Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Todo homem se torna ignorante e não entende nada; o ourives fica desiludido com o seu ídolo: sua estátua é de mentira, nela não existe vida. 18



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17. Todo homem se torna ignorante e não entende nada; o ourives fica desiludido com o seu ídolo: sua estátua é de mentira, nela não existe vida.
18. Os ídolos são vazios e ilusórios; na hora do acerto de contas serão destruídos.
19. Não é assim a Herança de Jacó, pois ele formou todas as coisas, e Israel é a tribo da sua herança. E o nome dele é Javé dos exércitos.
20. Você, Babilônia, foi o martelo, a minha arma de guerra: contigo martelei nações, contigo destruí reinos,
21. contigo martelei cavalo e cavaleiro, contigo martelei carro e cocheiro,
22. contigo martelei homens e mulheres, contigo martelei velhos e jovens, contigo martelei moços e moças,
23. contigo martelei pastores e rebanhos, contigo martelei lavradores e juntas de bois, contigo martelei governadores e prefeitos.
24. Mas eu devolverei à Babilônia e a todos os caldeus, bem diante dos olhos de vocês, todo o mal que eles fizeram a Sião - oráculo de Javé.
25. Aqui estou eu contra você, montanha devastadora, que exterminou a terra inteira - oráculo de Javé. Levantarei minha mão contra você, e a farei rolar da altura das rochas, e a transformarei em montanha queimada.
26. Nunca mais tirarão de você uma pedra angular, nem pedra de alicerce, porque você será transformada em ruína eterna - oráculo de Javé.
27. Ergam a bandeira no mundo, toquem a trombeta entre as nações, convocando para a guerra santa. Convoquem contra ela os reinos de Ararat, Meni e Asquenez; nomeiem contra ela um general, que os cavalos avancem como gafanhotos espinhosos.
28. Convoquem as nações para a guerra santa: os reis da Média com os seus governadores, todos os seus prefeitos com os territórios que eles governam.
29. A terra tremerá e se retorcerá quando se cumprir o plano de Javé contra a Babilônia, quando transformar Babilônia num deserto despovoado.
30. Os guerreiros da Babilônia desistem de lutar: estão sentados dentro de seus quartéis; acabou a valentia, tornaram-se mulheres. As casas da Babilônia foram incendiadas, suas trancas foram arrebentadas.
31. Um correio vai correndo, alcança o outro, e um mensageiro alcança o outro, para levar ao rei da Babilônia a notícia de que a sua cidade foi tomada de todos os lados:
32. fecharam as passagens, puseram fogo nos quartéis e os soldados ficaram tomados de pânico.
33. Assim diz Javé dos exércitos, o Deus de Israel: A capital da Babilônia é como o terreiro no tempo em que é pisado: logo chegará para ela o tempo da colheita.
34. Nabucodonosor, rei da Babilônia, me devorou, rapou tudo, deixou-me como prato limpo; como dragão ele me engoliu, ficou de barriga cheia e me vomitou.
35. "Recaia sobre a Babilônia o meu sofrimento e a minha carne ferida", diz o morador de Sião. "Recaia o meu sangue sobre os caldeus", diz Jerusalém.
36. Por isso, assim diz Javé: Aqui estou eu para defender sua causa e executar sua vingança. Secarei o mar da Babilônia e esgotarei suas fontes,
37. e então Babilônia se tornará um montão de ruínas, um esconderijo de chacais, motivo de espanto e caçoada, e sem habitantes.
38. Como leões, rugirão em coro, rugirão como filhotes de leão.
39. Quando estiverem bem quentes, farei com que bebam até se embriagarem e caírem no sono, um sono eterno, para nunca mais acordarem - oráculo de Javé.
