Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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16. A herança, portanto, vem através da fé, para que seja gratuita e para que a promessa seja garantida a toda a descendência, não só à descendência segundo a Lei, mas também à descendência segundo a fé de Abraão, que é o pai de todos nós.
17. De fato, a Escritura diz: "Eu constituí você pai de muitas nações." Abraão é o nosso pai diante daquele no qual ele acreditou, o Deus que faz os mortos viverem e que chama à existência aquilo que não existe.

O QUE É TER FÉ
18. Esperando contra toda esperança, Abraão acreditou e tornou-se o pai de muitas nações, conforme foi dito a ele: "Assim será a sua descendência."
19. Ele não fraquejou na fé, embora já estivesse vendo o próprio corpo sem vigor - ele tinha quase cem anos e o ventre de Sara já estivesse amortecido.
20. Diante da promessa divina, ele não duvidou, mas foi fortalecido pela fé e deu glória a Deus.
21. Ele estava plenamente convencido de que Deus podia realizar o que havia prometido.
22. Eis o motivo pelo qual isso lhe foi creditado como justiça.
23. Ora, não é para um só que está escrito: "Isso lhe foi creditado";
24. mas também para nós. Será igualmente creditado para nós, pois acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos, Jesus nosso Senhor,
25. o qual foi entregue à morte pelos nossos pecados e foi ressuscitado para nos tornar justos.

[Romanos 5]Romanos 5



O MOTIVO DA NOSSA ESPERANÇA
1. Assim, justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.
2. Por meio dele e através da fé, nós temos acesso à graça, na qual nos mantemos e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus.
3. E não só isso. Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança,
4. a perseverança produz a fidelidade comprovada, e a fidelidade comprovada produz a esperança.
5. E a esperança não engana, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
6. De fato, quando ainda éramos fracos, Cristo, no momento oportuno, morreu pelos ímpios.
7. Dificilmente se encontra alguém disposto a morrer em favor de um justo; talvez haja alguém que tenha coragem de morrer por um homem de bem.
8. Mas Deus demonstra seu amor para conosco porque Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores.
9. Assim, tornados justos pelo sangue de Cristo, com maior razão seremos salvos da ira por meio dele.
10. Se quando éramos inimigos fomos reconciliados com Deus por meio da morte do seu Filho, muito mais agora, já reconciliados, seremos salvos por sua vida.
11. E não só isso. Também nos gloriamos em Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual obtivemos agora a reconciliação.

A VIDA SUPERA A MORTE
12. Assim como o pecado entrou no mundo através de um só homem e com o pecado veio a morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram.
13. De fato, já antes da Lei existia pecado no mundo, embora o pecado não possa ser levado em conta quando não existe Lei.
14. Ora, a morte reinou de Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não haviam pecado, cometendo uma transgressão igual à de Adão, o qual é figura daquele que devia vir.
15. O dom da graça, porém, não é como a falta. Se todos morreram devido à falta de um só, muito mais abundantemente se derramou sobre todos a graça de Deus e o dom gratuito de um só homem, Jesus Cristo.
16. Também não acontece com o dom da graça, como aconteceu com o pecado de um só que pecou: a partir do pecado de um só, o julgamento levou à condenação, ao passo que a partir de numerosas faltas, o dom da graça levou à justificação.
17. Porque se através de um só homem reinou a morte por causa da falta de um só, com muito mais razão reinarão na vida aqueles que recebem a abundância da graça e do dom da justiça, por meio de um só: Jesus Cristo.
18. Portanto, assim como pela falta de um só resultou a condenação para todos os homens, do mesmo modo foi pela justiça de um só que resultou para todos os homens a justificação que dá a vida.
19. Assim como, pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores, do mesmo modo, pela obediência de um só, todos se tornarão justos.
20. A Lei sobreveio para dar plena consciência da falta; mas, onde foi grande o pecado, foi bem maior a graça,
21. para que, assim como o pecado havia reinado através da morte, do mesmo modo a graça reine através da justiça para a vida eterna, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

