Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Nicanor também percebeu que suas intenções tinham sido descobertas e partiu para enfrentar Judas em Cafarsalama. 32



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31. Nicanor também percebeu que suas intenções tinham sido descobertas e partiu para enfrentar Judas em Cafarsalama.
32. Tombaram cerca de quinhentos homens de Nicanor, e os outros fugiram para a Cidade de Davi.
33. Depois disso, Nicanor subiu ao monte Sião. Alguns sacerdotes e anciãos do povo saíram do Templo para cumprimentá-lo cordialmente e mostrar-lhe o holocausto que era oferecido na intenção do rei.
34. Nicanor, porém, caçoou, ridicularizou, cuspiu neles e disse as maiores insolências.
35. E jurou, com raiva: "Se vocês não me entregarem agora mesmo Judas e seu exército, juro que incendiarei este Templo quando eu voltar vitorioso". E saiu daí, furioso.
36. Os sacerdotes entraram no Templo, ficaram de pé diante do altar e do santuário, e começaram a clamar a Deus, chorando:
37. "Tu escolheste esta casa para que o teu Nome fosse invocado sobre ela, para que fosse uma casa de oração e prece para o teu povo.
38. Executa a vingança contra esse indivíduo e seu exército: que eles morram à espada! Lembra-te das blasfêmias deles, e não lhes concedas descanso".
39. Nicanor saiu de Jerusalém e foi acampar em Bet-Horon. Aí veio juntar-se a ele um exército da Síria.
40. Judas acampou em Adasa, com três mil homens, e rezou assim:
41. "Quando os mensageiros do rei disseram insolências, o teu anjo foi ao acampamento deles e matou cento e oitenta e cinco mil homens.
42. Da mesma forma, esmaga hoje este exército que aí está na nossa frente, para que todos fiquem sabendo que Nicanor blasfemou contra o teu Templo. Condena-o na medida do mal que ele praticou!"
43. Os exércitos se enfrentaram no dia treze do mês de Adar, e o exército de Nicanor foi derrotado. Ele foi o primeiro a tombar em combate.
44. Os soldados, quando viram que Nicanor tinha caído morto, deixaram as armas e fugiram.
45. Os judeus os perseguiram durante um dia, desde Adasa até perto de Gazara, tocando as trombetas atrás deles, com toque de alarme.
46. De todos os povoados da Judéia, que ficavam próximos, o povo saía e os cercava, de modo que uns se voltavam contra os outros. Dessa forma, caíram todos mortos à espada, sem sobrar nenhum.
47. Recolheram os despojos e fizeram o saque. Cortaram a cabeça e a mão direita de Nicanor, que ele tinha levantado com desprezo, e as levaram para mostrar ao povo, em Jerusalém.
48. O povo ficou muito alegre e comemorou esse dia como dia de festa.
49. Resolveram celebrar esta data anualmente, no dia treze de Adar.
50. Assim a Judéia ficou tranqüila por algum tempo.

