Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Então as árvores disseram à figueira: 'Venha você, e reine sobre nós'. 11



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10. Então as árvores disseram à figueira: 'Venha você, e reine sobre nós'.
11. A figueira respondeu: 'Vocês acham que vou deixar o meu doce fruto saboroso, para ficar balançando sobre as árvores?'
12. Então as árvores disseram à videira: 'Venha você, e reine sobre nós'.
13. A videira respondeu: 'Vocês acham que vou deixar meu vinho novo, que alegra deuses e homens, para ficar balançando sobre as árvores?'
14. Então todas as árvores disseram ao espinheiro: 'Venha você, e reine sobre nós'.
15. Então o espinheiro respondeu às árvores: 'Se vocês querem mesmo me ungir para reinar sobre vocês, venham e se abriguem debaixo da minha sombra. Senão, sairá fogo do espinheiro e devorará os cedros do Líbano'.
16. Pois bem! Será que vocês procederam com sinceridade e lealdade proclamando Abimelec como rei? Será que vocês agiram bem com Jerobaal e sua família? Será que vocês se comportaram com ele conforme os favores que ele fez a vocês?
17. Meu pai lutou por vocês e até arriscou a vida para livrá-los do poder de Madiã.
18. No entanto, hoje vocês se revoltaram contra a família do meu pai, assassinaram sobre a mesma pedra os setenta filhos dele, e proclamaram rei dos senhores de Siquém esse Abimelec, filho de uma escrava do meu pai, com o pretexto de que ele é parente de vocês.
19. Muito bem! Se vocês agiram com sinceridade e lealdade com Jerobaal e sua família, então façam festa com Abimelec, e que ele festeje com vocês.
20. Caso contrário, que saia fogo de Abimelec e devore os senhores de Siquém e de Bet-Melo, e que saia fogo dos senhores de Siquém e de Bet-Melo, e devore Abimelec".
21. Depois Joatão tornou a fugir e foi para Bera. Aí ficou, longe do seu irmão Abimelec.

O ESPÍRITO DA DIVISÃO
22. Abimelec governou Israel durante três anos.
23. Depois disso, Deus enviou um espírito mau entre Abimelec e os senhores de Siquém, e estes traíram Abimelec.
24. Desse modo, o assassinato dos setenta filhos de Jerobaal e o sangue deles caiu sobre Abimelec, que os havia assassinado, e sobre os senhores de Siquém, que tinham sido cúmplices no massacre.
25. Os senhores de Siquém tinham armado emboscadas no alto dos montes e assaltavam todos os que passavam pelo caminho. E Abimelec foi informado disso.

TENTATIVA FRUSTRADA
26. Gaal, filho de Obed, foi a Siquém com seus irmãos e ganhou a confiança dos senhores de Siquém.
27. Saíram ao campo para colher as uvas, pisaram as uvas e celebraram a festa. Foram ao templo do seu deus; aí comeram e beberam, amaldiçoando Abimelec.
28. Gaal, filho de Obed, disse: "Quem é Abimelec e o que é Siquém, para ficarmos a serviço deles? Por acaso ele não é o filho de Jerobaal, e Zebul não é o governador deles? Que sirvam o povo de Hemor, pai de Siquém! Por que nós deveríamos servir Abimelec?
29. Eu gostaria de ter o poder sobre esse povo. Então eu pegaria Abimelec e lhe diria: 'Reforce seu exército e venha para o combate'!"
30. Zebul, governador da cidade, ouviu o que havia dito Gaal, filho de Obed. Ficou cheio de raiva
31. e mandou secretamente mensageiros a Abimelec, avisando-o: "Gaal, filho de Obed, chegou com seus irmãos a Siquém e estão subvertendo a cidade contra você.
32. Venha de noite com seu pessoal e fique de emboscada no campo.
33. De manhãzinha, apareça e ataque a cidade. Quando Gaal e os que estão com ele saírem ao seu encontro, faça o que você achar melhor".
34. Abimelec se pôs a caminho de noite com seu pessoal, e armaram emboscada diante de Siquém, divididos em quatro grupos.
35. Gaal, filho de Obed, saiu e parou na porta da cidade. Então Abimelec, com seu pessoal, saiu da emboscada.
36. Vendo toda essa gente, Gaal disse a Zebul: "Veja! Está descendo gente do alto dos montes". Zebul respondeu: "O que você está vendo é a sombra dos montes, e pensa que é gente".
37. Gaal insistiu: "Está descendo gente do Umbigo da Terra, e mais um grupo está vindo pela estrada do carvalho dos Adivinhos".
38. Então Zebul lhe disse: "Onde está agora essa boca que falava: 'Quem é Abimelec, para que sejamos seus escravos?' São esses que você desprezava. Saia agora e lute contra eles".
39. Então Gaal saiu à frente dos senhores de Siquém e começou a lutar contra Abimelec.
40. E Abimelec o perseguiu. Gaal fugiu e muitos caíram mortos antes de chegar à porta da cidade.
41. Abimelec voltou para Aruma, e Zebul expulsou, de Siquém, Gaal e seus irmãos.

