Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


De fato, as coisas que você diz soam estranhas para nós; queremos, portanto, saber do que se trata." 21



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20. De fato, as coisas que você diz soam estranhas para nós; queremos, portanto, saber do que se trata."
21. Com efeito, todos os atenienses e os estrangeiros residentes passavam o tempo a contar ou a ouvir as últimas novidades.
22. De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: "Senhores de Atenas, em tudo eu vejo que vocês são extremamente religiosos.
23. De fato, passando e observando os monumentos sagrados de vocês, encontrei também um altar com esta inscrição: 'Ao Deus desconhecido'. Pois bem, esse Deus que vocês adoram sem conhecer, é exatamente aquele que eu lhes anuncio.
24. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe. Sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas.
25. Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais.
26. De um só homem, ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação.
27. Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que fosse às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós,
28. pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dentre os poetas de vocês disseram: 'Somos da raça do próprio Deus'.
29. Sendo, portanto, da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem.
30. Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia aos homens que todos e em todo lugar se arrependam,
31. pois ele estabeleceu um dia em que irá julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou e creditou diante de todos, ressuscitando-o dos mortos."
32. Quando ouviram falar de ressurreição dos mortos, alguns caçoavam e outros diziam: "Nós ouviremos você falar disso em outra ocasião."
33. A essa altura, Paulo saiu do meio deles.
34. Alguns, porém, se uniram a ele e abraçaram a fé. Entre esses estava também Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles.

[Atos 18]Atos 18



NASCIMENTO DA COMUNIDADE DE CORINTO
1. A seguir, Paulo deixou Atenas e foi para Corinto.
2. Encontrou aí um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que acabara de chegar da Itália com sua esposa Priscila, pois o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo entrou em contato com eles.
3. E como eram da mesma profissão - fabricantes de tendas, Paulo passou a morar com eles e trabalhavam juntos.
4. Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos.
5. Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se dedicou inteiramente à Palavra, testemunhando diante dos judeus que Jesus era o Messias.
6. Mas, por causa da resistência e blasfêmias deles, Paulo sacudiu as vestes e disse: "Vocês são responsáveis pelo que acontecer. Não tenho nada a ver com isso. De agora em diante, vou me dirigir aos pagãos."
7. Então Paulo foi para a casa de um pagão adorador do Deus único, certo Tício Justo, que morava ao lado da sinagoga.
8. Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com toda a sua família; e muitos coríntios, que escutavam Paulo, acreditavam e recebiam o batismo.
9. Uma noite o Senhor em visão disse a Paulo: "Não tenha medo, continue a falar, não se cale,
10. porque eu estou com você. Ninguém porá a mão em você para lhe fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence."
11. Assim, Paulo ficou um ano e meio entre eles, ensinando a Palavra de Deus.

CRISTIANISMO: SUBVERSÃO POLÍTICA?
12. Na época em que Galião era procônsul na Acaia, os judeus se insurgiram em massa contra Paulo e o levaram diante do tribunal,
13. dizendo: "Este homem induz o povo a adorar a Deus de modo contrário à Lei."
14. Paulo ia tomar a palavra, quando Galião respondeu aos judeus: "Judeus, se fosse por causa de um delito ou de uma ação criminosa, seria justo que eu atendesse a queixa de vocês.
15. Mas, como é questão de palavras, de nomes e da Lei de vocês, tratem disso vocês mesmos. Eu não quero ser juiz nessas coisas."
16. E Galião os mandou sair do tribunal.
17. Então, todos agarraram Sóstenes, o chefe da sinagoga, e o espancaram diante do tribunal. E Galião nem se incomodou com isso.

VISITA ÀS COMUNIDADES
18. Paulo permaneceu ainda vários dias em Corinto. Depois, despediu-se dos irmãos e embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila. Em Cencréia, Paulo raspou a cabeça, pois tinha feito uma promessa.
19. Quando chegaram a Éfeso, Paulo os deixou e entrou sozinho na sinagoga, onde começou a discutir com os judeus.
20. Estes pediam que ele permanecesse mais tempo, mas Paulo recusou.
21. Todavia, ao despedir-se, falou: "Voltarei de novo para junto de vocês, se Deus quiser." E partiu de Éfeso.
22. Desembarcando em Cesaréia, foi saudar a igreja, e depois desceu para Antioquia,
23. onde permaneceu por algum tempo. Em seguida partiu de novo, percorrendo sucessivamente as regiões da Galácia e da Frígia, fortalecendo todos os discípulos.