[Romanos 6]Romanos 6



MORTE E VIDA COM JESUS CRISTO
1. Que diremos então? Devemos permanecer no pecado para que haja abundância da graça?
2. De forma nenhuma! Uma vez que já morremos para o pecado, como poderíamos ainda viver no pecado?
3. Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte?
4. Pelo batismo fomos sepultados com ele na morte, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos por meio da glória do Pai, assim também nós possamos caminhar numa vida nova.
5. Se permanecermos completamente unidos a Cristo com morte semelhante à dele, também permaneceremos com ressurreição semelhante à dele.
6. Sabemos muito bem que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que o corpo de pecado fosse destruído e assim não sejamos mais escravos do pecado.
7. De fato, quem está morto, está livre do pecado.
8. Mas, se estamos mortos com Cristo, acreditamos que também viveremos com ele,
9. pois sabemos que Cristo, ressuscitado dos mortos, não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele.
10. Porque morrendo, Cristo morreu de uma vez por todas para o pecado; vivendo, ele vive para Deus.
11. Assim também vocês considerem-se mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

INSTRUMENTOS DA JUSTIÇA E DA VIDA
12. Que o pecado não reine mais no corpo mortal de vocês, submetendo-os às suas paixões.
13. Não ofereçam os membros como instrumento de injustiça para o pecado. Pelo contrário, ofereçam-se a Deus como pessoas vivas, que voltaram dos mortos; e ofereçam os membros como instrumento da justiça para Deus.
14. Pois o pecado não os dominará nunca mais, porque vocês já não estão debaixo da Lei, mas sob a graça.

ESCRAVOS DE DEUS E DA JUSTIÇA
15. E daí? Devemos cometer pecados, porque já não estamos debaixo da Lei, mas sob a graça? De forma nenhuma!
16. Vocês não sabem que, oferecendo-se a alguém como escravos para obedecer, vocês se tornam escravos daquele a quem obedecem, seja do pecado que leva à morte, seja da obediência que conduz à justiça?
17. Damos graças a Deus, porque vocês eram escravos do pecado, mas obedeceram de coração ao ensinamento básico que lhes foi transmitido.
18. Assim, livres do pecado, vocês se tornaram escravos da justiça.
19. Falo com palavras simples por causa da fraqueza de vocês. Assim como antes vocês puseram seus membros a serviço da imoralidade e da desordem que conduzem à revolta contra Deus, agora ponham seus membros a serviço da justiça para a santificação de vocês.
20. Quando eram escravos do pecado, vocês eram livres em relação à justiça.
21. Que frutos colheram então? Frutos de que agora se envergonham, pois o fim deles é a morte.
22. Mas agora, livres do pecado e tornados escravos de Deus, vocês dão frutos que conduzem à santificação e o fim deles é a vida eterna.
23. Pois a morte é o salário do pecado, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo, nosso Senhor.

[Romanos 7]Romanos 7



O CRISTÃO LIBERTO DA LEI
1. Ou vocês não sabem, irmãos - falo a pessoas competentes em matéria de lei -, que a lei tem domínio sobre alguém só enquanto ele vive?
2. Por exemplo: a mulher casada está ligada por lei ao marido enquanto este vive; mas, se ele morre, ela fica livre da lei conjugal.
3. Por isso, enquanto o marido está vivo, se ela se tornar mulher de outro homem, será chamada adúltera. Mas, se o marido morre, ela está livre em relação à lei, de modo que não será adúltera se ela se casar com outro homem.
4. Meus irmãos, o mesmo acontece com vocês: pelo corpo de Cristo, vocês morreram para a Lei, a fim de pertencerem a outro, que ressuscitou dos mortos, e assim produzirem frutos para Deus.
5. De fato, quando vivíamos submetidos a instintos egoístas, as paixões pecaminosas serviam-se da Lei para agir em nossos membros, a fim de que produzíssemos frutos para a morte.
6. Mas agora, morrendo para aquilo que nos aprisionava, fomos libertos da Lei, a fim de servirmos sob o regime novo do Espírito, e não mais sob o velho regime da letra.

A LEI E O PECADO
7. Que diremos então? Que a Lei é pecado? De jeito nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado se não existisse a Lei, nem teria conhecido a cobiça se a Lei não tivesse dito: "Não cobice".
8. Mas o pecado aproveitou a ocasião desse mandamento e despertou em mim todo tipo de cobiça, porque, sem a Lei, o pecado está morto.
9. Antes eu vivia sem a Lei; mas, quando veio o mandamento, o pecado reviveu,
10. e eu morri. O mandamento que devia dar a vida tornou-se para mim motivo de morte.
11. Porque o pecado aproveitou a ocasião do mandamento, me seduziu e, através dele, me matou.
12. A Lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom.
13. Então uma coisa boa se transformou em morte para mim? De jeito nenhum! Foi o pecado que fez isso. Pois o pecado, através do que é bom, produziu em mim a morte, a fim de que o pecado, por meio do mandamento aparecesse em toda a sua gravidade.

