Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Jônatas partiu para enfrentálo em Betsã, levando quarenta mil homens escolhidos para combate ordenado. 42



Baixar 5.7 Mb.
Página151/197
Encontro29.07.2016
Tamanho5.7 Mb.
1   ...   147   148   149   150   151   152   153   154   ...   197

41. Jônatas partiu para enfrentálo em Betsã, levando quarenta mil homens escolhidos para combate ordenado.
42. Quando Trifão viu que Jônatas vinha com poderoso exército, teve medo de prendê-lo.
43. Preparou-lhe, então, uma recepção festiva, apresentando-o a todos os seus amigos, deu-lhe muitos presentes e mandou que seus amigos e todas as suas tropas lhe obedecessem, como se fosse a ele próprio.
44. E perguntou a Jônatas: "Para que você está dando trabalho a um exército tão grande, quando não há ninguém lutando contra nós?
45. Mande esse pessoal voltar para casa. Escolha apenas alguns homens e vamos comigo até Ptolemaida. Vou entregar a você a cidade com as outras fortalezas, o restante do exército e os encarregados de negócios. Em seguida, voltarei para casa. Foi para isso que vim até aqui".
46. Jônatas acreditou nele e fez o que ele propôs: dispensou o exército, que voltou para a Judéia,
47. e ficou com três mil homens apenas. Deixou dois mil na Galiléia, e mil foram com ele.
48. Logo que Jônatas entrou em Ptolemaida, o pessoal da cidade fechou as portas, prendeu Jônatas e matou à espada todos os seus acompanhantes.
49. Em seguida, Trifão mandou o exército e a cavalaria até a Galiléia e a grande planície, para acabar com todos os companheiros de Jônatas.
50. Estes, porém, souberam que Jônatas e seus companheiros tinham sido presos e mortos. Animaram-se mutuamente e foram em coluna cerrada, prontos para entrar em luta.
51. Seus perseguidores viram que eles estavam dispostos a arriscar a vida, e voltaram para trás.
52. Assim, todos puderam voltar tranqüilamente para o país de Judá. Choraram Jônatas e seus companheiros e ficaram com muito medo. E todo o Israel fez grande luto.
53. As nações vizinhas começaram a pensar em acabar com os judeus, dizendo assim: "Eles não têm mais chefe, nem onde se apoiar! Vamos atacá-los e apagar a lembrança deles do meio da humanidade".

[I Macabeus 13]V. SIMÃO



I Macabeus 13

ASSUMINDO A CAUSA DO POVO
1. Simão ouviu falar que Trifão reunira poderoso exército para devastar a Judéia.
2. Viu que o povo estava apavorado e inquieto. Subiu, então, a Jerusalém, reuniu as tropas
3. e procurou animá-las, dizendo: "Vocês sabem o que eu e meus irmãos, a família do meu pai, já fizemos por causa da Lei e do Templo, e conhecem nossas guerras e dificuldades.
4. Todos os meus irmãos morreram pela causa de Israel; sobrei somente eu.
5. Longe de mim, contudo, a idéia de poupar a minha vida, em momento nenhum de tribulação, pois não sou mais do que meus irmãos.
6. Pelo contrário, vingarei o meu povo, o Templo, as mulheres e crianças de vocês, pois todas as nações, movidas pelo ódio, se reuniram para nos esmagar".
7. Ao ouvir essas palavras, todos se encorajaram
8. e gritaram em alta voz: "Você é o nosso comandante no lugar dos seus irmãos Judas e Jônatas!
9. Dirija a nossa guerra, e nós faremos tudo o que você nos mandar".
10. Simão convocou então todos os homens em condições de lutar, mandou terminar a muralha de Jerusalém e fortificar todo o contorno da cidade.
11. Depois enviou Jônatas, filho de Absalão, para Jope, com um grupo considerável. Jônatas expulsou os que estavam ocupando a cidade e nela se estabeleceu.

