Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Observando, vi que esse chifre fazia guerra contra os santos e os derrotava, 22



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21. Observando, vi que esse chifre fazia guerra contra os santos e os derrotava,
22. até chegar o Ancião para fazer justiça aos santos do Altíssimo. E chegou a hora, quando os santos tomaram posse do reino.
23. Ele então me explicou: "Surgirá no mundo um quarto reino, que será diferente dos outros reinos. Ele devorará o mundo inteiro e, depois, pisará e esmagará.
24. Seus dez chifres são dez reis que surgirão nesse reino, e depois deles surgirá outro rei. Ele será diferente dos dez primeiros e derrubará do trono três reis.
25. Blasfemará contra o Altíssimo e perseguirá seus santos; pretenderá modificar o calendário e a lei de Deus. Os fiéis serão entregues em suas mãos por três anos e meio.
26. O tribunal, porém, se instalará e retirará dele o poder e esse rei será destruído e aniquilado até o fim.
27. O reino, o império e a grandeza de todos os reinos que existem debaixo do céu serão entregues ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os impérios o servirão e lhe prestarão obediência".
28. Aqui termina a história. Eu, Daniel, fiquei com os pensamentos embaralhados, empalideci e guardei tudo na memória.

[Daniel 8]O OPRESSOR SERÁ DESTRUÍDO



Daniel 8

1. No terceiro ano do reinado de Baltazar, eu, Daniel, tive uma visão, depois daquela que já havia tido.
2. Observando, vi que estava em Susa, capital da província de Elam. Eu estava olhando e vi que me encontrava junto ao rio Ulai.
3. Levantei os olhos e vi junto ao rio, de pé, um carneiro. Tinha chifres altos, e um era mais alto que o outro, e esse mais alto foi o que apareceu por último.
4. Notei que o carneiro dava chifradas para o poente, para o norte e para o sul. E nenhum animal lhe resistia. Ninguém escapava dele, pois fazia o que queria, e progredia sempre.
5. Eu pensava nisso, quando apareceu um bode, vindo do poente, sobrevoando o mundo inteiro sem tocar o chão. O bode tinha um chifre bem visível entre os olhos.
6. Ele veio na direção do carneiro de dois chifres, que eu tinha visto postado junto ao rio Ulai, e se atirou contra ele com toda a fúria.
7. Eu vi que ele atacou o carneiro, agredindo-o furiosamente e quebrando-lhe os dois chifres. O carneiro não teve forças para resistir. Ele derrubou o carneiro no chão, pisou-lhe em cima e não houve quem livrasse o carneiro do seu poder.
8. O bode progrediu muito mais ainda; porém no auge da sua grande força, o seu grande chifre se quebrou e, no lugar dele, brotaram quatro chifres, cada um voltado para um lado da terra.
9. De um desses chifres nasceu um chifre pequeno, que depois cresceu muito na direção sul, para o nascer do sol e para o lado da nossa terra deliciosa.
10. Cresceu até as alturas do exército do céu e derrubou no chão algumas estrelas desse exército e pisou em cima delas.
11. Até contra o Comandante do exército do céu ele quis se engrandecer, abolindo o sacrifício permanente e abalando as bases do santuário.
12. Entregaram-lhe o exército e o sacrifício cotidiano e expiatório; ele jogou por terra a verdade; e tudo o que fez prosperou.
13. Ouvi dois santos que conversavam. Um perguntava: "Quanto tempo vai durar a visão do sacrifício cotidiano e expiatório, do ídolo abominável, do santuário e do exército calcados aos pés?"
14. O outro respondeu: "Vai durar duas mil e trezentas tardes e manhãs. Depois será feita justiça ao santuário".
15. Eu, Daniel, estava olhando e procurando entender a visão, quando de repente apareceu de pé diante de mim a figura de um homem.
16. Então, vinda do rio Ulai, ouvi uma voz que gritava: "Gabriel, explica a visão para ele".
17. Ele se dirigiu para o lugar onde eu estava. Quando se aproximou, eu me assustei e caí de bruços por terra. Ele disse: "Homem, entenda que a visão se refere ao tempo final".
18. Ele falava comigo e eu, desmaiado, continuava de bruços no chão. Tocou em mim e me fez ficar de pé como estava antes.
19. Depois continuou: "Eu explicarei a você o que acontecerá no tempo final da ira, porque é do tempo final que se trata.
20. O carneiro de dois chifres que você viu é o reino dos medos e dos persas.
21. O bode é o rei da Grécia, e o chifre enorme que tinha entre os olhos é o primeiro rei.
22. Quebrado este, os quatro chifres que cresceram no seu lugar são os quatro reis que substituirão o primeiro, mas não com o mesmo poder.
23. E, no final dos seus reinados, depois de se completarem os seus crimes, surgirá um rei ousado e esperto nas intrigas,
24. de força indomável, prodigiosamente destruidor e bem sucedido em tudo o que faz. Destruirá poderosos e também o povo dos santos.
25. Com a sua astúcia, fará triunfar a fraude em suas ações. Ele se engrandecerá a seus próprios olhos, tranqüilamente destruindo muita gente. Até contra o Chefe dos chefes ele se colocará; mas, sem ninguém fazer nada, ele será destruído.
26. A visão das tardes e manhãs é verdadeira; você, porém, guardará em segredo a visão, porque ela é coisa para daqui a muito tempo".
27. Eu, Daniel, desmaiei e fiquei doente por alguns dias. Depois, levantei-me e continuei cuidando dos assuntos do rei. Ainda estava assustado com a visão e sem poder compreendê-la.

