Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


A adoração de ídolos sem nome é princípio, causa e fim de todo o mal. 28



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27. A adoração de ídolos sem nome é princípio, causa e fim de todo o mal.
28. De fato, os idólatras entregam-se a divertimentos até o delírio, ou profetizam a mentira, ou vivem na injustiça, ou perjuram com facilidade.
29. Colocando sua confiança em ídolos sem vida, eles não esperam castigo nenhum por terem jurado falso.
30. A sentença, porém, os atingirá por dois motivos: porque, seguindo os ídolos, tiveram falsa concepção de Deus, e porque, desprezando a santidade, juraram falso.
31. De fato, o que persegue sempre a transgressão dos injustos não é o poder daqueles por quem se jura, mas o castigo mesmo, que é reservado aos pecadores.

[Sabedoria 15]Sabedoria 15



O POVO DE DEUS NÃO ADORA ÍDOLOS
1. Tu, porém, nosso Deus, és bom e fiel, és paciente e governas tudo com misericórdia.
2. Mesmo pecando, nós somos teus e conhecemos o teu poder. Sabendo que pertencemos a ti, não pecaremos mais.
3. A justiça perfeita está em conhecer a ti, e conhecer que o teu poder é a raiz da imortalidade.
4. Não nos extraviamos com a invenção humana de uma arte pervertida, nem com o trabalho estéril dos pintores, que pintam suas imagens com várias cores.
5. Elas despertam a paixão dos insensatos, que ficam entusiasmados com a forma inerte de uma imagem morta.
6. Aqueles que fazem, desejam e adoram os ídolos, são amantes do mal e dignos da esperança que os ídolos trazem.

O IMPORTANTE É GANHAR DINHEIRO!
7. Amassando com fadiga a terra mole, o oleiro modela para nosso uso todo tipo de vasos. Com o mesmo barro, modela tanto os vasos que servem para uso nobre, como também aqueles destinados para outros fins. O oleiro determina qual deverá ser o uso de cada um deles.
8. Depois, dando-se a um esforço mal empregado, com o mesmo barro modela uma divindade falsa. O oleiro tinha pouco antes nascido da terra, e logo voltará para a terra de onde foi tirado. E então Deus lhe pedirá contas da vida que lhe tinha sido emprestada.
9. Mas ele não se preocupa com o fato de ter vida breve e depois morrer. Pelo contrário, compete com os que moldam em ouro e prata, imita os que trabalham com bronze, e se vangloria de fabricar coisas falsas.
10. A mente dele é pura cinza, sua esperança é mais desprezível do que a terra, e sua vida vale menos do que o barro,
11. porque não reconhece Aquele que o modelou, lhe infundiu alma ativa e lhe inspirou sopro vital.
12. O oleiro considera a nossa vida como um jogo, e a existência como negócio lucrativo. Ele diz: "É preciso tirar proveito de tudo, até mesmo do mal".
13. Sim, mais do que todos os outros, esse homem sabe que está pecando: fabrica de matéria terrestre vasos frágeis e estátuas de ídolos.

INSENSATEZ DOS IDÓLATRAS
14. Mas os inimigos que oprimiram o teu povo são muito mais insensatos e infelizes que a alma de uma criança.
15. De fato, eles consideraram como deuses todos os ídolos dos pagãos. Os olhos desses ídolos não os ajudam a ver, nem o nariz a respirar o ar, nem os ouvidos a ouvir, nem os dedos das mãos a apalpar, e seus pés são incapazes de caminhar.
16. Porque foi um homem quem os fez. Quem os modelou foi um ser que recebeu a respiração por empréstimo. Nenhum homem pode plasmar um deus que lhe seja semelhante,
17. pois, sendo mortal, suas mãos ímpias só podem produzir um cadáver. O homem é melhor do que os objetos que ele adora. O homem, pelo menos, tem a vida; mas os ídolos jamais a terão.
18. Eles adoram até os mais repugnantes animais que, comparados com outros, são mais estúpidos.
19. Esses animais não têm nenhuma beleza que os torne atraentes, como acontece com os outros animais, e não tiveram o elogio e a bênção de Deus.

