Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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17. No entanto, ela chorou no ombro dele durante os sete dias do banquete. Importunava tanto que, no sétimo dia, Sansão acabou contando para ela a resposta. E ela foi contar aos homens do seu povo.
18. No sétimo dia, antes que Sansão fosse para o quarto de dormir, os homens da cidade chegaram e disseram: "O que é mais doce do que o mel, e o que é mais forte do que o leão?" Sansão replicou: "Se vocês não tivessem arado com minha novilha, vocês não teriam acertado a adivinhação".
19. Então o espírito de Javé desceu sobre Sansão e apossou-se dele. Ele foi até Ascalon, matou trinta homens, tirou as roupas deles e deu para os que tinham adivinhado a resposta. Depois, cheio de raiva, voltou para a casa do seu pai.
20. Sua mulher foi então dada a um dos companheiros que haviam cuidado dele.

[Juízes 15]Juízes 15



UM EXÉRCITO DE RAPOSAS
1. Algum tempo depois, durante a colheita do trigo, Sansão foi visitar sua mulher, levando para ela um cabrito, e pensando: "Vou entrar no quarto da minha mulher". Mas o sogro não o deixou entrar, e disse:
2. "Achei que você não gostava mais dela, e por isso a dei para um dos seus companheiros. Mas veja: a irmã menor é mais bonita! Fique com ela em lugar da outra".
3. Sansão, porém, replicou: "Desta vez não sou culpado do mal que vou fazer aos filisteus".
4. Então Sansão foi, pegou trezentas raposas, preparou tochas, amarrou rabo com rabo de cada duas raposas, e neles amarrou as tochas.
5. Depois ateou fogo nas tochas e soltou as raposas no meio das plantações dos filisteus. Desse modo, queimou não só os feixes de trigo já colhidos, mas também o que ainda estava plantado, e até as vinhas e oliveiras.
6. Os filisteus perguntaram: "Quem foi que fez isso?" Responderam: "Foi Sansão, o genro do homem de Tamna. Ele fez isso porque o sogro lhe tirou a mulher e a deu ao seu companheiro". Então os filisteus subiram e puseram fogo na mulher e na casa do pai dela.
7. Sansão disse aos filisteus: "Já que vocês fizeram isso, não vou parar, enquanto não me vingar de vocês".
8. E caiu sobre eles, fazendo um massacre terrível. Depois foi para a gruta do rochedo de Etam e aí ficou morando.

ARMA DE SANSÃO
9. Os filisteus subiram e acamparam contra Judá, saindo para atacar na região de Queixada.
10. Os habitantes de Judá protestaram: "Por que vocês subiram contra nós?" Os filisteus responderam: "Aqui estamos para prender Sansão e lhe devolver o que ele fez conosco".
11. Três mil homens de Judá foram à gruta do rochedo de Etam e disseram a Sansão: "Você não sabe que estamos sob o domínio dos filisteus? Por que você fez isso conosco?" Sansão respondeu: "Paguei a eles com a mesma moeda".
12. Eles insistiram: "Viemos aqui para prender você e o entregar aos filisteus". Sansão disse: "Jurem que vocês não vão me matar".
13. Eles responderam: "Não. Só queremos prender você e o entregar a eles. Não pretendemos matá-lo". Então o amarraram com duas cordas novas e o levaram para fora do rochedo.
14. Quando Sansão estava chegando a Queixada, os filisteus foram recebê-lo com grande algazarra. O espírito de Javé invadiu Sansão, e as cordas que lhe amarravam os braços ficaram como fio de linho queimado, e os laços que prendiam suas mãos se soltaram.
15. Vendo uma queixada de jumento ainda fresca, Sansão a pegou e com ela matou mil homens.
16. Depois Sansão cantou: "Com uma queixada de jumento eu os amontoei. Com uma queixada de jumento, mil homens eu matei".
17. Quando acabou de cantar, jogou longe a queixada. É por isso que se deu a esse lugar o nome de Alto da Queixada.
18. Depois, Sansão ficou com muita sede e gritou para Javé: "Tu me concedeste essa grande vitória. Será que agora vou morrer de sede e cair nas mãos desses incircuncisos?"
19. Então Deus fendeu a rocha que está em Queixada, e dela correu água. Sansão bebeu, recuperou as forças e se reanimou. É por isso que deram o nome de Fonte do Grito para a fonte que ainda existe em Queixada.
20. Sansão foi juiz em Israel durante vinte anos, no tempo dos filisteus.

