Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Paulo então levantou-se, fez sinal com a mão e disse: "Homens de Israel, e vocês que temem a Deus, escutem! 17



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16. Paulo então levantou-se, fez sinal com a mão e disse: "Homens de Israel, e vocês que temem a Deus, escutem!
17. O Deus deste povo, o Deus de Israel, escolheu nossos antepassados e multiplicou o povo durante seu exílio na terra do Egito. Depois, ele os tirou daí, com braço poderoso.
18. E, durante mais ou menos quarenta anos, cercou-os de cuidados no deserto.
19. Destruiu sete nações na terra de Canaã e deu a eles a posse do território delas,
20. por quatrocentos e cinqüenta anos aproximadamente. Depois disso lhes concedeu juízes, até o profeta Samuel.
21. Em seguida, eles pediram um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos.
22. Após depor Saul da realeza, Deus suscitou para eles o rei Davi, do qual prestou o seguinte testemunho: 'Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração; ele cumprirá todas as minhas vontades'.
23. Conforme havia prometido, Deus fez surgir da descendência de Davi um Salvador para Israel, que é Jesus.
24. E João, o precursor, havia preparado a chegada de Jesus, pregando a todo o povo de Israel um batismo de arrependimento.
25. Estando para terminar a sua missão, João declarou: 'Não sou aquele que vocês pensam que eu seja! Vejam: depois de mim é que vem aquele do qual não mereço nem sequer desamarrar as sandálias!
26. Irmãos, descendentes de Abraão e não-judeus que adoram a Deus, esta mensagem de salvação foi enviada para nós.
27. Porque os habitantes de Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo, cumpriram as profecias que são lidas aos sábados.
28. Embora não encontrassem nenhum motivo para condenar Jesus à morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto.
29. Depois de fazerem tudo o que a Escritura diz a respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o puseram num túmulo.
30. Mas Deus o ressuscitou dos mortos,
31. e durante muitos dias ele apareceu àqueles que o acompanharam da Galiléia para Jerusalém. Agora, eles são testemunhas de Jesus diante do povo.
32. Nós anunciamos a vocês este Evangelho: a promessa que Deus fez aos antepassados,
33. ele a cumpriu plenamente para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus, como está escrito no segundo Salmo: 'Você é o meu filho, eu hoje o gerei'.
34. Deus ressuscitou Jesus dos mortos, para que nunca voltasse à corrupção. Isso, ele o disse desta maneira: 'Cumprirei para vocês a promessa fiel que fiz a Davi'.
35. Por isso diz também em outro lugar: 'Não permitirás que teu fiel conheça a corrupção'.
36. Ora, tendo cumprido a missão que Deus lhe dera para sua época, Davi morreu, foi para junto de seus pais e conheceu a corrupção.
37. Mas aquele que Deus ressuscitou não conheceu a corrupção.
38. Portanto, fiquem sabendo bem, irmãos, que por meio dele é anunciado a vocês o perdão dos pecados.
39. E, por meio dele, todo aquele que acredita é justificado de todas as coisas de que vocês não puderam ser justificados pela Lei de Moisés.
40. Portanto, tenham cuidado para que não aconteça a vocês o que os profetas disseram:
41. 'Olhem, desprezadores, se admirem e desapareçam! Porque nos dias de vocês vou realizar uma coisa que vocês não acreditariam se lhes fosse contada'!"
42. Ao saírem, Paulo e Barnabé foram convidados a continuar falando sobre o mesmo assunto no sábado seguinte.
43. Depois que terminou a reunião, muitos judeus e outras pessoas convertidas ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé. Os dois conversavam com essas pessoas e insistiam para que continuassem fiéis à graça de Deus.

PALAVRA E CONVERSÃO
44. No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a Palavra de Deus.
45. Quando os judeus viram aquela multidão, ficaram cheios de inveja e com blasfêmias se opunham ao que Paulo dizia.
46. Então, com mais coragem ainda, Paulo e Barnabé declaram: "Era preciso anunciar a palavra de Deus, em primeiro lugar para vocês, que são judeus. Porém, como vocês a rejeitam e não se julgam dignos da vida eterna, saibam que nós vamos dedicar-nos aos pagãos.
47. Porque é esta a ordem que o Senhor nos deu: 'Eu coloquei você como luz para as nações, para que leve a salvação até aos extremos da terra'. "
48. Os pagãos ficaram muito contentes quando ouviram isso, e começaram a elogiar a palavra do Senhor. E todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé.
49. Desse modo, a palavra do Senhor se espalhava por toda a região.
50. No entanto, os judeus instigaram algumas senhoras ricas e piedosas, e também os líderes da cidade; e provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé, e os expulsaram do seu território.
51. Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés e foram para a cidade de Icônio.
52. Os discípulos, porém, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.

