Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Jerusalém, tire a roupa de luto e de aflição e vista para sempre o esplendor da glória que vem de Deus. 2



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1. Jerusalém, tire a roupa de luto e de aflição e vista para sempre o esplendor da glória que vem de Deus.
2. Vista o manto da justiça de Deus e ponha na cabeça a coroa gloriosa do Eterno,
3. pois Deus mostrará o esplendor de você a todos os que vivem debaixo do céu.
4. Deus dará para você um nome para sempre: Paz-da-Justiça e Glória-da-Piedade.
5. Levante-se, Jerusalém, tome posição em lugar alto, olhe para o nascente e contemple os seus filhos, reunidos do nascente e do poente pela voz do Santo, que invocam alegremente a Deus.
6. Eles partiram a pé, levados pelo inimigo, mas Deus os traz de volta, em triunfo, como sobre uma carruagem real.
7. Deus mandou cortar toda colina alta ou monte antigo e aterrar os lugares mais fundos, para aplainar o chão, a fim de que Israel possa passar com segurança, guiado pela glória de Deus.
8. Por ordem de Deus, todas as árvores e plantas aromáticas darão sombra a Israel,
9. porque Deus, com sua justiça e sua misericórdia, conduzirá festivamente Israel à luz da sua glória.

[Baruc 6]CARTA DE JEREMIAS



Cópia da carta que Jeremias mandou aos prisioneiros que estavam para ser levados para a Babilônia pelo rei da Babilônia, a fim de transmitir-lhes a mensagem da qual Deus o havia encarregado.

