Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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42. Além disso, as cinco mil moedas de prata que eram recolhidas, a cada ano, das rendas do Templo, vou deixar de recolher, porque pertencem aos sacerdotes oficiantes.
43. Ficam anistiados todos os que fugirem para o Templo ou para sua área, por causa de impostos reais ou por qualquer outra cobrança, assim como lhes fica também garantida a posse de tudo o que é seu, dentro do meu reino.
44. As despesas com a reconstrução e restauração do Templo ficam por conta do tesouro real.
45. Também sairão do tesouro real as despesas para a reconstrução das muralhas de Jerusalém e para as fortificações ao seu redor. E a mesma coisa para se reerguerem outras muralhas na Judéia".
46. Jônatas e o povo ouviram as propostas de Demétrio, mas não acreditaram, nem as aceitaram, pois estavam muito bem lembrados do grande mal que ele tinha feito contra Israel e como os havia oprimido.
47. Preferiram Alexandre, que foi o primeiro a lhes enviar mensagens de paz, e tornaram-se aliados permanentes dele.
48. Então o rei Alexandre reuniu grande exército e partiu para lutar contra Demétrio.
49. Os dois reis travaram combate, mas o exército de Demétrio acabou fugindo. Alexandre foi em sua perseguição e o derrotou.
50. A batalha foi muito dura e demorou até o pôr-do-sol. E, nesse dia, Demétrio morreu.

AMBIGÜIDADE PÓS-REVOLUCIONÁRIA
51. Alexandre enviou embaixadores a Ptolomeu, rei do Egito, com a seguinte mensagem:
52. "Após voltar para o meu reino, e depois de me sentar no trono real dos meus pais e assumir o poder, esmaguei Demétrio e recuperei o nosso território.
53. Travei batalha contra ele e seu exército, e o derrotei. Em seguida, sentei-me no trono real dele.
54. Agora façamos aliança entre nós: dê-me sua filha como esposa, e eu me tornarei seu genro. Para você e para ela darei presentes dignos de você".
55. O rei Ptolomeu respondeu: "Feliz o dia em que você voltou para a terra dos seus pais, e se assentou no trono real!
56. Farei o que você propôs na carta, mas venha ao meu encontro em Ptolemaida, para que possamos ver-nos pessoalmente. Aí eu me tornarei seu sogro, como você pediu".
57. Ptolomeu partiu do Egito, levando consigo a filha Cleópatra, e foi até Ptolemaida, no ano cento e sessenta e dois.
58. O rei Alexandre foi ao seu encontro. Ptolomeu entregou-lhe sua filha Cleópatra e celebrou o casamento em Ptolemaida, com grandes solenidades, como os reis costumam fazer.
59. O rei Alexandre escreveu também para Jônatas, convidando-o a ir ao seu encontro.
60. Jônatas foi a Ptolemaida com todo o aparato, e aí encontrou os dois reis. Deu prata, ouro e muitos presentes a eles e seus amigos. Foi muito bem tratado por eles.
61. Ajuntou-se, porém, contra ele a peste de Israel, alguns apóstatas prontos para acusá-lo. Mas o rei não lhes deu atenção.
62. Ao contrário, mandou Jônatas trocar as roupas, e o revestiram com púrpura. E assim foi feito.
63. Em seguida, o rei fez com que ele se sentasse ao seu lado. E falou aos oficiais: "Saiam com ele pela cidade e anunciem para que ninguém o acuse de nada, nem o perturbe por motivo nenhum".
64. Quando os acusadores viram o prestígio de Jônatas, as proclamações do arauto e a púrpura com que estava vestido, fugiram todos.
65. E o rei lhe deu honra ainda maior, colocando-o entre os seus maiores amigos e o nomeou general e governador.
66. Jônatas voltou para Jerusalém tranqüilo e feliz.

