Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Pedro e João responderam: "Julguem vocês mesmos se é justo diante de Deus que obedeçamos a vocês e não a ele! 20



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19. Pedro e João responderam: "Julguem vocês mesmos se é justo diante de Deus que obedeçamos a vocês e não a ele!
20. Quanto a nós, não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos."
21. Então, insistindo em suas ameaças, deixaram Pedro e João em liberdade, já que não tinham meio de castigá-los, por causa do povo. Pois todos glorificavam a Deus pelo que tinha acontecido.
22. De fato, o homem que tinha sido milagrosamente curado tinha mais de quarenta anos.

FORÇA PARA O TESTEMUNHO
23. Logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os chefes dos sacerdotes e os anciãos haviam dito.
24. Ao ouvir o relato, todos elevaram a voz a Deus, dizendo: "Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo que existe neles.
25. Por meio do Espírito Santo disseste através do teu servo Davi, nosso pai: 'Por que se amotinam as nações, e os povos planejam em vão?
26. Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias.'
27. Foi o que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos se uniram com os pagãos e os povos de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste,
28. a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade tinham predeterminado que sucedesse.
29. Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra.
30. Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus."
31. Quando terminaram a oração, estremeceu o lugar em que estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e, com coragem, anunciavam a palavra de Deus.

SEGUNDO RETRATO DA COMUNIDADE
32. A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava propriedade particular as coisas que possuía, mas tudo era posto em comum entre eles.
33. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E todos eles gozavam de grande aceitação.
34. Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro
35. e o colocavam aos pés dos apóstolos; depois, ele era distribuído a cada um conforme a sua necessidade.
36. Foi assim que procedeu José, levita nascido em Chipre, apelidado pelos apóstolos com o nome de Barnabé, que significa "filho da exortação".
37. Ele vendeu o campo que possuía, trouxe o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos.

[Atos 5]Atos 5



A COMUNIDADE É SACRAMENTO DO ESPÍRITO
1. Um homem chamado Ananias fez um acordo com sua esposa Safira: vendeu uma propriedade que possuía,
2. reteve uma parte do dinheiro para si e entregou a outra parte, colocando-a aos pés dos apóstolos.
3. E Pedro lhe perguntou: "Ananias, por que você deixou Satanás tomar posse do seu coração? Por que você está mentindo para o Espírito Santo, conservando uma parte do preço do terreno?
4. Você não podia conservá-lo para si sem vendê-lo? E mesmo que o vendesse, você não podia ficar com todo o dinheiro? Então, por que fez isso? Você não mentiu para os homens, mas para Deus".
5. Ao ouvir isso, Ananias caiu no chão e morreu. E grande temor se apoderou de todos os que estavam ouvindo.
6. Os mais jovens se levantaram, enrolaram o corpo de Ananias num lençol e o levaram para enterrar.
7. Umas três horas mais tarde, chegou a esposa de Ananias, sem saber o que havia acontecido.
8. Pedro lhe perguntou: "É verdade que vocês venderam o terreno por esse preço?" Ela respondeu: "Sim, foi por esse preço".
9. Então Pedro disse: 'Por que vocês fizeram acordo para tentar o Espírito do Senhor? Veja! Os que foram enterrar seu marido estão chegando. Eles vão levar você também!"
10. No mesmo instante, Safira caiu aos pés de Pedro e morreu. Quando os jovens entraram, a encontraram morta e a levaram para enterrar junto do marido.
11. E grande temor se espalhou por toda a Igreja e entre todos aqueles que ouviram falar do que havia acontecido.

TERCEIRO RETRATO DA COMUNIDADE
12. Muitos sinais e prodígios eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E todos os fiéis se reuniam em grupo no Pórtico de Salomão.
13. Os outros não se atreviam a juntar-se a eles, mas o povo os elogiava muito.
14. Uma multidão cada vez maior de homens e mulheres aderia ao Senhor, pela fé.
15. Chegaram ao ponto de transportar doentes para as praças, em esteiras e camas, para que Pedro, ao passar, pelo menos a sua sombra cobrisse alguns deles.
16. A multidão vinha até das cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes e pessoas tomadas por espíritos maus. E todos eram curados.