MORTE DE JÔNATAS
12. Trifão saiu de Ptolemaida com poderoso exército, a fim de ir à Judéia, levando Jônatas como prisioneiro.
13. Simão tinha acampado em Adida, diante da planície.
14. Ao saber que Simão tinha assumido o lugar do seu irmão Jônatas, e que se preparava para combatê-lo, Trifão mandou mensageiros, com este recado:
15. "Mantemos preso seu irmão Jônatas por causa do dinheiro que ele deve ao tesouro real, pelos cargos que exercia.
16. Mande três toneladas e meia de prata, com dois filhos dele como reféns, para que Jônatas não fique contra nós, quando for libertado. Então nós o soltaremos".
17. Simão percebeu que falavam de má fé. No entanto mandou entregar o dinheiro e as crianças, a fim de não provocar mal-estar entre o povo,
18. já que poderiam dizer: "Jônatas morreu porque Simão não mandou o dinheiro, nem os filhos para Trifão".
19. Então ele mandou as crianças e as três toneladas e meia de prata. Trifão, porém, faltou à palavra e não soltou Jônatas.
20. Depois disso, Trifão marchou para invadir e saquear a região, rodeando pelo caminho de Adora. Simão e seu exército o seguiam por toda a parte.
21. Os que estavam na fortaleza enviavam recados a Trifão, solicitando que fosse encontrar-se com eles através do deserto e que lhes mandasse alimentos.
22. Trifão preparou toda a sua cavalaria, mas nessa noite nevou demais. Então ele se afastou da região e foi para Galaad.
23. Quando chegou perto de Bascama, matou Jônatas e aí o enterrou.
24. Em seguida, voltou para a sua terra.
25. Mais tarde, Simão mandou recolher os ossos do seu irmão Jônatas e sepultou-os em Modin, cidade dos seus pais.
26. Todo o Israel chorou muito por ele, e ficou de luto durante muitos dias.
27. Simão construiu um túmulo no lugar onde estavam sepultados seu pai e seus irmãos. Fez um monumento alto, vistoso, com pedras polidas de um lado e do outro.
28. Fez também sete pirâmides voltadas umas para as outras, em memória do seu pai, de sua mãe e de seus quatro irmãos.
29. Para isso construiu adornos artísticos, rodeados de grandes colunas, e colocou armaduras nas colunas para recordação perpétua. Junto das armaduras fez umas figuras de navios, que podiam ser vistas por quem estivesse navegando no mar.
30. Esse túmulo que ele construiu em Modin existe até o dia de hoje.

INDEPENDÊNCIA POLÍTICA
31. Trifão agiu com falsidade também com o jovem rei Antíoco, e o mandou matar.
32. Reinou em lugar dele, usou a coroa de rei da Ásia, e acabou provocando enorme desgraça no país.
33. Simão reconstruiu as fortalezas da Judéia, cercou-as de altas torres e grandes muralhas com portões e trancas, e as abasteceu com mantimentos.
34. Depois escolheu alguns homens e mandou-os ao rei Demétrio, para conseguir a isenção de impostos para o país, pois tudo o que Trifão fazia era roubar.
35. O rei Demétrio respondeu-lhe, com esta carta:
36. "Do rei Demétrio ao sumo sacerdote Simão, amigo dos reis, aos anciãos e à nação dos judeus. Saudações!
37. Recebemos a coroa de ouro e a palma que vocês nos mandaram, e estamos prontos para fazer com vocês uma paz duradoura e escrever aos encarregados dos nossos negócios para que isentem vocês de impostos.
38. Continua em vigor o que nós já determinamos em favor de vocês. As fortalezas que vocês construíram ficam em seu poder.
39. Perdoamos os erros e falhas que vocês cometeram até a presente data, assim como o imposto real que nos devem. Caso devam alguma contribuição em Jerusalém, isso não será exigido.
40. Se alguns de vocês estiverem dispostos a se alistar em nossa guarda pessoal, venham alistar-se. E reine a paz entre nós!"
41. Corria o ano cento e setenta, quando Israel ficou livre do jugo das outras nações.
42. A partir daí, o povo passou a escrever assim as datas em documentos e contratos: "Ano um de Simão, o Grande, sumo sacerdote, general e chefe dos judeus..."