[Daniel 9]RESISTIR ATÉ O FIM



Daniel 9

1. No primeiro ano do reinado de Dario, filho de Xerxes, que era da linhagem dos medos e tinha sido colocado como rei dos caldeus,
2. no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, lia atentamente no livro das profecias de Jeremias o número dos anos que Jerusalém devia permanecer em ruínas: eram setenta anos.
3. Voltei o meu olhar para o Senhor Deus, procurando fazer preces e súplicas com jejum, vestido de pano de saco e coberto de cinza.
4. Então, fiz uma oração ao Senhor Deus, confessando e dizendo: "Ah! Senhor, Deus imenso e terrível, cumpridor da aliança e do amor para com os que te amam e observam os teus mandamentos!
5. Pecamos, praticamos crimes e impiedades, fomos rebeldes e nos desviamos dos teus mandamentos e das tuas sentenças.
6. Não quisemos escutar os profetas, teus servos, que em teu nome falavam aos nossos reis e autoridades, aos nossos pais e a todos os cidadãos.
7. Senhor, do teu lado está a justiça, e para nós fica a vergonha que hoje estamos passando, tanto o cidadão de Judá como o habitante de Jerusalém, e todo o Israel: tanto os que estão perto, quanto os que estão longe, por todos os países por onde tu os espalhaste, por causa dos crimes que praticaram contra ti.
8. Sim, ó Javé, para nós, para nossos reis, nossas autoridades e nossos pais, só fica a vergonha que estamos passando, pois pecamos contra ti.
9. Com o Senhor nosso Deus está a misericórdia e o perdão, porque nos revoltamos contra ele.
10. Não obedecemos a Javé nosso Deus, para andarmos de acordo com as leis que ele nos deu por meio dos profetas, seus servos.
11. Todo o Israel desrespeitou a tua lei e se afastou para não te obedecer. Então caíram sobre nós as maldições e ameaças que estão escritas na lei de Moisés, servo de Deus, pois pecamos contra o Senhor.
12. Ele cumpriu as ameaças que tinha feito contra nós e nossos governantes, mandando sobre Jerusalém uma calamidade como jamais aconteceu debaixo do céu.
13. Toda essa desgraça nos veio tal qual está escrita na lei de Moisés, mas nós não procuramos agradar a Javé nosso Deus, arrependendo-nos de nossos pecados e levando a sério a sua fidelidade.
14. Javé se encarregou dessa desgraça e fez que ela chegasse até nós, pois Javé nosso Deus nos trata com justiça, porque não lhe obedecemos.
15. Agora, Senhor nosso Deus, tu que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão forte, criando para ti essa fama que dura até hoje, nós pecamos e praticamos a impiedade.
16. Senhor, conforme a tua justiça, afasta de Jerusalém, a tua cidade, e do teu santo monte, a ira e a cólera. Por causa dos nossos erros, por causa dos pecados de nossos antepassados, Jerusalém e o teu povo são desprezados pelos povos vizinhos.
17. Agora, Deus nosso, ouve a oração e as súplicas do teu servo e, por causa da tua honra, faze brilhar a tua face sobre o teu Templo destruído.
18. Meu Deus, inclina teu ouvido e escuta-me; abre os olhos e vê a desolação e olha para a cidade sobre a qual foi invocado o teu nome, porque não é confiando em nossa justiça que te pedimos misericórdia, mas sim na tua imensa compaixão.
19. Ouve, Senhor! Perdoa, Senhor! Atende, Senhor! E começa a agir sem demora, por causa da tua honra, meu Deus, pois o teu nome foi invocado sobre esta cidade e sobre o teu povo".
20. Eu ainda falava, fazendo a minha prece, confessando o meu pecado e do meu povo Israel; eu estava apresentando minha súplica a Javé meu Deus em favor do seu monte santo;
21. eu ainda estava fazendo a minha súplica, quando Gabriel, o homem que eu tinha visto no começo da visão, veio voando rápido para perto de mim. Era a hora em que se faz a oferta da tarde.
22. Ele chegou e falou comigo: "Daniel, eu vim dar-lhe uma explicação.
23. Quando você começou a sua súplica, foi pronunciada uma sentença e eu vim lhe contar, porque você é querido. Preste atenção na mensagem e compreenda a visão:
24. setenta semanas foram determinadas para o seu povo e sua cidade santa, para fazer cessar a transgressão, selar o pecado, expiar o crime, para trazer uma justiça perene, até se realizarem a visão e a profecia e ser ungido o lugar santíssimo.
25. Fique sabendo: desde que foi decretada a volta e a reconstrução de Jerusalém, até o príncipe ungido, sete semanas se passarão. Em sessenta e duas semanas, praças e muralhas serão reconstruídas, mas em tempos difíceis.
26. Depois das sessenta e duas semanas, o ungido inocente será eliminado, e a cidade e o Templo serão destruídos por um príncipe que virá. Seu fim será no cataclismo e, até o fim, estão decretadas guerra e destruição.
27. Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana e, durante meia semana, fará cessar ofertas e sacrifícios. Colocará sobre a nave do Templo o ídolo abominável, até que chegue para o destruidor o fim decretado".

