Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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40. O tribuno deu permissão. E Paulo, de pé sobre os degraus, fez sinal com a mão ao povo. Houve grande silêncio, e Paulo dirigiu-lhes a palavra em língua hebraica.

[Atos 22]Atos 22



PAULO JUSTIFICA SUA MISSÃO
1. Paulo disse: "Irmãos e pais, escutem a defesa que eu agora apresento a vocês."
2. Vendo que Paulo lhes falava em língua hebraica, fizeram mais silêncio ainda. E Paulo continuou:
3. "Eu sou judeu. Nasci em Tarso da Cilícia, mas fui educado nesta cidade, formado na escola de Gamaliel, seguindo a linha mais escrupulosa dos nossos antepassados, cheio de zelo por Deus, como todos vocês o são agora.
4. Persegui mortalmente este Caminho, prendendo e lançando à prisão homens e mulheres,
5. como o sumo sacerdote e todos os anciãos podem testemunhar. Eles até me deram carta de recomendação para os irmãos de Damasco, e para lá me dirigi, a fim de trazer algemados os que lá estivessem, a fim de serem punidos aqui em Jerusalém.
6. No entanto, aconteceu que na viagem, estando já perto de Damasco, aí pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim.
7. Então caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: 'Saulo, Saulo, por que você me persegue?'
8. Eu perguntei: 'Quem és tu, Senhor?' Ele me respondeu: 'Eu sou Jesus, o Nazareu, a quem você está perseguindo!'
9. Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava.
10. Então perguntei: 'Senhor, o que devo fazer?' E o Senhor me respondeu: 'Levante-se e vá para Damasco. Aí vão explicar tudo o que Deus quer que você faça.'
11. Como eu não podia enxergar por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros.
12. Havia na cidade certo Ananias, homem piedoso e fiel à Lei, com boa reputação junto a todos os judeus que aí moravam.
13. Ele veio ao meu encontro e me disse: 'Saulo, meu irmão, recupere a vista!' No mesmo instante recuperei a vista e pude vê-lo.
14. Então ele me disse: 'O Deus de nossos antepassados o destinou a conhecer a sua vontade, a ver o Justo e a ouvir a sua própria voz.
15. Porque você vai ser a sua testemunha de todas as coisas que viu e ouviu, diante de todos os homens.
16. Agora, não perca tempo: levante-se, receba o batismo e lave os seus pecados, invocando o nome dele'.
17. Depois eu voltei a Jerusalém, e quando estava rezando no Templo, entrei em êxtase.
18. Vi o Senhor que me dizia: 'Depressa, saia logo de Jerusalém, porque não aceitarão o testemunho que você dá a meu respeito'.
19. Então respondi: 'Mas, Senhor, eles sabem que era eu que, nas sinagogas, andava prendendo e batendo nos que acreditavam em ti.
20. E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, foi derramado, eu mesmo estava lá, apoiando aqueles que o matavam e guardando as roupas deles'.
21. Então o Senhor me disse: 'Vá! É para longe, é para os pagãos que eu vou enviar você'."

PAULO DEFENDE SEUS DIREITOS
22. Os judeus escutaram Paulo até esse ponto. Mas, quando ele disse essas palavras, começaram a gritar: "Tire da terra esse indivíduo! Ele não merece viver!"
23. E xingavam, e jogavam os mantos, e lançavam poeira para o alto.
24. Então o tribuno mandou recolher Paulo na fortaleza, ordenando que o interrogassem debaixo de açoites, para saber o motivo por que gritavam tanto contra ele.
25. Enquanto estavam amarrando Paulo com correias, ele disse ao centurião aí presente: "É permitido a vocês açoitar um cidadão romano sem ter sido julgado?"
26. Diante dessas palavras, o centurião foi prevenir o tribuno: "Veja bem o que vai fazer! Esse homem é cidadão romano!"
27. Então o tribuno foi e perguntou a Paulo: "Diga-me, você é cidadão romano?" Ele respondeu: "Sou sim."
28. O tribuno disse: "Eu precisei de muito dinheiro para adquirir essa cidadania!"
29. Paulo falou: "Pois eu tenho essa cidadania de nascença." Os que estavam aí para torturá-lo, imediatamente se afastaram. Até o tribuno ficou com medo ao saber que Paulo era cidadão romano, e que mesmo assim o havia acorrentado.
30. No dia seguinte, querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno o soltou e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio. Depois, fez Paulo descer e o apresentou perante eles.