[Sabedoria 16]4. A NATUREZA PARTICIPA DA LIBERTAÇÃO



Sabedoria 16

AS DUAS FACES DA AÇÃO DE DEUS
1. Por isso, os egípcios foram justamente castigados com seres semelhantes e atormentados por numerosos animaizinhos.
2. Em vez de tal castigo, tu beneficiaste o teu povo e, para lhe satisfazer o intenso apetite, tu lhe trouxeste codornizes, alimento extraordinário.
3. Desse modo, enquanto os egípcios ficavam famintos e perdiam o apetite natural, enojados com os bichos que lhes tinhas enviado, as pessoas do teu povo, depois de passarem um pouco de necessidade, repartiam entre si um alimento extraordinário.
4. De fato, era preciso que os opressores sofressem carestia inevitável. Ao teu povo, porém, bastava que lhe fosse mostrado como os inimigos estavam sendo atormentados.

CASTIGO QUE EDUCA
5. Quando caiu sobre eles a fúria terrível das feras, e morriam mordidos por serpentes tortuosas, tua cólera não durou até o fim.
6. Foram assustados por pouco tempo e como correção, mas receberam um sinal de salvação, para lhes recordar o mandamento da tua Lei.
7. Quem se voltava para o sinal era salvo, não pelo que via, mas graças a ti, o Salvador de todos.
8. Desse modo, convenceste os nossos inimigos de que és tu quem livra de todo o mal.
9. Porque eles morreram com as picadas de gafanhotos e moscas, e não houve remédio que os salvasse, pois mereciam ser assim castigados.
10. Quanto aos teus filhos, nem mesmo as presas de serpentes venenosas conseguiram vencê-los, porque a tua misericórdia interveio e os salvou.
11. Para que se lembrassem de tuas palavras, eram mordidos e logo depois curados, para não caírem no profundo esquecimento e serem excluídos de teus benefícios.
12. Não foi erva nem ungüento que os curou, e sim a tua palavra, Senhor, que cura todas as coisas.
13. Sim, porque tu tens poder sobre a vida e a morte, e fazes descer às portas do reino dos mortos, e de lá subir.
14. O homem, na sua maldade, pode matar, mas não é capaz de fazer voltar o espírito que se exalou, nem libertar a alma que foi recolhida no reino dos mortos.

A NATUREZA SERVE AO PROJETO DE DEUS
15. É impossível escapar de tua mão.
16. Os injustos recusavam reconhecer-te, e tu os açoitaste com a força do teu braço: foram perseguidos com chuvas estranhas, granizo, tempestades violentas, e devorados pelo fogo.
17. O mais surpreendente foi que, na água que apaga tudo, o fogo ardia mais ainda. É que o universo é aliado dos justos.
18. Às vezes, a chama se abrandava para não queimar os animais enviados contra os injustos. Desse modo, eles podiam ver e compreender que estavam sendo perseguidos pelo julgamento de Deus.
19. Outras vezes, mesmo dentro da água, a chama ardia mais forte do que o fogo, para destruir os produtos de uma terra injusta.
20. Ao teu povo acontecia o contrário: tu o alimentavas com alimento de anjos, oferecendo-lhe do céu o pão já preparado, que proporcionava todos os sabores e satisfazia o gosto de todos.
21. Esse alimento mostrava a tua doçura para com os teus filhos. Ele se adaptava ao gosto de quem o comia e se transformava naquilo que cada um desejava.
22. A neve e o gelo resistiam ao fogo, sem se derreter. Desse modo, tornou-se claro que o fogo, ardendo no meio do granizo e relampejando no meio da chuva, destruía os frutos dos inimigos.
23. O mesmo fogo, porém, noutra ocasião, esquecia a própria força, para que os justos pudessem alimentar-se.
24. De fato, a criação obedece a ti, seu Criador: ela se inflama para punir os injustos, e se abranda para beneficiar os que em ti confiam.
25. Ela também se revestia de todas as formas, colocando-se a serviço da tua bondade, que a todos alimenta, conforme o desejo de quem está em necessidade.
26. Dessa forma, Senhor, os teus filhos queridos aprenderam que não é a produção de frutos que alimenta o homem, mas é a tua palavra que sustenta os que acreditam em ti.
27. Pois aquilo que o fogo não devorava, logo se derretia ao calor de um raio de sol.
28. Desse modo, eles ficaram sabendo que é preciso levantar-se antes do sol para te agradecer, e invocar-te desde o raiar do dia.
29. Ficaram também sabendo que a esperança do ingrato se derrete como a geada de inverno, e se espalha como água que não é utilizada.

