Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Fogo e calor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre. 67



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66. Fogo e calor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
67. Frio e ardor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
68. Orvalhos e aguaceiros, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
69. Gelo e frio, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
70. Geada e neve, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
71. Noites e dias, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
72. Luz e trevas, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
73. Relâmpagos e nuvens, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
74. Terra, bendiga o Senhor; louve e exalte o Senhor para sempre.
75. Montanhas e colinas, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
76. Tudo o que brota do chão, bendiga o Senhor; louve e exalte o Senhor para sempre.
77. Fontes, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
78. Mares e rios, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
79. Baleias e peixes, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
80. Aves do céu, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
81. Animais selvagens e domésticos, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
82. Criaturas humanas, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
83. Israelitas, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
84. Sacerdotes do Senhor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
85. Servos do Senhor, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
86. Espíritos e almas dos justos, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
87. Santos e humildes de coração, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre.
88. Ananias, Azarias e Misael, bendigam o Senhor; louvem e exaltem o Senhor para sempre. Porque ele nos tirou da mansão dos mortos e nos salvou do poder da morte; livrou-nos da chama da fornalha ardente e retirou-nos do meio do fogo.
89. Dêem graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia é para sempre.
90. Todos os que adoram o Senhor, Deus dos deuses, bendigam o Senhor: louvem e dêem graças ao Senhor, porque a sua misericórdia é para sempre".

RECONHECER O ÚNICO DEUS
91. Nabucodonosor ficou muito admirado. Levantou-se depressa e disse a seus ministros: "Não foram três os jovens que jogamos amarrados na fornalha?" Eles responderam ao rei: "Sem dúvida, Majestade".
92. Então ele disse: "Como é que estou vendo quatro jovens soltos e andando dentro da fornalha ardente, sem qualquer incômodo, e a aparência do quarto é de um filho de deuses?"
93. Nabucodonosor chegou à boca da fornalha ardente e disse: "Sidrac, Misac e Abdênago, servos do Deus altíssimo, saiam daí". Imediatamente os três jovens saíram da fornalha.
94. Reuniram-se os governadores, ministros, prefeitos e conselheiros para ver os jovens. A fornalha não teve força nenhuma sobre os corpos deles, nem os cabelos de suas cabeças ficaram queimados, nem suas roupas sofreram coisa alguma e nem mesmo o cheiro da fumaça os atingiu.
95. Nabucodonosor d

isse então: "Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago, que mandou o seu anjo libertar os seus servos que nele confiaram. Eles não fizeram caso do decreto do rei e entregaram o próprio corpo, pois não cultuam nem adoram nenhum outro deus que não seja o Deus deles.


96. Faço, pois, um decreto, mandando que qualquer povo, raça ou língua que disser uma blasfêmia contra o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago, seja feito em pedaços e sua casa seja totalmente destruída, pois deus igual a este, capaz de salvar, não existe outro".
97. E promoveu Sidrac, Misac e Abdênago a cargos públicos na província da Babilônia.

A LOUCURA DO OPRESSOR
98. "O rei Nabucodonosor a todos os povos, nações e línguas que existem na terra: paz e prosperidade.
99. Tantos sinais e prodígios fez comigo o Deus altíssimo, que me pareceu bom publicá-los.
100. Como são grandiosos os seus sinais, quanta força em seus prodígios! O seu reino é eterno e o seu poder atravessa as gerações!