A COMUNIDADE INSTRUI UM LÍDER
24. Chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria. Era homem eloqüente, instruído nas Escrituras.
25. Fora instruído no Caminho do Senhor e, com muito entusiasmo, falava e ensinava com exatidão a respeito de Jesus, embora só conhecesse o batismo de João.
26. Ele começou, então, a falar com muita convicção na sinagoga. Ao escutá-lo, Priscila e Áquila o tomaram consigo e, com mais precisão, lhe expuseram o Caminho de Deus.
27. Como ele estava querendo passar pela Acaia, os irmãos o apoiaram e escreveram aos discípulos que o acolhessem bem. Graças à iniciativa divina, a presença de Apolo foi muito útil aos fiéis.
28. De fato, ele rebatia vigorosamente aos judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus é o Messias.

[Atos 19]Atos 19



O ESPÍRITO DÁ A MATURIDADE NA FÉ
1. Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões mais altas e chegou a Éfeso. Encontrou aí alguns discípulos,
2. e perguntou-lhes: "Quando vocês abraçaram a fé receberam o Espírito Santo?" Eles responderam: "Nós nem sequer ouvimos falar que existe um Espírito Santo."
3. Paulo perguntou: "Que batismo vocês receberam?" Eles responderam: "O batismo de João."
4. Então Paulo explicou: "João batizava como sinal de arrependimento e pedia que o povo acreditasse naquele que devia vir depois dele, isto é, em Jesus."
5. Ao ouvir isso, eles se fizeram batizar em nome do Senhor Jesus.
6. Logo que Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e começaram a falar em línguas e a profetizar.
7. Eram, ao todo, doze homens.
8. Em seguida, Paulo foi à sinagoga e, durante três meses, falava com toda convicção, discutindo e procurando convencer os ouvintes sobre o Reino de Deus.
9. Todavia como alguns se obstinavam na incredulidade e falavam mal do Caminho diante da multidão, Paulo rompeu com eles, separou os discípulos e, diariamente, os ensinava na escola de um homem chamado Tiranos.
10. Isso durou dois anos, de modo que todos os habitantes da Ásia, judeus e gregos, puderam ouvir a Palavra do Senhor.

A FÉ LIBERTA
11. Deus realizava milagres extraordinários pelas mãos de Paulo,
12. a tal ponto que pegavam lenços e aventais usados por Paulo para colocá-los sobre os doentes, e estes eram libertados de suas doenças e os espíritos maus eram afastados.
13. Alguns exorcistas judeus itinerantes começaram a invocar o nome do Senhor Jesus sobre aqueles que tinham espíritos maus. E diziam: "Eu esconjuro vocês por este Jesus que Paulo está pregando."
14. Os que faziam isso eram os sete filhos de Ceva, um sumo sacerdote judeu.
15. Mas o espírito mau reagiu, dizendo: "Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas quem são vocês?"
16. E o homem que estava possesso do espírito mau pulou sobre eles com tanta violência, que tiveram de fugir daquela casa, sem roupas e cobertos de ferimentos.
17. E toda a população de Éfeso, judeus e gregos, ficou sabendo do fato. O temor se apossou de todos. E a grandeza do nome de Jesus era exaltada.
18. Muitos fiéis acorriam para acusar-se em voz alta de suas práticas mágicas,
19. e um bom número dos que praticavam magia amontoaram seus livros e os queimaram em praça pública. O valor desses livros foi calculado em cinqüenta mil moedas de prata.
20. Assim, a Palavra do Senhor crescia e se firmava com grande poder.

FIM DA MISSÃO: PRISIONEIRO DE CRISTO

O DISCÍPULO NO SEGUIMENTO DO MESTRE
21. Depois desses acontecimentos, Paulo resolveu ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia. Ele dizia: "Depois de ir até lá, eu devo ir também a Roma."
22. Paulo enviou à Macedônia dois de seus ajudantes, Timóteo e Erasto, e ficou ainda por algum tempo na Ásia.