[Daniel 10]LIBERTAÇÃO DO POVO DE DEUS



Daniel 10

A APARIÇÃO DO ANJO
1. No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, certa mensagem foi revelada a Daniel, que era chamado de Baltassar. Era mensagem autêntica e falava de uma grande luta. Ele compreendeu a mensagem, graças à visão.
2. Nessa ocasião, eu, Daniel, fiquei de luto por três semanas.
3. Não comi nada que tivesse algum sabor, nem carne e nem vinho entraram em minha boca, nem usei tipo algum de perfume durante três semanas completas.
4. No vigésimo quarto dia do primeiro mês do ano, eu estava à beira do grande rio, o Tigre,
5. quando, de repente, levantei os olhos e vi: era um homem vestido de linho e tendo na cintura um cinturão de ouro puro;
6. o seu corpo era como pedra preciosa e o seu rosto como relâmpago; seus olhos eram como lâmpadas acesas, e seus braços e pernas tinham o brilho do bronze polido; sua voz parecia o clamor de grande multidão.
7. Só eu, Daniel, vi a aparição. Os outros que estavam comigo não viram nada; mesmo assim, caiu sobre eles um medo tão grande que fugiram para se esconder.
8. Fiquei sozinho. Ao ver essa magnífica aparição, me senti desfalecer, meu rosto empalideceu e eu não conseguia me controlar.
9. Ouvi o som de palavras e, ao ouvi-lo, caí sem sentidos com o rosto por terra.
10. A mão de alguém me tocou e sacudiu, fazendo-me ficar de joelhos, com a palma das mãos no chão.
11. Ele me disse: "Daniel, homem querido, entenda a mensagem que vou lhe transmitir. Fique de pé, pois Deus me mandou a você". Ele falou e eu me levantei tremendo.
12. Ele continuou: "Daniel, não tenha medo, pois desde o primeiro dia em que você começou a meditar para entender e se humilhou diante de Deus, as suas palavras foram ouvidas, e é por causa delas que eu vim.
13. Durante vinte e um dias o príncipe dos reis da Pérsia me resistiu, porém Miguel, um dos príncipes supremos, veio em minha ajuda. Eu o deixei lá enfrentando os reis da Pérsia,
14. e vim explicar a você o que acontecerá ao seu povo nos últimos dias, pois ainda existe para esses dias uma visão".
15. Enquanto ele falava essas coisas comigo, caí de bruços e fiquei sem fala.
16. Alguém com aparência de um ser humano tocou meus lábios. Abri a boca e falei para aquele que estava à minha frente: "Meu senhor, a visão me fez retorcer de dor e não consegui me controlar.
17. Como poderia falar o servo do meu senhor, se minhas forças tinham sumido e eu tinha perdido até o fôlego?"
18. De novo, alguém semelhante a um homem me tocou e me deu forças.
19. Ele me disse: "Não tenha medo, homem querido. Tenha calma e seja forte". Foi só ele falar comigo, e eu me senti mais forte. Então eu disse: "Fale então o meu senhor que me devolveu as forças".
20. Ele disse: "Muito bem! Você sabe por que vim procurá-lo? Agora devo voltar para combater contra o príncipe da Pérsia. Quando eu terminar, o príncipe da Grécia chegará.
21. Vou contar-lhe o que está escrito no livro da verdade. Ninguém me dá uma força na luta contra eles, a não ser Miguel, o príncipe de vocês,

[Daniel 11]Daniel 11



1. assim como eu estive ao lado dele, dando-lhe força e ajudando-o no primeiro ano do reinado de Dario.