Baruc 6

LUTAR CONTRA A ALIENAÇÃO
1. Por causa dos pecados que vocês cometeram contra Deus é que estão sendo levados prisioneiros para a Babilônia, sob as ordens do rei deles, Nabucodonosor.
2. Vocês chegarão à Babilônia, aí ficarão por muitos dias, um longo tempo, ou seja, durante sete gerações; depois disso, vou tirá-los daí em paz.
3. Durante esse tempo, vocês verão na Babilônia deuses de prata, de ouro e de madeira, que costumam ser carregados nos ombros e provocam temor entre os pagãos.
4. Cuidado para não ficarem vocês também parecendo com esses estrangeiros, nem se deixarem influenciar pelo temor desses deuses.
5. Quando vocês virem as multidões ajoelhadas na frente e atrás deles, pensem dentro de si mesmos: "É só a ti, Senhor, que devemos adorar".
6. Pois o meu anjo estará sempre com vocês, e ele pediria conta da vida de vocês.
7. A língua desses deuses foi feita por um artista; ela está coberta de prata ou de ouro, mas é de mentira e não pode falar.
8. Como se faz com a moça que gosta de enfeites, pegam ouro e fazem uma coroa para colocar na cabeça de seus deuses.
9. De vez em quando, os sacerdotes, tendo tirado ouro e prata dos seus deuses para o seu próprio proveito, o dão até a prostitutas de bordéis.
10. Eles enfeitam com roupas, como se fossem gente, a esses deuses de prata, de ouro ou de madeira. Mas eles não podem livrar-se da ferrugem nem do caruncho.
11. Depois de tê-los vestido com roupas caras, são obrigados a limpar-lhes a cara, por causa da poeira que do templo lhes caiu em cima.
12. Um deus fica com o cetro na mão, como se fosse na região uma autoridade, mas não é capaz de destruir quem o ofende.
13. Outro tem uma faca ou machadinha na mão, e não é capaz de se defender de inimigos ou ladrões.
14. Por aí se vê que eles não são deuses, e vocês não devem temê-los.
15. Como a vasilha que se quebra e perde a serventia, assim também são esses deuses, instalados nos templos deles.
16. Os olhos desses deuses vivem cheios de poeira levantada pelos pés daqueles que entram no templo.
17. Da mesma forma como se fecham com segurança todas as portas por trás de alguém que ofendeu o rei e fica preso e condenado à morte, assim também os sacerdotes fecham os templos com portas, trancas e ferrolhos, para que seus deuses não sejam roubados por ladrões.
18. Acendem mais lâmpadas para eles que para si mesmos, embora esses deuses não sejam capazes de ver nenhuma delas.
19. Como o madeiramento do templo, cujo cerne dizem estar carunchado por cupins saídos do chão, assim também esses deuses nada sentem quando suas roupas ou eles próprios são corroídos.
20. O rosto deles fica escuro por causa da fumaça do templo.
21. Em volta deles, por cima de suas cabeças, voam morcegos, andorinhas e outros passarinhos, e até gatos saltam.
22. Por aí se vê que eles não são deuses, e vocês não devem temê-los.
23. Quanto ao ouro de que são cobertos para ficarem bonitos, se ninguém lhes dá lustro, não brilha. Eles mesmos, nem quando foram fundidos, sentiram coisa alguma.
24. Embora não tenham vida, eles foram comprados por um preço muito caro.
25. Sem pés, são carregados nos ombros, mostrando aos homens a sua falta de valor. Até quem cuida deles passa vergonha, pois se um desses deuses cai no chão, ele é que tem de levantá-lo.
26. E quando alguém os coloca erguidos e de pé, eles não são capazes de andar por si mesmos; se tombam, não podem se endireitar. Os dons são oferecidos a eles como a mortos.
27. Para proveito próprio, os sacerdotes vendem o que foi sacrificado a esses deuses; a outra parte, as mulheres salgam, sem dar nada aos pobres e necessitados. Até a mulher menstruada ou que acaba de dar à luz toca nesses sacrifícios.
28. Portanto, sabendo que não são deuses, não tenham medo deles.
29. Como poderiam ser deuses? São mulheres que oferecem sacrifícios a esses deuses de prata, de ouro e de madeira.
30. Nos templos deles, os sacerdotes circulam com a roupa rasgada, a barba e o cabelo cortado e a cabeça descoberta, em sinal de luto.
31. Urram e gritam diante de seus deuses, como alguns fazem nas cerimônias fúnebres.
32. Os sacerdotes tiram a roupa dos deuses para vestir suas mulheres e crianças.
33. E esses deuses, favorecidos ou prejudicados por alguém, não são capazes de retribuir. Não podem nomear nem destronar reis.
34. Eles também não são capazes de dar a ninguém riqueza alguma, nem sequer uma única moeda. Se alguém lhes faz uma promessa e depois não cumpre, eles não podem reclamar.
35. Não podem salvar ninguém da morte, nem podem livrar o fraco das mãos do poderoso.