40. Farei com que desçam para o matadouro como cordeiros, como carneiros e bodes.
41. Como foi conquistada Babilônia, capturado esse orgulho do mundo! Como a Babilônia se transformou num espanto para as nações!
42. Parece que o mar subiu até Babilônia, e ela foi coberta pelas ondas impetuosas.
43. Suas cidades ficaram desoladas como terra seca e deserta, terra que ninguém habita, que nenhum mortal atravessa.
44. Acertarei contas com o deus Bel na Babilônia; tirarei da sua boca tudo o que ele engoliu. Nunca mais as nações irão para ele. Até as muralhas da Babilônia cairão.
45. Saia daí, povo meu! Salve-se da ardente ira de Javé.
46. Não fiquem desanimados, nem tenham medo por causa dos boatos que se escutam no país. Cada ano é um boato: violência no país, um tirano depois do outro.
47. Porque chegarão dias em que acertarei contas com os ídolos da Babilônia: o país ficará confuso, e cadáveres ficarão caídos no meio dele.
48. O céu e a terra e o que neles existe clamarão contra a Babilônia, quando do Norte vier sobre ela o destruidor - oráculo de Javé.
49. Babilônia cairá pelas vítimas de Israel, como por Babilônia caíram vítimas do mundo inteiro.
50. Vocês que escaparam da espada, vão embora, não fiquem aí parados. Mesmo de longe, invoquem a Javé, lembrando-se de Jerusalém:
51. "Nós estamos envergonhados, pois ouvimos falar do desaforo, e a desonra nos faz cobrir o rosto, pois estrangeiros chegaram a entrar no lugar mais santo do santuário de Javé".
52. Por isso, dias chegarão - oráculo de Javé - em que eu acertarei contas com os seus ídolos: então na Babilônia inteira haverá feridos gemendo.
53. Mesmo que a Babilônia suba até o céu, mesmo que ponha a sua fortaleza fora do alcance, lá nas alturas, eu lhe mandarei destruidores - oráculo de Javé.
54. Da Babilônia saem gritos de socorro, uma grande derrota na terra dos caldeus,
55. porque Javé destrói a Babilônia e põe fim a seus gritos, por mais que as suas ondas estrondem como oceano e ressoe o barulho de suas vozes.
56. Sim, chegou a destruição para a Babilônia: seus guerreiros serão presos e seus arcos se romperão, porque Javé é um Deus que recompensa e lhes dará seu pagamento.
57. Embriagarei seus ministros e conselheiros, governadores, prefeitos e militares; eles dormirão um sono eterno, e nunca mais acordarão - oráculo do Rei, cujo nome é Javé dos exércitos.
58. Assim diz Javé dos exércitos: Os muros da imensa Babilônia serão arrancados pela base e suas altas portas serão devoradas pelo fogo. Os povos trabalharam por nada, e as nações se cansaram para o fogo.
59. Ordem dada pelo profeta Jeremias a Saraías, filho de Nerias, neto de Maasias, quando Saraías viajou para a Babilônia com Sedecias, rei de Judá, no quarto ano do seu reinado. Saraías era o chefe dos camareiros.
60. Jeremias escreveu num livro todas as desgraças que iriam acontecer à Babilônia, tudo o que foi escrito sobre a Babilônia.
61. Depois disse a Saraías: "Logo que você chegar à Babilônia, leia em voz alta tudo o que aí está.
62. Em seguida, você dirá: 'Javé, tu ameaçaste destruir este lugar até deixá-lo desabitado, sem pessoas nem animais, transformando-o em desolação perpétua'.
63. Quando terminar de ler o livro, você o amarrará a uma pedra e o jogará no rio Eufrates,
64. dizendo: 'Assim se afundará a Babilônia, por causa das desgraças que eu envio contra ela'. " Aqui terminam as palavras de Jeremias.