[Sabedoria 17]Sabedoria 17



A ESCURIDÃO DA MÁ CONSCIÊNCIA
1. Teus julgamentos são grandes e difíceis de compreender. Por isso, as almas sem instrução se extraviaram.
2. Os injustos, imaginando que podiam oprimir uma nação santa, ficaram presos pelas trevas, prisioneiros de uma longa noite, fechados em suas casas e excluídos da providência eterna.
3. Pensavam ficar ocultos com seus pecados secretos, debaixo do véu sombrio do esquecimento. Mas foram dispersos, mergulhados em horrível medo e aterrorizados por alucinações.
4. Pois nem o esconderijo em que se abrigavam os preservou do medo: ao redor deles, ribombavam ruídos assustadores e lhes apareciam fantasmas tétricos de rostos sinistros.
5. Nenhum fogo, por mais intenso que fosse, conseguia iluminá-los, nem as luzes brilhantes dos astros conseguiam aclarar aquela noite tenebrosa.
6. Aparecia-lhes apenas uma chama, que se acendia, por si mesma, espalhando terror. Quando essa visão desaparecia da frente deles, ficavam aterrorizados e julgavam ainda pior o que tinham acabado de ver.
7. Os artifícios da magia fracassaram completamente, e seu alarde de ciência ficou vergonhosamente confundido.
8. De fato, aqueles que prometiam expulsar das almas enfermas os terrores e inquietações, caíam eles próprios vítimas de pânico grotesco.
9. Mesmo que nada de inquietante os amedrontasse, eles ficavam assustados com a passagem de pequenos animais e sibilos de cobras. Caíam tremendo e recusavam olhar o próprio ar, coisa impossível de ser evitada.
10. Com efeito, a maldade é medrosa e se condena por seu próprio testemunho. Pressionada pela consciência, imagina sempre o pior.
11. Porque o medo é apenas a falta do socorro que vem da reflexão:
12. quanto menos reflexão interior tivermos, mais alarmante parecerá ser a causa oculta do tormento.
13. Durante aquela noite realmente incapaz, saída das profundezas do impotente reino dos mortos, e todos entregues ao mesmo sono,
14. eles eram, ora perseguidos por fantasmas monstruosos, ora ficavam paralisados pelo abatimento da alma, invadidos pelo terror inesperado e repentino que caía sobre eles.
15. Assim, todo aquele que aí caísse, quem quer que fosse, ficava preso e trancado numa prisão sem trancas.
16. Podia ser agricultor ou pastor, ou ainda operário que trabalhava em lugares desertos. Surpreendida, a pessoa caía na fatalidade inevitável, porque todos estavam acorrentados pela mesma corrente de trevas.
17. O assobiar do vento, o canto melodioso de pássaros na ramagem frondosa, o murmúrio da impetuosa água corrente, o ruído surdo de rochas caindo em avalanches,
18. a correria invisível de animais saltitantes, o rosnar das feras mais selvagens, o eco retumbante das cavernas das montanhas, tudo isso os paralisava e os enchia de terror.
19. O mundo inteiro, iluminado por luz radiante, se entregava aos seus trabalhos.
20. Somente sobre eles se estendia a noite profunda, imagem das trevas que os deviam receber. Contudo, eles mesmos eram para si próprios mais pesados do que as trevas.