[Daniel 4]Daniel 4



1. Eu, Nabucodonosor, vivia tranqüilo em minha casa, feliz em meu palácio.
2. Então tive um sonho que me assustou; as imaginações que me vieram enquanto estava na cama e as visões que me passaram pela mente me perturbaram.
3. Por isso, publiquei um decreto em que mandava trazer à minha presença todos os sábios da Babilônia, para que me dessem a interpretação do meu sonho.
4. Vieram os magos, astrólogos, agoureiros e adivinhos. Eu lhes contei o meu sonho, mas eles não foram capazes de dar a interpretação.
5. Então veio Daniel, chamado Baltassar em honra do meu deus. Ele tinha o espírito dos deuses santos. Contei-lhe, então, o meu sonho:
6. Baltassar, chefe dos magos, eu sei que você possui o espírito dos deuses santos e que nenhum segredo é difícil para você. Escute a visão que tive num sonho e, depois, dê-me a interpretação dele.
7. Na cama, estava eu observando as imagens que me vinham à cabeça, quando vi: havia uma árvore gigantesca bem no centro da terra.
8. A árvore cresceu e ficou forte, e a sua copa chegou até o céu: podia ser vista até o extremo da terra.
9. Sua folhagem era bonita e tinha frutos com fartura; nela havia alimentos para todos. À sua sombra se abrigavam as feras da terra e em seus galhos se aninhavam as aves do céu. Dela se alimentava todo ser vivo.
10. Eu estava na cama, observando as imagens que se formavam em minha cabeça, quando apareceu um guardião sagrado, descendo do céu.
11. Com voz forte, ele gritou: 'Derrubem a árvore, cortem os galhos, arranquem as folhas, e joguem fora seus frutos. Feras, fujam da sua sombra; pássaros, fujam dos seus galhos.
12. Mas deixem no chão o toco com as raízes, com correntes de ferro e bronze, no meio da grama do campo. Que ele seja banhado pelo sereno do céu e que a erva do campo seja sua parte com as feras do campo.
13. Perderá o instinto de homem e adquirirá instinto de fera. E ficará desse jeito sete anos.
14. Esta é a sentença dos guardiães, é o que anunciam os santos, para que todo ser vivente reconheça que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens; ele concede o reino a quem ele quiser e coloca no trono o mais humilde'.
15. Esse foi o sonho que tive eu, o rei Nabucodonosor. Agora, você, Baltassar, vai dar-me a interpretação desse sonho. Nenhum sábio do meu reino foi capaz de me dar essa explicação, mas você pode, porque tem o espírito dos deuses santos".
16. Daniel, que tinha também o nome de Baltassar, ficou assustado e perturbado em seus pensamentos. O rei lhe disse: "Baltassar, não deixe que esse sonho ou seu significado assustem você". Baltassar respondeu: "Meu senhor, que o sonho valha para os seus inimigos, que o seu significado seja para os seus adversários.
17. Vossa Majestade viu uma árvore muito grande e forte; sua copa atingia o céu e podia ser vista do mundo inteiro;
18. sua folhagem era bonita e tinha frutos abundantes para alimentar o mundo todo; à sombra dela viviam as feras do campo e nos seus galhos se aninhavam as aves do céu.