A PERSEGUIÇÃO DE ISRAEL
2. Agora eu vou lhe contar a verdade. Ainda surgirão três reis na Pérsia, mas o quarto rei que virá depois será o mais rico de todos e empregará toda a sua força e toda a sua riqueza contra os reis da Grécia.
3. Depois aparecerá um rei guerreiro, que terá um grande império e poder absoluto.
4. Logo, porém, que ele surgir, o seu império será dividido e repartido pelos quatro ventos da terra. Seus descendentes não herdarão o seu império, nem será tão poderoso; seu império cairá em mãos alheias.
5. O rei do sul será forte, mas um dos seus generais ficará mais forte do que ele e terá um império maior que o dele.
6. Depois de alguns anos, os dois farão aliança e a filha do rei do sul se casará com o rei do norte, para confirmar acordos. Mas ela não será capaz de sustentar a própria força nem a do seu filho, e acabará derrotada com a sua comitiva, com o seu filho e com o marido que ia dar-lhe força. A seu tempo, porém,
7. surgirá das mesmas raízes dela um broto que ficará no lugar do seu marido. Ele irá com o exército até o esconderijo do rei do norte, e aí vai tratá-lo com dureza.
8. Até os deuses deles, suas estátuas com seus objetos preciosos de ouro e prata, ele os levará como troféu para o Egito. Depois, por alguns anos, deixará em paz o rei do norte.
9. Este tentará invadir o reino do rei do sul, mas será obrigado a voltar para a sua terra.
10. Contudo os filhos do rei do norte vão se armar, reunindo grande e forte exército, e um deles avançará, passando como enchente; e voltará a lutar contra o rei do sul na própria fortaleza deste.
11. E despeitado, o rei do sul sairá para lutar contra ele. O rei do norte procurará resistir com numeroso exército, mas toda essa multidão cairá em poder do rei do sul.
12. Depois de dominar tanta gente, ele ficará com idéias de grandeza. Mas, apesar de vencer tanta gente, ele ficará sem forças.
13. O rei do norte montará outro exército mais numeroso ainda, e no final de algum tempo, alguns anos, ele virá com imenso poderio e muitos recursos.
14. Durante esse tempo, muitos estarão querendo enfrentar o rei do sul, até mesmo alguns indivíduos mais violentos do povo de vocês. Vão querer revoltar-se, pensando estar cumprindo a profecia, mas fracassarão.
15. Então virá o rei do norte, fará um aterro e tomará a cidade cercada de muralhas. As forças do sul não poderão resistir, nem a tropa de elite; para resistir faltarão forças.
16. Depois da invasão, o rei do norte fará o que bem quiser e ninguém será capaz de opor-lhe resistência. Ele se estabelecerá em nossa terra deliciosa, e esta será completamente sua.
17. O rei do norte terá em mente conquistar todo o reino do sul. Fará um acordo com o rei do sul e, para tentar arruiná-lo, lhe dará sua filha em casamento. Mas o projeto não terá êxito.
18. Ele se voltará, então, contra as cidades do litoral e conquistará muitas delas. Contudo, um chefe dará fim à sua arrogância, sem que ele seja capaz de retrucar.
19. Então ele se voltará para o lado das fortalezas do seu próprio país, mas tropeçará e desaparecerá.