A FORÇA DO PECADO
14. Sabemos que a Lei é espiritual, mas eu sou humano e fraco, vendido como escravo ao pecado.
15. Não consigo entender nem mesmo o que eu faço; pois não faço aquilo que eu quero, mas aquilo que mais detesto.
16. Ora, se eu faço o que não quero, reconheço que a Lei é boa;
17. portanto, não sou eu que faço, mas é o pecado que mora em mim.
18. Sei que o bem não mora em mim, isto é, em meus instintos egoístas. O querer o bem está em mim, mas não sou capaz de fazê-lo.
19. Não faço o bem que quero, e sim o mal que não quero.
20. Ora, se faço aquilo que não quero, não sou eu que o faço, mas é o pecado que mora em mim.
21. Assim, encontro em mim esta lei: quando quero fazer o bem, acabo encontrando o mal.
22. No meu íntimo, eu amo a lei de Deus;
23. mas percebo em meus membros outra lei que luta contra a lei da minha razão e que me torna escravo da lei do pecado que está nos meus membros.
24. Infeliz de mim! Quem me libertará deste corpo de morte?
25. Sejam dadas graças a Deus, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim, pela razão eu sirvo à lei de Deus, mas pelos instintos egoístas sirvo à lei do pecado.

[Romanos 8]Romanos 8



A VIDA NO ESPÍRITO
1. Agora, porém, já não existe nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo.
2. A lei do Espírito, que dá a vida em Jesus Cristo, nos libertou da lei do pecado e da morte.
3. Deus tornou possível aquilo que para a Lei era impossível, porque os instintos egoístas a tornaram impotente. Ele enviou seu próprio Filho numa condição semelhante à do pecado, em vista do pecado, e assim condenou o pecado na sua carne mortal.
4. Deus fez isso para que a justiça exigida pela Lei se realizasse em nós, que vivemos segundo o Espírito e não sob o domínio dos instintos egoístas.
5. Os que vivem segundo os instintos egoístas inclinam-se para os instintos egoístas; mas os que vivem segundo o Espírito inclinam-se para aquilo que é próprio do Espírito.
6. Os desejos dos instintos egoístas levam à morte; enquanto os desejos do Espírito levam para a vida e a paz.
7. De fato, os desejos dos instintos egoístas estão em revolta contra Deus, porque não se submetem à lei de Deus; e nem mesmo o podem,
8. porque os que vivem segundo os instintos egoístas não podem agradar a Deus.
9. Uma vez que o Espírito de Deus habita em vocês, vocês já não estão sob o domínio dos instintos egoístas, mas sob o Espírito, pois quem não tem o Espírito de Cristo não pertence a ele.
10. Se Cristo está em vocês, o corpo está morto por causa do pecado, e o Espírito é vida por causa da justiça.
11. Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou Cristo dos mortos dará a vida também para os corpos mortais de vocês, por meio do seu Espírito que habita em vocês.
12. Portanto, irmãos, nós somos devedores, mas não dos instintos egoístas para vivermos de acordo com eles.
13. Se vocês vivem segundo os instintos egoístas, vocês morrerão; mas se com a ajuda do Espírito fazem morrer as obras do corpo, vocês viverão.

FILHOS E HERDEIROS
14. Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.
15. E vocês não receberam um Espírito de escravos para recair no medo, mas receberam um Espírito de filhos adotivos, por meio do qual clamamos: Abba! Pai!
16. O próprio Espírito assegura ao nosso espírito que somos filhos de Deus.
17. E se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus, herdeiros junto com Cristo, uma vez que, tendo participado dos seus sofrimentos, também participaremos da sua glória.