SOLIDIFICANDO A INDEPENDÊNCIA
43. Nesses dias, Simão acampou contra Gazara, e com seu exército a cercou. Construiu uma torre móvel, chegou perto da cidade, atacou-lhe uma das torres e conseguiu tomá-la.
44. Os que estavam na torre móvel saltaram para dentro da cidade, provocando grande agitação.
45. Os homens da cidade subiram na muralha com suas mulheres e filhos. Rasgando a roupa, pediam paz a Simão em grandes gritos:
46. "Não nos trates segundo a nossa maldade, mas segundo a sua misericórdia!"
47. Simão não fez mal à população e suspendeu o ataque. Obrigou-os, porém, a sair da cidade e purificou as casas onde havia ídolos. Depois entrou na cidade en

tre hinos, cânticos e ações de graças.


48. Tirou daí tudo o que havia de impuro, e levou, para residir nesse lugar, gente que praticava a Lei. Fortificou a cidade e aí construiu uma casa para si.
49. O batalhão aquartelado na fortaleza em Jerusalém estava impedido de sair pela vizinhança para comprar ou vender; passavam muita fome e muitos morriam.
50. Eles clamaram a Simão, pedindo que lhes concedesse a paz. Simão concordou, mas expulsou-os daí e purificou a fortaleza de todas as abominações.
51. Os judeus puderam entrar na fortaleza no dia vinte e três do segundo mês do ano cento e setenta e um. Entraram aos gritos e levando ramos, tocando cítaras, címbalos e harpas, entoando hinos e cânticos, pois acabava de ser derrotado o maior inimigo de Israel.
52. Simão determinou que esse dia fosse comemorado todos os anos com muita alegria. Fortificou ainda mais o monte do Templo, ao lado da fortaleza, e ficou aí residindo com a sua família.
53. Notando que seu filho João era homem feito, o nomeou comandante de todas as forças militares. E João foi morar em Gazara.

[I Macabeus 14]I Macabeus 14



PERÍODO DE PAZ E PROSPERIDADE
1. No ano cento e setenta e dois, o rei Demétrio reuniu suas tropas e foi para a Média, a fim de conseguir ajuda para a guerra contra Trifão.
2. Arsaces, rei da Pérsia e da Média, soube que Demétrio tinha invadido o seu território e mandou um dos seus generais prendê-lo vivo.
3. Ele foi, derrotou o exército de Demétrio, o prendeu e o levou para Arsaces, que o colocou na prisão.
4. Durante toda a vida de Simão, a Judéia ficou em paz. Simão buscou o bem-estar do seu povo, que aprovou sempre o seu governo e a sua glória.
5. Ele gloriosamente tomou Jope e fez dela o seu porto, abrindo o caminho para as ilhas do mar.
6. Alargou os limites da nação e manteve o país sob controle.
7. Ajuntou grande número de prisioneiros e dominou Gazara, Betsur e a fortaleza. Delas retirou as impurezas, e ninguém lhe pôde resistir.
8. Cada um pôde cultivar em paz seus campos, a terra dava suas colheitas, e as árvores da planície seus frutos.
9. Os anciãos se assentavam nas praças, todos falando da prosperidade, enquanto os jovens se revestiam de glória, usando suas vestimentas de guerra.
10. Abasteceu as cidades de alimentos, e destinou armamentos de fortaleza para cada uma. E a fama do seu nome chegou até o extremo da terra.
11. Consolidou a paz no país, e trouxe grande felicidade para Israel.
12. Cada um podia ficar sentado debaixo de sua parreira e de sua figueira, sem que ninguém o incomodasse.
13. Eliminou do país aqueles que lhe faziam guerra, e, nesses dias, os reis foram vencidos.
14. Protegeu os pobres do seu povo, foi observante da Lei, e eliminou os apóstatas e perversos.
15. Cobriu de esplendor o Templo e multiplicou seus utensílios sagrados.

RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS
16. A notícia da morte de Jônatas chegou até Roma e Esparta, e todos lamentaram muito.
17. Souberam, porém, que em lugar dele seu irmão Simão se tornara sumo sacerdote, e que tinha o controle de todo o país e das cidades que dele faziam parte.
18. Escreveram-lhe em placas de bronze, renovando com ele a amizade e a aliança que outrora tinham contraído com seus irmãos Judas e Jônatas.
19. O texto foi lido em Jerusalém na presença da comunidade.
20. Cópia da carta que os espartanos mandaram: "Dos magistrados e da cidade toda dos espartanos, ao grande sacerdote Simão, aos anciãos, aos sacerdotes e ao povo judeu em geral. Saudações aos irmãos!
21. Os embaixadores que vocês enviaram ao nosso povo falaram a respeito do prestígio de vocês e do respeito que vocês impõem. Ficamos muito contentes com a vinda deles.
22. O que foi dito por eles, nós transcrevemos desta forma nos registros do povo: "Numênio, filho de Antíoco, e Antípatro, filho de Jasão, embaixadores dos judeus, vieram até nós para renovar conosco o acordo de amizade.
23. O povo acha conveniente receber esses homens com todas as homenagens e transcrever nos livros de Atas Públicas tudo o que eles disseram, a fim de que o povo de Esparta possa conservar a memória desses fatos". E transcreveram uma cópia de tudo para o sumo sacerdote Simão.
24. Depois Simão mandou Numênio a Roma, levando enorme escudo de seiscentos quilos de ouro, a fim de confirmar o acordo de amizade com eles.

UM ATO INSTITUCIONAL
25. Ao ouvir contar tudo isso, o povo se perguntava: "Como é que vamos pagar Simão e seus filhos?
26. Ele e seus irmãos, a família toda do seu pai, tornaram-se fortes, combateram os inimigos, assegurando a liberdade para Israel!" Então gravaram uma inscrição em bronze e a colocaram sobre colunas, no monte Sião.
27. O texto da inscrição é este: "No dia dezoito de Elul do ano cento e setenta e dois, que corresponde ao terceiro ano de Simão como sumo sacerdote em Asaramel,
28. por ocasião de uma grande assembléia que reuniu sacerdotes, povo, autoridades e anciãos do país, observou-se o seguinte:
29. Como estavam acontecendo muitas guerras no país, o sacerdote Simão, da família de Joarib, filho de Matatias, e seus irmãos arriscaram a vida e enfrentaram os adversários do seu povo para salvar o Templo e a Lei, e cobriram de glórias o seu povo.
30. Jônatas, depois de unificar o país e exercer a função de sumo sacerdote, foi juntar-se a seus antepassados.
31. Então os inimigos dos judeus quiseram invadir o país e apoderar-se do Templo.
32. Simão, porém, levantou-se contra eles e lutou em favor da sua nação. Gastou muito do seu dinheiro para armar os homens do seu exército e pagar-lhes o soldo.
33. Fortificou as cidades da Judéia, inclusive Betsur, que fica no limite do país, antigo quartel inimigo, e aí deixou uma guarnição judaica.
34. Fortificou também Jope, no litoral, e Gazara, na região de Azoto, onde antes ficavam os adversários. Aí estabeleceu colônias judaicas, providenciando o necessário para que funcionasse bem.
35. Vendo a fidelidade de Simão e seu interesse para engrandecer a pátria, o povo o nomeou chefe e sumo sacerdote, em vista de tudo o que fizera, por causa da justiça e honestidade com que fortalecia a nação e procurava por todas as formas exaltar mais e mais o seu povo.
36. Em seu tempo, expulsou os estrangeiros da região ocupada e os que estavam em Jerusalém, na Cidade de Davi. Eles tinham construído aí a fortaleza de onde saíam para profanar as vizinhanças do Templo, causando-lhe grave atentado à sua pureza.
37. Simão colocou na fortaleza soldados judeus para maior segurança do país e da cidade, e elevou as muralhas de Jerusalém.
38. Por isso, o rei Demétrio o confirmou como sumo sacerdote,
39. o incluiu entre seus amigos e o cumulou de grande glória,
40. pois soube que os judeus estavam sendo chamados pelos romanos de amigos, aliados e irmãos; soube também que os próprios romanos tinham recebido os embaixadores de Simão com todas as honras.
41. Os sacerdotes e os judeus resolveram, portanto, considerar Simão como governante e como sumo sacerdote para sempre, até que surgisse um profeta legítimo.
42. Além disso, resolveram que ele seria o comandante de suas tropas, para cuidar do Templo, nomear um administrador para obras públicas, outro para dirigir o país, e outro para responsabilizar-se pelas armas e comandar as fortalezas.
43. Ele teria toda a responsabilidade sobre o Templo, e todos lhe deveriam obedecer. Os documentos oficiais seriam todos escritos em seu nome, e ele vestiria o manto de púrpura com ornamentos de ouro.
44. Ninguém do povo ou dos sacerdotes poderá desobedecer a nenhum desses pontos, ou contradizer as ordens que ele der, ou, sem sua autorização, convocar reuniões no país, vestir-se de púrpura ou usar a fivela de ouro.
45. Será considerado passível de pena quem acrescentar ou revogar qualquer dessas decisões".
46. Foi do agrado de todo o povo conferir a Simão o direito de agir de acordo com essas resoluções.
47. Simão aceitou e assumiu com prazer as funções de sumo sacerdote, de comandante das tropas e chefe da nação dos judeus, inclusive dos sacerdotes, para ficar à frente de todos.
48. Mandaram gravar esse documento em placas de bronze e colocá-lo no recinto do Templo, em lugar bem visível.
49. Uma cópia do texto deveria ficar no tesouro do Templo, à disposição de Simão e seus filhos.