[Atos 14]Atos 14



EVANGELIZAÇÃO E PERSEGUIÇÃO
1. Em Icônio, também Paulo e Barnabé entraram na sinagoga dos judeus e falaram, de tal modo que uma grande multidão de judeus e gregos abraçou a fé.
2. Contudo, os judeus que se negaram a acreditar incitaram os pagãos e os indispuseram contra os irmãos.
3. Apesar disso, Paulo e Barnabé permaneceram longo tempo em Icônio. Estavam cheios de coragem no Senhor, que através deles operava sinais e prodígios, e confirmava assim a pregação sobre a sua graça.
4. A população da cidade se dividiu. Uns estavam do lado dos judeus, outros do lado dos apóstolos.
5. Pagãos e judeus, com seus chefes à frente, estavam dispostos a ultrajá-los e apedrejá-los.
6. Ao saber disso, Paulo e Barnabé fugiram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e arredores,
7. onde começaram a anunciar a Boa Notícia.

DA IDOLATRIA AO DEUS VIVO
8. Em Listra havia um homem paralítico das pernas; era coxo de nascença e nunca tinha conseguido andar.
9. Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar e notando que tinha fé para ser curado,
10. disse em alta voz: "Levante-se direito sobre os seus pés." O homem deu um salto e começou a andar.
11. Vendo o que Paulo acabara de fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: "Os deuses desceram entre nós em forma humana!"
12. Chamaram Barnabé de Júpiter e Paulo de Mercúrio, porque era Paulo quem falava.
13. Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo na entrada da cidade, levar

am à porta touros ornados de grinaldas e queriam oferecer um sacrifício; com isso, concordava toda a multidão.


14. Ao saber disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e foram para o meio da multidão, gritando:
15. "Homens, o que vocês estão fazendo? Nós também somos homens mortais como vocês. Estamos anunciando que vocês precisam deixar esses ídolos vazios e se converter ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe.
16. Nas gerações passadas, Deus permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho.
17. No entanto, ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios. Do céu ele manda chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando o coração de vocês."
18. E assim falando, com muito custo conseguiram que a multidão desistisse de lhes oferecer um sacrifício.

POR QUE A PERSEGUIÇÃO?
19. De Antioquia e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então, apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto.
20. Mas, enquanto os discípulos o rodeavam, Paulo se levantou e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé.
21. Depois de anunciar o Evangelho nessa cidade e ganhar aí numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram para Listra, Icônio e Antioquia.
22. Eles fortaleciam o ânimo dos discípulos, exortando-os a perseverarem na fé e dizendo-lhes que é preciso passar por muitas tribulações para entrar no Reino de Deus.
23. Os apóstolos designaram anciãos para cada comunidade; rezavam, jejuavam e os confiavam ao Senhor, no qual haviam acreditado.
24. Depois, Paulo e Barnabé atravessaram a região da Pisídia e chegaram à região da Panfília.
25. Anunciaram a Palavra em Perge e depois desceram para o porto de Atália.
26. Daí embarcaram para Antioquia da Síria, seu ponto de partida, onde tinham sido entregues à graça de Deus para o trabalho que acabavam de realizar.
27. Quando chegaram a Antioquia, reuniram a comunidade e contaram tudo o que Deus havia feito por meio deles: o modo como Deus tinha aberto a porta da fé para os pagãos.
28. E passaram então algum tempo com os discípulos.

[Atos 15]Atos 15



A IGREJA EM CONFLITO
1. Chegaram alguns homens da Judéia e doutrinavam os irmãos de Antioquia, dizendo: "Se não forem circuncidados, como ordena a Lei de Moisés, vocês não poderão salvar-se."
2. Isso provocou alvoroço e uma discussão muito séria deles com Paulo e Barnabé. Então ficou decidido que Paulo, Barnabé e mais alguns iriam a Jerusalém para tratar dessa questão com os apóstolos e anciãos.
3. Com o apoio e solidariedade da igreja de Antioquia, eles atravessaram a Fenícia e a Samaria. Contaram sobre a conversão dos pagãos, e deram uma grande alegria a todos os irmãos.
4. Quando chegaram a Jerusalém, foram acolhidos pela igreja, pelos apóstolos e anciãos, e contaram as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles.
5. Alguns daqueles que tinham pertencido ao partido dos fariseus e que haviam abraçado a fé intervieram, declarando que era preciso circuncidar os pagãos e mandar que eles observassem a Lei de Moisés.