[Jeremias 52]VI. APÊNDICE HISTÓRICO



Jeremias 52

1. Sedecias tinha vinte e um anos de idade quando começou a reinar. Foi rei em Jerusalém por onze anos. Sua mãe chamava-se Hamital e era filha de Jeremias de Lebna.
2. Ele praticou o que é mau aos olhos de Javé, da mesma forma que o rei Joaquim.
3. Isso aconteceu em Jerusalém e Judá por causa da ira de Javé, a ponto de Javé expulsá-los de sua presença. Sedecias revoltou-se contra o rei da Babilônia.
4. No décimo dia do décimo mês do nono ano do reinado de Sedecias, Nabucodonosor, rei da Babilônia, chegou com todo o seu exército até Jerusalém, acampou perto da cidade e construiu torres de assalto em torno dela.
5. A cidade ficou sitiada até o décimo primeiro ano do reinado de Sedecias.
6. No nono dia do quarto mês, a fome dominava a cidade e já não havia comida para o cidadão comum.
7. Então abriu-se uma brecha na cidade. Todos os soldados fugiram de noite, pela porta que fica entre as duas muralhas junto ao jardim do rei. Havia caldeus vigiando a cidade por todos os lados. E os soldados tomaram o caminho do deserto.
8. Mas o exército dos caldeus saiu em perseguição ao rei e alcançou Sedecias nos campos de Jericó, enquanto suas tropas se espalharam, abandonando-o.
9. Prenderam o rei e o levaram até o rei da Babilônia, que estava em Rebla, no território de Emat, para que este decretasse a sentença contra ele.
10. O rei da Babilônia matou os filhos de Sedecias diante dos seus olhos. Matou também em Rebla todas as autoridades de Judá.
11. Depois furou os olhos de Sedecias, prendeu-o com algemas e mandou-o para a Babilônia, onde o colocou na prisão até a morte.
12. No décimo dia do quinto mês - que corresponde ao décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia - chegou a Jerusalém Nabuzardã, funcionário da corte do rei da Babilônia, chefe da guarda.
13. Ele pôs fogo no Templo de Javé, no palácio do rei e nas casas de Jerusalém, e incendiou todos os palácios.
14. A guarnição do exército dos caldeus, que acompanhava o chefe da guarda, derrubou as muralhas que rodeavam Jerusalém.
15. Nabuzardã, chefe da guarda, mandou para o exílio o resto que sobrou do povo na cidade, os que tinham passado para o lado do rei da Babilônia e o resto da multidão.
16. Só deixou ficar uma parte dos pobres da terra como trabalhadores das vinhas e pequenos lavradores.
17. Os caldeus quebraram as colunas de bronze, a bacia, os suportes, tudo o que havia de bronze no Templo de Javé, e levaram o bronze para a Babilônia.
18. Levaram também as panelas, pás, facas, aspersórios e bandejas, enfim, todos os outros objetos de bronze utilizados no culto.
19. O próprio chefe da guarda levou os copos, braseiros, aspersórios, panelas, castiçais, bandejas e cálices, que eram de ouro ou de prata.
20. Nem dá para calcular o peso do bronze que tinham esses objetos, que o rei Salomão mandara fazer para o Templo de Javé: as duas colunas de bronze, o mar de bronze com os doze bois que o sustentavam e que também eram de bronze.
21. Cada coluna tinha cerca de oito metros de altura, mais de dois metros e meio de circunferência e oito centímetros de espessura, e era oca.
22. Sobre ela havia um capitel de bronze de dois metros e meio de altura, enfeitado com trançados e romãs ao redor. A outra coluna era igual.
23. Havia noventa e seis romãs nos quatro lados, perfazendo o total de cem romãs em volta do trançado.
24. O chefe da guarda prendeu também o chefe dos sacerdotes, chamado Saraías, o segundo sacerdote, Sofonias, e três porteiros.
25. Da cidade ele prendeu um funcionário do palácio que comandava alguns soldados, sete homens do serviço pessoal do rei, que ainda se achavam na cidade, o escrivão-chefe que alistava os cidadãos no exército e ainda sessenta proprietários de terra que foram encontrados dentro da cidade.
26. Nabuzardã, chefe da guarda, os levou ao rei da Babilônia que estava em Rebla.
27. E o rei mandou matá-los aí em Rebla, na região de Emat. Assim, Judá foi exilado do seu país.
28. Foi o seguinte o número de pessoas que Nabucodonosor levou embora do país: no sétimo ano do seu reinado, três mil e vinte e três judeus;
29. no décimo oitavo ano, oitocentos e trinta e duas pessoas;
30. no vigésimo terceiro ano, o chefe da guarda Nabuzardã levou setecentos e quarenta e cinco judeus. Total: quatro mil e seiscentas pessoas.
31. No trigésimo sétimo ano do exílio de Joaquin, rei de Judá, no vigésimo quinto dia do décimo segundo mês, Evil-Merodac, rei da Babilônia, no ano em que começava a reinar, anistiou o rei Joaquin e o tirou da prisão.
32. Tratou-o com simpatia e colocou o seu assento acima de todos os outros reis que moravam com ele na Babilônia.
33. Joaquin deixou sua roupa de prisioneiro e passou a tomar refeições na presença do rei, permanentemente, até o fim da vida.
34. O rei da Babilônia lhe garantiu o sustento, sem falhar, até o fim da vida.
[Lamentações 1]PRIMEIRA LAMENTAÇÃO: HAVERÁ DOR SEMELHANTE À MINHA DOR?

