Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Os pais dela eram gente correta e tinham instruído a filha na lei de Moisés. 4



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3. Os pais dela eram gente correta e tinham instruído a filha na lei de Moisés.
4. Joaquim era muito rico e tinha um grande jardim ao lado de sua casa. Os judeus costumavam se reunir aí, porque Joaquim era o mais respeitado de todos eles.
5. Nesse ano, tinham sido nomeados dois juízes, chefes de família conselheiros do povo, aqueles de quem falou o Senhor: "A injustiça brotou na Babilônia, vinda dos velhos juízes que passam por guias do povo".
6. Eles freqüentavam a casa de Joaquim e era aí que as pessoas iam procurá-los quando tinham alguma coisa para resolver.
7. Sempre que o povo ia-se embora, por volta do meio-dia, acontecia que Susana saía para dar umas voltas no jardim do seu marido.
8. Todos os dias, os dois senhores viam Susana sair e dar as suas voltas. Foi assim que começaram a cobiçá-la.
9. Eles procuraram desviar o próprio pensamento para não olhar o céu nem se lembrarem de seus justos julgamentos.
10. Os dois estavam totalmente apaixonados por ela, mas um não contava para o outro a sua paixão,
11. pois tinham vergonha de falar de seus próprios desejos, e o que eles queriam era manter relação sexual com ela.
12. Todos os dias ficavam esperando ansiosamente a hora em que ela passeava.
13. Um dia disseram um para o outro: "Vamos para casa, que já é hora do almoço". Saíram e cada um foi para um lado.
14. Mas, logo em seguida, deram meia-volta e chegaram de novo ao mesmo lugar. Então foram obrigados a falar um ao outro o motivo por que tinham voltado, e acabaram confessando a sua paixão. A partir daí, combinaram procurar juntos uma boa oportunidade para pegá-la sozinha.
15. Os dois estavam esperando ocasião oportuna, quando um dia ela saiu só com duas empregadas, como nos outros dias, e teve vontade de tomar banho no jardim, porque estava fazendo calor.
16. Não havia mais ninguém, a não ser os dois senhores que estavam escondidos, observando Susana.
17. Ela disse às empregadas: "Tragam óleo e perfume e fechem as portas do jardim, que eu vou tomar banho".
18. Fazendo o que a patroa tinha dito, as empregadas fecharam os portões do jardim e saíram por uma porta lateral, a fim de irem buscar o que lhes tinha sido mandado, sem verem os dois senhores que estavam bem escondidos.
19. Foi só as empregadas saírem, e os dois senhores deixaram o esconderijo e foram ao encontro de Susana.
20. E lhe disseram: "Olhe! Os portões do jardim estão fechados e ninguém está vendo a gente. Nós estamos desejando você. Concorde conosco, vamos manter relações.
21. Se não concordar, nós acusamos você, dizendo que um rapaz estava aqui com você e que por isso você mandou as empregadas saírem".
22. Susana deu um suspiro e disse: "A coisa está complicada para mim de todos os lados: se eu fizer isso, estou condenada à morte; se não fizer, sei que não conseguirei escapar das mãos de vocês.
23. Mas eu prefiro dizer 'Não!' e cair nas mãos de vocês; é melhor do que cometer um pecado contra Deus".
24. Em seguida, ela gritou bem forte, mas os dois senhores também gritaram, falando contra ela.
25. Um dos dois correu e abriu os portões do jardim.
26. O pessoal que estava dentro de casa, ao ouvir os gritos no jardim, entrou correndo pela porta lateral, para ver o que tinha acontecido com Susana.
27. Então os dois senhores contaram a sua história. Os empregados ficaram envergonhados, porque nunca se tinha ouvido falar uma coisa dessas contra Susana.
28. No outro dia, quando o povo se reuniu na casa de Joaquim, marido dela, os dois senhores chegaram com a cabeça cheia de planos malvados contra Susana, a fim de condená-la à morte.
29. Na presença do povo, disseram: "Chamem Susana, a filha de Helcias, mulher de Joaquim". Foram buscá-la.
30. Ela chegou, e com ela chegaram também seus pais, seus filhos e todos os seus parentes.
31. Ela era mulher muito delicada e bonita.