[Atos 23]Atos 23



DE RÉU A JUIZ
1. Com o olhar fixo no Sinédrio, Paulo assim falou: "Irmãos, até hoje eu me comportei diante de Deus em perfeita boa consciência."
2. Mas o sumo sacerdote Ananias ordenou aos que estavam perto que batessem na boca de Paulo.
3. Então Paulo lhe disse: "Deus vai ferir a você, parede caiada! Você se senta para julgar-me segundo a Lei e, violando a Lei, ordena que me batam?"
4. Os que estavam ao seu lado lhe disseram: "Você está insultando o sumo sacerdote de Deus!"
5. Paulo respondeu: "Irmãos, eu não sabia que este é o sumo sacerdote. Pois está escrito: 'Não amaldiçoe o chefe do seu povo'."
6. A seguir, sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no Sinédrio: "Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. É por nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou sendo julgado."
7. Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembléia se dividiu.
8. De fato, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra.
9. Levantou-se um vozerio enorme. Então, alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, começaram a protestar, dizendo: "Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?"
10. E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse estraçalhado por eles, o tribuno ordenou que o destacamento descesse e o tirasse do meio deles, levando-o de novo para a fortaleza.
11. Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: "Tenha confiança. Assim como você deu testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que também dê testemunho em Roma."

TRAMA FRUSTRADA
12. No dia seguinte, os judeus fizeram uma conspiração e se comprometeram, sob juramento, a não comer nem beber enquanto não matassem Paulo.
13. Os que fizeram essa conjuração eram mais de quarenta homens.
14. Foram, então, procurar os chefes dos sacerdotes e os anciãos, dizendo: "Acabamos de jurar solenemente, sob anátema, que nada vamos comer enquanto não matarmos Paulo.
15. Vocês, portanto, de acordo com o Sinédrio, proponham que o tribuno o traga, sob pretexto de vocês examinarem mais minuciosamente o caso. Quanto a nós, estamos prontos para matá-lo antes que chegue aqui."
16. Entretanto, o sobrinho de Paulo soube da trama, foi à fortaleza, entrou e preveniu Paulo.
17. Então Paulo chamou um dos centuriões e disse: "Leve este rapaz ao tribuno, porque ele tem algo a comunicar."
18. O centurião conduziu o rapaz ao tribuno e disse a ele: "O prisioneiro Paulo me chamou e pediu que lhe trouxesse este rapaz, que tem algo a lhe dizer."
19. Tomando o rapaz pela mão, o tribuno o levou à parte e lhe perguntou: "O que é que você tem para me comunicar?"
20. O rapaz respondeu: "Os judeus combinaram pedir que o senhor faça Paulo descer amanhã ao Sinédrio, sob pretexto de examinarem mais minuciosamente a sua causa.
21. Não acredite neles. Mais de quarenta homens estão de emboscada contra Paulo. Eles juraram, sob anátema, não comer nem beber enquanto não o matarem. Agora estão de prontidão e esperam que o Senhor dê o consentimento."
22. O tribuno despediu o rapaz, recomendando: "Não diga a ninguém que você me trouxe essas informações."
23. Então o tribuno chamou dois centuriões e ordenou: "Coloquem de prontidão, desde as nove horas da noite, duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos lanceiros para irem até Cesaréia.
24. E também cavalos, para que Paulo possa viajar e ser conduzido são e salvo ao governador Félix."
25. Depois, o tribuno escreveu a seguinte carta:
26. "Cláudio Lísias ao excelentíssimo governador Félix, saudações!
27. Este homem caiu em poder dos judeus e estava para ser morto por eles. Então cheguei com a tropa e o arranquei das mãos deles, porque fiquei sabendo que era cidadão romano.
28. Querendo averiguar o motivo por que o acusavam, eu mandei levá-lo ao Sinédrio deles.
29. Verifiquei que ele era incriminado por questões referentes à lei que os rege, não havendo nenhum crime que justificasse morte ou prisão.
30. Informado que existia, por parte dos judeus, um atentado contra este homem, tratei de enviá-lo ao senhor. Comuniquei aos acusadores que devem expor na presença do senhor o que eles tem contra este homem."
31. Conforme lhes fora ordenado, os soldados tomaram Paulo e o levaram de noite até Antipátrida.
32. No dia seguinte, os soldados voltaram à fortaleza e deixaram os cavaleiros seguir viagem com Paulo.
33. Chegando a Cesaréia, os cavaleiros entregaram a carta ao governador e lhe apresentaram Paulo.
34. Depois de ler a carta, o governador quis saber qual era a província de origem de Paulo. Informado que era da Cilícia, disse-lhe:
35. "Quando os seus acusadores chegarem, eu ouvirei você." E mandou que Paulo ficasse preso no palácio de Herodes.