Lamentações 1

1. Ai! Como está solitária a capital do povo! A primeira entre as nações está como viúva. Quem era líder entre os povos, agora paga tributo.
2. Banhada em lágrimas a face, passa a noite chorando. De todos os seus amantes, não há nenhum que a console. Todos os seus aliados a traíram, tornando-se para ela inimigos.
3. Judá foi para o exílio, humilhada e em dura escravidão; foi morar entre as nações, onde não encontra mais repouso. Seus perseguidores a alcançaram em lugares sem saída.
4. Estão de luto os caminhos de Sião: ninguém vem para as festas. Todas as suas portas estão desertas e seus sacerdotes choram; as suas virgens estão aflitas e ela na amargura.
5. Seus opressores a venceram, seus inimigos estão felizes, porque Javé a castigou, por suas numerosas revoltas. Até suas crianças são levadas como escravas à frente do opressor.
6. A cidade de Sião perdeu toda a sua beleza! Seus chefes parecem animais que não acham pastagem; caminhavam sem forças, empurrados pelas costas.
7. Jerusalém recorda os dias de miséria e aflição, quando seu povo caía em mãos do inimigo e ninguém o socorria. Ao vê-la, seus inimigos riam de sua queda.
8. Jerusalém pecou gravemente e tornou-se impura. Os que antes a honravam, a desprezam vendo-lhe a nudez. Até ela, gemendo, vira-se de costas.
9. Leva suas impurezas na veste, sem pensar no futuro. Caiu de modo espantoso e não há quem a console. "Javé, olha o meu sofrimento e o triunfo do meu inimigo!"
10. O inimigo estendeu as mãos para agarrar todos os seus tesouros. Jerusalém viu pagãos invadindo o Templo sagrado, apesar de lhes teres proibido entrar na tua assembléia.
11. Gemendo, o povo labuta em busca de pão; trocam suas jóias por comida que os possa reanimar. "Olha, Javé, e presta atenção: como estou rebaixada!
12. Vocês todos que passam pelo caminho, olhem e prestem atenção: haverá dor semelhante à minha dor? Como me maltrataram! Javé me castigou no dia do furor de sua ira.
13. Do céu ele jogou um fogo que entrou até os meus ossos. Armou um laço para agarrar-me pelo pé e puxou-me para trás. De mim ele fez uma cidade desolada, deprimida para sempre.
14. Javé fez um fardo com minhas culpas e com sua mão o amarrou; colocou-o nos meus ombros, abatendo a minha força. Javé entregou-me nas mãos deles, e eu não consigo me levantar.
15. Javé dispersou todos os meus valentes que estavam comigo. Convocou contra mim grande multidão, para matar meus soldados. Como num tanque, Javé esmagou a donzela, a capital de Judá.
16. Por isso, choro e meus olhos se derretem, pois não tenho perto alguém que me console, alguém que me reanime. Os meus filhos estão desolados, porque o inimigo venceu!"
17. Sião estende as mãos, e ninguém a consola. Javé ordenou que os vizinhos atacassem Jacó; Jerusalém ficou no meio deles como coisa imunda.
18. "No entanto, Javé é justo, porque me revoltei contra a sua palavra. Prestem atenção, povos todos, vejam a minha dor: minhas jovens e meus jovens foram levados como escravos.
19. Chamei meus amantes, e eles me traíram. Meus sacerdotes e anciãos morreram na cidade, enquanto procuravam comida para reanimar as forças.
20. Vê, Javé, como estou angustiada: minhas entranhas fervem; meu coração se transtorna dentro de mim, porque me revoltei. Lá fora, a espada tira-me os filhos, e aqui dentro, a morte.
21. Escutem como estou gemendo, e não há quem me console. Os inimigos comemoram minha derrota, que tu mesmo causaste! Traz, então, aquele dia que prometeste, em que eles passarão o que eu passei.
22. Chegue à tua presença a maldade deles: trata-os como trataste, a mim por causa das minhas revoltas, pois meus gemidos se multiplicam e meu coração desfalece".