19. Pois bem! Essa árvore é Vossa Majestade, tão grandioso e magnífico. O domínio de Vossa Majestade alcança até o céu e o seu império chega até os confins do mundo.
20. Vossa Majestade viu também um guardião sagrado, descendo do céu e dizendo: 'Derrubem e destruam a árvore. Mas deixem no chão o toco com as raízes numa corrente de ferro e bronze, no meio da grama do campo. Que ele seja banhado pelo sereno do céu e que a erva do campo seja sua parte com as feras do campo. E ficará desse jeito sete anos'.
21. Esta é a explicação, Majestade, e estes são os decretos do Altíssimo que atingem Vossa Majestade, meu senhor:
22. Vossa Majestade será tirado da companhia dos homens e irá morar com as feras do campo. Comerá capim com os bois e ficará molhado pelo sereno. E ficará assim por sete anos, até aprender que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e dá o poder a quem ele quer.
23. Mandaram deixar o toco com as raízes, porque Vossa Majestade voltará a reinar quando reconhecer que Deus é soberano.
24. Agora lhe dou um conselho: pague seus pecados com obras de justiça e seus crimes socorrendo aos pobres. Talvez assim a sua felicidade possa durar".
25. Tudo isso aconteceu ao rei Nabucodonosor.
26. Doze meses depois, ele estava passeando no terraço do seu palácio em Babilônia.
27. Dizia: "Aí está a grande Babilônia que eu construí para moradia do rei, com o poder da minha autoridade e para esplendor da minha glória!"
28. Ele ainda estava falando, quando uma voz do céu lhe disse: "Rei Nabucodonosor, é com você que estou falando: você perderá o reino
29. e será tirado da companhia dos homens, viverá no meio das feras do campo, comerá capim como os bois, ficará molhado pelo sereno e assim viverá até reconhecer que o Altíssimo é quem domina sobre os reinos dos homens e dá o poder a quem ele quer".
30. Na mesma hora, essa palavra se cumpriu para Nabucodonosor: ele foi retirado da companhia das pessoas, passou a comer capim como boi e a viver no sereno. Seu cabelo ficou comprido como penas de águia e suas unhas cresceram como garras de aves de rapina.
31. "Passado o tempo, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos para o céu e recuperei a razão. Então passei a bendizer o Altíssimo, a louvar e glorificar Aquele que vive eternamente, dizendo: 'Seu domínio é eterno e seu reino atravessa gerações.
32. Os habitantes do mundo para ele nada valem; ele trata como quer os astros do céu e os habitantes do mundo. Ninguém pode atentar contra ele ou pedir-lhe contas do que faz'.
33. Nessa hora, recuperei a razão e, para o esplendor da minha autoridade de rei, também voltaram minha glória e majestade. Meus conselheiros e ministros foram me procurar, e eu fui restabelecido na minha autoridade de rei, e o meu poder ficou ainda maior.
34. Agora, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o Rei do céu, porque suas obras são justas e seus caminhos são retos, e a quem anda com soberba ele sabe rebaixar".