NINGUÉM APRISIONA A MENSAGEM DE VIDA
17. Então o sumo sacerdote, com todo o seu partido - isto é, o partido dos saduceus, - ficaram cheios de raiva,
18. e mandaram prender os apóstolos e jogá-los na cadeia pública.
19. Durante a noite, porém, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo:
20. "Vão ao Templo e lá continuem a anunciar ao povo toda a mensagem da vida."
21. Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no Templo e começaram a ensinar.

OBEDECER A DEUS E NÃO AOS HOMENS O sumo sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o Sinédrio, isto é, o Conselho das pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos na prisão.
22. Os servos, ao chegarem à prisão, não os encontraram, e voltaram dizendo:
23. "Encontramos a prisão cuidadosamente fechada e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro."
24. Ao ouvir essa notícia, o chefe da guarda do Templo e os chefes dos sacerdotes não sabiam o que pensar e se perguntavam o que poderia ter acontecido.
25. Chegou alguém que disse para eles: "Os homens que vocês colocaram na prisão estão no Templo ensinando o povo!"
26. Então o chefe da guarda do Templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.
27. Levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote disse:
28. "Nós tínhamos proibido expressamente ensinar em nome de Jesus e, no entanto, vocês encheram Jerusalém com a doutrina de vocês. E querem nos tornar responsáveis pela morte desse homem!"
29. Então Pedro e os outros apóstolos responderam: "É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens.
30. O Deus de nossos antepassados ressuscitou a Jesus, que vocês mataram, suspendendo-o numa cruz.
31. Mas Deus com a sua direita o exaltou, tornando-o Chefe supremo e Salvador, para dar ao povo a oportunidade de se arrepender e receber o perdão dos pecados.
32. E nós somos testemunhas dessas coisas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem."
33. Enfurecidos por essas palavras, os conselheiros estavam decididos a matar os apóstolos.

DE ONDE VEM ESSE PROJETO?
34. Levantou-se, então, no Sinédrio, um fariseu chamado Gamaliel. Era doutor da Lei, e todo o povo o estimava. Gamaliel mandou que os acusados saíssem por um instante.
35. Depois disse: "Homens de Israel, vejam bem o que estão para fazer contra esses homens.
36. Algum tempo atrás apareceu Teudas, que se fazia passar por uma pessoa importante, e a ele se juntaram cerca de quatrocentos homens. Depois ele foi morto e todos os que o seguiam debandaram e nada mais restou.
37. Depois dele, no tempo do recenseamento, apareceu Judas, o galileu, que arrastou o povo atrás de si. Contudo, também ele acabou mal, e todos os seus seguidores se dispersaram.
38. Quanto ao que está acontecendo agora, dou-lhes um conselho: não se preocupem com esses homens, e os soltem. Porque, se o projeto ou atividade deles é de origem humana, será destruído;
39. mas, se vem de Deus, vocês não conseguirão aniquilá-los. Cuidado para não se meterem contra Deus!" Os participantes do Sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel.
40. Chamaram os apóstolos, mandaram açoitá-los, proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram.
41. Os apóstolos saíram do Conselho muito contentes por terem merecido sofrer insultos por causa do nome de Jesus.
42. E cada dia, no Templo e pelas casas, não paravam de ensinar e anunciar a Boa Notícia de Jesus Messias.

[Atos 6]PERSEGUIÇÃO E DIFUSÃO



Atos 6

NOVOS MINISTÉRIOS
1. Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se contra os fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário.
2. Então os Doze convocaram uma assembléia geral dos discípulos, e disseram: "Não está certo que nós deixemos a pregação da palavra de Deus para servir às mesas.
3. Irmãos, é melhor que escolham entre vocês sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa.
4. Desse modo, nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra."
5. A proposta agradou a toda a assembléia. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas, e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus.
6. Todos estes foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles.
7. Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e um grande número de sacerdotes judeus obedecia à fé cristã.