O CONCÍLIO DE JERUSALÉM: POSIÇÃO DE PEDRO
6. Então os apóstolos e os anciãos se reuniram para tratar desse assunto.
7. Depois de longa discussão, Pedro levantou-se e falou: "Irmãos, vocês sabem que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu no meio de vocês, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra da Boa Notícia e acreditassem.
8. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo como deu a nós.
9. E não fez nenhuma distinção entre nós e eles, purificando o coração deles mediante a fé.
10. Então, por que vocês agora tentam a Deus, querendo impor aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós mesmos tivemos força para suportar?
11. Ao contrário, é pela graça do Senhor Jesus que cremos ser salvos, exatamente como eles."
12. Houve então um silêncio em toda a assembléia. Depois disso, ouviram Barnabé e Paulo contar todos os sinais e prodígios que Deus havia realizado por meio deles entre os pagãos.

O CONCÍLIO DE JERUSALÉM: A PROPOSTA DE TIAGO
13. Quando Barnabé e Paulo terminaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: "Irmãos, ouçam-me:
14. Simeão acaba de nos lembrar como desde o começo Deus cuidou de tomar homens das nações pagãs para formar um povo dedicado ao seu Nome.
15. Isso concorda com as palavras dos profetas, pois está escrito:
16. 'Depois disso, eu voltarei e reconstruirei a tenda de Davi que havia caído; reconstruirei as ruínas que ficaram e a reerguerei,
17. a fim de que o resto dos homens procure o Senhor com todas as nações que foram consagradas ao meu Nome. É o que diz o Senhor,
18. que tornou essas coisas conhecidas desde há séculos'.
19. Por isso, eu sou de parecer que não devemos importunar os pagãos que se convertem a Deus.
20. Vamos somente prescrever que eles evitem o que está contaminado pelos ídolos, as uniões ilegítimas, comer carne sufocada e o sangue.
21. De fato, desde os tempos antigos, em cada cidade Moisés tem os seus pregadores, que o lêem todos os sábados nas sinagogas."

A CARTA CONCILIAR
22. Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los com Paulo e Barnabé para Antioquia. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos.
23. Através deles enviaram a seguinte carta: "Nós, os apóstolos e os anciãos, irmãos de vocês, saudamos os irmãos que vêm do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia.
24. Ficamos sabendo que alguns dos nossos provocaram perturbações com palavras que transtornaram o espírito de vocês. Eles não foram enviados por nós.
25. Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vocês, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo,
26. homens que arriscaram a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
27. Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente transmitirão a vocês a mesma mensagem.
28. Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não impor sobre vocês nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis:
29. abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das uniões ilegítimas. Vocês farão bem se evitarem essas coisas. Saudações!"

ALEGRIA E ESTÍMULO
30. Depois da despedida, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a assembléia e entregaram a carta.
31. Sua leitura causou alegria por causa do estímulo que ela continha.
32. Judas e Silas, que também eram profetas, falaram muito, para encorajar e fortificar os irmãos.
33. Depois de algum tempo, foram despedidos em paz pelos irmãos e voltaram para aqueles que os tinham enviado. /
34. /.
35. Quanto a Paulo e Barnabé, permaneceram em Antioquia. E junto com muitos outros ensinavam e anunciavam a Boa Notícia da Palavra do Senhor.

AS MISSÕES DE PAULO

CONFLITO NA LIDERANÇA
36. Depois de alguns dias, Paulo disse a Barnabé: "Vamos voltar para fazer uma visita a todas as cidades onde anunciamos a Palavra do Senhor, para ver como estão passando."
37. Barnabé queria levar junto também João, chamado Marcos.
38. Paulo, porém, era de opinião que não deviam levar consigo uma pessoa que se havia separado deles na Panfília e não os acompanhara no trabalho.
39. Houve desacordo entre eles, a tal ponto que tiveram de separar-se um do outro. Barnabé levou Marcos consigo e embarcou para Chipre.
40. Paulo, por sua vez, escolheu Silas, e partiu, recomendado pelos irmãos à graça do Senhor.
41. Atravessaram então a Síria e a Cilícia, dando nova força às igrejas.