[Atos 24]Atos 24



CRISTIANISMO É CAMINHO
1. Cinco dias depois, o sumo sacerdote Ananias foi a Cesaréia com alguns anciãos e um advogado chamado Tertulo. Eles se apresentaram ao governador como acusadores de Paulo.
2. Quando Paulo foi chamado, Tertulo começou a acusação dizendo: "Excelentíssimo governador Félix. Gozamos de paz profunda graças à sua direção e às reformas feitas em favor deste povo.
3. Reconhecemos e agradecemos todos esses benefícios realizados sempre e em toda parte.
4. Mas, para não detê-lo muito tempo, peço sua atenção por um instante, pois conhecemos a sua benevolência.
5. Verificamos que este homem é uma peste: ele promove conflitos entre os judeus do mundo inteiro e é também um dos líderes da seita dos nazareus.
6. Ele tentou inclusive profanar o Templo, por isso o prendemos. Pretendíamos julgá-lo segundo a nossa Lei,
7. mas o tribuno Lísias interveio, arrancou-o das nossas mãos com muita violência e ordenou a seus acusadores que comparecessem diante da sua presença.
8. Interrogando-o, Vossa Excelência poderá certificar-se de todas as coisas de que nós o estamos acusando."
9. Os judeus também apoiavam Tertulo, sustentando que as coisas eram assim mesmo.
10. Então o governador fez sinal para que Paulo falasse. E este começou: "Eu sei que há muitos anos Vossa Excelência é juiz desta nação e, por isso, me sinto à vontade para defender a minha causa.
11. Como Vossa Excelência mesmo pode comprovar, faz apenas doze dias que subi em peregrinação a Jerusalém.
12. Ora, nem no Templo, nem nas sinagogas, nem pela cidade, jamais alguém me viu discutindo com outra pessoa ou provocando desordem na multidão.
13. Eles não podem provar aquilo de que agora me acusam.
14. Confesso-lhe, porém, uma coisa: eu estou a serviço do Deus de nossos pais, segundo o Caminho, que eles chamam de seita. Acredito em tudo o que está conforme a Lei e em tudo o que se encontra escrito nos Profetas.
15. Tenho em Deus a mesma esperança que eles têm, ou seja: que todos vão ressuscitar, tanto os justos como os injustos.
16. Por isso, eu também me esforço para manter sempre a consciência limpa diante de Deus e dos homens.
17. Depois de muitos anos, vim trazer esmolas para o meu povo e também apresentar ofertas.
18. Quando eu estava fazendo isso, depois de ter feito a cerimônia da purificação, eles me encontraram no Templo. Não havia ajuntamento nem tumulto.
19. Alguns judeus da Ásia, porém... São eles que deveriam apresentar-se à Vossa Excelência e acusar-me, caso tivessem algo contra mim.
20. Ou então, que estes homens aqui digam se encontraram em mim algum crime quando compareci diante do Sinédrio.
21. A não ser que se trate desta única frase que gritei no meio deles: 'É por causa da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado hoje diante de vocês'."

TESTEMUNHO DIANTE DA CORRUPÇÃO
22. Félix estava bem informado a respeito do Caminho e adiou a causa, dizendo: "Quando o tribuno Lísias chegar, eu resolverei o caso de vocês."
23. E ordenou que o centurião mantivesse Paulo preso, mas que lhe desse bom tratamento e não impedisse que seus amigos o visitassem.
24. Alguns dias mais tarde, Félix veio com sua esposa Drusila, que era judia. Mandou chamar Paulo e o ouviu falar da fé em Jesus Cristo.
25. Mas, quando Paulo começou a comentar sobre a justiça, a continência e o julgamento futuro, Félix ficou com medo e disse: "Por agora você pode ir. Quando eu tiver mais tempo, mandarei chamá-lo."
26. Além disso, Félix esperava que Paulo lhe desse dinheiro. Por isso, mandava chamá-lo freqüentemente e conversava com ele.
27. Dois anos depois, Pórcio Festo ocupou o lugar de Félix. Entretanto, querendo agradar aos judeus, Félix havia deixado Paulo na prisão.