ESPERANDO UM MUNDO NOVO
18. Penso que os sofrimentos do momento presente não se comparam com a glória futura que deverá ser revelada em nós.
19. A própria criação espera com impaciência a manifestação dos filhos de Deus.
20. Entregue ao poder do nada - não por sua própria vontade, mas por vontade daquele que a submeteu -, a criação abriga a esperança,
21. pois ela também será liberta da escravidão da corrupção, para participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus.
22. Sabemos que a criação toda geme e sofre dores de parto até agora.
23. E não somente ela, mas também nós, que possuímos os primeiros frutos do Espírito, gememos no íntimo, esperando a adoção, a libertação para o nosso corpo.
24. Na esperança, nós já fomos salvos. Ver o que se espera já não é esperar: como se pode esperar o que já se vê?
25. Mas, se esperamos o que não vemos, é na perseverança que o aguardamos.
26. Do mesmo modo, também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois nem sabemos o que convém pedir; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.
27. E aquele que sonda os corações sabe quais são os desejos do Espírito, pois o Espírito intercede pelos cristãos de acordo com a vontade de Deus.

O PROJETO DE DEUS
28. Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o projeto dele.
29. Aqueles que Deus antecipadamente conheceu, também os predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho, para que este seja o primogênito entre muitos irmãos.
30. E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos. E aos que tornou justos, também os glorificou.

NINGUÉM PODE IMPEDIR O PROJETO DE DEUS
31. O que nos resta dizer? Se Deus está a nosso favor, quem estará contra nós?
32. Ele não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós. Como não nos dará também todas as coisas junto com o seu Filho?
33. Quem acusará os escolhidos de Deus? É Deus quem torna justo!
34. Quem condenará? Jesus Cristo? Ele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à direita de Deus e intercede por nós?
35. Quem nos poderá separar do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada?
36. Como diz a Escritura: "Por tua causa somos postos à morte o dia todo, somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro."
37. Mas, em todas essas coisas somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou.
38. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes
39. nem as forças das alturas ou das profundidades, nem qualquer outra criatura, nada nos poderá separar do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor.

[Romanos 9]Romanos 9


FIDELIDADE DE DEUS E INCREDULIDADE DE ISRAEL

OS PRIVILÉGIOS DE ISRAEL
1. Digo a verdade em Cristo, não minto, e disso me dá testemunho a minha consciência pelo Espírito Santo:
2. tenho uma grande dor e um contínuo sofrimento no coração.
3. Sim, eu gostaria de ser amaldiçoado e separado de Cristo em favor dos meus irmãos de raça e sangue.
4. Eles são israelitas e possuem a adoção filial, a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;
5. deles são os patriarcas e deles nasceu Cristo segundo a condição humana, que está acima de tudo. Deus seja bendito para sempre. Amém.

O VERDADEIRO ISRAEL
6. A palavra de Deus, porém, não falhou, pois nem todos os nascidos de Israel são Israel,
7. e nem todos os descendentes de Abraão são filhos de Abraão. Não: "É de Isaac que sairá a descendência de Abraão."
8. Isto é, não é a geração natural que torna filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados descendentes.
9. De fato, as palavras da promessa são estas: "Por essa época voltarei, e Sara terá um filho."
10. E isso não é tudo. Também Rebeca concebeu de um só homem, de Isaac, nosso pai.
11. Quando os filhos dela ainda não haviam nascido e nada tinham feito de bem ou de mal - isso para que ficasse confirmada a liberdade da escolha de Deus,
12. dependendo não das obras, mas daquele que chama - então foi dito a Rebeca: "O mais velho será servo do mais novo",
13. como diz a Escritura: "Amei a Jacó mais do que a Esaú."