32. Aqueles canalhas mandaram tirar-lhe o véu, pois Susana estava com o rosto coberto, só para poderem se inebriar com a beleza dela.
33. Toda a sua família e todos os que a estavam vendo começaram a chorar.
34. Os dois senhores se levantaram no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana.
35. Chorando, ela olhava para o céu, pois seu coração confiava no Senhor.
36. Os dois senhores disseram: "Nós dois estávamos passeando a sós pelo jardim, quando chegou Susana acompanhada das duas empregadas. Logo depois, ela fechou os portões do jardim e mandou as empregadas embora.
37. Então um rapaz foi ao seu encontro e se deitou com ela.
38. Estávamos em outro canto do jardim e, ao ver essa imoralidade, corremos para o lado deles.
39. Vimos os dois agarrados um ao outro, mas não pudemos segurar o rapaz, que era mais forte do que nós. Ele conseguiu abrir o portão e fugir.
40. Seguramos Susana e lhe perguntamos quem era o rapaz,
41. mas ela não quis contar. É esse o nosso depoimento". A assembléia acreditou neles, porque eram anciãos e juízes do povo, e condenou Susana à morte.
42. Então Susana disse em alta voz: "Deus eterno, que conheces o que está escondido e tudo vês antes que aconteça,
43. tu sabes muito bem que eles deram falso testemunho contra mim. Vou morrer, mas sem ter feito nada disso de que me acusam".
44. O Senhor atendeu o clamor dela:
45. ao ser conduzida para a morte, o Senhor despertou o santo espírito de um jovem de nome Daniel.
46. Ele gritou forte: "Eu não tenho nada a ver com a morte dessa mulher. Estou inocente".
47. Todo o povo se virou para ele. E lhe perguntaram: "O que é que você está dizendo?"
48. De pé, no meio deles, Daniel disse: "Como vocês são idiotas, israelitas! Sem julgamento e sem uma idéia clara, vocês acabaram de condenar à morte uma israelita!
49. Voltem para o tribunal, porque foi falso o testemunho desses homens contra ela".
50. Todo o povo voltou correndo. Os senhores do Conselho, chefes de família, disseram a Daniel: "Por favor! Sente-se aqui conosco para nos explicar melhor tudo isso, pois Deus já lhe deu maturidade".
51. Daniel disse: "Afastem longe um do outro, que eu vou interrogá-los".
52. Depois de terem separado um do outro, Daniel disse a um deles: "Homem envelhecido em anos e crimes, agora seus pecados vão aparecer, tudo o que você já praticava,
53. quando dava sentenças injustas, condenando o inocente e deixando livre o culpado. O Senhor diz: 'Cuidado para não condenar à morte o inocente e o justo'.
54. Se você viu mesmo, diga-me: debaixo de que árvore viu os dois abraçados?" Ele respondeu: "Debaixo de um lentisco".
55. Daniel disse: "Muito bem! Você já mentiu direto contra a sua própria cabeça. O anjo de Deus já recebeu ordem de arrebentá-lo ao meio".
56. Depois de mandá-lo embora, Daniel pediu para trazer o outro. E lhe disse: "Raça de Canaã, e não de Judá. A beleza da mulher fez você perder o rumo, a paixão embaralhou seu coração.
57. Isso vocês faziam com as mulheres de Israel, e elas, com medo, se entregavam a vocês; mas esta filha de Judá resistiu à imoralidade de vocês.
58. Diga-me: debaixo de que árvore você viu os dois abraçados?" Ele respondeu: "Debaixo de um carvalho".
59. Daniel disse: "Você acaba de mentir direto contra a sua própria cabeça. Com a espada na mão, o anjo de Deus está esperando para cortá-lo ao meio e acabar com os dois".
60. Toda a assembléia começou a aclamar, dando louvores a Deus que salva os que nele confiam.
61. Depois, todos se ergueram contra os dois velhos, pois de suas próprias bocas Daniel tinha provado que eles estavam mentindo. Fizeram com eles o que queriam fazer com Susana,
62. de acordo com a lei de Moisés. E foi assim que, nesse dia, eles condenaram os dois à morte e salvaram uma pessoa inocente.
63. Por causa de sua filha Susana, Helcias e sua mulher, juntamente com Joaquim, marido dela, e todos os parentes, puseram-se a louvar a Deus, pois nada de indecente encontraram nela.
64. E, desde esse dia, Daniel teve grande prestígio entre o povo.