AUDÁCIA DO TESTEMUNHO
8. Cheio de graça e poder, Estêvão fazia grandes prodígios e sinais entre o povo.
9. No entanto, alguns membros da sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia começaram a discutir com Estêvão.
10. Mas não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que Estêvão falava.
11. Então subornaram alguns indivíduos que disseram: "Ouvimos este homem dizendo coisas blasfemas contra Moisés e contra Deus."
12. Desse modo, incitaram o povo e os anciãos. Os doutores da Lei prenderam Estêvão e o conduziram ao Sinédrio.
13. Aí apresentaram falsas testemunhas que diziam: "Este homem não pára de falar contra este lugar santo e contra a Lei.
14. De fato, nós o ouvimos afirmar que Jesus, o Nazareu, destruirá este lugar e subverterá os costumes que Moisés nos transmitiu."
15. Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão e viram o seu rosto como o rosto de um anjo.

[Atos 7]Atos 7



DEUS CAMINHA COM O POVO
1. Então o sumo sacerdote perguntou a Estêvão: "É verdade o que estão falando?"
2. Estêvão respondeu: "Irmãos e pais, escutem. O Deus da glória apareceu ao nosso pai Abraão quando ele ainda estava na Mesopotâmia, antes que ele habitasse em Harã.
3. E lhe disse: 'Saia da sua terra e da sua família e vá para a terra que eu vou lhe mostrar.'
4. Abraão saiu, então, da terra dos caldeus e se estabeleceu em Harã. E depois da morte do pai, Deus o fez emigrar daí para esta terra onde agora vocês moram.
5. Deus não deu a ele nenhuma propriedade nesta terra, nem mesmo o espaço para ele pousar o pé. Mas prometeu dá-la como posse para ele e para a sua descendência, embora Abraão não tivesse filhos.
6. Deus falou assim: 'A descendência de Abraão será forasteira em terra estrangeira, será escravizada e maltratada durante quatrocentos anos.
7. Mas eu pedirei contas à nação da qual eles serão escravos. Depois disso, sairão livres e me prestarão culto neste lugar.'
8. Depois Deus concedeu a Abraão a aliança da circuncisão. Desse modo, Abraão gerou Isaac e o circuncidou no oitavo dia; Isaac gerou Jacó; e Jacó gerou os doze patriarcas.
9. Os patriarcas, porém, por inveja venderam José como escravo para o Egito. Mas Deus estava com ele
10. e o libertou de todas as aflições, e lhe concedeu graça e sabedoria diante do Faraó, rei do Egito. Este o nomeou administrador do Egito e de toda a sua casa.
11. Sobreveio então uma carestia em todo o Egito e em Canaã; a miséria era grande e nossos pais não encontravam o que comer.
12. Sabendo que no Egito havia mantimentos, Jacó enviou para lá nossos pais uma primeira vez.
13. Na segunda vez, José deu-se a conhecer aos seus irmãos. E o Faraó ficou sabendo de que raça era José.
14. Então José mandou chamar seu pai Jacó e toda a sua família, ao todo setenta e cinco pessoas.
15. Jacó desceu para o Egito e aí morreu, como também nossos pais.
16. E eles foram transportados para Siquém e colocados no sepulcro que Abraão tinha comprado em Siquém, a preço de prata, dos filhos de Hemor.
17. Quando se aproximava o tempo de se realizar a promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito,
18. até que no Egito surgiu outro rei que não tinha conhecido José.
19. Esse rei, agindo com astúcia contra a nossa raça, perseguiu nossos pais e os obrigou a abandonar os filhos recém-nascidos, para que não sobrevivessem.
20. Nesse tempo, nasceu Moisés, que era belo aos olhos de Deus. Durante três meses Moisés foi criado na casa de seu pai.
21. Depois, quando foi abandonado, a filha do Faraó o recolheu e o criou como seu próprio filho.
22. Assim Moisés foi iniciado em toda a sabedoria dos egípcios e era poderoso no falar e no agir.
23. Quando completou quarenta anos, Moisés desejou visitar seus irmãos israelitas.
24. Vendo que um deles era maltratado, tomou sua defesa e para vingá-lo matou o egípcio.
25. Ele acreditava que seus irmãos iriam compreender que Deus, por meio dele, os libertaria; mas não compreenderam.
26. No dia seguinte, Moisés se apresentou entre seus irmãos que brigavam e procurava reconciliá-los, dizendo: 'Vocês são irmãos. Por que estão prejudicando um ao outro?'