[Juízes 16]Juízes 16



A PORTA DE GAZA
1. Sansão foi a Gaza, viu aí uma prostituta e dormiu com ela.
2. E a notícia espalhou-se em Gaza: "Sansão está aqui". Fizeram rondas e todos passaram a noite vigiando junto à porta da cidade. Passaram tranqüilamente toda a noite, porque diziam: "De manhã nós o mataremos".
3. Sansão, porém, ficou deitado até a meia-noite. À meia-noite levantou-se, pegou as folhas da porta com os batentes, arrancou-as com tranca e tudo, colocou-as no ombro e as carregou até o alto da montanha que está diante de Hebron.

SANSÃO E DALILA
4. Depois disso tudo, Sansão se apaixonou por Dalila, mulher do vale de Sorec.
5. Os chefes dos filisteus procuraram Dalila e lhe propuseram: "Seduza Sansão e descubra onde está a grande força dele e de que modo o poderemos dominar, amarrar e prender. E cada um de nós dará mil e cem moedas de prata para você".
6. Dalila disse a Sansão: "Vamos, me conte o segredo de sua grande força e como é que você deveria ser amarrado para ficar dominado".
7. Sansão lhe disse: "Se me amarrarem com sete cordas de arco novas, que ainda não foram postas para secar, eu perderei a minha força e ficarei como qualquer outro homem".
8. Os chefes dos filisteus levaram a Dalila sete cordas de arco novas que ainda não tinham sido postas para secar, e Dalila usou as cordas para amarrar Sansão.
9. Ela havia escondido no quarto alguns homens. Depois gritou: "Sansão, os filisteus vão pegar você!" Mas Sansão arrebentou as cordas como se fossem um cordão de estopa meio queimado. E ninguém ficou sabendo o segredo de sua força.
10. Dalila se queixou com Sansão: "Você caçoou de mim e mentiu. Vamos, me diga como seria possível dominar você".
11. Sansão respondeu: "Se me amarrarem com cordas novas, que ainda não tenham sido usadas, eu perderei a minha força e ficarei como qualquer outro homem".
12. Então Dalila pegou cordas novas, amarrou Sansão e gritou: "Sansão, os filisteus vão pegar você!" Ela havia escondido no quarto alguns homens, mas Sansão arrebentou como se fosse uma linha as cordas que lhe amarravam os braços.
13. Dalila se queixou de novo: "Até agora você só caçoou de mim e me disse mentiras. Vamos, me diga como você pode ser dominado". Sansão respondeu: "Se você tecer as sete tranças do meu cabelo com a urdidura de um tear, e as fixar com um pino, perderei a minha força e ficarei como qualquer outro homem".
14. Dalila fez Sansão dormir, teceu as sete tranças de seu cabelo com a urdidura, prendeu-as com um pino, e gritou: "Sansão, os filisteus vão pegar você!" Sansão acordou e arrancou o pino do tear junto com a urdidura.
15. Então Dalila lhe disse: "Como você pode dizer que me ama se não confia em mim? Você já me enganou três vezes e não me contou o segredo de sua grande força".
16. Como Dalila o importunasse e insistisse todos os dias com suas queixas, Sansão caiu num desespero mortal,
17. e lhe contou todo o segredo: "A navalha nunca passou sobre a minha cabeça, pois eu sou consagrado a Deus desde o seio de minha mãe. Se cortarem meu cabelo, eu perderei a minha força. Ficarei fraco e seria como qualquer outro homem".
18. Dalila sentiu que Sansão tinha contado todo o segredo, e mandou chamar os chefes dos filisteus, dizendo: "Venham, porque Sansão me contou todo o segredo". Os chefes dos filisteus foram logo, levando o dinheiro.
19. Dalila fez Sansão dormir no seu colo, chamou um homem, e este cortou as sete tranças do cabelo de Sansão. Sansão começou a ficar fraco e sua força desapareceu.
20. Então Dalila gritou: "Sansão, os filisteus vão pegar você!" Ele acordou e pensou: "Vou me safar como das outras vezes". Mas ele não percebeu que Javé o tinha abandonado.
21. Os filisteus o agarraram, lhe furaram os olhos e o levaram para Gaza. Aí o prenderam com duas correntes de bronze, e Sansão ficou na prisão girando a pedra do moinho.
22. Entretanto, o cabelo que tinha sido cortado começou a crescer de novo.
23. Os chefes dos filisteus se reuniram para oferecer um grande sacrifício ao deus Dagon e para festejar. Diziam: "Nosso deus nos entregou o nosso inimigo Sansão!"
24. Ao ver Sansão, o povo começou a louvar seu deus e a dizer: "Nosso deus nos entregou o nosso inimigo Sansão, aquele que devastou nossas terras e multiplicou nossos mortos".
25. Quando já estavam bem alegres, disseram: "Mandem vir Sansão para nos divertir". Mandaram Sansão vir da prisão, para que dançasse diante deles. Quando o colocaram entre duas colunas,
26. Sansão disse ao moço que o levava pela mão: "Deixe-me num lugar onde eu possa tocar as colunas que sustentam o templo, para que eu possa me apoiar nelas".
27. O templo estava cheio de homens e mulheres, e aí se encontravam também todos os chefes dos filisteus. Havia gente até no terraço, ao todo cerca de três mil homens e mulheres, que assistiam a Sansão a dançar.
28. Sansão invocou a Javé: "Por favor, Senhor Javé, lembra-te de mim. Dá-me forças mais uma vez, para que eu me vingue dos filisteus com um só golpe por causa dos meus olhos".
29. Sansão tocou as duas colunas centrais que sustentavam o templo, apoiou-se numa com a direita e noutra com a esquerda,
30. e gritou: "Que eu morra junto com os filisteus". Empurrou as colunas com toda a força, e o templo desabou sobre os chefes e todo o povo que aí se encontrava. Desse modo, ao morrer, Sansão matou muito mais gente do que tinha matado durante toda a sua vida.
31. Seus parentes e toda a sua família foram e o levaram embora, enterrando-o entre Saraá e Estaol, no túmulo do seu pai Manué. Sansão foi juiz em Israel durante vinte anos.