[Daniel 5]DISCERNIR AS SITUAÇÕES



Daniel 5

1. O rei Baltazar fez um grande banquete para mil altos funcionários seus e ele se pôs a beber vinho na presença desses mil.
2. Tocado pelo vinho, Baltazar mandou trazer os cálices de ouro e prata, que seu pai Nabucodonosor havia tirado do Templo de Jerusalém, para neles beberem o rei, os altos funcionários, suas mulheres e concubinas.
3. Trouxeram os cálices de ouro tirados do Templo de Jerusalém; então o rei, os altos funcionários, mulheres e concubinas começaram a beber nesses cálices.
4. Bebiam vinho e louvavam seus deuses de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra.
5. De repente, surgiram dedos de mão humana riscando, por detrás do candelabro, na cal da parede do palácio do rei. O rei viu a mão rabiscando
6. e mudou de cor; seus pensamentos se embaralharam, a espinha desconjuntou e os joelhos batiam um no outro.
7. Aos gritos, ele chamou os astrólogos, magos e adivinhos, e disse aos sábios da Babilônia: "Quem conseguir decifrar esse escrito e dar a sua interpretação, vestirá o manto vermelho com o cordão de ouro no pescoço, e será a terceira autoridade do reino".
8. Chegaram todos os sábios da Babilônia, mas ninguém conseguia decifrar o escrito nem dar a sua interpretação.
9. Com isso, o rei ficava cada vez mais desorientado e pálido, e os seus funcionários perdidos de susto.
10. Foi então que a rainha, atraída pelos gritos do rei e funcionários, entrou na sala do banquete e disse: "Viva o rei para sempre! Não deixe embaralhar suas idéias, nem fique pálido desse jeito!
11. Existe uma pessoa no seu reino que tem o espírito dos deuses santos: no tempo do rei seu pai, achavam que ele tinha uma luz e uma inteligência parecidas com a sabedoria dos deuses. Seu pai, o rei Nabucodonosor, fez dele o chefe dos magos, astrólogos, agoureiros e adivinhos.
12. Pois bem! Já que esse Daniel, a quem o rei deu o nome de Baltassar, tem tanto espírito, conhecimento e luz para interpretar sonhos, decifrar enigmas e resolver problemas, seja ele convocado para que dê a interpretação disso".
13. Daniel foi levado à presença do rei, que lhe perguntou: "Então você é Daniel, um dos judeus exilados que meu pai trouxe de Judá?
14. O que se ouve falar é que você tem o espírito dos deuses, muita luz, muita inteligência e muita sabedoria.
15. Compareceram à minha presença os sábios e astrólogos para decifrarem o escrito e dar a interpretação, mas eles não foram capazes de mostrar o significado de coisa nenhuma.
16. Ouvi falar que você é capaz de interpretar e resolver problemas. Se for capaz de decifrar o escrito e explicar o seu significado, vestirá o manto vermelho com o cordão de ouro no pescoço, e será a terceira autoridade no reino".
17. Daniel respondeu ao rei: "Fique com os seus presentes e dê para outros os seus prêmios. No entanto, eu vou decifrar o escrito e explicar o seu significado.
18. O Deus Altíssimo deu império e poder, glória e honra ao seu pai Nabucodonosor.
19. Por causa da grandeza que Deus lhe deu, todos os povos, nações e línguas temiam e tremiam diante dele, pois ele possuía poder sobre a vida e a morte, exaltava e humilhava conforme queria.
20. Mas quando ficou com idéias de grandeza e espírito soberbo, tornando-se orgulhoso, foi derrubado do seu trono real e perdeu a dignidade:
21. foi afastado da companhia dos seres humanos e, com instinto de fera, passou a morar com burros selvagens e a se alimentar de capim como os bois, enquanto o sereno banhava o seu corpo. Assim ficou até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e dá o trono a quem ele quer.
22. Você, porém, Baltazar, filho dele, mesmo sabendo de tudo isso, não quis se humilhar.
23. Você se revoltou contra o Senhor do céu e trouxe para cá os cálices do Templo, para que você, seus funcionários, mulheres e concubinas bebessem vinho neles, louvando deuses de prata, ouro, bronze, ferro, madeira e pedra, deuses que não enxergam, não escutam, não entendem. Você não glorificou o Deus em cujas mãos está a sua vida e todo o seu caminho.
24. Por isso, Deus mandou essa mão escrever isso.
25. Eis o que está escrito: 'Contado, pesado, dividido'.
26. A explicação é a seguinte: 'Contado': Deus contou os dias do seu reinado e já marcou o limite.
27. 'Pesado': Deus pesou você na balança e faltou peso.
28. 'Dividido': o seu reino será dividido e entregue aos medos e persas".
29. Baltazar mandou vestir Daniel com o manto vermelho e colocar-lhe o cordão de ouro no pescoço, proclamando-o terceira autoridade no reino.
30. Nessa mesma noite, porém, Baltazar, rei dos caldeus, foi morto.