[Lamentações 2]Lamentações 2


SEGUNDA LAMENTAÇÃO: JAVÉ ARRASOU SEM PIEDADE
1. Em sua ira, Javé escureceu a cidade de Sião. Do céu atirou no chão o esplendor de Israel! No dia da sua ira, esqueceu-se do apoio de seus pés.
2. O Senhor arrasou sem piedade todas as moradas de Jacó; em seu furor, destruiu as fortalezas da capital de Judá; lançou por terra, desonrados, o reino e os chefes.
3. No ardor da sua ira, cortou o poder de Israel; cruzou os braços, quando o inimigo atacava; acendeu Jacó como tocha, tudo queimando em volta.
4. Como inimigo, disparou suas flechas, puxando com a direita; como invasor, destruiu a flor da juventude; nas tendas de Sião, atiçou o fogo da sua ira.
5. O Senhor era como inimigo, ao destruir Israel. Demoliu todos os seus palácios e derrubou suas fortalezas; na capital de Judá multiplicou o choro e o gemido.
6. Como ladrão, invadiu-lhe a morada, arrasou o lugar da assembléia; Javé fez cair no esquecimento sábados e festas em Sião; indignado e furioso, rejeitou rei e sacerdote.
7. O Senhor rejeitou seu próprio altar, desprezou seu santuário; pôs na mão do inimigo as muralhas dos seus palácios; no Templo de Javé, eles soltaram a voz, como em dia de festa.
8. Javé decidiu arrasar as muralhas de Sião: esticou o fio de prumo e não retirou sua mão destruidora. A muralha e a torre estão de luto: juntas, desmoronaram.
9. Derrubou por terra as portas, quebrou as fechaduras; seu rei e chefes estavam entre os pagãos: não havia Lei, e os profetas já não recebiam visão de Javé.
10. Os anciãos da cidade de Sião se sentam no chão em silêncio, jogam poeira na cabeça, vestidos de luto; as jovens de Jerusalém baixam a cabeça até o chão.
11. Em lágrimas meus olhos se derretem, minhas entranhas fervem; minha bílis se derrama pelo chão, por causa da ruína da capital do meu povo, enquanto crianças e bebês desfalecem pelas ruas da cidade.
12. Perguntavam a suas mães: "Onde tem pão e vinho?" E desmaiavam, como feridos, pelas ruas da cidade, ou davam o último suspiro, no colo de suas mães.
13. Quem pode se igualar ou comparar a você, cidade de Jerusalém? A quem compararei você para a consolar, jovem capital de Sião? A sua derrota é tão grande quanto o mar: quem vai curá-la?
14. Seus profetas lhe falaram de visões falsas, mentirosas; para lhe mudar o destino, eles nunca mostraram os pecados que você cometeu. Só lhe revelaram visões falsas, sedutoras.
15. Passando pelo caminho, qualquer um a insulta, batendo palmas, assobiam e balançam a cabeça, vaiando Jerusalém: "É essa a tal cidade formosa, alegria de toda a terra?"
16. Todos os seus inimigos caçoam de você às gargalhadas; assobiam, rangem os dentes, e vão dizendo: "Acabamos com ela! Esse é o dia que a gente esperava; conseguimos e já vimos".
17. Javé realizou o seu projeto, cumpriu a sua palavra, que dissera há muito tempo: destruiu sem compaixão, exaltou o adversário, dando ao inimigo o gozo da vitória.
18. Grite de coração ao Senhor, ó muralha da capital de Sião; derrame rios de lágrimas, dia e noite; você não deve parar de chorar, nem descansar seus olhos.
19. Levante-se e grite na noite, quando começam as trocas da guarda, derrame como água o seu coração diante do Senhor; pela vida de seus filhos, levante para ele as mãos. Eles estão desmaiando de fome pelas esquinas da cidade.
20. "Vê, Javé, e considera: a quem já trataste assim? Quando as mulheres comeram seus próprios filhos, os bebês que levam ao colo? Quando assassinaram sacerdotes e profetas no Templo do Senhor?
21. Velhos e jovens estão prostrados no chão das ruas; meus jovens e minhas jovens caíram ao fio da espada. No dia da tua ira, tu mataste, assassinaste sem dó!
22. Convocaste, como para uma festa, terrores que me cercam. Não houve quem fugisse ou escapasse, no dia da ira de Javé. Todos aqueles que eu pajeei e criei, o inimigo matou!"

