Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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14. Desse território, nada poderá ser vendido ou permutado, nem os primeiros frutos da terra poderão ser transferidos para outros, porque são consagrados para Javé.
15. Quanto à sobra de dois mil e quinhentos metros de largura, que resta dos doze mil e quinhentos metros, será uma porção profana que se destina à cidade, servindo para moradias e pastagens. No centro dessa porção, ficará a cidade.
16. As dimensões da cidade são as seguintes: dois mil e duzentos e cinqüenta metros de cada lado, ao norte, sul, leste e oeste.
17. O pasto da cidade terá cento e vinte e cinco metros de cada lado, ao norte, sul, leste e oeste.
18. Ao longo da parte sagrada, restará uma extensão de cinco mil metros para o oriente, e cinco mil metros para o ocidente, e o produto dessa extensão servirá para o sustento dos trabalhadores da cidade.
19. Esse terreno será cultivado pelos trabalhadores da cidade, vindos de todas as tribos de Israel.
20. Ao todo, a parte reservada será um quadrado de doze mil e quinhentos metros. Da parte sagrada, separem um quadrado que pertencerá à cidade.
21. Ao príncipe pertencerá o que restar de um lado e do outro da porção sagrada e da propriedade reservada para a cidade. Terá doze mil e quinhentos metros para o ocidente, até o limite ocidental, e doze mil e quinhentos metros para o oriente, até o limite oriental. Essa parte, paralela às demais, pertencerá ao príncipe. No seu centro, estarão a reserva sagrada e o santuário do Templo.
22. Assim, a porção do príncipe ficará entre a propriedade dos levitas e o terreno da cidade, que ficam no meio da porção pertencente ao príncipe, entre os limites de Judá e Benjamim.
23. Porções das demais tribos, desde o limite oriental até o limite ocidental. Benjamim terá uma porção.
24. Simeão receberá uma porção junto ao território de Benjamim, desde o limite oriental até o limite ocidental.
25. Issacar receberá uma porção junto ao território de Simeão, desde o limite oriental até o limite ocidental.
26. Zabulon receberá uma porção junto ao território de Issacar, desde o limite oriental até o limite ocidental.
27. Gad receberá uma porção junto ao território de Zabulon, desde o limite oriental até o limite ocidental.
28. Junto ao território de Gad, no extremo sul, a fronteira irá de Tamar até as águas de Meriba de Cades, seguindo a torrente até o mar Mediterrâneo.
29. Essa é a terra que vocês repartirão em herança para as tribos de Israel. E essas vão ser as suas porções - oráculo do Senhor Javé".

CIDADE ABERTA PARA TODOS
30. "As saídas da cidade são as seguintes: Do lado norte, meçam dois mil, duzentos e cinqüenta metros.
31. As portas da cidade terão o nome de cada tribo de Israel. Três portas ficarão ao norte: as portas de Rúben, Judá e Levi.
32. Do lado leste, a extensão será de dois mil, duzentos e cinqüenta metros, com três portas: de José, Benjamim e Dã.
33. Do lado sul, meçam a extensão de dois mil, duzentos e cinqüenta metros, tendo três portas: de Simeão, Issacar e Zabulon.
34. Do lado oeste, a extensão será também de dois mil, duzentos e cinqüenta metros, com três portas: de Gad, Aser e Neftali.
35. O contorno todo da cidade medirá, portanto, nove mil metros. A partir desse dia, o nome da cidade será este: Javé está aí".
[Daniel 1]I. NARRATIVAS PARA SUSTENTAR A FÉ