A VIDA CRISTÃ TUMULTUA A SOCIEDADE
23. Foi nessa época que estourou um grave tumulto a respeito do Caminho.
24. Havia um sujeito chamado Demétrio, que era ourives e fabricava nichos de prata da deusa Ártemis. E isso dava muito lucro aos artesãos.
25. Ele reuniu esses artesãos, juntamente com outros que trabalhavam no ramo, e lhes disse: "Amigos, vocês sabem que o nosso bem-estar provém dessa nossa atividade.
26. Ora, vocês mesmos podem constatar e ouvir por aí que esse tal de Paulo, com a sua propaganda, está desencaminhando muita gente, não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia. Ele afirma que os deuses fabricados pelas nossas mãos não são deuses.
27. Não é só a nossa profissão que corre o risco de cair em descrédito, mas também o santuário da grande deusa Ártemis acabará sendo desacreditado e, assim, ficará despojada de majestade aquela que toda a Ásia e o mundo inteiro adora."
28. Ao ouvir isso, ficaram furiosos e não paravam de gritar: "Grande é a Ártemis dos efésios!"
29. O tumulto se espalhou pela cidade toda. A multidão se dirigiu em massa ao teatro, arrastando os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo na viagem.
30. Paulo queria ir até a assembléia, mas os discípulos não deixaram.
31. Também algumas pessoas importantes da província, que eram seus amigos, mandaram pedir que ele não se arriscasse a comparecer ao teatro.
32. Enquanto isso, um gritava uma coisa, outro gritava o contrário, e a confusão era geral na assembléia. A maioria nem mesmo sabia por que estava aí.
33. E no meio da multidão, algumas pessoas convenceram certo Alexandre a falar. Ele tinha sido colocado na frente pelos judeus. Fez sinal com a mão, mostrando que queria dar explicações para a assembléia.
34. Mas, quando perceberam que era judeu, todos se puseram a gritar numa só voz, por quase duas horas: "Grande é a Ártemis dos efésios!"
35. Por fim, o secretário conseguiu acalmar a multidão, e disse: "Cidadãos de Éfeso, quem dentre os homens não sabe que a cidade de Éfeso guarda o templo da grande Ártemis e a sua estátua que caiu do céu?
36. Quanto a isso, não resta dúvida. Portanto, fiquem calmos e não cometam nenhuma loucura.
37. Estes homens que vocês trouxeram até aqui, não profanaram o templo, nem blasfemaram contra a nossa deusa.
38. Portanto, se Demétrio e os artesãos que estão com ele têm acusações para fazer contra alguém, sejam feitas audiências, e os procônsules estão à disposição. Que as partes apresentem acusações recíprocas.
39. E se houver qualquer outra questão, será resolvida em assembléia legal.
40. Do contrário, corremos o risco de sermos acusados de revolta por causa do que aconteceu hoje, pois não existe nenhum motivo para justificarmos esta reunião."
41. Com essa declaração, ele dissolveu a assembléia.

[Atos 20]Atos 20



PAULO DEIXA ÉFESO
1. Quando o tumulto acabou, Paulo mandou chamar os discípulos de Éfeso. Depois de encorajá-los, despediu-se deles e viajou para a Macedônia.
2. Percorreu essas regiões, falando com freqüência aos fiéis para encorajá-los. E assim chegou à Grécia,
3. onde permaneceu três meses. Quando estava para embarcar rumo à Síria, decidiu fazer a viagem através da Macedônia, porque os judeus tinham organizado uma conspiração contra ele.
4. Os companheiros de Paulo eram: Sópatros, filho de Pirro, da Beréia; Aristarco e Segundo, de Tessalônica; Gaio de Derbe; Timóteo, Tíquico e Trófimo, da província da Ásia.
5. Esses, porém, partiram antes de nós e nos esperavam em Trôade.
6. Nós zarpamos de Filipos, logo após os dias dos pães sem fermento, e os alcançamos cinco dias depois em Trôade, onde permanecemos uma semana.

EUCARISTIA É VIDA
7. No primeiro dia da semana, estávamos reunidos para a fração do pão. Paulo, que devia partir no dia seguinte, dirigia a palavra aos fiéis, e prolongou o discurso até meia-noite.
8. Havia muitas lâmpadas na sala superior, onde estávamos reunidos.
9. Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado na beira de uma janela, acabou adormecendo durante o prolongado discurso de Paulo; vencido finalmente pelo sono, caiu do terceiro andar para baixo. Quando o levantaram, estava morto.
10. Então Paulo desceu, inclinou-se sobre o jovem e, abraçando-o, disse: "Não se preocupem, porque ele está vivo."
11. Depois subiu novamente, partiu o pão e comeu. Ficou conversando com eles até de madrugada, e depois partiu.
12. Quanto ao jovem, o levaram vivo, e sentiram-se muito confortados.