[Daniel 6]Daniel 6



1. E Dario, o medo, lhe sucedeu no trono, com a idade de sessenta e dois anos.

JUSTIÇA PARA GOVERNAR
2. Dario decidiu nomear, em todo o reino, cento e vinte sátrapas com autoridade.
3. Acima deles havia três ministros, aos quais os governadores deviam prestar contas, para que o rei não fosse fraudado. Um dos três era Daniel.
4. Contudo, Daniel estava tão acima dos outros ministros e governadores por causa do seu talento extraordinário, que o rei decidiu dar-lhe autoridade sobre todo o império.
5. Então os ministros e governadores procuraram uma oportunidade para pegar Daniel em algum deslize nas coisas de interesse do império. Mas nada conseguiram encontrar de errado, pois ele era muito honesto, e nada conseguiram achar de incorreto.
6. Reconheceram, então: "Não encontraremos coisa alguma em que pegar Daniel, a não ser em assunto da sua religião".
7. Então os ministros e governadores foram correndo dizer ao rei: "Viva o rei Dario para sempre!
8. Todos os ministros, prefeitos, governadores, autoridades das províncias e conselheiros estão de acordo que Vossa Majestade determine e faça um decreto, segundo o qual toda pessoa que, no prazo de trinta dias, fizer alguma prece a outro deus ou homem que não seja Vossa Majestade, tal pessoa seja jogada na cova dos leões.
9. Majestade, sancione essa lei, assinando este documento, para que ela não possa mais ser alterada ou revogada, de acordo com a legislação dos medos e dos persas".
10. E o rei Dario assinou o documento, sancionando a lei.
11. Ao saber que o rei tinha assinado o documento, Daniel foi para casa. No andar de cima havia uma janela que dava para o lado de Jerusalém. Três vezes por dia ele se ajoelhava ali para rezar e louvar o seu Deus, e assim fazia sempre.
12. Aqueles homens correram até lá e pegaram Daniel rezando e fazendo preces ao seu Deus.
13. Depois foram dizer ao rei: "Vossa Majestade não assinou um decreto, segundo o qual toda pessoa que, no prazo de trinta dias, fizer alguma prece a outro deus ou homem que não seja Vossa Majestade, tal pessoa será jogada na cova dos leões?" O rei respondeu: "A decisão é definitiva e não pode ser revogada, em conformidade com a legislação dos medos e dos persas".
14. Eles disseram ao rei: "Daniel, um dos exilados da Judéia, não deu importância ao decreto de Vossa Majestade, à lei que Vossa Majestade assinou, e continua fazendo suas orações três vezes ao dia".
15. Ao ouvir essa notícia, o rei sentiu-se mal e ficou preocupado com Daniel, querendo salvá-lo. Até o pôr-do-sol, ficou tentando livrá-lo.
16. Aqueles homens foram procurar o rei e disseram: "Vossa Majestade sabe que é lei entre os medos e persas que um decreto sancionado pelo rei não pode ser modificado".
17. Então o rei mandou trazer Daniel e jogá-lo na cova dos leões. E o rei disse a Daniel: "O seu Deus, a quem você adora, vai livrá-lo".
18. Levaram uma pedra para tampar a entrada da cova. Em seguida, o rei lacrou a pedra com a sua marca e a marca dos seus secretários, para que ninguém pudesse alterar nada em favor de Daniel.
19. O rei voltou para o seu palácio e ficou em jejum aquela noite; não lhe levaram as mulheres e ele perdeu o sono.
20. No dia seguinte, ele se levantou bem cedo e foi depressa à cova dos leões.
21. Ao chegar à cova onde estava Daniel, o rei, aflito, gritou: "Daniel, servo do Deus vivo, o seu Deus, a quem você sempre adora, foi capaz de livrá-lo dos leões?"
22. Daniel disse ao rei: "Viva o rei para sempre!
23. O meu Deus mandou o seu anjo para fechar a boca dos leões, e eles não me incomodaram, pois fui considerado inocente diante dele, como também nada fiz de errado contra Vossa Majestade".
24. O rei ficou contentíssimo e mandou que tirassem Daniel da cova. Quando o tiraram, não encontraram nele nenhum arranhão, pois ele confiou no seu Deus.
25. Então o rei mandou trazer aqueles homens que tinham caluniado Daniel e mandou jogá-los na cova dos leões junto com os filhos e mulheres deles. Antes que chegassem ao fundo, os leões já os tinham agarrado e despedaçado.
26. Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas da terra: "Paz e prosperidade!
27. Estou promulgando o seguinte decreto: Por toda parte onde chega o poder da minha autoridade de rei, todos estão obrigados a temer e respeitar o Deus de Daniel, pois ele é o Deus vivo, que permanece para sempre; seu reino nunca será destruído e seu domínio não conhecerá fim.
28. Ele salva e liberta, faz sinais e prodígios no céu e na terra. Ele salvou Daniel das garras dos leões".
29. Daniel teve muito sucesso, tanto no reinado de Dario, quanto no de Ciro, rei dos persas.