[I Macabeus 8]I Macabeus 8



UM SISTEMA PROMISSOR?
1. Judas ouviu falar da fama dos romanos, que eram poderosos e valentes. Diziam que eram bons para com seus aliados e ofereciam acordo de amizade a quem quer que os procurasse.
2. Falaram-lhe também das guerras e proezas que eles tinham realizado entre os gauleses, como os tinham derrotado e obrigado a pagar-lhes tributo.
3. Falavam também do que eles tinham realizado na região da Espanha, para se apossarem das minas de prata e ouro que havia por aí;
4. e ainda, como dominavam todos os lugares com prudência e persistência, mesmo que algum lugar ficasse muito distante deles. Falavam também dos reis que tinham vindo do outro lado do mundo para guerrear contra eles, e que foram derrotados fragorosamente; outros simplesmente lhes pagavam tributo todos os anos.
5. As notícias falavam também de Filipe e Perseu, reis dos macedônios, e também de outros que tentaram revoltar-se contra os romanos, mas foram subjugados.
6. Diziam ainda que também Antíoco, o Grande, rei da Ásia, tinha enfrentado os romanos com cento e vinte elefantes, cavalaria e carros de guerra, além de numerosa infantaria, e fora esmagado por eles.
7. Os romanos o pegaram vivo e determinaram que ele e seus sucessores pagariam altos tributos e entregariam reféns e territórios.
8. Tomaram as regiões da Lícia, Mísia e Lídia, as mais belas da Ásia, e as entregaram ao rei Eumenes.
9. Os gregos planejaram lutar contra eles e derrotá-los,
10. mas seu plano foi descoberto pelos romanos, que mandaram contra eles um general apenas. Um número imenso deles tombou, mulheres e crianças foram presas. Os romanos saquearam o que eles possuíam, subjugaram o país, destruíram suas fortalezas, e os fizeram escravos, até o dia de hoje.
11. Outros reinos e ilhas que foram capazes de resistir a eles em outra ocasião, por fim foram derrotados e escravizados. Com os seus amigos, porém, e com todos os que confiavam no seu apoio, os romanos sempre conservaram sua amizade.
12. Eles dominaram reis, tanto de perto quanto de longe. Todos os que ouviam o seu nome ficavam com medo.
13. Aqueles a quem eles querem ajudar em suas pretensões ao trono, chegam a ser reis. A quem querem depor, eles depõem. Estão no auge do poder.
14. Apesar de tudo, nenhum deles usa coroa ou manto de púrpura para se engrandecer com essas coisas.
15. Eles organizaram um senado de trezentos e vinte senadores. Diariamente estão se consultando uns aos outros a respeito do povo e da melhor maneira de governá-lo.
16. Para cada ano, confiam a um deles o encargo de dirigir o Senado e governar o país. Todos obedecem a esse único homem, e não existe inveja nem rivalidade entre eles.

O PERIGO DA ALIANÇA COM OS GRANDES
17. Judas escolheu Eupolemo, filho de João, da família de Acos, e Jasão, filho de Eleazar, e mandou os dois a Roma para firmar um acordo de amizade e mútua defesa,
18. com a intenção de sacudir a dominação grega, pois sentiam que o reino dos gregos estava reduzindo Israel à escravidão.
19. Eles partiram para Roma e, depois de longa viagem, entraram no Senado, e disseram:
20. "Judas Macabeu, seus irmãos e todo o povo judeu nos enviaram a Vossas Excelências, a fim de estabelecer entre nós um acordo de amizade e mútua defesa, e para sermos contados entre seus amigos e aliados".
21. Os senadores aprovaram o pedido.
22. Segue a resposta que mandaram escrever em placas de bronze e enviaram a Jerusalém, para ficar aí entre os judeus, documentando o acordo de amizade e a mútua defesa:
23. "Bem-estar aos romanos e aos judeus, em terra e mar, para sempre. Longe deles a espada inimiga.
24. Sempre que Roma for atacada, ou algum de seus aliados, em todos os seus domínios,
25. o povo judeu lutará a seu lado, conforme lhe for possível na ocasião, mas com toda a boa vontade.
26. Por decisão de Roma, aos agressores, ninguém dará ou fornecerá trigo, armas, dinheiro ou navios. E observarão esses compromissos sem receber nada em troca.
27. Da mesma forma, se o povo judeu for atacado, os romanos lutarão ao seu lado com todo o interesse, conforme lhes for possível na ocasião.
28. Por decisão de Roma, aos agressores ninguém dará ou fornecerá trigo, armas, dinheiro ou navios. E observarão esse compromisso lealmente.
29. Isso é o que ficou combinado entre romanos e judeus.
30. Além do mais, se alguma das partes quiser acrescentar ou tirar alguma coisa, só se fará de comum acordo, e o que for acrescentado ou retirado terá força de lei.
31. Quanto aos estragos que o rei Demétrio está provocando aos judeus, nós já lhe escrevemos, nestes termos: 'Por que você oprime tiranicamente os judeus, nossos amigos e aliados?
32. Se eles vierem outra vez queixar-se de você, nós defenderemos os direitos deles, atacando você por terra e mar' ".