A VINGANÇA
42. No dia seguinte, o povo saiu para o campo, e Abimelec foi informado.
43. Tomou então seu pessoal, o dividiu em três grupos, e se pôs de emboscada no campo. Quando viu o povo sair da cidade, lançou-se ao ataque e o massacrou.
44. Abimelec e seu pessoal avançaram e se colocaram na entrada da porta da cidade, enquanto os outros dois grupos atacavam e massacravam os que tinham saído pelo campo.
45. Abimelec atacou a cidade o dia inteiro. Depois de tomá-la, massacrou os habitantes, destruiu a cidade e espalhou sal sobre ela.
46. Ao saber disso, todos os senhores da Torre de Siquém se refugiaram na cripta do templo de El-Berit.
47. Quando Abimelec soube que todos os senhores da Torre de Siquém estavam reunidos,
48. subiu ao monte Selmon com todo o seu pessoal, pegou do machado, cortou um galho de árvore, o colocou nos ombros, e disse aos outros: "Depressa. Façam a mesma coisa".
49. Cada um cortou um galho de árvore e seguiu Abimelec. Amontoaram os galhos sobre a cripta e os queimaram sobre aqueles que aí estavam escondidos. Todos os habitantes da Torre de Siquém morreram, cerca de mil, entre homens e mulheres.

MORTE DO OPRESSOR
50. Depois disso, Abimelec avançou contra Tebes, a cercou e tomou.
51. No centro da cidade havia uma torre fortificada, onde todos os homens, mulheres e senhores da cidade se refugiaram. Fecharam a porta e subiram ao terraço.
52. Abimelec se aproximou da torre, procurando assaltá-la. Quando chegou perto da porta para atear fogo,
53. uma mulher jogou uma mó de moinho sobre a cabeça dele e lhe fraturou o crânio.
54. Abimelec chamou logo o escudeiro e disse: "Pegue a espada e mate-me, para não dizerem que uma mulher me matou". O escudeiro o atravessou com a espada, e ele morreu.
55. Quando os israelitas viram que Abimelec tinha morrido, voltou cada um para sua casa.
56. Desse modo, Deus fez cair sobre Abimelec o mal que ele tinha feito a seu pai, massacrando seus setenta irmãos.
57. Do mesmo modo, Deus fez cair sobre os habitantes de Siquém todo o mal que haviam feito. E assim se cumpriu a maldição de Joatão, filho de Jerobaal.

uízes 10

TOLA E JAIR
1. Depois de Abimelec, surgiu Tola, filho de Fua, filho de Dodo, para livrar Israel. Ele era da tribo de Issacar e vivia em Samir, na região montanhosa de Efraim.
2. Foi juiz em Israel durante vinte e três anos. Depois morreu, e foi sepultado em Samir.
3. Depois de Tola, surgiu Jair de Galaad, que julgou Israel durante vinte e dois anos.
4. Jair tinha trinta filhos, que montavam trinta jumentos, e possuíam trinta cidades, que ainda hoje se chamam Aldeias de Jair, em Galaad.
5. Depois Jair morreu, e o sepultaram em Camon.