27. Nesse momento, aquele que estava maltratando o companheiro contestou: 'Quem o nomeou chefe ou juiz sobre nós?
28. Por acaso você quer me matar como fez ontem com o egípcio?'
29. Ouvindo isso, Moisés fugiu e foi morar na região de Madiã, onde teve dois filhos.
30. Quarenta anos depois, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo na chama de uma sarça que ardia.
31. Moisés ficou admirado ao ver a aparição. Queria aproximar-se para ver melhor, quando então se ouviu a voz do Senhor:
32. 'Eu sou o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó'. Moisés tremia e não ousava levantar os olhos.
33. Então o Senhor lhe disse: 'Tire as sandálias dos pés, porque o lugar onde você está é terra santa.
34. Eu vi a miséria do meu povo no Egito. Ouvi o gemido deles e desci para o libertar. Agora venha, pois eu quero mandar você ao Egito.'
35. Assim, aquele Moisés que os israelitas haviam renegado, dizendo: 'Quem o nomeou chefe e juiz?', Deus o enviou como chefe e libertador, por meio do anjo que tinha aparecido a ele na sarça.
36. Foi ele que os fez sair do Egito, realizando sinais e prodígios no Egito, no mar Vermelho e durante quarenta anos no deserto.
37. Esse é o Moisés que disse aos israelitas: 'Deus suscitará entre os irmãos de vocês um profeta como eu.'
38. Foi ele, na assembléia do deserto, quem serviu de intermediário entre o anjo que lhe falava no monte Sinai e os nossos pais. Ele recebeu as palavras de vida, para transmiti-las a nós.
39. Nossos pais, porém, não quiseram dar-lhe ouvidos. Ao contrário, o rejeitaram e, no seu desejo, voltaram ao Egito,
40. dizendo a Aarão: 'Faça para nós deuses que nos guiem, porque não sabemos o que aconteceu com esse Moisés que nos tirou do Egito.'
41. Naqueles dias, construíram um bezerro, ofereceram um sacrifício ao ídolo e celebraram a obra de suas próprias mãos.
42. Então Deus se afastou deles e deixou que adorassem os astros do céu, como está escrito no livro dos profetas: 'Por acaso, vocês me ofereceram vítimas e sacrifícios durante quarenta anos no deserto, ó casa de Israel?
43. Pelo contrário, vocês carregaram a tenda de Moloc e a estrela do deus Refã, imagens que vocês mesmos fabricaram para adorar. Por isso eu os deportarei para além de Babilônia'.
44. Nossos pais no deserto tinham a Tenda da presença de Deus. E Deus, que falava com Moisés, mandou que ele a construísse de acordo com o modelo que tinha visto.
45. Nossos pais receberam a Tenda e, sob a direção de Josué, a levaram para a terra das nações que Deus expulsou diante de nossos pais. E a Tenda ficou ali até o tempo de Davi.
46. E Davi encontrou graça diante de Deus e lhe pediu permissão para construir uma casa para o Deus de Jacó.
47. No entanto, foi Salomão quem construiu a casa.
48. O Altíssimo, porém, não mora em casa feita por mãos humanas, conforme diz o profeta:
49. 'O céu é o meu trono, e a terra é o lugar onde apóio os meus pés. Que casa vocês construirão para mim?, diz o Senhor; e qual será o lugar do meu descanso?
50. Não foi minha mão que fez todas essas coisas?'
51. Homens teimosos, insensíveis e fechados à vontade de Deus! Vocês sempre resistiram ao Espírito Santo. Vocês são como foram seus pais!
52. A qual dos profetas os pais de vocês não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual agora vocês se tornaram traidores e assassinos.
53. Vocês receberam a Lei, promulgada através dos anjos, e não a observaram!"

O DISCÍPULO NÃO ESTÁ ACIMA DO MESTRE
54. Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão.
55. Repleto do Espírito Santo, Estêvão olhou para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus, de pé, à direita de Deus.
56. Então disse: "Estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem, de pé à direita de Deus."
57. Então eles deram fortes gritos, taparam os ouvidos e avançaram todos juntos contra Estêvão.
58. Arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo.
59. Atiravam pedras em Estêvão, que repetia esta invocação: "Senhor Jesus, recebe o meu espírito."
60. Depois dobrou os joelhos e gritou forte: "Senhor, não os condenes por este pecado." E, ao dizer isso, adormeceu.