[Juízes 17]IV. O CULTO AO DEUS DO ÊXODO



Juízes 17

1. Na região montanhosa de Efraim havia um homem que se chamava Micas.
2. Um dia, ele falou à sua mãe: "Lembra-se daquelas mil e cem moedas de prata que a senhora pensou que tinham sido roubadas, e inclusive amaldiçoou o ladrão, na minha frente? Aqui está o dinheiro. Fui eu que o peguei". Sua mãe falou: "Que Javé o abençoe, meu filho!"
3. Micas devolveu as mil e cem moedas à sua mãe, que disse: "Eu tinha reservado esse dinheiro para Javé, em favor de meu filho, para fazer uma estátua e um ídolo de metal fundido".
4. E Micas devolveu o dinheiro à sua mãe. Ela pegou duzentas moedas e as deu ao ourives para fazer uma estátua e um ídolo de metal fundido, que foram colocados na casa de Micas.
5. Micas tinha um santuário. Fez um efod e uns ídolos domésticos, e consagrou como sacerdote um de seus filhos.
6. Nesse tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia correto.
7. Havia, em Judá, um jovem de Belém, do clã de Judá, que era levita e morava aí como imigrante.
8. Ele deixou a cidade de Belém em Judá, com intenção de se estabelecer onde pudesse. Enquanto viajava, passou pela região montanhosa de Efraim, e chegou à casa de Micas.
9. E Micas lhe perguntou: "De onde você vem?" Ele respondeu: "Sou levita de Belém de Judá, e estou de viagem para me estabelecer onde puder".
10. Micas lhe propôs: "Fique comigo, e seja para mim como pai e sacerdote. Eu lhe darei dez moedas de prata por ano, além da roupa e da comida".
11. O levita concordou em ficar com Micas, e este o tratou como a um filho.
12. Micas consagrou o levita, e o jovem ficou na casa de Micas como sacerdote.
13. E Micas pensou: "Agora estou certo de que Javé vai me favorecer, pois tenho este levita como sacerdote".