[Daniel 14]BEL E O DRAGÃO



Daniel 14

OS ÍDOLOS NÃO TÊM VIDA
1. Quando o rei Astíages foi colocado no sepulcro da família, Ciro, o persa, lhe sucedeu no trono.
2. Daniel era companheiro do rei e o mais íntimo de seus amigos.
3. Os babilônios tinham um ídolo chamado Bel. Com ele, gastavam todos os dias doze sacas da melhor farinha de trigo, quarenta ovelhas e seis barricas de vinho.
4. O rei adorava esse ídolo e todos os dias lhe prestava culto. Daniel, ao contrário, só adorava o seu próprio Deus.
5. Um dia o rei lhe perguntou: "Por que você não presta culto a Bel?" Daniel respondeu: "Porque eu não adoro imagens fabricadas pelo homem, mas só ao Deus vivo que criou o céu e a terra e é Senhor de todo ser vivo".
6. O rei disse: "E você acha que Bel não é um deus vivo? Não vê quanta coisa ele come e bebe todos os dias?"
7. Daniel sorriu e disse: "Não se deixe enganar, Majestade! Por dentro Bel é de barro e por fora é de bronze; ele jamais comeu ou bebeu coisa alguma".
8. Furioso, o rei mandou chamar os sacerdotes de Bel e lhes disse: "Se vocês não me disserem quem come toda essa comida, eu mato vocês. Se me provarem que é Bel quem come tudo isso, então Daniel morrerá, por ter dito uma blasfêmia contra o deus Bel".
9. Daniel disse ao rei: "Faremos o que Vossa Majestade diz". Eram setenta os sacerdotes de Bel, sem contar as mulheres e crianças.
10. O rei foi com Daniel ao templo de Bel.
11. Os sacerdotes de Bel disseram ao rei: "Nós nos retiramos para fora do templo e Vossa Majestade deposita aí a comida e o vinho, e depois fecha a porta do templo, lacrando-a com o carimbo do seu anel. No dia seguinte, se ao voltar ao templo Vossa Majestade não encontrar tudo devorado por Bel, estaremos prontos para morrer. Do contrário, Daniel é quem morrerá, por nos ter caluniado".
12. Eles estavam muito seguros, porque tinham feito uma entrada secreta por baixo da mesa, por onde eles entravam para comer os alimentos.
13. Depois que eles saíram, o rei colocou os alimentos para o deus Bel.
14. Daniel mandou seus empregados trazerem cinza e esparramá-la por todo o templo, à vista apenas do rei. Saíram, fecharam a porta, puseram o lacre com o carimbo do anel do rei e foram embora.
15. À noite, como de costume, foram os sacerdotes com suas mulheres e crianças para comer e beber tudo.
16. No outro dia, o rei e Daniel madrugaram à porta do templo.
17. O rei perguntou a Daniel: "O lacre está intacto?" Daniel respondeu: "Está perfeito, Majestade".
18. Logo que abriram as portas, o rei olhou para a mesa e exclamou: "Tu és grande, Bel! Contigo não existe tapeação nenhuma".
19. Daniel apenas sorriu e gritou para que o rei não entrasse. Disse-lhe: "Olhe para o chão e procure descobrir de quem são essas pegadas".
20. O rei disse: "Estou vendo pegadas de homens, mulheres e crianças!"
21. Irado, o rei mandou trazer presos os sacerdotes com as mulheres e crianças, e eles tiveram que mostrar-lhe a passagem secreta por onde entravam para comer o que estava à mesa.
22. Depois o rei mandou matá-los e entregou o ídolo a Daniel, que o destruiu junto com o seu templo.