[Sabedoria 18]Sabedoria 18



1. Para os teus santos, porém, havia plena luz. Os outros, que lhes ouviam as vozes, mas não lhes viam a figura, os felicitavam por não estarem sofrendo.
2. Também lhes agradeciam por não lhes terem feito mal, apesar de maltratados, e lhes pediam por favor que fossem embora.
3. Em vez de trevas, deste aos teus uma coluna de fogo, para guiá-los no caminho desconhecido, como sol inofensivo que iluminava sua gloriosa migração.
4. Os outros mereciam ficar sem luz e aprisionados pelas trevas, porque haviam aprisionado os teus filhos, que iriam transmitir ao mundo a luz incorruptível da tua Lei.

LIBERTAÇÃO E JULGAMENTO
5. Eles decidiram matar os filhos dos santos, e um só menino, abandonado, se salvou. Como castigo, eliminaste os filhos deles em massa, e os fizeste morrer todos nas águas impetuosas.
6. Aquela noite já fora anunciada aos nossos antepassados, para que tivessem ânimo, sabendo com certeza em que promessas haviam acreditado.
7. Teu povo esperava a salvação dos justos e a ruína dos inimigos.
8. E, de fato, enquanto punias os adversários, tu nos cobrias de glória, chamando-nos para ti.
9. Os filhos santos dos justos ofereciam sacrifícios às escondidas e, de comum acordo, estabeleceram esta lei divina: os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e perigos. E fariam isso entoando os cânticos dos antepassados.
10. Serviam como eco os gritos confusos dos inimigos, e ressoavam as lamentações dos que choravam seus filhos.
11. O mesmo castigo atingiu o escravo e o patrão, e o homem comum sofreu a mesma pena que o rei.
12. Todos tinham mortos sem conta, vítimas do mesmo tipo de morte, e os vivos eram insuficientes para enterrá-los. Num só instante morreu o melhor da geração deles.
13. Embora desacreditassem de tudo por causa de sua magia, quando seus primogênitos morreram eles reconheceram que aquele povo era filho de Deus.
14. Enquanto um silêncio profundo envolvia todas as coisas e a noite estava pela metade,
15. a tua palavra todo-poderosa veio do alto do céu, do teu trono real, como guerreiro implacável, e se atirou sobre uma terra condenada ao extermínio. Ela trazia, como espada afiada, a tua ordem sem apelação.
16. Parou e encheu tudo de morte: tocava o céu e caminhava sobre a terra.
17. Então, subitamente, fantasmas de sonhos terríveis os abalaram, e terrores inesperados se apoderaram deles.
18. Caíam semimortos por toda parte, mostrando a causa de sua morte.
19. De fato, sonhos pavorosos já os tinham avisado sobre o acontecimento, para não morrerem sem saber o motivo do seu sofrimento.

COM DEUS NÃO SE BRINCA!
20. Também os justos foram atingidos pela provação da morte, e no deserto foi abatido um grupo numeroso. Mas a ira não durou muito tempo,
21. porque um homem irrepreensível apressou-se em defendê-los. Manejando as armas do seu ministério sacerdotal, a oração e o incenso pelos pecados, ele enfrentou a ira divina e deu fim à desgraça, mostrando que era teu servo.
22. Venceu a ira divina, não com a força do corpo, nem pelo poder das armas. Ele venceu com a palavra que aplacou aquele que castigava, recordando-lhe as promessas e as alianças feitas com os antepassados.
23. Os mortos tinham caído aos montes, uns sobre os outros. Ele, porém, colocou-se no meio deles, deteve a ira e cortou o caminho dela, para que não atingisse os sobreviventes.
24. Sobre a sua longa veste estava o mundo inteiro: em quatro fileiras de pedras preciosas estavam inscritos os nomes gloriosos dos antepassados, e sobre a coroa da cabeça dele estava a tua majestade.
25. Diante disso tudo, o exterminador recuou com medo. A simples experiência da ira já fora suficiente.

