão Sul Americana concernentes à Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música e tendo em vista a necessidade de princípios definidos a esse respeito votou algumas normas relativas à música a serem seguidas doravante em todas as reuniões da igreja. Tais normas basearam-se em grande parte textualmente nas orientações da Associação Geral e da Divisão Sul Americana, sendo acrescidas de outras orientações encontradas no Espírito de Profecia e no Manual da igreja tais como seguem abaixo:



“A música não é moral nem espiritualmente neutra. Pode nos levar a alcançar a mais exaltada experiência humana, pode ser usada pelo príncipe do mal para degenerar e degradar, para suscitar a luxúria, paixão, desesperança, ira e ódio.

“A mensageira do Senhor, Ellen G. White, nos aconselha continuamente a elevar nosso conceito a respeito da música. Ela nos diz: ‘A música, quando não abusiva, é uma grande bênção; mas quando usada erroneamente, é uma terrível maldição.’ – O Lar Adventista, pág. 408. ‘Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma.’ – Educação, pág. 167. ...

“Como adventistas do sétimo dia, cremos e pregamos que Jesus virá novamente, em breve. Em nossa proclamação mundial da tríplice mensagem angélica, de Apocalipse 14:6-12, conclamamos a todas as pessoas a aceitarem o evangelho eterno para louvar a Deus o Criador, e a se prepararem para encontrar o Senhor. Desafiamos a todos que escolhem o bem e não o mal a renunciar ‘"à impiedade e às paixões mundanas, [vivermos] no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus’. (Tito 2:12, 13.)

“Cremos que o evangelho exerce impacto em todas as áreas da vida. Por conseguinte, sustentamos que, por causa do vasto potencial da música para o bem ou para o mal, não podemos ser indiferentes a ela. Embora reconhecendo que o gosto, na questão da música, varia grandemente de indivíduo para indivíduo, cremos que a Bíblia e os escritos de Ellen G. White sugerem princípios que podem formar nossas escolhas.

“... Nem toda música considerada sacra ou religiosa, pode ser aceitável para um adventista do sétimo dia. A música sacra não deve evocar associações seculares ou sugerir a conformação com normas de pensamento ou comportamento da sociedade em geral. ...”

“Fazer música adventista do sétimo dia requer a escolha do melhor. Nessa tarefa, acima de tudo, nos aproximamos de nosso Criador e Senhor e O glorificamos. Cumpre-nos aceitar o desafio de ter uma visão musical diferenciada e viável, como parte de nossa mensagem profética, dando assim uma contribuição musical adventista importante e mostrando ao mundo um povo que aguarda a breve volta de Cristo.”

(textos extraídos da “Filosofia Adventista do Sétimo Dia com relação à música” da Associação Geral)

“A música é um dos elementos mais importantes em cada atividade da igreja, e por isso deve ser utilizada sempre de maneira edificante. ‘O canto é um dos meios mais eficazes para gravar a verdade espiritual no coração. Muitas vezes se têm descerrado pelas palavras do canto sagrado, as fontes do arrependimento e da fé.’ – Evangelismo, pág. 500.

“Buscando o crescimento da área de música, de cada músico envolvido e da igreja como um todo, é que são apresentadas as orientações a seguir. Desta maneira, tem-se um complemento aos princípios apresentados pela Associação Geral, e devem direcionar a música dentro da Igreja Adventista na América do Sul. Sua aceitação vai proporcionar sábias escolhas, o cumprimento da missão e a conquista de melhores resultados.

“Tendo em vista identificar corretamente o papel da música e dos músicos adventistas, toda a atividade musical da igreja deverá ser chamada de Ministério da Música. Assim, os músicos adventistas passarão a ter uma visão clara de seu papel como ministros, e a igreja, uma visão distinta da música, seu objetivo e sua mensagem, como um ministério.”



I. O Músico

  1. Deve cultivar uma vida devocional à altura de um cristão autêntico, baseada na prática regular da oração e da leitura da Bíblia.

  2. Precisa, por meio de sua música, expressar seu encontro pessoal com Cristo.

  3. Trata a música, em conseqüência, como uma oração ou um sermão, preparando-se espiritualmente para cada apresentação. (Ver Evangelismo, pág. 508.)

  4. Deve representar corretamente, em sua vida, os princípios da igreja e refletir a mensagem das músicas que apresenta, edita ou compõe.

  5. Deve estar em harmonia com as normas da igreja, vivendo os princípios de mordomia cristã e sendo membro ativo de uma igreja local.