Daniel 1

MANTER A PRÓPRIA IDENTIDADE
1. No terceiro ano do reinado de Joaquim em Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, foi até Jerusalém e cercou a cidade.
2. O Senhor entregou nas mãos dele Joaquim, rei de Judá, e parte dos objetos do Templo de Deus. Ele então levou tudo para a terra de Senaar e guardou os objetos na sala do tesouro do templo do seu deus.
3. Depois o rei deu ordem a Asfenez, chefe dos eunucos, para escolher, entre os israelitas da família real ou de outras famílias importantes,
4. alguns moços sem nenhum defeito físico, de boa aparência, instruídos em toda espécie de sabedoria, práticos em conhecimento, gente de ciência, capazes de servir na corte do rei; deu também ordem para que ensinasse a eles a literatura e a língua dos caldeus.
5. O próprio rei marcou para eles uma ração diária da comida e do vinho da mesa real. Eles deveriam ser preparados durante três anos, e depois passariam a servir ao rei.
6. Entre eles estavam Daniel, Ananias, Misael e Azarias, que eram judeus.
7. O chefe dos eunucos deu-lhes outros nomes: Daniel passou a chamar-se Baltassar; Ananias, Sidrac; Misael, Misac; e Azarias, Abdênago.
8. Daniel resolveu que não iria contaminar-se com as comidas e o vinho da mesa real. Pediu ao chefe dos eunucos permissão para não aceitar essas comidas.
9. O Senhor fez com que Daniel ganhasse a simpatia do chefe dos eunucos.
10. Este lhe disse: "Tenho medo do rei, o meu senhor, que determinou pessoalmente o que vocês devem comer e beber. Se ele perceber que os rostos de vocês estão mais pálidos que dos outros moços da mesma idade, vocês acabarão me fazendo culpado de um crime de morte aos olhos do rei".
11. Daniel disse ao funcionário, a quem o chefe dos eunucos havia confiado Daniel, Ananias, Misael e Azarias:
12. "Faça uma experiência conosco: durante dez dias vocês nos darão de comer só vegetais e só água para beber.
13. Depois, você compara a nossa aparência com a dos outros moços que comem da mesa do rei. Então faça conosco o que achar melhor".
14. O funcionário aceitou a proposta e fez a experiência por dez dias.
15. No final dos dez dias, estavam com boa aparência e corpo mais saudável que todos os moços que comiam da mesa do rei.
16. Então o funcionário tirou definitivamente a comida e o vinho da mesa dos moços e passou a dar-lhes somente vegetais.
17. Aos quatro rapazes Deus concedeu o conhecimento e a compreensão de toda a literatura e também sabedoria. A Daniel especialmente, deu o dom de interpretar visões e sonhos.
18. Terminado o tempo que o rei havia fixado para os rapazes serem apresentados, o chefe dos eunucos levou-os à presença de Nabucodonosor.
19. O rei conversou com eles e não encontrou ninguém melhor do que Daniel, Ananias, Misael e Azarias. E a partir daí, eles ficaram servindo diretamente ao rei.
20. Por tudo o que procurou saber deles em termos de conhecimento e sabedoria, o rei achou que eram dez vezes mais capazes que todos os magos e adivinhos que havia no seu reino.
21. Daniel ficou aí até o primeiro ano do reinado de Ciro.

