Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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BUSCA DA INDEPENDÊNCIA POLÍTICA
1. Quando as nações vizinhas souberam que os judeus tinham reconstruído o altar e consagrado novamente o santuário como antes, ficaram muito irritadas.
2. Resolveram acabar com os descendentes de Jacó que viviam no meio delas, e começaram a matar e eliminar as pessoas do povo judeu.
3. Então Judas atacou os descendentes de Esaú, moradores da Iduméia, na região de Acrabatena, que estavam cercando Israel. Judas derrotou-os fragorosamente, os humilhou e lhes carregou os despojos.
4. Depois Judas lembrou-se das maldades da gente de Beã, que era permanente armadilha e obstáculo para o povo, por causa das emboscadas que armavam pelos caminhos.
5. Ele os obrigou a se refugiarem nas próprias torres. Depois que os cercou, os destruiu: incendiou as torres com tudo e todos que estavam dentro delas.
6. Em seguida, marchou contra os amonitas, onde enfrentou um exército numeroso e bem armado, comandado por Timóteo.
7. Teve de enfrentar muitas batalhas. No final, porém, aqueles foram derrotados por Judas, que os esmagou.
8. Depois de se apossar de Jazer com seus distritos, Judas voltou para a Judéia.
9. Os pagãos que moravam em Galaad também se aliaram contra os israelitas que viviam em seus territórios, querendo eliminá-los. Os israelitas se refugiaram na fortaleza de Datema,
10. e mandaram esta carta a Judas e seus irmãos, dizendo: "Os pagãos se reuniram ao nosso redor contra nós, e querem destruir-nos.
11. Já estão prontos para vir tomar a fortaleza onde nos refugiamos. O comandante do exército deles é Timóteo.
12. Venha livrar-nos das mãos deles, pois muitos dos nossos já tombaram.
13. Todos os nossos irmãos que moravam no distrito de Tobias foram mortos, suas mulheres e filhos foram levados prisioneiros e seus bens foram saqueados. Cerca de mil pessoas já morreram".
14. O pessoal de Judas ainda estava lendo a carta, quando chegaram outros mensageiros vindos da Galiléia. Estavam com as roupas rasgadas e traziam esta notícia:
15. "Todos de Ptolemaida, Tiro, Sidônia e da Galiléia dos pagãos se uniram contra nós, para nos aniquilar".
16. Logo que Judas e os soldados ouviram contar tudo isso, foi convocada uma grande assembléia para resolver o que fazer em favor dos irmãos que estavam em dificuldade, perseguidos pelos pagãos.
17. Judas disse a seu irmão Simão: "Escolha os homens que você quiser e vá libertar os irmãos que estão na Galiléia. Eu e meu irmão Jônatas vamos para Galaad".
18. Para defender a Judéia, deixou o resto do exército, sob o comando de José, filho de Zacarias, e Azarias, chefe do povo.
19. Recomendou-lhes: "Comandem as tropas, mas não entrem no combate contra os pagãos, enquanto não voltarmos".
20. A tropa de Simão era de três mil homens, que deviam ir para a Galiléia; a tropa de Judas era de oito mil, que deviam ir para Galaad.
21. Simão foi para a Galiléia, onde travou várias batalhas contra os pagãos. Enfrentou, esmagou os pagãos
22. e perseguiu-os até as portas de Ptolemaida. Tombaram cerca de três mil deles, e Simão recolheu os despojos.
23. Em seguida tomou os judeus da Galiléia e de Arbates, juntamente com as mulheres, filhos e pertences, e com grande alegria os levou para a Judéia.
24. Enquanto isso, Judas Macabeu e seu irmão Jônatas atravessaram o rio Jordão e caminharam três dias pelo deserto.
25. Aí cruzaram com os nabateus, que foram ao encontro deles amigavelmente e lhes contaram tudo o que havia acontecido aos seus irmãos em Galaad:
26. "Muitos deles estão cercados em Bosora, Bosor, Alimas, Casfo, Maced e Carnain, cidades grandes e fortificadas.