20. No seu lugar surgirá outro rei, que vai mandar um cobrador para requisitar o tesouro do Templo. Mas, depois de alguns dias, ele será derrotado sem ira e sem guerra.
21. Em seu lugar, sucederá um miserável, a quem não se dariam as honras da realeza. Mas ele virá sorrateiramente e, com intrigas, tomará o poder.
22. Varrerá exércitos inimigos, aniquilando-os, e vencendo também o príncipe da Aliança.
23. Embora dispondo de pouca gente, com seus cúmplices e à força de traições, pouco a pouco se tornará forte.
24. Sorrateiramente entrará nas regiões mais férteis da província, fazendo o que nem seus pais nem seus avós fizeram: entre seus amigos repartirá os saques, despojos e riquezas e, com tramas, atacará as fortalezas. Mas isso vai durar pouco tempo.
25. Em seguida, contando com grande exército, ele atacará o rei do sul. Este se aprontará para a guerra com exército muito grande e muito forte, mas não poderá resistir, porque cairá vítima de conspirações:
26. os mais íntimos, que comem com ele, é que o derrotarão. O seu exército será arrasado, e muitos morrerão.
27. Os dois reis, com o pensamento voltado para a prática do mal, se assentarão à mesa para falar mentiras; no entanto, não vão conseguir nada, porque o fim vai esperá-los no prazo marcado.
28. Depois o rei do norte voltará para a sua terra com muitas riquezas. O seu pensamento estará voltado contra a santa Aliança. Depois de fazer o que planejava, ele retornará para a sua terra.
29. No prazo marcado ele invadirá novamente o sul, mas desta vez não será como da primeira.
30. Os navios de Cetim lhe virão contra, e ele ficará com medo e voltará atrás para descarregar sua cólera contra a santa Aliança. Ele favorecerá os que abandonaram a santa Aliança.
31. As tropas enviadas por ele se porão em guerra e profanarão o santuário da fortaleza. Abolirão o sacrifício cotidiano e aí instalarão um ídolo abominável.
32. Com lisonjas, ele perverterá os que violam a Aliança, mas o povo dos que reconhecem o seu Deus agirá com firmeza.
33. Os mais conscientes entre o povo esclarecerão muita gente, mas acabarão mortos pela espada, nas fogueiras, castigados com a prisão e o confisco de seus bens, por um período bem longo.
34. Quando eles caírem na desgraça, poucos serão os que virão ajudá-los, e muitos se ajuntarão a eles por adulação.
35. A desgraça de algumas dessas pessoas esclarecidas servirá para purificar, lavar e alvejar, até que chegue o fim, pois o prazo está marcado.
36. Esse rei fará o que bem entender: ele se engrandecerá e se exaltará acima de todos os deuses, e dirá coisas arrogantes até mesmo contra o Deus dos deuses. Terá sucesso até a hora da vingança, porque o que está marcado se cumprirá.
37. Ele não respeitará o deus de seus pais, nem o deus favorito das mulheres, nem qualquer outro deus, pois se julgará superior a todos eles.
38. No lugar desses deuses, ele cultuará o deus das fortalezas. A esses deuses que seus pais não conheceram, ele oferecerá ouro, prata, pedras preciosas e jóias.
39. Para reforçar suas fortalezas, estabelecerá o povo desse deus estrangeiro. A esses preferidos seus ele vai enriquecer muito, vai dar-lhes autoridade sobre muita gente e entre eles repartirá terras como recompensa.