[Lamentações 3]Lamentações 3


TERCEIRA LAMENTAÇÃO: JAVÉ É MINHA HERANÇA
1. Eu sou alguém que provou a miséria, sob a vara da sua ira.
2. Ele me conduziu e me fez andar nas trevas e não na luz.
3. Ele volve e revolve contra mim a sua mão, o dia todo.
4. Consumiu minha carne e minha pele, e quebrou os meus ossos.
5. À minha volta, armou um cerco de veneno e amargura,
6. me fez morar nas trevas como os que morreram há muito tempo.
7. Cercou-me qual muro sem saída, e acorrentado, me prendeu.
8. Clamar ou gritar de nada vale, ele está surdo à minha súplica.
9. Com pedra cercou a minha estrada, distorceu o meu caminho.
10. Ele foi para mim como urso de tocaia, um leão de emboscada.
11. Desviou-me do caminho, me despedaçou e deixou inerte.
12. Disparou seu arco, fez de mim o alvo de suas flechas.
13. Em meus rins ele cravou suas flechas, tiradas de sua aljava.
14. Eu me tornei uma piada para todos os povos, a gozação de todo o dia.
15. Encheu meu estômago de amargura, embriagou-me de fel.
16. Fez-me dar com os dentes numa pedra, estendeu-me na poeira.
17. Fugiu a paz do meu espírito, a felicidade acabou.
18. Eu digo: "Acabaram minhas forças e minha esperança em Javé".
19. Lembra-te de minha miséria e sofrimento, o fel que me envenena.
20. Guardo triste essa lembrança e me sinto abatido.
21. Mas existe alguma coisa que eu lembro e me dá esperança:
22. o amor de Javé não acaba jamais e sua compaixão não tem fim.
23. Pelo contrário, renovam-se a cada manhã: "Como é grande a tua fidelidade!"
24. Digo a mim mesmo: "Javé é minha herança", por isso nele espero.
25. Javé é bom para os que nele esperam e o procuram.
26. É bom esperar em silêncio a salvação de Javé.
27. É bom para o homem suportar o jugo desde a juventude.
28. Que esteja sozinho e calado, quando cai sobre ele a desgraça;
29. que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança;
30. que entregue a face a quem o fere até fartar-se de insultos,
31. porque o Senhor não rejeita para sempre.
32. Embora ele castigue, se compadecerá com grande amor,
33. porque é contra o seu desejo humilhar e castigar os homens,
34. esmagar sob os pés os prisioneiros todos da terra,
35. negar o direito do homem diante do Altíssimo,
36. lesar um homem no processo: o Senhor não aprova essas coisas.
37. Quem mandou que acontecesse, se não foi o Senhor que ordenou?
38. Não é da boca do Altíssimo que vêm o mal e o bem?
39. Por que se queixa um ser vivo, um homem, pelo castigo do seu pecado?
40. Observemos e olhemos nosso caminho e voltemos para Javé.
41. Levantemos, com nossas mãos, o coração para o Deus do céu.
42. Nós pecamos, fomos rebeldes, e tu não nos perdoaste.
43. Envolto em ira, tu nos perseguiste e mataste sem piedade.
44. Tu te cercaste de uma nuvem para que nossas súplicas não te alcancem.
45. Fizeste de nós o desprezo e o lixo das nações.
46. Todos os nossos inimigos riem de nós.
47. Assaltam-nos terrores e espantos, desgraças e fracassos.
48. Derramo rios de lágrimas pela destruição da capital do meu povo.


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