27. Outros se reuniram nas restantes cidades de Galaad, e o inimigo decidiu atacar amanhã as fortalezas, conquistá-las e exterminar, num só dia, todos os que nelas se encontram".
28. Imediatamente Judas e seu exército mudaram de direção e tomaram o rumo de Bosora, atravessando o deserto. Tomou a cidade, matou todos os homens à espada, recolheu os despojos e incendiou a cidade.
29. Partiram daí à noite e foram até à fortaleza.
30. Ao amanhecer, avistaram um grande exército, carregando escadas e máquinas de guerra, para conquistar a fortaleza, e já estavam começando a atacar.
31. Percebendo que a luta já tinha começado e que a gritaria da cidade subia até o céu em meio ao som das trombetas e de um clamor intenso,
32. Judas falou a seus homens: "Lutem hoje por seus irmãos".
33. Distribuiu o pessoal em três alas, por trás dos inimigos, tocando as trombetas e rezando aos gritos.
34. Ao perceber que era o Macabeu, o exército de Timóteo fugiu em debandada, sofrendo uma grande derrota. Nesse dia caíram mortos cerca de oito mil soldados do exército de Timóteo.
35. Daí, Judas se dirigiu para Alimas, atacou e tomou a cidade, matou os homens, recolheu os despojos e incendiou a cidade.
36. Daí, foi para Casfo, Maced, Bosor e outras cidades de Galaad, e as tomou todas.
37. Algum tempo depois desses acontecimentos, Timóteo organizou outro exército e acampou defronte a Rafon, do outro lado do córrego.
38. Judas mandou espionar o acampamento dele, e recebeu estas informações: "Todas as nações vizinhas se aliaram a Timóteo, formando um exército muito grande.
39. Também os árabes estão contratados para ajudá-los, e estão todos acampados do outro lado do córrego, prontos para atacar você". Então Judas saiu para enfrentá-los.
40. No momento em que Judas e seu exército iam se aproximando do córrego, Timóteo disse a seus oficiais: "Se ele atravessar primeiro em nossa direção, não poderemos resistir, porque ele certamente vencerá.
41. Mas, se ele ficar com medo e acampar do lado de lá, então nós atravessaremos e o venceremos".
42. Quando chegou à beira d'água, Judas colocou em forma os oficiais de recrutamento ao longo da margem do córrego, e deu-lhes esta ordem: "Não deixem ninguém acampar. Façam todos atravessar".
43. O próprio Judas foi o primeiro a atravessar na direção do inimigo, e todo o exército o acompanhou. Derrotaram os pagãos, que largaram as armas e se refugiaram no templo de Carnain.
44. Os judeus tomaram a cidade e puseram fogo no templo, queimando todos os que estavam dentro. Destruída Carnain, ninguém mais opôs resistência a Judas.
45. Em seguida, Judas reuniu todos os israelitas que viviam em Galaad, grandes e pequenos, com mulheres, filhos e pertences, uma grande multidão, para levá-los à Judéia.
46. Assim chegaram a Efron, cidade importante e bem fortificada, que ficava no caminho. Não havia jeito de se desviar da cidade, nem por um lado nem por outro; era preciso passar por dentro dela.
47. O pessoal da cidade fechou as portas e reforçou-as com pedras.
48. Judas mandou uma embaixada, com esta mensagem de paz: "Precisamos atravessar o território de vocês, para voltarmos à nossa terra. Ninguém vai lhes fazer mal. Só queremos atravessar". Eles, porém, não abriram as portas.
49. Então Judas mandou avisar pelo acampamento que entrassem todos em forma para o combate, no lugar onde estivessem.
50. Ficaram todos de prontidão e, em seguida, começaram a lutar contra a cidade. O combate durou o dia e a noite toda, até que a cidade se rendeu.
51. Mataram à espada todos os homens, demoliram a cidade, recolheram os despojos e atravessaram a cidade, passando por cima dos cadáveres.
52. Em seguida, atravessaram o rio Jordão, em direção à grande planície que fica diante de Betsã.
53. Judas ficava reunindo os que estavam atrasados e animava o povo por toda a viagem, até chegar à terra de Judá.
54. Então subiram felizes e alegres ao monte Sião, e ofereceram holocaustos, pois tinham conseguido voltar em paz, sem que ninguém morresse.
55. Enquanto Judas e Jônatas estavam em Galaad, e seu irmão Simão se encontrava na Galiléia, diante de Ptolemaida,
56. os dois comandantes do exército, José, filho de Zacarias, e Azarias, ficaram sabendo das façanhas que eles tinham realizado.
57. E comentaram: "Vamos nós também ficar famosos! Vamos lutar contra as nações vizinhas".
58. Mandaram avisar os soldados do exército, que estava sob o comando deles, e se puseram em marcha contra Jâmnia.
59. Górgias e seus homens saíram da cidade para enfrentá-los.
60. Aconteceu que José e Azarias foram derrotados e perseguidos até a fronteira da Judéia. Nessa ocasião, morreram cerca de dois mil homens de tropas de Israel.
61. Foi uma grande derrota para o exército, causada pelo fato de José e Azarias não terem obedecido a Judas e seus irmãos. Eles queriam ficar famosos,
62. mas não eram da descendência dos homens destinados a libertar Israel.
63. O valente Judas e seus irmãos tinham grande prestígio diante de todos os israelitas e também diante das outras nações, aonde chegava a sua fama.
64. As pessoas se aglomeravam em torno deles para aplaudi-los.
65. Judas e seus irmãos marcharam para lutar contra os descendentes de Esaú, na região que fica ao sul. Tomaram Hebron e seus distritos, destruíram suas fortificações e incendiaram as torres que as rodeavam.
66. Daí, partiram para a região dos filisteus, passando por Marisa.
67. Foi nessa ocasião que alguns sacerdotes morreram na guerra, pois quiseram mostrar valentia e entraram em combate imprudentemente.
68. Judas dirigiu-se para Azoto, região dos filisteus, e aí destruiu os altares, queimou as imagens dos deuses deles e saqueou a cidade. Depois, voltou para a terra de Judá.
I Macabeus 6

A MORTE DO OPRESSOR
1. Quando percorria as províncias do planalto, o rei Antíoco ouviu falar que havia na Pérsia uma cidade chamada Elimaida, famosa pela sua riqueza em prata e ouro.
2. Diziam que o templo dessa cidade era muito rico e que havia nele cortinas tecidas de ouro, couraças e armas aí deixadas pelo rei Alexandre, o macedônio, filho de Filipe, que foi o primeiro rei do império grego.
3. Antíoco dirigiu-se para o local, pretendendo tomar e saquear a cidade. Mas não conseguiu, porque o pessoal da cidade, sabendo da sua pretensão,
4. preparou-se para a guerra e o enfrentou. Antíoco teve de fugir, e foi com grande tristeza que deixou o lugar, a fim de voltar para a Babilônia.
5. Ele ainda estava na Pérsia, quando recebeu a notícia de que as tropas enviadas contra a Judéia tinham sido derrotadas
6. e que Lísias tinha tomado a iniciativa de enfrentar os judeus com poderoso exército, mas teve de recuar. Soube também que os judeus ficavam mais perigosos por causa da quantidade de armas, além de outros recursos e despojos que tomavam dos exércitos que iam derrotando.
7. Contaram também que os judeus tinham tirado a abominação que ele colocara sobre o altar de Jerusalém, e que tinham cercado o Templo com muralhas altas como antigamente, fazendo o mesmo em Betsur, cidade que pertencia ao rei.
8. Ao ouvir essas notícias, o rei ficou apavorado e totalmente atordoado, e caiu de cama, doente de tristeza, pois nada estava acontecendo como ele queria.
9. Ficou aí muito tempo, cada vez mais deprimido. Percebendo que ia morrer,
10. chamou todos os grandes e lhes disse: "O sono sumiu dos meus olhos, meu coração está abatido de tanta aflição.
11. Eu disse a mim mesmo: 'A que grau de aflição me vejo reduzido! Como é grande a onda em que estou me debatendo. Eu que era feliz e estimado quando estava no poder!