36. Não são capazes de devolver a vista ao cego, nem de livrar do perigo homem nenhum;
37. não têm compaixão pela viúva, nem prestam ajuda nenhuma ao órfão.
38. Esses deuses de madeira prateada ou dourada parecem pedras tiradas do morro: quem se ocupa deles só vai passar vergonha.
39. Como, então, pensar ou dizer que são deuses?
40. Até mesmo os caldeus os desrespeitam. Quando vêem alguém mudo, incapaz de falar, eles o apresentam ao deus Bel, pedindo que o faça falar, como se ele fosse capaz de ouvir.
41. Mas, porque não têm bom senso, eles são incapazes de refletir nisso e de abandonar esses deuses.
42. Mulheres põem uma corda na cintura e sentam-se à beira do caminho, queimando farelo como incenso.
43. Quando uma delas é levada por algum homem que passa, a fim de dormir com ele, começa a desprezar a companheira, que não teve a mesma honra nem arrebentou a corda.
44. Tudo o que fazem com eles é falso. Então, como é que se vai pensar ou dizer que são deuses?
45. Esses deuses foram fabricados por escultores e ourives, e não podem ser nada mais daquilo que os seus autores queriam que fossem.
46. Aqueles que os fizeram não vivem muitos anos; então, como pode ser deus aquilo que eles fizeram?
47. Deixaram apenas mentira e vergonha para seus descendentes.
48. Quando surge uma guerra ou desgraça muito grande, os sacerdotes discutem a maneira de se esconderem juntamente com esses deuses.
49. Assim, dá para entender que não são deuses, pois não são capazes de se livrarem a si mesmos durante uma guerra ou catástrofe.
50. Não sendo mais que objetos de madeira, dourados ou prateados, por aí fiquem todos sabendo que são de mentira. Que eles não são deuses fique claro para todos os povos e reis; são apenas criação do trabalho humano, e nenhuma ação divina existe neles.
51. Então, quem não vê que eles não são deuses?
52. Esses deuses nunca farão surgir um rei para uma região, nem mandarão chuva para os homens.
53. Jamais defenderão a própria causa, nem libertarão injustiçado algum, pois são impotentes, são como gralhas que voam entre o céu e a terra.
54. Se aparecer um fogo no templo desses deuses de madeira, dourados ou prateados, seus sacerdotes poderão fugir para se salvar, mas eles serão queimados junto com o madeiramento.
55. Eles não são capazes de resistir a um rei ou aos inimigos.
56. Então, como é que se vai aceitar ou imaginar que são deuses?
57. Esses deuses de madeira, deuses dourados ou prateados, não podem escapar nem dos ladrões ou assaltantes. Mais fortes, os ladrões arrancam-lhes o ouro ou a prata e vão-se embora carregando as roupas que esses deuses vestiam, sem que eles possam acudir a si mesmos.
58. Mais vale um rei que mostra bravura ou mesmo um objeto de utilidade em casa, do qual o dono pode se servir, do que esses deuses falsos. Mais vale uma porta que, numa casa, protege tudo o que está dentro, do que esses falsos deuses. Mais vale uma coluna de madeira no palácio, do que esses falsos deuses.
59. O sol, a lua e as estrelas, brilhando, cumprem espontaneamente a missão de ser úteis.
60. O relâmpago, quando aparece, é bem visível. O próprio vento sopra em qualquer região.
61. As nuvens obedecem, quando Deus as manda percorrer o mundo inteiro. O raio, mandado lá de cima para devastar montes e matas, cumpre o que lhe é determinado.
62. Esses deuses, porém, não podem ser comparados com essas coisas, nem na aparência nem na força.
63. Portanto, como é possível pensar que sejam deuses ou chamá-los assim? São incapazes de promover a justiça ou de fazer qualquer coisa boa para os homens.
64. Portanto, sabendo que não são deuses, não tenham medo deles.
65. Esses deuses não podem amaldiçoar nem abençoar os reis;
66. não podem servir aos pagãos como sinais no céu, pois nem brilham como o sol, nem são claros como a lua.
67. Até as feras valem mais do que eles, pois as feras podem fazer alguma coisa por si mesmas, ao menos fugindo para um esconderijo.
68. Então, em nada eles se mostram ser deuses. Por isso, não tenham medo deles.
69. Como espantalho em plantação de pepinos, que nada vigia, assim são esses deuses de madeira, dourados ou prateados.
70. Esses deuses de madeira, dourados ou prateados, se parecem com espinheiro no jardim, onde os passarinhos vêm pousar, ou, então, com cadáver jogado em cova escura.
71. Pelas roupas de púrpura ou linho que vão apodrecendo em cima deles, vocês já podem saber que não são deuses. Ao contrário, eles também serão comidos e se tornarão vergonha para o país.
72. Então, é melhor ser homem honrado que não tem ídolos, pois assim não terá do que se envergonhar.
[Ezequiel 1]I. A VOCAÇÃO PROFÉTICA

Ezequiel 1

JAVÉ PRESENTE NO EXÍLIO
1. No dia cinco do quarto mês do ano trinta, estando eu junto com os exilados à beira do rio Cobar, de repente se abriram os céus e eu tive visões divinas.
2. No dia cinco do mês, no ano cinco do exílio do rei Jeconias,
3. a palavra de Javé foi dirigida ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, no país dos caldeus, às margens do rio Cobar. Aí Javé colocou a mão sobre ele.

A EXPERIÊNCIA DO DEUS VIVO
4. Eu vi o seguinte: Do lado norte soprava um forte vento. Foi então que eu vi uma grande nuvem e um turbilhão de fogo. Havia claridade em torno da nuvem e, no centro, um brilho faiscante, bem no meio do fogo.
5. Do meio da nuvem surgiu algo parecido com quatro animais, e cada um lembrava também uma forma humana.
6. Cada um tinha quatro rostos e quatro asas.
7. Suas pernas eram retas e seus cascos pareciam cascos de boi, só que eram brilhantes como bronze polido.
8. Debaixo das asas saíam mãos humanas pelos quatro lados. Seus rostos e asas também estavam voltados para as quatro direções.
9. A asa de cada um encostava na asa do outro. Ao se movimentarem, eles não se viravam, mas cada um ia para a frente.
10. O rosto deles era parecido com o rosto de um homem. Do lado direito tinham aparência de leão, e do lado esquerdo tinham aparência de touro. Os quatro tinham também aparência de águia.
11. As asas abriam-se para cima. Duas chegavam a encostar na asa do outro, e duas cobriam o corpo.
12. Todos se moviam para a frente, seguindo a direção para a qual o vento os conduzia. Enquanto se moviam, nunca se voltavam para os lados.
13. No meio dos animais havia uma coisa parecida com brasas acesas, queimando como tocha. Esse fogo se movia entre os quatro animais, era brilhante, e dele saíam relâmpagos.
14. Os animais, no seu vaivém, pareciam coriscos.
15. Observando, vi uma roda no chão, ao lado de cada um dos quatro animais.
16. No aspecto e estrutura, as rodas tinham o brilho do topázio. O formato de uma era o formato das quatro; o aspecto e estrutura delas eram como se uma roda estivesse no meio da outra.
17. Rodavam para os quatro lados sem precisar virar.
18. O aro delas era muito grande e estava cheio de olhos por toda a volta. E isso, nas quatro rodas.
19. Quando os animais se moviam, as rodas se moviam junto com eles; quando os animais se levantavam, as rodas também se levantavam.
20. Na direção para onde ia o vento, iam as rodas. Elas subiam junto com os animais, porque o espírito dos animais estava nas rodas.
21. Quando os animais andavam, as rodas andavam também; quando os animais paravam, as rodas também paravam; quando eles se levantavam do chão, as rodas também se levantavam, porque o espírito dos animais estava nas rodas.
22. Por cima da cabeça dos animais havia uma coisa parecida com uma cúpula de cristal brilhante, estendida por cima da cabeça dos animais.
23. Sob a cúpula, suas asas ficavam voltadas uma para a outra, e cada animal tinha suas asas cobrindo-lhe o corpo.
24. O barulho de suas asas, que eu escutei, parecia o estrondo de águas torrenciais, como a voz do Todo-poderoso. Quando se moviam, ouvia-se um barulho como que de tempestade, como de acampamento. E quando paravam, abaixavam as asas.
25. Ouviu-se um barulho.
26. Por cima da cúpula que ficava sobre as cabeças dos animais havia algo parecido com uma pedra de safira, em forma de trono; e nele, bem no alto, algo parecido com um ser humano.
27. Vi em volta dele uma coisa como brilho faiscante, parecendo fogo, bem junto dele. Daquilo que parecia ser a cintura para cima, e também para baixo, havia algo brilhante como fogo, em toda a volta.
28. Esse brilho em torno dele parecia o arco-íris, que aparece nas nuvens em dia de chuva. Era a aparência visível da glória de Javé. Quando vi, caí imediatamente com o rosto no chão, e ouvi a voz de alguém que falava comigo.

[Ezequiel 2]Ezequiel 2



A MISSÃO PROFÉTICA
1. Ele me disse: "Criatura humana, fique de pé, que eu vou falar com você".
2. Foi só ele falar assim, e entrou em mim um espírito que me fez ficar de pé. Então eu pude ouvir aquele que falava comigo.
3. Ele me disse: "Criatura humana, vou mandar você a Israel, a esse povo rebelde, que se rebelou contra mim. Eles e seus antepassados se revoltaram contra mim até o dia de hoje.
4. Os filhos são arrogantes e têm coração de pedra. Eu envio você a eles, e você lhes falará da seguinte forma: Assim diz o Senhor Javé.
5. Eles podem escutar ou não, porque eles são uma casa de rebeldes. De qualquer modo, ficarão sabendo que existe um profeta aqui no meio deles.
6. Criatura humana, não tenha medo deles, nem de suas palavras. Mesmo quando você ficar rodeado de espinhos e se sentar em cima de escorpiões, não fique com medo de suas palavras, nem se assuste com a cara deles, porque são uma casa de rebeldes.
7. Escutem eles ou não, você continuará transmitindo-lhes a minha palavra, porque eles são uma casa de rebeldes.
8. Mas você, criatura humana, obedeça ao que vou lhe dizer. Não seja rebelde como essa casa de rebeldes. Abra a boca e coma o que vou lhe dar".
9. Então notei que certa mão se estendia para mim com um rolo de pergaminho.
10. A mão desenrolou o pergaminho diante de mim: estava escrito por dentro e por fora, e o que nele estava escrito eram lamentações, gemidos e gritos de dor.

[Ezequiel 3]Ezequiel 3



1. Ele me disse: "Criatura humana, coma isso; coma esse rolo, e depois vá levar a mensagem para a casa de Israel".
2. Então eu abri a boca e ele me deu o rolo para comer.
3. E continuou: "Criatura humana, que seu estômago e sua barriga se saciem com este rolo escrito que estou lhe dando". Eu comi e pareceu doce como mel para o meu paladar.
4. Depois ele tornou a falar: "Criatura humana, vá procurar a casa de Israel para levar-lhe a minha mensagem.
5. Não é para um povo de idioma estranho ou de língua difícil que você está sendo mandado, mas para a casa de Israel.
6. Não é também para povos numerosos de idioma estranho e língua difícil, cujas palavras você não entenderia. Se fosse para eles que eu mandasse você, certamente o escutariam,
7. mas a casa de Israel não escutará você, porque não quer escutar a mim. Eles têm a cabeça dura e o coração de pedra.
8. Em compensação, eu farei com que o seu rosto fique duro como o deles, e a sua cabeça dura como a deles.
9. Eu farei que sua cabeça seja dura como diamante, que é mais duro do que pedra, para você não ter medo deles, nem se assustar com a cara deles, mesmo que eles sejam uma casa de rebeldes".
10. Ele me disse ainda: "Criatura humana, escute atentamente todas as palavras que eu vou lhe dizer, e guarde na memória.
11. Depois procure os exilados, a gente do seu povo, e diga-lhes: Assim diz o Senhor Javé, quer vocês escutem, quer não".
12. Depois o espírito me ergueu, e ouvi atrás de mim o barulho de um estrondo muito grande, enquanto a glória de Javé ia deixando o lugar e subindo para o alto.
13. O barulho desse grande estrondo era provocado pelas asas dos animais, que tocavam uma na outra, e também pelas rodas que estavam junto deles. Era como estrondo de um grande terremoto.
14. O espírito me ergueu e me arrebatou. Eu fui amargurado e irritado, pois a mão de Javé pesava sobre mim.
15. Cheguei aonde estavam os exilados de Tel Abib, que moravam às margens do rio Cobar. Fiquei aí sentado sete dias, atordoado no meio deles.

RESPONSABILIDADE DO PROFETA
16. Passados sete dias, recebi esta mensagem de Javé:
17. "Criatura humana, estou colocando você como sentinela para a casa de Israel. É da minha boca que você ouvirá a mensagem. E o que aprender de mim, você vai lhes ensinar.
18. Se digo ao injusto que ele deve morrer, e você não o avisar e não lhe falar, ensinando-lhe a deixar o seu mau caminho para que possa continuar vivo, ele morrerá, mas eu cobrarei de você a morte dele.
19. Se você, porém, avisar o injusto, mas ele não voltar atrás do seu mau caminho, ele morrerá por causa de sua própria injustiça, mas você ficará com a vida a salvo.
20. E se o justo se afastar da sua justiça e praticar a injustiça, eu colocarei um tropeço diante dele, e ele morrerá. Porque você não o avisou, ele morrerá; porque se desviou, eu não me lembrarei do bem que praticou. Mas vou cobrar de você a morte dele.
21. Se você, porém, chamou a atenção do justo para que ele não pecasse, e ele não pecou, então ele conservará a própria vida, porque foi orientado; e você também terá a sua própria vida a salvo".