REVER OS ERROS PARA APRENDER
6. Os israelitas tornaram a fazer o que Javé reprova: prestaram culto a Baal e Astarte, e também aos deuses de Aram e de Sidônia, aos deuses de Moab e dos amonitas e filisteus. Abandonaram a Javé, e já não lhe prestavam culto.
7. Então a ira de Javé se inflamou contra Israel. E Javé o entregou aos filisteus e amonitas,
8. que, a partir desse momento, humilharam e oprimiram durante dezoito anos todos os israelitas que habitavam em Galaad, na Transjordânia, terra dos amorreus.
9. Os amonitas atravessaram o Jordão, com intenção de lutar também contra Judá, Benjamim e a tribo de Efraim. E a situação de Israel chegou ao pior extremo.
10. Então os israelitas clamaram a Javé: "Pecamos contra ti. Abandonamos a Javé nosso Deus, para prestar culto aos ídolos".
11. Javé disse aos israelitas: "Eu, por acaso, não libertei vocês dos egípcios, amorreus, amonitas e filisteus?
12. Os sidônios, amalecitas e madianitas oprimiram vocês. Então vocês clamaram a mim, e eu os salvei.
13. No entanto, vocês me abandonaram para servir a outros deuses. Por isso não vou mais salvar vocês.
14. Vão clamar aos deuses que vocês escolheram. Eles é que devem salvar vocês no tempo do aperto!"
15. Então os israelitas insistiram: "Nós pecamos. Faze de nós o que achares melhor, mas liberta-nos hoje".
16. Eles deixaram os deuses estrangeiros e prestaram culto a Javé. E Javé não pôde mais suportar o sofrimento de Israel.
17. Os amonitas se reuniram e acamparam em Galaad. Os israelitas também se reuniram e acamparam em Masfa.
18. Então o povo e os chefes de Galaad comentaram: "Quem terá coragem de atacar os amonitas? Esse vai ser o chefe de todos os habitantes de Galaad".

[Juízes 11]Juízes 11



DEUS LIBERTA ATRAVÉS DOS MARGINALIZADOS
1. Jefté, o galaadita, era um guerreiro valente, filho de Galaad e de uma prostituta.
2. Galaad teve outros filhos com sua esposa legítima. E quando estes cresceram, expulsaram Jefté, dizendo: "Você não pode participar da herança do nosso pai, porque você é filho de outra mulher".
3. Jefté fugiu para longe de seus irmãos e se estabeleceu na terra de Tob. Aí reuniu uma turma de desocupados, que andavam com ele.
4. Algum tempo depois, os amonitas declararam guerra a Israel.
5. Quando os amonitas começaram a atacar Israel, os anciãos de Galaad foram procurar Jefté, na terra de Tob,
6. e lhe disseram: "Venha ser o nosso comandante na guerra contra os amonitas".
7. Jefté, porém, respondeu: "Vocês me odiaram e me expulsaram da casa de meu pai. Por que vêm me procurar na hora do aperto?"
8. Os anciãos de Galaad disseram a Jefté: "Pois é. Agora vimos procurar você, para que você venha lutar conosco contra os amonitas. Você será o nosso chefe e também o de todos os habitantes de Galaad".
9. Jefté respondeu aos anciãos: "Vocês querem que eu volte para lutar contra os amonitas? Pois bem! Se Javé os entregar na minha mão, então eu serei o chefe de vocês".
10. Os anciãos de Galaad disseram a Jefté: "Que Javé nos castigue, se não fizermos o que você está dizendo".
11. Então Jefté foi com os anciãos de Galaad. O povo o nomeou chefe e comandante, e Jefté prestou juramento em Masfa, na presença de Javé.