OS ÍDOLOS MORREM
23. Havia um dragão enorme adorado pelos babilônios.
24. O rei disse a Daniel: "Você não vai me dizer que ele é de bronze; está vivo, come e bebe. Você não pode negar que é um deus vivo. Então, adore-o também".
25. Daniel respondeu: "Só adoro ao Senhor meu Deus, porque ele é o Deus vivo. Se Vossa Majestade permitir, eu mato este dragão sem espada e sem porrete".
26. O rei disse: "A licença está concedida".
27. Daniel pegou piche, sebo e crinas, cozinhou tudo junto, fez com aquilo uns bolos e jogou na boca do dragão. Ele engoliu aquilo e se arrebentou. Então Daniel disse: "Vejam o que vocês adoravam!"
28. Quando os babilônios ouviram falar disso, ficaram muito indignados e revoltados contra o rei, e diziam: "O rei virou judeu! Quebrou Bel, matou o dragão e assassinou os sacerdotes".
29. E foram dizer ao rei: "Entregue-nos Daniel, senão nós matamos Vossa Majestade com toda a sua família".
30. O rei sentiu que a pressão era muita e, forçado, entregou-lhes Daniel.
31. Eles jogaram Daniel na cova dos leões, onde ficou seis dias.
32. Nessa cova havia sete leões e, todos os dias, jogavam para eles dois condenados e duas ovelhas. Nessa ocasião, não lhes deram nada, para que devorassem Daniel.
33. Na Judéia vivia o profeta Habacuc. Ele fez um cozido, partiu uns pães numa gamela e ia saindo para a roça, a fim de levar essa comida para os trabalhadores.
34. O anjo do Senhor disse a Habacuc: "Esse almoço que você tem aí leve para Daniel, lá na Babilônia, na cova dos leões".
35. Habacuc disse: "Meu senhor, eu nunca vi a Babilônia, nem conheço essa cova!"
36. O anjo do Senhor pegou-o pelo alto da cabeça, carregou-o pelos cabelos e, com a rapidez do vento, colocou-o à beira da cova.
37. Habacuc gritou: "Daniel, Daniel! Pegue o almoço que Deus lhe mandou".
38. Daniel disse: "Tu te lembraste de mim, ó Deus, e nunca abandonas aqueles que te amam".
39. Então Daniel pegou o almoço e comeu. Imediatamente o anjo do Senhor colocou Habacuc de novo no mesmo lugar onde estava antes.
40. No sétimo dia, o rei foi chorar a morte de Daniel. Chegou à beira da cova e lá estava Daniel sentado tranqüilamente.
41. Então o rei exclamou em alta voz: "Tu és grande, ó Senhor, Deus de Daniel! Além de ti não existe outro Deus".
42. O rei mandou retirar Daniel da cova e jogou aí aqueles que pretendiam matá-lo. Foram devorados num instante, na presença do rei.
[Oséias 1]I. O VALOR SIMBÓLICO DE UM CASAMENTO

Oséias 1

TÍTULO
1. Palavra de Javé dirigida a Oséias, filho de Beeri, na época de Ozias, Joatão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, enquanto Jeroboão, filho de Joás, era rei de Israel.

O AMOR NÃO RETRIBUÍDO
2. Começo das palavras de Javé por intermédio de Oséias. Javé disse a Oséias: "Vá! Tome uma prostituta e filhos da prostituição, porque o país se prostituiu, afastando-se de Javé".
3. Então Oséias foi e tomou Gomer, filha de Deblaim. Ela ficou grávida e lhe deu um filho.
4. Javé disse a Oséias: "Dê-lhe o nome de Jezrael, pois logo eu pedirei contas à casa de Jeú pelo sangue de Jezrael, e destruirei o reino de Israel.
5. Nesse dia, quebrarei o arco de Israel no vale de Jezrael".
6. A mulher ficou grávida de novo e deu à luz uma menina. Javé disse a Oséias: "Dê-lhe o nome de 'Não-Compadecida', pois não terei mais compaixão da casa de Israel e não a perdoarei.
7. Eu, porém, me compadecerei da casa de Judá e a salvarei, porque sou Javé, o seu Deus. Não lhes darei a salvação, nem pelo arco, nem pela espada ou guerra, nem pelos cavalos ou cavaleiros".
8. Depois de desmamar a 'Não-Compadecida', Gomer ficou grávida de novo e deu à luz outro menino.
9. Javé disse a Oséias: "Dê-lhe o nome de 'Não-Meu-Povo', porque vocês não são mais o meu povo, e eu não existo para vocês".