  6. Precisa aplicar a arte, em todas as suas atividades, como um ministério. Não destaca sua imagem pessoal, mas sim a mensagem a ser transmitida.

  7. Cuida de sua aparência pessoal, para que reflita o padrão de modéstia e decência apresentado pela Bíblia.

  8. Canta com entoação clara, pronúncia correta e perfeita enunciação. (Ver Obreiros Evangélicos, pág. 357.)

  9. Evita tudo o que possa tirar a atenção da mensagem da música, como gesticulação excessiva e extravagante e orgulho na apresentação. (Ver Evangelismo, pág. 501.)

  10. Evita, em suas apresentações, a amplificação exagerada, tanto vocal como instrumental.

  11. Evita o uso de tonalidades estridentes, distorções vocais ou instrumentais, bem como o estilo dos cantores populares.

  12. Respeita o ambiente da igreja e as horas do sábado ao vender seus materiais.

  13. Deve receber orientação e apoio espiritual da liderança do Ministério da Música, líderes da igreja e do pastor local.

II. A Música

  1. Glorifica a Deus e ajuda os ouvintes a adorá-Lo de maneira aceitável.

  2. Deve ser compatível com a mensagem, mantendo o equilíbrio entre ritmo, melodia e harmonia (I Crônicas 25:1, 6 e 7).

  3. Deve harmonizar letra e melodia, sem combinar o sagrado com o profano.

  4. Não segue tendências que abram a mente para pensamentos impuros, que levem a comportamentos pecaminosos ou que destruam a apreciação pelo que é santo e puro. “A música profana ou a que seja de natureza duvidosa ou questionável, nunca dever ser introduzida em nossos cultos”. – Manual da Igreja, pág. 72.

  5. Não se deixa guiar apenas pelo gosto e experiência pessoal. Os hábitos e a cultura não são guias suficientes na escolha da música. “Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural.” – Ellen White, Manuscrito 91.

  6. Não deve ser rebaixada a fim de obter conversões, mas deve elevar o pecador a Deus. (Ver Evangelismo, pág. 137.) Ellen White diz que “haveriam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça ... gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo.” – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 36.

  7. Provoca uma reação positiva e saudável naqueles que a ouvem.

III. A Letra

  1. Deve ser de fácil compreensão e estar em harmonia com os ensinamentos da Bíblia.

  2. Deve ter valor literário e teológico consistente. Não usa letras levianas, vagas e sentimentais, que apelem somente às emoções.

  3. Não é superada pelos arranjos ou instrumentos de acompanhamento.

  4. Mantém o equilíbrio entre hinos dirigidos a Deus e cânticos que contêm petições, apelos, ensinos, testemunhos, admoestações e encorajamento (Colossenses 3:16; Efésios 5:19).

  5. Deve evitar ser apresentada em outra língua, que não a nativa, para que possa ser compreendida e os ouvintes, edificados.

IV. O Louvor Congregacional

  1. Deve ser mais valorizado, pois através dele toda a igreja é envolvida. “Nem sempre o canto deve ser feito por apenas alguns. Tanto quanto possível, permita-se que toda a congregação participe.”– Testimonies, vol. 9, pág. 144. Os momentos de louvor congregacional:

  2. Devem ser estimulados grupos musicais que envolvam uma boa quantidade de pessoas. “Raras vezes deve o cântico ser entoado por uns poucos.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 481.

  3. Deve haver um cuidado especial para não utilizar músicas que apenas agradem os sentidos, tenham ligação com o carismatismo, ou tenham predominância de ritmo.

V. Os Instrumentos

  1. Os instrumentistas da igreja devem sempre ser estimulados a participar dos cultos de adoração, com instrumental ao vivo. Ellen White recomenda que o canto “seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra.” – Testimonies, vol. 9, pág. 143.

  2. Deve haver muito cuidado ao serem usados instrumentos associados com a música popular e folclórica ou que necessitem de exagerada amplificação. Quando mal utilizados, concorrem para o enfraquecimento da mensagem da música.

  3. O uso de play-backs deve ser uma alternativa para momentos especiais. Devem ser utilizados de modo equilibrado, sempre em apoio ao canto congregacional.

  4. O instrumental deve ocupar seu papel de acompanhamento, dando prioridade à mensagem. “A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas.” – Evangelismo, pág. 506.

  5. Deve ser priorizada por orquestras, bandas e outros grupos instrumentais a apresentação de músicas que estejam dentro das recomendações da igreja e que edifiquem seus ouvintes.

VI. A Administração da Música na Igreja e a Educação Musical

  1. Cada igreja deve ter sua comissão de música devidamente organizada e mantendo reuniões regulares. A administração do Ministério da Música não deve estar nas mãos de apenas uma pessoa.

  2. Devem ser realizadas palestras, sermões, seminários ou festivais de louvor envolvendo cantores ou grupos e fortalecendo o envolvimento com a igreja e seus princípios musicais.

  3. A liderança da igreja deve encorajar os membros a desenvolverem seus talentos musicais, estabelecendo um coral, quarteto, grupo musical, orquestra ou fortalecendo um talento individual.

  4. A igreja deve, dentro do possível, procurar adquirir algum instrumento musical próprio para fortalecer o louvor e a formação musical.

  5. A direção do Ministério da Música deve organizar e providenciar música especial e um responsável pelo louvor congregacional para todos os cultos da igreja.

  6. A saída ou recebimento de grupos musicais ou cantores deve ser acompanhada de uma recomendação oficial da igreja da qual são membros. Essa atitude valoriza os bons músicos e traz segurança à igreja.

  7. Em programas especiais, dentro da igreja, tais como: cerimônias de casamento, cultos de ação de graças, seminários e outros, deve haver cuidado especial na escolha das músicas.

  8. Deve ser considerada a possibilidade de apoiar as crianças [e adultos também] em seu treinamento musical a fim de preparar futuros músicos que possam servir à igreja.

VII. A Equipe de Áudio e Vídeo

  1. Deve trabalhar em parceria com o Ministério de Música no planejamento e organização do programa musical da igreja.

  2. Mantém os princípios apresentados neste documento, especialmente no que diz respeito ao uso de materiais sonoros e visuais na adoração, louvor e liturgia.

  3. Oferece apoio técnico aos cantores, músicos, grupos vocais e instrumentais, antes e durante as apresentações, visando à boa qualidade na adoração e louvor.

(textos extraídos das “Orientações com Relação à Música para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul” )

Tendo em vista a relevância das orientações do Espírito de Profecia relativas à música em nossa igreja “imediatamente antes da terminação da graça” contidas no livro Mensagens Escolhidas vol. 2, págs. 36 a 38, parte das quais foi citada nas orientações da Divisão Sul Americana e que são freqüentemente apresentadas em estudos e seminários realizados por algumas das maiores autoridades da igreja na área da música e da teologia, a comissão desta igreja vota ainda que seja abandonado imediatamente o uso de play-backs e gravações que contenham ritmos populares e acompanhamentos impróprios para a adoração, entre eles toda e qualquer gravação que contenha o som de bateria e recomenda que se incentive o uso de materiais com características e estrutura musical sacra tradicional.

Considera-se de importância salientar que, seja em gravações ou em apresentações ao vivo, os instrumentos musicais que possam ser considerados apropriados para a adoração nunca deverão estar sendo tocados em estilo popular. Isto deverá ser uma regra aplicável a todos os instrumentos, seja o teclado, o violão, ou qualquer outro. Leva-se em consideração o fato de que “coisa alguma há, mais ofensiva aos olhos de DEUS, do que uma exibição de música instrumental, quando os que nela tomam parte não são consagrados, não estão fazendo em seu coração melodia para o SENHOR... Não temos tempo agora para gastar em buscar as coisas que agradam unicamente aos sentidos.” Review and Herald, 14 de novembro de 1899. – Evangelismo, pág. 510.

A comissão da igreja levou em consideração ainda a orientação do Manual da Igreja à pág. 73, que trata da aparência pessoal e vestuário das pessoas que tomam parte nas apresentações musicais da igreja. O referido texto diz que tais pessoas devem “em sua aparência pessoal e em sua maneira de vestir, conformar-se com as normas da igreja, dando um exemplo de modéstia e decoro. Pessoas de consagração duvidosa ou de caráter questionável, ou que não se vistam convenientemente, não devem ter permissão para participar das atividades musicais dos cultos.” Manual da Igreja, pág. 73.

A fim de tornar mais clara e objetiva a posição da comissão da igreja a respeito deste assunto foi votado que não se permita a participação de pessoas vestindo saias curtas ou abertas, roupas transparentes, sem mangas, com decotes impróprios, roupas que deixem parte das costas descoberta e roupas justas ou apertadas que chamem a atenção para as formas do corpo. Quanto ao vestuário masculino entende-se que o traje adequado deverá ser o social-formal no qual a gravata deverá ser considerada indispensável.