FIDELIDADE DE PAULO
13. Nós, porém, continuamos a viagem e embarcamos num navio para Assos, onde iríamos recolher Paulo. Assim Paulo havia determinado, ao passo que ele iria por terra.
14. Quando nos alcançou em Assos, nós o recolhemos a bordo e prosseguimos para Mitilene.
15. Daí zarpamos no dia seguinte e chegamos à altura de Quio; um dia depois, aportamos em Samos. Tivemos outro dia de viagem e, depois de pararmos em Trogílio, chegamos a Mileto.
16. Paulo tinha decidido não passar por Éfeso, a fim de não prolongar demais sua permanência na Ásia. Tinha pressa de estar em Jerusalém, se possível para o dia de Pentecostes.

O TESTEMUNHO DE PAULO
17. De Mileto, Paulo mandou emissários a Éfeso para chamar os anciãos dessa igreja.
18. Quando os anciãos chegaram, Paulo lhes falou: "Vocês bem sabem de que maneira me comportei em relação a vocês durante todo o tempo, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia.
19. Servi ao Senhor com toda humildade, com lágrimas e no meio das provações que sofri por causa das ciladas dos judeus.
20. Nunca deixei de anunciar aquilo que pudesse ser de proveito para vocês, nem de anunciar publicamente e também de casa em casa.
21. Com insistência, convidei judeus e gregos a se arrependerem diante de Deus e a acreditarem em Jesus nosso Senhor.
22. E agora, prisioneiro do Espírito, vou para Jerusalém, sem saber o que aí me acontecerá.
23. Só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações.
24. Mas, de modo nenhum considero minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e o serviço que recebi do Senhor Jesus, ou seja, testemunhar o Evangelho da graça de Deus.
25. Agora, porém, tenho certeza de que vocês não verão mais o meu rosto, todos vocês entre os quais passei pregando o Reino.
26. Portanto, hoje dou testemunho diante de vocês: se alguém de vocês se perder, eu não sou responsável,
27. pois não deixei de lhes anunciar todo o projeto de Deus sobre vocês.
28. Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho, pois o Espírito Santo os constituiu como guardiães, para apascentarem a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si com o sangue do seu próprio Filho.
29. Eu sei: depois da minha partida, aparecerão lobos vorazes no meio de vocês, e não terão pena do rebanho.
30. E do meio de vocês mesmos surgirão alguns falando coisas pervertidas, para arrastar os discípulos atrás deles.
31. Portanto, fiquem vigiando e se lembrem de que durante três anos, dia e noite, não parei de admoestar com lágrimas a cada um de vocês.
32. Agora, pois, eu os entrego ao Senhor e à palavra de sua graça, que tem o poder de edificar e de dar a vocês a herança entre todos os santificados.
33. Ademais, não cobicei prata, nem ouro, nem vestes de ninguém.
34. Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos providenciaram o que era necessário para mim e para os que estavam comigo.
35. Em tudo mostrei a vocês que é trabalhando assim que devemos ajudar os fracos, recordando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: 'Há mais felicidade em dar do que em receber'. "
36. Após essas palavras, Paulo ajoelhou-se e rezou com todos eles.
37. Então todos começaram a chorar muito; e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam.
38. Estavam muito tristes, principalmente porque havia dito que eles nunca mais veriam o seu rosto. E foram com ele até o navio.

[Atos 21]Atos 21



SEJA FEITA A VONTADE DO SENHOR
1. Quando chegou o momento de partir, fomos como que arrancados dos braços deles e navegamos diretamente para a ilha de Cós. No dia seguinte, chegamos a Rodes, e daí fomos até Pátara,
2. onde encontramos um navio que fazia a travessia para a Fenícia; embarcamos e seguimos viagem.
3. Chegando à vista de Chipre, a deixamos pela esquerda e continuamos a nossa viagem em direção à Síria. Desembarcamos em Tiro, onde o navio devia descarregar.
4. Encontramos os discípulos e ficamos aí sete dias. Movidos pelo Espírito, os discípulos diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.
5. Quando chegou o dia de ir embora, partimos. Todos quiseram acompanhar-nos, com suas mulheres e crianças, até fora da cidade. Na praia, nos ajoelhamos para rezar.
6. Depois da despedida, embarcamos; e eles voltaram para casa.
7. Continuando a nossa viagem por mar, de Tiro chegamos a Ptolemaida. Aí cumprimentamos os irmãos e ficamos um dia com eles.
8. No dia seguinte, partimos e chegamos a Cesaréia. Aí fomos à casa de Filipe, o Evangelista, que era um dos sete, e nos hospedamos na sua casa.
9. Filipe tinha quatro filhas solteiras que profetizavam.
10. Enquanto passávamos vários dias aí, desceu da Judéia um profeta chamado Ágabo.
11. Ele veio ao nosso encontro, pegou o cinto de Paulo e, amarrando os próprios pés e mãos, declarou: "Isto é o que diz o Espírito Santo: o homem a quem pertence este cinto será amarrado deste modo pelos judeus em Jerusalém e será entregue em mãos dos pagãos."
12. Quando ouvimos isso, nós e os irmãos da cidade, insistimos que Paulo não subisse a Jerusalém.
13. Mas Paulo respondeu: "O que estão fazendo vocês, chorando e afligindo o meu coração? Eu estou pronto, não somente para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus."
14. Não conseguimos convencê-lo. Então desistimos, dizendo: "Seja feita a vontade do Senhor."