[Sabedoria 19]Sabedoria 19



A NATUREZA PARTICIPA DA LIBERTAÇÃO
1. Contra os injustos, porém, a ira divina foi implacável até o fim. Porque Deus sabia de antemão o que iriam fazer.
2. Eles iriam permitir que os justos saíssem, e até insistiriam para que partissem o quanto antes. Depois, mudariam de opinião e os perseguiriam.
3. De fato, ainda estavam de luto, chorando junto aos túmulos de seus mortos, quando tomaram uma decisão insensata: perseguiram como fugitivos aqueles a quem antes tinham suplicado que partissem.
4. O destino merecido os arrastava para esse desfecho, e os fazia esquecer o que já lhes havia acontecido. Desse modo, estavam acrescentando a seus sofrimentos o castigo que faltava.
5. Enquanto o teu povo faria a experiência de uma viagem maravilhosa, eles encontrariam morte nunca vista.
6. Porque a criação inteira, obedecendo às tuas ordens, tomava novas formas segundo o seu gênero, para que os teus filhos fossem preservados, sãos e salvos.
7. Apareceu a nuvem, que cobriu de sombra o acampamento, e a terra firme surgiu, onde antes era água. O mar Vermelho se transformou em caminho livre, e as ondas violentas se tornaram planície verdejante.
8. Através dele passou todo o teu povo, protegido por tua mão e contemplando prodígios admiráveis.
9. Como cavalos conduzidos ao pasto e como ovelhas saltitantes, todos cantavam hinos para ti, Senhor, seu libertador.
10. Lembravam-se ainda do que acontecera no estrangeiro: em lugar de animais, a terra produziu moscas; em vez de peixes, o rio vomitou multidão de rãs.
11. Mais tarde, viram também uma nova espécie de aves quando, levados pelo desejo, pediam alimentos delicados.
12. Para satisfazê-los, do mar subiram codornizes.

A TRAIÇÃO DA HUMANIDADE
13. Sobre os pecadores caíram castigos, não sem antes o aviso prévio de raios estrondosos. Eles sofreram justamente, por causa de sua própria perversidade, por terem odiado cruelmente os estrangeiros.
14. Outros povos não acolheram visitantes desconhecidos. Os egípcios, porém, escravizaram estrangeiros benfeitores.
15. E mais ainda: é certo que para os outros povos haverá um castigo por terem recebido hostilmente os estrangeiros.
16. Os egípcios, porém, depois de receber com festas e fazer os estrangeiros participar de seus direitos, acabaram atormentando esses estrangeiros com trabalhos duríssimos.
17. Por isso, foram feridos de cegueira, como tinha acontecido com aqueles junto à porta do justo, quando, cercados de trevas profundas, cada um procurava, tateando, a direção de sua própria casa.

RUMO À GRANDE HARMONIA
18. Os elementos da natureza trocavam suas propriedades entre si, da mesma forma que na harpa as notas modificam o desenvolvimento da música, mas conservando sempre o mesmo tom. É o que se pode perceber, olhando o que aconteceu:
19. os seres terrestres se transformavam em aquáticos, e os que nadam saltavam para a terra.
20. Na água, o fogo aumentava mais ainda a sua força, e a água se esquecia do seu poder de apagá-lo.
21. Por outro lado, as chamas não queimavam a carne dos animais que andavam entre elas, e também não derretiam aquele alimento celeste, parecido com gelo e fácil de derreter.

CONCLUSÃO
22. Sim, ó Senhor! De todos os modos engrandeceste e tornaste glorioso o teu povo. Nunca, em nenhum lugar, deixaste de olhar por ele e de o socorrer.
[Eclesiástico 1]I. A SABEDORIA DE ISRAEL: CAMINHO PARA A VIDA

Eclesiástico 1

A SABEDORIA É DOM DE DEUS
1. Toda sabedoria vem do Senhor e está com ele para sempre.
2. Quem poderá contar a areia das praias, as gotas da chuva e os dias do mundo?
3. Quem poderá explorar a altura do céu, a extensão da terra e a profundeza do abismo?
4. A sabedoria foi criada antes de todas as coisas, e a inteligência prudente foi criada antes dos séculos.
5. A quem foi revelada a raiz da sabedoria? Quem conhece os seus projetos?
6. Somente um é sábio, e é por demais terrível quando se assenta em seu trono:
7. é o Senhor, ele que criou a sabedoria, a conheceu, a enumerou e a derramou sobre todas as suas obras.
8. Ele a repartiu entre os seres vivos, conforme a sua generosidade, e a concedeu a todos aqueles que o amam.