[Atos 8]Atos 8



A PERSEGUIÇÃO
1. Saulo era um daqueles que aprovavam a morte de Estêvão. Naquele dia, desencadeou-se uma grande perseguição contra a igreja de Jerusalém. E todos, fora os apóstolos, se espalharam pelas regiões da Judéia e da Samaria.
2. Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e fizeram um grande luto por causa dele.
3. Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para colocá-los na prisão.
4. E aqueles que se dispersaram iam de um lugar para outro, anunciando a Palavra.

ALEGRIA PELA BOA NOTÍCIA
5. Filipe desceu a uma cidade da região de Samaria e aí começou a anunciar Cristo.
6. As multidões seguiam com atenção tudo o que Filipe dizia, e todos em peso o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia.
7. Dando grandes gritos, os espíritos maus saíam de muitos endemoninhados. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados.
8. E a cidade se encheu de alegria.

NÃO COMERCIALIZAR O DOM DE DEUS
9. Na mesma cidade, havia um homem chamado Simão, que desde algum tempo praticava a magia. Ele impressionava o povo da Samaria, fazendo-se passar como uma pessoa importante.
10. Todos, pequenos e grandes, aderiam a Simão, dizendo: "Este homem é o poder de Deus, que é chamado Grande."
11. Aderiam a ele, porque há longo tempo Simão os deixava impressionados com suas artes mágicas.
12. Quando começaram a acreditar em Filipe, que anunciava a Boa Notícia do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, tanto os homens como as mulheres se apresentavam para o batismo.
13. Simão também aderiu à fé e, depois de batizado, não se separava de Filipe. Simão ficou muito impressionado ao ver os sinais e os grandes prodígios que aconteciam.
14. Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e enviaram para lá Pedro e João.
15. Ao chegarem, Pedro e João rezaram pelos samaritanos, a fim de que eles recebessem o Espírito Santo.
16. De fato, o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; e os samaritanos tinham apenas recebido o batismo em nome do Senhor Jesus.
17. Então Pedro e João impuseram as mãos sobre os samaritanos, e eles receberam o Espírito Santo.
18. Simão viu que o Espírito Santo era comunicado através da imposição das mãos. Então ofereceu dinheiro a Pedro e João, dizendo:
19. "Dêem para mim também esse poder, a fim de que receba o Espírito todo aquele sobre o qual eu impuser as mãos."
20. Mas Pedro respondeu: "Pereça você junto com o seu dinheiro, pois você pensou que podia comprar com dinheiro aquilo que é dom de Deus.
21. De nenhum modo você pode participar dessa realidade espiritual, porque a sua consciência não é correta diante de Deus.
22. Arrependa-se dessa maldade e suplique que o Senhor perdoe essa má intenção que você teve,
23. pois vejo que você está envolvido pela injustiça, como de fel amargo."
24. Simão respondeu: "Supliquem por mim ao Senhor, para que não me aconteça nada do que vocês falaram."
25. Depois de ter testemunhado e anunciado a palavra do Senhor, Pedro e João voltaram para Jerusalém, levando a Boa Notícia a muitos povoados da Samaria.

A INICIAÇÃO CRISTÃ
26. Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: "Prepare-se e vá para o sul, pelo caminho que desce de Jerusalém para Gaza; é o caminho que se acha no deserto." Filipe levantou-se e foi.
27. Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia. Ele era administrador geral do tesouro dela. Tinha ido a Jerusalém em peregrinação,
28. e estava voltando para casa. Ia sentado em seu carro, lendo o profeta Isaías.
29. Então o Espírito disse a Filipe: "Aproxime-se desse carro e o acompanhe."
30. Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías, e perguntou: "Você entende o que está lendo?"
31. O eunuco respondeu: "Como posso entender, se ninguém me explica?" Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele.
32. A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: "Ele foi levado como ovelha ao matadouro. E como um cordeiro perante o seu tosquiador, ele ficava mudo e não abria a boca.
33. Eles o humilharam e lhe negaram a justiça. Quem poderá contar seus seguidores? Porque eles o arrancaram da terra dos vivos."


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