[I Macabeus 9]I Macabeus 9



A MORTE DO HERÓI POPULAR
1. Ao ouvir que Nicanor e seu exército tinham sucumbido no combate, Demétrio resolveu mandar novamente Báquides e Alcimo até a Judéia, com a ala direita do exército.
2. Eles tomaram o caminho da Galiléia e acamparam perto de Masalot, no território de Arbelas. Tomaram a cidade e mataram muita gente.
3. No primeiro mês do ano cento e cinqüenta e dois, acamparam diante de Jerusalém.
4. Depois saíram daí e foram em direção de Beerzet, com vinte mil homens de infantaria e dois mil de cavalaria.
5. Judas estava acampado em Elasa, com três mil homens escolhidos.
6. Ao ver o tamanho do exército inimigo, muitos deles começaram a ficar com medo e abandonaram o acampamento, ficando apenas oitocentos homens.
7. Judas viu que seu exército estava se desfazendo, e que a batalha era iminente. Ficou desencorajado, porque não era mais possível reunir novamente os companheiros.
8. Então disse aos que tinham ficado: "Vamos lutar contra o inimigo, se é que ainda podemos lutar contra ele!"
9. Os companheiros tentavam convencê-lo: "Não conseguiremos. Vamos agora salvar as nossas vidas. Depois voltaremos com nossos irmãos, e então lutaremos contra eles. Agora somos muito poucos!"
10. Judas respondeu: "Fugir deles? De maneira nenhuma! Se a nossa hora chegou, vamos morrer com coragem, em favor dos nossos irmãos! Não vamos deixar mancha nenhuma em nossa fama!"
11. Enquanto isso, o exército inimigo saiu do acampamento e se colocou na frente dos judeus. Dividiram a cavalaria em duas alas, enquanto os atiradores de funda e os arqueiros marchavam à frente de todo o exército, com os mais valentes na primeira fila. Báquides estava na ala direita.
12. E o exército avançou dos dois lados, tocando trombetas. Os do lado de Judas também tocaram as trombetas,
13. e o solo tremeu com o barulho dos dois exércitos. Houve uma batalha sem trégua, desde o amanhecer até a tarde.
14. Ao ver que Báquides e a parte mais forte do seu exército estavam do lado direito, Judas reuniu junto de si os que estavam com maior disposição,
15. e com eles atacou a ala direita. Conseguiu persegui-los até a serra de Azara.
16. Os da ala esquerda, quando viram que a ala direita estava em apuros, perseguiram Judas e seus companheiros, e os atacaram por trás.
17. A batalha ficou mais feroz ainda, e de ambos os lados caíram muitos mortos.
18. Judas também caiu, e os outros fugiram.
19. Jônatas e Simão, irmãos de Judas, pegaram o corpo dele e o sepultaram no túmulo da família em Modin,
20. chorando muito. Todo o Israel fez muitas lamentações por ele, e guardou luto por muitos dias, dizendo:
21. "Como pôde morrer o herói, aquele que salvava Israel?"
22. O resto das ações de Judas, suas batalhas e façanhas e sua grandeza não foram escritas, pois seria assunto demais.

IV. JÔNATAS: LUTA E DIPLOMACIA

INSEGURANÇA E PERSEGUIÇÃO
23. Depois da morte de Judas, os apóstatas começaram a levantar-se, e reapareceram todos os malfeitores por todo o território israelita.
24. Nessa época, alastrou-se uma fome terrível, de modo que o país inteiro aderiu a eles.
25. Então Báquides escolheu alguns ímpios e colocou-os como chefes do país.
26. Eles procuravam os partidários de Judas, para levá-los a Báquides, que os castigava e humilhava.
27. Israel caiu numa tribulação tão grande, como nunca tinha havido, desde que os profetas desapareceram.
28. Então todos os partidários de Judas se reuniram e disseram a Jônatas:
29. "Desde que o seu irmão Judas morreu, não surgiu outro homem igual para tomar todas as iniciativas na luta contra os nossos inimigos, especialmente esse Báquides e aqueles que odeiam o nosso povo.
30. Por isso, elegemos você no lugar dele como nosso chefe e guia, para dirigir a nossa luta".
31. Assim Jônatas assumiu o comando no lugar do seu irmão Judas.