12. Agora, porém, estou lembrando os males que fiz a Jerusalém, de onde tirei todos os objetos de prata e ouro que nela havia. Lembro-me dos habitantes de Judá que mandei matar sem motivo.
13. Reconheço que é por causa de tudo isso que hoje me acontecem essas desgraças. Agora estou morrendo, cheio de tristeza e em terra estrangeira' ".
14. Chamou Filipe, um dos seus amigos, e passou-lhe a autoridade sobre todo o seu reino.
15. Entregou-lhe a coroa, o manto e o anel, a fim de que levasse esses objetos para o seu filho Antíoco, a quem deveria educar e preparar para ser o rei.
16. E aí mesmo o rei Antíoco morreu, no ano cento e quarenta e nove.
17. Logo que soube da morte do rei, Lísias proclamou como novo rei o filho Antíoco, a quem o mesmo Lísias tinha educado desde criança. E lhe deu o nome de Eupátor.

BUSCA DE INDEPENDÊNCIA ECONÔMICA
18. A tropa aquartelada na fortaleza impedia sempre a passagem dos israelitas para o Templo, e os prejudicava de todas as formas, dando assim apoio aos pagãos.
19. Então Judas resolveu desalojá-los daí. E convocou todo o exército para cercá-los.
20. Reuniram-se todos e no ano cento e cinqüenta fizeram o cerco da fortaleza: prepararam rampas e máquinas de assalto.
21. Alguns, porém, conseguiram escapar do cerco, e a eles se aliaram vários israelitas traidores,
22. que foram juntos procurar o rei e dizer-lhe: "Quando é que o senhor vai fazer justiça e vingar nossos irmãos?
23. Nós nos submetemos voluntariamente a seu pai, seguindo as orientações e obedecendo fielmente às ordens dele.
24. O resultado é que nossos compatriotas cercaram a fortaleza e nos tratam como estranhos. Mais ainda: mataram todos os nossos que lhes caíram nas mãos e saquearam nossas propriedades.
25. E não é só contra nós que eles estão erguendo a mão, mas também contra o território que pertence a você.
26. Hoje, por exemplo, estão cercando a fortaleza de Jerusalém para tentar tomá-la, e já fortificaram o Templo e a cidade de Betsur.
27. Se não os surpreender rapidamente, farão coisas ainda piores, e você não será mais capaz de segurá-los".

UM ATO DE BRAVURA
28. Ao ouvir isso, o rei se inflamou. Reuniu todos os seus amigos, os generais do exército e os comandantes da cavalaria.
29. Foram convocadas também tropas mercenárias, vindas de outros reinos e até das ilhas do mar.
30. O contingente chegou a cem mil soldados de infantaria, vinte mil de cavalaria e trinta e dois elefantes treinados para a guerra.
31. Eles atravessaram a Iduméia, acamparam perto de Betsur e lutaram contra a cidade por muitos dias. Construíram máquinas de guerra, mas os judeus saíam da cidade, queimavam as máquinas e lutavam corajosamente.
32. Então Judas deixou a fortaleza de Jerusalém e foi acampar em Bet-Zacarias, defronte ao acampamento do rei.
33. Então o rei levantou-se de madrugada e transferiu o exército com todo o seu contingente para o caminho de Bet-Zacarias. Aí os dois exércitos se prepararam para a batalha e tocaram as trombetas.
34. Mostravam aos elefantes suco de uvas e de amoras, a fim de incentivá-los para o combate.
35. Distribuíram esses animais no meio das alas do exército. Junto de cada elefante colocaram mil homens encouraçados com malhas de ferro e capacetes de bronze. Além disso, quinhentos cavaleiros escolhidos foram destacados para cada elefante:
36. aonde o elefante ia, eles iam também, sem nunca se separar do animal.
37. Sobre cada elefante havia uma forte torre de madeira, toda coberta, que era presa ao animal por correias. Em cada torre, além do indiano, iam três soldados que combatiam de cima do animal.
38. O restante da cavalaria, protegida pela infantaria, ia nos dois lados do exército, para atacar o inimigo e dar cobertura às alas.
39. Quando o sol começou a brilhar nos escudos de ouro e bronze, a montanha inteira ficou brilhando e faiscando por causa dos escudos, que pareciam tochas acesas.