PODER OU DEPENDÊNCIA?
67. No ano cento e sessenta e cinco, Demétrio, filho de Demétrio, foi de Creta para a terra de seus pais.
68. Ao saber disso, o rei Alexandre ficou muito preocupado e voltou para Antioquia.
69. Entretanto, Demétrio nomeou, como seu general, Apolônio, governador da Celessíria. Este reuniu grande exército e acampou perto de Jâmnia. E mandou dizer ao sumo sacerdote Jônatas:
70. "Você é o único que se revoltou contra nós e me deixou em posição ridícula. Por que você conta vantagem contra nós entre as montanhas?
71. Se você confia em seu exército, desça contra nós na planície. Vejamos quem pode mais, porque do meu lado estão as forças das cidades.
72. Pergunte, e você ficará sabendo quem sou eu e quem são os meus aliados. Vão dizer-lhe que vocês não serão capazes de ficar de pé diante de nós, pois seus antepassados fugiram duas vezes no seu próprio país.
73. Vocês não serão capazes de resistir à cavalaria e a este exército tão numeroso, na planície onde não existem pedras, pedreiras, nem lugar para onde fugir".
74. Ao receber o recado de Apolônio, Jônatas ficou alterado, escolheu dez mil homens e saiu de Jerusalém. Seu irmão Simão juntou-se a ele com reforços.
75. Jônatas acampou diante de Jope. Como aí estava uma guarnição de Apolônio, o pessoal da cidade fechou as portas. Então Jônatas atacou a cidade.
76. Os que estavam dentro ficaram com medo, abriram as portas e Jônatas tomou Jope.
77. Ao saber disso, Apolônio convocou três mil cavaleiros, além de poderoso exército, e partiu na direção de Azoto, como se quisesse atravessar a região. Ao mesmo tempo, porém, contando com sua numerosa cavalaria, avançou pela planície.
78. Jônatas marchou atrás dele, na direção de Azoto, e os dois exércitos se enfrentaram.
79. Apolônio tinha deixado mil cavaleiros escondidos na retaguarda,
80. porém Jônatas sabia que tinha uma emboscada atrás de si. Deixou seu exército ficar cercado e permitiu que atirassem flechas contra eles desde o amanhecer até o entardecer.
81. Os soldados resistiram de acordo com as instruções de Jônatas, até que os cavaleiros de Apolônio se cansaram.
82. Quando a cavalaria se cansou, Simão avançou com as tropas e atacou. Os inimigos foram derrotados e começaram a fugir.
83. Os cavaleiros ficaram perdidos pela planície; depois fugiram para Azoto e entraram em Bet-Dagon, templo do seu ídolo, tentando colocar-se a salvo.
84. Jônatas, porém, incendiou Azoto e as cidades vizinhas, após recolher os despojos. Incendiou também o templo de Dagon com todos os que se haviam refugiado dentro dele.
85. Aqueles que tombaram a fio de espada ou morreram queimados chegaram a oito mil.
86. Jônatas partiu daí, e acampou diante de Ascalon. Os habitantes da cidade saíram e o receberam com grande festa.
87. Daí, Jônatas e seus companheiros voltaram para Jerusalém, carregando muitos despojos.
88. O rei Alexandre ouviu contar esses fatos e resolveu conceder mais honrarias a Jônatas.
89. Mandou-lhe, então, uma fivela de ouro, que é costume oferecer aos parentes do rei, e concedeu-lhe também, a título de doação, a propriedade de Acaron e todo o seu território.