AGIR NO MOMENTO CERTO
22. A mão de Javé pousou sobre mim, e ele me disse: "Siga para o vale, e aí eu vou lhe transmitir uma mensagem".
23. Fui para o vale, e aí estava a glória de Javé, da maneira como eu a tinha visto junto às margens do rio Cobar. Então caí com o rosto por terra,
24. mas o espírito entrou em mim e me colocou de pé e começou a conversar comigo. Ele me disse: "Vá para casa e fique trancado aí,
25. porque vão amarrar você com cordas, criatura humana, a fim de que você não possa ir para o meio deles.
26. Farei que sua língua se cole no céu da boca. Então você ficará mudo e não poderá repreendê-los, porque eles são uma casa de rebeldes.
27. Quando eu falar com você e lhe abrir a boca, então você lhes dirá: Assim diz o Senhor Javé. Quem quiser ouvir, ouça; quem não quiser ouvir, não ouça, pois eles são uma casa de rebeldes".

[Ezequiel 4]II. DEUS ABANDONA A SOCIEDADE CORRUPTA



Ezequiel 4

NÃO OLHEM O PASSADO
1. "Criatura humana, pegue um tijolo, coloque-o na sua frente, e desenhe nele uma cidade.
2. Depois faça ao redor um cerco contra ela: construa barricadas, cave trincheiras, coloque um acampamento e aríetes ao redor dela.
3. Em seguida, pegue uma panela de ferro e a coloque como muro de ferro entre você e a cidade. Firme o seu olhar nela, e a cidade ficará cercada. De fato, você a terá cercado. Isso será um sinal para a casa de Israel".

O EXÍLIO VAI TERMINAR
4. "Deite-se sobre o lado esquerdo, e eu colocarei sobre você a culpa da casa de Israel. Você carregará a culpa de Israel durante todos os dias em que ficar assim deitado.
5. Marcarei para você o número de dias, conforme o número de anos da culpa deles. Por trezentos e noventa dias você pagará a culpa da casa de Israel.
6. Depois disso, você se deitará do lado direito e carregará a culpa da casa de Judá durante quarenta dias, um dia por ano, conforme eu marquei.
7. Firme seu olhar e estenda o braço nu para o cerco de Jerusalém e profetize contra ela.
8. Eu mesmo vou amarrá-lo com cordas, para que você não fique virando de um lado para outro, até terminarem os dias em que você deve ficar amarrado".

CONSTRUIR UMA NOVA IDENTIDADE
9. "Pegue trigo, cevada, favas, lentilhas, milho miúdo e espelta. Coloque tudo numa vasilha e prepare alimentos para você, de acordo com o número de dias em que deverá ficar deitado de um lado, isto é, para trezentos e noventa dias.
10. Por dia, e em várias vezes, você comerá cerca de duzentos e cinqüenta gramas.
11. Beberá água medida: somando as várias vezes que tomar água, você deverá beber cerca de um litro.
12. As broas de cevada que você comer, serão assadas sobre fezes humanas, à vista de todos".
13. E Javé completou: "É dessa forma que a casa de Israel comerá alimento impuro no meio das nações por onde eu a espalhei".
14. Então eu disse: "Ah! Senhor Javé, eu nunca me contaminei! Desde pequeno, jamais comi carne de animal morto de morte natural ou estraçalhado por alguma fera. Até agora, carne estragada nunca entrou em minha boca!"
15. Javé me respondeu: "Está bem. Para assar seu pão deixo que você use estrume de vaca no lugar de fezes humanas".
16. Depois ele me disse: "Criatura humana, em breve acabarei com os mantimentos em Jerusalém; então eles comerão com medo pão racionado, e assustados beberão água sob medida.


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