40. Parte do exército do rei se havia colocado no ponto mais alto dos montes; a outra parte estava mais abaixo. Eles marchavam compacta e ordenadamente.
41. Quem ouvia o vozerio de tanta gente, o tropel dessa multidão e o ruído das armas, ficava apavorado, pois era realmente um exército muito numeroso e bem armado.
42. Judas, porém, foi em frente com o seu exército, a fim de lutar. Do exército do rei caíram seiscentos homens.
43. Eleazar, o Abaron, viu um dos elefantes revestido com as insígnias reais, mais alto do que os outros elefantes; crendo que o rei devia estar aí,
44. resolveu dar a vida para salvar o povo, esperando assim conquistar uma fama eterna:
45. corajosamente, ele se foi enfiando pelo meio das alas do exército, matando à direita e à esquerda. Os pagãos afastavam-se dele para os lados.
46. Acabou chegando bem debaixo do elefante, cravou nele a espada e o matou. O elefante, porém, caiu por cima de Eleazar, e este morreu aí mesmo.
47. Ao ver a força do rei e a capacidade dos seus exércitos, os judeus bateram em retirada.

SOLIDARIEDADE E RECURSOS PARA A LUTA
48. Os soldados do exército do rei foram em direção a Jerusalém, para lutar contra os judeus. O rei cercou a Judéia e o monte Sião.
49. Fez também um acordo com os habitantes de Betsur. Estes saíram da cidade, porque já não tinham provisões para resistir ao cerco, pois era o ano sabático, o repouso da terra.
50. Foi assim que o rei tomou Betsur. Instalou aí uma guarnição para defender a cidade.
51. Ele ficou acampado em volta do Templo por muitos dias. Construiu rampas e diversas máquinas de assalto, lança-chamas, atiradeiras, escorpiões para atirar projéteis e fundas.
52. Mas os judeus também fizeram máquinas de guerra que combatiam as do rei, e ficaram lutando por muitos dias.
53. Nos depósitos não havia mais alimentos, por ser o ano sabático e também porque os que tinham escapado das outras nações para a Judéia consumiram o que sobrara de mantimentos.
54. Ficaram poucos homens no Templo, pois forçada pela fome, a maioria se dispersou, voltando cada qual para a própria terra.
55. Lísias recebeu a notícia de que Filipe, aquele que o rei Antíoco antes de morrer tinha encarregado de educar o filho Antíoco para fazê-lo rei,
56. estava de volta da Pérsia e da Média, acompanhado dos exércitos que tinham ido com o rei. A intenção de Filipe era assumir o poder.
57. Lísias ficou aflito e deu a entender que era preciso sair desse lugar. Disse ao rei, aos generais e aos soldados: "Dia a dia estamos ficando mais fracos. Nossas provisões já são poucas e o lugar que estamos cercando está bem armado. Além disso, os assuntos do reino estão esperando por nós.
58. Vamos estender a mão para essa gente e fazer um acordo com eles e com todos os de sua nação.
59. Vamos reconhecer o direito deles de viver conforme suas leis, como faziam antigamente, pois eles se inflamaram e fizeram tudo isso por causa de suas leis, que nós quisemos abolir".
60. A proposta agradou ao rei e aos generais. Então Lísias mandou aos judeus propostas de paz, que eles aceitaram.
61. O rei e os generais confirmaram o acordo sob juramento, e os que estavam cercados na fortaleza puderam sair sob essas condições.
62. Quando o rei chegou ao monte Sião, viu as fortificações do lugar. Mas, quebrando o juramento que havia feito, demoliu a muralha que havia ao redor de Sião.
63. Em seguida, partiu às pressas para Antioquia, onde encontrou Filipe, que se havia apoderado da cidade. Lutou contra ele e tomou a cidade pela força.

[I Macabeus 7]I Macabeus 7



LUTA EM DUAS FRENTES
1. No ano cento e cinqüenta e um, Demétrio, filho de Selêuco, partiu de Roma e desembarcou com poucos homens numa cidade do litoral, e aí se proclamou rei.