[I Macabeus 15]I Macabeus 15



ALIANÇA POR INTERESSE
1. Antíoco, filho do rei Demétrio, enviou, das ilhas do mar, uma carta a Simão, sumo sacerdote e chefe da nação dos judeus, e a toda a nação.
2. Este era o teor da carta: "Do rei Antíoco a Simão, sumo sacerdote e chefe da nação, e a todo o povo judeu. Saudações!
3. Certos indivíduos, verdadeiras pragas, tomaram o reino dos meus pais. Agora eu estou querendo recuperar o reino para restabelecê-lo na situação em que antes se encontrava. Recrutei grande exército e equipei navios de guerra,
4. pois quero percorrer o país e acertar as contas com aqueles que arruinaram a nossa terra e devastaram tantas cidades do meu reino.
5. Agora, pois, eu lhe confirmo todas as isenções de impostos concedidas pelos reis meus antecessores, como também todas as outras isenções que lhe foram concedidas.
6. Permito a você cunhar moeda própria como dinheiro oficial do seu país.
7. Jerusalém e o Templo ficam livres de qualquer imposto. Todas as armas que você fabricou e as fortalezas que construiu, e estão sob seu controle, ficam em seu poder.
8. Tudo o que você deve ao imposto real, e o que seria devido daqui em diante, fica cancelado para todo o sempre.
9. Após reconquistar o nosso reino, homenagearemos você, o seu povo e o Templo com honrarias tais, que o prestígio de vocês alcançará toda a terra".
10. No ano cento e setenta e quatro, Antíoco partiu para a terra dos seus pais. Os contingentes militares passaram para o lado dele, de modo que poucos ficaram com Trifão.
11. Antíoco o perseguiu. Trifão, porém, fugiu dele e foi para Dora, cidade à beira-mar,
12. pois estava vendo que a desgraça lhe caía por cima, porque suas tropas o haviam abandonado.
13. Antíoco acampou perto de Dora, tendo sob o seu comando cento e vinte mil soldados de infantaria e oito mil cavaleiros.
14. Cercou a cidade, enquanto os navios a atacavam do lado do mar. Rodeou a cidade por terra e mar, e não deixou ninguém entrar nem sair.

NOVA DEPENDÊNCIA
15. Enquanto isso, Numênio e seus companheiros chegaram de Roma, trazendo cartas para os reis dos vários países. Nelas se dizia:
16. "De Lúcio, cônsul dos romanos, ao rei Ptolomeu. Saudações!
17. Vieram até nós, como amigos e aliados, alguns embaixadores dos judeus, enviados pelo sumo sacerdote Simão e pelo povo judeu, a fim de renovar nossa antiga amizade e aliança.
18. Trouxeram um escudo de ouro pesando cerca de seiscentos quilos.
19. Quisemos escrever aos reis dos vários países, a fim de que não lhes causem dano algum, nem façam guerra contra eles, contra suas cidades e seu território, nem se aliem com os inimigos deles.
20. Achamos conveniente aceitar o escudo que eles nos ofereceram.
21. Portanto, se alguns indivíduos perniciosos fugirem do país deles para o seu, vocês deverão entregá-los ao sumo sacerdote Simão, para que ele os julgue de acordo com sua própria Lei".
22. Escreveram a mesma coisa para o rei Demétrio, para Átalo, Ariarates, Arsaces
23. e para todos os países, para Sampsames, Esparta, Delos, Mindos, Siciônia, Cária, Samos, Panfília, Lícia, Halicarnasso, Rodes, Fasélis, Cós, Side, Arados, Gortina, Cnido, Chipre e Cirene.
24. E mandaram uma cópia dessas cartas ao sumo sacerdote Simão.