[Daniel 2]O REINO DE DEUS E O IMPÉRIO DOS HOMENS



Daniel 2

PREPOTÊNCIA DO OPRESSOR
1. No segundo ano do seu reinado, Nabucodonosor teve um sonho e ficou tão assustado que chegou a perder o sono.
2. Mandou chamar os magos, astrólogos, agoureiros e adivinhos para interpretarem o sonho. Chegaram e foram colocados na sua presença.
3. Então o rei lhes disse: "Tive um sonho que me assustou e quero saber o que ele significa".
4. Os adivinhos disseram ao rei: "Viva o rei para sempre! Conte o sonho para nós, e lhe daremos a explicação".
5. O rei respondeu aos adivinhos: "Esta é a minha decisão: se não me contarem o sonho que eu tive, nem me derem a interpretação dele, vocês serão feitos em pedaços e suas casas serão transformadas em ruínas.
6. Porém, se me contarem qual foi o meu sonho e qual é a sua interpretação, vocês receberão de mim donativos, presentes e muitas homenagens. Digam qual foi o meu sonho e qual é a sua interpretação".
7. Os adivinhos disseram: "Majestade, conte o sonho para nós, e daremos a interpretação".
8. O rei respondeu: "Estou percebendo claramente que vocês querem ganhar tempo. Vocês sabem que dei uma ordem,
9. e se não me contarem o meu sonho, terão todos a mesma sentença. Vocês combinaram falar mentira e tapear, esperando que a situação mude. Basta dizerem qual foi o meu sonho, e eu terei certeza de que serão capazes de interpretá-lo".
10. Os adivinhos disseram ao rei: "Não há ninguém no mundo que possa fazer o que o rei está pedindo. Nenhum rei, governador ou chefe jamais pediu uma coisa dessas a qualquer mago, astrólogo ou adivinho.
11. O que o rei exige é sobre-humano; somente os deuses, que não habitam com os mortais, podem dizer isso ao rei".
12. Por causa disso, o rei ficou furioso e mandou matar todos os sábios da Babilônia.
13. Quando foi publicado o decreto que condenava à morte todos os sábios, procuraram Daniel e seus companheiros, a fim de executá-los também.
14. Então Daniel falou com inteligência e bons modos a Arioc, o carrasco-chefe do rei, encarregado de matar todos os sábios da Babilônia.
15. E lhe disse: "Por que um decreto tão rigoroso do rei?" Então Arioc contou o caso a Daniel.
16. E Daniel mandou pedir ao rei que lhe fosse dado um prazo, a fim de que pudesse dar a interpretação do sonho.

DEUS DIRIGE A HISTÓRIA
17. Daniel voltou para casa e contou o fato aos companheiros Ananias, Misael e Azarias.
18. Disse para pedirem ao Senhor do céu a graça de desvendar o segredo, para não serem mortos com os outros sábios da Babilônia.
19. Então o mistério foi revelado a Daniel numa visão noturna. E ele glorificou ao Deus do céu:
20. "Que o nome do Senhor seja louvado, desde agora e para sempre, pois a ele pertencem a sabedoria e o poder,
21. Ele modifica os tempos e estações, depõe e entroniza os reis, dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes.
22. Ele revela os segredos mais profundos e sabe o que as trevas escondem, pois a luz mora com ele.
23. A ti, ó Deus de pais, eu louvo e celebro, porque me deste sabedoria e poder. Tu me revelaste o que eu te pedi e me revelaste o caso do rei".