A SOBERANA LIBERDADE DE DEUS
14. Que diremos então? Que Deus é injusto? De jeito nenhum!
15. Ele mesmo disse a Moisés: "Farei misericórdia a quem eu fizer misericórdia, e terei piedade de quem eu tiver piedade."
16. Portanto, a escolha não depende da vontade ou do esforço do homem, mas da misericórdia de Deus.
17. Por isso a Escritura diz ao faraó: "Eu fiz você nascer precisamente para mostrar em você o meu poder e para que o meu nome seja celebrado em toda a terra."
18. Portanto, Deus usa de misericórdia com quem ele quer, e endurece a quem ele quer.
19. Você me dirá então: "Por que Deus ainda se queixa? Quem pode resistir à vontade dele?"
20. Mas, quem é você, homem, para discutir com Deus? Por acaso, o vaso de barro diz ao oleiro: "Por que você me fez assim?"
21. Por acaso o oleiro não é dono da argila, para fazer com a mesma massa dois vasos, uma para uso nobre e outro para uso comum?
22. Ora, Deus quis manifestar a sua ira e mostrar o seu poder, suportando com muita paciência os vasos da ira, já prontos para a perdição.
23. Deus assim fez para mostrar a riqueza da sua glória para com os vasos de misericórdia, que ele havia preparado para a glória,
24. isto é, para conosco, a quem Deus chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os pagãos...
25. Como ele diz em Oséias: "Chamarei Meu-povo àquele que não é meu povo, e Amada àquela que não é amada.
26. E acontecerá que, no mesmo lugar onde foi dito a eles: 'vocês não são meu povo', aí mesmo serão chamados filhos do Deus vivo."
27. E quanto a Israel, Isaías proclama: "Mesmo que o número dos israelitas seja como a areia do mar, o resto é que será salvo;
28. porque Deus cumprirá sua palavra sobre a terra com plenitude e rapidez."
29. E ainda como Isaías havia predito: "Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado uma descendência, ficaríamos como Sodoma e nos tornaríamos como Gomorra."

O ERRO DE ISRAEL
30. O que diremos então? Os pagãos, que não procuravam a justiça, alcançaram a justiça, mas a justiça que vem da fé;
31. ao passo que Israel procurava uma lei que lhe trouxesse a justiça, mas não conseguiu essa lei.
32. Por quê? Porque não a procurou através da fé, mas através das obras. Esbarraram na pedra de tropeço,
33. conforme diz a Escritura: "Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, uma rocha de escândalo; mas quem acreditar nela não será confundido."

[Romanos 10]Romanos 10



UM ZELO POUCO ESCLARECIDO
1. Irmãos, o desejo do meu coração e a súplica que faço a Deus em favor deles, é que se salvem.
2. Pois eu dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, mas um zelo pouco esclarecido.
3. Eles desconhecem a justiça de Deus e procuram afirmar a sua própria justiça e, assim, não se submetem à justiça de Deus.
4. Pois o fim da Lei é Cristo, para que todo aquele que acredita se torne justo.

O EVANGELHO É ACESSÍVEL A TODOS
5. Moisés assim descreve a justiça que vem da Lei: "Quem praticar os preceitos da Lei, viverá por meio deles."
6. Mas a justiça que vem da fé diz o seguinte: "Não pergunte a si mesmo: 'Quem subirá ao céu?' Isto é: para fazer Cristo descer.
7. Ou: 'Quem descerá ao abismo?' Isto é: para fazer Cristo subir dos mortos."
8. Mas, afinal, o que diz a Escritura? "A palavra está perto de você, em sua boca e em seu coração." Isto é: a palavra da fé que nós pregamos.
9. Pois se você confessa com a sua boca que Jesus é o Senhor, e acredita com seu coração que Deus o ressuscitou dos mortos, você será salvo.
10. É acreditando de coração que se obtém a justiça, e é confessando com a boca que se chega à salvação.
11. De fato, a Escritura diz: "Todo aquele que acredita nele, não será confundido."
12. Não há distinção entre judeu e grego, pois ele é o Senhor de todos, rico para com todos aqueles que o invocam.
13. Porque todo aquele que invoca o nome do Senhor, será salvo.

ISRAEL NÃO ACOLHEU O EVANGELHO
14. Ora, como poderão invocar aquele no qual não acreditaram? Como poderão acreditar, se não ouviram falar dele? E como poderão ouvir, se não houver quem o anuncie?
15. Como poderão anunciar se ninguém for enviado? Como diz a Escritura: "Como são belos os pés daqueles que anunciam boas notícias!"
16. Mas, nem todos obedeceram ao Evangelho. Isaías diz: "Senhor, quem acreditou em nossa pregação?"
17. A fé depende, portanto, da pregação, e a pregação é o anúncio da palavra de Cristo.
18. Agora, eu pergunto: Será que eles não ouviram? Ao contrário: pela terra inteira correu a voz deles e suas palavras foram até os confins do mundo.
19. Pergunto ainda: Será que Israel não entendeu? Moisés já dizia: "Farei com que vocês tenham ciúmes de um povo que não é povo; provocarei a ira de vocês contra um povo insensato."


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