A VERDADEIRA INTENÇÃO DOS PODEROSOS
25. O rei Antíoco mantinha o ataque contra Dora, na parte nova da cidade, atacando-a com seus batalhões e construindo máquinas de assalto. Cercou Trifão, de maneira que ele não podia sair nem entrar.
26. Simão mandou dois mil homens escolhidos para lutarem sob o comando de Antíoco, além de prata, ouro e muitos equipamentos.
27. Antíoco, porém, não aceitou. Ao contrário, deixou de lado tudo o que antes tinha combinado com Simão, rompendo com ele.
28. Mandou-lhe Atenóbio, um dos seus amigos, para conferenciar com ele e dizer: "Vocês tomaram Jope, Gazara e também a fortaleza de Jerusalém, que são cidades do meu reino.
29. Arruinaram suas vizinhanças, provocaram enorme desgraça por todo o país e tomaram muitas cidades do meu reino.
30. Agora, entreguem as cidades que vocês tomaram e também os impostos sobre os lugares que vocês dominaram fora do território da Judéia.
31. Caso contrário, me darão em troca dezessete toneladas de prata, e mais dezessete toneladas como indenização por danos e prejuízos, e pelos impostos das cidades. Se não, faremos guerra contra vocês".
32. Atenóbio, o amigo do rei, chegou a Jerusalém e aí pôde ver o luxo em que Simão vivia, os talheres de ouro e prata, o rico mobiliário, e ficou admirado. Transmitiu a Simão o recado do rei.
33. Simão respondeu: "Não tomamos terra de ninguém, nem nos apoderamos do que não era nosso! Somente recuperamos a herança de nossos antepassados. Dela, por certo tempo, nossos inimigos se haviam apoderado injustamente.
34. Apenas aproveitamos a oportunidade que tivemos de recuperar a herança de nossos antepassados.
35. Quanto a Jope e Gazara, que você reclama, elas eram fonte de mal-estar para o nosso povo e o nosso país. Contudo, pagaremos por elas três toneladas e meia de prata".
36. Atenóbio nada respondeu. Furioso, voltou para junto do rei e contou-lhe tudo, falando do luxo de Simão e de tudo o que tinha visto. E o rei ficou enfurecido.

NOVAS DIFICULDADES
37. Trifão conseguiu embarcar de navio e fugir para Ortosia.
38. O rei nomeou Cendebeu como comandante chefe do litoral e confiou-lhe as tropas de infantaria e cavalaria.
39. Mandou-o acampar nas proximidades da Judéia, reconstruir a cidade de Quedron, fortalecer suas portas e iniciar a guerra contra o povo, enquanto o rei perseguia Trifão.
40. Cendebeu acampou perto de Jâmnia e começou a provocar o povo, a invadir a Judéia, fazer prisioneiros e matar.
41. Reconstruiu Quedron e nela instalou a cavalaria e infantaria, para que fizessem incursões e patrulhas pelas estradas da Judéia, conforme o rei lhe tinha ordenado.

[I Macabeus 16]I Macabeus 16



NOVA LIDERANÇA
1. João deixou Gazara e foi contar a seu pai Simão o que Cendebeu estava fazendo.
2. Simão chamou seus dois filhos mais velhos, Judas e João, e lhes disse: "Eu, os meus irmãos e toda a família do meu pai, combatemos os inimigos de Israel desde a nossa juventude até hoje, e com o nosso esforço conseguimos libertar Israel muitas vezes.


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   147   148   149   150   151   152   153   154   ...   197


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal