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Oligarquia:

Governação Económica e Ordem Internacional desde 1975



Eurico Daniel Lagoa de Matos

Orientador: Joaquim Carlos Pereira Feio

Faculdade de Economia

Universidade de Coimbra

Mestrado em Relações Internacionais

Estudos de Economia Política Internacional

2009





My interest is not in who is now "number one," a juvenile question perhaps tolerable in team sport but hardly appropriate for serious discourse. Rather the concern is with long-run economic growth and whether the world economy inevitably gravitates to a hierarchical structure, or whether it maintains the politically more attractive form of pluralism among a number of equals”.


Charles Kindleberger


Agradecimentos
A realização de uma dissertação de mestrado é, obrigatoriamente, um trabalho solitário. No entanto, também não se pode dizer que o trabalho tenha sido realizado apenas por mim. Faz todo o sentido agradecer a todos os professores que me instruíram neste curso de mestrado: Rogério Leitão, Paula Lopes, Raquel Freire e também Carmen Mendes, que acompanhou a tese durante o último ano. Um especial reconhecimento é devido ao professor Joaquim Feio, orientador, que muito trabalhou, lendo, relendo e aconselhando, para que esta dissertação tivesse qualidade. Mais que isso, dedicou-se a ensinar-me a aprender, ao longo das muitas conversas que tivemos e por isso lhe estou grato.
Também os colegas mestrandos foram importantes, criticando e fazendo sugestões nos seminários, permitindo um aperfeiçoamento das ideias. De entre eles, há que destacar o amigo Sandro Marmelo, sempre disponível para colaborar e cujas sugestões de leitura agradeço.

Resumo
Esta dissertação procura compreender o papel do G8 na governação económica internacional. Fazendo uma análise que começa na década de 1970, procuramos atestar que o G8 foi, desde a sua criação como G6 em 1975, a principal instância de governação económica internacional. Tentaremos provar esta ideia através da actuação desta instância em três áreas essenciais: a ideologia, a arquitectura financeira global e a gestão de crises. Recorrendo à teoria da estabilidade hegemónica, podemos afirmar que o G7/G8 funcionou como um grupo de hegemonia institucionalizada, ou seja, um hegemon. Ao reunir as principais potências económicas do sistema internacional, este grupo podia determinar o rumo das relações económicas internacionais cooperando entre si. Neste grupo, havia um conjunto de países que se destacava: Estados Unidos, Japão e Alemanha. Esta era a tríade que constituía o centro do processo de globalização, a que metaforicamente podemos chamar de Oligarquia. Contudo, a capacidade de governação do G7/G8 tem declinado. A actual crise financeira é um marco deste declínio, já que se afirma que o G20 é o novo centro de governação económica. Da uni-multipolaridade parece que estamos a passar para uma multipolaridade. Na nossa opinião, é cedo para afirmar qual das instâncias ocupará esse lugar, sendo nosso argumento que o futuro da governação económica e da ordem internacional não está propriamente nem no G8, nem no G20, mas no entendimento entre a nova tríade da globalização: Estados Unidos, China e possivelmente União Europeia.
Abstract
This essay intends to understand the role of the G8 in the international economic governance. Through an analysis, beginning in the 1970’s, we aim to confirm that the G8 is, since his creation in 1975, the major instance of international economic governance. We intend to prove this idea by looking at tree major features of economic governance: the ideology, the global financial architecture and the crises management. Using the hegemonic stability theory we can state that the G7/G8 functioned as a group of institutionalized hegemony, i.e., an hegemon. Assembling and co-operating the major economic powers of the international system, this group could define the course of the international economic relations. In this group there the most relevant countries were the United States, Japan and Germany. This was the triad that was in centre of globalization, and we can, metaphorically speaking, call this triad an Oligarchy. However, the G7/G8 governance capacity is eroding. The current financial crisis is a milestone of this decline and there are many personalities stating that the G20 is the new centre of economic governance. We are slipping away from uni-multipolarity to multipolarity. In our view, it is too soon to acknowledge which instance will be in the centre of governance. We argument that the future of governance is inevitably attached to the good or bad relations between the new triad of globalization: United States, China and possibly the European Union.

Lista de Siglas

AFG – Arquitectura Financeira Global

BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento

BM – Banco Mundial

EUA – Estados Unidos da América

FMI – Fundo Monetário Internacional

GATT – General Agreement on Trade and Tariffs

IMRD – Iniciativa Multilateral para a Redução da Dívida

MEM – Major Economies Meeting

NIC – New Industrializing Countries

OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico

OIC – Organização Internacional de Comércio

OMC – Organização Mundial de Comércio

OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo

PD – Países Desenvolvidos

PIB – Produto Interno Bruto

PPAE – (Iniciativa) Países Pobres Altamente Endividados

PVD – Países em Vias de Desenvolvimento

RFA – República Federal da Alemanha

SBW – Sistema de Bretton Woods

SIG – Support Implementation Group

SMI – Sistema Monetário Internacional

URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas

Índice


Introdução 1

Parte I 9

1. Breve história de Bretton Woods 9

1.1. O Padrão dólar-ouro 9

1.2. O Sistema Comercial 10

1.3. O declínio de Bretton Woods 11

2. A Criação do G7 15

2.1. O desgaste da hegemonia norte-americana 15

2.2. O projecto franco-alemão 17

2.3. A hegemonia institucionalizada 19

3. A Grande Estagflação 23

Parte II 28

4. Ideologia: um bem público global 28

4.1. O monetarismo 29

4.2. O neoliberalismo 30

4.3. Neoliberalismo ou Consenso de Washington? 32

4.3. O fim das alternativas 33

4.4. Globalização e financeirização 34

4.5. O declínio do neoliberalismo 37

Parte III 39

5. Arquitectura Financeira Global 39

6. A dívida internacional 40

6.1. A crise da dívida 40

6.2. A viragem na política externa de Reagan 44

6.3. A manutenção da dívida 45

6.4. O declínio do Consenso de Washington 47

7. Os desequilíbrios internacionais e o sistema monetário 50

7.1. O Acordo do Plaza 50

7.2. O Acordo do Louvre 55

7.3. A persistência dos desequilíbrios e o regime comercial 58

7.4. A “Chimérica” e as questões monetárias 59

Parte IV 64

8. Gestão de crises 64

8.1. A transição para o capitalismo 65

8.2. O alerta mexicano 67

8.3. A crise asiática 68

8.4. A reforma do sistema 70

9. As mutações institucionais do G7: G8 e G20 73

10. A crise actual 76

Conclusão 83

Fontes 88

Bibliografia 93

Anexo I – Cronologia de Acontecimentos 102

Anexo II – Cimeiras do G8 103

Anexo III – Declaração de Rambouillet 104

Anexo IV – Acordo do Plaza 108

Anexo IV – Acordo do Louvre 116

Anexo V – Declaração sobre os Direitos Humanos 121

Anexo VI – Declaração de Londres (G20) 123







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