RESISTÊNCIA EM SITUAÇÃO PRECÁRIA
32. Báquides soube disso e procurava matar Jônatas.
33. Porém Jônatas, seu irmão Simão e todos os que estavam do seu lado, ao ficarem sabendo disso, fugiram para o deserto de Técua e acamparam perto das águas da cisterna de Asfar.
34. Ao saber disso, Báquides foi, num sábado, com todo o seu exército, para o outro lado do rio Jordão.
35. Jônatas mandou seu irmão João à frente da tropa para pedir aos seus amigos nabateus que cuidassem de toda a bagagem dele, que era muita.
36. O pessoal de Iambri, porém, vindo de Madaba, atacou e agarrou João e tudo o que ele tinha, e se foi, carregando a presa.
37. Depois disso, contaram a Jônatas e Simão que o pessoal de Iambri faria uma grande festa de casamento e, com muita solenidade, estavam trazendo de Nabata a noiva, que era filha de um dos grandes senhores de Canaã.
38. Lembrando-se do assassínio do seu irmão João, eles subiram ao monte e aí se esconderam.
39. Observando, notaram um tropel e grande aparato: era o noivo que vinha, acompanhado de seus amigos e irmãos, para encontrar a noiva, ao som de tamborins e outros instrumentos, e trazendo muitas armas.
40. Os judeus, saindo do esconderijo, os atacaram e mataram; muitos caíram feridos, e os outros fugiram para os montes. Os judeus recolheram os despojos que eles haviam abandonado.
41. Assim, a festa de casamento se transformou em velório, e o som das suas músicas em cântico fúnebre.
42. Após ter vingado a morte do seu irmão, voltaram para as margens pantanosas do rio Jordão.
43. Ao saber disso, Báquides foi, num sábado, com todo o seu exército, para o outro lado do rio Jordão.
44. Jônatas disse aos que estavam com ele: "Vamos lutar pela nossa própria vida, pois hoje não é como das outras vezes.
45. Vamos ter luta pela frente e pelas costas, pois temos as águas do Jordão de um lado e brejo e matagal do outro. Não há por onde escapar.
46. Portanto, clamem a Deus, pedindo que possamos nos salvar das mãos de nossos inimigos".
47. Travou-se a batalha. Jônatas esteve a ponto de atingir Báquides, mas este escapou, desviando-se para trás.
48. Então Jônatas e seus companheiros se jogaram no rio Jordão e o atravessaram a nado, mas o pessoal de Báquides não atravessou o rio para persegui-los.
49. Nesse dia, Báquides perdeu cerca de mil homens.

IMPOSSÍVEL GOVERNAR SEM O POVO
50. Báquides voltou para Jerusalém e passou a construir cidades fortificadas na Judéia. Construiu fortalezas em Jericó, Emaús, Bet-Horon, Betel, Tamnata, Faraton e Tefon, todas com muralhas bem altas, portões e trancas.
51. Em cada uma delas colocou um pelotão de soldados para combater contra Israel.
52. Fortificou também as cidades de Betsur, Gazara e a fortaleza, colocando aí contingentes militares e mantimentos.
53. Tomou os filhos dos dirigentes do país como reféns e deixou-os presos na fortaleza, em Jerusalém.
54. No segundo mês do ano cento e cinqüenta e três, Alcimo mandou derrubar o muro do pátio interno do Templo. Ele pretendia destruir o que os profetas tinham feito, mas apenas começou a executar a demolição.
55. Na mesma ocasião, ele caiu doente, e suas obras foram interrompidas. Sua boca ficou paralisada, de modo que não podia falar, nem dirigir a sua casa.
56. Pouco depois, morreu no meio de grandes sofrimentos.
57. Báquides, ao saber da morte de Alcimo, voltou para junto do rei, e a Judéia ficou tranqüila por dois anos.