[I Macabeus 11]I Macabeus 11



LUTA PELO PODER
1. O rei do Egito reuniu um exército, tão numeroso como a areia da praia, e muitos navios. Ele pretendia dar um golpe para tomar o reino de Alexandre e anexá-lo ao seu.
2. Partiu para a Síria com propostas de amizade. O pessoal de cada cidade abria as portas e saía ao encontro dele, porque Alexandre tinha ordenado que o acolhessem, pois se tratava do seu sogro.
3. Porém, logo que entrava numa cidade, Ptolomeu deixava aí uma guarnição militar.
4. Quando chegou perto de Azoto, mostraram-lhe o templo de Dagon todo incendiado, Azoto e seus arredores em ruínas, cadáveres espalhados, e corpos queimados por Jônatas durante a guerra, pois eles tinham sido amontoados ao longo do caminho.
5. Contaram ao rei tudo o que Jônatas fizera, esperando que o reprovasse, mas ele não disse nada.
6. Entretanto, Jônatas foi ao encontro dele em Jope, com toda a pompa. Os dois se cumprimentaram e aí passaram a noite.
7. Depois Jônatas acompanhou o rei até o rio Elêutero. Em seguida, voltou para Jerusalém.
8. O rei Ptolomeu, de sua parte foi tomando todas as cidades da orla marítima, até chegar a Selêucida, junto ao mar. Eram maus os seus planos contra Alexandre.
9. Mandou emissários ao rei Demétrio com este recado: "Venha, vamos fazer uma aliança: eu lhe dou como esposa a minha filha que está com Alexandre, e será você de fato o rei no reino do seu pai.
10. Estou arrependido de ter dado minha filha como esposa a Alexandre, porque agora ele está querendo me matar".
11. Ptolomeu caluniou Alexandre, porque estava interessado no seu reino.
12. Depois de raptar sua filha, entregou-a a Demétrio. Foi assim que ele mudou de atitude com relação a Alexandre, e a inimizade entre os dois se tornou pública.
13. A seguir, Ptolomeu entrou em Antioquia e se fez coroar como rei da Ásia. Ficou com duas coroas reais: a do Egito e a da Ásia.
14. Enquanto isso, o rei Alexandre estava na Cilícia, porque o povo dessas regiões se havia revoltado.
15. Ao tomar conhecimento do que estava acontecendo, foi lutar contra Ptolomeu. No entanto, este o enfrentou com forças maiores e o derrotou.
16. Alexandre fugiu para a Arábia, a fim de se esconder, enquanto o rei Ptolomeu recebia homenagens.
17. O árabe Zabdiel cortou a cabeça de Alexandre e a mandou a Ptolomeu .
18. Entretanto, o rei Ptolomeu morreu três dias depois, e os soldados que ele tinha deixado nas fortalezas foram mortos pelo pessoal que morava nestas cidades fortificadas.
19. Desse modo, Demétrio começou a reinar no ano cento e sessenta e sete.

A GUERRA CEDE LUGAR À DIPLOMACIA
20. Nessa mesma época, Jônatas reuniu os soldados da Judéia para atacar a fortaleza em Jerusalém, e mandou construir muitas máquinas de assalto para essa luta.
21. Uns maus patriotas, apóstatas, foram dizer ao rei Demétrio que Jônatas tinha cercado a fortaleza.
22. Ao ouvir isso, Demétrio ficou furioso, e resolveu partir imediatamente para Ptolemaida. Escreveu a Jônatas ordenando que suspendesse o cerco à fortaleza e fosse o mais breve possível ao seu encontro em Ptolemaida.
23. Ao receber a carta, Jônatas mandou continuar o cerco. Em seguida, escolheu alguns anciãos de Israel e sacerdotes, e foi pessoalmente enfrentar o perigo.
24. Levando prata e ouro, roupas e outros presentes, apresentou-se ao rei em Ptolemaida, e este o recebeu bem.
25. Alguns apóstatas continuaram falando contra Jônatas,
26. mas o rei Demétrio tratou-o da mesma forma que os reis anteriores, elogiando-o diante de todos os amigos:
27. confirmou-o como sumo sacerdote e nos outros cargos importantes que ele tinha antes, e o considerou como um dos seus principais amigos.
28. Jônatas pediu ao rei que isentasse de impostos a Judéia e os três distritos da Samaria; em compensação, ele lhe mandaria dez toneladas de prata.
29. O rei concordou, e sobre isso lhe escreveu a seguinte carta:
30. "Do rei Demétrio ao seu irmão Jônatas e à nação dos judeus. Saudações!
31. Aqui transcrevemos cópia da carta que escrevemos a respeito de vocês ao nosso parente Lástenes, a fim de que possam dela tomar conhecimento:
32. Do rei Demétrio ao seu pai Lástenes. Saudações!
33. Nós achamos bom favorecer a nação dos judeus, que são nossos amigos e observam tudo o que nos parece justo, por causa das suas boas intenções a nosso respeito.
34. Nós confirmamos para eles a posse do território da Judéia e dos três distritos de Aferema, Lida e Ramataim, que eram da Samaria e foram anexados à Judéia, com tudo o que lhes pertence, em benefício dos sacerdotes de Jerusalém, como compensação pelos impostos que pagavam anualmente ao rei sobre a produção das plantações e dos frutos das árvores.
35. Outros tributos que são devidos a nós como dízimo, o imposto das salinas e as coroas que nos devem, a partir de hoje nós dispensamos os judeus de tudo isso.
36. Nenhuma dessas disposições será revogada, a partir de agora e para todo o sempre.
37. Cuide-se, pois, de fazer uma cópia desse documento, que será entregue a Jônatas, a fim de que o coloque em lugar bem visível na montanha santa".