A VITÓRIA FINAL
40. No tempo final, o rei do sul pretenderá lutar contra o rei do norte, mas o rei do norte se lançará contra ele com carros de guerra, cavalos e numerosos navios, invadindo suas terras como enchente.
41. Invadirá também a nossa terra deliciosa, e muita gente vai morrer. Escaparão de suas mãos os edomitas, os moabitas e um resto dos amonitas.
42. Ele porá a mão em todos os países, e nem o Egito escapará dele.
43. Passará a ser dono das riquezas em ouro e prata e de tudo o que houver de mais valioso no Egito. Até os líbios e etíopes formarão a sua comitiva.
44. Contudo, notícias chegadas do oriente e do norte virão assustá-lo. Ele se porá em marcha, cheio de fúria e raiva, para matar e liquidar muita gente.
45. Armará as tendas da sua nobre residência entre o mar e a deliciosa montanha santa. Então chegará o fim, e ninguém o defenderá.

[Daniel 12]Daniel 12



1. Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que protege o povo ao qual você pertence: será uma hora de grandes apertos, tais como jamais houve, desde que as nações começaram a existir, até o tempo atual. Então o seu povo será salvo, todos os que estiverem inscritos no livro.
2. Muitos que dormem no pó despertarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha e a infâmia eternas.
3. Os sábios brilharão como brilha o firmamento, e os que ensinam a muitos a justiça brilharão para sempre como estrelas.
4. Você, Daniel, guarde em segredo esta mensagem, lacre este livro até o tempo final. Muitos o examinarão, e o conhecimento deles aumentará".

O TEMPO DA PERSEGUIÇÃO
5. Eu, Daniel, vi também outros dois homens de pé, à beira do rio, um do lado de cá e o outro do lado de lá.
6. Um deles disse ao homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio: "Quando se realizarão essas coisas maravilhosas?"
7. Ouvi o homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio. Ele levantou as duas mãos e jurou por Aquele que vive eternamente: "Daqui a um ano e dois anos e meio. Quando acabar a opressão do povo santo, aí é que se realizará tudo isso".
8. Eu ouvi, mas não entendi. E perguntei: "Meu senhor, como é que tudo isso vai terminar?"
9. Ele respondeu: "Vá, Daniel! Essa mensagem ficará guardada e lacrada até o tempo final.
10. Muitos ainda serão separados, limpos e expurgados, enquanto os ímpios continuarão praticando a injustiça. Os ímpios não entenderão essas coisas, mas os sábios as compreenderão.
11. A partir do dia em que acabar o sacrifício cotidiano e for instalado no Templo o ídolo abominável, passarão mil, duzentos e noventa dias.
12. Feliz quem souber esperar com perseverança, alcançando mil, trezentos e trinta e cinco dias.
13. Quanto a você, vá em frente até que chegue o seu fim e repouse: você se levantará para receber a sua parte no final dos dias".

[Daniel 13]III. APÊNDICES



A FIEL SUSANA

Daniel 13

DEUS NÃO ABANDONA OS INOCENTES
1. Havia um morador de Babilônia chamado Joaquim.
2. Ele tinha casado com uma mulher de nome Susana, filha de Helcias, e que era muito bonita e muito religiosa.


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