DEUS VENCE OS IMPÉRIOS
24. Depois disso Daniel procurou Arioc, a quem o rei tinha encarregado de matar os sábios da Babilônia. Chegando a ele, disse-lhe: "Não precisa matar os sábios. Leve-me até o rei, e eu interpretarei o sonho que ele teve".
25. Mais que depressa, Arioc levou Daniel até a presença do rei, dizendo-lhe: "Encontrei este moço entre os judeus aqui exilados e que é capaz de interpretar o sonho do rei".
26. O rei perguntou a Daniel, cujo nome era Baltassar: "Você é mesmo capaz de me contar e interpretar o sonho que tive?"
27. Daniel respondeu ao rei: "Os sábios, astrólogos, magos e adivinhos não são capazes de desvendar o segredo que Vossa Majestade lhes propôs.
28. Mas há no céu um Deus que revela os segredos. Ele contou ao rei Nabucodonosor o que acontecerá nos últimos dias. Este é o sonho de Vossa Majestade, que viu quando estava deitado:
29. Vossa Majestade estava em sua cama e pensava naquilo que ia acontecer no futuro. Então, Aquele que revela os segredos lhe contou o que acontecerá.
30. Não é porque tenho maior sabedoria que outros homens que desvendo essa questão; é apenas para que eu possa dar a Vossa Majestade a explicação e interpretação das imagens que lhe povoaram a mente.
31. Vossa Majestade teve uma visão: Era uma grande estátua, alta e muito brilhante. Ela estava bem à frente de Vossa Majestade e tinha aparência impressionante.
32. A cabeça da estátua era de ouro maciço, o peito e os braços eram de prata, a barriga e as coxas eram de bronze,
33. as canelas de ferro e os pés eram parte de ferro, parte de barro.
34. Vossa Majestade estava contemplando a estátua, quando, sem ninguém jogar, caiu uma pedra que veio bater exatamente nos pés de ferro e barro da estátua, quebrando-os.
35. Ao mesmo tempo quebrou-se tudo o que era de ferro, de barro, de bronze, de prata e de ouro. Ficou tudo como se fosse palha no terreiro em final de colheita, palha que o vento carrega sem deixar sinal. Depois, a pedra que tinha atingido a estátua se transformou numa enorme montanha que cobriu o mundo inteiro.
36. O sonho foi esse. Agora vamos dar à Vossa Majestade a interpretação.
37. Vossa Majestade é o rei dos reis, a quem o Deus do céu concedeu o reino e o poder, o domínio e a glória.
38. Em todo o mundo habitado ele lhe entregou os seres humanos, as feras e as aves do céu, para que Vossa Majestade domine sobre tudo isso. Assim, Vossa Majestade é a cabeça de ouro.
39. Depois de Vossa Majestade, vai aparecer outro reino, menor que o seu; depois, um terceiro reino, o de bronze, que dominará sobre toda a terra.
40. O quarto reino será duro como o ferro, pois assim como o ferro esmaga e esmigalha tudo, assim também ele quebrará e esmigalhará todos os outros.
41. Os pés e os dedos que Vossa Majestade viu, parte de ferro e parte de barro, significam um reino dividido. Ele tem a dureza do ferro, pois Vossa Majestade viu ferro misturado com uma parte feita de barro.
42. Os dedos dos pés, metade de ferro e metade de barro, significam um reino firme por um lado, mas fraco por outro.
43. O ferro que Vossa Majestade viu misturado com barro significa que as pessoas se juntarão por casamentos, mas não se ligarão umas com as outras, assim como o ferro não faz liga com o barro.
44. Durante este último reinado, o Deus do céu fará aparecer um reino que nunca será destruído. Será um reino que não passará para as mãos de outro povo, mas, ao contrário, humilhará e liquidará todos os outros reinos, enquanto ele mesmo continuará firme para sempre.
45. Esse reino é a pedra que rolou do monte sem ninguém tocá-la e esmigalhou o que era de barro, ferro, bronze, prata e ouro. O grande Deus mostrou ao rei o que acontecerá daqui para frente. O sonho tem sentido e a sua interpretação é digna de fé".
46. Então o rei Nabucodonosor deitou-se com o rosto por terra na frente de Daniel, mandando oferecer-lhe sacrifícios e queimar-lhe incenso.
47. E o rei falou a Daniel: "De fato, o Deus de vocês é o Deus dos deuses, o Senhor dos reis; ele revela os mistérios, pois só você foi capaz de desvendar esse segredo".
48. Em seguida, o rei promoveu Daniel: deu-lhe uma quantidade enorme de presentes e quis fazer dele o governador de todas as províncias da Babilônia e o chefe geral de todos os sábios do país.
49. Daniel, porém, pediu ao rei que nomeasse Sidrac, Misac e Abdênago para a administração das províncias, enquanto Daniel ficaria servindo na ante-sala do rei.