[Atos 25]Atos 25



OS PODEROSOS TEMEM FAZER JUSTIÇA
1. Três dias depois de chegar à província, Festo subiu de Cesaréia para Jerusalém.
2. Os chefes dos sacerdotes e os mais notáveis dentre os judeus se apresentaram para acusar Paulo. Pediam com insistência,
3. movidos contra Paulo, o especial favor de transferi-lo para Jerusalém. É que preparavam uma emboscada para matar Paulo durante a viagem.
4. Festo, porém, respondeu que o lugar da prisão de Paulo era Cesaréia e que ele mesmo partiria muito em breve para lá.
5. E completou: "Aqueles que dentre vocês estiverem habilitados, desçam comigo a Cesaréia. E se alguma coisa existe de irregular nesse homem, apresentem acusação contra ele."
6. Festo ficou com eles não mais de oito ou dez dias e foi para Cesaréia. No dia seguinte, sentou-se no tribunal e mandou trazer Paulo.
7. Quando Paulo chegou, os judeus que tinham ido de Jerusalém o rodearam, apresentando muitas e graves acusações, que no entanto não conseguiam provar.
8. Paulo se defendeu, dizendo: "Eu não fiz nada contra a Lei dos judeus, nem contra o Templo, nem contra o Imperador."
9. Querendo agradar aos judeus, Festo disse a Paulo: "Você quer subir a Jerusalém para ser julgado lá, em minha presença, a respeito dessas coisas?"
10. Paulo respondeu: "Estou diante do tribunal de César, e é aqui que devo ser julgado. Não pratiquei nenhum crime contra os judeus, como Vossa Excelência perfeitamente reconhece.
11. Se cometi uma injustiça ou alguma coisa que mereça a morte, não recuso morrer. Mas, se não há nada daquilo de que me acusam, ninguém pode entregar-me a eles. Apelo para César."
12. Então Festo conferenciou com o seu conselho e disse: "Você apelou para César; então irá a César."

AFINAL, ACUSAR DE QUÊ?
13. Alguns dias depois, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia e foram cumprimentar Festo.
14. Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: "Está aqui um homem que Félix deixou prisioneiro.
15. Quando eu estive em Jerusalém, os chefes dos sacerdotes e os anciãos dos judeus trouxeram acusações contra ele e me pediram que o condenasse.
16. Mas eu respondi a eles que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação.
17. Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem.
18. Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar.
19. Tinham somente certas questões sobre sua própria religião e a respeito de certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo.
20. Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá.
21. Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do Augusto Imperador. Ordenei, então, que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César."
22. Agripa disse então a Festo: "Eu também gostaria de ouvir esse homem."
23. No dia seguinte, Agripa e Berenice chegaram com grande pompa e foram à sala de audiências, junto com os tribunos e as pessoas importantes da cidade. Festo deu uma ordem, e Paulo foi introduzido.
24. Então Festo disse: "Rei Agripa e cidadãos aqui presentes: vocês estão vendo aqui o homem por causa de quem toda a comunidade dos judeus recorreu a mim, tanto em Jerusalém como aqui, exigindo que ele não deve continuar vivo.
25. No entanto, eu verifiquei que ele não fez nada que mereça a morte; mas, como ele mesmo apelou para César, decidi enviá-lo.
26. Acontece que nada tenho de concreto sobre ele para escrever ao soberano. Por isso, eu o faço comparecer diante de vocês, principalmente diante de Vossa Excelência, rei Agripa, a fim de que, após o interrogatório, eu tenha o que escrever.
27. Com efeito, pareceu-me absurdo enviar um prisioneiro sem indicar as acusações movidas contra ele."