TENTATIVA DE ACORDO
12. Jefté enviou emissários ao rei dos amonitas, com a seguinte mensagem: "O que foi que eu fiz, para que você venha atacar a minha terra?"
13. O rei dos amonitas respondeu aos emissários de Jefté: "Quando Israel veio do Egito ele se apoderou da minha terra, desde o rio Arnon até o Jaboc e o Jordão. Devolva-me agora, em paz, o que você me tomou".
14. Jefté enviou novamente emissários ao rei dos amonitas
15. com esta mensagem: "Assim diz Jefté: Os israelitas não se apoderaram do país de Moab, nem do país de Amon.
16. Quando Israel veio do Egito, caminhou pelo deserto até o mar Vermelho, e chegou a Cades.
17. Então Israel enviou emissários ao rei de Edom, pedindo para atravessar o país. Mas o rei de Edom não fez caso. Israel enviou também emissários ao rei de Moab e também este não fez caso. Então Israel ficou em Cades,
18. e depois seguiu pelo deserto, contornou o país de Edom e de Moab, chegou à parte oriental de Moab e acampou no outro lado do rio Arnon, sem violar a fronteira, porque o Arnon é a fronteira de Moab.
19. Em seguida, Israel enviou emissários a Seon, rei dos amorreus, que reinava em Hesebon, pedindo que os deixasse atravessar o território dele, para chegar ao próprio destino.
20. Seon, porém, recusou, não acreditando no pedido de Israel para lhe atravessar a fronteira, e reuniu seu exército, acampou em Jasa, e atacou Israel.
21. Javé, Deus de Israel, entregou Seon e seu exército nas mãos de Israel, que os derrotou e tomou posse da terra dos amorreus que habitavam nessa região.
22. Foi assim que Israel tomou posse da região dos amorreus, desde o Arnon até o Jaboc, e desde o deserto até o Jordão.
23. Pois bem! Se Javé, Deus de Israel, expulsou os amorreus diante do seu povo Israel, será você agora quem nos vai expulsar?
24. Você possui tudo o que seu deus Camos lhe deu. E nós possuímos o que Javé nosso Deus tomou de seus possuidores.
25. Será que você é melhor do que Balac, filho de Sefor, rei de Moab? Ele se atreveu a lutar contra Israel? Ele declarou guerra a Israel?
26. Há trezentos anos, Israel se estabeleceu em Hesebon e arredores, em Aroer e arredores, e em todas as cidades que estão ao longo do rio Arnon. Por que você não a tomou durante todo esse tempo?
27. Veja bem. Eu não ofendi você. Foi você que agiu mal, declarando guerra contra mim. Que Javé, o Juiz, julgue entre israelitas e amonitas".
28. Todavia, o rei dos amonitas não fez caso da mensagem de Jefté.

PROMESSA IMPRUDENTE
29. Então o espírito de Javé desceu sobre Jefté, que atravessou o território de Galaad e Manassés, passou por Masfa e Galaad, e daí foi até os amonitas.
30. E Jefté fez uma promessa a Javé: "Se entregares os amonitas em meu poder,
31. então, quando eu voltar vitorioso da guerra contra eles, a primeira pessoa que sair para me receber na porta de casa, pertencerá a Javé, e eu a oferecerei em holocausto".
32. Jefté partiu para guerrear contra os amonitas, e Javé os entregou em seu poder.
33. Jefté os derrotou desde Aroer até Menit, tomando vinte cidades, e foi até Abel-Carmim. Foi uma grande derrota, e os amonitas foram dominados pelos israelitas.
34. Jefté voltou para a sua casa em Masfa. E foi justamente sua filha quem saiu para recebê-lo, dançando ao som de tamborins. Era sua filha única, pois Jefté não tinha outros filhos ou filhas.
35. Logo que viu a filha, Jefté rasgou as vestes, e gritou: "Ai, minha filha, como sou infeliz! Você é a minha desgraça, porque eu fiz uma promessa a Javé e não posso voltar atrás".
36. Ela respondeu: "Pai, se você fez promessa a Javé, cumpra o que prometeu, porque Javé concedeu a você vingar-se dos inimigos".
37. E pediu ao pai: "Conceda-me apenas isto: deixe-me andar dois meses pelos montes, chorando com minhas amigas, porque vou morrer virgem".
38. Jefté lhe disse: "Vá". E deixou-a andar por dois meses. Ela foi pelos montes com suas amigas, chorando porque ia morrer virgem.
39. Dois meses depois, ela voltou para casa, e seu pai cumpriu a promessa que tinha feito. A moça era virgem. Daí começou um costume em Israel:
40. todos os anos as moças israelitas saem por quatro dias para chorar a filha de Jefté, o galaadita.