[Daniel 3]RESISTÊNCIA À IDOLATRIA



Daniel 3

A RESISTÊNCIA DA FÉ
1. O rei Nabucodonosor mandou fazer uma estátua de ouro com trinta metros de altura por três metros de diâmetro; e colocou-a na planície de Dura, província da Babilônia.
2. Depois, mandou reunir os governadores, ministros, prefeitos, conselheiros, tesoureiros, letrados, magistrados e autoridades das províncias para assistirem à inauguração da estátua que o rei Nabucodonosor havia erguido.
3. Reuniram-se os governadores, ministros, prefeitos, conselheiros, tesoureiros, letrados, magistrados e autoridades das províncias para a inauguração da estátua construída pelo rei Nabucodonosor. Todos estavam de pé em frente à estátua.
4. Então o porta-voz do rei gritou forte: "Esta é a mensagem para todos os povos, nações e línguas:
5. quando ouvirem o som da corneta, flauta, cítara, harpa, saltério, gaita e outros instrumentos musicais, devem todos cair de joelhos para adorar a estátua de ouro erguida pelo rei Nabucodonosor.
6. Quem não fizer isso, na mesma hora será jogado dentro da fornalha ardente".
7. Quando todo o mundo ouviu o som da corneta, flauta, cítara, harpa, saltério, gaita e outros instrumentos musicais, todos os povos, nações e línguas caíram de joelhos, adorando a estátua de ouro erguida pelo rei Nabucodonosor.
8. Alguns caldeus foram denunciar os judeus.
9. Procuraram o rei Nabucodonosor e disseram: "Viva o rei para sempre!
10. Vossa Majestade decretou que todo indivíduo que ouvisse o som da corneta, flauta, cítara, harpa, saltério, gaita e outros instrumentos musicais, deveria imediatamente cair de joelhos, adorando a estátua de ouro.
11. E quem não se ajoelhasse para adorar, seria jogado na fornalha ardente.
12. Pois bem! Alguns judeus que Vossa Majestade nomeou administradores das províncias da Babilônia - e são eles: Sidrac, Misac e Abdênago - não obedecem à ordem do rei. Eles não veneram os deuses nem adoram a estátua de ouro erguida por Vossa Majestade".
13. Nabucodonosor, com raiva e ódio, mandou buscar Sidrac, Misac e Abdênago. Eles chegaram à presença do rei;
14. e este lhes perguntou: "Sidrac, Misac e Abdênago, é verdade que vocês não veneram os meus deuses nem adoram a estátua de ouro que eu ergui?
15. Então, fiquem preparados, e quando ouvirem o som da corneta, flauta, cítara, harpa, saltério, gaita e outros instrumentos musicais, vocês cairão de joelhos para adorar a estátua de ouro que eu fiz. Se não adorarem, na mesma hora serão jogados na fornalha ardente; e quero ver qual é o deus que livrará vocês de minha mão".
16. Sidrac, Misac e Abdênago responderam ao rei: "Não precisamos responder nada a essa ordem.
17. Existe o nosso Deus, a quem adoramos, e que nos pode livrar da fornalha ardente, libertando-nos da mão de Vossa Majestade.
18. Mesmo que isso não aconteça, fique Vossa Majestade sabendo que nós não adoraremos o seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro construída por Vossa Majestade".
19. Nabucodonosor ficou tão furioso contra Sidrac, Misac e Abdênago que seu rosto empalideceu. Então mandou acender na fornalha um fogo sete vezes mais forte que o de costume,
20. e depois mandou que os soldados mais fortes do seu exército amarrassem Sidrad, Misac e Abdênago e os jogassem na fornalha ardente.
21. Então os amarraram, vestidos com suas túnicas, calções, gorros e outras roupas, e os atiraram na fornalha ardente.
22. Como a ordem do rei era rigorosa e o fogo da fornalha era extremamente forte, aconteceu que as labaredas de fogo mataram aqueles que foram jogar aí Sidrac, Misac e Abdênago.
23. Os três rapazes, porém, foram cair, amarrados, dentro da fornalha ardente.