2. Logo que entrou no palácio real dos seus pais, os militares prenderam Antíoco juntamente com Lísias, a fim de apresentá-los a Demétrio.
3. Ao saber do caso, porém, Demétrio disse: "Não quero que vocês me mostrem o rosto desses indivíduos!"
4. Então mataram os dois, e Demétrio ocupou o trono do seu reino.
5. Alguns indivíduos apóstatas e ímpios do povo de Israel, conduzidos por Alcimo, que aspirava ao cargo de sumo sacerdote, se apresentaram
6. e acusaram o seu povo diante do rei, dizendo: "Judas e seus irmãos mataram todos os partidários do rei, e nos expulsaram de nosso país.
7. Mande alguém de sua confiança para examinar a devastação que Judas causou a nós e à província do rei. Castigue a todos eles e àqueles que os apóiam".
8. O rei escolheu Báquides, um dos seus amigos, governador das regiões do outro lado do rio Eufrates, homem importante no reino e da confiança do rei.
9. E o mandou com o ímpio Alcimo, confirmado no cargo de sumo sacerdote, dando-lhe ordem para castigar os israelitas.
10. Eles partiram para a Judéia com grande exército. Báquides mandou alguns mensageiros a Judas e seus irmãos, com falsas propostas de paz.
11. Estes, porém, não deram ouvidos às palavras deles, porque perceberam que tinham vindo com muitos soldados.
12. Apesar de tudo, um grupo de escribas se reuniu com Alcimo e Báquides, para buscar uma solução justa.
13. Os assideus foram os primeiros israelitas a pedir a paz.
14. Pensavam assim: "Quem veio com o exército é um sacerdote da descendência de Aarão. Ele não nos vai trair".
15. Báquides conversou amigavelmente com eles e até jurou: "Nós não vamos fazer nenhum mal, nem a vocês nem a seus amigos!"
16. Os assideus acreditaram neles. Porém Alcimo prendeu sessenta deles e matou-os no mesmo dia, conforme a passagem da Escritura:
17. "Espalharam em volta de Jerusalém os cadáveres e o sangue dos seus devotos, e não havia ninguém para os sepultar".
18. A partir daí, o medo e o pavor tomaram conta do povo. Diziam: "Eles não têm sinceridade nem honradez. Faltaram à palavra e ao juramento".
19. Báquides saiu de Jerusalém e foi acampar em Bet-Zet. Aí mandou prender muitos homens que tinham passado para o seu lado e mais alguns dentre o povo. Em seguida, os matou a todos e jogou na cisterna grande.
20. Depois confiou a região a Alcimo, deixou o exército com ele, a fim de dar-lhe força, e voltou para junto do rei.
21. Alcimo batalhava pelo cargo de sumo sacerdote.
22. Em torno dele reuniram-se todos os agitadores do povo: conseguiram dominar a Judéia e fizeram estrago enorme em Israel.
23. Judas notou que o mal provocado por Alcimo e seus companheiros entre a gente de Israel era muito maior que o provocado pelos pagãos.
24. Percorreu, então, todo o território da Judéia, castigando os traidores e impedindo-os de fazer incursões pelo país.
25. Ao ver que Judas e seus companheiros estavam ficando mais fortes, e reconhecendo-se incapaz de resistir a eles, Alcimo voltou para o rei e os acusou de muitas maldades.

SEM SOLIDARIEDADE NÃO HÁ VITÓRIA
26. Então o rei mandou Nicanor, um dos seus generais mais importantes, inimigo mortal dos israelitas, para exterminar o povo.
27. Nicanor chegou a Jerusalém com numeroso exército e mandou falsas mensagens de paz a Judas e seus irmãos. Dizia:
28. "Não é preciso haver guerra entre mim e vocês! Vou aí com poucos homens para fazer-lhes uma visita de amigo".
29. E foi procurar Judas. Os dois se cumprimentaram amavelmente, mas os inimigos estavam preparados para saquear Judas.
30. No entanto, Judas percebeu que a visita de Nicanor era uma armadilha, e ficou com tal medo, que não quis tornar a vê-lo.


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