[Juízes 12]Juízes 12



A COMICHÃO DO PODER
1. Os efraimitas se reuniram, atravessaram o Jordão a caminho do norte, e perguntaram a Jefté: "Por que você fez guerra contra os amonitas, sem nos convidar para ir junto? Vamos queimar sua casa com você dentro".
2. Jefté respondeu: "Eu e meu povo tivemos um grande conflito com os amonitas. Pedi ajuda a vocês, e vocês a negaram.
3. Quando vi que ninguém aparecia para ajudar, arrisquei a vida, marchei contra os amonitas e Javé os entregou em meu poder. Por que é que vocês vêm hoje contra mim?"
4. Então Jefté reuniu os galaaditas e atacou os efraimitas. Os efraimitas foram derrotados, porque diziam: "Vocês, galaaditas, são fugitivos de Efraim, pois Galaad fica entre Efraim e Manassés".
5. E os galaaditas ocuparam os vaus do Jordão, cortando a passagem de Efraim. Quando os efraimitas fugitivos pediam para passar, os galaaditas perguntavam: "Você é efraimita?"
6. Se ele dizia que não, eles pediam: "Então diga Chibôlet". Ele dizia

Cibôlet, porque não conseguia pronunciar doutro modo. Então eles o agarravam e o matavam nos vaus do Jordão. Nesse tempo, foram mortos quarenta e dois mil efraimitas.
7. Jefté foi juiz em Israel durante seis anos. Depois morreu e foi sepultado em sua cidade, em Galaad.

ABESÃ, ELON E ABDON
8. Depois de Jefté, o juiz em Israel foi Abesã, de Belém.
9. Ele teve trinta filhos e trinta filhas. Casou as filhas fora, e trouxe de fora trinta mulheres para seus filhos. Foi juiz em Israel durante sete anos.
10. Depois morreu e foi sepultado em Belém.
11. Depois de Abesã, o juiz em Israel foi Elon, de Zabulon. Foi juiz em Israel durante dez anos.
12. Depois morreu e foi sepultado em Aialon, na terra de Zabulon.
13. Depois de Elon, o juiz em Israel foi Abdon, filho de Ilel de Faraton.
14. Ele teve quarenta filhos e trinta netos, que montavam setenta jumentos. Foi juiz em Israel durante oito anos.
15. Depois morreu e foi sepultado em Faraton, na terra de Efraim, na região montanhosa dos amalecitas.

[Juízes 13]Juízes 13



NASCIMENTO DE UM HERÓI
1. Os israelitas tornaram a fazer o que Javé reprova. E Javé os entregou aos filisteus durante quarenta anos.
2. Havia um homem de Saraá, do clã de Dã, que se chamava Manué. Sua mulher era estéril e não tinha filhos.
3. O anjo de Javé apareceu à mulher e lhe disse: "Você é estéril e não tem filhos, mas ficará grávida e dará à luz um filho.
4. Tome cuidado: não beba vinho, nem qualquer outra bebida alcoólica, e não coma nada que seja impuro,
5. porque você ficará grávida e dará à luz um filho. A navalha não será passada sobre a cabeça do menino, porque desde o seio da mãe ele será consagrado a Deus. É ele quem começará a salvar Israel do poder dos filisteus".
6. A mulher foi falar assim ao marido: "Um homem de Deus veio me visitar. Pela sua aparência majestosa, parecia um anjo de Deus. Eu não perguntei de onde ele veio, nem ele me disse o seu nome.
7. Ele só me falou o seguinte: 'Você ficará grávida e dará à luz um filho; tome cuidado para não beber vinho, nem qualquer outra bebida alcoólica, e não coma nada que seja impuro, porque o menino será consagrado a Deus, desde o seio de sua mãe até o dia de sua morte' ".
8. Então Manué rezou a Javé: "Eu te peço, Senhor: que o homem de Deus que enviaste, volte e nos diga o que devemos fazer com o menino, quando ele nascer".
9. Deus ouviu a oração de Manué, e o anjo de Deus apareceu outra vez à mulher, quando ela estava no campo. Seu marido Manué não estava com ela.
10. A mulher foi correndo avisar o marido: "O homem que me visitou outro dia, voltou".
11. Manué seguiu a mulher e foi perguntar ao homem: "Foi você quem falou com esta mulher?" Ele respondeu: "Sim. Fui eu mesmo".
12. Manué disse: "Quando se realizar a sua palavra, como será o comportamento do menino? O que é que ele deve fazer?"
13. O anjo de Javé respondeu a Manué: "A mulher não poderá fazer nada daquilo que lhe foi proibido:
14. não colocará na boca nada que seja feito de uva, não beberá vinho nem bebida alcoólica e não comerá nenhuma coisa impura. Ela deve observar tudo o que eu mandei".
15. Manué disse ao anjo de Javé: "Fique conosco, que vamos preparar um cabrito para você".
16. O anjo de Javé respondeu a Manué: "Mesmo que eu fique, não provarei a sua comida. Mas, se você quiser, prepare um holocausto e ofereça a Javé". Manué não tinha percebido que esse homem era o anjo de Javé.
17. E Manué perguntou: "Qual é o seu nome, para que possamos agradecer a você, quando suas palavras se realizarem?"
18. O anjo de Javé retrucou: "Por que você está querendo saber o meu nome? Ele é misterioso".
19. Então Manué pegou o cabrito com a oferta, e ofereceu-o sobre a rocha em holocausto a Javé, que realiza coisas misteriosas. Manué e sua mulher ficaram observando.
20. Quando a chama do altar subiu para o céu, o anjo de Javé também subiu na chama. Vendo isso, Manué e sua mulher caíram com o rosto no chão.
21. O anjo de Javé não apareceu mais, nem para Manué nem para a sua mulher. Então Manué entendeu que era o anjo de Javé.
22. Ele disse à sua mulher: "Certamente morreremos, porque vimos a Deus".
23. A mulher respondeu: "Se Javé nos quisesse matar, não teria aceito o holocausto e a oferta, não nos teria mostrado tudo o que vimos, nem nos teria comunicado essas coisas".
24. A mulher deu à luz um filho e lhe deu o nome de Sansão. O menino cresceu e Javé o abençoou.
25. E o espírito de Javé começou a agitar Sansão no Acampamento de Dã, entre Saraá e Estaol.