[Atos 16]Atos 16



A FONTE DO MINISTÉRIO
1. Paulo se dirigiu a Derbe e a Listra. Havia em Listra um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia que se tornara cristã e de pai grego.
2. Os irmãos de Listra e Icônio davam bom testemunho de Timóteo.
3. Paulo quis então que Timóteo partisse com ele. Tomou-o e o circuncidou, por causa dos judeus que se encontravam nessas regiões, pois todos sabiam que o pai de Timóteo era grego.
4. Percorrendo as cidades, Paulo e Timóteo transmitiam as decisões que os apóstolos e anciãos de Jerusalém haviam tomado, e recomendavam que fossem observadas.
5. As igrejas se fortaleciam na fé, e a cada dia cresciam em número.

O ESPÍRITO DIRIGE A MISSÃO
6. Paulo e Timóteo atravessaram a Frígia e a região da Galácia, uma vez que o Espírito Santo os proibira de pregar a Palavra de Deus na Ásia.
7. Chegando perto da Mísia, eles tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu.
8. Então atravessaram a Mísia e desceram para Trôade.
9. Durante a noite, Paulo teve uma visão: na sua frente estava de pé um macedônio que lhe suplicava: "Venha à Macedônia e ajude-nos!"
10. Depois dessa visão, procuramos imediatamente partir para a Macedônia, pois estávamos convencidos de que Deus acabava de nos chamar para anunciar aí a Boa Notícia.

O GÉRMEN DE UMA COMUNIDADE
11. Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para a ilha de Samotrácia. No dia seguinte, ancoramos em Neápolis,
12. de onde passamos para Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia, e que tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade.
13. No sábado, saímos além da porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentamo-nos e começamos a falar com as mulheres que estavam aí reunidas.
14. Uma delas se chamava Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abrira o seu coração para que aderisse às palavras de Paulo.
15. Após ter sido batizada, assim como toda a sua família, ela nos convidou: "Se vocês me consideram fiel ao Senhor, permaneçam em minha casa." E nos forçou a aceitar.

O TESTEMUNHO DESMASCARA A OPRESSÃO
16. Estávamos indo para a oração, quando veio ao nosso encontro uma jovem escrava, que estava possuída por um espírito de adivinhação; fazia oráculos e obtinha muito lucro para seus patrões.
17. Ela começou a seguir Paulo e a nós, gritando: "Esses homens são servos do Deus Altíssimo e anunciam o caminho da salvação para vocês."
18. Isso aconteceu durante muitos dias. Por fim, não suportando mais a situação, Paulo voltou-se e disse ao espírito: "Eu lhe ordeno em nome de Jesus Cristo: saia dessa mulher!" E o espírito saiu no mesmo instante.
19. Os patrões da jovem, vendo que tinham perdido a esperança de lucros, agarraram Paulo e Silas e os arrastaram à praça principal, diante dos chefes da cidade.
20. Apresentaram os dois aos magistrados, e disseram: "Estes homens estão provocando desordem em nossa cidade; são judeus
21. e pregam costumes que a nós, romanos, não é permitido aceitar nem seguir."
22. A multidão se amotinou contra Paulo e Silas, e os magistrados rasgaram as vestes deles e mandaram açoitá-los com varas.
23. Depois de os açoitar bastante, os lançaram na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança.
24. Ao receber essa ordem, o carcereiro os levou para o fundo da prisão e prendeu os pés deles no tronco.
25. À meia noite, Paulo e Silas estavam rezando e cantando hinos a Deus; os outros companheiros de prisão escutavam.
26. De repente, houve um terremoto tão violento que sacudiu os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as correntes de todos se soltaram.
27. O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas. Pensando que os prisioneiros tivessem fugido, puxou da espada e estava para suicidar-se.
28. Mas Paulo gritou: "Não faça isso! Nós estamos todos aqui."
29. Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de Paulo e Silas.
30. Conduzindo-os para fora, perguntou: "Senhores, que devo fazer para ser salvo?"
31. Paulo e Silas responderam: "Acredite no Senhor Jesus, e serão salvos você e todos os da sua casa."
32. Então Paulo e Silas anunciaram a Palavra do Senhor ao carcereiro e a todos os da sua casa.
33. Na mesma hora da noite, o carcereiro os levou consigo para lavar as feridas causadas pelos açoites. A seguir, foi batizado junto com todos os seus.
34. Depois, fez Paulo e Silas subir até sua casa, preparou-lhes um jantar e alegrou-se com todos os seus familiares por ter crido em Deus.
35. Quando amanheceu, os magistrados enviaram à prisão os oficiais de justiça, ordenando ao carcereiro: "Solte esses homens."
36. O carcereiro anunciou a Paulo: "Os magistrados mandaram soltar vocês. Portanto, podem sair e ir embora em paz."
37. Mas Paulo mandou dizer: "Fomos açoitados em público sem nenhum processo, e fomos lançados na prisão sem levar em conta que somos cidadãos romanos; e agora querem que vamos embora às escondidas? De jeito nenhum! Que eles venham soltar-nos pessoalmente."
38. Os oficiais de justiça comunicaram as palavras de Paulo aos magistrados. Ao saberem que se tratava de cidadãos romanos, ficaram alarmados,
39. e foram conversar com eles. E os soltaram, pedindo que deixassem a cidade.
40. Ao sair da prisão, Paulo e Silas foram para a casa de Lídia. Aí encontraram os irmãos, os encorajaram e depois partiram.