[Juízes 18]Juízes 18



1. Nesse tempo não havia rei em Israel, e a tribo de Dã estava procurando um território para morar, porque ainda não tinha recebido sua herança entre as tribos de Israel.
2. Os danitas mandaram cinco homens valentes de seu clã, de Saraá e Estaol, para explorar a terra. Foram até a região montanhosa de Efraim e chegaram à casa de Micas, onde passaram a noite.
3. Quando estavam perto da casa de Micas, reconheceram a voz do levita e se aproximaram, perguntando: "Quem trouxe você para cá? O que é que você está fazendo aqui e com que trabalha?"
4. O levita respondeu: "Micas me contratou como sacerdote".
5. Então lhe pediram: "Consulte a Deus para sabermos se a viagem que estamos fazendo vai dar certo".
6. O sacerdote respondeu: "Podem ir em paz. A viagem de vocês está sob os cuidados de Javé".
7. Os cinco homens partiram e chegaram a Laís. Viram que os habitantes do lugar viviam em segurança como os sidônios; viviam tranqüilos e seguros, e não passavam privações ou apertos de nenhuma natureza. Sidônia ficava longe, e eles não mantinham relações com os arameus.
8. Os exploradores voltaram para junto de seus irmãos em Saraá e Estaol, e estes lhes perguntaram: "Que notícias vocês trazem?"
9. Eles responderam: "Vamos lutar contra eles, pois vimos que a terra é excelente! Não fiquem aí parados, não hesitem para tomar posse do território.
10. Chegando lá, vocês vão encontrar um povo tranqüilo. O território é extenso, e Deus o entregou na mão de vocês. É um lugar onde os produtos da terra são abundantes".
11. Então, cerca de seiscentos homens armados do clã de Dã emigraram de Saraá e Estaol.
12. Subiram e acamparam em Cariat-Iarim, em Judá. É por isso que esse lugar até hoje se chama Acampamento de Dã.
13. Daí passaram para a região montanhosa de Efraim e se aproximaram da casa de Micas.
14. Os cinco exploradores que tinham estado aí disseram a seus irmãos: "Saibam que há nessas casas um efod e ídolos domésticos, uma estátua e um ídolo de metal fundido. Pensem bem no que vocês vão fazer".
15. Eles se desviaram para lá, chegaram à casa do levita e o saudaram.
16. Os seiscentos danitas armados montaram guarda junto à porta,
17. e os cinco exploradores entraram na casa, pegaram a estátua, o efod, os ídolos domésticos e o ídolo de metal fundido. Enquanto isso, o sacerdote estava à entrada da porta com os seiscentos homens armados.
18. Eles entraram na casa de Micas, pegaram a estátua, o efod, os ídolos domésticos e o ídolo de metal fundido. O sacerdote, então, lhes perguntou: "O que vocês estão fazendo?"
19. Eles responderam: "Cale-se e venha conosco para ser nosso pai e sacerdote. O que é melhor para você? Ser sacerdote na casa de um homem, ou sacerdote de uma tribo e de um clã israelita?"
20. O sacerdote gostou. Pegou o efod, os ídolos domésticos e a estátua, e foi com eles.
21. Retomaram o caminho e partiram, colocando à frente as mulheres e as crianças, os animais e a bagagem.
22. Já estavam longe da casa de Micas, quando os vizinhos de Micas deram o alarme e começaram a perseguir os danitas.
23. Como vinham gritando, os danitas viraram para trás e perguntaram a Micas: "O que aconteceu? Por que você está gritando desse jeito?"
24. Micas respondeu: "Vocês roubaram o deus que eu havia feito e levaram também o sacerdote. Agora estão partindo sem me deixar nada. E ainda me perguntam o que foi que aconteceu?"
25. Os danitas disseram: "Não diga mais nada. Do contrário, alguns homens violentos poderiam atacá-lo e você perderia a vida junto com sua família".
26. Os danitas continuaram a viagem; Micas, percebendo que eles eram mais fortes, recuou e voltou para casa.
27. Depois de terem se apossado do deus que Micas fizera e do sacerdote que vivia com ele, os danitas atacaram Laís, onde morava um povo tranqüilo e confiante. Passaram todos ao fio da espada e incendiaram a cidade,
28. sem que ninguém fosse socorrer os habitantes, porque a cidade ficava longe de Sidônia, e eles não se relacionavam com os arameus. A cidade estava situada no vale que se estende na direção do Bet-Roob. Os danitas reconstruíram a cidade e aí se estabeleceram.
29. Deram à cidade o nome de Dã, que era o pai dos danitas e filho de Israel. Antes, porém, a cidade se chamava Laís.
30. Os danitas instalaram a estátua, e Jônatas, filho de Gersam e neto de Moisés, assim como seus filhos, foram sacerdotes da tribo de Dã, até o dia em que as pessoas do território foram levadas para o exílio.
31. Os danitas instalaram para seu uso a estátua que Micas havia feito, e essa estátua ficou aí durante todo o tempo em que existiu o santuário de Silo.