PODE-SE CONFIAR NOS PODEROSOS?
38. O rei Demétrio sentiu que o país estava em calma e que ninguém mais lhe fazia oposição. Dispensou, então, suas forças armadas, voltando cada um para sua casa, menos os batalhões mercenários recrutados entre as ilhas das nações. Todos os contingentes, porém, que eram do tempo dos seus pais, voltaram-se contra ele.
39. Trifão, antigo partidário de Alexandre, notou que todos os quartéis estavam reclamando contra Demétrio, e foi à procura do árabe Jâmlico, que estava criando o menino Antíoco, filho de Alexandre.
40. Pediu que lhe entregasse o menino para fazê-lo rei no lugar do pai Alexandre. Contou-lhe tudo o que Demétrio tinha feito e como suas tropas o odiavam. E Trifão permaneceu aí muitos dias.
41. Nesse meio tempo, Jônatas mandou pedir ao rei Demétrio que retirasse as guarnições da fortaleza de Jerusalém e das outras fortalezas, pois estavam continuamente provocando Israel.
42. Demétrio mandou a Jônatas esta resposta: "Não farei somente isso por você e pela sua nação. Logo que me for dada oportunidade, darei muito prestígio a você e a seu povo.
43. No momento, eu gostaria que me mandasse alguns homens para lutar ao meu lado, porque todas as minhas tropas me abandonaram".
44. Então Jônatas mandou três mil homens valentes para Antioquia. Quando se apresentaram ao rei, este ficou muito contente.
45. A população da cidade se aglomerou no centro: eram cerca de cento e vinte mil pessoas querendo matar o rei.
46. Ele fugiu para dentro do palácio, enquanto o povo tomava conta das ruas e começava a atacar.
47. Então o rei pediu ajuda aos judeus, que se reuniram todos do lado dele. Depois foram se espalhando pela cidade, e nesse dia mataram cerca de cem mil pessoas.
48. Nesse mesmo dia, incendiaram a cidade, recolheram muitos despojos e salvaram o rei.
49. Os revoltosos viram que os judeus foram capazes de dominar a cidade como quiseram, e perderam a coragem. Começaram a gritar para o rei, dizendo:
50. "Vamos fazer as pazes, e que os judeus parem de nos atacar, a nós e à nossa cidade.
51. Depuseram as armas e fizeram um acordo. Então os judeus cresceram no prestígio diante do rei e de todos os que viviam no seu reino. E voltaram para Jerusalém, levando muitos despojos.
52. Então o rei Demétrio ocupou o trono, e o país ficou em paz sob o seu governo.
53. Demétrio, porém, não cumpriu nenhuma das promessas: distanciou-se de Jônatas e, em lugar de retribuir os serviços que este lhe havia prestado, começou a causar-lhe muitos dissabores.