UM PASSO À FRENTE
58. Todos os apóstatas se reuniram em conselho e combinaram: "Vejam como Jônatas e seus companheiros estão vivendo tranqüilos e seguros! Vamos trazer Báquides de volta, e ele será capaz de prendê-los todos numa só noite".
59. Então foram conversar com Báquides.
60. Este marchou com grande exército e, ao mesmo tempo, mandou instruções secretas a todos os seus colaboradores na Judéia, para que ajudassem a pegar Jônatas e seus companheiros. Mas nada conseguiram, porque o plano deles foi descoberto.
61. Os companheiros de Jônatas prenderam e mataram uns cinqüenta homens do território, que eram os cabeças dessa traição.
62. Jônatas, Simão e seus companheiros fugiram para Bet-Basi, na região do deserto. Reconstruíram e fortificaram o lugar.
63. Logo que soube disso, Báquides juntou toda a sua tropa, mandou avisar o pessoal da Judéia
64. e foi cercar Bet-Basi. Lutou contra a cidade por muito tempo e fez até máquinas de assalto.
65. Jônatas deixou o irmão Simão na cidade, e saiu para campo aberto com número reduzido de companheiros.
66. Derrotou Odomer e seus irmãos e também o pessoal de Farison, que estava no acampamento. Assim eles começaram a vencer e foram crescendo em forças.
67. Enquanto isso, Simão e os que tinham ficado com ele saíram da cidade e puseram fogo nas máquinas de assalto.
68. Em seguida, lutaram diretamente contra Báquides, e o derrotaram. Báquides ficou muito humilhado, porque seu plano e campanha tinham sido inúteis.
69. Ficou furioso contra os apóstatas, que lhe tinham aconselhado a fazer essa expedição; matou muitos, e resolveu voltar para a sua terra.
70. Ao saber da decisão de Báquides, Jônatas mandou embaixadores para propor-lhe a paz e a troca de prisioneiros.
71. Ele aceitou, fez o que Jônatas propôs e jurou que nunca mais iria prejudicá-lo durante toda a vida.
72. Devolveu os prisioneiros que tinha feito na Judéia, voltou para a sua terra e nunca mais fez incursões no território judaico.
73. Assim Israel ficou livre da guerra. Jônatas foi morar em Macmas, começou a governar o povo e fez desaparecer os ímpios do meio de Israel.

[I Macabeus 10]I Macabeus 10



NÃO SE TORNAR JOGUETE DOS PODEROSOS
1. No ano cento e sessenta, Alexandre, filho de Antíoco Epífanes, embarcou, tomou posse de Ptolemaida, foi bem recebido, e aí começou a reinar.
2. Ao receber a notícia, o rei Demétrio reuniu enorme exército e partiu para enfrentá-lo.
3. Demétrio enviou a Jônatas uma carta com palavras amigas, prometendo engrandecê-lo muito.
4. Ele pensava: "Vamos fazer logo um acordo com ele, antes que ele faça acordo com Alexandre e contra nós.
5. Caso contrário, ele poderá lembrar todo o mal que nós lhe fizemos, a ele, aos seus irmãos e a toda a sua gente".
6. Nessa carta, dava-lhe autoridade para recrutar exército, fabricar armas e ser aliado seu, além de ordenar que lhe fossem entregues os reféns que estavam na fortaleza.
7. Jônatas foi até Jerusalém e leu a carta para todo o povo, de modo que pudessem ouvir também os que estavam na fortaleza.
8. Todos ficaram muito assustados ao ouvir que o rei lhe tinha dado autorização para recrutar exército.
9. Os que estavam na fortaleza entregaram-lhe os reféns, que Jônatas devolveu às suas famílias.
10. Jônatas passou a morar em Jerusalém, e começou a reconstruir e restaurar a cidade.
11. Aos que estavam executando a reforma das muralhas, em volta do monte Sião, mandou que usassem pedras quadradas, para ficar mais resistentes. Eles assim fizeram.
12. Então os estrangeiros que estavam nas fortalezas, construídas por Báquides, fugiram.
13. Cada um abandonou o posto e foi embora para a sua terra.
14. Somente em Betsur ficaram alguns apóstatas que tinham abandonado a Lei e os mandamentos. Aí era o refúgio deles.
15. O rei Alexandre soube das promessas que Demétrio tinha feito a Jônatas. Contaram-lhe também as batalhas e façanhas que Jônatas e seus irmãos tinham realizado e as dificuldades que tinham superado.
16. Ele comentou: "Nunca iremos encontrar homem igual a esse! Vamos fazer dele um amigo e aliado nosso!"
17. Então, enviou-lhe uma carta nestes termos:
18. "Do rei Alexandre ao seu irmão Jônatas. Saudações!
19. Estamos bem informados a seu respeito e sabemos que você é homem corajoso e forte, com qualidades para ser nosso amigo.
20. Por isso, nós o nomeamos hoje sumo sacerdote do seu povo, e terá o título de amigo do rei. Nós confiamos que você estará conosco em nossos objetivos e que será sempre nosso amigo". E lhe mandou um manto de púrpura e uma coroa de ouro.
21. Na festa das Tendas, no sétimo mês do ano cento e sessenta, Jônatas começou a usar as vestes sagradas. Enquanto isso, ia também recrutando soldados e fabricando muitas armas.