[Juízes 14]Juízes 14



FORÇA E DOÇURA
1. Sansão desceu a Tamna, e aí viu uma jovem filistéia.
2. Quando voltou, disse a seus pais: "Eu vi uma jovem filistéia em Tamna. Peçam que ela seja minha esposa".
3. Os seus pais responderam: "Será que não existe mulher nenhuma entre seus parentes e no meio de todo o nosso povo, para você se casar com uma mulher desses filisteus incircuncisos?" Sansão insistiu com o pai: "Peça que ela seja minha esposa, pois é dela que eu gosto".
4. Seus pais não sabiam que era Javé quem fazia isso, buscando um pretexto contra os filisteus, porque nessa época os filisteus dominavam Israel.
5. Sansão desceu a Tamna. Chegando perto dos vinhedos de Tamna, viu um leãozinho que vinha rugindo ao seu encontro.
6. O espírito de Javé desceu sobre Sansão, e ele, sem ter nada nas mãos, despedaçou o leãozinho, como se despedaça um cabrito. Sansão, porém, não contou nada a seus pais.
7. Ele desceu a Tamna, falou com a moça e ficou gostando dela.
8. Algum tempo depois, quando estava indo para se casar com ela, desviou-se do caminho para ver o leão morto. Encontrou um enxame de abelhas com mel, na carcaça do leão.
9. Recolheu o mel na mão e foi comendo pelo caminho. Quando alcançou seus pais, deu-lhes mel, e eles comeram. Sansão, porém, não disse para eles que tinha tirado o mel da carcaça do leão.
10. Desceu até a casa da moça e aí ofereceu um banquete, como os jovens costumam fazer.
11. Desde que o viram, escolheram trinta companheiros para ficarem com ele.
12. Sansão disse aos companheiros: "Vou propor a vocês uma adivinhação. Se vocês acertarem a resposta durante os sete dias do banquete, eu lhes darei trinta peças de linho e trinta roupas de festa.
13. Mas se vocês não adivinharem a resposta, vocês é que me devem dar trinta peças de linho e trinta roupas de festa". Eles disseram: "Vamos lá. Qual é a adivinhação?"
14. Sansão propôs: "Do que come saiu comida, e do forte saiu doçura". Três dias depois, eles ainda não tinham adivinhado a resposta.
15. No quarto dia, disseram à mulher de Sansão: "Convença o seu marido a dizer a resposta da adivinhação. Senão, nós vamos pôr fogo em você e na casa de seu pai. Ou será que você nos convidou só para nos deixar sem nada?"
16. A mulher de Sansão foi e dizia, chorando no ombro dele: "Você não me ama. O que você sente por mim é ódio. Você propôs uma adivinhação para os homens do meu povo, e não diz para mim qual é a resposta!" Sansão respondeu: "Nem para meus pais eu disse; por que iria dizer a você?"


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