A comissão da igreja reconhece que se quando comparecemos diante de autoridades civis, como juizes e governantes, devemos nos portar de modo especial, muito mais quando comparecemos diante de DEUS, o “Juiz de toda a Terra”, “Rei dos Reis e SENHOR dos Senhores”. Se até pessoas de autoridade se vestem de maneira não apenas social mas também formal ao se apresentarem na câmara dos deputados ou no senado, admitir que alguém se apresente diante de DEUS de maneira menos respeitosa e solene seria o mesmo que dizer que nosso SENHOR é menos importante que alguns seres humanos.



Tais princípios deverão ser levados em consideração não apenas no tocante às apresentações musicais, mas em todas participações em programações da igreja, incluindo os cultos jovens, uma vez que o DEUS adorado é o mesmo e, sendo um “culto”, a adoração deve ser de natureza não menos reverente e respeitosa. Deve-se ter em mente a orientação da pena inspirada de que, nas programações da igreja, “todo o serviço deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na presença pessoal de DEUS mesmo.” - Testemunhos Seletos, vol.2, p. 195.



Referências Bibliográficas:

Evangelismo, pág. 508 - Muitos cantam belos hinos nas reuniões, hinos do que eles querem fazer, e pretendem fazer; mas alguns não fazem estas coisas; não cantam com o espírito e o entendimento também. Assim, na leitura da Palavra de Deus, alguns não são beneficiados porque não a põem em sua própria vida, não a praticam.

Obreiros Evangélicos, pág. 357 - Não é o cantar forte que é necessário, mas a entonação clara, a pronúncia correta, e a perfeita enunciação. Que todos dediquem tempo para cultivar a voz, de maneira que o louvor de Deus seja entoado em tons claros e brandos, não com asperezas, que ofendam ao ouvido. A faculdade de cantar é um dom de Deus; seja ela usada para Sua glória.

Evangelismo, pág. 501 - O que me foi apresentado é que, se o Pastor ______ desse ouvidos ao conselho de seus irmãos, e não corresse da maneira por que o faz no esforço de obter grandes congregações, exerceria mais influência para bem, e sua obra teria efeito mais benéfico. Ele deve cortar de suas reuniões tudo quanto tenha semelhança com exibições teatrais; pois tais aparências exteriores não dão nenhuma força à mensagem que ele anuncia. Quando o Senhor puder cooperar com ele, sua obra não precisará ser feita de modo tão dispendioso. Ele não necessitará então fazer tantas despesas em anúncios de suas reuniões. Não porá tanta confiança no programa musical. Esta parte de seu serviço é realizada mais à maneira de um concerto teatral, do que de um serviço de canto em uma reunião religiosa.

Evangelismo, pág. 137 - Nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversos, mas precisamos procurar elevar o pecador e corrupto à alta norma da lei de Deus.

Testemunhos Seletos, vol.1, pág. 457 - A música pode ser uma grande força para o bem; não fazemos, entretanto, o máximo com esse ramo de culto. O canto é feito em geral por impulso ou para atender a casos especiais, e outras vezes deixam-se os cantores ir errando, e a música perde o devido efeito no espírito dos presentes. A música deve ter beleza, emoção e poder. Ergam-se as vozes em hinos de louvor e devoção. Chamai em vosso auxílio, se possível, a música instrumental, e deixai ascender a Deus a gloriosa harmonia, em oferta aceitável.

Mensagens Escolhidas, vol.2, pág. 36-38 (Resumo) - “Imediatamente antes da terminação da graça... haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.

“O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás ... É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.

“... Os que participam do suposto reavivamento recebem impressões que os levam ao sabor do vento... Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto...

“... O Senhor mostrou-me que seriam introduzidos em nossas reuniões campais teorias e métodos errôneos, e que a história do passado se repetiria. Senti-me grandemente aflita. Fui instruída a dizer que, nessas demonstrações, acham-se presentes demônios em forma de homens, trabalhando com todo o engenho que Satanás pode empregar para tornar a verdade desagradável às pessoas sensatas; que o inimigo estava procurando arranjar as coisas de maneira que as reuniões campais, que têm sido o meio de levar a verdade da terceira mensagem angélica perante as multidões, venha a perder sua força e influência.

“... Assim busca Satanás pôr seu selo sobre a obra que Deus quer que se destaque em pureza.

“O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.

“Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida... Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem. Mas a comichão do desejo de dar origem a algo de novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes dera.”

Faça aqui suas anotações adicionais e sugestões para o texto das “Normas da Igreja Local com Relação à Música” e apresente-as na reunião da comissão.



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