[Oséias 2]Oséias 2



SALVAÇÃO FUTURA
1. Os filhos de Israel serão tão numerosos como os grãos de areia do mar, grãos que ninguém pode medir nem calcular. E, então, onde lhes diziam: "Vocês não são o meu povo", nesse mesmo lugar serão chamados "Filhos do Deus vivo".
2. Os filhos de Judá se reunirão com os filhos de Israel, nomearão para si um só chefe e se levantarão da terra, porque será grande o dia de Jezrael.
3. Comecem a chamar seus irmãos de "Povo-Meu" e suas irmãs de "Compadecida".

O AMOR FERIDO
4. Processem a mãe de vocês, processem! Pois ela não é mais minha esposa e eu não sou mais o seu marido. Que ela tire do rosto as suas prostituições e de entre os seios o seu adultério.
5. Senão, eu a deixarei completamente nua, como no dia em que nasceu; farei dela um deserto, a transformarei em terra seca, farei que ela morra de sede.
6. Não terei compaixão de seus filhos, pois são filhos da prostituição.
7. A mãe deles se prostituiu e se desonrou aquela que os gerou. Ela dizia: "Eu vou com meus amantes; eles me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o meu linho, o meu vinho e o meu azeite".
8. Por isso, vou fechar com espinheiros o seu caminho, vou cercá-lo com uma barreira para que ela não encontre suas veredas.
9. Ela correrá atrás de seus amantes sem poder alcançá-los; vai procurá-los, mas não os encontrará. Então dirá: "Quero voltar para o meu primeiro marido; naquele tempo eu era bem mais feliz do que agora".
10. Ela não reconheceu que era eu quem lhe dava o trigo, o vinho e o azeite; quem lhe multiplicava a prata e o ouro, que eram usados para fazer um ídolo.
11. Por isso, retomarei o meu trigo e o meu vinho na época da safra; retomarei a minha lã e o meu linho que cobriam a sua nudez.
12. Porei a nu a sua vergonha ante os olhares de seus amantes. Desta vez ninguém vai arrancá-la de minhas mãos.
13. Acabarei com a sua alegria, com as suas festas e seus dias santos, com os seus sábados e com as celebrações solenes.
14. Arrasarei sua videira e sua figueira, das quais ela dizia: "Esta é a paga que recebi dos meus amantes". Vou transformá-las em matagal, e as feras darão fim a elas.
15. Pedirei contas de quando ela oferecia incenso aos ídolos, de quando se enfeitava de anel e colar para correr atrás de seus amantes e se esquecia de mim - oráculo de Javé.

UM AMOR RENOVADO
16. Agora, sou eu que vou seduzi-la, vou levá-la ao deserto e conquistar seu coração.
17. Aí eu lhe devolverei as videiras, e o Vale da Desgraça se transformará em Porta da Esperança. Aí ela vai me responder como nos dias de sua mocidade, como no dia em que saiu da terra do Egito.
18. Nesse dia - oráculo de Javé - você me chamará "Meu marido" e não mais "Meu ídolo".
19. Vou tirar de seus lábios o nome dos ídolos, e esses nomes nunca mais serão lembrados.
20. Nesse dia, farei em favor deles uma aliança com as feras, com as aves do céu e com os répteis da terra. Eliminarei da terra o arco, a espada e a guerra; e, então, vou fazê-los dormir em segurança.
21. Eu me casarei com você para sempre, me casarei com você na justiça e no direito, no amor e na ternura.
22. Eu me casarei com você na fidelidade e você conhecerá Javé.
23. Nesse dia - oráculo de Javé - eu responderei ao céu e o céu responderá à terra;
24. a terra responderá ao trigo, ao vinho e ao azeite e eles responderão a Jezrael.
25. Eu a semearei na terra, terei compaixão da 'Não-Compadecida' e direi ao 'Não-Meu-Povo': "Você é o meu povo". E ele responderá: "Meu Deus".