DISCERNIR PARA NÃO PERDER
22. Demétrio ouviu falar disso, e ficou muito contrariado. Pensou:
23. "O que será que fizemos para Alexandre conseguir passar na nossa frente e conquistar a amizade dos judeus?
24. Também eu vou escrever-lhes palavras de encorajamento, de elogios e com promessa de donativos, para ficarem do meu lado".
25. E mandou-lhes uma carta redigida nestes termos: "Do rei Demétrio ao povo judeu. Saudações!
26. Ficamos muito contentes ao saber que vocês estão observando os acordos feitos conosco, e que continuam nossos amigos fiéis, sem passar para o lado de nossos inimigos.
27. Continuem sendo fiéis a nós e retribuiremos com benefícios tudo aquilo que fizerem por nós:
28. isentaremos vocês de muitos impostos e concederemos favores.
29. A partir de agora, eu libero e isento todos os judeus de pagar o tributo e o imposto sobre o sal e sobre o ouro da coroa.
30. Renuncio à terça parte da produção de plantações anuais e à metade do fruto das árvores a que eu teria direito. A partir de hoje e para todo o sempre, deixo de recolher tudo isso da Judéia e de seus três distritos anexos da Samaria e da Galiléia.
31. Jerusalém seja uma cidade santa e isenta, junto com o seu território, sem dízimos e sem impostos.
32. Renuncio também ao poder sobre a fortaleza que está em Jerusalém, passando-a para o sumo sacerdote, a fim de que coloque aí homens por ele escolhidos para guardá-la.
33. Dou gratuitamente a liberdade a todo prisioneiro de guerra que tenha sido levado da Judéia para qualquer parte do meu reino. Todos ficarão livres de qualquer tributo, inclusive sobre os animais.
34. Todos os dias de festa, sábados, luas novas, dias santos, como também os três dias antes e três dias depois de cada festa, serão dias de isenção e anistia de impostos para todos os judeus que moram no meu reino.
35. Ninguém estará autorizado a perturbar ou incomodar nenhum judeu por nenhum motivo.
36. Serão recrutados cerca de trinta mil judeus para os exércitos do rei, e eles receberão o mesmo pagamento que as outras tropas reais.
37. Alguns deles serão destacados para as maiores fortalezas do rei, e outros serão nomeados para cargos de confiança no reino. Seus chefes e comandantes serão escolhidos entre eles, e todos poderão viver de acordo com suas próprias leis, conforme o rei determina para toda a Judéia.
38. Quanto aos três distritos da província da Samaria que foram anexados à Judéia, sejam com ela considerados dependentes de um só governo e não estejam debaixo de nenhuma outra autoridade que não seja a do sumo sacerdote.
39. Faço doação de Ptolemaida e sua região para o Templo de Jerusalém, a fim de cobrir as despesas do culto.
40. Farei também a cada ano um donativo pessoal de quinze mil moedas de prata, tiradas dentre as rendas do rei, que serão recolhidas em localidades mais convenientes.
41. E o que ainda devo, isto é, o que não foi pago pelos meus encarregados, como se fazia no começo, agora será tudo entregue para as obras do Templo.


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