[Daniel 7]II. TRIUNFO DO REINO DE DEUS



OS IMPÉRIOS E O REINO

Daniel 7

A HISTÓRIA E OS IMPÉRIOS
1. No primeiro ano de Baltazar, rei da Babilônia, Daniel teve um sonho. Imediatamente escreveu as imagens que lhe povoaram a mente enquanto dormia.
2. Daniel fez o seguinte relato: Durante a noite, tive esta visão: os quatro ventos reviravam o mar imenso.
3. Quatro enormes feras surgiram do meio do mar, cada uma diferente da outra.
4. A primeira parecia um leão com asas de águia. Eu estava olhando, quando lhe arrancaram as asas e as patas foram se erguendo do chão: ela ficou de pé como um homem, e deram-lhe um coração de gente.
5. Depois apareceu uma segunda fera, que parecia um urso. Estava de pé de um lado só e tinha na boca três costelas entre os dentes. Disseram-lhe: "Vamos! Coma bastante carne".
6. Depois vi uma outra fera parecida com leopardo. Tinha no lombo quatro asas de ave e quatro cabeças. E lhe deram o poder.
7. Em seguida, tive outra visão noturna: Vi uma quarta fera, que era medonha, terrível e muito forte. Tinha enormes dentes de ferro, com os quais comia e esmagava tudo, e macetava com os pés o que sobrava. Era diferente das outras feras, porque tinha dez chifres.
8. Eu observava esses chifres, quando no meio deles apontou um outro chifre pequeno. Os três chifres que estavam mais perto deste foram arrancados para lhe ceder o lugar. Nesse chifre havia olhos humanos e uma boca que falava com arrogância.

DEUS DIRIGE E JULGA A HISTÓRIA
9. Eu continuava olhando: uns tronos foram instalados e um Ancião se assentou, vestido de veste branca como a neve, cabelos claros como a lã. O seu trono era como labaredas de fogo, com rodas de fogo em brasa.
10. Um rio de fogo brotava da frente dele. Milhares e milhares o serviam e milhões estavam às suas ordens. Começou a sessão e os livros foram abertos.
11. Eu continuava olhando, atraído pelos insultos que aquele chifre gritava; vi que mataram a fera, fazendo-a em pedaços e jogando-a no fogo.
12. Quanto às outras feras, o poder delas foi tirado, mas foi-lhes dado um prolongamento de vida até um tempo determinado.
13. Em imagens noturnas, tive esta visão: entre as nuvens do céu vinha alguém como um filho de homem. Chegou até perto do Ancião e foi levado à sua presença.
14. Foi-lhe dado poder, glória e reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram. O seu poder é um poder eterno, que nunca lhe será tirado. E o seu reino é tal que jamais será destruído.

O POVO DE DEUS TRIUNFARÁ
15. Eu, Daniel, me senti com o espírito perturbado dentro de mim. As visões de minha mente me deixaram apavorado.
16. Cheguei perto de um dos presentes e lhe perguntei o que era tudo aquilo. Ele me respondeu, dando-me a explicação completa:
17. "As quatro feras enormes são os quatro reinos que surgirão na terra,
18. mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para sempre".
19. Depois eu quis saber o que significava a quarta fera, que era diferente das outras: medonha, com enormes dentes de ferro e unhas de bronze; que comia, esmagava e triturava todo o resto com os pés.
20. Quis saber também o que significavam os dez chifres que havia na sua cabeça, e aquele outro chifre que foi aparecendo e fazendo cair os três que lhe estavam mais perto, e que tinha olhos e uma boca que falava com arrogância e tinha uma envergadura maior que dos outros chifres.


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