[Atos 17]Atos 17



O EVANGELHO AMEAÇA O SISTEMA
1. Passando por Anfípolis e Apolônia, Paulo e Silas chegaram a Tessalônica, onde os judeus tinham uma sinagoga.
2. Conforme seu costume, Paulo foi procurá-los e, por três sábados seguidos, discutiu com eles. Partindo das Escrituras,
3. explicava e demonstrava para eles que o Messias devia morrer e ressuscitar dos mortos. E acrescentava: "O Messias é este Jesus que eu anuncio a vocês."
4. Alguns judeus se convenceram disso e se uniram a Paulo e Silas, assim como bom número de gregos que adoravam o Deus único, e não poucas mulheres da alta sociedade.
5. Os judeus ficaram com inveja e reuniram alguns indivíduos maus e vagabundos; e provocaram um tumulto, alvoroçando a cidade. Alguns se apresentaram na casa de Jasão em busca de Paulo e Silas, a fim de os levar à presença da assembléia do povo.
6. Não encontrando Paulo e Silas, arrastaram Jasão e alguns irmãos diante das autoridades; e gritavam: "Estes homens que estão transtornando o mundo inteiro, chegaram agora aqui também,
7. e Jasão deu hospedagem para eles. Todos eles vão contra a lei do Imperador, afirmando que existe outro rei chamado Jesus."
8. Ouvindo isso, a multidão e as autoridades ficaram agitadas.
9. E exigiram uma fiança por parte de Jasão e dos outros irmãos. Depois os soltaram.
10. Imediatamente, os irmãos fizeram Paulo e Silas partir de noite para Beréia. Logo que aí chegaram, entraram na sinagoga dos judeus.
11. Estes eram mais abertos que os de Tessalônica, e acolheram a Palavra com toda disponibilidade. Cada dia examinavam as Escrituras para ver se tudo era mesmo assim.
12. Muitos deles abraçaram a fé e também um número considerável de gregos, tanto mulheres de condição elevada como muitos homens.
13. Mas, quando os judeus de Tessalônica ficaram sabendo que Paulo anunciava a Palavra de Deus também em Beréia, foram lá para agitar e confundir o povo.
14. Imediatamente os irmãos fizeram Paulo partir para a costa, enquanto Silas e Timóteo permaneceram aí.
15. Os que acompanhavam Paulo o conduziram até Atenas. Depois, voltaram com ordens para que Silas e Timóteo fossem encontrá-lo o mais depressa possível.

A DINÂMICA DA EVANGELIZAÇÃO
16. Enquanto Paulo os esperava em Atenas, ficou revoltado ao ver a cidade cheia de ídolos.
17. Por isso, discutia na sinagoga com os judeus e pagãos que adoravam o Deus único. E todos os dias discutia em praça pública com aqueles que ia encontrando.
18. Também alguns filósofos epicureus e estóicos começaram a conversar com ele. Alguns diziam: "O que estará querendo dizer esse charlatão?" Outros diziam: "Deve ser um pregador de divindades estrangeiras." Porque Paulo anunciava Jesus e a Ressurreição.
19. Tomando Paulo consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: "Podemos saber qual é a nova doutrina que você está expondo?


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