O CÂNTICO DE AZARIAS
24. Sidrac, Misac e Abdênago ficaram passeando no meio das labaredas, cantando hinos a Deus e louvando o Senhor.
25. Azarias, de pé, soltando a voz no meio do fogo, rezou:
26. "Bendito sejas tu, Senhor, Deus de nossos pais, tu és digno de louvor e o teu nome é glorificado para sempre!
27. Porque tu és justo em tudo o que nos fizeste, e todas as tuas obras são verdadeiras; os teus caminhos são retos, e todos os teus julgamentos são justos.
28. Foi justa a sentença que decretaste, todo o sofrimento que mandaste para nós e para Jerusalém, a cidade santa dos nossos antepassados. Pois é segundo a verdade e o direito que fizeste acontecer para nós todas essas coisas, por causa de nossos pecados.
29. Sim! Pecamos, cometendo um crime ao nos afastarmos de ti; sim, pecamos gravemente em tudo. Não obedecemos aos teus mandamentos,
30. nem os observamos, nem agimos conforme nos ordenavas, para que tudo nos corresse bem.
31. Por isso, o que nos fizeste acontecer, tudo o que tu mesmo nos fizeste, foi com julgamento justo que o fizeste.
32. Tu nos entregaste em mãos de nossos inimigos, a uma gente sem lei, aos piores dos ímpios, a um rei injusto, o mais malvado de toda a terra.
33. Nesta hora, não nos deixam nem abrir a boca; a decepção e a vergonha chegaram sobre os teus servos e sobre os que te adoram.
34. Não nos entregues para sempre, não rejeites a tua aliança, por causa do teu nome.
35. Não retires de nós a tua misericórdia, por amor a Abraão, o teu amigo, por amor a Isaac, o teu servo, e a Israel, o teu santo.
36. A eles tu falaste, prometendo que a descendência deles seria tão numerosa como as estrelas do céu e como a areia que existe à beira-mar.
37. No entanto, Senhor, nós estamos diminuídos no meio de todas as nações; estamos hoje humilhados na terra inteira, por causa dos nossos pecados.
38. Neste nosso tempo, não há chefe, profeta ou dirigente, nem holocausto, sacrifício, oferenda ou incenso; não existe lugar onde te oferecer os primeiros frutos e alcançar misericórdia.
39. Mas, com alma despedaçada e espírito humilhado, sejamos aceitos como se viéssemos com holocaustos de carneiros, touros e milhares de gordos carneiros.
40. Seja esse o sacrifício que te oferecemos, e, diante de ti, que ele seja completo, pois jamais haverá decepção para os que confiam em ti.
41. Mas agora nós vamos seguir-te de todo o coração; nós vamos temer-te e procurar a tua face.
42. Ah! Não nos deixes decepcionados, mas age conosco com toda a tua bondade e conforme a abundância de tua misericórdia.
43. Liberta-nos, segundo as tuas maravilhas, e glorifica o teu nome, Senhor.
44. Fiquem envergonhados aqueles que prejudicam os teus servos; que fiquem cobertos de vergonha, privados de todo o seu poder, e que a força deles seja esmagada.
45. Fiquem eles sabendo, Senhor, que tu és o único Deus, glorioso sobre toda a terra".
46. Contudo, os funcionários do rei que tinham jogado os três jovens na fornalha não paravam de alimentar o fogo com óleo combustível, piche, estopa e gravetos,
47. tanto que as labaredas subiam uns vinte e dois metros acima da fornalha,
48. alcançando e queimando os caldeus que estavam por perto.
49. O Anjo do Senhor, porém, desceu na fornalha para perto de Azarias e seus companheiros. Tocou para fora da fornalha as labaredas de fogo
50. e formou no meio da fornalha um vento úmido refrescante. O fogo nem tocou neles, nem lhes causou sofrimento algum ou incômodo.

CÂNTICO DOS TRÊS JOVENS
51. Os três cantavam hinos, glorificavam e louvavam a Deus, a uma só voz, dentro da fornalha:
52. "Bendito és tu, Senhor, Deus de nossos pais; a ti, glória e louvor para sempre. Bendito é o teu nome santo e glorioso; a ele, glória e louvor para sempre.
53. Bendito és tu em teu Templo santo e glorioso; a ti, glória e louvor para sempre.
54. Bendito és tu no trono do teu reino; a ti, glória e louvor para sempre.
55. Bendito és tu, que sondas os abismos, sentado sobre os querubins; a ti, glória e louvor para sempre.
56. Bendito és tu, no firmamento do céu; a ti, glória e louvor para sempre.
57. Bendigam o Senhor, todas as obras do Senhor; exaltem o Senhor com hinos para sempre.
58. Anjos do Senhor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
59. Céus, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
60. Águas todas acima do céu, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
61. Todas as potências, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
62. Sol e lua, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
63. Estrelas do céu, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
64. Chuva e orvalho, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
65. Ventos todos, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.


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