[Atos 26]Atos 26



AUTODEFESA DE PAULO
1. Agripa dirigiu-se a Paulo: "Você tem a permissão de falar em sua defesa." Então Paulo estendeu a mão e começou a sua defesa:
2. "Rei Agripa, considero-me feliz de poder, em sua presença, defender-me de todas as coisas de que os judeus me acusam.
3. Ainda mais que o Senhor está a par dos costumes e controvérsias dos judeus. Portanto, peço-lhe que me escute com paciência.
4. Todos os judeus sabem como foi a minha vida desde a minha juventude, no meio do meu povo e em Jerusalém, desde o início.
5. Eles me conhecem de longa data e, se quiserem, podem testemunhar que vivi como fariseu, conforme a seita mais rígida de nossa religião.
6. E hoje estou sendo julgado por causa da esperança prometida por Deus aos nossos pais
7. e que as nossas doze tribos esperam conseguir, servindo a Deus dia e noite, com perseverança. É por causa dessa esperança, ó rei, que estou sendo acusado pelos judeus.
8. Por que é que vocês acham tão incrível que Deus ressuscite os mortos?
9. Eu também antes acreditava ser meu dever combater com todas as forças o nome de Jesus, o Nazareu.
10. E foi isso que eu fiz em Jerusalém: prendi muitos cristãos com autorização dos chefes dos sacerdotes, e dei o meu voto para que fossem condenados à morte.
11. Em todas as sinagogas eu procurava obrigá-los a blasfemar por meio de torturas e, no auge do furor, eu os caçava até em cidades estrangeiras.
12. Com essa intenção, eu estava indo a Damasco, com autorização e a mando dos chefes dos sacerdotes.
13. Ó rei, eu estava a caminho, quando aí pelo meio-dia vi uma luz vinda do céu, mais brilhante que o sol. Essa luz me envolveu, a mim e aos que me acompanhavam.
14. Todos nós caímos por terra. Então ouvi uma voz que me dizia em hebraico: 'Saulo, Saulo, por que você me persegue? É difícil você teimar contra o ferrão!'
15. Eu respondi: 'Quem és tu, Senhor?' E o Senhor me respondeu: 'Eu sou Jesus, aquele que você está perseguindo.
16. Mas agora levante-se e fique de pé. O motivo pelo qual apareci a você é este: eu o constituí para ser servo e testemunha desta visão, na qual você me viu, e também de outras visões, nas quais eu aparecerei a você.
17. Eu vou livrá-lo deste povo e dos pagãos, aos quais eu o envio,
18. para que você abra os olhos deles e assim se convertam das trevas para a luz, da autoridade de Satanás para Deus. Desse modo, pela fé em mim, eles receberão o perdão dos pecados e a herança entre os santificados'.
19. E eu, rei Agripa, não me rebelei contra essa visão celeste.
20. Ao contrário: vivendo da maneira que corresponde a essa conversão, eu anunciei o arrependimento e a conversão a Deus, primeiro aos habitantes de Damasco, aos de Jerusalém e de toda a Judéia, e depois aos pagãos.
21. É por isso que os judeus me agarraram e tentaram matar-me.
22. Mas, com a proteção de Deus, eu continuo até hoje dando testemunho diante de pequenos e grandes. Não prego nada mais do que os Profetas e Moisés disseram que havia de acontecer,
23. isto é, que o Messias devia sofrer e que, ressuscitado por primeiro dentre os mortos, ele devia anunciar a luz ao povo e aos pagãos."

OCASIÃO DE TESTEMUNHO
24. Paulo estava assim falando em sua defesa, quando Festo o interrompeu em alta voz: "Você está ficando louco, Paulo. Todo esse seu saber o está levando à loucura!"
25. Mas Paulo respondeu: "Não estou ficando louco, excelentíssimo Festo, mas estou falando palavras verdadeiras e sensatas.
26. O próprio rei, a quem estou me dirigindo com toda a coragem, certamente está a par dessas coisas. Acredito que nada disso lhe é desconhecido, porque essas coisas não aconteceram num lugar distante.
27. Rei Agripa, o senhor acredita nos Profetas? Eu sei que acredita."
28. Então Agripa disse a Paulo: "Ainda um pouco, e você vai me convencer a tornar-me cristão!"
29. Paulo respondeu: "Ainda um pouco ou ainda muito, tomara que Deus fizesse não somente o senhor, mas todos os que me escutam hoje, tornar-se como eu, mas sem essas correntes!"
30. O rei se levantou, e com ele o governador, Berenice e todos os que tomavam parte na sessão.
31. Enquanto saíam, conversavam e diziam: "Um homem como esse não pode ter feito nada que mereça a morte ou a prisão."
32. E Agripa disse a Festo: "Esse homem bem que podia ser posto em liberdade, se não tivesse apelado para César."

[Atos 27]Atos 27



VIAGEM PARA ROMA
1. Quando foi decidido que embarcaríamos para a Itália, Paulo e alguns outros prisioneiros foram entregues a um centurião chamado Júlio, da coorte Augusta.
2. Embarcamos num navio de Adramítio, que ia partir para as costas da Ásia, e começamos a viagem. Estava conosco Aristarco, macedônio de Tessalônica.
3. No dia seguinte, fizemos escala em Sidônia. Tratando Paulo com humanidade, Júlio permitiu que ele fosse encontrar seus amigos para receber assistência deles.
4. Partindo daí, navegamos rente à ilha de Chipre, pois os ventos eram contrários.
5. Tendo atravessado o mar ao longo da Cilícia e da Panfília, depois de quinze dias, desembarcamos em Mira, na Lícia.
6. O centurião encontrou aí um navio de Alexandria que estava de partida para a Itália, e nos transferiu para ele.
7. Durante vários dias, navegamos lentamente e chegamos com dificuldade à altura de Cnido. Como o vento era contrário, navegamos rente à ilha de Creta, junto ao cabo Salmone.
8. Costeando a ilha com dificuldade, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto da cidade de Lasaia.
9. Transcorrido muito tempo, a viagem estava se tornando perigosa, porque o Jejum já havia passado. Então Paulo advertiu:


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