APROVEITANDO AS INTRIGAS
54. Depois de tudo isso, Trifão voltou, trazendo Antíoco, ainda muito jovem. Antíoco foi proclamado rei e passou a usar a coroa.
55. Todos os contingentes militares que Demétrio tinha dispensado passaram para o lado de Antíoco, lutaram contra Demétrio, que foi derrotado e teve de fugir.
56. Trifão se apossou dos elefantes e tomou a cidade de Antioquia.
57. Então o jovem Antíoco escreveu uma carta para Jônatas, dizendo: "Eu o confirmo como sumo sacerdote, lhe entrego o governo dos quatro distritos e o faço um dos amigos do rei".
58. Mandou-lhe taças de ouro e talheres completos, dando-lhe o direito de beber em taças de ouro, de vestir o manto de púrpura e usar a fivela de ouro.
59. Colocou o irmão dele, Simão, como comandante da região que ia desde a Escada de Tiro até a fronteira com o Egito.
60. Jônatas partiu em expedição pelas cidades do outro lado do rio, e as tropas da Síria se reuniram ao seu lado, para auxiliar nos combates. Chegou assim até Ascalon e o pessoal da cidade o recebeu com festas.
61. Daí foi para Gaza, mas os habitantes da cidade trancaram as portas. Então Jônatas cercou a cidade, saqueou e incendiou seus arredores.
62. Os habitantes de Gaza pediram paz a Jônatas. Ele a concedeu, mas prendeu os filhos de seus governantes como reféns, e os mandou para Jerusalém. Em seguida, atravessou o país até chegar a Damasco.
63. Jônatas ouviu falar que os generais de Demétrio estavam perto de Cedes na Galiléia, com forte exército, pretendendo cortar-lhe o caminho.
64. Então marchou para enfrentá-los, deixando o seu irmão Simão no país.
65. Simão acampou em frente a Betsur, lutou muitos dias contra a cidade e, por fim, conseguiu fechar-lhe todas as saídas.
66. Os habitantes pediram paz e ele a concedeu. Contudo, obrigou-os a abandonar a cidade, ocupou-a, e nela colocou uma guarnição.
67. Enquanto isso, Jônatas e seu exército acamparam perto do lago de Genesar, e de manhã cedo rumaram para a planície de Asor.
68. O exército dos estrangeiros enfrentou-os na planície, mas deixaram nos montes uma emboscada contra Jônatas. Enquanto os primeiros o atacavam pela frente,
69. os da emboscada saíram e começaram também a lutar.
70. Todos os companheiros de Jônatas fugiram. Ficaram apenas Matatias, filho de Absalão, e Judas, filho de Calfi, que eram generais do exército.
71. Diante disso, Jônatas rasgou as roupas, cobriu a cabeça de terra e rezou.
72. Depois saiu para a luta contra os inimigos e os derrotou, fazendo-os fugir.
73. Seus companheiros, que estavam fugindo, tornaram a se unir com Jônatas e perseguiram os inimigos até Cedes, onde estava o acampamento inimigo. Aí chegando, acamparam.
74. Nesse dia, morreram cerca de três mil soldados estrangeiros. E Jônatas voltou para Jerusalém.

[I Macabeus 12]I Macabeus 12



UMA NAÇÃO ENTRE AS OUTRAS?
1. Vendo que o tempo estava trabalhando em seu favor, Jônatas escolheu alguns homens e os mandou a Roma, para confirmar e renovar a amizade com os romanos.
2. Para Esparta e outros lugares, enviou cartas com a mesma finalidade.
3. Tendo chegado a Roma, os mensageiros de Jônatas entraram no Senado e disseram: "O sumo sacerdote Jônatas e a nação dos judeus nos mandaram aqui para renovar o acordo de amizade e mútua defesa, como antigamente".
4. Os romanos deram-lhes salvo-conduto, para que pudessem chegar à Judéia sãos e salvos.
5. Cópia da carta que Jônatas escreveu aos espartanos:
6. "Do sumo sacerdote Jônatas, do conselho da nação, dos sacerdotes e do povo judeu em geral, aos irmãos espartanos. Saudações!
7. Já no passado foi enviada ao sumo sacerdote Onias uma carta da parte de Ario, rei de vocês, dizendo que vocês são nossos irmãos. Anexamos uma cópia dessa carta.
8. Onias recepcionou com honras o portador da carta e aceitou a carta onde se falava de amizade e aliança.
9. Nós, porém, não precisamos disso, pois temos o apoio dos livros sagrados que estão em nossas mãos.
10. Mesmo assim, estamos tentando renovar a fraternidade e a amizade nossa com vocês, para não nos tornarmos estranhos uns aos outros, pois já faz muito tempo que vocês nos mandaram a carta.
11. Durante todo esse tempo, sem qualquer interrupção, nas festas e outros dias estabelecidos, nos lembramos de vocês durante os sacrifícios que oferecemos e nas orações, como é necessário fazer quando a gente se lembra dos irmãos.
12. Estamos contentes com o sucesso de vocês.
13. Nós, porém, estamos cercados de dificuldades e enfrentando muitas tribulações e guerras, pois os reis nossos vizinhos nos atacaram.
14. Não quisemos incomodá-los com essas guerras, como de resto a nenhum dos outros nossos amigos e aliados,
15. porque nós temos a ajuda do Céu. Desse modo, nos livramos dos nossos inimigos, que foram humilhados.
16. Agora, escolhemos Numênio, filho de Antíoco, e Antípatro, filho de Jasão, como embaixadores nossos junto aos romanos, a fim de renovar nossa antiga amizade e aliança com eles.
17. Determinamos também que eles mesmos fossem transmitir a vocês nossos cumprimentos e levar esta carta, que tem por objetivo renovar nossa fraternidade.
18. Finalmente, gostaríamos de receber uma resposta de vocês ao que nós aqui dizemos".
19. Cópia da carta que eles tinham mandado a Onias:
20. "De Ario, rei dos espartanos, ao grande sacerdote Onias. Saudações!
21. Em documento sobre os espartanos e os judeus, foi descoberto que são parentes, descendentes de Abraão.
22. Assim, a partir do momento em que tivemos conhecimento disso, ficamos desejando muito que vocês nos escrevessem, falando da sua situação atual.
23. De nossa parte, queremos afirmar que o gado e as riquezas de vocês são nossos, da mesma forma que é de vocês tudo o que é nosso. Determinamos que lhes fosse levada uma mensagem nesse sentido".