UMA IGREJA REALISTA
15. Depois de alguns dias, terminamos os nossos preparativos e subimos a Jerusalém.
16. Alguns discípulos de Cesaréia nos acompanharam e nos levaram para nos hospedar na casa de certo Menásson, que era antigo discípulo, natural de Chipre.
17. Quando chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria.
18. No dia seguinte, Paulo foi conosco à casa de Tiago, onde todos os anciãos estavam reunidos.
19. Depois de cumprimentá-los, Paulo expôs minuciosamente o que Deus fizera aos pagãos através do seu serviço.
20. Ouvindo Paulo, eles glorificavam a Deus. Mas a seguir lhe disseram: "Como você vê, irmão, há milhares de judeus que abraçaram a fé, e todos são fiéis observantes da Lei.
21. Eles estão a par de coisas que dizem a respeito de você, isto é, que você anda ensinando a todos os judeus que vivem no meio dos pagãos para abandonarem Moisés e dizendo-lhes que não circuncidassem seus filhos e não continuassem a seguir as tradições.
22. Que vamos fazer? Certamente ficarão sabendo que você está aqui.
23. Portanto, faça o que vamos lhe dizer. Estão aqui quatro homens que têm uma promessa para cumprir.
24. Leve-os com você, purifique-se com eles, pague as despesas para que possam mandar raspar a cabeça. Assim, todos saberão que os boatos a seu respeito não têm fundamento e que você também é fiel na observância da Lei.
25. Quanto aos pagãos que abraçaram a fé, já escrevemos a eles sobre nossas decisões: abster-se de carnes imoladas aos ídolos, de carnes sufocadas e de uniões ilegítimas."
26. Então Paulo levou os homens consigo. No dia seguinte, purificou-se com eles e entrou no Templo, comunicando o prazo em que devia ser oferecido o sacrifício na intenção de cada um deles, logo após os dias da purificação.

PRISÃO DE PAULO
27. Os sete dias estavam chegando ao fim, quando os judeus da Ásia, percebendo que Paulo estava no Templo, amotinaram toda a multidão e o agarraram,
28. gritando: "Israelitas, socorro! Este é o homem que anda ensinando a todos e por toda a parte contra o nosso povo, contra a Lei e contra este Lugar. Além disso, ele trouxe gregos para dentro do Templo, profanando este santo Lugar."
29. De fato, antes eles tinham visto Trófimo, o efésio, junto com Paulo na cidade, e julgavam que Paulo o tivesse introduzido no Templo.
30. A cidade toda ficou agitada e houve ajuntamento do povo. Apoderaram-se de Paulo e o arrastaram para fora do Templo, e imediatamente as portas foram fechadas.
31. Já estavam prontos para matá-lo, quando chegou ao tribuno da coorte esta notícia: "Jerusalém inteira está amotinada."
32. O tribuno destacou imediatamente soldados e oficiais, e atacou os manifestantes. Estes, vendo o tribuno e os soldados, pararam de bater em Paulo.
33. Então, o tribuno aproximou-se, deteve Paulo, e mandou que o prendessem com duas correntes; depois perguntou quem ele era e o que havia feito.
34. Na multidão, uns gritavam uma coisa e outros, outra. Não podendo obter informação segura por causa do tumulto, o tribuno ordenou que conduzissem Paulo para a fortaleza.
35. Quando chegou junto aos degraus, Paulo teve que ser carregado pelos soldados, por causa da violência da multidão.
36. Com efeito, o povo em massa o seguia, gritando: "Mata! Mata!"
37. Paulo estava para ser recolhido à fortaleza. Então disse ao tribuno: "Posso falar com você?" O tribuno perguntou: "Você fala grego?
38. Por acaso, você não é o egípcio que, dias atrás, subverteu e arrastou ao deserto quatro mil sicários?"
39. Paulo respondeu: "Eu sou judeu, cidadão de Tarso, uma cidade importante da Cilícia. E agora, lhe peço que me deixe falar com o povo."


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