[Juízes 19]V. JUSTIÇA E SOLIDARIEDADE



Juízes 19

1. Nesse tempo, quando ainda não havia rei em Israel, um levita morava no fundo da região montanhosa de Efraim e tinha uma concubina, originária de Belém de Judá.
2. A concubina foi infiel para com ele e o deixou, voltando para a casa de seu pai em Belém de Judá, aí permanecendo durante quatro meses.
3. O homem foi procurar a mulher para agradá-la e a trazer de volta. Levou consigo um servo e dois jumentos. Quando estava chegando, o pai da moça o viu e saiu todo contente para recebê-lo.
4. Seu sogro, o pai da moça, o hospedou. E ele aí ficou três dias, comendo, bebendo e dormindo.
5. No quarto dia, quando se levantaram de manhã, o levita preparou-se para partir. Então o pai da moça disse ao genro: "Primeiro se alimente, coma um pedaço de pão e depois vocês partirão".
6. Sentaram-se, comeram e beberam juntos. O pai da moça disse ao genro: "Por favor, eu lhe peço: fique mais esta noite e alegre o seu coração".
7. Como o levita se preparava para partir, o sogro insistiu; e então ele pernoitou.
8. No quinto dia, o genro levantou-se de manhã para ir embora. Então o pai da moça disse: "Primeiro se alimente". Ficaram assim até quase o fim do dia e comeram juntos.
9. Quando o levita se levantou para partir com sua concubina e seu servo, o sogro, pai da moça, lhe disse: "Já está ficando tarde. Passe aqui a noite e alegre o seu coração. Amanhã você madrugará e partirá para casa".
10. Mas o levita não quis passar a noite. Partiu e chegou até perto de Jebus, isto é, Jerusalém. Levava consigo dois jumentos carregados, a mulher e o servo.
11. Quando chegaram perto de Jebus, já havia entardecido, e o servo disse ao patrão: "Podemos desviar para essa cidade dos jebuseus e dormir aí".
12. O patrão replicou: "Não vamos sair do nosso caminho para ficar numa cidade de estrangeiros, de gente que não é israelita. Vamos continuar até Gabaá".
13. E acrescentou: "Vamos chegar até um desses lugares, Gabaá ou Ramá, e aí passaremos a noite".
14. Foram então mais longe e, ao pôr-do-sol, estavam perto de Gabaá de Benjamim.
15. E entraram aí para passar a noite. O levita entrou e sentou-se na praça da cidade, mas ninguém o convidou para passar a noite em casa.
16. Pela tarde, chegou um velho que voltava do trabalho no campo. Ele era de Efraim; e, portanto, também ele vivia como imigrante em Gabaá, enquanto os do lugar eram benjaminitas.
17. O velho ergueu os olhos, viu o viajante na praça da cidade, e lhe perguntou: "De onde você vem e para onde vai?"
18. O outro respondeu: "Estamos viajando de Belém de Judá para a região montanhosa de Efraim. Eu sou de lá. Fui a Belém de Judá e estou voltando para casa, mas ninguém me ofereceu hospedagem.
19. Entretanto, temos palha e forragem para nossos animais, e eu também tenho pão e vinho para mim, para minha mulher e para o servo que nos acompanha. Não precisamos de nada".
20. O velho disse: "Seja bem-vindo. Deixe-me ajudá-lo no que você precisar. Não passe a noite na praça".
21. Então o velho fez o levita entrar em sua casa e deu forragem aos jumentos. Os viajantes lavaram os pés e depois comeram e beberam.
22. Estavam se reconfortando, quando apareceram uns desocupados da cidade que rodearam a casa e, batendo na porta, diziam para o velho, dono da casa: "Mande sair o homem que entrou na sua casa. Queremos aproveitar dele".
23. O dono da casa saiu e pediu: "Por favor, irmãos, não cometam esse crime. Ele é meu hóspede, não façam essa infâmia.
24. Vejam, tenho uma filha solteira: vou trazê-la a vocês para que façam o que quiserem. Não façam, porém, uma infâmia contra esse homem".
25. Mas eles não deram ouvidos. Então o levita pegou sua concubina e a levou para fora. Eles a violentaram, abusaram dela a noite toda, até de madrugada, e a deixaram ao amanhecer.
26. De madrugada, a mulher voltou e caiu diante da porta da casa onde seu marido se havia hospedado. E aí ficou até o amanhecer.
27. De manhã, o marido se levantou, abriu a porta da casa e estava saindo para continuar a viagem, quando encontrou a mulher caída na porta com as mãos sobre a soleira.
28. E lhe disse: "Levante-se e vamos embora". Mas ela não respondeu. Então o levita a colocou sobre o seu jumento e se pôs a caminho.
29. Quando chegou em casa, pegou uma faca, tomou o cadáver da sua mulher, cortou-o em doze pedaços e os mandou para todo o território de Israel.
30. Todos os que viram isso, comentavam: "Nunca aconteceu, nem se viu coisa igual, desde o dia em que os israelitas saíram do Egito até hoje. Reflitam sobre o assunto e tomem uma decisão".