[Oséias 3]Oséias 3



UM AMOR POSTO À PROVA
1. Javé me disse: "Vá de novo e ame uma mulher que ama outro homem e que é adúltera, da mesma forma como Javé ama os filhos de Israel, apesar de irem eles atrás de outros deuses que apreciam bolos de uvas passas".
2. Então eu a comprei por quinze moedas de prata e uma carga e meia de cevada,
3. e lhe disse: "Por um bom tempo você ficará em sua casa para mim, sem se prostituir, sem relação com homem nenhum, e eu farei a mesma coisa por você".
4. Porque os filhos de Israel ficarão por muito tempo sem rei e sem chefe, sem sacrifícios e sem monumentos sagrados, sem adivinhação e sem imagens de ídolos.
5. Depois, eles voltarão para procurar a Javé, o seu Deus, e Davi, o seu rei. Tremendo, voltarão, nos dias futuros, a Javé e a seus bens.

[Oséias 4]II. PROCESSO CONTRA UM POVO ADÚLTERO



Oséias 4

CORRUPÇÃO GERAL
1. Ouçam a palavra de Javé, filhos de Israel! Javé abre um processo contra os moradores do país, pois não há mais fidelidade, nem amor, nem conhecimento de Deus no país.
2. Há juramento falso e mentira, assassínio e roubo, adultério e violência; e sangue derramado se ajunta a sangue derramado.
3. Por isso, a terra geme e seus moradores desfalecem; as feras, aves do céu e até peixes do mar estão desaparecendo.

OS SACERDOTES SÃO OS MAIORES CULPADOS
4. Embora ninguém acuse, ninguém conteste, eu levanto acusação contra você, sacerdote!
5. Você tropeça de dia, o profeta tropeça com você de noite e você faz perecer a sua própria mãe.
6. O meu povo está morrendo por falta de conhecimento. Porque você rejeita o conhecimento, eu também o rejeitarei como meu sacerdote; você esqueceu a lei do seu Deus; eu também esquecerei os filhos de você.
7. Quanto mais se multiplicaram, tanto mais pecaram contra mim; trocarei a boa fama deles pela desonra.
8. Esses sacerdotes vivem do pecado do meu povo e querem que o povo continue pecando.
9. Acontecerá a mesma coisa ao povo e ao sacerdote: vou castigar a cada um por seu mau procedimento, vou fazer cada um pagar por todos os seus atos;
10. comerão sem ficar satisfeitos, vão se dar à prostituição sem tirar nenhum proveito, pois eles abandonaram Javé para entregar-se à prostituição.

O POVO SE EXTRAVIA
11. O vinho e o licor tiram a razão.
12. O meu povo consulta um pedaço de madeira, e seu bastão lhe dá uma resposta, porque um espírito de prostituição os extravia e eles se prostituem, afastando-se do seu Deus.
13. Vivem oferecendo sacrifícios no alto dos montes, queimando incenso sobre as colinas ou debaixo de um carvalho, de um salgueiro ou de um terebinto, cuja sombra lhes agrade. Por isso, as filhas de vocês se prostituem e as suas noras cometem adultério.
14. Eu não vou castigar suas filhas por se prostituírem, nem suas noras por cometerem adultério, pois vocês mesmos andam com prostitutas e sacrificam com as prostitutas sagradas. Um povo sem entendimento caminha para a perdição.
15. Se você se faz de prostituta, ó Israel, que não caia Judá no mesmo pecado! Deixem de fazer romarias a Guilgal, não subam a Bet-Áven, não jurem pela vida de Javé.
16. Se Israel é arisco como uma novilha brava, como é que Javé irá guiá-lo como a um cordeiro em campo aberto?
17. Efraim se aliou aos ídolos,
18. e se fez acompanhar de beberrões; entregaram-se à prostituição, preferiram a desonra à dignidade.
19. Um furacão levará tudo em suas asas e eles se envergonharão de seus sacrifícios.

[Oséias 5]Oséias 5



AS AUTORIDADES SÃO CULPADAS
1. Ouçam isto, sacerdotes; preste atenção, casa de Israel; escute, casa do rei! A sentença é contra vocês. Vocês se tornaram uma armadilha preparada em Masfa, uma rede armada sobre o Tabor,
2. e uma fossa profunda em Sitim; mas sou eu quem castigo a todos.
3. Conheço bem Efraim, e Israel não me é estranho! Efraim caiu na prostituição, e Israel se contaminou.


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