A RAIZ DA SABEDORIA
9. O temor do Senhor é glória e honra, alegria e coroa de júbilo.
10. O temor do Senhor alegra o coração, dá contentamento, gozo e vida longa.
11. Quem teme ao Senhor acabará bem, e será abençoado no dia da morte.
12. O princípio da sabedoria é temer ao Senhor, e os fiéis a recebem já no seio materno.
13. Ela se firma entre os homens com alicerce perene, e permanece junto com os descendentes deles.
14. A plenitude da sabedoria é temer ao Senhor e, com seus frutos, ela embriaga os homens.
15. Ela enche a casa deles com tesouros, e os celeiros com seus produtos.
16. A coroa da sabedoria é temer ao Senhor, e ela faz florescer a paz e a saúde.
17. Deus viu e enumerou a sabedoria, fazendo chover a ciência e a inteligência, e exaltando a honra daqueles que a possuem.
18. A raiz da sabedoria é temer ao Senhor, e seus ramos são vida longa.

ESPERAR O MOMENTO OPORTUNO
19. A irritação injusta não se poderá justificar, porque o ímpeto da paixão provoca ruína.
20. O homem paciente resiste até o momento oportuno, e será recompensado no final com a alegria.
21. Até o momento certo, ele esconde o que pensa, e muitos elogiarão a sua inteligência.

SABEDORIA E MANDAMENTO
22. Os provérbios instrutivos são o tesouro da sabedoria, mas o pecador detesta a religião.
23. Se você deseja ter sabedoria, observe os mandamentos, e então o Senhor a concederá para você.
24. O temor do Senhor é sabedoria e educação, e se compraz na fidelidade e na mansidão.
25. Não seja desobediente ao temor do Senhor, e dele não se aproxime de coração fingido.
26. Não seja hipócrita no trato com os homens, e saiba controlar suas palavras.
27. Não se eleve, para não cair, atraindo a vergonha sobre você mesmo,
28. porque o Senhor descobrirá o que você esconde e o humilhará no meio da assembléia.
29. Isso porque você não procurou o temor do Senhor e manteve o coração cheio de falsidade.

[Eclesiástico 2]Eclesiástico 2



FIDELIDADE A TODA PROVA
1. Meu filho, se você se apresenta para servir ao Senhor, prepare-se para a provação.
2. Tenha coração reto, seja constante e não se desvie no tempo da adversidade.
3. Una-se ao Senhor e não se separe, para que você no último dia seja exaltado.
4. Aceite tudo o que lhe acontecer, e seja paciente nas situações dolorosas,
5. porque o ouro é provado no fogo e as pessoas escolhidas, no forno da humilhação.
6. Confie no Senhor, e ele o ajudará; seja reto o seu caminho, e espere no Senhor.
7. Vocês que temem ao Senhor, confiem na misericórdia dele, e não se desviem, para não caírem.
8. Vocês que temem ao Senhor, confiem nele, que não lhes negará a recompensa de vocês.
9. Vocês que temem ao Senhor, esperem dele os benefícios, a felicidade eterna e a misericórdia.
10. Examinem a história, e verão. Quem confiou no Senhor, e ficou desiludido? Quem perseverou no seu temor, e foi abandonado? Quem o invocou, e não foi atendido?
11. Porque o Senhor é compassivo e misericordioso, perdoa os pecados e salva no tempo do perigo.
12. Ai dos corações covardes e mãos preguiçosas, ai do pecador que anda por dois caminhos!
13. Ai do coração preguiçoso que não confia, porque não será protegido!
14. Ai de vocês que perderam a paciência! O que farão vocês quando o Senhor lhes pedir contas?


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