[Juízes 20]Juízes 20



1. Todos os israelitas, desde Dã até Bersabéia, incluindo o território de Galaad, foram como um só homem e se reuniram em assembléia diante de Javé, em Masfa.
2. Os chefes do povo e todas as tribos de Israel participaram da assembléia do povo de Deus. Eram quatrocentos mil guerreiros armados de espada.
3. Os benjaminitas ficaram sabendo que os israelitas tinham ido a Masfa. Então os israelitas disseram: "Expliquem como é que esse crime foi cometido".
4. O levita, marido da mulher que tinha sido morta, declarou: "Minha mulher e eu chegamos a Gabaá de Benjamim para passar a noite.
5. Os moradores de Gabaá se levantaram contra mim e, durante a noite, cercaram a casa onde eu estava. Eles queriam me matar e violentaram minha concubina, que acabou morrendo.
6. Então peguei minha concubina, cortei-a em pedaços e os mandei por toda a herança de Israel, porque haviam cometido um crime infame em Israel.
7. Vocês todos são israelitas. Conversem e tomem uma decisão".
8. Todo o povo se levantou como um só homem, dizendo: "Ninguém de nós voltará para a sua tenda ou para casa.
9. Vamos fazer o seguinte contra Gabaá: vamos sortear os que deverão atacá-la.
10. De todas as tribos de Israel, tomaremos dez homens de cada cem, cem de cada mil, e mil de cada dez mil. Eles se encarregarão dos mantimentos para o povo, para que o povo, chegando a Gabaá de Benjamim, trate a cidade de acordo com a infâmia que ela cometeu em Israel".
11. Desse modo, todos os israelitas se reuniram como um só homem contra a cidade.
12. Então as tribos israelitas mandaram mensageiros para toda a tribo de Benjamim, dizendo: "Que crime é esse que foi cometido entre vocês?
13. Entreguem esses bandidos que estão em Gabaá, para que os executemos e eliminemos o mal do meio de Israel". Os benjaminitas, porém, não deram ouvidos a seus irmãos israelitas.
14. Foram de suas cidades e se reuniram em Gabaá para guerrear contra os israelitas.


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