PREPARANDO A INDEPENDÊNCIA
24. Jônatas ouviu falar que os generais de Demétrio tinham voltado para atacá-lo, trazendo exército mais numeroso que o anterior.
25. Então saiu de Jerusalém e foi enfrentá-los na região de Amatite, para que não lhe invadissem o território.
26. Jônatas mandou espiões ao acampamento inimigo. Ao voltar, contaram que os generais de Demétrio estavam preparados para cair de surpresa sobre os judeus naquela mesma noite.
27. Logo que o sol se pôs, Jônatas deu ordens para que os seus companheiros ficassem vigiando e estivessem armados, preparados para lutar a noite toda, e colocou sentinelas em torno do acampamento.
28. Quando os inimigos souberam que Jônatas e seus companheiros estavam preparados para a batalha, ficaram com medo e se acovardaram; acenderam fogueiras no acampamento e se retiraram.
29. Jônatas e seus companheiros, porém, não notaram nada até de manhã, pois viam as fogueiras acesas.
30. Foi quando saíram em perseguição contra eles, mas não conseguiram alcançá-los, porque já tinham atravessado o rio Elêutero.
31. Jônatas voltou-se, então, para o lado dos árabes, chamados zabadeus, exterminou-os e recolheu os despojos.
32. Em seguida, levantou acampamento e foi para Damasco, percorrendo toda a região.
33. Também Simão partiu para a luta. Atravessou até Ascalon e outros lugares fortificados. Depois foi para Jope e tomou a cidade.
34. De fato, ele tinha recebido notícia de que estavam querendo entregar essa fortaleza aos partidários de Demétrio. Por isso, deixou aí um batalhão de guarda para vigiar a cidade.

GARANTINDO A CAPITAL
35. Jônatas voltou e, em seguida, convocou a assembléia dos anciãos do povo para resolver com eles sobre a construção de lugares fortificados na Judéia,
36. a elevação da muralha de Jerusalém e a construção de uma alta muralha entre a fortaleza e a cidade. Desse modo, haveria separação entre ambas, para que a fortaleza ficasse isolada e seus ocupantes não pudessem vender nem comprar.
37. Então se reuniram para reconstruir a cidade. O muro junto do córrego ao lado oriental caiu, e Jônatas reconstruiu essa parte chamada Cafenata.
38. Simão, por seu lado, reconstruiu na planície a cidade de Adida, fortificou-a e colocou-lhe portões e trancas.

O PROJETO AMEAÇADO
39. Trifão ambicionava tornar-se rei da Ásia, usar coroa e eliminar o rei Antíoco,
40. mas temia que Jônatas não lhe permitisse ou que o atacasse. Por isso, procurava maneiras de o pegar e matar. Levantou acampamento e foi para Betsã.


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